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Estados Unidos 1 X 0 Argélia

Os norte-americanos começaram a partida contra a Argélia na segunda posição do grupo C. Dependendo apenas de suas próprias forças para chegar às oitavas de final, nenhum jogador dos Estados Unidos imaginava o sofrimento e a dramaticidade que o confronto contra a inexperiente seleção africana teria. Depois de tanto tentar durante os 90 minutos, os ‘Yankees‘ conseguiram o gol da classificação na bacia das almas e venceram por 1 a 0, terminando na primeira posição da chave. Assim, os Estados Unidos chegam às oitavas de final pela terceira vez em Copas do Mundo, as outras aconteceram em 1994 e 2002.

Novamente a equipe do técnico Bob Bradley provou ter qualidades, assim como já havia demonstrado na Copa das Confederações, em 2009, e também nas outras partidas deste Mundial. Mas curiosamente, a primeira grande chance do jogo foi da equipe africana. Aos cinco minutos, Rafik Djebbour recebeu a bola na entrada da área e mandou uma bomba, que explodiu no travessão do goleiro Tim Howard. No minuto seguinte, os norte-americanos responderam com chute de Hercules Gomez, mas o goleiro M’Bolhi fez sua primeira boa defesa no jogo.

Melhor em campo, os Estados Unidos ficavam grande parte do tempo com a bola nos pés. Aos 19, aconteceu um lance polêmico. Num bate-rebate na entrada da área argelina, dois americanos foram derrubados, o árbitro aplicou a lei da vantagem e a bola sobrou para Gomez concluir e o goleiro defendeu. No rebote, a bola voltou para o pé do atacante e, com um chute torto, a pelota sobrou para Dempsey, que fez o gol. Porém, o juiz Frank De Bleeckere, da Bélgica, viu o assistente assinalar impedimento e invalidou o gol dos Estados Unidos. É óbvio que a decisão criou muita polêmica e reclamações.

Aos 34, Landon Donovan deu ótimo passe para Altidore, que invadiu a área e obrigou o goleiro a realizar outra defesa. No minuto seguinte, outro lance perigoso. O craque norte-americano tabelou com Bradley e tocou por cima na saída de M’Bolhi. A bola sobrou e Altidore e Donovan foram com tanta gana para o lance, que nenhum dos dois conseguiu concluir. Depois de ser pressionada por muito tempo, a Argélia saiu de trás e criou boas oportunidades nos minutos finais da primeira etapa, mas a falta de pontaria impediu que o gol saísse.

Na segunda etapa, a pressão dos Estados Unidos continuou. Aos 11, Altidore fez ótima jogada pela esquerda, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Dempsey, que invadiu a área e chutou forte. A bola bateu na trave e sobrou para ele, que errou a conclusão novamente. Com a falta de pontaria dos centroavantes, o treinador dos ‘Yankees‘ colocou o brasileiro naturalizado norte-americano, Benny Feilhaber. Logo que entrou, o jovem fez linda jogada pela direita, passou por três marcadores e só parou com outra defesa do goleiro argelino. Aos 23, outra incrível chance desperdiçada. Dempsey cruzou e Edson Buddle cabeceou forte, mas M’Bolhi operou outro milagre e segurou a bola. Dez minutos depois, Michael Bradley cobrou falta e o goleiro argelino defendeu de novo. O jogo chegou aos 45 minutos e os Estados Unidos estavam se despedindo da Copa do Mundo, assim com a Argélia.

Quando o árbitro mostrou quatro minutos de acréscimo, o desespero invadiu os norte-americanos, que ainda quase sofreram um gol de cabeça, mas o goleiro Tim Howard defendeu e, rapidamente, ligou o contra-ataque. Donovan correu com a bola nos pés e deu para Altidore na direita. O atacante avançou, chutou rasteiro e o goleiro espalmou. No rebote, o próprio Donovan bateu e marcou o gol da classificação, aos 46 minutos da etapa final.

