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Archive for março \29\-03:00 2010

Que o clima no Palmeiras não é dos melhores, todos sabem. Porém, no início deste mês, o mandatário palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo, foi surpreendido e se assustou com quatro cartas que chegaram em seu gabinete. Os envelopes continham ameaças de morte e balas de revólver, assinados em nome da Torcida Independente, principal torcida organizada do São Paulo.

O fato causou estranheza na cúpula alviverde e, prontamente, o presidente procurou a Polícia Militar, que está cuidando do caso e tentando descobrir quais foram os autores dessas ameaças. O próprio presidente ressaltou que não acredita que tenha partido de uma torcida de um clube rival, mas sim da oposição do próprio Palmeiras.

Isso é um absurdo sem tamanho. Onde vamos parar? Independente de quem tenha feito essas ameaças imbecis, a investigação da PM tem obrigação de descobrir e prender os autores desse insano ato. É óbvio que o futebol palmeirense não está bem, mas nada justifica isso. É caso de polícia e, infelizmente, mais uma vez os noticiários policiais ganham destaque com assuntos relacionados ao esporte. Se isso for, de fato, obra de gente de dentro do Palmeiras, a situação é pior ainda. Aguardemos as investigações e as devidas providências.

O Palestra Itália está pegando fogo e algo precisa ser feito o mais rápido possível. Time, comissão técnica, diretoria e até oposição precisam mudar de atitude. Pra ontem, de preferência.

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O clássico ‘Majestoso’ entre Corinthians e São Paulo era muito importante para as aspirações das equipes no campeonato estadual. Ambos vinham de derrota no meio da semana e só a vitória interessava para os alvinegros, enquanto os são paulinos precisavam vencer para praticamente garantir uma vaga entre os semifinalistas. Em um jogo eletrizante, marcado por erros dos goleiros, o Corinthians venceu por 4 a 3 com um gol nos acréscimos e continua com chances no Paulistão.

O jogo começou com o São Paulo bem postado e chegando ao ataque, mas em poucos minutos os donos da casa colocaram as coisas no lugar e passaram a dominar a partida. Esse domínio foi traduzido em gol, aliás, em gols. A primeira grande chance do Corinthians aconteceu aos 15 minutos. Em um lance incrível, Paulo André cabeceou na trave, no rebote Dentinho mandou no outro poste e na terceira tentativa Rogério Ceni fez grande defesa, salvando o Tricolor. Porém, três minutos depois, o Corinthians abriu o placar, após boa jogada de Danilo, passe de Ronaldo e conclusão de Elias. O jogo ficou quente e não demorou para o alvinegro ampliar a contagem. Miranda não conseguiu interceptar a bola dentro da área e o ex-são paulino Danilo, de direita, mandou uma bomba para marcar o segundo. Um minuto depois o clima esquentou. Washington e Dentinho dividiram a bola, o corintiano agrediu, tomou um empurrão do são paulino e agrediu novamente. O árbitro expulsou os dois e colocou panos quentes na situação.

O jogo parecia perdido para o São Paulo, quando Dagoberto fez boa jogada pela esquerda e rolou para trás, encontrando Jean livre para diminuir o placar. Um gol que renovou as esperanças do time do Morumbi. Na volta do intervalo, Ricardo Gomes tirou o apagado Léo Lima e colocou o atacante Fernandinho. Mas, aos sete minutos, o Corinthians ampliou novamente. Roberto Carlos cobrou falta de longe e Rogério Ceni aceitou. O Timão melhorou na partida de novo e poderia ter feito o quarto e até o quinto gol. Porém, o São Paulo que parecia morto, reviveu e buscou o empate. Primeiro, Hernanes cobrou falta, o goleiro Rafael bateu roupa e Rodrigo Souto aproveitou para marcar o segundo gol. Um pouco depois, Cicinho ergueu a bola na área e, em nova falha do arqueiro corintiano, o volante são paulino aproveitou de novo, marcou seu segundo gol e o terceiro do São Paulo. Com 3 a 3 no placar, Ricardo Gomes sentiu que poderia vencer o clássico e colocou Marlos em campo no lugar de Dagoberto. Mano Menezes, por sua vez, colocou Iarley para tentar a vitória. E o treinador corintiano foi mais feliz. Nos acréscimos, Iarley chutou forte para o meio da área e o zagueiro Alex Silva marcou contra.

