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Posts Tagged ‘Internacional’

Por: Erik Rodrigues

Internacional e São Paulo fizeram o primeiro duelo das semifinais da Taca Libertadores da América no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time gaúcho trocou de técnico, reforçou o elenco e venceu os quatro jogos do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor do Morumbi manteve o criticado Ricardo Gomes, trouxe o atacante Ricardo Oliveira e ganhou apenas um ponto dos 12 disputados no torneio nacional.

A torcida Colorada lotou o estádio e fez uma festa bonita para receber a equipe. E o resultado disso foi o domínio das ações em todo o primeiro tempo. Sim, eu disse TODO o primeiro tempo. Jogando em casa e contra um adversário covarde, o Inter partiu para cima. Taison e o argentino D’Alessandro comandavam as investidas no ataque, apoiados por Nei e Kléber nas laterais. Mas apesar da maior posse de bola, o time gaucho não chegava com perigo ao gol de Rogério Ceni. A primeira conclusão à meta tricolor foi aos 18 minutos, com D’Alessandro. Em uma bela troca de passes invertida da direita para a esquerda, Kléber recebeu e cruzou na área. O atacante Taison tocou de cabeça, mas o goleiro são-paulino voou e defendeu com segurança. Já o São Paulo nem dava sinais de que queria jogar futebol e praticava o antijogo em sua mais perfeita concepção. Fernandão e Dagoberto ficavam isolados na frente e todos os outros jogadores simplesmente davam bico para qualquer lado. Um horror!

Na segunda etapa o cenário se manteve, mas desta vez o Inter conseguiu concluir a gol com mais perigo. Logo no início, Andrezinho arriscou de fora da área, mas Rogério defendeu. Logo depois, Kléber avançou na área, mas o goleiro são-paulino saiu bem e evitou a conclusão. O gol Colorado era questão de tempo. Aos 20 minutos, o técnico Celso Roth trocou Andrezinho pelo jovem Giuliano. E o talismã, que já tinha salvado o clube no duelo contra o Estudiantes nas quartas de final, trouxe mais uma vez a sorte para o time. Três minutos depois de entrar, D’Alessandro passou para Alecsandro na entrada da área. O atacante sofreu falta, mas o árbitro Hector Baldassi corretamente deu vantagem. Na sequência, Giuliano girou e bateu no canto direito de Rogério Ceni, que nem se mexeu.

O gol premiou a equipe que relmante jogou futebol e buscou o ataque com mais eficiência. E o Colorado não parou por ai. Taison, Kléber e Alecsandro tiveram boas oportunidades, mas não conseguiram ampliar o placar. Vendo seu time acuado, o treinador Ricardo Gomes tirou o inócuo Dagoberto e promoveu a reestreia de Ricardo Oliveira. Também colocou Cléber Santana no lugar de Richarlyson, a fim de reconquistar o meio campo. As mudanças, alinhados a um recuo do adversário, surtiram um pouco de efeito. O São Paulo conseguiu, enfim, após quase 70 minutos de partida, arriscar um chute a gol. Hernanes e Ricardo Oliveira tentaram, mas sem levar perigo à meta de Renan.

Vitória mais do que merecida do Internacional que, mesmo sem criar tantas chances claras, conseguiu dominar a partida. Ao São Paulo, cabe escolher se vai voltar a jogar futebol ou mais uma vez vai fazer este papelão e apresentar uma proposta de jogo covarde diante de seu torcedor. A partida de volta será na próxima quinta-feira (05/08), no Morumbi, em São Paulo.

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O novo treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes, foi apresentado oficialmente hoje no Rio de Janeiro e logo de cara já fez sua primeira convocação, visando o jogo contra os Estados Unidos, no próximo dia 10 de agosto, em Nova Jersey. Como era esperado, o técnico reciclou completamente a equipe, abriu espaços para os jovens e deixou de lado a maioria dos jogadores que disputaram a última Copa do Mundo.

Acatando ordens da CBF e, principalmente, do torcedor brasileiro que clamava por mudança, Mano Menezes fez o que dele se esperava. A média de idade da atual Seleção Brasileira é de 23,1 anos, bastante inferior a da equipe que disputou o último Mundial, que era de 29,3 anos. O MFC considerou a lista positiva (veja abaixo uma análise dos selecionados) e agora é a hora dos jovens mostrarem serviço com a camisa brasileira. Os únicos remanescentes do fracasso brasileiro na África do Sul são os também jovens Ramires, Thiago Silva, Daniel Alves e Robinho.

Para o gol, o treinador convocou Victor, do Grêmio, Jefferson, do Botafogo, e Renan, do Avaí. Três boas escolhas. O goleiro gremista vem se destacando há um bom tempo e deveria ter ido à Copa do Mundo. Mesmo aos 27 anos, essa é uma idade madura para um goleiro. Jefferson e Renan foram as surpresas. Através do goleiro, o Botafogo conseguiu colocar um jogador no selecionado brasileiro após 12 anos, já que os últimos que jogaram pela Seleção e atuavam com a camisa do alvinegro foram o atacante Bebeto e o zagueiro Gonçalves, em 1998. Renan, o mais jovem dos três, vem apresentando muita qualidade no Campeonato Brasileiro e, mesmo ainda tendo muito a aprender, já demonstra ser um goleiro seguro e com um bom futuro pela frente.

Nas laterais, os escolhidos foram Daniel Alves, do Barcelona, Rafael, do Manchester United, André Santos, do Fenerbahçe, e Marcelo, do Real Madrid. Na direita, boas escolhas. Maicon é sem dúvidas o melhor lateral-direito do mundo, mas é importante testar outras peças. Daniel Alves é titular do Barcelona, já demonstrou potencial e deve ser o titular no amistoso. Rafael, por sua vez, tem apenas 20 anos, saiu do Fluminense muito cedo e, aos poucos, vem ganhando confiança na Inglaterra.

