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Posts Tagged ‘Washington’

O atacante Washington tem 35 anos e está no São Paulo desde o início de 2009. Em pouco menos de um ano e meio no clube, o jogador fez 44 gols em 80 partidas disputadas, uma média de 0,55 tentos por jogo. É uma média considerável se levarmos em conta os atuais centroavantes que jogam no país. Porém, Washington vive um dilema. A falta de mobilidade, a idade avançada, as constantes irritações e declarações inoportunas somadas ao lugar cativo no banco de reservas, vêm abalando o jogador nos últimos tempos.

O Tricolor contratou Washington depois que o atleta fez uma boa temporada pelo Fluminense, inclusive sendo decisivo na eliminação do time paulista da Copa Libertadores da América de 2008. O atacante chegou ao Morumbi com status de estrela e com a condição no time titular assegurada. Os gols continuaram saindo, mas os erros aumentaram muito também. Washington é aquele jogador que precisa que o time jogue para ele, atacante de área, bom no cabeceio e oportunista na cara do gol. No começo, Muricy Ramalho bem que tentou fazer a equipe jogar para Washington, mas os jogadores mudaram e até o treinador for alterado. O centroavante deixou de ser uma referência no elenco e outros jogadores foram contratados.

Mesmo sendo muito criticado, Washington conseguiu fazer um bom Campeonato Brasileiro no ano passado e foi artilheiro do São Paulo na competição. Devido a melhora no final da temporada, os dirigentes são paulinos renovaram seu contrato e o mantiveram no elenco.  O ano de 2010 prometia ser melhor para o atacante, já que Borges foi negociado com o Grêmio e o ânimo do jogador foi renovado. Entretanto, o pensamento do jogador e da diretoria não se concretizou ainda e está próximo de não acontecer definitivamente.

Ainda no Paulistão-10, Washington perdeu a vaga de titular em alguns jogos para Fernandinho e isso causou indignação no atleta. Nesta temporada, o atacante teve inúmeras oportunidades de se firmar novamente, mas seus incessantes erros foram determinantes para ficar no banco de reservas constantemente. A gota d’água aconteceu duas semanas atrás, quando o São Paulo, enfim, conseguiu contratar o atacante Fernandão, jogador campeão do mundo pelo Internacional, com espírito de liderança nas veias e mais completo que Washington. O novo jogador chegou ao Morumbi com prestígio e logo na primeira partida com a camisa do clube, fez o que Ricardo Gomes e a torcida esperavam de Washington.

Depois de várias reclamações públicas para jornalistas na beira do campo, Washington se tornou oficialmente reserva nesta semana e ontem só jogou desde o começo no Campeonato Brasileiro, pois o treinador mandou a campo um time quase todo reserva. Para variar, Washington nada conseguiu fazer, errou três gols fáceis de se marcar e foi substituído na segunda etapa. Vaiado pela torcida e já avisado por Ricardo Gomes que no São Paulo atual não se aceitarão mais críticas e reclamações de jogadores preteridos, o atacante não temeu sua condição no clube e ao término da partida fez o mesmo de sempre. Procurou os microfones e as câmeras e se disse desmotivado no Tricolor, afirmou ter inúmeras propostas de outros clubes e deixou no ar que seus dias no São Paulo estão contados. Fez tudo que Ricardo Gomes não queria que ninguém fizesse, muito menos ele.

Washington é experiente, já foi artilheiro do Campeonato Brasileiro duas vezes, goleador máximo da Copa do Brasil e até do Paulistão quando defendia a Ponte Preta. Mesmo parecendo um bom sujeito, o atacante tem sérios problemas atualmente.  Ele parece um jogador juvenil numa pelada de bairro, reclama constantemente dos companheiros, gesticula a todo instante e isso prejudica seu próprio desempenho.