O Corinthians mereceu a vitória por 4 a 3, pois foi superior em grande parte do jogo e teve mais raça para decidir. Porém, mesmo com um jogo aberto e bem disputado, as duas equipes ainda não mostraram tudo que se espera delas na temporada. Pelo lado corintiano, Danilo e Roberto Carlos fizeram ótima partida. Elias também jogou bem e, estranhamente, foi substituído no segundo tempo. O treinador errou ao tirá-lo de campo (depois que ele saiu o São Paulo marcou os dois gols que empataram o jogo), já que como de costume, Elias marcava com eficiência e se apresentava muito bem ao ataque. De qualquer forma, Mano Menezes contou com a sorte de ter lançado Iarley nos minutos finais e o atacante decidiu o jogo para os alvinegros.

Pelo lado do São Paulo, Ricardo Gomes parece não ter o controle do grupo. Um elenco qualificado que, em três meses, ainda não fez nenhuma grande partida, não tem sequência e joga um futebol burocrático. Muitos dizem que o atual time são paulino tem a cara do treinador, sem raça, sem vibração. E, de fato, isso está acontecendo mesmo. O São Paulo não vibra durante as partidas, parece estar sempre satisfeito, independente se esteja ganhando ou perdendo. Isso pode prejudicar ainda mais a equipe. Outro fator é a questão do Cicinho. Desde a época de Muricy Ramalho o elenco tricolor carece de um lateral direito de ofício. Por esse motivo, Muricy e Ricardo Gomes sempre improvisaram outros jogadores na posição. A diretoria do São Paulo lutou muito e conseguiu repatriar o Cicinho. Porém, após alguns jogos sem brilho, o lateral foi para a reserva e Jean voltou a ser improvisado. Ora, Cicinho só terá ritmo de jogo disputando as partidas. No banco isso não acontecerá. E perder um jogador no meio de campo como o Jean para colocá-lo numa função que não é a dele, é muito prejudicial para o São Paulo.

Com o resultado, o São Paulo caiu para a quarta colocação e o Corinthians está na cola, em quinto, com um ponto a menos que o rival. Faltando duas rodadas para o final da primeira fase, ambos ainda tem chances reais de avançar às semifinais do Campeonato Paulista.

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“No circo do futebol, o torcedor é o palhaço”.

Li essa frase em algum protesto e ela ilustra bem o tema discutido hoje. Há vários dias uma intensa briga vem acontecendo a respeito da mudança dos horários das partidas de futebol em São Paulo. Tudo começou com uma ferrenha campanha veiculada pela tradicional rádio Jovem Pan. A emissora paulistana se colocou no lugar dos torcedores e peitou duas poderosas: a TV Globo e a Federação Paulista de Futebol.

Como todos sabem a TV Globo monopolizou o futebol brasileiro. E por pagar caro pelo direito de transmissão dos torneios nacionais e internacionais, a emissora manda e desmanda. Seja nos locais e datas dos jogos, ou principalmente nos horários. Tudo para não interferir em sua grade de programação.

Através das acusações da rádio Jovem Pan, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe que as partidas de futebol disputadas na capital, em estádios com capacidade superior a 15 mil torcedores, terminem após às 23h15. Com isso, para que a lei que já foi aprovada em definitivo entre em vigor, será necessário que o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) sancione ou vete esta lei. Porém, a TV Globo em parceria com a FPF entraram em ação para que o prefeito não assine a norma, pois seria totalmente prejudicial para seus interesses. A discussão se acirra dia após dia e o decreto não deve entrar em vigor.