O jogo foi emocionante, com a Seleção Norte-Americana altamente superior, mas que esbarrou inúmeras vezes no bom goleiro da Argélia. Enquanto a seleção africana está eliminada, os norte-americanos além de obterem a vaga na próxima fase, ainda conseguiram se classificar na primeira posição do grupo C, já que fizeram dois gols a mais que a Inglaterra.

Eslovênia 0 X 1 Inglaterra

Os ingleses desembarcam na África do Sul prometendo boa campanha e sendo apontada como uma das favoritas ao título. Entretanto, com o fraco futebol apresentado nas duas rodadas iniciais, o que era confiança virou pessimismo e a classificação às oitavas de final ficou ameaçada. Para evitar o vexame, o ‘English Team‘ precisava vencer a Eslovênia, até então líder do grupo C. Com um desempenho um pouco superior, a Inglaterra venceu por 1 a 0 e terminou na segunda colocação da chave, carimbando o passaporte para a próxima fase.

O vencedor técnico Fabio Capello resolveu remodelar a escalação de sua equipe para não correr riscos. Tirou o zagueiro Carragher e deu a titularidade para Upson. Fez o mesmo com Milner no lugar de Lennon e com Defoe na vaga de Heskey. Porém, manteve Joe Cole, bom meia do Chelsea, no banco de reservas. De qualquer forma, o treinador fez seu time melhorar, já que desde o início do jogo os ingleses mandavam no meio campo e não davam espaços para os eslovenos. O chamado ‘dedo do técnico’ fez efeito aos 22 minutos, quando Milner avançou pela direita e cruzou a bola para a área. O atacante Jermain Defoe antecipou a zaga e mandou a bola para o fundo do gol, abrindo o placar.

Aos 29, quase a Inglaterra ampliou. Defoe chutou forte e goleiro Handanovic fez boa defesa. A bola sobrou no pé de Rooney, que entre três marcadores, achou o meia Gerrard, que bateu de primeira e obrigou o arqueiro a intervir novamente. Com a mudança de postura tática, os ingleses jogaram bem no primeiro tempo, com Rooney mais solto, trocando bons passes com Defoe e Gerrard.

O primeiro lance de perigo na segunda etapa veio aos 11 minutos, numa forte cabeçada de John Terry e ótima defesa de Handanovic. No minuto seguinte, Rooney recebeu a bola e, sozinho, na frente do goleiro, chutou-a na trave. Se o futebol apresentado pelo ‘English Team‘ não foi primoroso, também não deixou dúvidas quanto à superioridade ante a Eslovênia, que pouco fez durante a partida e não criou nenhuma chance real de gol.

Com o apito final do árbitro, os ingleses comemoraram a vaga nas oitavas de final e, até aquele momento, com o jogo entre Estados Unidos e Argélia empatado, os eslovenos estavam se classificando e ficaram dentro de campo esperando o jogo terminar. Com o gol norte-americano no último minuto, a Eslovênia foi eliminada da Copa do Mundo e alguns jogadores até choraram no gramado.

Austrália 2 X 1 Sérvia

O duelo decisivo entre a equipe da Oceania e os sérvios valia uma das vagas nas oitavas de final. Com o grupo D totalmente embolado, para a Sérvia bastava vencer, enquanto a Austrália precisava golear para avançar. Num jogo bom e bastante movimentado, os ‘Socceroos‘ venceram a Sérvia ‘apenas’ por 2 a 1 e as duas equipes morreram abraçadas, sendo eliminadas da Copa do Mundo.

A primeira chance do jogo saiu em uma jogada da Sérvia pela direita. Krasic avançou, entrou na área e chutou para boa defesa de Schwarzer. Aos 11, o mesmo Krasic desperdiçou outra chance. Em rápido contra-ataque, o jogador driblou o goleiro e incrivelmente chutou para fora. Mas aos 22 o que a Sérvia fez foi abusivo no quesito de perder gols. Em bola cruzada na área, Ivanovic recebeu e, sozinho, chutou forte, cara a cara com o goleiro da Austrália, que fez uma linda defesa e impediu o gol. Essas foram as principais oportunidades da primeira etapa, onde a Sérvia jogou bem e pecou demais nas finalizações. Os australianos fizeram uma apresentação tímida e se salvaram através das boas interceptações de Schwarzer.

