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Posts Tagged ‘Dagoberto’

Por: Erik Rodrigues

Internacional e São Paulo fizeram o primeiro duelo das semifinais da Taca Libertadores da América no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time gaúcho trocou de técnico, reforçou o elenco e venceu os quatro jogos do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor do Morumbi manteve o criticado Ricardo Gomes, trouxe o atacante Ricardo Oliveira e ganhou apenas um ponto dos 12 disputados no torneio nacional.

A torcida Colorada lotou o estádio e fez uma festa bonita para receber a equipe. E o resultado disso foi o domínio das ações em todo o primeiro tempo. Sim, eu disse TODO o primeiro tempo. Jogando em casa e contra um adversário covarde, o Inter partiu para cima. Taison e o argentino D’Alessandro comandavam as investidas no ataque, apoiados por Nei e Kléber nas laterais. Mas apesar da maior posse de bola, o time gaucho não chegava com perigo ao gol de Rogério Ceni. A primeira conclusão à meta tricolor foi aos 18 minutos, com D’Alessandro. Em uma bela troca de passes invertida da direita para a esquerda, Kléber recebeu e cruzou na área. O atacante Taison tocou de cabeça, mas o goleiro são-paulino voou e defendeu com segurança. Já o São Paulo nem dava sinais de que queria jogar futebol e praticava o antijogo em sua mais perfeita concepção. Fernandão e Dagoberto ficavam isolados na frente e todos os outros jogadores simplesmente davam bico para qualquer lado. Um horror!

Na segunda etapa o cenário se manteve, mas desta vez o Inter conseguiu concluir a gol com mais perigo. Logo no início, Andrezinho arriscou de fora da área, mas Rogério defendeu. Logo depois, Kléber avançou na área, mas o goleiro são-paulino saiu bem e evitou a conclusão. O gol Colorado era questão de tempo. Aos 20 minutos, o técnico Celso Roth trocou Andrezinho pelo jovem Giuliano. E o talismã, que já tinha salvado o clube no duelo contra o Estudiantes nas quartas de final, trouxe mais uma vez a sorte para o time. Três minutos depois de entrar, D’Alessandro passou para Alecsandro na entrada da área. O atacante sofreu falta, mas o árbitro Hector Baldassi corretamente deu vantagem. Na sequência, Giuliano girou e bateu no canto direito de Rogério Ceni, que nem se mexeu.

O gol premiou a equipe que relmante jogou futebol e buscou o ataque com mais eficiência. E o Colorado não parou por ai. Taison, Kléber e Alecsandro tiveram boas oportunidades, mas não conseguiram ampliar o placar. Vendo seu time acuado, o treinador Ricardo Gomes tirou o inócuo Dagoberto e promoveu a reestreia de Ricardo Oliveira. Também colocou Cléber Santana no lugar de Richarlyson, a fim de reconquistar o meio campo. As mudanças, alinhados a um recuo do adversário, surtiram um pouco de efeito. O São Paulo conseguiu, enfim, após quase 70 minutos de partida, arriscar um chute a gol. Hernanes e Ricardo Oliveira tentaram, mas sem levar perigo à meta de Renan.

Vitória mais do que merecida do Internacional que, mesmo sem criar tantas chances claras, conseguiu dominar a partida. Ao São Paulo, cabe escolher se vai voltar a jogar futebol ou mais uma vez vai fazer este papelão e apresentar uma proposta de jogo covarde diante de seu torcedor. A partida de volta será na próxima quinta-feira (05/08), no Morumbi, em São Paulo.

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Os jogos das semifinais da Copa Libertadores da América de 2010 estão definidos. Internacional e São Paulo fazem o duelo brasileiro de um lado, enquanto Chivas Guadalajara e Universidad do Chile se enfrentam do outro lado da chave.

A perspectiva de uma final brasileira apontada por muitos no começo da competição não ocorrerá. Mas o duelo entre Colorados e Tricolores é garantia de muita emoção e até mesmo um clima de revanche da final da Libertadores de 2006, quando os gaúchos levaram a melhor.

