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Posts Tagged ‘2010’

A Copa do Mundo é um fenômeno. Aqueles que gostam e acompanham diariamente futebol, esperam durante quatro (longos) anos até o próximo mundial. O tempo parece não passar. Sexta-feira começará um torneio especial. O primeiro no continente africano, a 19ª edição. O mundo ficará ligado no torneio entre as melhores seleções do planeta e até mesmo aqueles que não se ligam muito, quando chega essa época compram bandeiras, marcam encontros com os amigos para assistir aos jogos, etc.

Depois da introdução, vamos ao objetivo deste texto. Como um apaixonado por futebol, contarei aqui a história das ‘minhas’ Copas do Mundo. Como nasci nos primeiros dias do ano 1987, o primeiro mundial que esteve a minha alçada foi o de 1990, na Itália.

Com três anos, não me recordo de quase nada. Tudo que sei sobre a Copa que sagrou a Alemanha tricampeã do mundo, só sei por ler, assistir, ouvir e absorver todas as informações sobre aquele ano. Mas uma coisa deve ser ressaltada: tenho a vaga lembrança do jogo entre Brasil e Argentina, nas oitavas-de-final, quando nossos hermanos nos venceram por 1 a 0, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Mesmo muito novo, lembro-me desse dia, de ter assistido ao jogo com meu pai. Curioso, não?

Depois disso, a minha primeira Copa do Mundo foi a de 1994, nos EUA. Ali, eu já com sete anos, recordo-me de tudo, de todos os lances e, principalmente, das alegrias. Me preparei para o mundial, colecionei o álbum de figurinhas, desenhei em inúmeros papéis escalações e coisas relacionadas as equipes que jogaram àquela Copa.

Desde criança, sempre fui apaixonado por uma posição em especial: os goleiros. Meus primeiros ídolos foram ninguém menos que Zetti e Taffarel. Queria ser como eles quando crescesse. Me inspirava neles e achava maravilhoso vê-los atuar. O Zetti no São Paulo e o Taffarel na Seleção Brasileira. Na Copa de 1994, minha felicidade foi em dobro, já que ambos foram convocados para o mundial. E o melhor: Taffarel foi um dos principais destaques da conquista do tetracampeonato. Lembranças maravilhosas!

Quatro anos mais tarde era a vez da Copa do Mundo da França, em 1998. Já tinha 11 anos, meu leque de informações sobre jogadores e equipes aumentara consideralvemente em relação ao último mundial. Taffarel lá estava novamente e, para variar, não fez feio. Foi brilhante em vários momentos, mas especialmente nas semifinais contra a Holanda, quando pegou tudo nos 120 minutos e defendeu dois pênaltis, levando o Brasil para mais uma final! O desfecho todos sabem, mas o eterno camisa 1 não pôde fazer nada.

Essa Copa ficou marcada na minha lembrança pela alegria de ver Taffarel honrando a posição de goleiro e pela tristeza  da derrota. Um pré-adolescente como era na época, não entenderia jamais os fatores extra-campo que fizeram nossa seleção perder de forma tão contundente. Infelizmente!

Em 2002, o mundial de futebol chegou à Ásia. Aos 15 anos, no auge da adolêscencia, este blogueiro teve o prazer de acompanhar mais uma Copa do Mundo de cabo a rabo. Como não trabalhava ainda, passei madrugadas em claro assistindo a jogos e mais jogos. Uma emoção sem igual. As lembranças? As melhores possíveis, novamente. Taffarel havia envelhecido e a troca na meta era necessária. Quem substituiria um arqueiro tão acostumado com a camisa amarela? Marcos!

Mesmo em meio a protestos, Marcos chegou calado, trabalhou, trabalhou e… venceu! Já gostava do ‘Marcão’ desde dos idos de 1998 e mesmo não sendo palmeirense, torci muito por ele na Copa Libertadores de 1999. Não pelo time arquirival, mas por um goleiro ainda novo que se transformaria numa lenda anos mais tarde. Marcos foi fundamental  na conquista do pentacampeonato. Calou os críticos e voltou para o Brasil como campeão do mundo. Fantástico e inesquecível.

A Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, não me remete nada em especial. Se fosse o técnico brasileiro na época, colocaria Rogério Ceni como titular da equipe, já que o arqueiro tricolor vivia ótima fase naquele tempo. Isso é apenas uma observação, já que Dida em nada comprometeu, nada mesmo. Mas depois de tantas lambanças dos jogadores, da comissão técnica e dos dirigentes, a derrota para a França nas quartas-de-final não foi doída como a de 1998. Muito disso deveu-se ao fato de eu já ter 19 anos, ter ’vivido’ de tudo um pouco no futebol e saber ser coerente, não me enganar e saber apurar os fatos.