Marcelo fez o mesmo caminho. Saiu das Laranjeiras, tem 22 anos, e é titular do Real Madrid. Além disso, poderia ter ido à Copa como titular, não fosse a teimosia de Dunga. O caso de André Santos é um pouco mais complicado. Antes homem de confiança de Dunga, o lateral se envolveu em um escândalo sexual na Turquia e perdeu seu espaço. Entretanto, Mano Menezes o conhece bem dos tempos de Corinthians e lhe deu uma nova chance.

No setor defensivo, os selecionados foram os zagueiros Henrique, do Racing Santander, Thiago Silva, do Milan, Réver, do Atlético-MG, e David Luís, do Benfica. Henrique foi muito bem pelo Coritiba, chegou ao Palmeiras e também fez bons jogos, até que foi vendido ao Barcelona, que o emprestou ao Racing Santander. Zagueiro clássico e seguro que pode ajudar o Brasil. Thiago Silva dispensa apresentações, esteve na Copa do Mundo como reserva, mas já é titular do Milan e parece ser nosso melhor defensor da lista.

O zagueiro Réver é uma incógnita. Após fazer boas temporadas pelo Grêmio, o jogador foi vendido ao Wolfsburg, da Alemanha, mas não disputou um jogo sequer com a camisa do clube alemão, até ser cedido ao Atlético-MG, clube pelo qual o defensor se apresentará esta semana. Mano confia nele e o conhece desde a época do Grêmio, mas existem outros atletas no mercado mais qualificados que ele.  Desconhecido da grande maioria dos brasileiros, o zagueiro David Luís também foi lembrado. Jovem jogador do Benfica, o atleta começou a carreira no Vitória, da Bahia, e também passou pelas divisões de base da Seleção Brasileira. Uma boa aposta.

No meio de campo, os nomes agradaram. O volante Lucas, do Liverpool, tem bom desempenho na Europa e também pela Seleção, já que participou dos Jogos Olímpicos, em 2008. Ramires continuou na equipe brasileira, já que foi um dos poucos que se destacou no Mundial e vem jogando bem pelo Benfica. Carlos Eduardo, do Hoffenheim, da Alemanha, também foi lembrado. O jogador atuou sob o comando de Mano Menezes no Grêmio e já fez três boas temporadas pelo clube alemão. Paulo Henrique Ganso, do Santos, dispensa comentários e, novamente, não fosse a teimosia do antigo treinador, era nome certo no time que foi à África do Sul. Sandro, do Internacional, e Hernanes, do São Paulo, já demonstram há um bom tempo serem jogadores maduros e que, ao que tudo indica, terão lugar cativo na Seleção Brasileira daqui pra frente.

Outro ‘desconhecido’ do povo brasileiro é o meia Ederson, do Lyon. O paulista começou sua carreira no Rio Grande do Sul, com passagens pelo RS Futebol, Internacional e Juventude, indo depois para o time francês. Titular absoluto e camisa 10 do Lyon, o jogador mereceu a chance muito pela boa campanha na Liga dos Campeões. Talvez o único nome pouco entendido foi o de Jucilei, do Corinthians. Mesmo sendo um bom jogador e versátil nos mais variados esquemas, o corintiano é reserva na equipe que Mano Menezes comandou até ontem, portanto, o mais sensato seria convocar o volante Elias, que se destaca há um bom tempo e que é o titular da posição no ex-clube do atual treinador do Brasil.

No ataque, ótimas apostas. O trio do Santos (Neymar, André e Robinho) fez um primeiro semestre incrível e virou manchete em todo o mundo. Robinho, mesmo jovem, já é bastante experiente. Já se demonstrou mais maduro durante a Copa do Mundo e, daqui para frente, será um dos líderes desta equipe. Neymar é outro que dispensa comentários e também deveria ter ido ao Mundial. André, companheiro dos dois no alvinegro praiano, pode ser considerado uma surpresa, mas o seu faro de gol e oportunismo já fez com que o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, apostasse em seu talento e levasse mais uma joia do futebol brasileiro para o Velho Continente.

Aos 20 anos, Alexandre Pato, do Milan, é outro que despontou muito cedo no futebol, foi vendido ao Milan e atualmente é titular do time italiano. O mais velho dos atacantes é Diego Tardelli, do Atlético-MG, que há muitas temporadas demonstra ser um artilheiro nato e que chegou a ficar na lista de espera de Dunga para a Copa do Mundo.

Num modo geral, a convocação de Mano Menezes foi satisfatória. Dos 24 jogadores convocados, apenas cinco têm idade superior a 25 anos, o que é algo importante. Além disso, outros sete atletas possuem idade olímpica, outro adendo importante, já que daqui a dois anos acontecerá as Olimpíadas de Londres. O trabalho será árduo, mas com tantos talentos, basta Mano Menezes ser sensato, chamar quem realmente merece ir e que não convoque este ou aquele por afinidade ou lealdade, como vimos recentemente.

E você torcedor, o que achou da lista? Quem você colocaria? Quem tiraria? A convocação foi justa? Opine!

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A Confederação Brasileira de Futebol, por meio de seu eterno presidente, Ricardo Teixeira, anunciou Muricy Ramalho como o novo treinador da Seleção Brasileira. Dessa forma, o técnico está reunido com a diretoria do Fluminense neste momento para acertar sua rescisão de contrato e, a partir de seguinda-feira, iniciar seu mais desafiador trabalho na carreira.

Enquanto todos acreditavam que Mano Menezes seria o eleito, Muricy Ramalho correu por fora e foi o escolhido. Aliás, escolhido com todos os méritos. Amante do futebol, Muricy tem fama de trabalhador e é o treinador mais vitorioso no cenário nacional nos últimos anos.

Com o bordão “Aqui é trabalho, meu filho”, Muricy iniciou sua carreira como treinador do Puebla, do México, em 1993. Depois, virou discípulo do mestre Telê Santana e trabalhou no São Paulo entre 1994 e 1996. Após rodar por Guarani, Shenhua (China), Ituano, Botafogo-SP e Santa Cruz, em 2002, Muricy chegou ao Náutico, foi bicampeão pernambucano e se tornou ídolo da torcida, sendo até sócio do clube.

