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Archive for julho \28\-03:00 2009

Pessoal, primeiramente gostaria de agradecer aos comentários e ao apoio de sempre ao MFC. Aliás, preciso me explicar para vocês. Há 11 dias não atualizo o blog. O motivo por essa ausência é o meu TCC. Como a grande maioria sabe, estou no último ano da faculdade e a correria com o TCC aumentou muito nos últimos meses. Como tirei férias do trabalho por duas semanas, aproveitei para dar uma boa agilizada no trabalho e, por esse motivo, deixei o blog um pouco de lado. Peço desculpas aos meus assíduos leitores e peço um pouco de compreensão, já que ainda ficarei um pouco distante nas próximas semanas. Acredito e sei da importância do blog e dessa interação com vocês, mas no momento estou totalmente focado em meu trabalho de conclusão de curso. O meu futuro também depende desse trabalho. De qualquer forma, tentarei não ficar tão distante como nessa última semana, farei o possível. Afinal, já estava com saudades de escrever aqui.

O futebol realmente é mágico. Quando escrevi meu último post aqui, o planeta bola estava de um jeito e hoje, apenas 11 dias depois, muitas coisas já mudaram. No Brasil, Muricy Ramalho foi contratado pelo Palmeiras e depois da longa novela, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo novamente deu a ‘notícia’ pelo Twitter. Vanderlei Luxemburgo foi pela quarta vez para o Santos e, para variar, já criou polêmica. Como ele gosta de aparecer né? Precisava ter agido daquela maneira com o Roberto Brum? Enquanto isso, o contestado Tite continua no cargo no Internacional. O polêmico Leão já saiu do Sport e até o discreto Sérgio Guedes deixou o Santo André. Cuca, depois de colocar a cara a tapas e ser humilhado pela diretoria rubro-negra, enfim, pegou seu boné e saiu do Flamengo.

Jogadores também foram notícia nos últimos dias. O Corinthians iniciou um desmanche que ainda não tem prazo para terminar. André Santos e Cristian foram para o Fenerbahçe. Douglas foi vendido para o desconhecido Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos. A maior promessa corintiana da década saiu pelas portas do fundo. Lulinha foi emprestado por dez meses para o Estoril, de Portugal. Otacílio Neto foi para o Barueri. Wellington Saci para o Atlético-MG. Felipe, Elias e Chicão ainda podem sair. No meu último post aqui, o Corinthians estava na melhor das fases, mas o desmanche, a contusão de Ronaldo – ficará fora por pelo menos um mês – e, principalmente, a derrota para o Palmeiras, já mudaram o clima no Parque São Jorge.

Enquanto isso, Obina curte a boa fase. Chegou como piada no Palmeiras e bastaram os três gols contra o rival, para o atacante cair nas graças da torcida. Até quando esse amor durará? O Palmeiras subiu muito na tabela e já divide a liderança com o Galo. Será que Muricy conseguirá seu tetracampeonato nacional? Há 11 dias, o São Paulo vivia seu pior momento nos últimos seis ou sete anos. A crise instaurada depois da eliminação na Libertadores, aliada a demissão do treinador e ao péssimo futebol, deixavam os torcedores desacreditados. Com o dinamismo do futebol, isso já mudou um pouco. E agora, os mesmo torcedores, até em título já falam. Como pode acontecer isso? Ah, o Santos repatriou o volante Émerson, o mesmo que disputou duas Copas do Mundo pelo Brasil, em 1998 e 2006. Boa contratação. O Guarani perdeu a invencibilidade na série B do Brasileirão e vêm de três resultados ruins.

Fora do Estado de São Paulo, as coisas mudaram muito também. O mágico time do Internacional de dois meses atrás, já evaporou. Além de estar caindo na tabela, Tite parece ter perdido o comando do grupo. D’Alessandro e Taison viraram reservas. O primeiro, inclusive, está afastado por deficiência na parte física. Nilmar foi para o Villareal. O Atlético-MG perdeu em casa para o Goiás e já começaram as incertezas sobre a qualidade do elenco e, principalmente, do técnico Celso Roth. O Cruzeiro está tentando se reerguer depois da Libertadores e para isso contratou o lateral esquerdo Gilberto e o equatoriano Guerrón. O Vitória continua somando seus pontinhos e se mantém no G4. Fluminense, Náutico, Sport, Botafogo e Atlético-PR estão ainda mais ameaçados e demonstram não terem forças para saírem da parte debaixo da tabela.