As explicações da TV Globo dão conta de que os jogos de futebol iniciados entre 21h45 e 22h tem média de público superior aos outros horários. Em contra partida, a rádio Jovem Pan diz que a média de pouco mais de sete mil torcedores enfatizada pelo canal televisivo, é muito pouco se levarmos em conta o número de habitantes da capital e de todo o Estado de São Paulo. De fato, é uma briga sem fim. A Globo tem seus inúmeros anunciantes, suas novelas, telejornais e até o esdrúxulo reality show. Só depois de tudo isso é que o futebol entra em cena. Fora isso, além de mudar o horário de dois jogos por semana (um na quarta-feira e outro no domingo), também muda todo o resto da tabela para encaixar as partidas em seus canais pagos, o SporTV e o PFC.

Para que serve o Estatuto do Torcedor? Ninguém o respeita. Clubes, emissoras de televisão e rádio e até mesmo a própria federação não se preocupam com seu principal consumidor: o torcedor. Para se ter uma ideia, alguns dias atrás li um post muito interessante no blog do jornalista Marcelo Di Lallo (http://espnbrasil.terra.com.br/marcelodilallo). Lá ele relata que apenas nesta edição do Campeonato Paulista, a tabela foi mudada incríveis 99 vezes (esse número já subiu para 112 alterações), sempre a pedidos da Federação, dos clubes, da Polícia Militar e da TV Globo. Para ler esse absurdo basta clicar neste link: http://www.futebolpaulista.com.br/competicao.php?page=8&ano=2010.

A Jovem Pan está fazendo seu papel e representando o torcedor. Por esse motivo, não se pode ver com maus olhos, afinal, os jogos começando em horários absurdos só beneficiam a Globo e prejudicam a grande maioria dos apaixonados pelo futebol. Não existe transporte público eficiente em São Paulo para os torcedores irem embora, a grande parte dessas pessoas trabalha cedo no dia seguinte, entre outros aspectos. Por esse motivo, cada vez mais os torcedores comuns vão se afastando dos estádios, fator que prejudica o espetáculo e, principalmente, os clubes.

O mais justo seria criar um horário tradicional para o futebol. Jogos no meio de semana devem começar 20h30, no máximo 21h. E aos finais de semana, terem início entre 16h e 17h. Seriam horários ideais e beneficiariam a todos. Agora está nas mãos do prefeito. A briga entre Jovem Pan X TV Globo e FPF vai longe. Enquanto isso, vamos acompanhar a rodada de hoje nos estaduais pelo Brasil, com jogos começando às 16h, 17h, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h50. Que bagunça, meu Deus!

Mas e você torcedor, o que pensa sobre esse assunto? Você gosta de ir aos jogos do seu clube às 21h50? Ou preferiria e até iria com mais frequência se as partidas começassem mais cedo? Opine!

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Foi mais um passeio. Na língua do futebol, um ‘vareio’. O Santos atropelou mais um adversário no Campeonato Paulista. Jogando no Pacaembu, os ‘Meninos da Vila’ golearam o Ituano por 9 a 1 e podiam ter feito mais gols. Com os nove anotados ontem, o alvinegro chega a incríveis 60 gols na temporada em apenas 18 jogos disputados. Uma média de 3,3 tentos por partida.

O futebol que o Santos tem apresentado realmente é encantador. Alguns lembrarão que na semana passada o time foi derrotado em plena Vila Belmiro para o Palmeiras. Na ocasião, apontei que a derrota no clássico poderia ser positiva para o grupo alvinegro. Com certeza Dorival Jr conversou com a molecada e colocou na cabeça deles que nem sempre vencerão ou, como virou rotina, golearão seus adversários. De lá para cá, o Santos já atuou mais duas vezes. Fez 13 gols e sofreu apenas um. Já está classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e com a vaga assegurada nas finais do Paulistão.