A guinada na carreira de Muricy Ramalho aconteceu no Internacional. Em 2003, o técnico levou o troféu do campeonato gaúcho pelo Colorado. Saiu e foi para o São Caetano, conseguindo levar o Azulão ao único título de sua história, o Campeonato Paulista de 2004. Voltou para o Inter, conquistou novamente o título gaúcho e levou a equipe ao vice-campeonato nacional, em 2005.

Os bons resultados fizeram Muricy desembarcar novamente no São Paulo, clube pelo qual ele foi um talentoso meio-campista nos anos 70 e no qual havia trabalho no início dos anos 90. A história de Muricy Ramalho com o Tricolor não poderia ser melhor. O treinador levou o clube paulista ao tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008) e colocou seu nome na história. Após tanto tempo, Muricy deixou o São Paulo e foi para o rival Palmeiras, único clube onde o técnico não conseguiu ter sucesso nos últimos tempos.

Neste ano, Muricy foi contratado pelo Fluminense e, mesmo em pouco tempo, o técnico obteve sucesso. Muricy deixa as Laranjeiras pela porta da frente, deixando o time na liderança do Brasileirão-10 e segue para o maior desafio de um treinador de futebol.

A escolha do técnico foi surpreendente, mas positiva. Muricy Ramalho tem contra ele a fama de ser rabugento e enfrentar mais do que o necessário a imprensa. Entretanto, o paulistano parece estar mudado e tem sido mais maleável desde a época em que estava no Palmeiras.

Após o insucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, muito se criticou o Dunga pela inexperiência e, com Muricy no comando, o cenário é completamente oposto. O novo treinador tem um currículo invejável, já trabalho nos principais clubes do Brasil e ainda conseguiu inúmeros títulos. 

De fato, o nome de Muricy Ramalho parece ser o ideal para a renovação pretendida pelo torcedor brasileiro. Muricy é um alucinado por futebol, acompanha todos os tipos de campeonatos e sabe muito bem quem têm e quem não têm condições de vestir a camisa mais tradicional do mundo. Mesmo criticado pela força defensiva de seus elencos e pela insistência com o tal ‘chuveirinho’, Muricy Ramalho é um ótimo trabalhador, não foge da pressão, não faz média com ninguém e, o principal, é honesto.

Por fim, um bom nome e que, ao que tudo indica, terá sucesso à frente da Seleção Brasileira. “A torcida paga ingresso para ver o time vencer. Quem quiser ver espetáculo que vá ao Teatro Municipal”, afinal “a bola pune, meu filho”.

E você torcedor, o que achou da escolha da CBF? Muricy Ramalho é um bom nome? Acredita no sucesso do treinador à frente da Seleção Brasileira? Opine!

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Ricardo Gomes é treinador do São Paulo desde o dia 20 de junho de 2009. Chegou ao Tricolor para apagar um incêndio e, mesmo contestado, vem seguindo no cargo. Porém, após uma série de três resultados negativos, o “francês”, como é conhecido, se tornou um dilema para a diretoria do São Paulo. Às vésperas da semifinal da Copa Libertadores da América, que começa a ser decidida a partir da próxima quarta-feira, os cardeais são-paulinos não sabem o que fazer. Muitos querem a cabeça do técnico, outros defendem a permanência por falta de tempo hábil para outro comandante assumir o posto e, o presidente Juvenal Juvêncio, aparentemente faz vistas grossas e não se pronuncia.

O ex-zagueiro do Fluminense e da Seleção Brasileira assumiu o cargo em 2009 num momento caótico, após o Tricolor ter sido eliminado pelo Cruzeiro na Copa Libertadores da América e a diretoria ter rompido o contrato com Muricy Ramalho. Ricardo Gomes pegou a equipe do Morumbi lá embaixo na tabela do Brasileirão-09 e, por muito pouco, não conseguiu o heptacampeonato nacional. Fez uma boa campanha, é verdade, mas desde sempre foi muito criticado pela torcida e também pela imprensa paulista.

Neste ano, mesmo perdendo todos os clássicos que disputou, o treinador conseguiu levar o time às semifinais do Campeonato Paulista (o único grande clube da Capital à chegar nesta fase). Na Copa Libertadores da América, apesar de o São Paulo estar na semifinal, a equipe passou por maus bocados na primeira fase, quase foi eliminada pelo inexpressivo Universitário, do Peru, nas oitavas de final e, só apresentou um futebol convincente nas duas vitórias sobre o Cruzeiro, na fase de quartas de final. No torneio nacional, o São Paulo figura na modestíssima 13ª posição e vem de uma série de três resultados negativos após a parada para a Copa do Mundo.

Tais resultados geraram muita reclamação da torcida são-paulina e também nos corredores do Morumbi, de gente influente que comanda o clube. Que o técnico não é unanimidade não é novidade, mas o caso que acontece desde ontem é muito curioso. Após o frustrante empate contra o Grêmio Prudente, na noite de quarta-feira, alguns membros da diretoria do Tricolor se reuniram e decidiram demitir o treinador. Porém, a divergência de opiniões se arrastou por toda a quinta-feira.

“Eu não tenho nenhuma definição. Pode acontecer uma mudança, uma transformação, mas longe do que estão dizendo”, disse Carlos Augusto de Barros Silva, vice-presidente de futebol e mais conhecido como Leco. Por outro lado, o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes continuou bancando o treinador: “Eu posso lhe garantir que nada mudará. Conversei pela manhã com o presidente Juvenal Juvêncio, que não está em São Paulo (está em Brasília) e o seguimos dando total respaldo ao trabalho do Ricardo. Estou lhe garantindo que ele comanda o time no próximo domingo, contra o Santos”.