Bem, chegamos a 2010. Como já dito, será uma Copa do Mundo especial, em todos os aspectos. Nós, brasileiros, temos muitas coisas em comum com o povo africano e isso me fascina. Então, nada melhor do que a competição mais fascinante do planeta, ser disputada num continente maravilhoso e com uma natureza exuberante como a África. Mesmo não concordando em alguns aspectos com nosso treinador, confio na seleção e acho que a preparação mais organizada pode ser positiva. É óbvio que isso não nos garantirá o hexacampeonato, mas já é um bom começo.

Como vocês devem ter percebido, sou apaixonado pela genialidade, frieza e elasticidade dos goleiros. Dos nossos jogadores atuais, gosto bastante do Luís Fabiano, Nilmar, Daniel Alves e Juan. Mas o meu ídolo do momento é Júlio César. O melhor goleiro do mundo e nossa segurança lá atrás. Confio no nosso arqueiro e da mesma forma que Zetti (mesmo sem ter jogado uma partida sequer de Copa do Mundo), Taffarel e Marcos ganharam minha idolatria e através de suas conquistas se transformaram em ídolos eternos, gostaria muito que Júlio César tivesse o mesmo caminho. Para a minha felicidade e para todos os brasileiros.

Todas as ‘minhas’ histórias das Copas do Mundo, todo o fanatismo, paixão e reconhecimento, foram contemplados no ano passado, em 2009. Em questão de dois meses, tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente Zetti, Taffarel, Marcos e Júlio César. Momentos inesquecíveis, únicos e que para sempre estarão guardados na minha lembrança.

Conte você também suas histórias das Copas do Mundo. Compartilhe conosco suas lembranças e aquilo que marcou sua vida nos mundiais. Comente!

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Por: Erik Rodrigues*

Este texto é  um desabafo, pois espero um dia ter a chance de assistir a uma Copa do Mundo ao vivo. Fico feliz por aqueles que podem fazê-lo, mas que a Copa é um evento para muitos que não merecem, isso é.

Deixa-me explicar melhor. O público que acompanha o mundial, é claro, é bem maior do que os que são verdadeiros fãs de futebol. Como se trata da maior competição esportiva do mundo, mesmo aqueles que não se importam assistem o torneio.

No entanto, você, eu e seus amigos, que assistimos até a Série A-3 na Rede Vida não vamos para a Copa. E por quê? Porque é um evento cujos ingressos são mais caros do que os campeonatos comuns. Com isso, ele serve como plataforma de relacionamento para muitas empresas.

Desta forma, muitas pessoas são convidadas a assistir um jogo, pois são importantes para estas companhias. E a maioria delas não se importa muito com o futebol. Tenho exemplos de brasileiros que vão para a África do Sul e nem sabem quem ganhou o mundial de 2006.

Por isso, queria sugerir que Deus escolhesse quem merece ir para a Copa do Mundo. Ele deveria distribuir os ingressos, de acordo com o grau de envolvimento de cada um com o esporte nos últimos quatro anos. Ele deveria levar em conta quantas vezes ficamos na fila por um ingresso, quantas vezes choramos ao lembrar de uma conquista do passado, quantas vezes dói ver a seleção de 82 eliminada. Quantas vezes torcemos para que a bola entre na jogada em que Pelé dribla o goleiro do Uruguai sem tocar na bola, na semifinal de 1970.

Após todas estas considerações, que nosso Pai supremo distribuiria os ingressos para quem realmente merece.

Ainda bem que Deus não está lendo este texto, pois com certeza têm coisas mais importantes pra fazer…

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

A grande Final da UEFA Champions League aconteceu no dia 22 de maio. Mais uma vez, foi uma festa belíssima e uma lição de marketing para os organizadores do futebol nacional e latino-americano.

Pra começar, durante a semana, mini-eventos com ex-jogadores aconteceram em Madri. Em um deles, simplesmente Zinedine Zidane esteve presente, ministrando aulas para crianças. Uma coisa simples que já atrai a atenção da mídia e do público para o local do jogo.

No dia da partida, o Santiago Bernabéu estava lotado, com 75.000 pessoas.  Uma cerimônia de abertura, com música típica e dançarinas espanholas, embelezou ainda mais o gramado. Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de produtos destinados à final, como cachecóis e camisas com a data da partida.

O que pretendo mostrar aqui é como o marketing esportivo pode ir além do patrocínio nas camisas dos times. Quando uma entidade pensa no benefício do evento e dos clubes, pode transformar um jogo importante em um evento altamente diferenciado.

A grande virada na UEFA Champions League aconteceu em 1992, quando o formato da competição mudou e a final passou a ser em jogo único. Com isso, cada ano uma cidade diferente sedia a partida, criando enorme expectativa nos clubes participantes. O famoso hino da Champions também surgiu neste ano e se tornou um símbolo do mais importante campeonato de clubes do mundo. Quem não se arrepia ao ouvir aquela ópera antes do jogo, hein?

