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Posts Tagged ‘Felipe’

A 9ª rodada do Campeonato Brasileiro apresentou uma predominância de triunfos das equipes que jogaram em casa. Vitória, Vasco, Corinthians, Avaí, Internacional, Cruzeiro e Grêmio Prudente fizeram valer o fato de serem mandantes e somaram três pontos na competição. As únicas exceções foram Atlético-GO, que perdeu em Goiânia para o Flamengo e o Santos, que em plena Vila Belmiro, foi derrotado pelo Fluminense. Botafogo e Guarani empataram. 

Dessa forma, o MFC apresenta a SELEÇÃO dos melhores jogadores da rodada, com destaque para o líder e invicto Corinthians, que colocou três jogadores na lista.  A começar pelo goleiro Júlio César, que fez boas defesas na vitória sobre o Atlético-MG e parece ter assegurado a vaga de titular do Timão, após a saída de Felipe. O sucesso alvinegro, que manteve a liderança do Brasileirão, também apareceu na zaga. O zagueiro e capitão Willian se destacou e fez com que seu time terminasse mais uma rodada sem sofrer gols. Como não podia deixar de ser, o meia Bruno César também está na SELEÇÃO da rodada. O ex-jogador do Santo André demonstrou muita habilidade, fez inúmeras assistências para seus companheiros e ainda fez o gol da vitória corintiana.

Completando o sistema defensivo da SELEÇÃO, estão o lateral-direito Paulo César, do Grêmio Prudente, que fez um gol na vitória contra o Grêmio e foi bastante participativo no jogo, o zagueiro Leandro Euzébio, do Fluminense, que demonstrou muita segurança e conseguiu conter o ímpeto do jovem time santista, além do lateral-esquerdo Egídio, do Vitória, que foi totalmente decisivo no triunfo dos baianos contra o São Paulo, já que deu duas assistências para gols.

A dupla de volantes é formada por Marcos Assunção, do Palmeiras, que repetiu o feito da última rodada e se manteve na SELEÇÃO por dois motivos: foi bem na marcação e continua sendo muito perigoso nas bolas paradas. Junto à ele está Arouca, do Santos, que mesmo com o insucesso do Peixe, fez uma ótima partida contra os cariocas, foi firme na marcação e muito eficiente na armação dos contra-ataques. O outro meio-campista eleito foi o meia Caio, do Avaí, que fez dois gols e comandou a equipe catarinense na vitória sobre o Palmeiras.

O ataque escolhido é formado por Alan, do Fluminense, que pouco apareceu no jogo, mas foi decisivo na hora mais necessária e fez o gol da vitória do Tricolor fora de casa, resultado esse que colocou os cariocas na vice-liderança do torneio. Seu companheiro no sistema ofensivo é o atacante Roberto, outro que garantiu seu lugar na lista por ter sido decisivo novamente, se movimentando bastante durante o jogo e deixando sua marca no final da partida.

Pelo conjunto da obra, o técnico Antônio Lopes, do Avaí, foi o mais eficiente. Além de ter armado de forma interessante sua equipe, o ‘Delegado’ venceu o duelo particular com o ex-companheiro de Seleção Brasileira, o palmeirense Luiz Felipe Scolari, e com as duas vitórias nas duas últimas rodadas, colocou os catarinenses na 6ª posição na tabela.

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A final da Copa do Brasil 2010 está definida e será uma decisão inedita na história do torneio: Santos X Vitória.

Paulistas e baianos buscarão o título e a tão cobiçada vaga na Copa Libertadores da América de 2011 somente depois da Copa do Mundo, nos dias 28 de julho e 4 de agosto, com os mandos de campo definidos pela CBF nos próximos dias.