Avesso as manifestações, Ricardo Gomes cumpriu suas obrigações, apareceu logo cedo no CT da Barra Funda e durante a tarde comandou o treino de seus jogadores. Foi embora sem dar entrevistas e, no início da noite, as especulações voltaram com tudo. O repórter da rádio Jovem Pan, Marcello Lima, que havia confirmado durante a tarde que o treinador Ricardo Gomes seria demitido, continuou defendendo sua notícia e ainda colocou mais um adendo. Segundo as fontes do jornalista, Dunga, o ex-técnico da Seleção Brasileira, já está contratado pelo São Paulo e se apresentará na próxima segunda-feira, dois dias antes da decisão com o Internacional. O comentarista Flávio Prado, também da Jovem Pan, confirmou a informação do colega e deu como certa a vinda do novo técnico.

Porém, um pouco depois, o São Paulo, por meio de João Paulo de Jesus Lopes, tratou de desmentir as informações e foi categórico em entrevista concedida ao repórter Alex Müller, da rádio Bandeirantes. “Existem pessoas querendo instaurar crise no clube. O Ricardo está garantido no cargo ao menos até o jogo de volta contra o Inter (dia 5 de agosto, pela Libertadores). O Dunga não tem o perfil do São Paulo. A entidade o respeita por ele ter um perfil vencedor como jogador, mas não tem o perfil para ser treinador do São Paulo”.

Diversos jornais e sites pelo Brasil afora dão como certa a contratação de Dunga e, principalmente, a demissão de Ricardo Gomes num momento crucial da temporada. Independente do que aconteça, o certo é que a diretoria do São Paulo, tão famosa pela organização e planejamento, está pisando na bola. Ricardo Gomes foi contratado às pressas. Já chegou ao clube com a fama de inexperiente e pouco a pouco comprovou isso. Não foi capaz de dar um padrão para o time, mexeu na equipe quando não precisava e, quando era necessário, não o fez.

Entretanto, isso quem teria que ter percebido era o presidente Juvenal Juvêncio e sua trupe. Se fosse para demitir o técnico, isso deveria ter sido feito antes da parada para a Copa do Mundo, já que o novo comandante assumiria o elenco e teria tempo de sobra para treinar e implantar seu estilo. Agora, a cinco dias do jogo mais importante da temporada, a mudança seria péssima. Em todos os aspectos. Dunga ou qualquer outro treinador que venha a assumir o cargo, não terá tempo para fazer nada. Apenas vestirá o agasalho e sentará no banco de reservas. Não terá intimidade com os jogadores e não conseguirá nem decorar o nome de todos. Isso é ruim para os atletas também, que já estão acostumados com o jeito de Ricardo Gomes e não terão o mínimo de abertura com o novato.

Os muitos erros de todas as partes podem custar caro para o São Paulo. O Internacional, adversário da próxima semana, fez o que o Tricolor deveria ter feito. Mudou o comando antes do Mundial, deu tempo para Celso Roth trabalhar e os resultados já começam a aparecer. Em três jogos foram três vitórias. Independente do que aconteça nesta sexta-feira e nos próximos dias no São Paulo, a equipe paulista chegará fragilizada no confronto, enquanto os gaúchos chegarão confiantes e com a faca e o queijo na mão. Aguardemos os novos capítulos.

E você torcedor, o que pensa sobre o assunto? O São Paulo fará certo em demitir Ricardo Gomes? Dunga é um bom nome para substituí-lo? Deixe sua opinião!

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A 9ª rodada do Campeonato Brasileiro apresentou uma predominância de triunfos das equipes que jogaram em casa. Vitória, Vasco, Corinthians, Avaí, Internacional, Cruzeiro e Grêmio Prudente fizeram valer o fato de serem mandantes e somaram três pontos na competição. As únicas exceções foram Atlético-GO, que perdeu em Goiânia para o Flamengo e o Santos, que em plena Vila Belmiro, foi derrotado pelo Fluminense. Botafogo e Guarani empataram. 

Dessa forma, o MFC apresenta a SELEÇÃO dos melhores jogadores da rodada, com destaque para o líder e invicto Corinthians, que colocou três jogadores na lista.  A começar pelo goleiro Júlio César, que fez boas defesas na vitória sobre o Atlético-MG e parece ter assegurado a vaga de titular do Timão, após a saída de Felipe. O sucesso alvinegro, que manteve a liderança do Brasileirão, também apareceu na zaga. O zagueiro e capitão Willian se destacou e fez com que seu time terminasse mais uma rodada sem sofrer gols. Como não podia deixar de ser, o meia Bruno César também está na SELEÇÃO da rodada. O ex-jogador do Santo André demonstrou muita habilidade, fez inúmeras assistências para seus companheiros e ainda fez o gol da vitória corintiana.

Completando o sistema defensivo da SELEÇÃO, estão o lateral-direito Paulo César, do Grêmio Prudente, que fez um gol na vitória contra o Grêmio e foi bastante participativo no jogo, o zagueiro Leandro Euzébio, do Fluminense, que demonstrou muita segurança e conseguiu conter o ímpeto do jovem time santista, além do lateral-esquerdo Egídio, do Vitória, que foi totalmente decisivo no triunfo dos baianos contra o São Paulo, já que deu duas assistências para gols.

A dupla de volantes é formada por Marcos Assunção, do Palmeiras, que repetiu o feito da última rodada e se manteve na SELEÇÃO por dois motivos: foi bem na marcação e continua sendo muito perigoso nas bolas paradas. Junto à ele está Arouca, do Santos, que mesmo com o insucesso do Peixe, fez uma ótima partida contra os cariocas, foi firme na marcação e muito eficiente na armação dos contra-ataques. O outro meio-campista eleito foi o meia Caio, do Avaí, que fez dois gols e comandou a equipe catarinense na vitória sobre o Palmeiras.