No exterior, os milhões de euros continuam passando por cima da crise financeira. Samuel Eto’o deixou o Barcelona e foi para a Inter de Milão. O sueco Ibrahimovic fez o caminho inverso. Keirrison foi emprestado para o Benfica e deverá jogar a temporada inteira no futebol português. Os times europeus, diferente dos brasileiros, continuam fazendo suas pré-temporadas. Mesmo que os torneios disputados não valham nada, o treinamento é importante.

Resumindo, citei apenas as coisas que lembrei no momento, mas vocês já viram como o futebol é dinâmico né? Em pouco mais de uma semana, tudo pode mudar. Jogadores e treinadores trocam de clubes como trocam de roupas. O termo ‘crise’ no futebol não é uma coisa para ser levada tão a sério também. Hoje um time está em crise. Amanhã não está mais e vice-versa. Como é fantástico esse Planeta Bola. Mesmo com tantas coisas erradas, consigo me apaixonar cada vez mais pelo esporte.

Um grande abraço a todos!
Continuem sempre acessando o MFC.
Até logo!

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Borges foi bem marcado e o São Paulo continua em crise

O Galo não precisou se esforçar muito para voltar à liderança do Campeonato Brasileiro e vencer o São Paulo por 2X0. Com um time bem postado dentro de campo, o Atlético-MG começou o jogo pressionando o Tricolor e logo no primeiro minuto da partida, o atacante Diego Tardelli aproveitou o vacilo de Miranda e abriu o placar. Os 54.214 atleticanos que foram ao Mineirão explodiram.

O São Paulo, totalmente apático dentro de campo, não demonstrava forças para buscar o empate. Erros de passes, posicionamento confuso, laterais que não marcam e não apóiam, zagueiros inseguros e volantes lentos. Enquanto isso, o Galo que nada tem a ver com a crise são paulina, foi dominando o jogo. A troca de passes envolvente dos homens de meio campo com os atacantes resultou em pelo menos quatro oportunidades claras de gol. Diego Tardelli poderia ampliar o placar após cruzamento da esquerda, mas o atacante cabeceou para fora.

O tempo foi passando e os mineiros tiraram o pé do acelerador, mas não perderam o domínio da partida. O Tricolor até melhorou um pouco nos últimos minutos da primeira etapa e, enfim, conseguiu finalizar uma jogada. Primeiro, aos 36 minutos, Dagoberto arriscou de fora da área e a bola passou por cima do gol. Depois, Júnior César avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. A zaga atleticana furou e Aranha salvou o gol que seria o empate do São Paulo.

Na segunda etapa, o São Paulo voltou buscando mais o jogo, mas o esquema montado pelo técnico Celso Roth, com três zagueiros, anulou Dagoberto e Borges no jogo. E logo aos sete minutos do segundo tempo, o Atlético-MG ampliou a vantagem. O volante Serginho tabelou com Diego Tardelli, invadiu a área e na cara de Denis marcou o segundo gol. Foi tudo que a equipe mineira desejava. Os gols nos começos das duas etapas deram tranquilidade ao time e acabaram com as esperanças são paulinas de reação no jogo.

O jogo acabou com a torcida atleticana gritando ‘olé’ enquanto os jogadores do Galo colocaram os do São Paulo na roda e tocaram a bola até o final. Com a vitória, o Atlético-MG chegou aos 24 pontos e retomou a liderança do Brasileirão-09. O São Paulo, estacionado nos 11 pontos, namora com a zona do rebaixamento e terminou a 11ª rodada na péssima 15ª colocação. Enquanto o Galo sobra, o São Paulo não consegue reagir. A má fase e a falta de reação da equipe paulista já é preocupante. Ricardo Gomes não consegue encontrar um padrão tático ideal, a consistência de outrora acabou e fica nítido que os jogadores estão abatidos e desunidos.

Na próxima rodada, o Atlético-MG irá até a Bahia e jogará contra o Vitória, 4º colocado no campeonato. O São Paulo recebe o Santos, no Morumbi, e fará o clássico dos times em crise.

E você torcedor, acha que o Atlético-MG conseguirá manter o mesmo ritmo até o final do Brasileirão-09? E o São Paulo, conseguirá se recuperar? O que deve ser mudado no Tricolor? Opine!

Nota: Publicada também no site FutNet.