Depois de perder o primeiro jogo no estádio Olímpico por 4 a 3 para o Grêmio, o Santos voltou a jogar bem e comprovou o favoritismo, vencendo os gaúchos por 3 a 1 na Vila Belmiro. O Tricolor bem que tentou segurar o ímpeto santista na primeira etapa e poderia até ter aberto o placar. Mas na segunda etapa as coisas se inverteram e logo aos seis minutos, Paulo Henrique Ganso, que não vai à Copa do Mundo, mostrou toda sua habilidade e fez um golaço de fora da área, sem chances de defesa para o bom goleiro Victor. A situação alvinegra melhorou ainda mais quando Robinho fez um gol de craque, com um leve toque na bola que encobriu o arqueiro gremista. O Grêmio ainda descontou nos minutos seguintes com o zagueiro Rafael Marques, em falha do goleiro Felipe. Mas os Meninos da Vila não se apavaroram e Wesley, em grande jogada, selou a classificação santista na decisão. É a primeira vez que o Santos chega a uma decisão de Copa do Brasil.

O outro finalista é o Vitória. A derrota sofrida em Goiânia no primeiro jogo por 1 a 0 não abalou as pretensões do Rubro-Negro baiano, que jogando no Barradão lotado e com a torcida eufórica, não teve trabalho para golear o Atlético-GO por 4 a 0 e carimbar o passaporte para a final da Copa do Brasil. Os gols foram anotados por Júnior (2), Uéliton e Viáfara. Assim como o Santos, o Vitória disputará pela primeira vez uma decisão do torneio nacional.

Caso o Santos vença a competição, o Estado de São Paulo será o maior vencedor da Copa do Brasil, atingindo sete títulos. Até o momento, os paulistas que conquistaram o título foram o Corinthians (três vezes), Palmeiras, Santo André e Paulista. Porém, se o Vitória sagrar-se campeão, será apenas o segundo título da região Nordeste (o único aconteceu em 2008 com o Sport) e o primeiro de um time do estado da Bahia.

Pelo futebol apresentado, o Santos pode ser apontado como campeão antes mesmo de a bola rolar? Ou você acha que o Vitória pode surpreender assim como o Santo André fez na final do Campeonato Paulista? Opine, torcedor!

EM TEMPO: A CBF já divulgou os locais dos jogos da decisão da Copa do Brasil. A primeira partida será na Vila Belmiro, no dia 28 de julho, às 21h50. O jogo de volta acontece no Barradão, em 04 de agosto, às 21h50.

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Os dois jogos que decidiram o Campeonato Paulista de 2010 foram realmente sensacionais. Santos e Santo André fizeram jus ao torneio mais disputado do país e empolgaram o público, até mesmo os torcedores de outras equipes. Depois de vencer o primeiro jogo por 3 a 2 e ampliar a vantagem, o Santos perdeu hoje por 3 a 2 para o Ramalhão e mesmo assim conquistou o 18º título estadual de sua história.

O jogo no Pacaembu começou quente. Aliás, muito quente. Logo aos 30 segundos do primeiro tempo, o atacante Nunes abriu o placar para o Santo André, depois de ótimo passe de Branquinho para o lateral Cicinho, que driblou Felipe e tocou para o artilheiro marcar o gol. Foi uma pequena mostra que do que o time do ABC faria no jogo.

Entretanto, o Santos não tem o melhor ataque do mundo em 2010 à toa. Aos sete minutos, Marquinhos achou Robinho dentro da área e o ‘Rei das Pedaladas’ deu um incrível passe de letra no alto para Neymar. O jovem atacante recebeu, driblou toda a zaga adversária e fez um belo gol, empatando o jogo.

A partida era disputada de uma forma rápida, com ataques para os dois lados. E por pouco o Santo André não ampliou o placar aos 16 minutos, quando Branquinho arriscou um chute e a bola caprichosamente explodiu na trave.

Os comandados de Sérgio Soares estavam impossíveis e partiam para cima do adversário. Tanto que no minuto seguinte marcaram o segundo gol após Carlinhos cruzar para a área e Rodriguinho fazer de cabeça. Porém, a auxiliar Maria Elisa ergueu a bandeira e anotou impedimento inexistente. Prejuízo para o time do ABC.

O erro da arbitragem não abalou o Ramalhão. Bruno César, de novo ele, cobrou escanteio e o volante Alê mandou de cabeça para a rede aos 20 minutos.

A partida pegou fogo de vez aos 22 minutos, quando Neymar cavou mais uma falta e Alê repreendeu o jovem santista. O tumulto se generalizou, empurra daqui, empurra dali e todos querendo falar mais alto que o árbitro. Nunes e Léo bateram boca e se xingaram na lateral do campo, ampliando a discussão. Para não perder as rédeas do jogo, o juiz Sálvio Spinola expulsou os dois.