A parada para a Copa do Mundo pode ser negativa para ambos. O São Paulo, por exemplo, que vinha cambaleando desde janeiro e quase foi eliminado pelo fraco Universitário, do Peru, melhorou muito seu rendimento e cresceu na hora que mais precisava. Venceu os dois confrontos contra o Cruzeiro e trouxe de volta o ânimo necessário para uma competição tão difícil como essa. O Internacional, por sua vez, apresentou um futebol mais qualificado que os paulistas no começo da temporada e mesmo sem o brilho imaginado, não passou sufoco na primeira fase e nas oitavas-de-final. O duelo contra o Estudiantes, com gol no final, pressão da torcida adversária, muita catimba e até briga no final, deu uma injeção de ânimo aos Colorados. Se os jogos das semifinais fossem disputados nas próximas semanas, possivelmente veríamos equipes dispostas e em boa fase. Como teremos que esperar mais de dois meses para os confrontos, as coisas podem mudar bastante.

Num duelo entre duas tradicionais equipes como São Paulo e Internacional, é praticamente impossível apontar um favorito. E ficar em cima do muro numa circunstância dessas é algo normal, já que as equipes se igualam. O goleiro e a zaga são-paulina são mais confiáveis, enquanto os volantes e meias do Inter são mais consistentes. No quesito ataque, ambos se igualam. Dagoberto e Fernandão precisam de mais entrosamento. Alecsandro e Walter, mesmo marcando muitos gols, são jogadores contestados no Sul. No banco de reservas, Jorge Fossati parece ter mais qualidade de mudar um jogo do que o adversário Ricardo Gomes.

A vantagem de jogar a segunda partida em casa é a aposta do São Paulo. Em 2006, o Tricolor jogou a primeira no Morumbi, viu Josué ser expulso e sucumbiu, perdendo por 2 a 1. No Beira-Rio, jogou muito bem, mas encontrou um rival empurrado pela torcida e com jogadores de muita qualidade. O empate deu o título para os gaúchos.

Do outro lado da chave, chilenos e mexicanos buscam uma vaga na decisão. O Universidad do Chile não é um time maravilhoso, mas consegue boas apresentações e até ontem estava invicta na Libertadores. Já o Chivas sabe muito bem usar o fator casa. Nas oitavas e quartas-de-final jogou a primeira partida no estádio Jalisco, em Guadalajara, e bateu seus adversários por 3 a 0, placar esse que definiu os confrontos. Se conseguir fazer o mesmo contra os chilenos, tem grandes chances de chegar à decisão, mesmo não podendo disputar o Mundial caso seja campeão.

Os dois primeiros confrontos acontecerão no dia 28 de julho. Internacional e São Paulo jogam no Beira-Rio, em Porto Alegre, enquanto Chivas e Universidad duelam em Guadalajara, no México. As partidas de volta acontecerão no dia 4 de agosto, em São Paulo e Santiago, no Chile.

NÚMEROS DA COPA LIBERTADORES 2010

Time que mais venceu: São Paulo (6 vitórias)
Time que mais empatou: Universidad do Chile (4 empates)
Times que mais perderam: Internacional e Chivas (2 derrotas)
Melhor ataque: Universidad do Chile (17 gols)
Melhor defesa: São Paulo (2 gols)

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/05/semifinais-da-copa-libertadores-da_199.html

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O confronto brasileiro das quartas-de-final da Copa Libertadores da América 2010 teve seu primeiro capítulo na semana passada. Mesmo com amplo favoritismo e com um futebol convincente, o Cruzeiro não fez a lição de casa e foi surpreendido pelo São Paulo em pleno Mineirão, sendo derrotado por 2 a 0. O resultado da partida de ida foi fundamental e ontem, jogando diante de 53 mil torcedores no estádio do Morumbi, o São Paulo repetiu o placar do jogo de ida e eliminou os mineiros da competição sul-americana.