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La Brujita: Verón liderou Estudiantes no título da Libertadores-09

Foi sofrido. Foi heróico. Foi histórico. Foi do jeito mais argentino de ser. Na raça, na garra, na determinação. Com um Mineirão abarrotado de cruzeirenses (64.800 torcedores)  esperançosos pelo possível tricampeonato da Taça Libertadores da América, o Estudiantes jogou como um time vencedor durante toda a partida e venceu o Cruzeiro de virada por 2X1. A vitória significou o quarto título dos argentinos na competição sul-americana e acabou com um jejum de 38 anos.

Depois de um empate suado na Argentina, com méritos totais para a bela atuação do goleiro Fábio, o Cruzeiro acreditava que poderia resolver as coisas na partida de volta. E, de fato, não estava errado. Após as indiscutíveis vitórias contra São Paulo e Grêmio nas fases anteriores, a equipe mineira se fortaleceu e com o bom grupo formado pelo técnico Adílson Batista, com toda certeza o título poderia ficar na Toca da Raposa.

Mas o futebol está aí para nos provar sua mágica todos os dias. De todo o elenco cruzeirense que chegou à decisão, apenas o lateral esquerdo Sorín já havia conquistado o torneio mais importante das Américas. O restante do grupo, muito jovem, se desesperou muito cedo e com a pressão elevada, digna de uma decisão de Libertadores, sentiram o baque e não conseguiram demonstrar o futebol apresentado nos últimos jogos. Os jogadores mais importantes do elenco estiveram sumidos na partida. Ramires, Wagner e Kléber não souberam se desvencilhar da catimba argentina, demonstrando a falta de experiência em jogos desse tipo. Enquanto isso, o Estudiantes foi levando o jogo, catimbando e, acima de tudo, mostrando a apurada técnica argentina de sempre. Um time orquestrado pelo maestro Verón, que comandou, instruiu e falou com seus companheiros durante todo o jogo, como um técnico dentro de campo.

Aos poucos a pressão da torcida cruzeirense desapareceu e o silêncio tomou conta do Mineirão. O time sentia isso dentro de campo. O gol não saía e o Cruzeiro não conseguia criar chances reais para abrir o placar. O jogo foi para o intervalo e Adílson Batista sabia da importância de abrir o placar na segunda etapa para acalmar os ânimos do time, da torcida e do próprio adversário. E isso realmente aconteceu. O Cruzeiro voltou diferente no segundo tempo, com mais vontade nas jogadas e começou a marcar sob pressão a saída de bola do Estudiantes. Logo, aos seis minutos, Henrique arriscou um chute forte de fora da área, a bola desviou no zagueiro Desábato e traiu o goleiro Andújar. 1X0 no placar, festa no Mineirão e o sonho do tricampeonato mais próximo. Mas ainda faltavam 40 minutos para o final da partida e nunca é bom dar equipes argentinas como derrotadas antes da hora.

E não deu outra. O Estudiantes não se abalou com o gol. Ergueu a cabeça, saiu para o jogo e não se deu como batido. A batuta do mestre Juan Sebástian Verón apareceu aos 12 minutos. Verón deu uma linda invertida no jogo e a bola chegou aos pés de Cellay. O lateral direito cruzou a bola para a área, o atacante Fernández escorou e empatou o jogo. Um duro golpe na jovem equipe cruzeirense que precisaria sair novamente para o jogo em busca do segundo gol. O Estudiantes, por sua vez, sentiu que era o momento e passou a dominar a partida. O toque de bola quase perfeito dos argentinos envolviam os brasileiros e aos 27 minutos o Mineirão se calou novamente. Verón, sempre ele, bateu escanteio da direita e o atacante Boselli subiu mais que a zaga mineira para virar a partida. Foi o oitavo gol de Boselli na competição e o gol que, além de valer o título para o Estudiantes, o consagrou como artilheiro da Libertadores-09.

Desesperado, o Cruzeiro não teve forças para reagir. Thiago Ribeiro teve as duas chances finais. Na primeira oportunidade o goleiro Andújar contou com a sorte e a bola explodiu no travessão. Na segunda chance, o atacante isolou a bola na frente da meta argentina. De qualquer forma, o Cruzeiro demonstrou ter um bom time, mas que visivelmente precisa conquistar maturidade. Não é a hora e nem a ocasião para se achar culpados. Mas acho que o treinador Adilson Batista poderia ter mexido na equipe no intervalo. O meia Wagner pouco apareceu no jogo e na saída, ao término do primeiro tempo, revelou que estava machucado. Adilson deveria ter voltado com Athirson em seu lugar. Quando a troca foi efetuada, aos 25 minutos, já era tarde. Fora isso, nada de errado. Diretoria e comissão técnica trabalharam muito bem. Fábio e Kléber foram os grandes destaques cruzeirenses na competição e, inclusive, ambos merecem serem testados na Seleção Brasileira. Ramires, mesmo não jogando bem na decisão, já mostrou sua capacidade e tem uma carreira inteira pela frente. Os três são jovens e se continuarem na mesma caminhada nos próximos anos, continuarão provando pelos gramados do mundo a capacidade demonstrada com a camisa Celeste.

