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Posts Tagged ‘Erik Rodrigues’

Por: Erik Rodrigues

Internacional e São Paulo fizeram o primeiro duelo das semifinais da Taca Libertadores da América no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time gaúcho trocou de técnico, reforçou o elenco e venceu os quatro jogos do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor do Morumbi manteve o criticado Ricardo Gomes, trouxe o atacante Ricardo Oliveira e ganhou apenas um ponto dos 12 disputados no torneio nacional.

A torcida Colorada lotou o estádio e fez uma festa bonita para receber a equipe. E o resultado disso foi o domínio das ações em todo o primeiro tempo. Sim, eu disse TODO o primeiro tempo. Jogando em casa e contra um adversário covarde, o Inter partiu para cima. Taison e o argentino D’Alessandro comandavam as investidas no ataque, apoiados por Nei e Kléber nas laterais. Mas apesar da maior posse de bola, o time gaucho não chegava com perigo ao gol de Rogério Ceni. A primeira conclusão à meta tricolor foi aos 18 minutos, com D’Alessandro. Em uma bela troca de passes invertida da direita para a esquerda, Kléber recebeu e cruzou na área. O atacante Taison tocou de cabeça, mas o goleiro são-paulino voou e defendeu com segurança. Já o São Paulo nem dava sinais de que queria jogar futebol e praticava o antijogo em sua mais perfeita concepção. Fernandão e Dagoberto ficavam isolados na frente e todos os outros jogadores simplesmente davam bico para qualquer lado. Um horror!

Na segunda etapa o cenário se manteve, mas desta vez o Inter conseguiu concluir a gol com mais perigo. Logo no início, Andrezinho arriscou de fora da área, mas Rogério defendeu. Logo depois, Kléber avançou na área, mas o goleiro são-paulino saiu bem e evitou a conclusão. O gol Colorado era questão de tempo. Aos 20 minutos, o técnico Celso Roth trocou Andrezinho pelo jovem Giuliano. E o talismã, que já tinha salvado o clube no duelo contra o Estudiantes nas quartas de final, trouxe mais uma vez a sorte para o time. Três minutos depois de entrar, D’Alessandro passou para Alecsandro na entrada da área. O atacante sofreu falta, mas o árbitro Hector Baldassi corretamente deu vantagem. Na sequência, Giuliano girou e bateu no canto direito de Rogério Ceni, que nem se mexeu.

O gol premiou a equipe que relmante jogou futebol e buscou o ataque com mais eficiência. E o Colorado não parou por ai. Taison, Kléber e Alecsandro tiveram boas oportunidades, mas não conseguiram ampliar o placar. Vendo seu time acuado, o treinador Ricardo Gomes tirou o inócuo Dagoberto e promoveu a reestreia de Ricardo Oliveira. Também colocou Cléber Santana no lugar de Richarlyson, a fim de reconquistar o meio campo. As mudanças, alinhados a um recuo do adversário, surtiram um pouco de efeito. O São Paulo conseguiu, enfim, após quase 70 minutos de partida, arriscar um chute a gol. Hernanes e Ricardo Oliveira tentaram, mas sem levar perigo à meta de Renan.

Vitória mais do que merecida do Internacional que, mesmo sem criar tantas chances claras, conseguiu dominar a partida. Ao São Paulo, cabe escolher se vai voltar a jogar futebol ou mais uma vez vai fazer este papelão e apresentar uma proposta de jogo covarde diante de seu torcedor. A partida de volta será na próxima quinta-feira (05/08), no Morumbi, em São Paulo.

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Por: Erik Rodrigues

Na Vila Belmiro, Santos e Vitória disputaram a partida de ida da final da Copa do Brasil. O Peixe voltou da parada da Copa do Mundo sem apresentar o excelente futebol do primeiro semestre. Ganhou apenas uma partida e perdeu as outras três pelo Brasileirão. Já o time baiano voltou embalado, apesar de vencer apenas um jogo e empatar três no torneio nacional.