Emocionante, o jogo prosseguiu alguns minutos depois. Mas o incêndio estava instaurado. Para melhorar ainda mais, o Peixe buscou o empate novamente. Robinho tocou para Ganso, que maravilhosamente deu um passe de letra milimétrico para Neymar, sozinho, marcar o segundo santista. Foi o centésimo gol dos ‘Meninos da Vila’ na temporada, em apenas 30 jogos disputados. Uma maravilha!

Aos 39 minutos, o meia Marquinhos perdeu a cabeça e deu uma dura entrada por trás em Branquinho, lance que ocasionou a expulsão do jogador santista. Agora eram 9 contra 10 e o jogo estava empatado. Era a hora do Santo André atacar e fazer jus ao homem a mais que tinha em campo.

Determinada, a equipe fez o que dela se esperava. Bruno César fez uma linda jogada no meio-campo, puxou o contra-ataque, tabelou com o lateral Carlinhos e deixou Branquinho livre para marcar o terceiro do Ramalhão, aos 43 minutos.

O primeiro tempo terminou e a vantagem era andreense. Depois de um grande jogo na primeira etapa, os 45 minutos finais tinham tudo para confirmar um jogo épico num Pacaembu lotado por mais de 36 mil torcedores.

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, com o Santo André melhor em campo e o Santos tentando parar os rápidos contragolpes do adversário. Logo aos cinco minutos, Bruno César deu uma caneta no meio-campo e fez um precioso lançamento para Rodriguinho, que driblou o goleiro e chutou fraco para o gol, dando a chance de Arouca conseguir salvar o quarto tento dos visitantes.

Mesmo melhor em campo, a equipe do ABC não conseguia traduzir em gol as chances criadas. O destino e os ‘Deuses do Futebol’ reservaram a segunda etapa para Paulo Henrique Ganso, sem dúvidas o melhor jogador de toda a competição. Um leão em campo, Ganso, de apenas 20 anos, parecia um lorde em campo. Segurava a bola, dava dribles de efeito e não se intimidava com as duras chegadas dos zagueiros do Santo André.

Em uma das raras vezes neste ano, Dorival Júnior tirou um atacante e colocou um volante para segurar o ímpeto do adversário. Saiu Neymar e entrou Roberto Brum. O volante ficou pouco em campo, mais precisamente oito minutos. Depois de dar um carrinho por trás, Sálvio Spinola expulsou o jogador e deixou o Peixe com oito jogadores em campo.

Em total desvantagem numérica, Dorival tratou de colocar o zagueiro Bruno Aguiar no jogo. O escolhido para sair, erroneamente, foi Paulo Henrique Ganso. Porém, antes do treinador fazer a substituição errada, Ganso se recusou a sair e, como um maestro, sugeriu que treinador tirasse o atacante André. Dorival seguiu a opção de Ganso e sacou André. Outro lance genial do jogador, dessa vez sem a bola no pé. Mesmo jovem, Ganso mostrou personalidade e chamou a responsabilidade, demonstrando ser um jogador pronto e maduro, que se não for convocado para a Copa do Mundo, será uma injustiça das mais tremendas.

O Ramalhão foi para o tudo ou nada. Um gol daria o título e por pouco, muito pouco, o Santo André não fez história. Rodriguinho chutou uma bola na trave aos 45 minutos da etapa final e assustou o Pacaembu.

Mas nada, NADA, tiraria esse título do Santos. O árbitro terminou o jogo e o Peixe conquistou o 18º título de sua história.

De fato os jogos finais foram emocionantes. Mostraram um Santo André determinado, altamente competitivo e com muitos jogadores qualificados que reforçarão outros clubes brasileiros nos próximos dias. O goleiro Júlio César, os meias Branquinho e, principalmente, Bruno César, além dos atacantes Nunes e Rodriguinho cumpriram muito bem seus papéis no torneio. Não levaram a taça, mas perderam de cabeça erguida e jogando um ótimo futebol. Entretanto, o técnico Sérgio Soares merece os parabéns por ter montado uma bela equipe e por se mostrar um grande talento a beira do gramado.