Ao Estudiantes, qualquer elogio é pouco. Um time comum, mas com um jogador totalmente diferenciado na liderança. Verón, revelado pelo clube Pincharrata em 1993, desfilou sua habilidade na Europa e conforme havia prometido, voltou para seu clube de coração para fazer história. La Brujita comandou a equipe e mesmo sem as totais condições físicas, mostrou seu talento. E outro fato que deve ser ressaltado é um caso inédito no futebol mundial. Verón liderou a conquista do quarto título, enquanto seu pai, Juan Ramón Verón, no final dos anos 60, fez história e liderou o Estudiantes nas conquistas de 1968, 1969 e 1970. Pai e filho são os maiores ídolos do clube.

Um título totalmente merecido e que, mais uma vez, evidenciou a determinação como maior virtude de equipes argentinas. No quesito seleções o Brasil não pode e não deve ser comparado aos hermanos. Já quando o assunto são os clubes, não restam dúvidas. Nos 50 anos em que a Libertadores foi disputada, em 12 vezes brasileiros e argentinos disputaram a final. Com o título do Estudiantes, a Argentina soma nove conquistas contra apenas três do Brasil. Parabéns ao Estudiantes de La Plata, aos jogadores e a toda comissão técnica.  

E você torcedor, o que achou do título argentino? Concorda que o Estudiantes não foi brilhante, mas a eficiência foi determinante para a conquista? Opine!

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Em má fase no São Paulo, Hernanes pode se transferir para o Milan

O ano de 2008 foi mágico na carreira de Hernanes. Além de deixar de ser considerado uma promessa e se tornar realidade no futebol nacional, o volante foi campeão do Campeonato Brasileiro e ainda foi eleito o melhor jogador da competição. Após um ano brilhante, Hernanes acreditava que 2009 seria melhor ainda.

Mas o desejo do jogador ainda não se concretizou. O primeiro semestre não foi nada bom para o São Paulo e, principalmente, para Hernanes. As eliminações no Campeonato Paulista e na Taça Libertadores da América e a má campanha no Brasileirão-09 custaram a titularidade do jogador e acenderam o sinal de alerta na diretoria do clube. Mas mesmo com essa situação atípica para o Tricolor nos últimos anos e a má fase do volante, Hernanes ainda tem mercado na Europa.

Segundo o site italiano Mediaset, alguns dirigentes do Milan estão no Brasil para contratar Hernanes. Em tempos de crise, a proposta é tentadora. A informação é que o São Paulo receberia € 20 milhões (cerca de R$ 55 milhões) caso a negociação se concretize. A diretoria rossonera quer contar com o atleta já em agosto e Hernanes chegaria para substituir o experiente volante Andrea Pirlo, que possivelmente será negociado com o Chelsea.

Vale lembrar que no ano passado o São Paulo recusou € 13 milhões oferecidos pelo Barcelona e ainda aumentou a multa rescisória do atleta para € 40 milhões. Nos próximos dias saberemos se Hernanes irá ou não para o Milan. Enquanto isso, o camisa 10 são paulino continua frequentando o banco de reservas e não consegue encontrar o futebol apresentado na última temporada.

Veja a notícia publicada pelo site Mediaset (em italiano): Milan: Pirlo va, Hernanes arriva

E você torcedor, acha que a má fase vivida pelo volante é passageira?  A diretoria são paulina deve aceitar a proposta do Milan? Caso a negociação se concretize, Hernanes terá sucesso na Itália? Opine!

Nota: Publicada também no site FutNet.

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D' Alessandro: suspenso por dois meses

O Internacional tomou mais um duro golpe. Depois de perder a final da Copa do Brasil para o Corinthians e a Recopa Sul-Americana para a LDU, o Colorado não poderá contar com um de seus principais jogadores pelos próximos dois meses. O argentino D’Alessandro não imaginava a pesada punição que receberia depois de ser expulso e causar um ridículo tumulto no jogo decisivo da Copa do Brasil, duas semanas atrás.

Em julgamento realizado na noite desta segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por unanimidade de votos, suspendeu o jogador do Inter até o dia 12 de setembro. O meia foi denunciado duplamente no artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que se refere à agressão física.