A partida começou com o Santos mostrando o ímpeto ofensivo do primeiro semestre, com Neymar, Ganso, Robinho e André se movimentando muito e confundindo a defesa adversária. Tanto que Schwenck e Anderson Martins levaram cartão amarelo com dez minutos. Aos 12, foi da vez de Ganso acertar a trave em cobrança de falta. Com a pressão aumentando, o gol saiu logo em seguida. Pará avançou pela direita e cruzou na medida para Neymar que, meio de peito e de barriga, empurrou para o fundo da rede. Foi o 11º gol dele na competição, artilheiro isolado.

O Peixe manteve-se no ataque e criou outras ótimas chances para ampliar. Aos 17 minutos, Alex Sandro cruzou e Robinho mandou para fora. Percebendo que seria massacrado se continuasse na defensiva, o Vitória adiantou a marcação no meio campo e conseguiu equilibrar um pouco a partida. O técnico Ricardo Silva teve que trocar Rafael Cruz, lesionado, por Bida. O time baiano conseguiu chegar ao gol santista, mas sem levar muito perigo. Antes do fim da primeira etapa, André ainda perdeu boa oportunidade.

No segundo tempo, o panorama não mudou. Os donos da casa continuaram no ataque, sem dar chances ao rubro-negro. Neymar e Ganso perderam chances claras de gol, praticamente dentro da pequena área. Acuado, o Vitória trocou o experiente Ramon por Renato Cajá, na tentativa de explorar os contra-ataques. Mas a troca não deu certo e o Peixe continuava mandando no jogo. Esse domínio teve resultado aos 28, quando Neymar pedalou dentro da área e foi derrubado por Wallace. Pênalti que o próprio Neymar cobrou, com cavadinha, para defesa tranquila do goleiro Lee. Alguns torcedores passaram a vaiar o atacante quando ele tocava na bola.

O técnico Dorival Junior mexeu no time e tirou Robinho e Ganso, para as entradas de Zé Eduardo e Marquinhos. E alguns torcedores gritaram “burro” para o treinador quando Ganso deixou o campo. Mas Marquinhos mostrou que poderia corresponder e marcou o segundo gol santista, aos 38 minutos, em bela cobrança de falta. Com a vantagem, o Santos passou a administrar o jogo e o Vitória não levou perigo ao gol de Rafael. Fim de jogo e vitória merecida do time da Vila, pois apresentou mais uma vez um futebol ofensivo e ousado, sempre em busca do gol e que dá gosto de ver. Na próxima quarta-feira (04/08), os dois times voltam a se enfrentar no Barradão, em Salvador, e o Peixe pode até perder por um gol de diferença que ficará com o título inédito da Copa do Brasil.

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Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 3 Alemanha

Uruguaios e alemães se enfrentaram no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Os comandados de Joachim Löw entraram em campo com Cacau no lugar de Klose, contundido. O goleiro Neuer também saiu do time, cedendo lugar ao experiente Butt (uma forma de homenagem ao atleta de 36 anos). No Uruguai, as novidades eram o retorno de Diego Lugano (recuperado de uma contusão no joelho) e Luis Suárez, que foi suspenso após a expulsão contra Gana.

Os dois times começaram a partida partindo para cima do adversário. E a Alemanha acertou a trave logo aos dez minutos, em cabeçada de Friedrich, após cobrança de escanteio. Os europeus trocavam mais passes e tinham maior controle do jogo. E este domínio resultou em gol, aos 18 minutos, quando Schweinsteiger chutou de fora da área e Muslera espalmou nos pés de Thomas Müller, que marcou seu quinto gol no Mundial.

O Uruguai acordou e resolveu atacar com mais perigo. Comandados pelo atacante Diego Forlán, os sul-americanos foram em busca do empate, enquanto a Alemanha se defendia com eficiência, até que um de seus principais jogadores na Copa, Schweinsteiger, errou uma jogada no meio e perdeu a bola para Suárez. Ele lançou Cavani pela esquerda, que entrou na área e empatou o jogo.

