Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Opinião’ Category

O MFC e a imprensa do mundo inteiro noticiaram no início da tarde desta sexta-feira que Muricy Ramalho era o novo treinador da Seleção Brasileira. Entretanto, algumas horas depois, o caso teve uma reviravolta incrível, a diretoria do Fluminense não liberou o treinador e, de quebra, aumentou seu salário e renovou seu contrato até 2012.

A CBF, famosa por sua desorganização e falta de planejamento, mais uma vez fez papel ridículo.  Convidou Muricy Ramalho para ocupar o cargo sem nem ter consultado Roberto Horcades,  presidente do Fluminense. Quando a notícia se espalhou, Horcades e Celso Barros, presidente da patrocinadora do clube carioca, trataram de conceder entrevista coletiva contrariando a vontade da CBF e decretando que Muricy continuará nas Laranjeiras.

Outro erro do manda-chuva Ricardo Teixeira. Eterno no cargo, Teixeira coleciona falcatruas, arrogância contra tudo e contra todos, além é claro das inúmeras investigações que envolvem seu nome. Agora, o cartola precisará contratar um treinador ainda neste final de semana, já que na segunda-feira, por ordens da Fifa, a Seleção Brasileira precisa ser convocada para o amistoso do próximo dia 10 de agosto, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey.

Assim, conforme o MFC havia publicado no último dia 21 (https://macedofutebolclube.wordpress.com/2010/07/21/novo-tecnico/), o nome de Mano Menezes ganhou força de novo e, ao que tudo indica, o atual treinador corintiano aceitará o convite e assumirá o comando do futebol brasileiro. Aliás, Mano Menezes concederá entrevista coletiva na manhã deste sábado para anunciar sua saída do Timão.

Read Full Post »

A Confederação Brasileira de Futebol, por meio de seu eterno presidente, Ricardo Teixeira, anunciou Muricy Ramalho como o novo treinador da Seleção Brasileira. Dessa forma, o técnico está reunido com a diretoria do Fluminense neste momento para acertar sua rescisão de contrato e, a partir de seguinda-feira, iniciar seu mais desafiador trabalho na carreira.

Enquanto todos acreditavam que Mano Menezes seria o eleito, Muricy Ramalho correu por fora e foi o escolhido. Aliás, escolhido com todos os méritos. Amante do futebol, Muricy tem fama de trabalhador e é o treinador mais vitorioso no cenário nacional nos últimos anos.

Com o bordão “Aqui é trabalho, meu filho”, Muricy iniciou sua carreira como treinador do Puebla, do México, em 1993. Depois, virou discípulo do mestre Telê Santana e trabalhou no São Paulo entre 1994 e 1996. Após rodar por Guarani, Shenhua (China), Ituano, Botafogo-SP e Santa Cruz, em 2002, Muricy chegou ao Náutico, foi bicampeão pernambucano e se tornou ídolo da torcida, sendo até sócio do clube.

A guinada na carreira de Muricy Ramalho aconteceu no Internacional. Em 2003, o técnico levou o troféu do campeonato gaúcho pelo Colorado. Saiu e foi para o São Caetano, conseguindo levar o Azulão ao único título de sua história, o Campeonato Paulista de 2004. Voltou para o Inter, conquistou novamente o título gaúcho e levou a equipe ao vice-campeonato nacional, em 2005.

Os bons resultados fizeram Muricy desembarcar novamente no São Paulo, clube pelo qual ele foi um talentoso meio-campista nos anos 70 e no qual havia trabalho no início dos anos 90. A história de Muricy Ramalho com o Tricolor não poderia ser melhor. O treinador levou o clube paulista ao tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008) e colocou seu nome na história. Após tanto tempo, Muricy deixou o São Paulo e foi para o rival Palmeiras, único clube onde o técnico não conseguiu ter sucesso nos últimos tempos.

Neste ano, Muricy foi contratado pelo Fluminense e, mesmo em pouco tempo, o técnico obteve sucesso. Muricy deixa as Laranjeiras pela porta da frente, deixando o time na liderança do Brasileirão-10 e segue para o maior desafio de um treinador de futebol.