Ainda não há como prever se esses garotos escreverão seus nomes na história do Santos e no futebol mundial. Também não pode-se dizer convictamente que vencerão o campeonato estadual. Tudo leva a crer que sim, mas sabemos como funcionam as coisas no futebol. Nem sempre o melhor ganha. Porque se ganhasse, com toda certeza esse Santos já seria o campeão paulista de 2010. De fato, o que se pode afirmar é que o alvinegro vai sobrando na temporada. É disparado o melhor time do país. Dá gosto vê-los jogar. Jogadas de efeito, criatividade, habilidade. E tudo isso sempre visando o gol. Como são bons esses espetáculos. O futebol estava precisando disso. Independente se serão campeões desse ou daquele campeonato, essa geração ficará marcada. E com razão.

Com o Santos jogando dessa forma, fica até difícil falar dos outros times do campeonato. Palmeiras e Corinthians foram derrotados. O alviverde praticamente deu adeus à competição, enquanto o alvinegro, mesmo sem vencer, continuou no G4. O São Paulo venceu e se manteve na 3ª posição na tabela, assim como o Santo André, que está muito perto da semifinais.

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Palmeiras e Atlético Mineiro se enfrentaram no dia 29 de novembro de 2009, no Palestra Itália. O jogo era válido pelo Campeonato Brasileiro e o Palmeiras ainda buscava sua vaga na Copa Libertadores desse ano. Venceu a partida por 3 a 1. E mais pra frente não conseguiu conquistar a vaga. De qualquer forma, aquele jogo será sempre lembrado pelo torcedor alviverde e também por quem gosta de futebol.

O meia Diego Souza fez um gol antológico na partida. O jogador estava um pouco à frente do meio campo, quando o goleiro Carini tirou uma bola dos pés de Vagner Love na intermediária. Diego não deixou a bola tocar na grama e de primeira emendou o chute, que encobriu toda a defesa atleticana e caiu dentro das redes. Ele estava a 53 metros de distância do gol. Consciente, o palmeirense usou de sua categoria e conseguiu fazer um gol histórico. Uma pintura que merece replay para sempre.

Por esse feito, Diego Souza foi homenageado pela diretoria do Palmeiras nesta sexta-feira, com uma placa que diz: “Um golaço. Uma verdadeira obra-prima. Um gol de placa. Obrigado, Diego, pela autoria de um dos mais belos gols de nossa história”. A placa foi colocada na sala de troféus do clube e o atleta recebeu uma réplica. Esse foi a primeira vez em toda a história alviverde que um jogador recebeu um prêmio por um gol.

Uma bonita homenagem, que deveria ser feita mais vezes e por outros clubes também. Os brasileiros são apaixonados pelo futebol e os artistas desse espetáculo devem sempre serem homenageados. De preferência, enquanto estiverem vivos. Parabéns ao Palmeiras e, principalmente, ao Diego Souza.

Veja o golaço do Diego Souza:

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Tudo na vida dele tem proporções maiores. Esse é Ronaldo, fenômeno do Corinthians. Até mesmo o jejum -pasmem -, de apenas cinco jogos sem marcar gols, se transforma em uma coisa de outro mundo. Quantos e quantos atacantes ficam muito mais tempo sem balançar as redes? Vários. Mas com ele a cobrança é diferente, afinal, ele já foi o fenômeno do futebol mundial e continua sendo um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Mas agora tudo isso não será noticiado mais. Depois de 49 dias sem gol, o artilheiro deixou sua marca ontem no estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai. O gol deu a vitória para o Corinthians contra o Cerro Porteño. Com o resultado positivo, a equipe brasileira se mantém na liderança do grupo 1, agora com 7 pontos. A vantagem em relação ao segundo colocado é de 4 pontos, mas pode diminuir, já que Independiente de Medellín e Racing se enfrentam hoje na Colômbia.

