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Posts Tagged ‘2006’

Holanda 0 X 1 Espanha

A grande decisão da Copa do Mundo de 2010 não poderia ser mais emocionante. Enquanto muitos favoritos caíram pouco a pouco, duas seleções taxadas como ‘amarelonas’ apresentaram bom futebol e chegaram à final do torneio. A Holanda, que havia vencido todos os seis jogos que disputou no Mundial, vinha de uma incrível marca de 25 jogos sem derrota. A Espanha, por sua vez, chegou à África do Sul como a principal favorita ao troféu, mas a derrota na estreia para a Suíça colocou o poderio da ‘Fúria‘ em dúvida e tudo levava a crer que, mais uma vez, os espanhóis ficariam pelo meio do caminho.

Enquanto a Seleção Espanhola já entrara para a história por ter chegado pela primeira vez numa final de Copa do Mundo, os holandeses, que disputavam sua terceira (foram derrotados por Alemanha e Argentina, em 1974 e 1978, respectivamente), queriam, enfim, conquistar o tão almejado título. O duelo europeu, disputado no estádio Soccer City, em Joanesburgo, foi bastante truncado, em certas vezes até violento, e, pelo amplo domínio em grande parte do jogo, os espanhóis conseguiram de forma sofrida vencer por 1 a 0 e entraram de uma vez por todas no seleto grupo de seleções campeões mundiais.

A Espanha já era favorita muito antes da Copa do Mundo começar. Depois de conquistar o título da Eurocopa de 2008 com uma equipe recheada de bons talentos, a ‘Fúria’ se credenciou como forte candidata ao troféu e nem o fracasso na Copa das Confederações em 2009 foi capaz de abalar o otimismo dos comandados do técnico Vicente Del Bosque. O MFC, inclusive, um ano atrás, já alertava sobre a força dos espanhóis. Com o título de “A furiosa seleção espanhola”, o post classificava a Espanha como a melhor seleção do mundo e enfatizava que, se o grupo fosse mantido, as chances de  conquistarem o inédito título eram muito grandes (leia o antigo post clicando aqui).

Sem desfalques, os treinadores Vicente Del Bosque e Bert Van Marwijk puderam mandar a campo seus principais atletas. Desde o começo da partida, ficou evidente que a Holanda mudou sua postura em relação as últimas apresentações. Enquanto a Espanha fazia seu jogo tradicional, trocando muitos passes para tentar furar o bloqueio holandês, a ‘Laranja Mecânica‘ ficava completamente retrancada e perdia sua qualidade no meio campo.

Logo aos quatro minutos, por muito pouco a Espanha não abriu o placar, em cabeçada certeira de Sergio Ramos e uma defesa espetacular de Stekelenburg. Aos dez, Sergio Ramos fez boa jogada pela direita, pedalou, invadiu a área e bateu cruzado, mas Heitinga tirou para escanteio. No minuto seguinte, David Villa pegou de primeira, de dentro da área, e mandou a bola na rede pelo lado de fora, assustando o goleiro holandês. Daí para frente, o que se viu foi um jogo completamente faltoso, com muitos lances ríspidos que deram trabalho para o árbitro inglês Howard Webb. A Seleção Holandesa era a mais desleal. Van Bommel, Robben e, principalmente, De Jong, fizeram faltas feias e foram punidos pelo juiz.

Aos 34 minutos, um lance curioso quase deu a vantagem para a Holanda. Num ato de fair play, Heitinga deu um chutão para frente para devolver a posse de bola para a Espanha, mas a bola fez uma curva incrível e por muito pouco não enganou o goleiro Iker Casillas, que precisou mandá-la para escanteio e, aí sim, Van Persie devolveu de forma correta para os espanhóis.

Dois minutos depois, a Seleção Holandesa desperdiçou uma grande chance de abrir o marcador. Robben cobrou escanteio rasteiro, Van Bommel bateu cruzado da entrada da área e, Mathijsen, sozinho, furou e não conseguiu concluir ao gol. A equipe holandesa teve sua principal chance na primeira etapa aos 45 minutos. Robben fez sua tradicional jogada, avançou pela direita, cortou para o meio e bateu firme de esquerda, mas Casillas caiu bem e fez boa defesa.

Sem alterações, as equipes voltaram para o segundo tempo mais dispostas. Aos dois, Xavi cobrou escanteio, Puyol desviou de cabeça e Capdevila, de forma incrível, furou dentro da pequena área. Com a Holanda se preocupando menos em bater e mais em jogar futebol, o talento começou a aparecer. Aos 16 minutos, Sneijder dominou a bola antes da linha do meio de campo, viu Robben correr e, numa bela enfiada, tocou a bola entre quatro jogadores espanhóis. O craque do Bayern de Munique avançou sozinho, demorou muito para concluir e chutou em cima de Casillas, que com o pé fez uma defesa espetacular e evitou o gol holandês.

Percebendo a falta de ofensividade, Vicente Del Bosque tirou o inoperante Pedro Rodríguez e colocou Jesús Navas em seu lugar. Logo em seu primeiro lance, aos 23, o atacante do Sevilla avançou pela direita e chutou cruzado para o meio da área. O artilheiro David Villa apareceu sozinho atrás da zaga adversária e, de dentro da pequena área, chutou, mas Heitinga conseguiu intervir deitado no gramado e mandou a bola para escanteio.

A Espanha melhorou na partida novamente e pressionou a Holanda. Aos 31, Xavi cobrou escanteio, Sergio Ramos subiu sozinho e mandou de cabeça por cima da meta. Os holandeses pareciam querer apenas se defender e apostar nos contra-golpes. Aos 37, Robben perdeu outra incrível chance. Numa rápida jogada, Van Persie deu um despretensioso toque de cabeça para o ataque, o meia holandês correu muito, tomou a frente de Puyol e, na cara de Casillas, viu o goleiro operar outro milagre e sair para pegar a bola nos seus pés.