A escolha do técnico foi surpreendente, mas positiva. Muricy Ramalho tem contra ele a fama de ser rabugento e enfrentar mais do que o necessário a imprensa. Entretanto, o paulistano parece estar mudado e tem sido mais maleável desde a época em que estava no Palmeiras.

Após o insucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, muito se criticou o Dunga pela inexperiência e, com Muricy no comando, o cenário é completamente oposto. O novo treinador tem um currículo invejável, já trabalho nos principais clubes do Brasil e ainda conseguiu inúmeros títulos. 

De fato, o nome de Muricy Ramalho parece ser o ideal para a renovação pretendida pelo torcedor brasileiro. Muricy é um alucinado por futebol, acompanha todos os tipos de campeonatos e sabe muito bem quem têm e quem não têm condições de vestir a camisa mais tradicional do mundo. Mesmo criticado pela força defensiva de seus elencos e pela insistência com o tal ‘chuveirinho’, Muricy Ramalho é um ótimo trabalhador, não foge da pressão, não faz média com ninguém e, o principal, é honesto.

Por fim, um bom nome e que, ao que tudo indica, terá sucesso à frente da Seleção Brasileira. “A torcida paga ingresso para ver o time vencer. Quem quiser ver espetáculo que vá ao Teatro Municipal”, afinal “a bola pune, meu filho”.

E você torcedor, o que achou da escolha da CBF? Muricy Ramalho é um bom nome? Acredita no sucesso do treinador à frente da Seleção Brasileira? Opine!

Read Full Post »

Ricardo Gomes é treinador do São Paulo desde o dia 20 de junho de 2009. Chegou ao Tricolor para apagar um incêndio e, mesmo contestado, vem seguindo no cargo. Porém, após uma série de três resultados negativos, o “francês”, como é conhecido, se tornou um dilema para a diretoria do São Paulo. Às vésperas da semifinal da Copa Libertadores da América, que começa a ser decidida a partir da próxima quarta-feira, os cardeais são-paulinos não sabem o que fazer. Muitos querem a cabeça do técnico, outros defendem a permanência por falta de tempo hábil para outro comandante assumir o posto e, o presidente Juvenal Juvêncio, aparentemente faz vistas grossas e não se pronuncia.

O ex-zagueiro do Fluminense e da Seleção Brasileira assumiu o cargo em 2009 num momento caótico, após o Tricolor ter sido eliminado pelo Cruzeiro na Copa Libertadores da América e a diretoria ter rompido o contrato com Muricy Ramalho. Ricardo Gomes pegou a equipe do Morumbi lá embaixo na tabela do Brasileirão-09 e, por muito pouco, não conseguiu o heptacampeonato nacional. Fez uma boa campanha, é verdade, mas desde sempre foi muito criticado pela torcida e também pela imprensa paulista.

Neste ano, mesmo perdendo todos os clássicos que disputou, o treinador conseguiu levar o time às semifinais do Campeonato Paulista (o único grande clube da Capital à chegar nesta fase). Na Copa Libertadores da América, apesar de o São Paulo estar na semifinal, a equipe passou por maus bocados na primeira fase, quase foi eliminada pelo inexpressivo Universitário, do Peru, nas oitavas de final e, só apresentou um futebol convincente nas duas vitórias sobre o Cruzeiro, na fase de quartas de final. No torneio nacional, o São Paulo figura na modestíssima 13ª posição e vem de uma série de três resultados negativos após a parada para a Copa do Mundo.

Tais resultados geraram muita reclamação da torcida são-paulina e também nos corredores do Morumbi, de gente influente que comanda o clube. Que o técnico não é unanimidade não é novidade, mas o caso que acontece desde ontem é muito curioso. Após o frustrante empate contra o Grêmio Prudente, na noite de quarta-feira, alguns membros da diretoria do Tricolor se reuniram e decidiram demitir o treinador. Porém, a divergência de opiniões se arrastou por toda a quinta-feira.