De qualquer forma, mesmo batendo um adversário muito fraco, vencer fora de casa na Copa Libertadores é sempre importante. A equipe de Mano Menezes pode terminar a primeira fase com uma ótima pontuação, já que ainda jogará dois jogos em casa e visitará apenas o Racing, no Uruguai. Praticamente classificado para as oitavas-de-final, resta ao Corinthians melhorar seu rendimento e se preparar para o mata-mata.

Enquanto isso, o Flamengo enfrentou o Universidad do Chile, em Santiago, perdeu o jogo por 2 a 1 e também a liderança do grupo 8 para os chilenos. Nem o retorno de Adriano fez a equipe conseguir um resultado melhor. Bruno falhou nos dois gols, principalmente no segundo, mas também fez pelo menos três ótimas defesas na segunda etapa, evitando uma goleada. Mesmo com a derrota, o Flamengo tem ótimas chances de avançar na competição. E da mesma forma que o Corinthians, o rubro-negro tem mais duas partidas no Maracanã para confirmar a vaga.

Outras duas equipes brasileiras estarão em campo na noite de hoje pela Libertadores. O Internacional joga contra o Cerro, no Uruguai, às 19h30 e mais tarde é a vez do São Paulo enfrentar o Nacional-PAR, no estádio do Morumbi, às 21h30.

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O Barcelona segue firme sua trajetória em busca do bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Depois de empatar na Alemanha por 1 a 1, o time catalão não tomou conhecimento do Stuttgart e venceu a partida de volta por 4 a 0, ontem no Camp Nou.

Com a vitória, a equipe de Pep Guardiola avançou às quartas-de-final e espera o sorteio para conhecer o próximo adversário. Além do time espanhol, os outros clubes que ainda brigam pelo título são: Bordeaux, CSKA, Internazionale, Manchester United, Lyon, Bayern Munique e Arsenal.

Lionel Messi continua sobrando em campo. O argentino fez dois belos gols na partida de ontem e, com isso, chegou a 31 tentos na temporada. Se continuar jogando dessa maneira, a torcida do Barcelona pode ficar tranquila e esperançosa quanto a conquista do bicampeonato da Liga dos Campeões, feito esse que não acontece desde as temporadas 88/89 e 89/90, quando o Milan sagrou-se bicampeão.

Com o afunilamento da competição, os favoritos são Barcelona, Manchester United e Internazionale. O título deve ficar entre esses três gigantes do futebol mundial. E, caso a equipe catalã chegue à final no dia 22 de maio, poderá ser campeã no estádio Santiago Bernabéu, casa do maior rival, o Real Madrid. Que coisa!

Veja os gols da partida:

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O clássico disputado ontem na Vila Belmiro tinha ingredientes de sobra para elevar ainda mais a moral dos ‘Meninos da Vila’. No meio de semana, a equipe comandada pelo técnico Dorival Junior não tomou conhecimento do fraco Naviraiense e ganhou por incríveis 10 a 0, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Foi um show dos garotos, com jogadas de efeito, gols bonitos e, como um rolo compressor, o Santos triturou mais um adversário na temporada. Enquanto isso, o Palmeiras vivia uma crise em 2010. Jogos ruins, troca de treinadores, dirigentes sem saber o que fazer e torcedores completamente indignados com as apáticas atuações do time.

Cenário ideal para o alvinegro praiano golear mais uma vez e deixar o rival em situação ainda pior. Certo? Não, errado. Completamente errado. Como diria o filósofo Jardel, ex-atacante do Grêmio: “Clássico é clássico e vice-versa”. Por mais que todos saibam disso, a superioridade do Santos o transformou em um completo favorito para o jogo. Mas quando o juiz apita e a bola rola, tudo muda. E ontem vimos isso mais uma vez.