A missão do Cruzeiro não seria nada fácil. Era pouco provável que a Raposa conseguisse reverter o resultado e repetir o feito do ano passado, quando nesta mesma fase do torneio eliminou o Tricolor em pleno Morumbi. Se a situação já era complicada, as coisas pioraram ainda mais no primeiro minuto do jogo, quando o atacante Kléber, famoso por sua raça e também por suas cotoveladas, disputou a bola com Richarlyson e deu um tapa na cara do são paulino. O árbitro Jorge Larrionda não hesitou em expulsar o jogador e deixar o caminho ainda mais livre para a classificação dos paulistas. A decisão acertada do juiz foi determinante para o jogo.

O São Paulo tomou conta da partida e partiu em busca do gol para sacramentar a vaga nas semifinais. Enquanto o Cruzeiro, atordoado com um jogador a menos, assistia o adversário, os comandados de Ricardo Gomes pressionavam. Aos cinco e aos sete minutos, o goleiro Fábio fez grandes defesas em investidas de Marlos e Fernandão, respectivamente. Mas de tanto insistir, o Tricolor conseguiu abrir o placar. Numa jogada que parecia perdida pelo lado esquerdo do campo, o lateral Júnior César prendeu a bola entre dois adversários, colocou entre as pernas de Henrique, avançou e rolou para trás. Hernanes chegou sozinho e mandou uma bomba de esquerda para abrir o placar, aos 23 minutos.

O jogo estava consolidado. O São Paulo trabalhava muito bem a bola com Marlos, Rodrigo Souto e Hernanes. Quando o Cruzeiro tentava partir para o ataque, Miranda, Alex Silva, Richarlyson e Júnior César ganhavam todas e livravam o perigo. Vale lembrar que o Tricolor tem a melhor defesa da competição, tendo sofrido apenas dois gols em dez jogos no certame. A equipe paulista ainda teve algumas chances para ampliar o placar na primeira etapa, mas Fábio segurava tudo lá atrás.

Logo no começo da segunda etapa o Tricolor liquidou a fatura. Júnior César lançou a bola, Fernandão desviou de cabeça para Dagoberto, que tranquilamente dominou no peito e tocou por cobertura na saída do goleiro. 2 a 0 no placar, 4 a 0 no resultado agregado. A vaga para as semifinais pela nona vez na história estava consolidada e daí por diante o São Paulo segurou o jogo, trabalhou a bola e acabou com as esperanças celestes.

O sonho do tetracampeonato está cada vez mais vivo e o adversário da próxima etapa será conhecido amanhã, no confronto entre Estudiantes e Internacional. Os jogos das semifinais acontecerão somente depois da Copa do Mundo, nos dias 28 de julho e 4 de agosto, com a segunda partida sendo disputada no Morumbi, independente do adversário.

Depois de começar o ano muito mal, com um futebol apático e sem brio, o São Paulo começa a crescer na hora decisiva. As únicas duas partidas que o Tricolor mostrou bom futebol, marcação implacável e ousadia foram contra o Cruzeiro. Na hora que mais precisou o grupo se uniu e voltou a ter força. A pausa para a Copa do Mundo pode ser negativa, já que depois de vencer dois jogos cruciais contra um adversário forte e favorito ao título, o ideal seria jogar já nas próximas semanas para manter o embalo. A postura são paulina mudou nas últimas duas semanas e o resultado positivo é fruto disso.

Você acredita que o São Paulo é um forte candidato ao título da Libertadores? Se não, em quem você aposta? Opine!

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Depois de inúmeras tentativas frustradas, enfim, o São Paulo conseguiu contratar o meia-atacante Fernandão. Grande sonho da diretoria são paulina, o jogador vem para suprir o ponto mais preocupante da equipe: o ataque. Washington, Dagoberto, Fernandinho e até o jovem Henrique não conseguem se destacar e formar uma dupla ofensiva de qualidade. Fernandão será a salvação? Vamos por partes.

Desunião do grupo e falta de esquema tático são os principais problemas do atual São Paulo. Isso tem grande parcela de culpa do treinador Ricardo Gomes, que além de não ter pulso firme para comandar o time, não consegue melhorar o rendimento de um grupo qualificado e numeroso. Se a ideologia do comandante continuar a mesma, Fernandão não mudará nada.