“Eu não tenho nenhuma definição. Pode acontecer uma mudança, uma transformação, mas longe do que estão dizendo”, disse Carlos Augusto de Barros Silva, vice-presidente de futebol e mais conhecido como Leco. Por outro lado, o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes continuou bancando o treinador: “Eu posso lhe garantir que nada mudará. Conversei pela manhã com o presidente Juvenal Juvêncio, que não está em São Paulo (está em Brasília) e o seguimos dando total respaldo ao trabalho do Ricardo. Estou lhe garantindo que ele comanda o time no próximo domingo, contra o Santos”.

Avesso as manifestações, Ricardo Gomes cumpriu suas obrigações, apareceu logo cedo no CT da Barra Funda e durante a tarde comandou o treino de seus jogadores. Foi embora sem dar entrevistas e, no início da noite, as especulações voltaram com tudo. O repórter da rádio Jovem Pan, Marcello Lima, que havia confirmado durante a tarde que o treinador Ricardo Gomes seria demitido, continuou defendendo sua notícia e ainda colocou mais um adendo. Segundo as fontes do jornalista, Dunga, o ex-técnico da Seleção Brasileira, já está contratado pelo São Paulo e se apresentará na próxima segunda-feira, dois dias antes da decisão com o Internacional. O comentarista Flávio Prado, também da Jovem Pan, confirmou a informação do colega e deu como certa a vinda do novo técnico.

Porém, um pouco depois, o São Paulo, por meio de João Paulo de Jesus Lopes, tratou de desmentir as informações e foi categórico em entrevista concedida ao repórter Alex Müller, da rádio Bandeirantes. “Existem pessoas querendo instaurar crise no clube. O Ricardo está garantido no cargo ao menos até o jogo de volta contra o Inter (dia 5 de agosto, pela Libertadores). O Dunga não tem o perfil do São Paulo. A entidade o respeita por ele ter um perfil vencedor como jogador, mas não tem o perfil para ser treinador do São Paulo”.

Diversos jornais e sites pelo Brasil afora dão como certa a contratação de Dunga e, principalmente, a demissão de Ricardo Gomes num momento crucial da temporada. Independente do que aconteça, o certo é que a diretoria do São Paulo, tão famosa pela organização e planejamento, está pisando na bola. Ricardo Gomes foi contratado às pressas. Já chegou ao clube com a fama de inexperiente e pouco a pouco comprovou isso. Não foi capaz de dar um padrão para o time, mexeu na equipe quando não precisava e, quando era necessário, não o fez.

Entretanto, isso quem teria que ter percebido era o presidente Juvenal Juvêncio e sua trupe. Se fosse para demitir o técnico, isso deveria ter sido feito antes da parada para a Copa do Mundo, já que o novo comandante assumiria o elenco e teria tempo de sobra para treinar e implantar seu estilo. Agora, a cinco dias do jogo mais importante da temporada, a mudança seria péssima. Em todos os aspectos. Dunga ou qualquer outro treinador que venha a assumir o cargo, não terá tempo para fazer nada. Apenas vestirá o agasalho e sentará no banco de reservas. Não terá intimidade com os jogadores e não conseguirá nem decorar o nome de todos. Isso é ruim para os atletas também, que já estão acostumados com o jeito de Ricardo Gomes e não terão o mínimo de abertura com o novato.

Os muitos erros de todas as partes podem custar caro para o São Paulo. O Internacional, adversário da próxima semana, fez o que o Tricolor deveria ter feito. Mudou o comando antes do Mundial, deu tempo para Celso Roth trabalhar e os resultados já começam a aparecer. Em três jogos foram três vitórias. Independente do que aconteça nesta sexta-feira e nos próximos dias no São Paulo, a equipe paulista chegará fragilizada no confronto, enquanto os gaúchos chegarão confiantes e com a faca e o queijo na mão. Aguardemos os novos capítulos.

E você torcedor, o que pensa sobre o assunto? O São Paulo fará certo em demitir Ricardo Gomes? Dunga é um bom nome para substituí-lo? Deixe sua opinião!

Read Full Post »

A CBF irá anunciar o novo técnico da Seleção Brasileira ainda nesta semana, possivelmente entre sexta-feira e domingo, já que na segunda-feira, o escolhido será apresentado pela entidade e já terá que divulgar a lista dos jogadores convocados para o amistoso entre Brasil e Estados Unidos, jogo este que acontecerá no dia 10 de agosto, na cidade de New Jersey.