Na ocasião, ainda dentro de campo, D’Alessandro afirmou que partiu para cima do zagueiro Willian, do Corinthians, para forçar a expulsão do capitão alvinegro e que, caso quisesse agredi-lo, teria feito. Uma atitude lamentável que evidencia o despreparo psicológico do atleta argentino. Nada justifica seus atos impensados. Um atleta de futebol precisa ser orientado que perder faz parte do jogo e, principalmente, que saber perder é uma atitude honrosa. Muito justa a punição imposta pelo STJD. Espero que com esse gancho, D’Alessandro aprenda a se portar como um atleta dentro de campo.

E você torcedor, o que achou da pena imposta pelo STJD ao jogador? Foi muito severa? Ou são necessárias punições como essa para alertar os atletas? Opine! 

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Mancini, Bittencourt e Parreira: demitidos após a 10ª rodada

Ano a ano a rotineira mudança de treinadores no futebol brasileiro aumenta consideravelmente. No Campeonato Brasileiro de 2009, em apenas dez rodadas disputadas, nada menos do que oito clubes já trocaram seus comandantes. Destaque para o Náutico, que somente nesse período, já está com seu terceiro treinador diferente.

Atlético-PR (Waldemar Lemos no lugar de Geninho), Fluminense (Vinicius Eutrópio ‘interino’ no lugar de Carlos Alberto Parreira), Grêmio (Paulo Autuori no lugar do ‘interino’ Marcelo Rospide), Náutico (Márcio Bittencourt no lugar de Waldemar Lemos e Geninho no lugar de Márcio Bittencourt), Palmeiras (Jorginho ‘interino’ no lugar de Vanderlei Luxemburgo), São Paulo (Ricardo Gomes no lugar de Muricy Ramalho) e Sport (Leão no lugar de Nelsinho Baptista) são os times que deram início a dança dos técnicos no Brasileirão-09. Isso sem contar o Santos, que demitiu Vagner Mancini e ainda não definiu seu substituto. Vale ressaltar que desses oito clubes que mudaram a comissão técnica, somente o Palmeiras figura entre os quatro primeiros do campeonato. Alguma coincidência?

A 10ª rodada foi determinante para o aumento desses números. O Náutico foi goleado pelo Palmeiras em São Paulo e Márcio Bittencourt foi demitido. A diretoria do Timbu agiu rapidamente e confirmou  Geninho como o terceiro técnico do clube na competição. A goleada sofrida pelo Santos na Bahia custou o cargo de Vagner Mancini. As desavenças no grupo e sina de procurar o ‘cagueta’ dentro do clube contribuíram para a demissão. E o experiente Carlos Alberto Parreira foi o outro treinador demitido nessa rodada. A derrota para o Santo André no Rio de Janeiro, a horrível 18ª colocação e a pressão da torcida do Fluminense tornaram a situação insustentável.

O problema dessa constante troca de treinadores é maior do que os dirigentes imaginam. Assim como em todas as profissões, existem profissionais mais e menos capacitados. Mas como diz o ditado futebolístico: “Futebol é resultado”, e esse realmente é o pensamento da grande parte dos cartolas. A bomba sempre estoura nas mãos dos treinadores, mas os dirigentes se esquecem de avaliar um fator muito importante antes das demissões. Os elencos fracos que eles mesmos deram para os treinadores fazerem milagres. Não estou defendendo a categoria dos treinadores de futebol, mas isso fica cada vez mais implícito. E a mudança constante não soma nada na evolução de uma equipe, ao contrário do que os cartolas pensam.

Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo estão disponíveis no mercado e figuram como ‘a bola da vez’. Possivelmente ainda treinarão alguma equipe nesse Campeonato Brasileiro. Resta deixar as especulações de lado e saber qual será o paradeiro deles. Vagner Mancini corre por fora, mas é um nome que agrada a grande maioria dos dirigentes. Vamos esperar os próximos capítulos e, obviamente, as próximas demissões.

E você torcedor, o que pensa sobre o ritmo acelerado de demissões de treinadores no futebol brasileiro? É a melhor opção?  Ou só atrapalha o planejamento das equipes? Opine!

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Rogério Ceni em fase de recuperação

Ele é um mito para a torcida tricolor. Considerado por muitos como o maior ídolo da história do São Paulo, Rogério Ceni é tão poderoso dentro do clube que até nas questões da diretoria ele interfere e opina. É, sem dúvida nenhuma, o jogador mais respeitado e o único com poder de decisão na alta cúpula são paulina. Nos 19 anos de São Paulo, o dia 13 de abril ficará marcado para sempre para Rogério Ceni. Mas diferente de suas conquistas, o capitão lembrará negativamente dessa data.