Como esperado, o Santos começou melhor e abriu dois gols de vantagem (Pará e Neymar). Teve chances de fazer mais e comprovar o favoritismo. Podia ter goleado o adversário. Errou alguns lances e o Palmeiras, valente como nunca visto nesse ano, conseguiu empatar ainda no primeiro tempo, com dois gols do criticado atacante Robert. O jogo foi para o intervalo com sentimentos distintos entre as equipes. O Palmeiras renasceu no jogo e percebeu que uma vitória em plena Vila Belmiro era completamente possível. O Santos se abalou com o empate, tomou uma ducha de água fria e sabia que precisaria voltar para o segundo tempo jogando melhor.

A segunda etapa continuou muito movimentada e o jogo estava aberto. Diego Souza, que voltava de suspensão, virou o jogo para o alviverde. Mais tarde, Madson recebeu um lindo passe de Paulo Henrique Ganso e empatou o jogo novamente. Que jogão! Era lá e cá. Pressão para os dois lados, nervos a flor da pele. Mas ainda viria mais emoção. Arouca perdeu a bola no meio campo e Robert mandou uma bomba, que encobriu o goleiro Felipe e morreu dentro da rede. Foi o golpe de misericórdia. O gol que acabou com o jogo e redobrou a esperança do técnico Antônio Carlos em reerguer a equipe.

Que foi um maravilhoso jogo, todos sabem. Mas há outros fatores que devem ser citados. Essa vitória histórica, obtida na raça e na vontade dos antes cabisbaixos jogadores palmeirenses, pode ser a animação que estava faltando para as coisas voltarem ao normal. Além disso, o Palmeiras continua sonhando em terminar o Campeonato Paulista entre os quatro primeiro para buscar o título. Uma vitória que dá moral para a equipe e calma para a torcida.

Pelo lado do Santos, creio que o resultado negativo em casa também possa ser visto com bons olhos. Como venho dizendo aqui no MFC durante as últimas semanas, o futebol santista é envolvente e bonito de se assistir. Isso não mudou pela derrota de ontem. Mas como o Peixe vinha ganhando seus jogos com certa facilidade, os garotos se deslumbraram e começaram a acreditar que em toda partida conseguiriam vencer e encantar. Não é assim. O futebol não permite essas coisas. A derrota vem em boa hora. É um momento de reflexão para os ‘Meninos da Vila’, é a hora de saber que nem sempre ganharão e que não são imbatíveis. Até mesmo numa derrota, é possível absorver coisas positivas. E creio que o Dorival Junior saberá conversar com seus atletas e pedir mais tranquilidade e um pouco menos de euforia. Muitos ali serão craques num futuro próximo, mas não podem queimar etapas.

Ainda vejo o Santos como favorito para conquistar o Paulistão e acho que o Verdão poderá obter a redenção com sua classificação. Basta que entrem ligados e com a mesma vontade que apresentaram ontem nos próximos jogos. Ainda é difícil a classificação. Mas como eles mesmo provaram ontem, no futebol nada é impossível.

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O atacante é o homem mais decisivo no futebol. Ele tem o poder de decidir uma partida. A favor, se marcar os gols. Ou contra, se perdê-los. Convive com a pressão da torcida, do técnico, dos próprios companheiros de time e da imprensa. Encara fortes retrancas, zagueiros botinudos e bons goleiros. Não fosse tudo isso, ainda tem de encarar o árbitro, que muitas vezes não marca as faltas e os pênaltis que sofre. Tem atacante de todos os tipos, desde os artilheiros, passando pelos eficientes, pelos importantes taticamente, os cai-cais, os ruins e também os grossos.

Escrevo esse texto essa semana, pois um fato tem chamado a atenção. Ronaldo, atacante do Corinthians, é idolatrado por onde passa. Recebe honrarias e é paparicado por todos. É óbvio que fez por merecer tudo isso. Construiu uma carreira brilhante, jogou em clubes grandes e se tornou um ídolo mundial. Até embaixador da ONU o fenômeno é. Mas com o tempo, as lesões e sua vida social se tornaram seus grandes adversários. Ninguém apostava nenhuma ficha no atacante. Até o dia em que ele desembarcou no Corinthians disposto a mudar e voltar a ser o grande atacante que sempre foi. E conseguiu. Como não podia deixar de ser, novamente de forma brilhante.