Ricardo Gomes disse que conversará com o jogador para tentar motivá-lo novamente, coisa que dificilmente acontecerá. É nítido que Washington não gosta de ser reserva, não é um jogador de grupo. Por onde ele atuou, sempre foi titular absoluto e incontestável. No São Paulo não é assim e isso o irrita profundamente.

O destino de Washington pode ser as Laranjeiras ou até mesmo o Parque Antarctica, pois no Morumbi os seus dias estão contados.

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Depois de inúmeras tentativas frustradas, enfim, o São Paulo conseguiu contratar o meia-atacante Fernandão. Grande sonho da diretoria são paulina, o jogador vem para suprir o ponto mais preocupante da equipe: o ataque. Washington, Dagoberto, Fernandinho e até o jovem Henrique não conseguem se destacar e formar uma dupla ofensiva de qualidade. Fernandão será a salvação? Vamos por partes.

Desunião do grupo e falta de esquema tático são os principais problemas do atual São Paulo. Isso tem grande parcela de culpa do treinador Ricardo Gomes, que além de não ter pulso firme para comandar o time, não consegue melhorar o rendimento de um grupo qualificado e numeroso. Se a ideologia do comandante continuar a mesma, Fernandão não mudará nada.

Neste aspecto citado acima, é necessário que o técnico e os jogadores comecem a pensar de forma diferente. No Tricolor atual, um jogo na reserva já é motivo para reclamações públicas e desavenças. Se Washington sai para dar lugar a outro atacante, é motivo para cobrar sua titularidade em público. Cicinho faz o mesmo, assim como Júnior César e Marcelinho Paraíba. E Ricardo Gomes o que faz? Vê tudo e continua calado. Isso tende a tornar o São Paulo cada vez mais desunido e sem comando, coisa que Fernandão ou qualquer outro jogador não conseguirá resolver. Os problemas internos devem ser tratados no vestiário.

Por outro lado, se a diretoria fizer como vem prometendo e punir os falastrões e insatisfeitos, as coisas mudam. O clima será mais ameno e Fernandão pode ter um papel interessante no elenco. Ele é um jogador que tem a liderança no sangue. Demonstrou isso no Internacional, quando venceu a Copa Libertadores e o Mundial. O São Paulo não pode depender só da liderança de Rogério Ceni, precisa de novos líderes dentro de campo, de jogadores que joguem com raça e determinação e que, quando forem substituídos ou preteridos do time titular, não façam biquinho ou coloquem lenha na fogueira.

Porém, há outro problema que só o tempo poderá responder. Fernandão foi um jogador nos tempos de Internacional e de 2006 para cá, pouco fez. Sua passagem pelo Qatar e pelo Goiás foram apagadas. Pode ser a grande chance de o jogador voltar a ter um rendimento bom e ser importante dentro de campo novamente.

Vejo a contratação com bons olhos, mas as mudanças de atitude do elenco Tricolor devem acontecer rapidamente. O São Paulo não conseguiu jogar bem em um jogo sequer na atual temporada. Em grande parte das partidas se arrastou em campo e foi beneficiado muitas vezes pela falta de potencial dos adversários. Isso foi visto de forma contundente na última terça-feira, quando não conseguiu fazer ao menos um gol no fraco time do Universitário e por pouco não foi eliminado vexatoriamente da Libertadores.

Na próxima quarta-feira a equipe paulista terá uma encrenca pela frente: o forte time do Cruzeiro. A Raposa tem um grupo montado e com jogadores eficientes, principalmente no ataque. A parada será dura e o espírito são paulino terá que ser outro. Caso contrário, será eliminado novamente nas quartas-de-final da competição pelo mesmo rival.

Fernandão e São Paulo podem fazer uma parceria de sucesso, mas é pouco provável que isso aconteça já nas próximas duas semanas. Por enquanto, Fernandão chega como mais uma aposta para um ataque que fez apenas nove gols em oito jogos no torneio sul-americano. É ver para crer!