Em mais um de seus inúmeros treinos com a camisa do Tricolor, Rogério Ceni sofreu a sua maior e única séria contusão na carreira. O problema foi uma grave fratura no tornozelo esquerdo, o que o custou uma cirurgia e um longo período fora dos gramados. Conhecido por sua força de vontade e seriedade no trabalho, o goleiro está surpreendendo os médicos e possivelmente voltará aos gramados no começo do próximo mês. E qual é a novidade de tudo isso? A novidade é um sinal alarmante que ronda o Morumbi. A ausência do capitão e maior líder da equipe deu início a uma crise que há muito tempo não se via no Tricolor.

Realmente o ano de 2009 não vinha sendo bom para Rogério Ceni. Falhas e pequenas contusões marcaram o começo do ano. Querendo ou não, isso abalou o grupo no primeiro trimestre e não fez os jogadores renderem o esperado. O futebol feio e sem garra foram fatores determinantes para o insucesso no início da temporada. Alguma relação com a instabilidade do líder? É bem provável que sim. E depois de seu afastamento dos gramados, as coisas pioraram radicalmente. O São Paulo foi eliminado do Paulistão e da Libertadores dentro do Morumbi. Perdeu para os rivais Corinthians e Cruzeiro sem a gana da vitória, costumeira nos últimos quatro anos. Apático dentro de campo e com inúmeras discórdias dentro do elenco, nem o técnico Muricy Ramalho conseguiu mudar esse panorama e foi demitido.

Mas o que Rogério Ceni tem a ver com isso? Claro que ele não é culpado da má fase e de um time desorganizado e sem espírito. Mas sua ausência comprometeu e muito para que essa situação piorasse. Pode parecer bobagem, mas um jogador experiente, que instrui os mais jovens e é respeitado pelos mais velhos, com mais liderança dentro de campo até mesmo que o treinador, faz falta. Caso Rogério estivesse atuante nas concentrações e treinamentos e, principalmente, dentro das quatro linhas, possivelmente as intrigas entre os atacantes e Muricy não teria ocorrido. Independente se estivesse jogando bem ou mal. Não estou dizendo que o São Paulo não seria eliminado das duas competições, mas pelo menos teria mais vontade e sairia derrotado de cabeça erguida, como prega o capitão são paulino.

Mas não é isso que está acontecendo. Os jogadores não se entendem dentro de campo. Parece que um terremoto devastou a qualidade, a tática e a técnica do time. Creio que o efeito Rogério Ceni seja a mais pura realidade. Seja uma ‘explicação’ para uma equipe desfigurada e sem poder de reação. Ainda faltam muitas rodadas para o final do Brasileirão e com toda certeza o São Paulo pode reagir. Mas creio que isso só acontecerá depois do retorno do goleiro-artilheiro. Ricardo Gomes deve estar muito preocupado com o que viu nas duas primeiras partidas no comando. O treinador precisará trabalhar muito para resgatar a confiança de jogadores como Hernanes e Jorge Wagner. Rogério será um aliado nessa empreitada. Por enquanto, não há perspectivas de melhora. O futebol não encaixa e o capitão faz falta, muita falta. Resta saber o que será do São Paulo daqui dois anos, quando Rogério Ceni possivelmente se aposentará e não poderá vivenciar o dia-a-dia do clube para unir o grupo e exercer sua liderança perante seus companheiros. O São Paulo que já vá ficando menos dependente de seu ídolo.

E você torcedor, o que pensa sobre esse assunto? Rogério Ceni realmente faz falta no grupo são paulino? Ou isso soa como ‘desculpa’ pela má fase da equipe? Qual a importância do goleiro na equipe? Opine!

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Pedrão

Nos 20 anos de existência, o Barueri pode ser aclamado como um time vencedor devido a sua ascensão meteórica. O clube profissionalizou o futebol somente em 2001 e, de lá para cá, foi subindo de divisão ano a ano e atualmente está na elite do futebol nacional e estadual. Mas quem é um dos principais responsáveis por esse sucesso? A resposta é fácil e óbvia: Pedrão.