É claro que este formato de final única não funcionaria na América Latina, até porque as torcidas não têm condições de se locomover do Brasil até o Equador, por exemplo. No entanto, ficam as lições de como é possível aproveitar um momento especial de um campeonato para torná-lo inesquecível para torcedores e amantes do futebol. E ainda lucrar um bom dinheiro com isso. Nesse caso, o jogo de futebol é apenas mais um atrativo.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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O Flamengo se transformou numa bagunça geral. Depois de conquistar o título brasileiro de 2009, as coisas vão piorando dia-a-dia. Para falar a verdade, desde o ano passado a situação já era preocupante. Depois de repatriar o ídolo Adriano, a diretoria rubro-negra sabia o risco que estava correndo. Para contar com um jogador de nível europeu e de Seleção Brasileira, a alta cúpula flamenguista abriu mão do profissionalismo. Foi acordado que Adriano poderia faltar a treinos, chegar atrasado para resolver ‘questões particulares’ e até mesmo ter o privilégio de ser titular mesmo quando não rendesse o esperado, física e taticamente.

O ano de 2010 começou, Vágner Love chegou fazendo juras de amor ao clube, o técnico Andrade renovou seu contrato e a base campeã brasileira foi mantida. Tudo para buscar o tetracampeonato carioca, o bicampeonato brasileiro e, principalmente, a Copa Libertadores da América.

Aos poucos, o projeto maravilhoso começou a fracassar. Adriano, incontrolável nas noitadas e bebidas, continuou dando os mesmos trabalhos dos tempos de Internazionale e São Paulo. E o pior, os companheiros de equipe passaram a acompanhá-lo nas empreitadas noturnas. No caso mais famoso da falta de profissionalismo, a favela da Chatuba, na zona norte do Rio de Janeiro, foi o cenário. Vários jogadores do Flamengo, liderados pelo Imperador, subiram o morro para curtirem um baile funk. O final da história todos sabem. Jogadores tentando se defender publicamente, dirigentes submissos e o atacante flamenguista sumido por vários dias.

Dias depois, mais casos foram surgindo. O goleiro Bruno, em mais uma de suas frases infelizes, disse em entrevista que bater em mulher é algo normal, corriqueiro. Vágner Love foi visto sendo escoltado por traficantes procurados pela polícia em um morro carioca e depois precisou até se explicar na delegacia. Adriano, de novo, se meteu em encrenca ao descobrirem que o atacante comprou duas motos e repassou-as para um traficante amigo e para a mãe dele, que nem carteira de motorista tinha. Confusões e mais confusões. Todas amparadas pelos dirigentes rubro-negros.

E os reflexos dessa zona generalizada começaram a aparecer em campo. Primeiro o Flamengo conseguiu perder o fraco Campeonato Carioca para o limitado time do Botafogo. Na Libertadores, a situação também é delicada. Ontem venceu o Caracas por 3 a 2 no Maracanã e não depende apenas de suas forças para avançar às oitavas de final do torneio continental. Hoje à noite torcerá por uma combinação de resultados para obter a vaga, diga-se de passagem, como pior segundo colocado. Se conseguir a classificação, não terá vida fácil. Pegará o melhor time da primeira fase, possivelmente o Corinthians, decidindo o segundo jogo na casa do adversário.

Enquanto isso, o irreverente dirigente Marcos Braz, todos os dias dá declarações de que o culpado por tudo isso é o técnico Andrade. Ídolo do clube nos 80, Andrade é desrespeitado e menosprezado pelos cartolas. E o pior, vê tudo isso e continua calado.

Os culpados dessa zona rubro-negra são os dirigentes, inclua-se até mesmo a presidente Patrícia Amorim, por questões claras. A alta cúpula da Gávea sabia desde o início dos riscos de se ter um time com jogadores descompromissados e que se metem em confusões a todo instante. Eles bancaram e liberaram tudo isso. Só que agora estão sentindo na pele o peso disso tudo. A torcida está revoltada. E no futebol, quando isso acontece, é preciso achar culpados. A bola da vez é Andrade. É mais fácil colocar a culpa num técnico com menos experiência e que tem pinta de um cara bacana. Tão bacana ao ponto até de deixar o melhor jogador do Flamengo no banco de reservas por ter se desentendido com Marcos Braz. Petkovic é, de longe, mesmo com 37 anos, o melhor jogador da equipe neste momento. Ontem, por exemplo, as coisas só não foram piores, pois ele entrou na segunda etapa.

Depois da bronca da torcida ontem, Marcos Braz já voltou a dar declarações. Enfatizou que até sexta-feira, no máximo, mudará o comando técnico da equipe. Andrade sabe que será demitido, mesmo se o Flamengo consiga a vaga nas oitavas de final da Libertadores. Para o seu lugar, os mais cotados são Celso Roth e até mesmo Joel Santana, atual técnico do Botafogo. Patrícia Amorim deveria demitir o Marcos Braz, manter o Andrade e deixar na equipe apenas jogadores compromissados e que tenham o mínimo de profissionalismo. Do jeito que está, resultados positivos serão cada vez mais escassos. E a culpa é do pobre Andrade.

Que zona! Que bagunça! Esse é o atual futebol do Flamengo. A filosofia do ‘Império do Amor’ tomou conta do grupo. E agora será difícil mudar o conceito. Uma pena!

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