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/05/fernandao-e-salvacao-do-sao-paulo.html

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Quando a fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2010 terminou, muitos apontaram que o São Paulo teria o confronto mais fácil de todos os oito jogos do mata-mata. E os que pensaram dessa forma tinham razão. Afinal, o Universitário, do Peru, não fez nada de exuberante na competição. Nos seis jogos disputados no grupo 4, os peruanos somaram dez pontos, com duas vitórias e quatro empates. Mas quem assistiu ao menos um desses jogos, sabia perfeitamente que o Universitário é um time fraco.

Era o cenário ideal para o time paulista engrenar na Libertadores e até na temporada, já que o desempenho mostrado nos primeiros quatro meses de 2010 esteve muito aquém do esperado. Entretanto, o São Paulo começou a se complicar na partida de ida, quando empatou por 0 a 0 e teve diversas chances para vencer e sair classificado do Peru. De qualquer forma, a partida de volta poderia ser a hora da redenção, o momento certo para crescer num torneio como esse.

Pois bem. O Tricolor enfrentou o Universitário na noite desta terça-feira no Morumbi, com 44 mil torcedores, e o futebol apático continuou o mesmo. Ricardo Gomes surpreendeu e sacou Washington para colocar Fernandinho no ataque, apostando na velocidade e nos dribles do atacante.  Nada mudou. O São Paulo precisava do gol para se classificar, mas totalmente desorganizado dentro de campo, as jogadas de ataque em nada resultavam. Aliás, resultavam apenas na ira da torcida presente e dos outros tantos milhões que assistiam pela televisão.

A primeira chance real de gol saiu apenas aos 18 minutos do primeiro tempo, quando Hernanes cobrou escanteio e Rodrigo Souto, de cabeça, mandou a bola no travessão. A torcida impacientava-se pouco a pouco e parecia prever o sufoco que viria adiante. A falta de variação de jogadas levava o time brasileiro a fazer sempre a mesma coisa. Hernanes, no meio-campo, passava a bola para a direita, recebia de volta, passava para a esquerda, recebia de volta e nada. Esse time do São Paulo parece que não treina junto, não se conhece. Em campo não é demonstrada nenhuma jogada ensaiada, variações de esquemas táticos no andamento da partida e toques precisos. A bola parecia queimar no pé dos jogadores. Marlos, Fernandinho e Dagoberto tentavam resolver tudo sozinhos e nada conseguiam. Cicinho esteve perdido em campo, errando todos os passes, cruzamentos e desarmes, além de ser presa fácil para os atacantes adversários.

O jogo foi ficando perigoso e, mais uma vez, o Universitário dava mostras de ser um time realmente fraco. Defendia-se constantemente e raramente se aventura num contragolpe. Era um jogo de ataque contra defesa. A defesa se mostrava bem postada, nada mais que isso, enquanto ao ataque faltava criatividade, inspiração e até um pouco de garra.

No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou Washington no lugar de Jorge Wagner, mudando o esquema para o 4-3-3. Um pouco melhor, aos sete minutos o Tricolor perdeu um gol feito através de Marlos que, na pequena área, conseguiu a proeza de desperdiçar a chance mais clara do jogo. A pressão se intensificou ainda mais, mas sem êxito algum.

O jogo se arrastou assim até o seu final. Um São Paulo burocrático e muito mal em campo, contra um Universitário pouco qualificado, mas aguerrido e cumpridor de seus objetivos, já que veio ao Morumbi para empatar e levar a decisão para os pênaltis. E, por incrível que pareça, eles conseguiram a façanha.

Nas penalidades, Rogério Ceni foi o herói. Começou assustando a perder o primeiro pênalti, mas prontamente se recuperou, defendeu duas cobranças e ainda viu outra ir para fora, enquanto Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto converteram os pênaltis que levaram o São Paulo às quartas-de-final da Copa Libertadores.

