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Posts Tagged ‘Marcos’

A Copa do Mundo é um fenômeno. Aqueles que gostam e acompanham diariamente futebol, esperam durante quatro (longos) anos até o próximo mundial. O tempo parece não passar. Sexta-feira começará um torneio especial. O primeiro no continente africano, a 19ª edição. O mundo ficará ligado no torneio entre as melhores seleções do planeta e até mesmo aqueles que não se ligam muito, quando chega essa época compram bandeiras, marcam encontros com os amigos para assistir aos jogos, etc.

Depois da introdução, vamos ao objetivo deste texto. Como um apaixonado por futebol, contarei aqui a história das ‘minhas’ Copas do Mundo. Como nasci nos primeiros dias do ano 1987, o primeiro mundial que esteve a minha alçada foi o de 1990, na Itália.

Com três anos, não me recordo de quase nada. Tudo que sei sobre a Copa que sagrou a Alemanha tricampeã do mundo, só sei por ler, assistir, ouvir e absorver todas as informações sobre aquele ano. Mas uma coisa deve ser ressaltada: tenho a vaga lembrança do jogo entre Brasil e Argentina, nas oitavas-de-final, quando nossos hermanos nos venceram por 1 a 0, com passe de Maradona e gol de Caniggia. Mesmo muito novo, lembro-me desse dia, de ter assistido ao jogo com meu pai. Curioso, não?

Depois disso, a minha primeira Copa do Mundo foi a de 1994, nos EUA. Ali, eu já com sete anos, recordo-me de tudo, de todos os lances e, principalmente, das alegrias. Me preparei para o mundial, colecionei o álbum de figurinhas, desenhei em inúmeros papéis escalações e coisas relacionadas as equipes que jogaram àquela Copa.

Desde criança, sempre fui apaixonado por uma posição em especial: os goleiros. Meus primeiros ídolos foram ninguém menos que Zetti e Taffarel. Queria ser como eles quando crescesse. Me inspirava neles e achava maravilhoso vê-los atuar. O Zetti no São Paulo e o Taffarel na Seleção Brasileira. Na Copa de 1994, minha felicidade foi em dobro, já que ambos foram convocados para o mundial. E o melhor: Taffarel foi um dos principais destaques da conquista do tetracampeonato. Lembranças maravilhosas!

Quatro anos mais tarde era a vez da Copa do Mundo da França, em 1998. Já tinha 11 anos, meu leque de informações sobre jogadores e equipes aumentara consideralvemente em relação ao último mundial. Taffarel lá estava novamente e, para variar, não fez feio. Foi brilhante em vários momentos, mas especialmente nas semifinais contra a Holanda, quando pegou tudo nos 120 minutos e defendeu dois pênaltis, levando o Brasil para mais uma final! O desfecho todos sabem, mas o eterno camisa 1 não pôde fazer nada.

Essa Copa ficou marcada na minha lembrança pela alegria de ver Taffarel honrando a posição de goleiro e pela tristeza  da derrota. Um pré-adolescente como era na época, não entenderia jamais os fatores extra-campo que fizeram nossa seleção perder de forma tão contundente. Infelizmente!

Em 2002, o mundial de futebol chegou à Ásia. Aos 15 anos, no auge da adolêscencia, este blogueiro teve o prazer de acompanhar mais uma Copa do Mundo de cabo a rabo. Como não trabalhava ainda, passei madrugadas em claro assistindo a jogos e mais jogos. Uma emoção sem igual. As lembranças? As melhores possíveis, novamente. Taffarel havia envelhecido e a troca na meta era necessária. Quem substituiria um arqueiro tão acostumado com a camisa amarela? Marcos!

Mesmo em meio a protestos, Marcos chegou calado, trabalhou, trabalhou e… venceu! Já gostava do ‘Marcão’ desde dos idos de 1998 e mesmo não sendo palmeirense, torci muito por ele na Copa Libertadores de 1999. Não pelo time arquirival, mas por um goleiro ainda novo que se transformaria numa lenda anos mais tarde. Marcos foi fundamental  na conquista do pentacampeonato. Calou os críticos e voltou para o Brasil como campeão do mundo. Fantástico e inesquecível.

A Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, não me remete nada em especial. Se fosse o técnico brasileiro na época, colocaria Rogério Ceni como titular da equipe, já que o arqueiro tricolor vivia ótima fase naquele tempo. Isso é apenas uma observação, já que Dida em nada comprometeu, nada mesmo. Mas depois de tantas lambanças dos jogadores, da comissão técnica e dos dirigentes, a derrota para a França nas quartas-de-final não foi doída como a de 1998. Muito disso deveu-se ao fato de eu já ter 19 anos, ter ’vivido’ de tudo um pouco no futebol e saber ser coerente, não me enganar e saber apurar os fatos.