Com a igualdade no placar, a decisão do título foi para a prorrogação. Devido a intensidade do jogo, as duas equipes pareciam muito cansadas e o mais óbvio é que o campeão saísse apenas na disputa por pênaltis. Mas a Espanha continuou procurando mais o jogo e usou suas últimas forças para buscar o gol. Aos cinco, Iniesta deu um passe açucarado para Fàbregas, que havia entrado no lugar do volante Xabi Alonso. O jovem jogador do Arsenal chutou fraco e Stekelenburg defendeu com os pés. Aos dez, Jesús Navas avançou pela direita e chutou forte, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo da prorrogação teve o mesmo cenário. A ‘Fúria‘ dominava o jogo e tentava de todas as formas abrir o marcador, enquanto os holandeses ficavam retrancados e, cansados, não conseguiam mais emplacar os contra-ataques. De tanto insistir, a Espanha foi premiada a cinco minutos do fim. Fernando Torres, que substituiu David Villa, começou a jogada pela esquerda. Lançou a bola para a área, mas o zagueiro tirou. No rebote, Fàbregas dominou e, de forma magistral, encontrou Iniesta, que não titubeou e mandou uma bomba para fazer o gol da vitória, o gol do inédito título, o gol mais importante da história do futebol espanhol.

Restando poucos minutos para o final, a Holanda não tinha mais forças para reagir. As câmeras de televisão flagravam o desespero de Robben e Sneijder, que entregaram os pontos e já se lamentavam ainda enquanto a bola rolava. Do outro lado, Casillas chorava e parecia ainda não entender o tamanho da façanha que ele e seus companheiros acabavam de fazer.

O jogo terminou e os jogadores da Espanha comemoraram muito. Entre choro de alegria e êxtase, a maioria dos 84.490 torcedores presentes no estádio aplaudiram de pé a conquista espanhola. O título foi totalmente merecido, já que a Seleção Espanhola está apresentando o melhor futebol do mundo há pelo menos dois anos. A geração de Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué, Joan Capdevila, Xabi Alonso, Sergio Busquets, Andrés Iniesta, Xavi Hernández, David Villa, Pedro Rodríguez, Raul Albiol, Carlos Marchena, Fernando Torres, Cesc Fàbregas, Victor Valdes, Juan Mata, Alvaro Arbeloa, Fernando Llorente, Javier Martinez, David Silva, Jesús Navas e Pepe Reina está eternizada no mundo do futebol e, principalmente, na história do país. Depois de tantos fracassos, esses jogadores conseguiram levantar o troféu mais cobiçado do planeta bola.

Méritos também para o técnico Vicente Del Bosque, que soube mexer bem na equipe quando foi preciso, teve coragem de sacar o badalado atacante Fernando Torres e dar lugar para o jovem Pedro Rodríguez. Além de ter montado um esquema de jogo eficiente, com muita força no meio de campo e solidez na zaga. Em sete jogos, a ‘Fúria‘ obteve seis vitórias e apenas uma derrota. Fez poucos gols (oito), mas sai do Mundial com a marca de melhor defesa de todos os campeões, sofrendo apenas dois gols, igualando o recorde de França, em 1998 e Itália, em 2006.

Parabéns, Espanha!

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Estados Unidos 1 X 0 Argélia

Os norte-americanos começaram a partida contra a Argélia na segunda posição do grupo C. Dependendo apenas de suas próprias forças para chegar às oitavas de final, nenhum jogador dos Estados Unidos imaginava o sofrimento e a dramaticidade que o confronto contra a inexperiente seleção africana teria. Depois de tanto tentar durante os 90 minutos, os ‘Yankees‘ conseguiram o gol da classificação na bacia das almas e venceram por 1 a 0, terminando na primeira posição da chave. Assim, os Estados Unidos chegam às oitavas de final pela terceira vez em Copas do Mundo, as outras aconteceram em 1994 e 2002.

Novamente a equipe do técnico Bob Bradley provou ter qualidades, assim como já havia demonstrado na Copa das Confederações, em 2009, e também nas outras partidas deste Mundial. Mas curiosamente, a primeira grande chance do jogo foi da equipe africana. Aos cinco minutos, Rafik Djebbour recebeu a bola na entrada da área e mandou uma bomba, que explodiu no travessão do goleiro Tim Howard. No minuto seguinte, os norte-americanos responderam com chute de Hercules Gomez, mas o goleiro M’Bolhi fez sua primeira boa defesa no jogo.

Melhor em campo, os Estados Unidos ficavam grande parte do tempo com a bola nos pés. Aos 19, aconteceu um lance polêmico. Num bate-rebate na entrada da área argelina, dois americanos foram derrubados, o árbitro aplicou a lei da vantagem e a bola sobrou para Gomez concluir e o goleiro defendeu. No rebote, a bola voltou para o pé do atacante e, com um chute torto, a pelota sobrou para Dempsey, que fez o gol. Porém, o juiz Frank De Bleeckere, da Bélgica, viu o assistente assinalar impedimento e invalidou o gol dos Estados Unidos. É óbvio que a decisão criou muita polêmica e reclamações.

Aos 34, Landon Donovan deu ótimo passe para Altidore, que invadiu a área e obrigou o goleiro a realizar outra defesa. No minuto seguinte, outro lance perigoso. O craque norte-americano tabelou com Bradley e tocou por cima na saída de M’Bolhi. A bola sobrou e Altidore e Donovan foram com tanta gana para o lance, que nenhum dos dois conseguiu concluir. Depois de ser pressionada por muito tempo, a Argélia saiu de trás e criou boas oportunidades nos minutos finais da primeira etapa, mas a falta de pontaria impediu que o gol saísse.

Na segunda etapa, a pressão dos Estados Unidos continuou. Aos 11, Altidore fez ótima jogada pela esquerda, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Dempsey, que invadiu a área e chutou forte. A bola bateu na trave e sobrou para ele, que errou a conclusão novamente. Com a falta de pontaria dos centroavantes, o treinador dos ‘Yankees‘ colocou o brasileiro naturalizado norte-americano, Benny Feilhaber. Logo que entrou, o jovem fez linda jogada pela direita, passou por três marcadores e só parou com outra defesa do goleiro argelino. Aos 23, outra incrível chance desperdiçada. Dempsey cruzou e Edson Buddle cabeceou forte, mas M’Bolhi operou outro milagre e segurou a bola. Dez minutos depois, Michael Bradley cobrou falta e o goleiro argelino defendeu de novo. O jogo chegou aos 45 minutos e os Estados Unidos estavam se despedindo da Copa do Mundo, assim com a Argélia.

