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Archive for the ‘Artigos’ Category

Por: Erik Rodrigues*

Falta só um dia para o início da Copa e a hora não passa. São pouco mais de 24 horas que se arrastam tão devagar quanto uma tartaruga ou o carro do Rubinho. E a ansiedade aumenta a cada vinheta na TV, a cada olhada na Internet.

Neste intervalo, fico me perguntando por que gostamos tanto deste jogo. São 11 homens correndo atrás de uma bola, como objetivo de colocá-la numa baliza. E isso nos fascina como nenhum outro esporte!

Talvez este seja o segredo: um jogo simples, que pode ser praticado em qualquer lugar. Além disso, só ele tem tantas variações: futebol de botão, de praia, salão, society. Sem contar os derivados como Linha, Rebatida, três dentro três fora, bobinho e etc.

E a Copa serve para confirmar todo esse sentimento. Quem acompanha o futebol diariamente sabe que o Mundial é o auge. Depois de quatro anos assistindo até a Série B do campeonato alemão, chegou a hora de ver os maiores craques em campo.

Por isso, não vejo a hora da bola rolar na África do Sul. Foi durante uma Copa, a de 94, que descobri a paixão pelo futebol, não apenas pelo meu time e pela seleção brasileira. Foi num Mundial que vi grandes jogadores de outras equipes e aprendi a admirá-los e a gostar de vê-los jogar. Depois daquela Copa, percebi que esta paixão pelo esporte bretão me acompanharia por toda a vida.

Mesmo depois de entender que o futebol também é um negócio e, como é conduzido por seres humanos comuns, tem seu lado obscuro, não deixo de me emocionar com ele. Desta forma, estou muito contente por ter chegado a hora de assistir a mais uma Copa do Mundo.

Bem-vinda, Copa do Mundo da África do Sul 2010! Aqui vamos nós, mais uma vez, chorar, sorrir, nos emocionar, nos juntar para assistir as partidas. Estou me sentindo numa montanha-russa e agora está começando a descida. O show vai realmente começar!

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Kléber é um jogador muito bom. Brigador, raçudo, oportunista. Revelado pelo São Paulo, teve grande destaque no time do Palmeiras de 2008. O atleta se identificou com a torcida e caiu nas graças dos palmeirenses por sua dedicação e empenho durante as partidas, além da qualidade técnica.

Depois de dois anos, Kleber retorna ao Palestra com status de “salvador da pátria”. Embora ele mesmo já tenha dito que não é isso, o clube está utilizando a chegada do “Gladiador” para mostrar serviço a uma insatisfeita e preocupada torcida.

Está claro que a direção do clube quer encobrir os erros que tem cometido nos últimos tempos com a vinda do atacante. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu com grande expectativa de mudança e melhora no destino do Palmeiras. Mas sua inexperiência, somada a certo fanatismo de torcedor e brigas políticas intermináveis, causaram uma sucessão de erros.

A saída conturbada de Vanderlei Luxemburgo, a perda do título brasileiro quase ganho no ano passado e a saída do gerente de futebol Toninho Cecílio são alguns exemplos deste desequilíbrio que toma conta da direção alviverde. Isso sem contar o elenco fraco que não corresponde às tradições palmeirenses em campo.

A chegada de um jogador identificado com a torcida deve ser comemorada, mas não exaltada como a solução de todos os problemas. E nem deve servir para encobrir os erros do passado. O torcedor palmeirense, já há algum tempo muito atento aos males que rondam o clube nos últimos anos, deve ficar ligado e cobrar ainda mais empenho e trabalho sério de seus diretores.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Este texto é  um desabafo, pois espero um dia ter a chance de assistir a uma Copa do Mundo ao vivo. Fico feliz por aqueles que podem fazê-lo, mas que a Copa é um evento para muitos que não merecem, isso é.

Deixa-me explicar melhor. O público que acompanha o mundial, é claro, é bem maior do que os que são verdadeiros fãs de futebol. Como se trata da maior competição esportiva do mundo, mesmo aqueles que não se importam assistem o torneio.