Provando estar melhor em campo, a Sérvia voltou da mesma forma no segundo tempo, perdendo gols. Aos sete, Zigic fez linda jogada, dominou a bola na cabeça, se livrou do adversário e mandou a bola por cima da baliza. Como quem não faz toma, a Austrália começou a melhorar e levar mais perigo. Aos 13, Bresciano cobrou falta de muito longe e obrigou o goleiro Stojkovic a fazer boa defesa. Porém, aos 23 o goleiro sérvio não conseguiu evitar o pior. Wilkshire cruzou da direita e Tim Cahill, de cabeça, mandou a bola no canto, abrindo o placar. Quatro minutos depois, os ‘Socceroos‘ ampliaram. Brett Holman pegou a bola no meio, avançou um pouco e, de longe, chutou para marcar o segundo. Com o resultado, a Austrália precisava de mais dois gols para obter uma classificação heróica.

Entretanto, a equipe da Oceania perdeu poder ofensivo após abrir dois gols de diferença e a Sérvia cresceu no jogo. Aos 38, Tosic chutou de fora da área, o goleiro Schwarzer falhou e soltou a bola no pé de Pantelic, que só teve o trabalho de empurrar para a rede. Aos 41, o atacante australiano Josh Kennedy ainda jogou fora a chance de ampliar, errando a finalização na frente do goleiro adversário. A Sérvia cresceu no jogo e, se conseguisse o empate, obteria uma vaga às oitavas de final. Pressionou, tentou, avançou, mas na única chance real que teve para empatar, Pantelic isolou a bola na cara do goleiro e as chances acabaram.

Gana 0 X 1 Alemanha

Os alemães tiveram um começo arrasador no Mundial. Golearam a Austrália por 4 a 0 e terminaram a primeira rodada como grande sensação entre as favoritas ao título. Porém, dias depois a Seleção Alemã foi surpreendida e perdeu por 1 a 0 para a Sérvia, algo que já colocou a qualidade do elenco em dúvida. Para a última rodada do grupo D, os bávaros precisavam ao menos empatar com Gana para se classificar. Com ataques rápidos e insinuantes, a Alemanha venceu por 1 a 0, terminou na primeira posição e segue firme em busca do tetracampeonato. Os africanos, mesmo com a derrota, também avançaram e irão representar o continente na próxima etapa da Copa do Mundo, assim como já acontecera em 2006.

O primeiro gol da partida por pouco não saiu aos oito minutos. Lucas Podolski avançou pela esquerda e chutou cruzado para o meio da área. A bola desviou no zagueiro de Gana e tocou na trave antes de sair. A equipe africana não estava totalmente defensiva, como é costumeiro quando seleções menores enfrentam os gigantes do futebol. Os ‘Black Stars‘ não tiveram receio e também atacavam os alemães.

O jogo era lá e cá, tanto que a Alemanha perdeu uma chance incrível, aos 24. O jovem Ozil recebeu ótimo lançamento de Cacau, avançou e, de cara com o goleiro Kingson, conseguiu chutar em cima dele. O troco de Gana veio no minuto seguinte. Ayew cobrou escanteio na medida e o atacante Gyan desviou de cabeça, mas Lahm salvou a bola em cima da linha. A última oportunidade alemã na primeira etapa aconteceu aos 40 minutos. Schweinsteiger cobrou falta de longe, os vários jogadores que estavam dentro da área atrapalharam o goleiro ganense, que espalmou a bola nos pés de Ozil. O alemão chutou, mas a bola saiu por cima da meta.

No começo do segundo tempo, os africanos quase abriram o placar com Asamoah, que chutou em cima de do goleiro Neuer. Assim, o castigo veio aos 14. Müller fez boa jogada pela direita e tocou para Ozil, que ajeitou e, de esquerda, mandou um foguete para o gol. O goleiro Kingson nada pôde fazer e a Alemanha ficou em vantagem no placar. Assim, os bávaros ditaram o ritmo da partida e trocaram passes para o tempo passar. Gana ainda teve chance de empatar, mas a pontaria de seus jogadores continuou péssima e o gol não saiu.