Já o Santos mereceu completamente a conquista. Todo o grupo, todos os jogadores. Passearam e deram show com a bola nos pés. Encantaram e acabaram com todos os adversários. Um ataque magnífico e uma defesa que, se não é brilhante, também conseguiu ajudar o time. Dorival Júnior também merece destaque por ter regido a ‘orquestra’ santista. Porém, Neymar e Ganso sobraram no Paulistão-10. A jovem dupla foi muito importante na conquista e mostrou que o futebol truculento não tem vez quando a habilidade e a ousadia brasileira estão em campo. Se Dunga tiver um mínimo de juízo, não hesitará em convocá-los para o mundial daqui a nove dias.

Felipe, Pará, Wesley, Durval, Edu Dracena, Léo, Germano, George Lucas, Arouca, Marquinhos, Robinho, Neymar, André, Paulo Henrique Ganso, Mádson, Bruno Aguiar, Rodrigo Mancha, Giovanni, Zé Eduardo, Marcel, Maikon Leite e Dorival Júnior. Todos os ‘Meninos da Vila’ merecem os parabéns pela conquista.

Parabéns, Santos Futebol Clube! E como diz o hino do clube: “Glorioso alvinegro praiano, campeão absoluto desse ano”.

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Santos e Santo André foram os principais destaques da primeira fase do Campeonato Paulista de 2010. Com isso, se credenciaram como favoritos ao título deste ano. O Santos disputou a semifinal contra o rival São Paulo, enquanto a equipe do ABC encarou o Grêmio Prudente. Na partida de ida das semifinais, ambos confirmaram o favoritismo e, fora de casa, venceram os adversários. Para as partidas de volta, o Peixe e o Ramalhão poderiam até perder por um gol de diferença que ainda assim avançariam à decisão. O Santos fez o que virou rotina na temporada, ganhou por 3 a 0 do São Paulo em jogo disputado na Vila Belmiro e chegou à final com sobras. Por outro lado, o Santo André perdeu em casa para o surpreendente Grêmio Prudente, por 2 a 1, mas usou o regulamento para garantir a vaga.

Muito se falou na semana sobre a vitória santista no último domingo, no Morumbi, quando poderia ter goleado o rival, tomou grande sufoco no segundo tempo e conseguiu a vitória apenas no último minuto. O Peixe percebeu que não poderia falhar novamente contra o experiente elenco são paulino. Já o São Paulo constatou a qualidade dos ‘Meninos da Vila’ e se apoiou na segunda etapa do último confronto para acreditar na vitória por dois gols de diferença que lhe valeria a vaga na decisão.

O técnico Ricardo Gomes apostava em um ataque veloz para conquistar o objetivo. Assim, sacou Washington e colocou Fernandinho no time titular neste domingo. Na vaga de Marlos, que fora expulso no primeiro confronto, o treinador acreditou na força de Cléber Santana. Outras novidades em relação ao outro jogo foram vistas nas laterais. Jean perdeu seu lugar para Cicinho, enquanto Júnior César deu a vaga para Richarlyson. É óbvio que a derrota de hoje foi totalmente por méritos do Santos, mas seria mais aceitável a escalação de Carleto no lado esquerdo do campo, já que além de Richarlyson não ser lateral de origem, o jogador esteve machucado por um mês e retornou apenas hoje. Ricardo errou na escolha, mas isso não influenciou no resultado.

Pelo lado santista, Dorival Júnior preferiu reforçar o meio campo e sacou o atacante André da equipe titular. Desse modo, Wesley saiu da lateral direita para compor o meio e Pará jogou na posição. Boa visão do treinador do Peixe, afinal, a vantagem era favorável para mudanças desse tipo.

O jogo foi bastante movimentado. O São Paulo tinha um ataque veloz, mas a bola pouco chegou aos jogadores de frente. Hernanes esteve mais tímido que no último jogo, os laterais pouco apoiaram e assim, as chances na primeira etapa foram escassas. Fernandinho tentou resolver sozinho, mas a marcação santista esteve implacável. Dagoberto nada fez. Enquanto isso, o Santos respeitou o rival mais do que na primeira partida, mas mesmo assim, quando tinha a posse de bola, criava jogadas boas e até poderia ter aberto o placar não fosse alguns erros de Robinho.