O ataque escolhido é formado por Alan, do Fluminense, que pouco apareceu no jogo, mas foi decisivo na hora mais necessária e fez o gol da vitória do Tricolor fora de casa, resultado esse que colocou os cariocas na vice-liderança do torneio. Seu companheiro no sistema ofensivo é o atacante Roberto, outro que garantiu seu lugar na lista por ter sido decisivo novamente, se movimentando bastante durante o jogo e deixando sua marca no final da partida.

Pelo conjunto da obra, o técnico Antônio Lopes, do Avaí, foi o mais eficiente. Além de ter armado de forma interessante sua equipe, o ‘Delegado’ venceu o duelo particular com o ex-companheiro de Seleção Brasileira, o palmeirense Luiz Felipe Scolari, e com as duas vitórias nas duas últimas rodadas, colocou os catarinenses na 6ª posição na tabela.

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As duas principais divisões do Campeonato Brasileiro tiveram seus últimos jogos antes da Copa do Mundo neste final de semana. Séries A e B tiveram sete rodadas e agora só terão os próximos jogos depois da decisão do mundial, dia 11 de julho.

Na série A, o Corinthians fez o que dele se esperava. Depois de ser eliminado da Copa Libertadores, principal objetivo da temporada, o Campeonato Brasileiro se tornou obrigação para o time do Parque São Jorge. Com cinco vitórias e dois empates, o Timão somou 17 pontos e ficará, pelo menos nos próximos 38 dias, na liderança da competição.

A grande surpresa do torneio até o momento vem do Nordeste. Recém-promovido à primeira divisão, o Ceará surpreendeu e fez a mesma campanha que o Corinthians, ficando na segunda posição apenas por ter um gol a menos de saldo. Mesmo que não consiga se manter entre os primeiros até dezembro, o Vovô tem grandes chances de fazer campanha intermediária e conquistar a vaga na Copa Sul-Americana no ano que vem, o que já será uma vitória.

Na terceira posição, outra surpresa. Muricy Ramalho chegou ao Fluminense num período ruim, foi eliminado da Copa do Brasil e as coisas pareciam rumar para o mesmo fim que 2009, quando o clube lutou até a última rodada para se manter na primeira divisão. Ledo engano. Em pouco tempo, o tricampeão brasileiro mudou a forma do time jogar, os atletas melhoraram o rendimento e a confiança fez com que o Tricolor terminasse essa primeira etapa do Brasileirão com quatro vitórias consecutivas e a terceira colocação assegurada. Até aqui foram cinco vitórias e duas derrotas.

O Santos, apontado como o principal favorito para o título, também não fez feio. Com três vitórias, três empates e somente uma derrota, o Peixe passará a Copa do Mundo na quarta colocação. Depois do mundial, o alvinegro disputará a decisão da Copa do Brasil contra o Vitória e ainda tentará o terceiro título nacional.

Atrás do Santos aparece outra surpresa do campeonato, o Guarani. Também vindo da segunda divisão neste ano, o Bugre figura na quinta colocação, com 12 pontos e com o atacante Roger, artilheiro do certame com seis gols. Depois de tantos anos penando nas divisões inferiores, o Guarani tem grandes chances de se firmar na série A e manter o mesmo ritmo no segundo semestre.

Outros postulantes ao título também fazem campanha razoável como são os casos de São Paulo (), Flamengo () e Cruzeiro (11º). O Palmeiras (10º), em meio a tantas crises e polêmicas, até que não faz má campanha.

Os destaques negativos ficam por conta do Internacional (16º) que somou apenas sete pontos em sete jogos e depois do mundial, além de ter de se preocupar com a semifinal da Libertadores contra o São Paulo, terá que melhorar bastante seu rendimento para figurar nas primeiras posições da tabela. Além dos gáuchos, os três Atléticos passarão a Copa do Mundo na zona de rebaixamento do Brasileirão.

O Atlético-PR (17º), que nas últimas temporadas vêm colecionando fracassos e campanhas pífias, parece que fará o mesmo papel em 2010. Já o Atlético-MG (18º), que tem no banco de reservas um treinador todo confiante e que prometeu conquistar o título nacional para os mineiros, vai descendo ladeira abaixo. O Galo somou apenas seis pontos em sete rodadas, com duas vitórias e cinco derrotas.  Lá embaixo, na lanterna do torneio, figura o Atlético-GO (20º), que fez boa campanha na Copa do Brasil, perdeu a força e só venceu um jogo até aqui. No meio das três equipes atleticanas, aparece o Vasco (19º), que retornou à série A neste ano e, se não tomar jeito, voltará para a divisão inferior do Brasileirão.

SÉRIE B

O ‘Brasileirinho’ fechou a 7ª rodada sem nenhuma surpresa. O Paraná é líder com 15 pontos (5V e 2D), seguido por América-MG, Coritiba e Náutico, ambos com campanhas semelhantes (14 pts, 4V, 2E e 1D), separados apenas pelo saldo de gols.

Outras equipes que sonham em voltar à séria A precisam melhorar. Figueirense (), Portuguesa (), Bahia (), São Caetano (), Sport (14º), Santo André (15º) e Ponte Preta (16º) ainda fazem campanha irregular e têm a chance de melhorar durante a pausa para a Copa do Mundo.

Na zona do rebaixamento, figuram equipes medianas como América-RN (17º), Ipatinga (18º), Duque de Caxias (19º) e Vila Nova-GO (20º). No quesito artilharia, Eduardo, do São Caetano,  segue na frente, isolado, com seis gols anotados.

Agora, resta aos torcedores se prepararem para o início da Copa do Mundo e voltarem todas as energias positivas para a Seleção Brasileira. Aqueles não-patriotas, estarão ligados em sua seleção preferida. O Brasileirão e o Brasileirinho dão uma pausa, mas o futebol continuará acontecendo com altas doses de emoção nos gramados da África do Sul.

E aí torcedor, o que você achou dessas sete rodadas iniciais do Brasileirão e do Brasileirinho? Será que os que figuram na parte de cima da tabela se manterão lá até o final? E quem está embaixo, tem chances de melhorar? Opine!