Os mais otimistas dirão que a equipe ainda vai crescer e que, mesmo sem um futebol convincente, o Tricolor está entre os oito melhores da América. Porém, a realidade é outra. Se o São Paulo avançou de fase, muito disso deve-se ao desempenho do adversário, que nada produziu e jogou na retranca nas duas partidas.

Faltam empenho e qualidade tática para esse time. Falta comando e também dedicação por parte dos jogadores. O próximo adversário será conhecido amanhã no confronto entre Nacional-URU e Cruzeiro. Possivelmente os mineiros conquistaram a vaga e o confronto decisivo nas quartas-de-final será o mesmo do ano passado. Sem perspectivas de melhora, o enredo final pode ser o mesmo. Quiçá até pior do que em 2009. Com esse amontoado de jogadores sem padrão em campo, o reflexo pode ser a eliminação do torneio. Há algo muito errado neste São Paulo, mas se nem Ricardo Gomes sabe explicar, quem diremos nós…

CHIVAS PERDE, MAS SE CLASSIFICA
Outro time que conquistou vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores nesta terça-feira foi o Chivas Guadalajara. Depois de vencer por 3 a 0 o Vélez Sarsfield na partida de ida, os mexicanos foram até a Argentina e perderam por 2 a 0 para os rivais. Com o resultado, o Chivas aguarda a definição dos próximos jogos para saber quem será o adversário, que sairá do confronto entre Libertad e Once Caldas.

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Os primeiros jogos decisivos dos campeonatos estaduais foram fundamentais para as equipes que se sagraram campeãs. Todos que saíram na frente no domingo passado, conquistaram a taça hoje e alegraram torcedores por todo o Brasil. Grêmio no Rio Grande do Sul, Atlético-MG nas Minas Gerais, Avaí em Santa Catarina, Atlético-GO em Góias, Fortaleza no Ceará e  o Vitória na Bahia.

A vantagem obtida no Beira-Rio foi crucial para o 36º título estadual do Grêmio. Hoje, jogando em casa, no estádio Olímpico, o Tricolor foi derrotado por 1 a 0 para o rival Internacional com gol marcado pelo meia Giuliano, mas a vitória por 2 a 0 no jogo de ida deu a conquista para o Grêmio.

Já a vida do Atlético-MG foi mais fácil. A vantagem conquistada na semana passada contra o Ipatinga foi confirmada hoje no Mineirão com mais de 60 mil torcedores e, através dos gols de Diego Tardelli e Marques, o Galo venceu o 40º campeonato mineiro na história.

Outro que venceu as duas decisões foi o Avaí. Depois dos 3 a 1 na semana passada, hoje o Leão bateu o Joinville por 2 a 0, na Ressacada, em Florianópolis, e chegou ao 15º título catarinense. Os gols da partida foram anotados por Roberto e Davi.

Uma das sensações do futebol brasileiro nesta temporada também obteve a conquista estadual. O Atlético-GO já havia goleado o Santa Helena na semana passada e hoje, jogando fora de casa, voltou a vencer o rival, desta vez por 3 a 1, com gols de Rodrigo Tiuí, Washington e Agenor para o Dragão e de Éder para o Santa Helena. É o 11º título da história do Atlético-GO.

O Fortaleza também sagrou-se campeão estadual de 2010. Depois de vencer o rival Ceará no primeiro jogo por 1 a 0, hoje o Tricolor foi derrotado por 2 a 1 e a decisão foi para os pênaltis. Nas penalidades, o Fortaleza venceu por 3 a 1 e conquistou o tetracampeonato cearense. Os gols do Ceará no tempo normal foram anotados por Misael e Geraldo, enquanto Tatu descontou para o campeão.

Na Bahia o campeão estadual de 2010 é o Vitória. Depois de vencer a partida de ida por 1 a 0, o Rubro Negro perdeu a partida de hoje para o Bahia por 2 a 1, mas mesmo assim conquistou o campeonato baiano de 2010 e o tetracampeonato seguido. Os gols do jogo foram anotados por Elkeson (Vitória) e Rodrigo Grahl e Lima para o Bahia.