O segundo tempo era tudo ou nada para o São Paulo. Por esse motivo, Ricardo Gomes tirou Cléber Santana e colocou o artilheiro Washington em campo, mudando o esquema para três atacantes. Washington bem que tentou, mas na única boa investida, o goleiro Felipe fez grande defesa. O Santos começou a se soltar no jogo e sentiu que poderia vencer novamente. O primeiro gol nasceu com jogada do meia Marquinhos, que recebeu a bola nas costas de Richarlyson e cruzou para a área. O atacante Neymar, com o braço, mandou para as redes e abriu o placar. Gol irregular santista e contestação por parte dos são paulinos.

O Santos dominava o jogo e estava com a classificação praticamente definida. Mas os ‘Meninos da Vila’ queriam mais e partiram para cima. Aos 37 minutos, Robinho lançou para Neymar, o zagueiro Miranda acompanhou o atacante e claramente não encostou no adversário, que se jogou dentro da área e o árbitro José Henrique de Carvalho anotou a penalidade. Neymar, com paradinha, fez o seu segundo gol no jogo e o 12º no Campeonato Paulista. O jogo estava decidido, jogadores e torcedores já comemoravam o resultado quando Mádson saiu do banco de reservas, fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cruzou para a área e Paulo Henrique Ganso fez o terceiro, aos 40 minutos.

Na somatória das duas partidas, o Santos fez 6 a 2 no São Paulo e conquistou a vaga na decisão do estadual sem contestações. Mesmo com dois erros da arbitragem, o Peixe sobrou em campo, como vem sobrando em todo o campeonato e mereceu a classificação. O Tricolor esteve nervoso em campo, tanto que tomou oito cartões amarelos, mas em nenhum momento perdeu a cabeça com as travessuras dos jovens. Saiu como um bom perdedor.

O Santos terá mais dois jogos para encantar e confirmar uma conquista que já vem se desenhando há algum tempo. A nova geração santista é muito qualificada e já entrou para a história. Além disso, o Santos segue a passos largos como favorito na Copa do Brasil também. O São Paulo, por sua vez, focará completamente a Copa Libertadores e já na próxima quarta-feira terá um difícil jogo contra o Once Caldas para garantir vaga nas oitavas de final do torneio.

SANTO ANDRÉ É O ADVERSÁRIO NA FINAL
O Santo André será o adversário santista na decisão do Campeonato Paulista. Após ter vencido o primeiro confronto contra o Grêmio Prudente por 2 a 1, na semana passada, o Ramalhão perdeu hoje para o rival pelo mesmo placar, mas como tinha vantagem pela melhor campanha na primeira fase, confirmou o favoritismo e obteve vaga na final. As partidas decisivas acontecerão nos próximos dois domingos (25/04 e 02/05), possivelmente no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O time do ABC disputará pela primeira vez uma decisão estadual.

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A semifinal do Campeonato Paulista de 2010 entre São Paulo e Santos prometia ser eletrizante. E foi até mais do que se imaginava. Em um jogo muito disputado na tarde deste domingo no estádio do Morumbi, o Peixe conseguiu a vitória por 3 a 2 e ampliou a vantagem que já tinha, agora poderá perder por até um gol de diferença que mesmo assim chegará à final da competição estadual.

Em dois tempos distintos, o Santos não apresentou o futebol convincente das últimas rodadas, tomou um grande sufoco, mas no final conquistou o objetivo e deixou o São Paulo em condição muito difícil no Paulistão.

O São Paulo começou melhor o jogo, marcando em cima e não deixando espaços para os ágeis santistas. Mas, aos poucos, o Santos melhorou dentro de campo e tomou conta da partida. Tanto que, aos 26 minutos, em investida pela esquerda, Neymar passou a bola para Léo que chutou cruzado para o meio da área. A bola caprichosamente bateu no lateral Júnior César e traiu Rogério Ceni. 1 a 0 para o Peixe. O gol mexeu com o jogo. O alvinegro cresceu ainda mais enquanto o São Paulo sentiu o baque e se recuou, chamando o adversário para cima. Porém, as coisas pioraram para o Tricolor quando o meia Marlos, aos 32, foi expulso de campo após já ter tomado cartão amarelo erroneamente minutos antes. O primeiro amarelo deveria ser aplicado no lance da expulsão. Atordoado, não demorou muito para o São Paulo sofrer o segundo gol. Novamente pela esquerda, novamente através de Neymar, que deu um lindo passe de três dedos para o atacante André ampliar a vantagem e marcar seu 12º no Paulistão.