O resultado foi benéfico para as duas equipes. A Alemanha terminou na liderança do grupo D com seis pontos (duas vitórias e uma derrota) e foi seguida por Gana, que obteve quatro pontos (uma vitória, um empate e uma derrota). Assim, os alemães vão fazer um clássico logo nas oitavas de final. A equipe do técnico Joachim Löw medirá forças com a Inglaterra, no próximo domingo (dia 27), em Bloemfontein, às 11h. Enquanto isso, os africanos enfrentarão os Estados Unidos, um dia antes, em Rustemburgo, às 15h30.

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A Copa do Mundo é um fenômeno. Aqueles que gostam e acompanham diariamente futebol, esperam durante quatro (longos) anos até o próximo mundial. O tempo parece não passar. Sexta-feira começará um torneio especial. O primeiro no continente africano, a 19ª edição. O mundo ficará ligado no torneio entre as melhores seleções do planeta e até mesmo aqueles que não se ligam muito, quando chega essa época compram bandeiras, marcam encontros com os amigos para assistir aos jogos, etc.

Depois da introdução, vamos ao objetivo deste texto. Como um apaixonado por futebol, contarei aqui a história das ‘minhas’ Copas do Mundo. Como nasci nos primeiros dias do ano 1987, o primeiro mundial que esteve a minha alçada foi o de 1990, na Itália.

Com três anos, não me recordo de quase nada. Tudo que sei sobre a Copa que sagrou a Alemanha tricampeã do mundo, só sei por ler, assistir, ouvir e absorver todas as informações sobre aquele ano. Mas uma coisa deve ser ressaltada: tenho a vaga lembrança do jogo entre Brasil e Argentina, nas oitavas-de-final, quando nossos hermanos nos venceram por 1 a 0, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Mesmo muito novo, lembro-me desse dia, de ter assistido ao jogo com meu pai. Curioso, não?

Depois disso, a minha primeira Copa do Mundo foi a de 1994, nos EUA. Ali, eu já com sete anos, recordo-me de tudo, de todos os lances e, principalmente, das alegrias. Me preparei para o mundial, colecionei o álbum de figurinhas, desenhei em inúmeros papéis escalações e coisas relacionadas as equipes que jogaram àquela Copa.

Desde criança, sempre fui apaixonado por uma posição em especial: os goleiros. Meus primeiros ídolos foram ninguém menos que Zetti e Taffarel. Queria ser como eles quando crescesse. Me inspirava neles e achava maravilhoso vê-los atuar. O Zetti no São Paulo e o Taffarel na Seleção Brasileira. Na Copa de 1994, minha felicidade foi em dobro, já que ambos foram convocados para o mundial. E o melhor: Taffarel foi um dos principais destaques da conquista do tetracampeonato. Lembranças maravilhosas!

Quatro anos mais tarde era a vez da Copa do Mundo da França, em 1998. Já tinha 11 anos, meu leque de informações sobre jogadores e equipes aumentara consideralvemente em relação ao último mundial. Taffarel lá estava novamente e, para variar, não fez feio. Foi brilhante em vários momentos, mas especialmente nas semifinais contra a Holanda, quando pegou tudo nos 120 minutos e defendeu dois pênaltis, levando o Brasil para mais uma final! O desfecho todos sabem, mas o eterno camisa 1 não pôde fazer nada.

Essa Copa ficou marcada na minha lembrança pela alegria de ver Taffarel honrando a posição de goleiro e pela tristeza  da derrota. Um pré-adolescente como era na época, não entenderia jamais os fatores extra-campo que fizeram nossa seleção perder de forma tão contundente. Infelizmente!

Em 2002, o mundial de futebol chegou à Ásia. Aos 15 anos, no auge da adolêscencia, este blogueiro teve o prazer de acompanhar mais uma Copa do Mundo de cabo a rabo. Como não trabalhava ainda, passei madrugadas em claro assistindo a jogos e mais jogos. Uma emoção sem igual. As lembranças? As melhores possíveis, novamente. Taffarel havia envelhecido e a troca na meta era necessária. Quem substituiria um arqueiro tão acostumado com a camisa amarela? Marcos!