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Os jogos das semifinais da Copa Libertadores da América de 2010 estão definidos. Internacional e São Paulo fazem o duelo brasileiro de um lado, enquanto Chivas Guadalajara e Universidad do Chile se enfrentam do outro lado da chave.

A perspectiva de uma final brasileira apontada por muitos no começo da competição não ocorrerá. Mas o duelo entre Colorados e Tricolores é garantia de muita emoção e até mesmo um clima de revanche da final da Libertadores de 2006, quando os gaúchos levaram a melhor.

A parada para a Copa do Mundo pode ser negativa para ambos. O São Paulo, por exemplo, que vinha cambaleando desde janeiro e quase foi eliminado pelo fraco Universitário, do Peru, melhorou muito seu rendimento e cresceu na hora que mais precisava. Venceu os dois confrontos contra o Cruzeiro e trouxe de volta o ânimo necessário para uma competição tão difícil como essa. O Internacional, por sua vez, apresentou um futebol mais qualificado que os paulistas no começo da temporada e mesmo sem o brilho imaginado, não passou sufoco na primeira fase e nas oitavas-de-final. O duelo contra o Estudiantes, com gol no final, pressão da torcida adversária, muita catimba e até briga no final, deu uma injeção de ânimo aos Colorados. Se os jogos das semifinais fossem disputados nas próximas semanas, possivelmente veríamos equipes dispostas e em boa fase. Como teremos que esperar mais de dois meses para os confrontos, as coisas podem mudar bastante.

Num duelo entre duas tradicionais equipes como São Paulo e Internacional, é praticamente impossível apontar um favorito. E ficar em cima do muro numa circunstância dessas é algo normal, já que as equipes se igualam. O goleiro e a zaga são-paulina são mais confiáveis, enquanto os volantes e meias do Inter são mais consistentes. No quesito ataque, ambos se igualam. Dagoberto e Fernandão precisam de mais entrosamento. Alecsandro e Walter, mesmo marcando muitos gols, são jogadores contestados no Sul. No banco de reservas, Jorge Fossati parece ter mais qualidade de mudar um jogo do que o adversário Ricardo Gomes.

A vantagem de jogar a segunda partida em casa é a aposta do São Paulo. Em 2006, o Tricolor jogou a primeira no Morumbi, viu Josué ser expulso e sucumbiu, perdendo por 2 a 1. No Beira-Rio, jogou muito bem, mas encontrou um rival empurrado pela torcida e com jogadores de muita qualidade. O empate deu o título para os gaúchos.

Do outro lado da chave, chilenos e mexicanos buscam uma vaga na decisão. O Universidad do Chile não é um time maravilhoso, mas consegue boas apresentações e até ontem estava invicta na Libertadores. Já o Chivas sabe muito bem usar o fator casa. Nas oitavas e quartas-de-final jogou a primeira partida no estádio Jalisco, em Guadalajara, e bateu seus adversários por 3 a 0, placar esse que definiu os confrontos. Se conseguir fazer o mesmo contra os chilenos, tem grandes chances de chegar à decisão, mesmo não podendo disputar o Mundial caso seja campeão.

Os dois primeiros confrontos acontecerão no dia 28 de julho. Internacional e São Paulo jogam no Beira-Rio, em Porto Alegre, enquanto Chivas e Universidad duelam em Guadalajara, no México. As partidas de volta acontecerão no dia 4 de agosto, em São Paulo e Santiago, no Chile.

NÚMEROS DA COPA LIBERTADORES 2010

Time que mais venceu: São Paulo (6 vitórias)
Time que mais empatou: Universidad do Chile (4 empates)
Times que mais perderam: Internacional e Chivas (2 derrotas)
Melhor ataque: Universidad do Chile (17 gols)
Melhor defesa: São Paulo (2 gols)

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/05/semifinais-da-copa-libertadores-da_199.html

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A Copa Libertadores da América 2010 teve os capítulos finais das quartas-de-final na noite desta quinta-feira. O Internacional foi valente, perdeu por 2 a 1 para o Estudiantes, mas o gol anotado fora de casa deu a classificação para os gaúchos, que agora enfrentarão o São Paulo nas semifinais. Já o Flamengo fez o inverso. Ganhou o jogo contra a Universidad do Chile por 2 a 1, mas por ter perdido em casa no jogo de ida, está eliminado da competição.

O Internacional foi à Argentina com a vantagem de jogar pelo empate para se classificar. A vitória por 1 a 0 no Beira-Rio na semana passada deu tranquilidade aos jogadores e, principalmente, ao treinador Jorge Fossati.  Porém, disputar um jogo decisivo no país vizinho e ainda contra o atual campeão da Libertadores não é nada fácil. E realmente não foi.

O Colorado foi pressionado desde o começo do jogo e aos 12 minutos o meia Verón quase abriu o marcador. Com o estádio Centenário de Quilmes lotado, o Estudiantes conseguiu o que precisava em dois minutos. Verón, em mais um de seus preciosos passes, encontrou o atacante González livre e com categoria o jogador tocou por cima na saída de Abbondanzieri para abrir o placar. No lance seguinte foi a vez de Pérez acertar um belo chute e ampliar a contagem. O resultado de 2 a 0 dava a classificação para os argentinos e daí para frente o jogo ficou morno. O Inter criou algumas chances, mas não obteve êxito.

Na segunda etapa o Estudiantes continuou dominando o jogo, mas pouco a pouco a equipe brasileira tentava se organizar e partir para frente. A melhor chance foi criada somente aos 29 minutos, em cobrança de falta do meia Andrezinho e com boa interceptação do goleiro Orión. Os argentinos cadenciavam o ritmo, mas sempre que chegavam à área gaúcha levavam perigo. Preocupado com a falta de criatividade do time, Fossati sacou o argentino D’Alessandro e colocou Giuliano em campo. E a mudança surtiu efeito. Aos 43 minutos, quando a partida se encaminhava para o final e o Colorado seria eliminado, Andrezinho deu bom lançamento para Giuliano, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro. O gol calou a fanática torcida argentina e deu a classificação para o Internacional.