Bem, chegamos a 2010. Como já dito, será uma Copa do Mundo especial, em todos os aspectos. Nós, brasileiros, temos muitas coisas em comum com o povo africano e isso me fascina. Então, nada melhor do que a competição mais fascinante do planeta, ser disputada num continente maravilhoso e com uma natureza exuberante como a África. Mesmo não concordando em alguns aspectos com nosso treinador, confio na seleção e acho que a preparação mais organizada pode ser positiva. É óbvio que isso não nos garantirá o hexacampeonato, mas já é um bom começo.

Como vocês devem ter percebido, sou apaixonado pela genialidade, frieza e elasticidade dos goleiros. Dos nossos jogadores atuais, gosto bastante do Luís Fabiano, Nilmar, Daniel Alves e Juan. Mas o meu ídolo do momento é Júlio César. O melhor goleiro do mundo e nossa segurança lá atrás. Confio no nosso arqueiro e da mesma forma que Zetti (mesmo sem ter jogado uma partida sequer de Copa do Mundo), Taffarel e Marcos ganharam minha idolatria e através de suas conquistas se transformaram em ídolos eternos, gostaria muito que Júlio César tivesse o mesmo caminho. Para a minha felicidade e para todos os brasileiros.

Todas as ‘minhas’ histórias das Copas do Mundo, todo o fanatismo, paixão e reconhecimento, foram contemplados no ano passado, em 2009. Em questão de dois meses, tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente Zetti, Taffarel, Marcos e Júlio César. Momentos inesquecíveis, únicos e que para sempre estarão guardados na minha lembrança.

Conte você também suas histórias das Copas do Mundo. Compartilhe conosco suas lembranças e aquilo que marcou sua vida nos mundiais. Comente!

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O Palmeiras continua vivendo dias de crise e os momentos turbulentos parecem não ter fim. Já perdi as contas de quantas vezes escrevi esse tipo de texto aqui no MFC nos últimos meses. Mas é impossível não relatar o novo capítulo ocorrido no começo desta semana pelos lados do Palestra Itália. A nova crise ocorreu depois do último jogo da equipe pelo Campeonato Brasileiro, em partida jogada no Rio de Janeiro contra o Vasco. Conforme veiculado, mesmo após apresentar um futebol melancólico, alguns jogadores do Palmeiras foram curtir noitadas na Cidade Maravilhosa e retornaram para a concentração muito depois da hora combinada e ainda acompanhado por mulheres. Os envolvidos até onde se sabe eram os atacantes Robert e Ewerthon, além do meia Marquinhos.

Com o atraso dos três, o treinador Antonio Carlos Zago cobrou uma postura decente dos atletas e chegou as vias de fato com Robert. Resultado? Ambos foram mandados embora do Verdão. Esse é apenas mais um exemplo da bagunça que se tornou a equipe paulista.

Quando o economista Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu a presidência alviverde, tudo levava a crer que dias melhores viriam. Além de ser uma pessoa esclarecida e inteligente, Belluzzo tinha o perfil que o torcedores palmeirenses queriam ver no comando do clube. Depois de anos de marasmo, queda para a segunda divisão e nenhum título conquistado, era a hora da mudança e da reformulação. Muita gente pensou dessa forma também quando ele foi eleito para comandar o clube no dia 26 de janeiro de 2009.

Um ano e meio depois, as coisas aconteceram totalmente diferente do imaginado. Neste período, o Palmeiras já teve quatro treinadores (Vanderlei Luxemburgo, Jorginho, Muricy Ramalho e Antonio Carlos Zago) e nada deu certo. Vagner Love e Diego Souza, os dois principais jogadores do elenco, pegaram as coisas e abandonaram o time.

Os resultados dentro de campo demonstram o tamanho da bagunça. Em 2009, eliminação no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América, vexame no Campeonato Brasileiro, torneio esse que o Palmeiras liderou por muito tempo e por crises internas conseguiu perder um título ganho. Nesse ano a sina continua a mesma. Campanha pífia no Paulistão e eliminação da Copa do Brasil para o Atlético-GO. O Campeonato Brasileiro já começou e nada foi feito para salvar o Verdão.

Com tantos exemplos de bagunças, crises, brigas e resultados ruins, é fácil chegar a conclusão de que a culpa disso tudo não é da comissão técnica desse ou daquele treinador. O problema está na direção do Palmeiras. Belluzzo parece não ter pulso firme para comandar um clube do tamanho e das tradições alviverdes. Enquanto jogador briga com técnico, outros abandonam o elenco e o presidente da principal patrocinadora diz que tem dó do atual elenco, o presidente palestrino vê tudo de braços cruzados. É preciso tomar atitudes, urgentemente.