Com a camisa alvinegra, Ronaldo fez gols, deus assistências e brilhou em 2009. Comandou o Corinthians na conquista do Campeonato Paulista de forma invicta e também no título da Copa do Brasil. Logo, aqueles que eram fãs do Fenômeno por suas atuações com a camisa brasileira, o colocaram num patamar de ídolo da nação corintiana também. Um ano perfeito e as expectativas para 2010 não podiam ser melhores.

Enquanto isso, o São Paulo contratava o atacante Washington. Velho conhecido, experiente e fazedor de gols por onde passou. Artilheiro na Ponte Preta, no Atlético-PR, no exterior e no Fluminense. Era a hora de provar o seu valor num grande clube paulista. O São Paulo foi eliminado no Paulistão e na Libertadores e, Washington, que veio para ser ídolo, se tornou vilão. Continuou fazendo seus gols e perdendo outros tantos. A torcida começou a pegar no seu pé e até para o banco de reservas ele foi. O São Paulo também não conseguiu vencer o Campeonato Brasileiro e por pouco Washington não foi negociado. Renovou seu contrato para 2010 e também suas esperanças.

O tão falado ano de 2010 começou e as coisas se inverteram. Ronaldo ainda não conseguiu entrar em forma e aparentemente está pior fisicamente do que no ano passado. Talvez não mais gordo, mas com certeza, mais lento. Ainda não brilhou e já começaram as críticas e até os pedidos para que ele vá curtir uma temporada ao lado de Mano Menezes no banco. Já Washington, começou o ano como terminou, errando muitos gols, mas também sendo mais decisivo do que antes. Até o momento, o atacante são paulino disputou 12 jogos e fez nove gols. Uma boa marca. Poderia ser melhor? É claro que sim, mas aos poucos a torcida do São Paulo, que certas vezes se irrita com o caneludo Washington, também comemora os gols importantes do ‘Coração Valente’ em tantas oportunidade.

Realmente a vida dos atacantes não é fácil. O que hoje está perfeito, amanhã pode se tornar uma tormenta. Em nenhum momento comparo a qualidade técnica de Ronaldo com Washington. Não seria tão louco para isso. Mas o engraçado é que enquanto um é decisivo hoje e outro estagnou, amanhã o quadro pode se inverter novamente. E o ciclo continuará. A perseguição ao camisa 9 é intensa e eterna. Mas quando a fase é boa, se transforma no jogador mais importante da equipe.

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Todos os cinco times brasileiros que disputam a Copa Libertadores neste ano entraram em campo nessa semana e jogaram suas partidas fora de casa. Porém, o saldo foi positivo, já que Flamengo e São Paulo conseguiram vencer e Corinthians, Cruzeiro e Internacional empataram seus jogos.

Começando por quarta-feira, o Flamengo foi até a capital da Venezuela enfrentar o time da casa, o Caracas. O jogo foi difícil como o esperado, mas a equipe dirigida por Andrade conseguiu se sair bem e venceu por 3X1, com destaque para o artilheiro Vágner Love, que marcou dois gols, o último, inclusive, com direito a drible no goleiro. A vitória foi bastante comemorada pelos rubro-negros, pois além de terem vencido com um jogador a menos – Toró foi expulso -, se consolidaram na liderança do grupo 8 com duas vitórias em duas partidas disputadas. O Universidad do Chile, que está em 2° lugar com quatro pontos, é o próximo adversário do Mengão na próxima semana.