Aliás, a festança da torcida que já comemorava a classificação do Estudiantes acabou atrapalhando o próprio time. No lance do gol brasileiro, uma nuvem de fumaça pairava sobre a área do goleiro Orión e, aparentemente, atrapalhou a visão do arqueiro e contribuiu com o Internacional. Com a doida derrota, alguns jogadores do Estudiantes partiram para a briga no final da partida e a confusão foi generalizada. Uma pena que esse tipo de coisa ainda aconteça no futebol. Perder faz parte do jogo!

O Internacional fará a semifinal brasileira da Libertadores contra o São Paulo, reeditando o duelo da decisão da competição em 2006, quando o Colorado levou a melhor e foi campeão. O jogo de ida será no estádio Beira-Rio no dia 28 de julho, enquanto a volta será disputada no Morumbi, em 4 de agosto. Mais uma vez o futebol brasileiro está com uma vaga assegurada na decisão do torneio de clubes mais importante da América.

Mais tarde foi a vez do Flamengo entrar em campo em busca da vaga nas semifinais. Jogando no acanhado estádio Santa Laura, em Santiago, o Mengão precisava vencer por dois de diferença para avançar na competição. Com a postura diferente da partida de ida, Adriano, Vagner Love e companhia jogavam com vontade e lutavam muito. O Universidad do Chile era perigoso no ataque e assustou aos 36 minutos quando Montillo chutou na trave de Bruno.

O Flamengo não se intimidava com a pressão da torcida e corria muito para abrir o placar. Depois de muito tentar, conseguiu o que precisava. Num bate-rebate na entrada da área, Adriano recebeu a bola, dominou e de bicicleta encontrou Vagner Love, que de cabeça, mandou para a rede. O lindo gol saiu num momento crucial do jogo e restavam mais 45 minutos para ampliar o marcador.

No intervalo outro fato lamentável. Torcedores chilenos atiraram todo tipo de objeto no gramado e, pasmem, uma bola de golfe atingiu o zagueiro Ronaldo Angelim e outra por muito pouco não machucou Vagner Love. A Libertadores é um torneio conhecido pela pressão da torcida e pela catimba, mas fatos como esses são inadmissíveis. Por esse motivo, o Flamengo não foi para o vestiário e passou o intervalo no gramado.

A segunda etapa era tudo ou nada para os cariocas. O Flamengo se portava bem dentro de campo, mas pecava no último passe. O time melhorou muito com a entrada de Petkovic, que não pode ser reserva da equipe de maneira nenhuma. Entretanto, quando parecia que o Mengão conseguiria ampliar o placar, veio o duro golpe. Montillo recebeu a bola na intermediária, caminhou livremente em direção ao gol sem marcação e, vendo o goleiro Bruno adiantado, deu um lindo toque por cima encobrindo o arqueiro para empatar o jogo. O gol chileno obrigava os brasileiros a marcarem mais dois. Missão difícil faltando pouco mais de 15 minutos para o término.

Mas, aos 32 minutos, Adriano deu esperanças aos rubro-negros novamente. Em outro bate-rebate, Leonardo Moura tocou de calcanhar para o Imperador marcar o segundo. Precisando de mais um gol, o Flamengo foi todo a frente, mas o nervosismo impossibilitou que o tento saísse. O jogo terminou e os jogadores da Universidad do Chile comemoram muito a classificação para as semifinais, quando enfrentarão o Chivas Guadalajara, do México. O primeiro jogo é na casa dos mexicanos no dia 28 de julho e a volta será em Santiago em 4 de agosto.

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O confronto brasileiro das quartas-de-final da Copa Libertadores da América 2010 teve seu primeiro capítulo na semana passada. Mesmo com amplo favoritismo e com um futebol convincente, o Cruzeiro não fez a lição de casa e foi surpreendido pelo São Paulo em pleno Mineirão, sendo derrotado por 2 a 0. O resultado da partida de ida foi fundamental e ontem, jogando diante de 53 mil torcedores no estádio do Morumbi, o São Paulo repetiu o placar do jogo de ida e eliminou os mineiros da competição sul-americana.

A missão do Cruzeiro não seria nada fácil. Era pouco provável que a Raposa conseguisse reverter o resultado e repetir o feito do ano passado, quando nesta mesma fase do torneio eliminou o Tricolor em pleno Morumbi. Se a situação já era complicada, as coisas pioraram ainda mais no primeiro minuto do jogo, quando o atacante Kléber, famoso por sua raça e também por suas cotoveladas, disputou a bola com Richarlyson e deu um tapa na cara do são paulino. O árbitro Jorge Larrionda não hesitou em expulsar o jogador e deixar o caminho ainda mais livre para a classificação dos paulistas. A decisão acertada do juiz foi determinante para o jogo.

O São Paulo tomou conta da partida e partiu em busca do gol para sacramentar a vaga nas semifinais. Enquanto o Cruzeiro, atordoado com um jogador a menos, assistia o adversário, os comandados de Ricardo Gomes pressionavam. Aos cinco e aos sete minutos, o goleiro Fábio fez grandes defesas em investidas de Marlos e Fernandão, respectivamente. Mas de tanto insistir, o Tricolor conseguiu abrir o placar. Numa jogada que parecia perdida pelo lado esquerdo do campo, o lateral Júnior César prendeu a bola entre dois adversários, colocou entre as pernas de Henrique, avançou e rolou para trás. Hernanes chegou sozinho e mandou uma bomba de esquerda para abrir o placar, aos 23 minutos.

O jogo estava consolidado. O São Paulo trabalhava muito bem a bola com Marlos, Rodrigo Souto e Hernanes. Quando o Cruzeiro tentava partir para o ataque, Miranda, Alex Silva, Richarlyson e Júnior César ganhavam todas e livravam o perigo. Vale lembrar que o Tricolor tem a melhor defesa da competição, tendo sofrido apenas dois gols em dez jogos no certame. A equipe paulista ainda teve algumas chances para ampliar o placar na primeira etapa, mas Fábio segurava tudo lá atrás.