Neste aspecto citado acima, é necessário que o técnico e os jogadores comecem a pensar de forma diferente. No Tricolor atual, um jogo na reserva já é motivo para reclamações públicas e desavenças. Se Washington sai para dar lugar a outro atacante, é motivo para cobrar sua titularidade em público. Cicinho faz o mesmo, assim como Júnior César e Marcelinho Paraíba. E Ricardo Gomes o que faz? Vê tudo e continua calado. Isso tende a tornar o São Paulo cada vez mais desunido e sem comando, coisa que Fernandão ou qualquer outro jogador não conseguirá resolver. Os problemas internos devem ser tratados no vestiário.

Por outro lado, se a diretoria fizer como vem prometendo e punir os falastrões e insatisfeitos, as coisas mudam. O clima será mais ameno e Fernandão pode ter um papel interessante no elenco. Ele é um jogador que tem a liderança no sangue. Demonstrou isso no Internacional, quando venceu a Copa Libertadores e o Mundial. O São Paulo não pode depender só da liderança de Rogério Ceni, precisa de novos líderes dentro de campo, de jogadores que joguem com raça e determinação e que, quando forem substituídos ou preteridos do time titular, não façam biquinho ou coloquem lenha na fogueira.

Porém, há outro problema que só o tempo poderá responder. Fernandão foi um jogador nos tempos de Internacional e de 2006 para cá, pouco fez. Sua passagem pelo Qatar e pelo Goiás foram apagadas. Pode ser a grande chance de o jogador voltar a ter um rendimento bom e ser importante dentro de campo novamente.

Vejo a contratação com bons olhos, mas as mudanças de atitude do elenco Tricolor devem acontecer rapidamente. O São Paulo não conseguiu jogar bem em um jogo sequer na atual temporada. Em grande parte das partidas se arrastou em campo e foi beneficiado muitas vezes pela falta de potencial dos adversários. Isso foi visto de forma contundente na última terça-feira, quando não conseguiu fazer ao menos um gol no fraco time do Universitário e por pouco não foi eliminado vexatoriamente da Libertadores.

Na próxima quarta-feira a equipe paulista terá uma encrenca pela frente: o forte time do Cruzeiro. A Raposa tem um grupo montado e com jogadores eficientes, principalmente no ataque. A parada será dura e o espírito são paulino terá que ser outro. Caso contrário, será eliminado novamente nas quartas-de-final da competição pelo mesmo rival.

Fernandão e São Paulo podem fazer uma parceria de sucesso, mas é pouco provável que isso aconteça já nas próximas duas semanas. Por enquanto, Fernandão chega como mais uma aposta para um ataque que fez apenas nove gols em oito jogos no torneio sul-americano. É ver para crer!

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/05/fernandao-e-salvacao-do-sao-paulo.html

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Quando a fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2010 terminou, muitos apontaram que o São Paulo teria o confronto mais fácil de todos os oito jogos do mata-mata. E os que pensaram dessa forma tinham razão. Afinal, o Universitário, do Peru, não fez nada de exuberante na competição. Nos seis jogos disputados no grupo 4, os peruanos somaram dez pontos, com duas vitórias e quatro empates. Mas quem assistiu ao menos um desses jogos, sabia perfeitamente que o Universitário é um time fraco.

Era o cenário ideal para o time paulista engrenar na Libertadores e até na temporada, já que o desempenho mostrado nos primeiros quatro meses de 2010 esteve muito aquém do esperado. Entretanto, o São Paulo começou a se complicar na partida de ida, quando empatou por 0 a 0 e teve diversas chances para vencer e sair classificado do Peru. De qualquer forma, a partida de volta poderia ser a hora da redenção, o momento certo para crescer num torneio como esse.