Quando o árbitro mostrou quatro minutos de acréscimo, o desespero invadiu os norte-americanos, que ainda quase sofreram um gol de cabeça, mas o goleiro Tim Howard defendeu e, rapidamente, ligou o contra-ataque. Donovan correu com a bola nos pés e deu para Altidore na direita. O atacante avançou, chutou rasteiro e o goleiro espalmou. No rebote, o próprio Donovan bateu e marcou o gol da classificação, aos 46 minutos da etapa final.

O jogo foi emocionante, com a Seleção Norte-Americana altamente superior, mas que esbarrou inúmeras vezes no bom goleiro da Argélia. Enquanto a seleção africana está eliminada, os norte-americanos além de obterem a vaga na próxima fase, ainda conseguiram se classificar na primeira posição do grupo C, já que fizeram dois gols a mais que a Inglaterra.

Eslovênia 0 X 1 Inglaterra

Os ingleses desembarcam na África do Sul prometendo boa campanha e sendo apontada como uma das favoritas ao título. Entretanto, com o fraco futebol apresentado nas duas rodadas iniciais, o que era confiança virou pessimismo e a classificação às oitavas de final ficou ameaçada. Para evitar o vexame, o ‘English Team‘ precisava vencer a Eslovênia, até então líder do grupo C. Com um desempenho um pouco superior, a Inglaterra venceu por 1 a 0 e terminou na segunda colocação da chave, carimbando o passaporte para a próxima fase.

O vencedor técnico Fabio Capello resolveu remodelar a escalação de sua equipe para não correr riscos. Tirou o zagueiro Carragher e deu a titularidade para Upson. Fez o mesmo com Milner no lugar de Lennon e com Defoe na vaga de Heskey. Porém, manteve Joe Cole, bom meia do Chelsea, no banco de reservas. De qualquer forma, o treinador fez seu time melhorar, já que desde o início do jogo os ingleses mandavam no meio campo e não davam espaços para os eslovenos. O chamado ‘dedo do técnico’ fez efeito aos 22 minutos, quando Milner avançou pela direita e cruzou a bola para a área. O atacante Jermain Defoe antecipou a zaga e mandou a bola para o fundo do gol, abrindo o placar.

Aos 29, quase a Inglaterra ampliou. Defoe chutou forte e goleiro Handanovic fez boa defesa. A bola sobrou no pé de Rooney, que entre três marcadores, achou o meia Gerrard, que bateu de primeira e obrigou o arqueiro a intervir novamente. Com a mudança de postura tática, os ingleses jogaram bem no primeiro tempo, com Rooney mais solto, trocando bons passes com Defoe e Gerrard.

O primeiro lance de perigo na segunda etapa veio aos 11 minutos, numa forte cabeçada de John Terry e ótima defesa de Handanovic. No minuto seguinte, Rooney recebeu a bola e, sozinho, na frente do goleiro, chutou-a na trave. Se o futebol apresentado pelo ‘English Team‘ não foi primoroso, também não deixou dúvidas quanto à superioridade ante a Eslovênia, que pouco fez durante a partida e não criou nenhuma chance real de gol.

Com o apito final do árbitro, os ingleses comemoraram a vaga nas oitavas de final e, até aquele momento, com o jogo entre Estados Unidos e Argélia empatado, os eslovenos estavam se classificando e ficaram dentro de campo esperando o jogo terminar. Com o gol norte-americano no último minuto, a Eslovênia foi eliminada da Copa do Mundo e alguns jogadores até choraram no gramado.

Austrália 2 X 1 Sérvia

O duelo decisivo entre a equipe da Oceania e os sérvios valia uma das vagas nas oitavas de final. Com o grupo D totalmente embolado, para a Sérvia bastava vencer, enquanto a Austrália precisava golear para avançar. Num jogo bom e bastante movimentado, os ‘Socceroos‘ venceram a Sérvia ‘apenas’ por 2 a 1 e as duas equipes morreram abraçadas, sendo eliminadas da Copa do Mundo.

A primeira chance do jogo saiu em uma jogada da Sérvia pela direita. Krasic avançou, entrou na área e chutou para boa defesa de Schwarzer. Aos 11, o mesmo Krasic desperdiçou outra chance. Em rápido contra-ataque, o jogador driblou o goleiro e incrivelmente chutou para fora. Mas aos 22 o que a Sérvia fez foi abusivo no quesito de perder gols. Em bola cruzada na área, Ivanovic recebeu e, sozinho, chutou forte, cara a cara com o goleiro da Austrália, que fez uma linda defesa e impediu o gol. Essas foram as principais oportunidades da primeira etapa, onde a Sérvia jogou bem e pecou demais nas finalizações. Os australianos fizeram uma apresentação tímida e se salvaram através das boas interceptações de Schwarzer.

Provando estar melhor em campo, a Sérvia voltou da mesma forma no segundo tempo, perdendo gols. Aos sete, Zigic fez linda jogada, dominou a bola na cabeça, se livrou do adversário e mandou a bola por cima da baliza. Como quem não faz toma, a Austrália começou a melhorar e levar mais perigo. Aos 13, Bresciano cobrou falta de muito longe e obrigou o goleiro Stojkovic a fazer boa defesa. Porém, aos 23 o goleiro sérvio não conseguiu evitar o pior. Wilkshire cruzou da direita e Tim Cahill, de cabeça, mandou a bola no canto, abrindo o placar. Quatro minutos depois, os ‘Socceroos‘ ampliaram. Brett Holman pegou a bola no meio, avançou um pouco e, de longe, chutou para marcar o segundo. Com o resultado, a Austrália precisava de mais dois gols para obter uma classificação heróica.