No entanto, você, eu e seus amigos, que assistimos até a Série A-3 na Rede Vida não vamos para a Copa. E por quê? Porque é um evento cujos ingressos são mais caros do que os campeonatos comuns. Com isso, ele serve como plataforma de relacionamento para muitas empresas.

Desta forma, muitas pessoas são convidadas a assistir um jogo, pois são importantes para estas companhias. E a maioria delas não se importa muito com o futebol. Tenho exemplos de brasileiros que vão para a África do Sul e nem sabem quem ganhou o mundial de 2006.

Por isso, queria sugerir que Deus escolhesse quem merece ir para a Copa do Mundo. Ele deveria distribuir os ingressos, de acordo com o grau de envolvimento de cada um com o esporte nos últimos quatro anos. Ele deveria levar em conta quantas vezes ficamos na fila por um ingresso, quantas vezes choramos ao lembrar de uma conquista do passado, quantas vezes dói ver a seleção de 82 eliminada. Quantas vezes torcemos para que a bola entre na jogada em que Pelé dribla o goleiro do Uruguai sem tocar na bola, na semifinal de 1970.

Após todas estas considerações, que nosso Pai supremo distribuiria os ingressos para quem realmente merece.

Ainda bem que Deus não está lendo este texto, pois com certeza têm coisas mais importantes pra fazer…

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Com invejáveis cinco títulos mundiais no currículo e inúmeros jogadores prestigiados ao longo dos tempos, a seleção brasileira sempre foi vista como modelo a ser seguido e o grande pesadelo para os adversários. Além disso, o Brasil sempre foi considerado o país do futebol. Afinal, temos a nosso favor um clima favorável o ano inteiro, um enorme número de praticantes, a cobertura excessiva da mídia e a intensa paixão do povo pelo futebol, fatores que, se somados, são encontrados somente aqui. Assim, o escrete canarinho e os clubes conquistaram títulos e reconhecimento no mundo inteiro. Porém, com a falta de seriedade e profissionalismo dos dirigentes, o futebol tornou-se alvo de empresários, políticos e oportunistas com seus interesses extra-campo.

Há alguns anos, a convocação de um jogador para a seleção brasileira era motivo de orgulho pessoal e profissional, com muita euforia dos clubes e torcidas. Nessa época, jogadores de equipes consideradas de menor expressão sonhavam em atuar com as camisas das grandes potências do eixo Rio-São Paulo. Hoje, um garoto que ainda está nas categorias de base de qualquer clube já almeja contratos no exterior e nem pensa em atuar no país. Clubes da Alemanha, Espanha, Itália e Inglaterra se transformaram no paraíso para qualquer jogador brasileiro, independente da tradição das equipes. Como o importante é ganhar muito dinheiro e fama, até mesmo os países sem nenhuma tradição no esporte como Ucrânia, Rússia e Japão, servem aos iniciantes jogadores. Segundo dados oficiais da CBF, no ano de 2007 mais de mil jogadores transferiram-se para o exterior, significando um aumento de aproximadamente 25% em relação ao ano anterior. Por esses motivos e essa mentalidade dos futebolistas, os campeonatos nacionais e regionais viraram simplesmente uma vitrine para clubes, empresários e atletas.

Tudo isso deve-se à política adotada pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que há anos vem distanciando o torcedor brasileiro de sua seleção. Atualmente existem apenas dois casos de atletas que tenham total afinidade com o clube onde trabalham. São os goleiros Marcos e Rogério Ceni, do Palmeiras e São Paulo, respectivamente. Portanto, os ‘melhores’ jogadores brasileiros se tornaram mais estrangeiros para nós do que para os europeus. E um fator que pode ter sido o principal nesse afastamento entre seleção e torcida é que o Brasil só joga amistosos e competições em gramados europeus, por interesses de patrocinadores e investidores. Com essas ações da entidade, o mais normal é que o torcedor goste mais de seu clube do coração do que da seleção nacional. Com isso, o bom futebol brasileiro se torna um produto muito caro, raro, importado e que causa desinteresse e revolta dos milhões de torcedores apaixonados pela bola.

Artigo

NOTA: Esse artigo foi publicado no jornal Diário da Região, de Osasco, no dia 28/03/2008.

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