A contratação do novo técnico para o selecionado brasileiro vem gerando muita especulação da imprensa e curiosidade das pessoas. O nome mais cotado após o fracasso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul era o de Luiz Felipe Scolari. Porém, o treinador pentacampeão já havia firmado acordo verbal com o Palmeiras antes do Mundial e, dessa forma, cumpriu sua palavra e já está comandando a equipe do Palestra Itália.

Com o insucesso na recontratação de Felipão, os nomes surgiram aos montes. Mano Menezes, do Corinthians; Muricy Ramalho, do Fluminense; Ricardo Gomes, do São Paulo; Vanderlei Luxemburgo, do Atlético-MG; Leonardo, que atualmente está sem clube, entre outros. Mas até o momento, nenhum deles foi citado pelo presidente da CBF em seus depoimentos à imprensa. A única coisa que Ricardo Teixeira deixou claro foi que haverá uma renovação no grupo de jogadores e que, diferentemente da época de Dunga, os jovens talentos ganharão oportunidades de vestir a amarelinha.

Com a proximidade do anúncio, nesta semana o nome de Mano Menezes ganhou força e, ao que tudo inidica, o técnico deixará o Parque São Jorge e seguirá para um novo desafio na carreira. Aliás, que desafio. Se, de fato, ele for o escolhido para dirigir a Seleção Brasileira, o treinador, que já é bastante calejado no quesito pressão (visto que trabalhou em dois grandes clubes: Grêmio e Corinthians), terá que aumentar ainda mais o seu estoque de ‘paciência’ para suportar as cobranças.

Segundo o presidente da CBF, o treinador que assumir o cargo agora terá um projeto de seis anos para cumprir à frente da equipe, já que inúmeros torneios acontecerão neste prazo. A começar pelo amistoso contra os Estados Unidos e, possivelmente, outros dois jogos ainda em 2010. No ano que vem, a Seleção Brasileira disputará a Copa América, na Argentina. Em 2012, o Brasil terá os Jogos Olímpicos para buscar o inédito título. No ano seguinte, começam os torneios em território nacional com a Copa das Confederações. Em 2014 a Copa do Mundo e, em 2015, a Copa América. Por fim, em 2016, as Olimpíadas no Rio de Janeiro.

O processo é longo e, independente de quem seja o treinador, o trabalho não será fácil. A cobrança por resultados no Brasil é algo comum e agora não será diferente. Aliás, deverá haver mais cobrança ainda, já que muitos dos torneios dos próximos anos acontecerão por aqui.

O MFC acredita que Mano Menezes seja um bom nome para o comando, visto pelo ótimo trabalho desenvolvido no Grêmio e também no Corinthians. Além de tudo, Mano parece ter a cabeça aberta para trabalhar em cima da tal reformulação. É esperar para ver e fazer novas análises.

Mas você, leitor deste blog, o que pensa? Quem você gostaria de ver no comando da Seleção Brasileira? Qual seu nome preferido e por qual motivo? Deixe sua opinião!  

Read Full Post »

Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

Read Full Post »

A Copa do Mundo vai afunilando e agora só restam oito equipes em busca da taça mais almejada do Planeta. Mesmo sem muita emoção, o Mundial vai apresentando alguns destaques pouco a pouco. Enquanto grandes seleções como França, Inglaterra e Itália decepcionaram e ficaram pelo meio do caminho, outras europeias seguem firmes como Espanha, Alemanha e Holanda.

Porém, o grande destaque positivo até aqui são as equipes sul-americanas. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai não brilharam ainda, mas também não fizeram feio. Os quatro representantes da América do Sul representam 50% das finalistas do torneio e ainda entraram para a história como a única vez que os sul-americanos terão mais times que os europeus nesta fase de mata-mata.

Isso é notório, já que argentinos e brasileiros, em maior escala e paraguaios e uruguaios, em menor, exportam inúmeros talentos para o futebol europeu todos os anos. E essa prática vem sendo negativa para as grandes potências do mundo. Enquanto sul-americanos fazem bonito lá fora, poucos talentos nascem e enfraquecem gradativamente as equipes do Velho Continente.