A empolgação tomou conta do time uruguaio, que manteve a pressão e foi em busca da virada. Suárez começou a aparecer mais no jogo, causando dor de cabeça à zaga alemã. Aos 41, em boa tabela com Forlán, ele entrou na área e bateu cruzado, mas a bola saiu. Os germânicos responderam em jogada do habilidoso meia Özil pela direita, mas Friedrich errou o chute.

No segundo tempo, o Uruguai virou o jogo logo aos seis minutos. Arévalo levou pela direita e cruzou para Forlán, que bateu de primeira, sem chances para Butt. Foi também o quinto gol dele na Copa, o que o deixa como um dos artilheiros até a final de amanhã. Mas a Alemanha não desistiu e empatou rapidamente, dando mostra de sua força. Após cruzamento de Boateng da direita, Muslera falhou e Jansen, de cabeça, deixou tudo igual de novo.

O gol parece ter tirado o ânimo do Uruguai. Os alemães, que não tinham nada a ver com isso, partiram para a virada. Cacau aos 26 e Schweinsteiger, aos 29, quase marcaram o terceiro. O time de Oscar Tabárez só concluiu uma vez, aos 33, em cobrança de falta de Maxi Pereira, que mandou por cima de Butt. Aos 37, em cobrança de escanteio de Özil, a bola bateu em Lugano e sobrou para Khedira empurrar para o gol de cabeça. O Uruguai ainda tentou na base da raça e ‘El Loco’ Abreu entrou para tentar a jogada aérea. Mas a grande chance de empatar só aconteceu aos 47 minutos. Forlán cobrou falta na entrada da área e a bola caprichosamente explodiu na trave.

Fim de jogo e o terceiro lugar merecido para a Alemanha, que mostrou que é possível apostar em jovens talentos em uma Copa do Mundo. O Uruguai também merece todos os elogios, por chegar a uma semifinal e ficar novamente entre os melhores do mundo, algo que não acontecia há 40 anos.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Eslováquia 0 X 2 Paraguai

Eslováquia e Paraguai se enfrentaram pela segunda rodada do grupo F em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, no estádio Free State, em Bloemfontein. Os paraguaios vinham de um bom empate na estreia contra a Itália. Os eslovacos também empataram na primeira rodada, com a Nova Zelândia. A novidade no time sul-americano era a escalação de mais um atacante, Roque Santa Cruz.

E a mudança surtiu efeito logo de cara, pois o time do técnico Gerardo Martino começou o primeiro tempo no ataque. Roque Santa Cruz arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e o goleiro Mucha teve de se esforçar para fazer a defesa.

E este seria o panorama da primeira etapa, com domínio total dos paraguaios. A Eslováquia não arriscava e formava um paredão para evitar o gol do adversário. O Paraguai partia para cima com Riveros, Lucas Barrios e Nelson Valdez, mas a bola não entrava.

Até que aos 28 minutos, o zagueiro Skrtel falhou e a bola ficou com Barrios, que passou para Vera bater de primeira e abrir o placar. O gol fez justiça ao time que procurou mais o ataque. Mas os eslovacos acordaram e ao menos demonstravam mais vontade, mesmo errando muitos passes. Tanto que aos 37 minutos, a equipe da Europa conseguiu dar uma cabeçada ao gol, com Salata.

No segundo tempo, o Paraguai se acomodou com a vantagem e ficou esperando as chances de contra-ataque aparecerem. E não havia com o que se preocupar, pois a Eslováquia tinha como principal adversária sua própria dificuldade técnica. Mesmo em ritmo mais lento, os paraguaios chegavam com mais perigo e estavam próximos do segundo gol.

E ele veio aos 41, após confusão na área entre Da Silva e Cardozo. A bola sobrou para Riveros que, da entrada da área, chutou forte no canto direito, sem chances para o goleiro Mucha. Com o resultado, o Paraguai chegou a quatro pontos e só precisa de um empate contra a Nova Zelândia, no dia 24, em Polokwane, para ficar em primeiro no grupo. Já a Eslováquia precisa vencer a atual campeã do mundo, Itália, também na quinta-feira, em Joanesburgo.