Dia após dia o Palmeiras se torna um time menor. O pensamento de Belluzzo é contratar o vencedor Luis Felipe Scolari. Pode ser uma boa chance para mudar as coisas e partir para um rumo melhor. Entretanto, Felipão é um técnico de prestígio e que deve ter propostas de todos os cantos do mundo. Será que ele, vendo o jeito que as coisas estão no Palmeiras, aceitará assumir essa bronca? É pouco provável.

Mas o Palmeiras não pode depender de Felipão, de Belluzzo, de Diego Souza ou de Traffic. O clube tem uma história brilhante no futebol e por si só é um gigante. Os torcedores não merecem uma situação preocupante como esta vivida atualmente. E nesse grande circo alviverde, existe apenas um ‘palhaço’ que sofre: o goleiro Marcos.

Pobre Marcos…

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Por: Igor Souza *

Caros, palestrinos! Mais um jogo termina e de novo nosso Palmeiras foi eliminado de um campeonato que poderia vencer, afinal, Grêmio e Santos se matarão na semifinal e como a final da Copa do Brasil é só depois da Copa do Mundo, muita coisa poderia mudar.

Não sei, a impressão que me passou ao ver nossos jogadores batendo os pênaltis é que eles não se importam em perder, tamanha a displicência nas cobranças. Para azar deles, esqueceram de avisar o Marcos e mais uma vez presenciamos um legítimo palmeirense que torce, se esforça e tenta salvar o time defendendo três cobranças, infelizmente não o bastante diante de tanta incompetência.

Mas chega! Depois de hoje sou uma das vozes a levantar das arquibancadas, para propor um plebiscito e uma proposta que eu coletei depois de conversar com alguns ilustres amigos palmeirenses. Assim segue!

Vamos deixar como está e ninguém cobra nada de ninguém. Estilo o Vampeta quando jogou no Flamengo: a gente finge que torce e eles fingem que jogam. Só que essa possui algumas regras para não haver mais desavenças. Ninguém xinga, ninguém vaia, quando sair um gol a gente até comemora, mas não muito, afinal, não temos esperança que aquilo trará um titulo. Ao levarmos um gol fazemos cara de triste, mas depois vamos embora como se nada estivesse acontecido. Quando um jogador for substituído, batemos palma, independentemente da sua atuação e da sua vontade. Ele educadamente retribui, beija o símbolo e finge que liga para os torcedores. A comissão técnica e os dirigentes não cobram os torcedores para empurrar o time e também não cobram ingresso, quem quiser ir recebe na entrada um script do que pode e o que não pode fazer durante o jogo, como se estivemos num grande teatro da vida real: se você não atuar direito, não pode mais voltar.

Bem, ficam as irônicas propostas no ar, porque cada vez tenho menos prazer em ver jogos do meu próprio time. Sou obrigado a torcer contra os outros diante da mediocridade que tomou conta do Palestra Itália; de dirigentes retrógrados e oportunistas: se estou no poder e faço coisas erradas é culpa dos outros, se for oposição, não tenho culpa de nada, são eles que comandam o clube. Um time com conselheiros que enchem as numeradas para xingar os próprios jogadores do seu time, mas dentro do clube são cordeiros e instrumento barato para baixar a cabeça nas reuniões que poderiam mudar os rumos da nossa situação.

Um time sem expressão, sem raça e vontade de jogar. Jogadores com medo, preocupados com a Europa e em ganhar ‘trofeuzinho’ da televisão. Um lugar onde cargos são mais importantes que títulos, a modernidade passa longe e o futebol vem depois de conquistas pessoais. Um ambiente carregado por disputas de poder, de fofocas e gente fazendo campanha para ser o próximo presidente sem se dar conta que não adianta mudar as pessoas se não houver mudança na maneira de pensar do clube como um todo.

Aos ídolos que se foram por falta de pagamento, de paciência e negociações obscuras; a mim, a meus amigos, aos verdadeiros palmeirenses que pagam ingresso e não aqueles que ganham a entrada para depois bater palma ou vaiar conforme a dança das cadeiras, só nos resta torcer por dias melhores. Quando eles virão? Não sei, fica a pergunta para alguém lá de cima responder: até quando Palmeiras?

* Igor Souza é palmeirense fanático e vive há alguns anos na cidade de Round Rock, no estado norte-americano do Texas. Como leitor do MFC, Igor enviou esta carta ‘desabafo’ e o blogueiro, por achar interessante e condizente com o momento do Palmeiras, resolveu publicá-la com autorização do leitor.

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Sebastião Pereira é um brasileiro apaixonado pelo esporte.

Mais conhecido como Tião da Bandeira, esse torcedor se destaca por levar por todo o mundo uma bandeira brasileira embaixo dos braços com um objetivo: conseguir autógrafos de esportistas das mais variadas categorias, campeões olímpicos, campeões mundiais ou lendas do esporte.