Batizado como Christiano e conhecido no futebol como Pedrão, o atacante é o jogador que mais vestiu a camisa do Barueri. Foram 203 partidas e 123 gols marcados, sendo também o maior artilheiro da história do clube. Presente em todos os acessos do time e na conquista do Campeonato do Interior, em 2008, Pedrão está de malas prontas para o Oriente Médio. O destino é o desconhecido Al-Shabbab, dos Emirados Árabes Unidos e a principal virtude do atleta de 31 anos é a estabilidade financeira.

Com seu faro de gol, grandes clubes do futebol brasileiro se demonstraram interessados em seu futebol, mas Pedrão optou pelos petrodólares já pensando em sua aposentadoria. O artilheiro deixa o Barueri na 7ª posição do Campeonato Brasileiro e nas oito partidas disputadas, Pedrão marcou seis gols. A torcida da Abelha sentirá saudades do jogador, mas crê num retorno, o que também é a vontade do atleta. Boa sorte, Pedrão. 

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Fabinho, Wellington Paulista e Gerson Magrão comemoram gol cruzeirense

Porto Alegre viveu um clima de decisão a semana inteira. Inter e Grêmio, os dois principais times do Rio Grande do Sul, não conquistaram seus objetivos em situações idênticas. O Tricolor Gaúcho precisava vencer por dois gols de diferença para chegar à final da Taça Libertadores da América. E o Grêmio conseguiu fazer dois gols, mas também tomou dois do Cruzeiro e está eliminado da competição. A equipe mineira continua sua brilhante campanha em busca do tricampeonato sul-americano e fará a final contra o Estudiantes de La Plata.

Assim como seu rival, o maior temor do Grêmio era tomar gols dentro de casa. Para evitar esse risco, o técnico Paulo Autuori alertou seus atletas, que entenderam o recado. O Tricolor Gaúcho pressionou o Cruzeiro desde o primeiro minuto do jogo e teve pelo menos cinco chances de abrir o placar. Não conseguiu e o pior aconteceu. A equipe Celeste não levava nenhum perigo à meta de Victor, mas em dois lances, em dois minutos, selou a classificação para a final da Libertadores.

Aos 34 minutos, Kléber fez jus ao seu apelido de Gladiador e numa grande jogada deixou Wellington Paulista livre para abrir o marcador. O próprio Wellington Paulista, aos 36, fez seu segundo gol no jogo e acabou com as esperanças gremistas. Ao Grêmio restava lutar em busca de um milagre. E o copeiro time gaúcho não deixou de lutar e ainda conseguiu empatar o jogo no segundo tempo. Réver, aos 12 e Souza, aos 29, honraram a tradicional camisa gremista e assim como o rival Inter, perderam de cabeça erguida. Vale ressaltar o apoio maciço da torcida gremista. Mesmo com a desclassificação, os tricolores cantaram durante todo o jogo e fizeram uma linda festa. Emocionante para os amantes do futebol. 

Ontem rasguei elogios à equipe do Corinthians. Hoje é o Cruzeiro quem merece a exaltação. Adilson Batista já foi muito criticado pela torcida cruzeirense e mostra jogo a jogo que conseguiu encaixar seu time. Fábio demonstra muita segurança, Marquinhos Paraná é incansável e se doa pela equipe, Ramires é o maestro e Kléber se consolida como maior destaque dessa campanha. Inclusive, gostaria de vê-lo na Seleção Brasileira. Sua habilidade, sua raça e seu poder de decidir jogos seriam muito importantes ao Brasil. Espero que Dunga dê uma chance para o atacante mostrar suas qualidades com a camisa amarela.

O adversário na final será o tradicional Estudiantes de La Plata. O primeiro jogo será na Argentina na próxima quarta-feira e a partida final acontecerá no Mineirão, dia 15. O Cruzeiro disputará sua quarta decisão de Libertadores e, caso conquiste o título, igualará o número de conquistas do São Paulo. O tricampeonato é completamente possível e aponto a equipe Celeste como favorita na decisão. Depois de 12 anos, a parte azul das Minas Gerais está em festa e completamente confiante para mais uma conquista continental. 

O Cruzeiro é favorito na decisão da Libertadores? Kléber realmente é o grande destaque do time? O atacante merece uma chance na Seleção Brasileira? Opine!

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Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil

No primeiro dia do segundo semestre de 2009, o Corinthians já alcançou seu principal objetivo na temporada. Depois do título invicto no Campeonato Paulista, o Timão é o campeão da Copa do Brasil 2009 e está garantido na Taça Libertadores da América de 2010, ano do centenário alvinegro.