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Santos e Santo André foram os principais destaques da primeira fase do Campeonato Paulista de 2010. Com isso, se credenciaram como favoritos ao título deste ano. O Santos disputou a semifinal contra o rival São Paulo, enquanto a equipe do ABC encarou o Grêmio Prudente. Na partida de ida das semifinais, ambos confirmaram o favoritismo e, fora de casa, venceram os adversários. Para as partidas de volta, o Peixe e o Ramalhão poderiam até perder por um gol de diferença que ainda assim avançariam à decisão. O Santos fez o que virou rotina na temporada, ganhou por 3 a 0 do São Paulo em jogo disputado na Vila Belmiro e chegou à final com sobras. Por outro lado, o Santo André perdeu em casa para o surpreendente Grêmio Prudente, por 2 a 1, mas usou o regulamento para garantir a vaga.

Muito se falou na semana sobre a vitória santista no último domingo, no Morumbi, quando poderia ter goleado o rival, tomou grande sufoco no segundo tempo e conseguiu a vitória apenas no último minuto. O Peixe percebeu que não poderia falhar novamente contra o experiente elenco são paulino. Já o São Paulo constatou a qualidade dos ‘Meninos da Vila’ e se apoiou na segunda etapa do último confronto para acreditar na vitória por dois gols de diferença que lhe valeria a vaga na decisão.

O técnico Ricardo Gomes apostava em um ataque veloz para conquistar o objetivo. Assim, sacou Washington e colocou Fernandinho no time titular neste domingo. Na vaga de Marlos, que fora expulso no primeiro confronto, o treinador acreditou na força de Cléber Santana. Outras novidades em relação ao outro jogo foram vistas nas laterais. Jean perdeu seu lugar para Cicinho, enquanto Júnior César deu a vaga para Richarlyson. É óbvio que a derrota de hoje foi totalmente por méritos do Santos, mas seria mais aceitável a escalação de Carleto no lado esquerdo do campo, já que além de Richarlyson não ser lateral de origem, o jogador esteve machucado por um mês e retornou apenas hoje. Ricardo errou na escolha, mas isso não influenciou no resultado.

Pelo lado santista, Dorival Júnior preferiu reforçar o meio campo e sacou o atacante André da equipe titular. Desse modo, Wesley saiu da lateral direita para compor o meio e Pará jogou na posição. Boa visão do treinador do Peixe, afinal, a vantagem era favorável para mudanças desse tipo.

O jogo foi bastante movimentado. O São Paulo tinha um ataque veloz, mas a bola pouco chegou aos jogadores de frente. Hernanes esteve mais tímido que no último jogo, os laterais pouco apoiaram e assim, as chances na primeira etapa foram escassas. Fernandinho tentou resolver sozinho, mas a marcação santista esteve implacável. Dagoberto nada fez. Enquanto isso, o Santos respeitou o rival mais do que na primeira partida, mas mesmo assim, quando tinha a posse de bola, criava jogadas boas e até poderia ter aberto o placar não fosse alguns erros de Robinho.

O segundo tempo era tudo ou nada para o São Paulo. Por esse motivo, Ricardo Gomes tirou Cléber Santana e colocou o artilheiro Washington em campo, mudando o esquema para três atacantes. Washington bem que tentou, mas na única boa investida, o goleiro Felipe fez grande defesa. O Santos começou a se soltar no jogo e sentiu que poderia vencer novamente. O primeiro gol nasceu com jogada do meia Marquinhos, que recebeu a bola nas costas de Richarlyson e cruzou para a área. O atacante Neymar, com o braço, mandou para as redes e abriu o placar. Gol irregular santista e contestação por parte dos são paulinos.