Pois bem. O Tricolor enfrentou o Universitário na noite desta terça-feira no Morumbi, com 44 mil torcedores, e o futebol apático continuou o mesmo. Ricardo Gomes surpreendeu e sacou Washington para colocar Fernandinho no ataque, apostando na velocidade e nos dribles do atacante.  Nada mudou. O São Paulo precisava do gol para se classificar, mas totalmente desorganizado dentro de campo, as jogadas de ataque em nada resultavam. Aliás, resultavam apenas na ira da torcida presente e dos outros tantos milhões que assistiam pela televisão.

A primeira chance real de gol saiu apenas aos 18 minutos do primeiro tempo, quando Hernanes cobrou escanteio e Rodrigo Souto, de cabeça, mandou a bola no travessão. A torcida impacientava-se pouco a pouco e parecia prever o sufoco que viria adiante. A falta de variação de jogadas levava o time brasileiro a fazer sempre a mesma coisa. Hernanes, no meio-campo, passava a bola para a direita, recebia de volta, passava para a esquerda, recebia de volta e nada. Esse time do São Paulo parece que não treina junto, não se conhece. Em campo não é demonstrada nenhuma jogada ensaiada, variações de esquemas táticos no andamento da partida e toques precisos. A bola parecia queimar no pé dos jogadores. Marlos, Fernandinho e Dagoberto tentavam resolver tudo sozinhos e nada conseguiam. Cicinho esteve perdido em campo, errando todos os passes, cruzamentos e desarmes, além de ser presa fácil para os atacantes adversários.

O jogo foi ficando perigoso e, mais uma vez, o Universitário dava mostras de ser um time realmente fraco. Defendia-se constantemente e raramente se aventura num contragolpe. Era um jogo de ataque contra defesa. A defesa se mostrava bem postada, nada mais que isso, enquanto ao ataque faltava criatividade, inspiração e até um pouco de garra.

No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou Washington no lugar de Jorge Wagner, mudando o esquema para o 4-3-3. Um pouco melhor, aos sete minutos o Tricolor perdeu um gol feito através de Marlos que, na pequena área, conseguiu a proeza de desperdiçar a chance mais clara do jogo. A pressão se intensificou ainda mais, mas sem êxito algum.

O jogo se arrastou assim até o seu final. Um São Paulo burocrático e muito mal em campo, contra um Universitário pouco qualificado, mas aguerrido e cumpridor de seus objetivos, já que veio ao Morumbi para empatar e levar a decisão para os pênaltis. E, por incrível que pareça, eles conseguiram a façanha.

Nas penalidades, Rogério Ceni foi o herói. Começou assustando a perder o primeiro pênalti, mas prontamente se recuperou, defendeu duas cobranças e ainda viu outra ir para fora, enquanto Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto converteram os pênaltis que levaram o São Paulo às quartas-de-final da Copa Libertadores.

Os mais otimistas dirão que a equipe ainda vai crescer e que, mesmo sem um futebol convincente, o Tricolor está entre os oito melhores da América. Porém, a realidade é outra. Se o São Paulo avançou de fase, muito disso deve-se ao desempenho do adversário, que nada produziu e jogou na retranca nas duas partidas.

Faltam empenho e qualidade tática para esse time. Falta comando e também dedicação por parte dos jogadores. O próximo adversário será conhecido amanhã no confronto entre Nacional-URU e Cruzeiro. Possivelmente os mineiros conquistaram a vaga e o confronto decisivo nas quartas-de-final será o mesmo do ano passado. Sem perspectivas de melhora, o enredo final pode ser o mesmo. Quiçá até pior do que em 2009. Com esse amontoado de jogadores sem padrão em campo, o reflexo pode ser a eliminação do torneio. Há algo muito errado neste São Paulo, mas se nem Ricardo Gomes sabe explicar, quem diremos nós…

CHIVAS PERDE, MAS SE CLASSIFICA
Outro time que conquistou vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores nesta terça-feira foi o Chivas Guadalajara. Depois de vencer por 3 a 0 o Vélez Sarsfield na partida de ida, os mexicanos foram até a Argentina e perderam por 2 a 0 para os rivais. Com o resultado, o Chivas aguarda a definição dos próximos jogos para saber quem será o adversário, que sairá do confronto entre Libertad e Once Caldas.