Entretanto, a equipe da Oceania perdeu poder ofensivo após abrir dois gols de diferença e a Sérvia cresceu no jogo. Aos 38, Tosic chutou de fora da área, o goleiro Schwarzer falhou e soltou a bola no pé de Pantelic, que só teve o trabalho de empurrar para a rede. Aos 41, o atacante australiano Josh Kennedy ainda jogou fora a chance de ampliar, errando a finalização na frente do goleiro adversário. A Sérvia cresceu no jogo e, se conseguisse o empate, obteria uma vaga às oitavas de final. Pressionou, tentou, avançou, mas na única chance real que teve para empatar, Pantelic isolou a bola na cara do goleiro e as chances acabaram.

Gana 0 X 1 Alemanha

Os alemães tiveram um começo arrasador no Mundial. Golearam a Austrália por 4 a 0 e terminaram a primeira rodada como grande sensação entre as favoritas ao título. Porém, dias depois a Seleção Alemã foi surpreendida e perdeu por 1 a 0 para a Sérvia, algo que já colocou a qualidade do elenco em dúvida. Para a última rodada do grupo D, os bávaros precisavam ao menos empatar com Gana para se classificar. Com ataques rápidos e insinuantes, a Alemanha venceu por 1 a 0, terminou na primeira posição e segue firme em busca do tetracampeonato. Os africanos, mesmo com a derrota, também avançaram e irão representar o continente na próxima etapa da Copa do Mundo, assim como já acontecera em 2006.

O primeiro gol da partida por pouco não saiu aos oito minutos. Lucas Podolski avançou pela esquerda e chutou cruzado para o meio da área. A bola desviou no zagueiro de Gana e tocou na trave antes de sair. A equipe africana não estava totalmente defensiva, como é costumeiro quando seleções menores enfrentam os gigantes do futebol. Os ‘Black Stars‘ não tiveram receio e também atacavam os alemães.

O jogo era lá e cá, tanto que a Alemanha perdeu uma chance incrível, aos 24. O jovem Ozil recebeu ótimo lançamento de Cacau, avançou e, de cara com o goleiro Kingson, conseguiu chutar em cima dele. O troco de Gana veio no minuto seguinte. Ayew cobrou escanteio na medida e o atacante Gyan desviou de cabeça, mas Lahm salvou a bola em cima da linha. A última oportunidade alemã na primeira etapa aconteceu aos 40 minutos. Schweinsteiger cobrou falta de longe, os vários jogadores que estavam dentro da área atrapalharam o goleiro ganense, que espalmou a bola nos pés de Ozil. O alemão chutou, mas a bola saiu por cima da meta.

No começo do segundo tempo, os africanos quase abriram o placar com Asamoah, que chutou em cima de do goleiro Neuer. Assim, o castigo veio aos 14. Müller fez boa jogada pela direita e tocou para Ozil, que ajeitou e, de esquerda, mandou um foguete para o gol. O goleiro Kingson nada pôde fazer e a Alemanha ficou em vantagem no placar. Assim, os bávaros ditaram o ritmo da partida e trocaram passes para o tempo passar. Gana ainda teve chance de empatar, mas a pontaria de seus jogadores continuou péssima e o gol não saiu.

O resultado foi benéfico para as duas equipes. A Alemanha terminou na liderança do grupo D com seis pontos (duas vitórias e uma derrota) e foi seguida por Gana, que obteve quatro pontos (uma vitória, um empate e uma derrota). Assim, os alemães vão fazer um clássico logo nas oitavas de final. A equipe do técnico Joachim Löw medirá forças com a Inglaterra, no próximo domingo (dia 27), em Bloemfontein, às 11h. Enquanto isso, os africanos enfrentarão os Estados Unidos, um dia antes, em Rustemburgo, às 15h30.

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México 0 X 1 Uruguai

A seriedade com que mexicanos e uruguaios tratariam o jogo decisivo foi colocada em dúvida, já que o empate beneficiaria as duas equipes. Porém, o que se viu em campo foi totalmente o oposto ao possível ‘jogo de compadres’. O México foi com tudo para cima do Uruguai desde o começo, mas esbarrou na forte retranca celeste. No contra-ataque, os uruguaios ainda conseguiram ser eficientes e marcaram o gol que deu a vitória por 1 a 0 e a classificação para as oitavas-de-final.

O primeiro lance de perigo do jogo foi criado pelo Uruguai. Aos cinco minutos, o atacante Luís Suarez se aproveitou do vacilo da zaga mexicana, avançou pela direita e chutou forte na saída do goleiro Óscar Perez, mas a bola saiu pela linha de fundo. Depois de quatro minutos, outra chance desperdiçada. Forlán cobrou escanteio e o zagueiro Victorino, sozinho, cabeceou por cima da baliza. A partir daí, o México se recompôs passou a mandar no meio de campo. Aos 21, Guardado recebeu a bola e, do meio da rua, mandou uma bomba, que explodiu na trave do goleiro Muslera.

Com amplo domínio, os mexicanos corriam atrás do gol, mas a zaga do Uruguai não dava espaços. Vale lembrar que até agora, nos três primeiros jogos disputados, a zaga uruguaia ainda não foi vazada. Como a equipe de Javier Aguirre se lançava totalmente à frente, o setor defensivo ficava desguarnecido. E essa foi a grande sacada do Uruguai. Forlán, o jogador mais lúcido em campo, pegou a bola no meio de campo e tocou para Cavani na direita. O atacante avançou e cruzou na cabeça de Luís Suarez, que só teve o trabalho de testar para o fundo do gol.

A postura tática da equipe sul-americana foi o diferencial. Bem postada atrás e insinuante nos contra-ataques, o Uruguai aproveitou uma das únicas chances que teve e foi para o intervalo com a vantagem. O resultado não era bom para o México, que com a derrota, corria riscos de ficar de fora das oitavas de final.

Mas o Uruguai voltou querendo mais e quase ampliou aos oito minutos da segunda etapa. Forlán cruzou a bola na área e o zagueiro Diego Lugano mandou de cabeça, obrigando o goleiro mexicano a fazer uma defesa incrível. Aos 19 foi a vez do México perder um gol feito. O zagueiro Maza recebeu um cruzamento na medida e, sozinho, cabeceou para fora. Esses foram os principais lances de perigo na etapa final.