O Santos dominava o jogo e estava com a classificação praticamente definida. Mas os ‘Meninos da Vila’ queriam mais e partiram para cima. Aos 37 minutos, Robinho lançou para Neymar, o zagueiro Miranda acompanhou o atacante e claramente não encostou no adversário, que se jogou dentro da área e o árbitro José Henrique de Carvalho anotou a penalidade. Neymar, com paradinha, fez o seu segundo gol no jogo e o 12º no Campeonato Paulista. O jogo estava decidido, jogadores e torcedores já comemoravam o resultado quando Mádson saiu do banco de reservas, fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cruzou para a área e Paulo Henrique Ganso fez o terceiro, aos 40 minutos.

Na somatória das duas partidas, o Santos fez 6 a 2 no São Paulo e conquistou a vaga na decisão do estadual sem contestações. Mesmo com dois erros da arbitragem, o Peixe sobrou em campo, como vem sobrando em todo o campeonato e mereceu a classificação. O Tricolor esteve nervoso em campo, tanto que tomou oito cartões amarelos, mas em nenhum momento perdeu a cabeça com as travessuras dos jovens. Saiu como um bom perdedor.

O Santos terá mais dois jogos para encantar e confirmar uma conquista que já vem se desenhando há algum tempo. A nova geração santista é muito qualificada e já entrou para a história. Além disso, o Santos segue a passos largos como favorito na Copa do Brasil também. O São Paulo, por sua vez, focará completamente a Copa Libertadores e já na próxima quarta-feira terá um difícil jogo contra o Once Caldas para garantir vaga nas oitavas de final do torneio.

SANTO ANDRÉ É O ADVERSÁRIO NA FINAL
O Santo André será o adversário santista na decisão do Campeonato Paulista. Após ter vencido o primeiro confronto contra o Grêmio Prudente por 2 a 1, na semana passada, o Ramalhão perdeu hoje para o rival pelo mesmo placar, mas como tinha vantagem pela melhor campanha na primeira fase, confirmou o favoritismo e obteve vaga na final. As partidas decisivas acontecerão nos próximos dois domingos (25/04 e 02/05), possivelmente no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O time do ABC disputará pela primeira vez uma decisão estadual.

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A semifinal do Campeonato Paulista de 2010 entre São Paulo e Santos prometia ser eletrizante. E foi até mais do que se imaginava. Em um jogo muito disputado na tarde deste domingo no estádio do Morumbi, o Peixe conseguiu a vitória por 3 a 2 e ampliou a vantagem que já tinha, agora poderá perder por até um gol de diferença que mesmo assim chegará à final da competição estadual.

Em dois tempos distintos, o Santos não apresentou o futebol convincente das últimas rodadas, tomou um grande sufoco, mas no final conquistou o objetivo e deixou o São Paulo em condição muito difícil no Paulistão.

O São Paulo começou melhor o jogo, marcando em cima e não deixando espaços para os ágeis santistas. Mas, aos poucos, o Santos melhorou dentro de campo e tomou conta da partida. Tanto que, aos 26 minutos, em investida pela esquerda, Neymar passou a bola para Léo que chutou cruzado para o meio da área. A bola caprichosamente bateu no lateral Júnior César e traiu Rogério Ceni. 1 a 0 para o Peixe. O gol mexeu com o jogo. O alvinegro cresceu ainda mais enquanto o São Paulo sentiu o baque e se recuou, chamando o adversário para cima. Porém, as coisas pioraram para o Tricolor quando o meia Marlos, aos 32, foi expulso de campo após já ter tomado cartão amarelo erroneamente minutos antes. O primeiro amarelo deveria ser aplicado no lance da expulsão. Atordoado, não demorou muito para o São Paulo sofrer o segundo gol. Novamente pela esquerda, novamente através de Neymar, que deu um lindo passe de três dedos para o atacante André ampliar a vantagem e marcar seu 12º no Paulistão.