Não havia cenário pior para a equipe de Ricardo Gomes. Jogando em casa e precisando do resultado, tomou dois gols ainda no primeiro tempo e ficou com um jogador a menos. Todos, até mesmo os são paulinos, esperavam pelo pior: ver mais uma goleada santista que resultaria na eliminação do São Paulo.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes fez uma alteração ousada, tirou Washington e colocou Cicinho em campo para atuar como meia e dar mais velocidade ao time. E a alteração surtiu efeito. O São Paulo voltou elétrico e com muita vontade. Logo aos oito minutos, Hernanes fez bela jogada individual e chutou forte no canto do goleiro Felipe, diminuindo o placar e colocando o Tricolor de volta na partida. O gol nos minutos iniciais deu confiança para a equipe. O São Paulo passou a mandar no jogo enquanto o Santos apenas assistia. Hernanes, Dagoberto, Jorge Wagner e Cicinho comandavam o time. E foi através de mais uma jogada rápida que o Tricolor chegou ao empate. Cicinho ergueu a bola na área e encontrou Dagoberto livre para mandar a bola de cabeça para a rede. Era a resposta do São Paulo de que nada estava decidido. O empate assustou os garotos santistas. Com dez em campo o Tricolor era melhor do que quando teve 11 jogadores no primeiro tempo. Os pouco mais de 35 mil torcedores que foram ao Morumbi viam um grande jogo.

Depois de conseguir algo que parecia improvável, o São Paulo continuou partindo para cima e sentiu que poderia virar o jogo. E não virou por pouco, muito pouco. Hernanes, o melhor são paulino no jogo, cobrou falta e obrigou o goleiro Felipe a fazer uma maravilhosa defesa. Percebendo que as coisas poderiam piorar, Dorival Júnior resolveu mexer. Mádson entrou no lugar de Neymar e Zé Eduardo na vaga de Marquinhos. O objetivo do treinador era voltar a ter posse de bola no meio campo e amenizar as investidas são paulinas. Assim como Ricardo Gomes havia mexido no jogo com a substituição no intervalo, as substituições santistas também foram acertadas. O Santos equilibrou novamente o jogo e, aos 38, quase marcou o terceiro com Zé Eduardo. O jogo continuou quente e tudo levava a crer que o empate seria o resultado mais justo pelos dois tempos distintos, um de cada equipe. Até que, aos 45 minutos, Miranda fez falta desnecessária na beirada da área. Mádson cruzou, Rogério Ceni falhou e o zagueiro Durval, de cabeça, fez o terceiro gol para o Santos. Gol esse que deu a vitória ao alvinegro e mais do que isso, ampliou a vantagem já existente. No próximo domingo, na Vila Belmiro, os ‘Meninos da Vila’ podem perder por até um gol de diferença que, ainda assim, chegarão à decisão. O São Paulo não poderá contar com Marlos e terá que partir para cima buscando os dois gols de diferença, algo que pode ser muito perigoso contra um time rápido e de bom toque de bola como o Santos.

Tudo leva a crer que a equipe de melhor campanha no campeonato chegue à final. O Peixe está com um pé e meio na decisão do título estadual. Ao Tricolor, resta entrar no jogo mais ligado para não precisar correr atrás do resultado como fez hoje. Ricardo Gomes já avisou que irá ao litoral com força máxima e que ainda acredita na classificação. Se mantiver a pegada mostrada na segunda etapa, as chances crescerão um pouco. Além da classificação, o São Paulo jogará a próxima partida para tentar vencer seu primeiro clássico no ano. Até aqui foram cinco derrotas em cinco jogos. Para resumir, o Santos tem 80% de chances de continuar no torneio, contra 20% do time do Morumbi. Com o que foi apresentado na primeira partida, o segundo jogo é garantia de mais um grande clássico.