Com o resultado final, os jogadores da ‘Celeste Olímpica‘ comemoraram muito a classificação para a segunda fase da Copa do Mundo, algo que não acontecia desde 1990, na Itália. Os mexicanos ficaram em campo aguardando o término da partida entre África do Sul e França e o resultado final foi favorável. A ‘El Tri‘ conquistou a vaga pelo saldo de gols: um positivo contra dois negativos dos sul-africanos.

Assim, o Uruguai terminou o grupo A na liderança com sete pontos (duas vitórias e um empate) e por esse motivo vai enfrentar a segunda colocada do grupo B, a Coreia do Sul, nas oitavas de final. O jogo entre uruguaios e sul-coreanos será disputado no próximo dia 26 (sábado), às 11h, em Porto Elizabeth. O México, segundo colocado do grupo A, jogará contra a Argentina, líder do grupo B, nas oitavas de final. A partida acontecerá no dia 27 (domingo), às 15h30, em Joanesburgo.

França 1 X 2 África do Sul

O jogo dos desesperados do grupo A foi vencido pelos sul-africanos por 2 a 1, numa partida onde alguns fatores foram evidenciados novamente. A equipe de Carlos Alberto Parreira, bem ao seu estilo retranqueiro, teve um jogador a mais durante 65 minutos dos 90 disputados e, em nenhum momento, o treinador fez alguma substituição a fim de dar mais velocidade ou até tirar um volante e colocar um atleta mais ofensivo. Por esse motivo, a vitória não valeu de nada, já que os ‘Bafana Bafana’ precisavam ter saldo de quatro gols positivos para obter a vaga. Além disso, a França continua a mesma zona. Raymond Domenech trocou cinco jogadores em relação ao time titular que perdeu para o México na segunda rodada, mas de nada adiantou, já que os jogadores continuam completamente desunidos e sem força de vontade.

A África do Sul se lançou à frente desde o início. Aos 20 minutos veio a primeira chance e Khumalo não desperdiçou, concluindo o cruzamento de Tshabalala e se aproveitando da falha do goleiro Lloris. O gol animou a torcida sul-africana, que ainda confiava na classificação. As esperanças aumentaram ainda mais aos 26, quando o meia francês Gourcuff deu uma cotovelada em Subaya e foi expulso pelo árbitro. Com 1 a 0 no placar e a superioridade numérica, a equipe africana tinha chances até de golear a França, não fosse a teimosia tática de Parreira.

Mesmo assim, a empolgação dos jogadores falou mais alto que as coordenadas vindas do banco de reservas. Aos 37 minutos, a zaga francesa falhou e deixou a bola nos pé de Masilela, que bateu cruzado e encontrou Mphela. O atacante apenas completou para o gol vazio e ampliou o placar. Faltavam apenas mais dois gols. A euforia tomava conta de torcida e atletas.

No início do segundo tempo, quase veio o terceiro gol. Tshabalala, o melhor sul-africano em campo, enfiou com açúcar para Mphela, que chutou na trave e perdeu a chance. O próprio Mphela perdeu outro gol, dessa vez aos 17. O jogo foi ficando mais morno e a entrada de Henry fez a equipe francesa melhorar. Só Domenech crê que o atacante do Barcelona não tenha lugar nessa equipe. Com o último algoz brasileiro em Copas do Mundo em campo, a França descontou aos 25 minutos. Sagna lançou para Ribéry, que ganhou na velocidade e rolou a bola para o meio da área, encontrando Malouda sozinho e sem goleiro para diminuir.

O jogo terminou e a África do Sul, mesmo tendo muitas dificuldades técnicas e táticas, fez o que a torcida queria. Honrou o nome do país, venceu ao menos um jogo no Mundial disputado em casa e foi aplaudida de pé pelos torcedores, que reconheceram o empenho dos jogadores. Já a França… o que dizer? Uma melancólica eliminação, um técnico bizarro no banco de reservas e uma equipe totalmente rachada em campo. Em três jogos, duas derrotas e um empate, com apenas um gol marcado. Parece que os ‘deuses do futebol’, de fato, existem. Depois do conhecido gol irregular que deu a vaga aos franceses nesta Copa, os ‘Bleus‘ fizeram um verdadeiro papelão e envergonharam seus torcedores.

Nigéria 2 X 2 Coreia do Sul

A campanha nigeriana na Copa do Mundo foi decepcionante. A seleção que já conquistou medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta e que nos últimos anos revelou bons talentos, não se encontrou nos gramados de seu continente. Depois de duas derrotas, ainda assim a Nigéria chegou à última rodada com boas chances de se classificar. Bastava vencer o adversário por placar mínimo, mas os jogadores abusaram de perder gols, só empataram com a Coreia do Sul em 2 a 2 e estão eliminados do Mundial. Os sul-coreanos comemoraram a classificação às oitavas de final pela primeira vez fora de seu continente. A única participação dos asiáticos nesta fase do torneio aconteceu em 2002, quando atuaram em casa e avançaram até as semifinais.

No primeiro lance perigoso da partida, os nigerianos conseguiram abrir o placar. Aos 12 minutos, Odiah fez boa jogada pela direita e cruzou para a área. O meia Uche se antecipou ao adversário e fez o gol. Melhor em campo, a Nigéria teve outra ótima oportunidade aos 36. Uche chutou de fora da área e a bola explodiu na trave do goleiro Sung Ryong. Porém, no minuto seguinte, os sul-coreanos empataram o jogo com Jung-Soo, que surpreendeu a defesa nigeriana.

Na segunda etapa, os nigerianos continuaram melhores, mas também continuavam perdendo chances de gol. E quem não faz, toma. A virada da Coreia do Sul veio aos quatro minutos. Chu-Young cobrou falta da entrada da área, com efeito, e acertou o canto do arqueiro Enyeama. Ai que a Nigéria foi de vez com tudo para cima. Aos 21 minutos aconteceu um lance incrível, para não dizer outra coisa. Yussuf avançou e, quase na linha de fundo, cruzou rasteiro para o meio da área. Debaixo da trave e, sem goleiro, Yakubu conseguiu a proeza de chutar para fora. Menos mal que três minutos ele se redimiu. Obasi sofreu pênalti e Yakubu converteu a cobrança. Obafemi Martins, que entrou no lugar do veterano Kanu, jogou fora a chance de classificação aos 36 minutos. O jogador recebeu a bola livre e, de frente com o goleiro, tocou por cima pela linha de fundo.