Itália 1 X 1 Nova Zelândia

Também pelo grupo F, Itália e Nova Zelândia jogaram pela segunda rodada, em Nelspruit. Os italianos queriam se recuperar do empate na estreia contra o Paraguai. Já os neozelandeses vinham empolgados com o empate na partida inicial contra a Eslováquia, conquistado de forma emocionante no final do jogo.

A partida começou truncada, com o time da Nova Zelândia marcando forte e diminuindo os espaços. E no segundo ataque dos “All Whites”, a surpresa: após cobrança de falta no lado esquerdo, Reid desviou, Cannavaro ajeitou sem querer e Smeltz, impedido, abriu o placar.

O gol deixou os italianos atônitos, tanto no campo quanto nas arquibancadas. Daí em diante, o jogo foi ataque contra defesa. Porém, com um time sem inspiração e talentos individuais, a Itália insistia em uma única jogada, a bola aérea para seus atacantes.

Aos 16 minutos, a “Azzurra” teve boa chance com Chiellini, mas o zagueiro não soube aproveitar. Na base da pressão, Zambrotta e Montolivo arriscaram de fora da área, mas sem sucesso. Com quase todo o time na defesa, a Nova Zelândia chamava os italianos para seu campo e as chances de gol aumentavam.

Tanto que aos 28 minutos, Criscito cruzou para a área e o volante Smith puxou De Rossi pela camisa. Um lance polêmico, mas o árbitro marcou pênalti, convertido por Iaquinta. Com o empate, a Itália buscou a virada, sempre com bolas aéreas ou chutes de longe. Porém, o máximo que conseguiu foi consagrar o goleiro Paston.

Na segunda etapa, o técnico Marcello Lippi trocou o discreto Gilardino por Di Natale. E logo no início ele bateu de primeira, exigindo boa defesa de Paston. Camoranesi, que também entrou no time, ajudava no toque de bola do meio campo, mas sem muita objetividade.

O drama italiano continuou o mesmo. Os europeus pressionavam com bolas erguidas na área e chutes de longe, mas sem sucesso. A ameaça de um novo empate fazia com que os jogadores tentassem resolver as jogadas sozinhos. Mas a baixa qualidade técnica da equipe ficava evidente a cada minuto passado.

Em raro momento de ousadia, a Nova Zelândia foi ao ataque pela esquerda. O meio campo Wood driblou Cannavaro com facilidade e bateu cruzado, assustando o goleiro Marchetti e os torcedores italianos. Mas o empate persistiu até o final.

O resultado deixa o time de Marcello Lippi em situação complicada, com apenas dois pontos em dois jogos. Na próxima rodada, a Itália joga sua sobrevivência no Mundial contra a Eslováquia, dia 24, em Joanesburgo, e precisa da vitória. A Nova Zelândia, também com dois pontos, encara o líder Paraguai no mesmo dia, em Polokwane.

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil e Costa do Marfim entraram em campo pela segunda rodada do grupo G. Os brasileiros venceram a Coreia do Norte na estreia e queriam o triunfo para garantir uma vaga. Já os marfinenses buscavam os primeiros três pontos no torneio. A seleção “Canarinho” escalou os mesmos jogadores da última partida. No time do técnico Sven-Göran Eriksson, a novidade era o atacante Didier Drogba, que começou como titular.

Logo no início, Kaká  mostrou que estava a fim de jogo e tabelou com Robinho. A bola ficou com o jogador do Santos que, mesmo com Kaká e Luis Fabiano bem posicionados, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Barry. No entanto, a Costa do Marfim dominou os 15 minutos seguintes, não dando espaço para o time brasileiro elaborar as jogadas ofensivas.

O domínio dos “Elefantes” não resultava em conclusões a gol. O jogo ficou devagar, com a equipe de Dunga se defendendo e tentando o contra-ataque. Mas os erros de passe de seus meio-campistas não permitiam que as jogadas evoluíssem.

Aí, entrou em cena o talento e a movimentação de Kaká, que tantos esperavam. Em jogada pelo meio, ele tocou para Luis Fabiano, que devolveu de calcanhar e avançou. O meia do Real Madrid segurou um pouco e, no momento certo, lançou o centroavante brasileiro. Mesmo sem muito ângulo, o “Fabuloso” encheu o pé e abriu o placar.