Logo no começo da segunda etapa o Tricolor liquidou a fatura. Júnior César lançou a bola, Fernandão desviou de cabeça para Dagoberto, que tranquilamente dominou no peito e tocou por cobertura na saída do goleiro. 2 a 0 no placar, 4 a 0 no resultado agregado. A vaga para as semifinais pela nona vez na história estava consolidada e daí por diante o São Paulo segurou o jogo, trabalhou a bola e acabou com as esperanças celestes.

O sonho do tetracampeonato está cada vez mais vivo e o adversário da próxima etapa será conhecido amanhã, no confronto entre Estudiantes e Internacional. Os jogos das semifinais acontecerão somente depois da Copa do Mundo, nos dias 28 de julho e 4 de agosto, com a segunda partida sendo disputada no Morumbi, independente do adversário.

Depois de começar o ano muito mal, com um futebol apático e sem brio, o São Paulo começa a crescer na hora decisiva. As únicas duas partidas que o Tricolor mostrou bom futebol, marcação implacável e ousadia foram contra o Cruzeiro. Na hora que mais precisou o grupo se uniu e voltou a ter força. A pausa para a Copa do Mundo pode ser negativa, já que depois de vencer dois jogos cruciais contra um adversário forte e favorito ao título, o ideal seria jogar já nas próximas semanas para manter o embalo. A postura são paulina mudou nas últimas duas semanas e o resultado positivo é fruto disso.

Você acredita que o São Paulo é um forte candidato ao título da Libertadores? Se não, em quem você aposta? Opine!

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O atacante Washington tem 35 anos e está no São Paulo desde o início de 2009. Em pouco menos de um ano e meio no clube, o jogador fez 44 gols em 80 partidas disputadas, uma média de 0,55 tentos por jogo. É uma média considerável se levarmos em conta os atuais centroavantes que jogam no país. Porém, Washington vive um dilema. A falta de mobilidade, a idade avançada, as constantes irritações e declarações inoportunas somadas ao lugar cativo no banco de reservas, vêm abalando o jogador nos últimos tempos.

O Tricolor contratou Washington depois que o atleta fez uma boa temporada pelo Fluminense, inclusive sendo decisivo na eliminação do time paulista da Copa Libertadores da América de 2008. O atacante chegou ao Morumbi com status de estrela e com a condição no time titular assegurada. Os gols continuaram saindo, mas os erros aumentaram muito também. Washington é aquele jogador que precisa que o time jogue para ele, atacante de área, bom no cabeceio e oportunista na cara do gol. No começo, Muricy Ramalho bem que tentou fazer a equipe jogar para Washington, mas os jogadores mudaram e até o treinador for alterado. O centroavante deixou de ser uma referência no elenco e outros jogadores foram contratados.

Mesmo sendo muito criticado, Washington conseguiu fazer um bom Campeonato Brasileiro no ano passado e foi artilheiro do São Paulo na competição. Devido a melhora no final da temporada, os dirigentes são paulinos renovaram seu contrato e o mantiveram no elenco.  O ano de 2010 prometia ser melhor para o atacante, já que Borges foi negociado com o Grêmio e o ânimo do jogador foi renovado. Entretanto, o pensamento do jogador e da diretoria não se concretizou ainda e está próximo de não acontecer definitivamente.

Ainda no Paulistão-10, Washington perdeu a vaga de titular em alguns jogos para Fernandinho e isso causou indignação no atleta. Nesta temporada, o atacante teve inúmeras oportunidades de se firmar novamente, mas seus incessantes erros foram determinantes para ficar no banco de reservas constantemente. A gota d’água aconteceu duas semanas atrás, quando o São Paulo, enfim, conseguiu contratar o atacante Fernandão, jogador campeão do mundo pelo Internacional, com espírito de liderança nas veias e mais completo que Washington. O novo jogador chegou ao Morumbi com prestígio e logo na primeira partida com a camisa do clube, fez o que Ricardo Gomes e a torcida esperavam de Washington.

Depois de várias reclamações públicas para jornalistas na beira do campo, Washington se tornou oficialmente reserva nesta semana e ontem só jogou desde o começo no Campeonato Brasileiro, pois o treinador mandou a campo um time quase todo reserva. Para variar, Washington nada conseguiu fazer, errou três gols fáceis de se marcar e foi substituído na segunda etapa. Vaiado pela torcida e já avisado por Ricardo Gomes que no São Paulo atual não se aceitarão mais críticas e reclamações de jogadores preteridos, o atacante não temeu sua condição no clube e ao término da partida fez o mesmo de sempre. Procurou os microfones e as câmeras e se disse desmotivado no Tricolor, afirmou ter inúmeras propostas de outros clubes e deixou no ar que seus dias no São Paulo estão contados. Fez tudo que Ricardo Gomes não queria que ninguém fizesse, muito menos ele.

Washington é experiente, já foi artilheiro do Campeonato Brasileiro duas vezes, goleador máximo da Copa do Brasil e até do Paulistão quando defendia a Ponte Preta. Mesmo parecendo um bom sujeito, o atacante tem sérios problemas atualmente.  Ele parece um jogador juvenil numa pelada de bairro, reclama constantemente dos companheiros, gesticula a todo instante e isso prejudica seu próprio desempenho.

Ricardo Gomes disse que conversará com o jogador para tentar motivá-lo novamente, coisa que dificilmente acontecerá. É nítido que Washington não gosta de ser reserva, não é um jogador de grupo. Por onde ele atuou, sempre foi titular absoluto e incontestável. No São Paulo não é assim e isso o irrita profundamente.

O destino de Washington pode ser as Laranjeiras ou até mesmo o Parque Antarctica, pois no Morumbi os seus dias estão contados.

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