Grécia 0 X 2 Argentina

Os argentinos sofreram mais do que imaginavam para bater a Grécia por 2 a 0 e fechar sua participação na primeira fase do Mundial com três vitórias em três jogos disputados. Muito disso aconteceu por Maradona ter mandado a campo um time com apenas quatro titulares e muitos jogadores desentrosados. Os gregos, por sua vez, não levaram perigo aos rivais e com a derrota, estão eliminados do torneio.

O primeiro tempo foi muito fraco e sem emoção, tanto que o único lance perigoso aconteceu no último minuto, aos 45. Maxi Rodriguez mandou uma bomba para o gol e Tzorvas fez ótima defesa. No rebote, Messi avançou pela direita e obrigou o goleiro grego a operar outro milagre. Para o segundo tempo, a Grécia teria que se expor mais em busca do resultado positivo e isso seria bom para as pretensões argentinas.

O jogo melhorou um pouco, muito pela ofensividade da equipe sul-americana. Aos 32, enfim, saiu o gol da Argentina. Em um bate-rebate dentro da pequena área, a bola bateu em Milito e sobrou livre para o zagueiro Demichelis, que encheu o pé e abriu o placar. Dez minutos saiu o segundo gol. Em belíssima jogada de Messi, o goleiro Tzorvas fez outra boa defesa e a bola sobrou no pé de Palermo, que havia entrado poucos minutos antes. O atacante do Boca Juniors chutou de primeira e deu números finais ao placar.

Com a vitória e a boa campanha na primeira fase, a Argentina segue em frente na competição. O adversário nas oitavas de final será o México, assim como acontecera em 2006. Na ocasião, os ‘hermanos’ tiveram muitas dificuldades e venceram o duelo apenas na prorrogação, com gol salvador de Maxi Rodriguez.

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A Copa do Mundo é um fenômeno. Aqueles que gostam e acompanham diariamente futebol, esperam durante quatro (longos) anos até o próximo mundial. O tempo parece não passar. Sexta-feira começará um torneio especial. O primeiro no continente africano, a 19ª edição. O mundo ficará ligado no torneio entre as melhores seleções do planeta e até mesmo aqueles que não se ligam muito, quando chega essa época compram bandeiras, marcam encontros com os amigos para assistir aos jogos, etc.

Depois da introdução, vamos ao objetivo deste texto. Como um apaixonado por futebol, contarei aqui a história das ‘minhas’ Copas do Mundo. Como nasci nos primeiros dias do ano 1987, o primeiro mundial que esteve a minha alçada foi o de 1990, na Itália.

Com três anos, não me recordo de quase nada. Tudo que sei sobre a Copa que sagrou a Alemanha tricampeã do mundo, só sei por ler, assistir, ouvir e absorver todas as informações sobre aquele ano. Mas uma coisa deve ser ressaltada: tenho a vaga lembrança do jogo entre Brasil e Argentina, nas oitavas-de-final, quando nossos hermanos nos venceram por 1 a 0, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Mesmo muito novo, lembro-me desse dia, de ter assistido ao jogo com meu pai. Curioso, não?

Depois disso, a minha primeira Copa do Mundo foi a de 1994, nos EUA. Ali, eu já com sete anos, recordo-me de tudo, de todos os lances e, principalmente, das alegrias. Me preparei para o mundial, colecionei o álbum de figurinhas, desenhei em inúmeros papéis escalações e coisas relacionadas as equipes que jogaram àquela Copa.

Desde criança, sempre fui apaixonado por uma posição em especial: os goleiros. Meus primeiros ídolos foram ninguém menos que Zetti e Taffarel. Queria ser como eles quando crescesse. Me inspirava neles e achava maravilhoso vê-los atuar. O Zetti no São Paulo e o Taffarel na Seleção Brasileira. Na Copa de 1994, minha felicidade foi em dobro, já que ambos foram convocados para o mundial. E o melhor: Taffarel foi um dos principais destaques da conquista do tetracampeonato. Lembranças maravilhosas!

Quatro anos mais tarde era a vez da Copa do Mundo da França, em 1998. Já tinha 11 anos, meu leque de informações sobre jogadores e equipes aumentara consideralvemente em relação ao último mundial. Taffarel lá estava novamente e, para variar, não fez feio. Foi brilhante em vários momentos, mas especialmente nas semifinais contra a Holanda, quando pegou tudo nos 120 minutos e defendeu dois pênaltis, levando o Brasil para mais uma final! O desfecho todos sabem, mas o eterno camisa 1 não pôde fazer nada.

Essa Copa ficou marcada na minha lembrança pela alegria de ver Taffarel honrando a posição de goleiro e pela tristeza  da derrota. Um pré-adolescente como era na época, não entenderia jamais os fatores extra-campo que fizeram nossa seleção perder de forma tão contundente. Infelizmente!

Em 2002, o mundial de futebol chegou à Ásia. Aos 15 anos, no auge da adolêscencia, este blogueiro teve o prazer de acompanhar mais uma Copa do Mundo de cabo a rabo. Como não trabalhava ainda, passei madrugadas em claro assistindo a jogos e mais jogos. Uma emoção sem igual. As lembranças? As melhores possíveis, novamente. Taffarel havia envelhecido e a troca na meta era necessária. Quem substituiria um arqueiro tão acostumado com a camisa amarela? Marcos!

Mesmo em meio a protestos, Marcos chegou calado, trabalhou, trabalhou e… venceu! Já gostava do ‘Marcão’ desde dos idos de 1998 e mesmo não sendo palmeirense, torci muito por ele na Copa Libertadores de 1999. Não pelo time arquirival, mas por um goleiro ainda novo que se transformaria numa lenda anos mais tarde. Marcos foi fundamental  na conquista do pentacampeonato. Calou os críticos e voltou para o Brasil como campeão do mundo. Fantástico e inesquecível.

A Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, não me remete nada em especial. Se fosse o técnico brasileiro na época, colocaria Rogério Ceni como titular da equipe, já que o arqueiro tricolor vivia ótima fase naquele tempo. Isso é apenas uma observação, já que Dida em nada comprometeu, nada mesmo. Mas depois de tantas lambanças dos jogadores, da comissão técnica e dos dirigentes, a derrota para a França nas quartas-de-final não foi doída como a de 1998. Muito disso deveu-se ao fato de eu já ter 19 anos, ter ’vivido’ de tudo um pouco no futebol e saber ser coerente, não me enganar e saber apurar os fatos.

Bem, chegamos a 2010. Como já dito, será uma Copa do Mundo especial, em todos os aspectos. Nós, brasileiros, temos muitas coisas em comum com o povo africano e isso me fascina. Então, nada melhor do que a competição mais fascinante do planeta, ser disputada num continente maravilhoso e com uma natureza exuberante como a África. Mesmo não concordando em alguns aspectos com nosso treinador, confio na seleção e acho que a preparação mais organizada pode ser positiva. É óbvio que isso não nos garantirá o hexacampeonato, mas já é um bom começo.

Como vocês devem ter percebido, sou apaixonado pela genialidade, frieza e elasticidade dos goleiros. Dos nossos jogadores atuais, gosto bastante do Luís Fabiano, Nilmar, Daniel Alves e Juan. Mas o meu ídolo do momento é Júlio César. O melhor goleiro do mundo e nossa segurança lá atrás. Confio no nosso arqueiro e da mesma forma que Zetti (mesmo sem ter jogado uma partida sequer de Copa do Mundo), Taffarel e Marcos ganharam minha idolatria e através de suas conquistas se transformaram em ídolos eternos, gostaria muito que Júlio César tivesse o mesmo caminho. Para a minha felicidade e para todos os brasileiros.

Todas as ‘minhas’ histórias das Copas do Mundo, todo o fanatismo, paixão e reconhecimento, foram contemplados no ano passado, em 2009. Em questão de dois meses, tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente Zetti, Taffarel, Marcos e Júlio César. Momentos inesquecíveis, únicos e que para sempre estarão guardados na minha lembrança.

Conte você também suas histórias das Copas do Mundo. Compartilhe conosco suas lembranças e aquilo que marcou sua vida nos mundiais. Comente!

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Por: Erik Rodrigues*

Este texto é  um desabafo, pois espero um dia ter a chance de assistir a uma Copa do Mundo ao vivo. Fico feliz por aqueles que podem fazê-lo, mas que a Copa é um evento para muitos que não merecem, isso é.

Deixa-me explicar melhor. O público que acompanha o mundial, é claro, é bem maior do que os que são verdadeiros fãs de futebol. Como se trata da maior competição esportiva do mundo, mesmo aqueles que não se importam assistem o torneio.

No entanto, você, eu e seus amigos, que assistimos até a Série A-3 na Rede Vida não vamos para a Copa. E por quê? Porque é um evento cujos ingressos são mais caros do que os campeonatos comuns. Com isso, ele serve como plataforma de relacionamento para muitas empresas.

Desta forma, muitas pessoas são convidadas a assistir um jogo, pois são importantes para estas companhias. E a maioria delas não se importa muito com o futebol. Tenho exemplos de brasileiros que vão para a África do Sul e nem sabem quem ganhou o mundial de 2006.

Por isso, queria sugerir que Deus escolhesse quem merece ir para a Copa do Mundo. Ele deveria distribuir os ingressos, de acordo com o grau de envolvimento de cada um com o esporte nos últimos quatro anos. Ele deveria levar em conta quantas vezes ficamos na fila por um ingresso, quantas vezes choramos ao lembrar de uma conquista do passado, quantas vezes dói ver a seleção de 82 eliminada. Quantas vezes torcemos para que a bola entre na jogada em que Pelé dribla o goleiro do Uruguai sem tocar na bola, na semifinal de 1970.

Após todas estas considerações, que nosso Pai supremo distribuiria os ingressos para quem realmente merece.

Ainda bem que Deus não está lendo este texto, pois com certeza têm coisas mais importantes pra fazer…

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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O Botafogo começou o Campeonato Carioca de 2010 desacreditado. Depois de sagrar-se campeão em 2006, o Glorioso vinha de três vices-campeonato, sempre perdendo a decisão para o rival Flamengo. Porém, depois de ser goleado pelo Vasco no início da competição, a diretoria alvinegra repatriou o técnico Joel Santana e as coisas começaram a melhorar. Primeiro veio o título da Taça Guanabara e hoje foi a vez do Botafogo conquistar a Taça Rio, vencendo seu algoz dos últimos anos, o Flamengo, por 2 a 1, gols de Herrera e ‘Loco’ Abreu. Como venceu os dois turnos, o alvinegro ganhou o título de forma direta, sem precisar disputar a decisão, algo que não acontecia desde 1998, quando o Vasco também venceu os dois turnos e levantou o troféu.

O time da estrela solitária venceu o campeonato através de alguns destaques individuais. A dupla de ataque estrangeira, formada por Herrera e ‘Loco’ Abreu, teve papel importante na caminhada até o título. O argentino Herrera anotou nove gols, enquanto o uruguaio Abreu marcou 11 tentos, ofuscando jogadores de renome como Adriano, Fred e Dodô. O flamenguista Vágner Love terminou o torneio na artilharia com 15 gols.

Outro destaque do Botafogo foi o jovem Caio. Utilizado como uma espécie de coringa, o atacante de 19 anos entrou em quase todas as partidas na segunda etapa e resolveu muitos jogos para o Glorioso, fazendo sete gols.

Entretanto, um dos principais responsáveis pela campanha alvinegra foi o técnico Joel Santana. Após ter treinado o Flamengo, o ‘Homem da Prancheta’ foi contratado para treinar a seleção da África do Sul com o objetivo de preparar a equipe anfitriã para a Copa do Mundo de 2010. Porém, meses antes do mundial, Joel foi demitido após perder oito partidas consecutivas. O Botafogo apostou no treinador para o estadual e Joel respondeu positivamente.