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Santos e Santo André foram os principais destaques da primeira fase do Campeonato Paulista de 2010. Com isso, se credenciaram como favoritos ao título deste ano. O Santos disputou a semifinal contra o rival São Paulo, enquanto a equipe do ABC encarou o Grêmio Prudente. Na partida de ida das semifinais, ambos confirmaram o favoritismo e, fora de casa, venceram os adversários. Para as partidas de volta, o Peixe e o Ramalhão poderiam até perder por um gol de diferença que ainda assim avançariam à decisão. O Santos fez o que virou rotina na temporada, ganhou por 3 a 0 do São Paulo em jogo disputado na Vila Belmiro e chegou à final com sobras. Por outro lado, o Santo André perdeu em casa para o surpreendente Grêmio Prudente, por 2 a 1, mas usou o regulamento para garantir a vaga.

Muito se falou na semana sobre a vitória santista no último domingo, no Morumbi, quando poderia ter goleado o rival, tomou grande sufoco no segundo tempo e conseguiu a vitória apenas no último minuto. O Peixe percebeu que não poderia falhar novamente contra o experiente elenco são paulino. Já o São Paulo constatou a qualidade dos ‘Meninos da Vila’ e se apoiou na segunda etapa do último confronto para acreditar na vitória por dois gols de diferença que lhe valeria a vaga na decisão.

O técnico Ricardo Gomes apostava em um ataque veloz para conquistar o objetivo. Assim, sacou Washington e colocou Fernandinho no time titular neste domingo. Na vaga de Marlos, que fora expulso no primeiro confronto, o treinador acreditou na força de Cléber Santana. Outras novidades em relação ao outro jogo foram vistas nas laterais. Jean perdeu seu lugar para Cicinho, enquanto Júnior César deu a vaga para Richarlyson. É óbvio que a derrota de hoje foi totalmente por méritos do Santos, mas seria mais aceitável a escalação de Carleto no lado esquerdo do campo, já que além de Richarlyson não ser lateral de origem, o jogador esteve machucado por um mês e retornou apenas hoje. Ricardo errou na escolha, mas isso não influenciou no resultado.

Pelo lado santista, Dorival Júnior preferiu reforçar o meio campo e sacou o atacante André da equipe titular. Desse modo, Wesley saiu da lateral direita para compor o meio e Pará jogou na posição. Boa visão do treinador do Peixe, afinal, a vantagem era favorável para mudanças desse tipo.

O jogo foi bastante movimentado. O São Paulo tinha um ataque veloz, mas a bola pouco chegou aos jogadores de frente. Hernanes esteve mais tímido que no último jogo, os laterais pouco apoiaram e assim, as chances na primeira etapa foram escassas. Fernandinho tentou resolver sozinho, mas a marcação santista esteve implacável. Dagoberto nada fez. Enquanto isso, o Santos respeitou o rival mais do que na primeira partida, mas mesmo assim, quando tinha a posse de bola, criava jogadas boas e até poderia ter aberto o placar não fosse alguns erros de Robinho.

O segundo tempo era tudo ou nada para o São Paulo. Por esse motivo, Ricardo Gomes tirou Cléber Santana e colocou o artilheiro Washington em campo, mudando o esquema para três atacantes. Washington bem que tentou, mas na única boa investida, o goleiro Felipe fez grande defesa. O Santos começou a se soltar no jogo e sentiu que poderia vencer novamente. O primeiro gol nasceu com jogada do meia Marquinhos, que recebeu a bola nas costas de Richarlyson e cruzou para a área. O atacante Neymar, com o braço, mandou para as redes e abriu o placar. Gol irregular santista e contestação por parte dos são paulinos.