Mesmo com a crise que afeta muitos países da América do Sul, esse cenário é inédito numa Copa do Mundo e prova mais uma vez o valor do futebol sul-americano. Se tudo continuar correndo bem, na melhor das hipóteses, podemos ver quatro times do nosso continente nas semifinais da competição, transformando o rico Mundial em uma Copa América com grife. Argentina e Brasil enfrentam Alemanha e Holanda, respectivamente. Os dois gigantes do futebol devem ter muitas dificuldades, mas é bem provável que avancem.

O Uruguai, um gigante adormecido que acordou depois de mais de 40 anos, parece forte e lutará num duelo equilibrado contra Gana, a sensação africana. Já o Paraguai, que fez história ao chegar pela primeira vez nas quartas de final na história, terá mais trabalho para chegar à próxima fase. Jogará contra a antes favorita Espanha e terá que suar muito para triunfar novamente e entrar de vez para a história das Copas do Mundo.

Independente do que aconteça daqui para frente, o futebol sul-americano já merece um capítulo inteiro na história dos mundiais. Se as seleções não jogam um futebol primoroso, vêm demonstrando a tradicional garra, fibra e habilidade da América do Sul. A história está nas mãos de argentinos, brasileiros, paraguaios e uruguaios.

Read Full Post »

A relação do treinador Dunga com a imprensa é cada vez pior. O técnico se sente perseguido desde a Copa de 1990, quando o Brasil foi muito mal e acabou sendo eliminado nas oitavas-de-final para a Argentina. Naquela época, jornalistas criticaram muito o método de trabalho do treinador e nomearam a geração de ‘Era Dunga’. Já se passaram 20 anos, mas o atual treinador da Seleção Brasileira ainda guarda muitas mágoas.

É óbvio que Dunga tem seus direitos e pode ficar para sempre chateado com a forma que foi tratado. Mas ele precisa pôr a mão na consciência e saber que os tempos são outros, hoje ele ocupa outro cargo e precisa ser respeitoso com os jornalistas que cobrem o dia-a-dia da seleção. Ninguém está criticando a posição dele de não querer que a concentração pré-copa seja a mesma bagunça de 2006. Ele pode continuar realizando treinos fechados, sem a presença de torcedores e da mídia. A zona ocorrida em Weggis, na Suíça, antes do mundial da Alemanha foi preponderante para o insucesso brasileiro e é óbvio, não deve ser repetido o mesmo erro. Nesse aspecto, é fácil concordar com Dunga.

Porém, o que ele faz constantemente nas entrevistas coletivas é inaceitável. É o único momento que os jornalistas têm para saber as novidades, tirar dúvidas e passar as informações sobre a equipe para o povo brasileiro. Em toda santa coletiva Dunga age da mesma maneira. Dá respostas atravessadas, abusa da irônia e desrespeita os profissionais que lá estão. Qualquer pergunta que se faça é ofensiva na concepção do técnico. O diálogo é impossível e cada vez mais ele consegue irritar as pessoas.

Ninguém mais o critica por não ter levado esse ou aquele jogador. Isso já passou. Agora é a hora que todos querem saber se o Kaká está recuperado, se o grupo está unido, quem está se destacando nos treinos, qual a provável escalação para a estreia. É isso que a imprensa quer saber para retransmitir para o povo. Mas Dunga não entende. Veja o que o treinador disse na entrevista desta quinta-feira, na África do Sul:  “Aqui há 300 jornalistas que torcem contra, estão esperando a gente perder para criticar e falar que estavam com a razão ou que tivemos sorte na Copa América e na Copa das Confederações”.

Quem está torcendo contra? Todos somos brasileiros e independente de quem for o técnico ou os jogadores, sempre torçeremos por nossa pátria. Dunga crê que 190 milhões de brasileiros estão contra ele. A favor, somente os jogadores e olhe lá. Não dá para aceitar um pensamento chulo como esse. Uma pena!

O que você pensa sobre o assunto? Opine!

Read Full Post »

Older Posts »