Mesmo em meio a protestos, Marcos chegou calado, trabalhou, trabalhou e… venceu! Já gostava do ‘Marcão’ desde dos idos de 1998 e mesmo não sendo palmeirense, torci muito por ele na Copa Libertadores de 1999. Não pelo time arquirival, mas por um goleiro ainda novo que se transformaria numa lenda anos mais tarde. Marcos foi fundamental  na conquista do pentacampeonato. Calou os críticos e voltou para o Brasil como campeão do mundo. Fantástico e inesquecível.

A Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, não me remete nada em especial. Se fosse o técnico brasileiro na época, colocaria Rogério Ceni como titular da equipe, já que o arqueiro tricolor vivia ótima fase naquele tempo. Isso é apenas uma observação, já que Dida em nada comprometeu, nada mesmo. Mas depois de tantas lambanças dos jogadores, da comissão técnica e dos dirigentes, a derrota para a França nas quartas-de-final não foi doída como a de 1998. Muito disso deveu-se ao fato de eu já ter 19 anos, ter ’vivido’ de tudo um pouco no futebol e saber ser coerente, não me enganar e saber apurar os fatos.

Bem, chegamos a 2010. Como já dito, será uma Copa do Mundo especial, em todos os aspectos. Nós, brasileiros, temos muitas coisas em comum com o povo africano e isso me fascina. Então, nada melhor do que a competição mais fascinante do planeta, ser disputada num continente maravilhoso e com uma natureza exuberante como a África. Mesmo não concordando em alguns aspectos com nosso treinador, confio na seleção e acho que a preparação mais organizada pode ser positiva. É óbvio que isso não nos garantirá o hexacampeonato, mas já é um bom começo.

Como vocês devem ter percebido, sou apaixonado pela genialidade, frieza e elasticidade dos goleiros. Dos nossos jogadores atuais, gosto bastante do Luís Fabiano, Nilmar, Daniel Alves e Juan. Mas o meu ídolo do momento é Júlio César. O melhor goleiro do mundo e nossa segurança lá atrás. Confio no nosso arqueiro e da mesma forma que Zetti (mesmo sem ter jogado uma partida sequer de Copa do Mundo), Taffarel e Marcos ganharam minha idolatria e através de suas conquistas se transformaram em ídolos eternos, gostaria muito que Júlio César tivesse o mesmo caminho. Para a minha felicidade e para todos os brasileiros.

Todas as ‘minhas’ histórias das Copas do Mundo, todo o fanatismo, paixão e reconhecimento, foram contemplados no ano passado, em 2009. Em questão de dois meses, tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente Zetti, Taffarel, Marcos e Júlio César. Momentos inesquecíveis, únicos e que para sempre estarão guardados na minha lembrança.

Conte você também suas histórias das Copas do Mundo. Compartilhe conosco suas lembranças e aquilo que marcou sua vida nos mundiais. Comente!

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Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil

No primeiro dia do segundo semestre de 2009, o Corinthians já alcançou seu principal objetivo na temporada. Depois do título invicto no Campeonato Paulista, o Timão é o campeão da Copa do Brasil 2009 e está garantido na Taça Libertadores da América de 2010, ano do centenário alvinegro.

Mais uma vez o Corinthians demonstrou o tamanho de sua grandeza e de sua história. Sem se intimidar com a pressão do caldeirão colorado com mais de 50 mil torcedores, o alvinegro fez o que o Internacional mais temia. Antes dos 30 minutos do primeiro tempo já vencia o jogo por 2X0, em pleno Beira-Rio. Mesmo placar feito na partida de ida, no Pacaembu. O Colorado ainda conseguiu empatar o jogo, mas não foi suficiente. O Corinthians merecidamente conquistou mais uma vez o título da Copa do Brasil, assim como em 1995 e 2002.