Não havia cenário pior para a equipe de Ricardo Gomes. Jogando em casa e precisando do resultado, tomou dois gols ainda no primeiro tempo e ficou com um jogador a menos. Todos, até mesmo os são paulinos, esperavam pelo pior: ver mais uma goleada santista que resultaria na eliminação do São Paulo.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes fez uma alteração ousada, tirou Washington e colocou Cicinho em campo para atuar como meia e dar mais velocidade ao time. E a alteração surtiu efeito. O São Paulo voltou elétrico e com muita vontade. Logo aos oito minutos, Hernanes fez bela jogada individual e chutou forte no canto do goleiro Felipe, diminuindo o placar e colocando o Tricolor de volta na partida. O gol nos minutos iniciais deu confiança para a equipe. O São Paulo passou a mandar no jogo enquanto o Santos apenas assistia. Hernanes, Dagoberto, Jorge Wagner e Cicinho comandavam o time. E foi através de mais uma jogada rápida que o Tricolor chegou ao empate. Cicinho ergueu a bola na área e encontrou Dagoberto livre para mandar a bola de cabeça para a rede. Era a resposta do São Paulo de que nada estava decidido. O empate assustou os garotos santistas. Com dez em campo o Tricolor era melhor do que quando teve 11 jogadores no primeiro tempo. Os pouco mais de 35 mil torcedores que foram ao Morumbi viam um grande jogo.

Depois de conseguir algo que parecia improvável, o São Paulo continuou partindo para cima e sentiu que poderia virar o jogo. E não virou por pouco, muito pouco. Hernanes, o melhor são paulino no jogo, cobrou falta e obrigou o goleiro Felipe a fazer uma maravilhosa defesa. Percebendo que as coisas poderiam piorar, Dorival Júnior resolveu mexer. Mádson entrou no lugar de Neymar e Zé Eduardo na vaga de Marquinhos. O objetivo do treinador era voltar a ter posse de bola no meio campo e amenizar as investidas são paulinas. Assim como Ricardo Gomes havia mexido no jogo com a substituição no intervalo, as substituições santistas também foram acertadas. O Santos equilibrou novamente o jogo e, aos 38, quase marcou o terceiro com Zé Eduardo. O jogo continuou quente e tudo levava a crer que o empate seria o resultado mais justo pelos dois tempos distintos, um de cada equipe. Até que, aos 45 minutos, Miranda fez falta desnecessária na beirada da área. Mádson cruzou, Rogério Ceni falhou e o zagueiro Durval, de cabeça, fez o terceiro gol para o Santos. Gol esse que deu a vitória ao alvinegro e mais do que isso, ampliou a vantagem já existente. No próximo domingo, na Vila Belmiro, os ‘Meninos da Vila’ podem perder por até um gol de diferença que, ainda assim, chegarão à decisão. O São Paulo não poderá contar com Marlos e terá que partir para cima buscando os dois gols de diferença, algo que pode ser muito perigoso contra um time rápido e de bom toque de bola como o Santos.

Tudo leva a crer que a equipe de melhor campanha no campeonato chegue à final. O Peixe está com um pé e meio na decisão do título estadual. Ao Tricolor, resta entrar no jogo mais ligado para não precisar correr atrás do resultado como fez hoje. Ricardo Gomes já avisou que irá ao litoral com força máxima e que ainda acredita na classificação. Se mantiver a pegada mostrada na segunda etapa, as chances crescerão um pouco. Além da classificação, o São Paulo jogará a próxima partida para tentar vencer seu primeiro clássico no ano. Até aqui foram cinco derrotas em cinco jogos. Para resumir, o Santos tem 80% de chances de continuar no torneio, contra 20% do time do Morumbi. Com o que foi apresentado na primeira partida, o segundo jogo é garantia de mais um grande clássico.