Mais uma vez o Corinthians demonstrou o tamanho de sua grandeza e de sua história. Sem se intimidar com a pressão do caldeirão colorado com mais de 50 mil torcedores, o alvinegro fez o que o Internacional mais temia. Antes dos 30 minutos do primeiro tempo já vencia o jogo por 2X0, em pleno Beira-Rio. Mesmo placar feito na partida de ida, no Pacaembu. O Colorado ainda conseguiu empatar o jogo, mas não foi suficiente. O Corinthians merecidamente conquistou mais uma vez o título da Copa do Brasil, assim como em 1995 e 2002.

A boa vantagem conquistada no primeiro jogo deu segurança para Mano Menezes e seus comandados nos últimos dias. O Inter não se abalou com a derrota em São Paulo e depositou todas as suas fichas na força da torcida colorada e, principalmente, nos retornos de seus principais jogadores (Nilmar e D’Alessandro). Mas como já havia dito e é evidente, o Corinthians conseguiu fazer uma coisa difícil no futebol atual. Montou um grupo e não apenas um time. A força do conjunto alvinegro superou as estrelas e o ótimo time gaúcho.

O Inter começou o jogo pressionando o Corinthians. A posse de bola era totalmente colorada, mas a equipe gaúcha não conseguiu abrir o placar nos minutos iniciais como desejava. E o grande diferencial do Timão nessa edição da Copa do Brasil foi fazer gols fora de casa e isso aconteceu novamente. Aos 20 minutos, o selecionável André Santos cruzou na área e Jorge Henrique subiu mais que o zagueiro Danny Morais para abrir o placar e calar o Gigante da Beira-Rio. Era tudo que Mano Menezes queria. Era tudo que Tite não queria.

E oito minutos depois o Corinthians fez o gol do título. André Santos avançou pela esquerda, saiu na cara de Lauro e encheu o pé para ampliar o placar. A segunda maior torcida do Brasil se emocionou em todos os cantos do país. O Inter desmoronou. A torcida sentiu o baque. A missão de fazer cinco gols e não tomar nenhum era praticamente impossível. E realmente foi. Mas o Colorado não deixou de lutar. Conseguiu se encontrar ainda no primeiro tempo e esbarrou novamente no paredão chamado Felipe. Aos 33 minutos, Nilmar teve a principal chance do Inter no primeiro tempo, mas Felipe operou outro milagre.

Para o segundo tempo o Inter voltou modificado. Alecsandro entrou no lugar de Glaydson e expressou o sentimento da torcida colorada. Disse que ao menos tentaria empatar o jogo, já que o título era improvável. E Alecsandro cumpriu com a sua palavra. Aos 25 e aos 29 minutos o atacante marcou dois gols, empatou o jogo e deu novo ânimo em busca de uma histórica vitória. Isso não aconteceu, mas o Inter perdeu de cabeça erguida e lutou até o final. Mas do outro lado o adversário fez a sua parte muito bem feita e impediu a reação colorada. Os tumultos, expulsões e os  muitos cartões amarelos que aconteceram na partida não valem ser ressaltados. Isso é uma coisa normal em uma final de campeonato entre duas equipes altamente capacitadas. A única coisa que vale lembrar é que não houve violência e o Inter não perdeu a cabeça. Para o bem do futebol e do espetáculo.

Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Cristian, Elias, Douglas, Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho formaram um grande time e fizeram do Corinthians um grande campeão. Tudo sob a batuta do técnico Mano Menezes. Felipe, que foi contestado no pior momento da história corintiana, foi o jogador mais importante dessa conquista. Suas defesas e seus milagres salvaram o Timão em várias partidas e deram a segurança necessária para a equipe conseguir as vitórias. André Santos e Ronaldo também se destacaram um pouco mais que os outros.

A vaga na Libertadores no ano do centenário era o grande desejo de todos os corintianos. E agora o planejamento será totalmente focado na competição sul-americana. Andrés Sanches terá muito trabalho para segurar seus jogadores, em especial o goleiro Felipe, o lateral esquerdo André Santos, os volantes Elias e Cristian e o atacante Dentinho. Os clubes europeus já estão de olho nos campeões da Copa do Brasil.

O Corinthians merece ser parabenizado. Pela conquista, pelos jogadores, pelo grupo e pelo retorno fulminante à elite do futebol nacional. O Timão realmente é fenomenal em 2009. E como a torcida entoa nas arquibancadas, definitivamente ‘o Coringão voltou’.

E você torcedor, concorda que o Corinthians é o melhor time do Brasil no momento? Quem foi o melhor jogador na campanha? Mano Menezes realmente teve um papel importante na conquista? Opine! 

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