Além disso, Joel aumentou suas estatísticas no Rio de Janeiro. Com o título conquistado hoje, o técnico chegou à sua sétima conquista no Campeonato Carioca (2 títulos com o Vasco, 2 com o Flamengo, 2 com o Botafogo e 1 com o Fluminense), ficando a apenas uma conquista do maior recordista, o ex-treinador Flávio Costa, que venceu o torneio em oito oportunidades, cinco com o Flamengo e três com o Vasco.

Como o Glorioso está eliminado da Copa do Brasil, a equipe só volta a campo na estreia do Campeonato Brasileiro de 2010, quando jogará contra o Santos, no dia 8 de maio.

Parabéns ao Botafogo pelo 19º título carioca.

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Pessoal, primeiramente gostaria de agradecer aos comentários e ao apoio de sempre ao MFC. Aliás, preciso me explicar para vocês. Há 11 dias não atualizo o blog. O motivo por essa ausência é o meu TCC. Como a grande maioria sabe, estou no último ano da faculdade e a correria com o TCC aumentou muito nos últimos meses. Como tirei férias do trabalho por duas semanas, aproveitei para dar uma boa agilizada no trabalho e, por esse motivo, deixei o blog um pouco de lado. Peço desculpas aos meus assíduos leitores e peço um pouco de compreensão, já que ainda ficarei um pouco distante nas próximas semanas. Acredito e sei da importância do blog e dessa interação com vocês, mas no momento estou totalmente focado em meu trabalho de conclusão de curso. O meu futuro também depende desse trabalho. De qualquer forma, tentarei não ficar tão distante como nessa última semana, farei o possível. Afinal, já estava com saudades de escrever aqui.

O futebol realmente é mágico. Quando escrevi meu último post aqui, o planeta bola estava de um jeito e hoje, apenas 11 dias depois, muitas coisas já mudaram. No Brasil, Muricy Ramalho foi contratado pelo Palmeiras e depois da longa novela, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo novamente deu a ‘notícia’ pelo Twitter. Vanderlei Luxemburgo foi pela quarta vez para o Santos e, para variar, já criou polêmica. Como ele gosta de aparecer né? Precisava ter agido daquela maneira com o Roberto Brum? Enquanto isso, o contestado Tite continua no cargo no Internacional. O polêmico Leão já saiu do Sport e até o discreto Sérgio Guedes deixou o Santo André. Cuca, depois de colocar a cara a tapas e ser humilhado pela diretoria rubro-negra, enfim, pegou seu boné e saiu do Flamengo.

Jogadores também foram notícia nos últimos dias. O Corinthians iniciou um desmanche que ainda não tem prazo para terminar. André Santos e Cristian foram para o Fenerbahçe. Douglas foi vendido para o desconhecido Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos. A maior promessa corintiana da década saiu pelas portas do fundo. Lulinha foi emprestado por dez meses para o Estoril, de Portugal. Otacílio Neto foi para o Barueri. Wellington Saci para o Atlético-MG. Felipe, Elias e Chicão ainda podem sair. No meu último post aqui, o Corinthians estava na melhor das fases, mas o desmanche, a contusão de Ronaldo – ficará fora por pelo menos um mês – e, principalmente, a derrota para o Palmeiras, já mudaram o clima no Parque São Jorge.

Enquanto isso, Obina curte a boa fase. Chegou como piada no Palmeiras e bastaram os três gols contra o rival, para o atacante cair nas graças da torcida. Até quando esse amor durará? O Palmeiras subiu muito na tabela e já divide a liderança com o Galo. Será que Muricy conseguirá seu tetracampeonato nacional? Há 11 dias, o São Paulo vivia seu pior momento nos últimos seis ou sete anos. A crise instaurada depois da eliminação na Libertadores, aliada a demissão do treinador e ao péssimo futebol, deixavam os torcedores desacreditados. Com o dinamismo do futebol, isso já mudou um pouco. E agora, os mesmo torcedores, até em título já falam. Como pode acontecer isso? Ah, o Santos repatriou o volante Émerson, o mesmo que disputou duas Copas do Mundo pelo Brasil, em 1998 e 2006. Boa contratação. O Guarani perdeu a invencibilidade na série B do Brasileirão e vêm de três resultados ruins.

Fora do Estado de São Paulo, as coisas mudaram muito também. O mágico time do Internacional de dois meses atrás, já evaporou. Além de estar caindo na tabela, Tite parece ter perdido o comando do grupo. D’Alessandro e Taison viraram reservas. O primeiro, inclusive, está afastado por deficiência na parte física. Nilmar foi para o Villareal. O Atlético-MG perdeu em casa para o Goiás e já começaram as incertezas sobre a qualidade do elenco e, principalmente, do técnico Celso Roth. O Cruzeiro está tentando se reerguer depois da Libertadores e para isso contratou o lateral esquerdo Gilberto e o equatoriano Guerrón. O Vitória continua somando seus pontinhos e se mantém no G4. Fluminense, Náutico, Sport, Botafogo e Atlético-PR estão ainda mais ameaçados e demonstram não terem forças para saírem da parte debaixo da tabela.

No exterior, os milhões de euros continuam passando por cima da crise financeira. Samuel Eto’o deixou o Barcelona e foi para a Inter de Milão. O sueco Ibrahimovic fez o caminho inverso. Keirrison foi emprestado para o Benfica e deverá jogar a temporada inteira no futebol português. Os times europeus, diferente dos brasileiros, continuam fazendo suas pré-temporadas. Mesmo que os torneios disputados não valham nada, o treinamento é importante.

Resumindo, citei apenas as coisas que lembrei no momento, mas vocês já viram como o futebol é dinâmico né? Em pouco mais de uma semana, tudo pode mudar. Jogadores e treinadores trocam de clubes como trocam de roupas. O termo ‘crise’ no futebol não é uma coisa para ser levada tão a sério também. Hoje um time está em crise. Amanhã não está mais e vice-versa. Como é fantástico esse Planeta Bola. Mesmo com tantas coisas erradas, consigo me apaixonar cada vez mais pelo esporte.

Um grande abraço a todos!
Continuem sempre acessando o MFC.
Até logo!

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