A boa vantagem conquistada no primeiro jogo deu segurança para Mano Menezes e seus comandados nos últimos dias. O Inter não se abalou com a derrota em São Paulo e depositou todas as suas fichas na força da torcida colorada e, principalmente, nos retornos de seus principais jogadores (Nilmar e D’Alessandro). Mas como já havia dito e é evidente, o Corinthians conseguiu fazer uma coisa difícil no futebol atual. Montou um grupo e não apenas um time. A força do conjunto alvinegro superou as estrelas e o ótimo time gaúcho.

O Inter começou o jogo pressionando o Corinthians. A posse de bola era totalmente colorada, mas a equipe gaúcha não conseguiu abrir o placar nos minutos iniciais como desejava. E o grande diferencial do Timão nessa edição da Copa do Brasil foi fazer gols fora de casa e isso aconteceu novamente. Aos 20 minutos, o selecionável André Santos cruzou na área e Jorge Henrique subiu mais que o zagueiro Danny Morais para abrir o placar e calar o Gigante da Beira-Rio. Era tudo que Mano Menezes queria. Era tudo que Tite não queria.

E oito minutos depois o Corinthians fez o gol do título. André Santos avançou pela esquerda, saiu na cara de Lauro e encheu o pé para ampliar o placar. A segunda maior torcida do Brasil se emocionou em todos os cantos do país. O Inter desmoronou. A torcida sentiu o baque. A missão de fazer cinco gols e não tomar nenhum era praticamente impossível. E realmente foi. Mas o Colorado não deixou de lutar. Conseguiu se encontrar ainda no primeiro tempo e esbarrou novamente no paredão chamado Felipe. Aos 33 minutos, Nilmar teve a principal chance do Inter no primeiro tempo, mas Felipe operou outro milagre.

Para o segundo tempo o Inter voltou modificado. Alecsandro entrou no lugar de Glaydson e expressou o sentimento da torcida colorada. Disse que ao menos tentaria empatar o jogo, já que o título era improvável. E Alecsandro cumpriu com a sua palavra. Aos 25 e aos 29 minutos o atacante marcou dois gols, empatou o jogo e deu novo ânimo em busca de uma histórica vitória. Isso não aconteceu, mas o Inter perdeu de cabeça erguida e lutou até o final. Mas do outro lado o adversário fez a sua parte muito bem feita e impediu a reação colorada. Os tumultos, expulsões e os  muitos cartões amarelos que aconteceram na partida não valem ser ressaltados. Isso é uma coisa normal em uma final de campeonato entre duas equipes altamente capacitadas. A única coisa que vale lembrar é que não houve violência e o Inter não perdeu a cabeça. Para o bem do futebol e do espetáculo.

Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Cristian, Elias, Douglas, Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho formaram um grande time e fizeram do Corinthians um grande campeão. Tudo sob a batuta do técnico Mano Menezes. Felipe, que foi contestado no pior momento da história corintiana, foi o jogador mais importante dessa conquista. Suas defesas e seus milagres salvaram o Timão em várias partidas e deram a segurança necessária para a equipe conseguir as vitórias. André Santos e Ronaldo também se destacaram um pouco mais que os outros.

A vaga na Libertadores no ano do centenário era o grande desejo de todos os corintianos. E agora o planejamento será totalmente focado na competição sul-americana. Andrés Sanches terá muito trabalho para segurar seus jogadores, em especial o goleiro Felipe, o lateral esquerdo André Santos, os volantes Elias e Cristian e o atacante Dentinho. Os clubes europeus já estão de olho nos campeões da Copa do Brasil.

O Corinthians merece ser parabenizado. Pela conquista, pelos jogadores, pelo grupo e pelo retorno fulminante à elite do futebol nacional. O Timão realmente é fenomenal em 2009. E como a torcida entoa nas arquibancadas, definitivamente ‘o Coringão voltou’.

E você torcedor, concorda que o Corinthians é o melhor time do Brasil no momento? Quem foi o melhor jogador na campanha? Mano Menezes realmente teve um papel importante na conquista? Opine! 

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