O gol não melhorou o desempenho do Brasil, que continuou errando passes na intermediária. A Costa do Marfim, de forma contida, partiu para o ataque. Mas aí, o setor mais sólido do time brasileiro apareceu. Lúcio, Juan e Maicon evitaram que os adversários conseguissem uma conclusão mais perigosa ao gol de Júlio César. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segundo etapa, nada de alterações. O time africano apertou a marcação e, mais uma vez, o Brasil não conseguia sair jogando. Até que Luis Fabiano, em dia inspirado, fez uma jogada bem ao seu estilo. Em uma mistura de trombada e habilidade, o atacante encarou a defesa marfinense e, usando os braços, saiu na cara do gol e bateu de pé esquerdo no canto de Barry.

O tento parece ter dado tranquilidade ao time de Dunga, que começou a encontrar espaços para trocar passes. A Costa do Marfim acusou o golpe e continuou sem ameaçar a meta brasileira. E, aos 17 minutos, esta superioridade se converteu no terceiro gol. Kaká, que voltou com mais disposição e atacando pelo lado esquerdo (como em seus bons tempos de Milan), levou a bola até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Elano se antecipou à marcação e tocou para o fundo do gol.

Aos 33 minutos, a Costa do Marfim diminuiu com seu principal jogador, Drogba. O badalado atacante foi, mais uma vez, anulado por Lúcio, assim como o zagueiro brasileiro tinha feito pelas oitavas de final da UEFA Champions League deste ano. Mas encontrou um buraco na defesa brasileira e deixou seu gol.

Os marfinenses então passaram a apelar para a agressão. Sem espaço para avançar com perigo, distribuíram pancadas em Kaká, Luis Fabiano, Michel Bastos e Elano (que sentiu uma dividida e fui substituído por Daniel Alves). Aqui vale o registro para a omissão do árbitro francês Stephane Lannoy. O juiz literalmente deixou “o pau quebrar” em campo. Yaya Touré e Keita batiam em quem aparecesse pela frente

O nervosismo tomou conta dos brasileiros, que passaram a revidar. Para se ter uma ideia da raiva brasileira, Kaká levou dois amarelos e foi expulso. Com isso, o meia está fora do próximo jogo. Depois da confusão, o Brasil tocou a bola e esperou o final da partida.

Com seis pontos em dois jogos, o Brasil está classificado para a próxima fase da Copa do Mundo e aguarda apenas para saber se ficará em primeiro ou segundo lugar. No próximo dia 25, em Durban, o time brasileiro joga contra Portugal. A Costa do Marfim enfrenta a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Coreia do Sul 2 X 0 Grécia

Para falar deste jogo, primeiro é necessário reproduzir o seguinte comentário: senhor, como o time da Grécia é ruim! A diferença técnica entre as equipes ficou clara logo no começo da partida, com o domínio dos sul-coreanos. O time grego se defendia bem, mas tinha um sério problema: quando tinha a bola, não sabia o que fazer com ela.

Com bom toque de bola e velocidade, a equipe asiática partiu para cima e fez o primeiro gol com Li Jung-Soo. O gol animou a Coreia do Sul, que continuou no ataque e por pouco não fez o segundo.

Após o intervalo, com cinco minutos de jogo, os sul-coreanos fizeram 2×0 com Park Ji-Sung e praticamente confirmaram a vitória. Com a vantagem no placar, a Grécia, enfim, decidiu arriscar. Depois de duas substituições, o time europeu finalmente conseguiu algumas conclusões a gol e até melhorou, mas nada ameaçador. A Coreia do Sul esperava o tempo passar e usava sua velocidade nos contra-ataques, mas não fez o terceiro.

Os sul-coreanos mostraram que evoluíram bastante desde que organizaram a Copa de 2002, junto com o Japão. O resultado os credencia como segunda força no grupo B para a disputa de uma das vagas à próxima fase. Já a Grécia pode procurar algum safári e aproveitar o tempo que ficará na África do Sul na primeira fase, pois depois de três jogos certamente voltará para casa. E talvez sem fazer nenhum gol,mantendo assim o tabu de ainda não ter marcado em Mundiais.