NA OUTRA SEMIFINAL…

O Santo André também conseguiu ampliar a vantagem obtida após bela campanha na primeira fase e, fora de casa, venceu o Grêmio Prudente por 2 a 1. Pela equipe do ABC marcaram Branquinho e Rodriguinho, agora vice-artilheiro do Paulistão com 14 gols, enquanto que Diego anotou o gol do Prudente. Assim como o Santos, o Ramalhão jogará a segunda partida em casa e pode perder até por um gol de diferença para chegar à decisão. Ótimo cenário para a organizada equipe dirigida por Sérgio Soares.

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O clássico disputado ontem na Vila Belmiro tinha ingredientes de sobra para elevar ainda mais a moral dos ‘Meninos da Vila’. No meio de semana, a equipe comandada pelo técnico Dorival Junior não tomou conhecimento do fraco Naviraiense e ganhou por incríveis 10 a 0, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Foi um show dos garotos, com jogadas de efeito, gols bonitos e, como um rolo compressor, o Santos triturou mais um adversário na temporada. Enquanto isso, o Palmeiras vivia uma crise em 2010. Jogos ruins, troca de treinadores, dirigentes sem saber o que fazer e torcedores completamente indignados com as apáticas atuações do time.

Cenário ideal para o alvinegro praiano golear mais uma vez e deixar o rival em situação ainda pior. Certo? Não, errado. Completamente errado. Como diria o filósofo Jardel, ex-atacante do Grêmio: “Clássico é clássico e vice-versa”. Por mais que todos saibam disso, a superioridade do Santos o transformou em um completo favorito para o jogo. Mas quando o juiz apita e a bola rola, tudo muda. E ontem vimos isso mais uma vez.

Como esperado, o Santos começou melhor e abriu dois gols de vantagem (Pará e Neymar). Teve chances de fazer mais e comprovar o favoritismo. Podia ter goleado o adversário. Errou alguns lances e o Palmeiras, valente como nunca visto nesse ano, conseguiu empatar ainda no primeiro tempo, com dois gols do criticado atacante Robert. O jogo foi para o intervalo com sentimentos distintos entre as equipes. O Palmeiras renasceu no jogo e percebeu que uma vitória em plena Vila Belmiro era completamente possível. O Santos se abalou com o empate, tomou uma ducha de água fria e sabia que precisaria voltar para o segundo tempo jogando melhor.

A segunda etapa continuou muito movimentada e o jogo estava aberto. Diego Souza, que voltava de suspensão, virou o jogo para o alviverde. Mais tarde, Madson recebeu um lindo passe de Paulo Henrique Ganso e empatou o jogo novamente. Que jogão! Era lá e cá. Pressão para os dois lados, nervos a flor da pele. Mas ainda viria mais emoção. Arouca perdeu a bola no meio campo e Robert mandou uma bomba, que encobriu o goleiro Felipe e morreu dentro da rede. Foi o golpe de misericórdia. O gol que acabou com o jogo e redobrou a esperança do técnico Antônio Carlos em reerguer a equipe.

Que foi um maravilhoso jogo, todos sabem. Mas há outros fatores que devem ser citados. Essa vitória histórica, obtida na raça e na vontade dos antes cabisbaixos jogadores palmeirenses, pode ser a animação que estava faltando para as coisas voltarem ao normal. Além disso, o Palmeiras continua sonhando em terminar o Campeonato Paulista entre os quatro primeiro para buscar o título. Uma vitória que dá moral para a equipe e calma para a torcida.

Pelo lado do Santos, creio que o resultado negativo em casa também possa ser visto com bons olhos. Como venho dizendo aqui no MFC durante as últimas semanas, o futebol santista é envolvente e bonito de se assistir. Isso não mudou pela derrota de ontem. Mas como o Peixe vinha ganhando seus jogos com certa facilidade, os garotos se deslumbraram e começaram a acreditar que em toda partida conseguiriam vencer e encantar. Não é assim. O futebol não permite essas coisas. A derrota vem em boa hora. É um momento de reflexão para os ‘Meninos da Vila’, é a hora de saber que nem sempre ganharão e que não são imbatíveis. Até mesmo numa derrota, é possível absorver coisas positivas. E creio que o Dorival Junior saberá conversar com seus atletas e pedir mais tranquilidade e um pouco menos de euforia. Muitos ali serão craques num futuro próximo, mas não podem queimar etapas.