NA OUTRA SEMIFINAL…

O Santo André também conseguiu ampliar a vantagem obtida após bela campanha na primeira fase e, fora de casa, venceu o Grêmio Prudente por 2 a 1. Pela equipe do ABC marcaram Branquinho e Rodriguinho, agora vice-artilheiro do Paulistão com 14 gols, enquanto que Diego anotou o gol do Prudente. Assim como o Santos, o Ramalhão jogará a segunda partida em casa e pode perder até por um gol de diferença para chegar à decisão. Ótimo cenário para a organizada equipe dirigida por Sérgio Soares.

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A primeira fase do Campeonato Paulista terminou nesta quarta-feira. Mesmo com inúmeros erros da Federação Paulista de Futebol, com o desinteresse de times e torcedores, o torneio ainda é o melhor campeonato estadual do Brasil. Quem ganha comemora e quem perde é criticado. Por mais que ninguém dê importância no começo, na fase final todos lutam em busca do título. As equipes que lutarão pela conquista nesse ano já estão definidas: Santos, Santo André, Grêmio Prudente e São Paulo.

A última rodada do Paulistão tinha muito coisa para ser definida. Ainda haviam duas vagas para as semifinais. Quatro times buscavam a classificação. O Grêmio Prudente, que depois que migrou de cidade não perdeu mais, confirmou o favoritismo obtido nas últimas rodadas e venceu o São Caetano por 1 a 0, gol de Wesley. Com a vitória, a equipe de Toninho Cecílio somou oito jogos de invencibilidade, com sete vitórias e um empate. Na semifinal o adversário será o Santo André. A primeira partida será disputada em Presidente Prudente já no próximo final de semana. A vantagem é da equipe do ABC.

A última vaga ficou com o São Paulo. O Tricolor venceu o Santo André por 3 a 1 em Piracicaba e enfrentará o Santos na semifinal. Depois da goleada ante o Botafogo-SP no final de semana, o São Paulo jogou bem novamente e o treinador Ricardo Gomes parece ter achado a equipe ideal com Marlos e Rodrigo Souto no meio campo. O meia fez mais uma boa partida e, se não pecasse tanto nas finalizações, poderia ter se destacado ainda mais. Lúcido, Marlos abriu buracos na defesa rival e deixou os companheiros por várias vezes na cara do gol. O primeiro tento foi anotado por Washington. Um pouco depois foi a vez de Dagoberto e Hernanes tabelaram e o atacante marcou o segundo.

Com mais volume de jogo, o Tricolor poderia ter matado o jogo no primeiro tempo. Porém, o Santo André se mostrou um ótimo time durante toda a competição e, bem organizado, diminuiu a contagem com o oportunismo do atacante Rodrigão ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o time do ABC levou mais perigo e obrigou Rogério Ceni a fazer algumas boas defesas. O São Paulo foi perigoso nos contra-ataques e continuou perdendo gols. Mas num escanteio cobrado por Jorge Wagner, Miranda marcou de cabeça e deu números finais ao jogo. A vitória deu a classificação para o São Paulo e a esperança do torcedor Tricolor deve crescer, pois depois de muitos jogos sonolentos na temporada, a equipe mostrou melhoras e agora terá um duro teste contra a sensação do campeonato. O Santos é favorito se avaliarmos as 19 rodadas disputadas, além de ter vantagem nos jogos decisivos. Serão dois grandes confrontos, obviamente.

Na parte debaixo da tabela, três equipes já entraram na última rodada rebaixadas: Rio Branco, Sertãozinho e Monte Azul. O último a cair foi o Rio Claro, que perdeu do Corinthians por 5 a 1 e deu adeus à primeira divisão.

Com tudo definido na primeira fase, listarei abaixo os destaques e as decepções do Campeonato Paulista de 2010 até o momento:

SENSAÇÃO: Santos (15 vitórias e 61 gols marcados)
SURPRESA: Santo André (11 vitórias e 45 gols marcados)
DECEPÇÃO: Palmeiras (11º colocação e saldo negativo de 1 gol)

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