O Santos dominava o jogo e estava com a classificação praticamente definida. Mas os ‘Meninos da Vila’ queriam mais e partiram para cima. Aos 37 minutos, Robinho lançou para Neymar, o zagueiro Miranda acompanhou o atacante e claramente não encostou no adversário, que se jogou dentro da área e o árbitro José Henrique de Carvalho anotou a penalidade. Neymar, com paradinha, fez o seu segundo gol no jogo e o 12º no Campeonato Paulista. O jogo estava decidido, jogadores e torcedores já comemoravam o resultado quando Mádson saiu do banco de reservas, fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cruzou para a área e Paulo Henrique Ganso fez o terceiro, aos 40 minutos.

Na somatória das duas partidas, o Santos fez 6 a 2 no São Paulo e conquistou a vaga na decisão do estadual sem contestações. Mesmo com dois erros da arbitragem, o Peixe sobrou em campo, como vem sobrando em todo o campeonato e mereceu a classificação. O Tricolor esteve nervoso em campo, tanto que tomou oito cartões amarelos, mas em nenhum momento perdeu a cabeça com as travessuras dos jovens. Saiu como um bom perdedor.

O Santos terá mais dois jogos para encantar e confirmar uma conquista que já vem se desenhando há algum tempo. A nova geração santista é muito qualificada e já entrou para a história. Além disso, o Santos segue a passos largos como favorito na Copa do Brasil também. O São Paulo, por sua vez, focará completamente a Copa Libertadores e já na próxima quarta-feira terá um difícil jogo contra o Once Caldas para garantir vaga nas oitavas de final do torneio.

SANTO ANDRÉ É O ADVERSÁRIO NA FINAL
O Santo André será o adversário santista na decisão do Campeonato Paulista. Após ter vencido o primeiro confronto contra o Grêmio Prudente por 2 a 1, na semana passada, o Ramalhão perdeu hoje para o rival pelo mesmo placar, mas como tinha vantagem pela melhor campanha na primeira fase, confirmou o favoritismo e obteve vaga na final. As partidas decisivas acontecerão nos próximos dois domingos (25/04 e 02/05), possivelmente no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O time do ABC disputará pela primeira vez uma decisão estadual.

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A semifinal do Campeonato Paulista de 2010 entre São Paulo e Santos prometia ser eletrizante. E foi até mais do que se imaginava. Em um jogo muito disputado na tarde deste domingo no estádio do Morumbi, o Peixe conseguiu a vitória por 3 a 2 e ampliou a vantagem que já tinha, agora poderá perder por até um gol de diferença que mesmo assim chegará à final da competição estadual.

Em dois tempos distintos, o Santos não apresentou o futebol convincente das últimas rodadas, tomou um grande sufoco, mas no final conquistou o objetivo e deixou o São Paulo em condição muito difícil no Paulistão.

O São Paulo começou melhor o jogo, marcando em cima e não deixando espaços para os ágeis santistas. Mas, aos poucos, o Santos melhorou dentro de campo e tomou conta da partida. Tanto que, aos 26 minutos, em investida pela esquerda, Neymar passou a bola para Léo que chutou cruzado para o meio da área. A bola caprichosamente bateu no lateral Júnior César e traiu Rogério Ceni. 1 a 0 para o Peixe. O gol mexeu com o jogo. O alvinegro cresceu ainda mais enquanto o São Paulo sentiu o baque e se recuou, chamando o adversário para cima. Porém, as coisas pioraram para o Tricolor quando o meia Marlos, aos 32, foi expulso de campo após já ter tomado cartão amarelo erroneamente minutos antes. O primeiro amarelo deveria ser aplicado no lance da expulsão. Atordoado, não demorou muito para o São Paulo sofrer o segundo gol. Novamente pela esquerda, novamente através de Neymar, que deu um lindo passe de três dedos para o atacante André ampliar a vantagem e marcar seu 12º no Paulistão.