Ainda vejo o Santos como favorito para conquistar o Paulistão e acho que o Verdão poderá obter a redenção com sua classificação. Basta que entrem ligados e com a mesma vontade que apresentaram ontem nos próximos jogos. Ainda é difícil a classificação. Mas como eles mesmo provaram ontem, no futebol nada é impossível.

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O Corinthians se prepara para 2010 desde julho do ano passado. Fez um grande planejamento, manteve o treinador e, principalmente, o fenômeno Ronaldo, contratou o lateral Roberto Carlos e mais uma grande leva de jogadores. Além, é claro, de aumentar consideravelmente o valor dos patrocínios e lucrar de toda forma com o centenário. Tudo isso foi feito para brindar os cem anos do clube com jogos inesquecíveis e conquistas, principalmente a Copa Libertadores, sonho de consumo de dez em dez torcedores alvinegros.

Porém, o que se viu até agora em nada se parece com todo o planejamento da diretoria, da comissão técnica e até dos jogadores. Por incrível que pareça, o Corinthians está com um time inferior ao do ano passado, quando se sagrou campeão paulista invicto e venceu a Copa do Brasil. Quase tudo mudou de lá para cá. Mesmo Mano Menezes sendo um bom treinador, em 2010 nada se viu do Timão. No Campeonato Paulista, o Corinthians está na sexta colocação e não convenceu em nenhuma partida ainda. Na estreia da Libertadores, sofreu para vencer um fraquíssimo oponente no Pacaembu.

Essa falta de sintonia é traduzida dentro de campo com o goleiro Felipe colecionando falhas, a dupla de zaga desentrosada e dispersa, Roberto Carlos não provou a que veio e, inclusive, já foi expulso duas vezes, Tcheco continua um jogador com pouca mobilidade, coisa que irrita o torcedor e até mesmo Ronaldo não se apresenta como no ano passado. Até o momento, o craque fez apenas um gol na temporada. Pouca coisa para um dos maiores jogadores de futebol que o planeta já viu. Entretanto, Jorge Henrique e Elias parecem destoar positivamente do resto do elenco e mantiveram o mesmo padrão da temporada passada.

No São Paulo, a história é semelhante. Com partidas pífias no campeonato estadual, o Tricolor está no G4, mais por falta de capacidade dos rivais do que por méritos são paulinos. Com um grande e qualificado plantel montado pela diretoria, era para o time estar rendendo muito mais. Isso deve-se, em grande parte, a insistência do treinador Ricardo Gomes em mesclar a equipe jogo a jogo. Essa tática de ‘rodízio’ vem atrapalhando muito o andamento das coisas no Morumbi. Não há sequência de jogos e consequentemente não existe entrosamento. O time parece um bando em campo com um emaranhado de jogadores no meio campo. Na Libertadores o São Paulo venceu a primeira partida e perdeu a segunda, fora de casa, contra o Once Caldas. Até o momento normal em se tratando de Libertadores. Mas anormal mesmo é a falta de ritmo de jogo do Tricolor.

Até o momento, Cicinho, Cléber Santana, Rodrigo Souto, Léo Lima e Marcelinho Paraíba não justificaram suas contratações. Jorge Wagner anda perdido e sonolento, assim como Hernanes, que deveria ser o cérebro da equipe. Na frente, Dagoberto até que começou o ano bem, mas uma contusão interrompeu sua ascensão. Já Washington, esse é inadmissível como continue sendo titular. Ele acumula gols e mais gols perdidos, que fazem muita falta no final das partidas e, mesmo assim, o treinador o mantém na equipe. Com a evolução de Fernandinho, creio que Washington irá para o banco de reservas.

Essas são as análises de momento das duas equipes paulistas que participam da Libertadores em 2010. É óbvio que tanto Corinthians como São Paulo melhorarão seu futebol, ao menos é isso que se espera. Mas é preciso que essas mudanças apareçam rapidamente, pois como diria o desempregado treinador Muricy Ramalho: “A bola pune”.

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