A Coreia do Sul volta a campo no próximo dia 17, contra a Argentina, em Joanesburgo. Neste mesmo dia, a Grécia enfrenta a Nigéria em Bloemfontein.

Argentina 1 X 0 Nigéria

Em um jogo fraco tecnicamente, a Argentina venceu a Nigéria e conquistou os primeiros três pontos no grupo B. O gol marcado aos seis minutos pelo zagueiro Heinze deu a impressão de que os Hermanos iriam com tudo para cima. Após o gol, o time argentino se manteve no ataque e teve outras duas boas chances. Lionel Messi, o grande astro da equipe, procurava criar espaços para deixar os companheiros em condições de marcar.

No lado nigeriano, apenas muito esforço. Quando tinha a bola, o time africano até chegava com perigo, mas não concluía a gol. O primeiro tempo acabou com a Argentina tocando a bola e Nigéria observando.

Na segunda etapa, os comandados de Maradona forçaram o jogo pelas pontas, com Messi armando mais de trás e Carlitos Tevez se movimentando bem pela esquerda. O ponto fraco do ataque era Higuain, que não rendia o mesmo que seus companheiros ofensivos. Messi continuava a fim de jogo e chutou duas bolas perigosas, com boas defesas do goleiro Enyeama.

A partida ficou um pouco mais aberta e a Nigéria teve boas oportunidades no contra-ataque. A maior dificuldade era a finalização. Com o espaço oferecido pela defesa argentina do lado direito, Obafemi Martins e Odemwigie atacavam com velocidade. Porém, na hora de fazer o gol, a finalização ficava a desejar.

Maradona percebeu a inoperância de Higuain na frente e colocou Diego Milito em campo, mas apenas aos 32 minutos da segunda etapa. Mesmo com pouco tempo, o atacante da Inter de Milão conseguiu fazer boas jogadas e mostrou bom entrosamento com Messi e Tevez. Em uma delas, Milito deixou o jogador do Barcelona na cara do gol, mas o goleiro nigeriano Enyeama fez ótima defesa. Com o passar do tempo, a Argentina prendeu a bola e esperou o apito final.

Vitória importante do time argentino, apesar das dificuldades. Porém, já é  um time mais organizado do que o aquele que disputou as eliminatórias. Além disso, Messi e Tevez se destacam no ataque e podem dar muitas alegrias à torcida. Já a Nigéria mostrou que dificilmente poderá chegar á próxima fase.

No próximo dia 17, a Argentina enfrenta a Coreia do Sul em Joanesburgo. E a Nigéria encara a Grécia em Bloemfontein.

Inglaterra 1 X 1 Estados Unidos

Inglaterra e Estados Unidos estrearam na Copa cercados sob a preocupação de um ataque terrorista. Felizmente, não houve nenhum incidente e os torcedores puderam acompanhar a partida no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo.

Dentro de campo, o gol de Steven Gerrard logo aos três minutos demonstrava a força da equipe da Fábio Capello. O English Team manteve o domínio de jogo até a metade do primeiro tempo, mas sem criar chances mais claras. Depois do susto, os Estados Unidos se posicionaram melhor e começaram a arriscar os primeiros ataques.

Trocando bons passes, os norte-americanos se aproximavam da área, especialmente pelo lado esquerdo. Donovan, o principal jogador, chutou uma perigosa bola de fora da área, assustando os súditos da rainha. E quando parecia que a Inglaterra levaria a vantagem para os vestiários, eis que Dempsey gira em cima de Gerrard e chuta de fora da área, sem muita força, o bravo Green se confunde e engole o primeiro frango da Copa 2010.

No segundo tempo, os ingleses partiram pra cima, mas sem muita inspiração. Lampard e Rooney, apagados até então, começaram a aparecer mais no jogo. Destaque também para o lateral Johnson, que buscava a linha de fundo com mais frequência. Nos Estados Unidos, a tática era se defender e apostar na velocidade dos contra ataques. E em um deles, Altidore quase virou, mas Green espalmou a bola na trave, salvando sua equipe.