Não havia cenário pior para a equipe de Ricardo Gomes. Jogando em casa e precisando do resultado, tomou dois gols ainda no primeiro tempo e ficou com um jogador a menos. Todos, até mesmo os são paulinos, esperavam pelo pior: ver mais uma goleada santista que resultaria na eliminação do São Paulo.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes fez uma alteração ousada, tirou Washington e colocou Cicinho em campo para atuar como meia e dar mais velocidade ao time. E a alteração surtiu efeito. O São Paulo voltou elétrico e com muita vontade. Logo aos oito minutos, Hernanes fez bela jogada individual e chutou forte no canto do goleiro Felipe, diminuindo o placar e colocando o Tricolor de volta na partida. O gol nos minutos iniciais deu confiança para a equipe. O São Paulo passou a mandar no jogo enquanto o Santos apenas assistia. Hernanes, Dagoberto, Jorge Wagner e Cicinho comandavam o time. E foi através de mais uma jogada rápida que o Tricolor chegou ao empate. Cicinho ergueu a bola na área e encontrou Dagoberto livre para mandar a bola de cabeça para a rede. Era a resposta do São Paulo de que nada estava decidido. O empate assustou os garotos santistas. Com dez em campo o Tricolor era melhor do que quando teve 11 jogadores no primeiro tempo. Os pouco mais de 35 mil torcedores que foram ao Morumbi viam um grande jogo.

Depois de conseguir algo que parecia improvável, o São Paulo continuou partindo para cima e sentiu que poderia virar o jogo. E não virou por pouco, muito pouco. Hernanes, o melhor são paulino no jogo, cobrou falta e obrigou o goleiro Felipe a fazer uma maravilhosa defesa. Percebendo que as coisas poderiam piorar, Dorival Júnior resolveu mexer. Mádson entrou no lugar de Neymar e Zé Eduardo na vaga de Marquinhos. O objetivo do treinador era voltar a ter posse de bola no meio campo e amenizar as investidas são paulinas. Assim como Ricardo Gomes havia mexido no jogo com a substituição no intervalo, as substituições santistas também foram acertadas. O Santos equilibrou novamente o jogo e, aos 38, quase marcou o terceiro com Zé Eduardo. O jogo continuou quente e tudo levava a crer que o empate seria o resultado mais justo pelos dois tempos distintos, um de cada equipe. Até que, aos 45 minutos, Miranda fez falta desnecessária na beirada da área. Mádson cruzou, Rogério Ceni falhou e o zagueiro Durval, de cabeça, fez o terceiro gol para o Santos. Gol esse que deu a vitória ao alvinegro e mais do que isso, ampliou a vantagem já existente. No próximo domingo, na Vila Belmiro, os ‘Meninos da Vila’ podem perder por até um gol de diferença que, ainda assim, chegarão à decisão. O São Paulo não poderá contar com Marlos e terá que partir para cima buscando os dois gols de diferença, algo que pode ser muito perigoso contra um time rápido e de bom toque de bola como o Santos.

Tudo leva a crer que a equipe de melhor campanha no campeonato chegue à final. O Peixe está com um pé e meio na decisão do título estadual. Ao Tricolor, resta entrar no jogo mais ligado para não precisar correr atrás do resultado como fez hoje. Ricardo Gomes já avisou que irá ao litoral com força máxima e que ainda acredita na classificação. Se mantiver a pegada mostrada na segunda etapa, as chances crescerão um pouco. Além da classificação, o São Paulo jogará a próxima partida para tentar vencer seu primeiro clássico no ano. Até aqui foram cinco derrotas em cinco jogos. Para resumir, o Santos tem 80% de chances de continuar no torneio, contra 20% do time do Morumbi. Com o que foi apresentado na primeira partida, o segundo jogo é garantia de mais um grande clássico.

NA OUTRA SEMIFINAL…

O Santo André também conseguiu ampliar a vantagem obtida após bela campanha na primeira fase e, fora de casa, venceu o Grêmio Prudente por 2 a 1. Pela equipe do ABC marcaram Branquinho e Rodriguinho, agora vice-artilheiro do Paulistão com 14 gols, enquanto que Diego anotou o gol do Prudente. Assim como o Santos, o Ramalhão jogará a segunda partida em casa e pode perder até por um gol de diferença para chegar à decisão. Ótimo cenário para a organizada equipe dirigida por Sérgio Soares.

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