O Corinthians foi até Bogotá, na Colômbia, jogar contra o Independiente de Medellín, em busca da segunda vitória na Libertadores. Começou bem o jogo, mas foi pouco incisivo e não conseguiu abrir o placar. O time colombiano, por sua vez, pecou demais nas finalizações e perdeu duas oportunidades claras na primeira etapa. No segundo tempo, o Independiente marcou com Valoyes e continuou desperdiçando boas chances. Mas nove minutos depois, Dentinho, que havia saído do banco de reservas, fez uma bonita jogada pelo lado esquerdo do ataque e mandou uma bomba no ângulo do goleiro Bobadilla. O empate teve gosto de vitória pelas circunstâncias do jogo e também por deixar o Timão na primeira colocação do grupo 1, com quatro pontos ganhos. O próximo desafio do alvinegro é na próxima semana, no Paraguai, contra o Cerro Porteño, lanterna do grupo.

Na quinta-feira, outros três brasileiros entraram em campo. Primeiro foi a vez do São Paulo, que vinha de derrota para o Once Caldas e precisava muito de um resultado positivo contra o fraco Nacional paraguaio. Com o estádio Defensores Del Chaco completamente vazio, o Tricolor não teve pressão da torcida, mas quase conseguiu complicar um jogo simples. Começou bem no primeiro tempo e perdeu ao menos três oportunidades de abrir o placar. Com um futebol displicente e disperso, o São Paulo chamou o adversário para cima e quase levou o gol. No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou Cléber Santana em campo e a equipe melhorou um pouco, tanto que numa jogada de Dagoberto, Washington ficou livre dentro da área, driblou o goleiro e abriu o placar. No final da partida, Fernandinho, que acabara de entrar, avançou pela esquerda e tocou a bola para o atacante são paulino fazer seu segundo gol no jogo e dar números finais a partida. O São Paulo somou seu sexto ponto na competição e está no 2° lugar do grupo 2, um ponto atrás do líder Once Caldas.

Depois foi a vez do Cruzeiro tentar a sorte em Caracas contra o Deportivo Itália. O jogo começou bastante movimentado e os equatorianos abriram o placar com gol de Blanco, pressionando ainda mais os comandados de Adílson Batista. Mas, o atacante Kleber conseguiu fazer dois gols e virou o jogo para o time mineiro. A Raposa teve outras chances de garantir a vitória, mas pecou na finalização e acabou punida com o gol de empate de McIntosh. No final da partida, Kleber perdeu a cabeça novamente e foi expulso de campo, complicando ainda mais as coisas. O Cruzeiro tem quatro pontos e é o segundo colocado do grupo 7. Porém, o líder Vélez Sarsfield, além de ter dois pontos a mais que a equipe brasileira, ainda tem um jogo a menos. Caso o time argentino vença o próximo confronto contra o Colo Colo, abrirá cinco pontos de vantagem e deixará a situação do Cruzeiro bem delicada.

Por último, o Internacional foi até Quito, no Equador, enfrentar o Deportivo Quito e a altitude de 2.850 metros. Jogando no contra-ataque, a equipe dirigida por Jorge Fossati até ia bem e criava chances, mas o setor defensivo pecou bastante e complicou as coisas. O time equatoriano começou a gostar do jogo e depois de o goleiro colorado ‘Pato’ Abbondanzieri espalmar uma bola, Minda pegou o rebote e fez o gol. O Colorado acordou e empatou cinco minutos depois com gol de Giuliano. Daí para frente, a única coisa que chamou a atenção foi um lance em que o árbitro José Buitrago marcou pênalti para o Deportivo Quito numa dividida entre um jogador equatoriano e o goleiro do Internacional, onde claramente foi falta no arqueiro e não o inverso. Porém, o juiz conversou com o auxiliar e voltou atrás, se esquivando de cometer um erro bizarro. O Internacional chegou aos quatro pontos no grupo 5 e terminou a rodada na 2ª posição, atrás do Cerro, do Uruguai, que é o líder com seis pontos. Na próxima semana os dois se enfrentarão no Uruguai.

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