O grandalhão Peter Crouch entrou no lugar no inócuo Heskey, para tentar o tradicional chuveirinho inglês na área. Mas nem a manjada jogada serviu e o empate permaneceu. O resultado não foi tão ruim, já que Eslovênia e Argélia estão no grupo C ao lado de ingleses e norte-americanos. E dificilmente estes países vão ficar de fora da próxima fase. Mas ambos precisam melhorar, especialmente a Inglaterra, de quem se espera um desempenho melhor.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Falta só um dia para o início da Copa e a hora não passa. São pouco mais de 24 horas que se arrastam tão devagar quanto uma tartaruga ou o carro do Rubinho. E a ansiedade aumenta a cada vinheta na TV, a cada olhada na Internet.

Neste intervalo, fico me perguntando por que gostamos tanto deste jogo. São 11 homens correndo atrás de uma bola, como objetivo de colocá-la numa baliza. E isso nos fascina como nenhum outro esporte!

Talvez este seja o segredo: um jogo simples, que pode ser praticado em qualquer lugar. Além disso, só ele tem tantas variações: futebol de botão, de praia, salão, society. Sem contar os derivados como Linha, Rebatida, três dentro três fora, bobinho e etc.

E a Copa serve para confirmar todo esse sentimento. Quem acompanha o futebol diariamente sabe que o Mundial é o auge. Depois de quatro anos assistindo até a Série B do campeonato alemão, chegou a hora de ver os maiores craques em campo.

Por isso, não vejo a hora da bola rolar na África do Sul. Foi durante uma Copa, a de 94, que descobri a paixão pelo futebol, não apenas pelo meu time e pela seleção brasileira. Foi num Mundial que vi grandes jogadores de outras equipes e aprendi a admirá-los e a gostar de vê-los jogar. Depois daquela Copa, percebi que esta paixão pelo esporte bretão me acompanharia por toda a vida.

Mesmo depois de entender que o futebol também é um negócio e, como é conduzido por seres humanos comuns, tem seu lado obscuro, não deixo de me emocionar com ele. Desta forma, estou muito contente por ter chegado a hora de assistir a mais uma Copa do Mundo.

Bem-vinda, Copa do Mundo da África do Sul 2010! Aqui vamos nós, mais uma vez, chorar, sorrir, nos emocionar, nos juntar para assistir as partidas. Estou me sentindo numa montanha-russa e agora está começando a descida. O show vai realmente começar!

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Kléber é um jogador muito bom. Brigador, raçudo, oportunista. Revelado pelo São Paulo, teve grande destaque no time do Palmeiras de 2008. O atleta se identificou com a torcida e caiu nas graças dos palmeirenses por sua dedicação e empenho durante as partidas, além da qualidade técnica.

Depois de dois anos, Kleber retorna ao Palestra com status de “salvador da pátria”. Embora ele mesmo já tenha dito que não é isso, o clube está utilizando a chegada do “Gladiador” para mostrar serviço a uma insatisfeita e preocupada torcida.

Está claro que a direção do clube quer encobrir os erros que tem cometido nos últimos tempos com a vinda do atacante. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu com grande expectativa de mudança e melhora no destino do Palmeiras. Mas sua inexperiência, somada a certo fanatismo de torcedor e brigas políticas intermináveis, causaram uma sucessão de erros.

A saída conturbada de Vanderlei Luxemburgo, a perda do título brasileiro quase ganho no ano passado e a saída do gerente de futebol Toninho Cecílio são alguns exemplos deste desequilíbrio que toma conta da direção alviverde. Isso sem contar o elenco fraco que não corresponde às tradições palmeirenses em campo.

A chegada de um jogador identificado com a torcida deve ser comemorada, mas não exaltada como a solução de todos os problemas. E nem deve servir para encobrir os erros do passado. O torcedor palmeirense, já há algum tempo muito atento aos males que rondam o clube nos últimos anos, deve ficar ligado e cobrar ainda mais empenho e trabalho sério de seus diretores.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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