Para esse apaixonado, não importam as dificuldades, as barreiras e as distâncias. Numa quadra de tênis, num autódromo ou um num estádio de futebol, Tião da Bandeira promove o amor do povo brasileiro pelo esporte e eterniza grandes nomes em um pedaço de pano valioso demais para todos os patriotas.

Como ele mesmo diza bandeira do país é o que move todo esportista a superar metas e marcas. É um símbolo que desperta sentimentos e que mexe com o coração de todos nós. Cada assinatura nessa bandeira vem com uma carga histórica. Significa o reconhecimento de todo o esforço e trabalho do atleta. Eu gostaria de eternizar nesta bandeira a assinatura e recordes desses maravilhosos atletas que subiram no degrau mais alto do pódio”.

Então, nesta entrevista concedida ao MFC, Tião da Bandeira conta como surgiu o projeto, quais são os critérios das assinaturas, quais foram as principais personalidades que já deixaram seu nome na bandeira e também um caso interessante acontecido no ano passado.

MFC: Tião nos conte como e em que ano você começou seu projeto.
Tião da Bandeira: Minha história com a bandeira começou em 2007 em um torneio de tênis –  Grand Champions. Queria  ver o Guga jogar, porém ele não compareceu. No entanto, o evento contava com a presença de lendários jogadores como Björn Borg (tenista sueco vencedor de seis Roland Garros e cinco Wimbledon), Guillermo Vilas (tenista argentino vencedor do Tennis Master Cup, do Roland Garros, do US Open e do Australian Open) e Sergi Bruguera (tenista espanhol bicampeão do Roland Garros). Então, senti que não podia deixar de pegar os autógrafos desses tenistas e na falta de um caderno ou um boné, como é costume nesse tipo de evento, surgiu a idéia: Puxa vida! Amo tanto o esporte, porque não peço pra eles autografarem a bandeira do Brasil? Foi neste dia, quando colhi as primeiras assinaturas, que eu percebi a admiração do atleta, o respeito e o poder da nossa bandeira. Não demorou muito para levar essa brincadeira a sério, deixei de ser o Sebastião Pereira para ser o Tião da Bandeira.

MFC: Explique os critérios para assinatura da bandeira.
Tião da Bandeira: Para o atleta assinar a bandeira e deixar sua marca registrada, ele precisa ser medalhista olímpico, medalhista em mundiais ou deter uma marca histórica no esporte nacional ou mundial. A bandeira do Brasil deve ser valorizada assim como o atleta, pois só se mantém no topo aqueles que buscam a excelência. E essa excelência é conquistada com muita disciplina, confiança e dedicação.

MFC: Quantas bandeiras você tem?
Tião da Bandeira: Hoje são três bandeiras. A maior delas pesa mais de 30 quilos e mede 11m X 15m. Além disso, faço ativação de torcida e agora estou formando a “Torcida Tião da Bandeira”. A segunda bandeira, a mais famosa, é a que os atletas assinam. E a terceira é o meu mais novo projeto – especial para a Copa do Mundo – que está começando e já deu seu primeiro passo, quando ela estiver andando eu conto para vocês.

MFC: Quantos autógrafos você tem?
Tião da Bandeira: Atualmente são mais de 180 assinaturas. Gente de peso, atletas de todas as modalidades e de todas as gerações.

MFC: Especialmente no futebol, quais os principais e mais importantes nomes que você conseguiu?
Tião da Bandeira: Felizmente todas são importantes e carregam um peso histórico no esporte. Alguns dos que já assinaram a bandeira são: o atleta do século e nosso rei Pelé, os goleiros Marcos, Rogério Ceni, Gilmar dos Santos Neves, Ado, Félix e Leão. Os  técnicos Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Torres. Outros são Brito, Piazza, Clodoaldo, Marco Antônio, Jairzinho, Rivellino, Jair Marinho, Joel Camargo, Edu, Pepe,  Amarildo, Dario (Dadá Maravilha), Paulo César Caju, Rivaldo, Cafu, Dino Sani, Bellini, Zito,  Coutinho,  Djalma Santos, Altair, Mauro Silva, Junior,  Zico,  Junior Negão, Marta e Cristiane. Estes  atletas  deixaram seu nome na história do futebol mundial e até hoje são lembrados em livros, documentários, etc. O próprio critério já diz que só os principais da história estão e estarão lá com o nome na minha bandeira.

MFC: Qual a personalidade mais marcante que assinou a bandeira?
Tião da Bandeira: Todas são marcantes para mim, mas, por exemplo, ver o Rei Pelé se emocionar ao assinar a minha bandeira revelando que durante todos estes anos, nunca ninguém tinha pedido para ele assinar a bandeira nacional é um grande privilégio. Outra historia bacana aconteceu recentemente com a piloto da Fórmula Indy, Danica Patrick. Enquanto todos os veículos de comunicação tentavam entrevistá-la, eu com a bandeira na mão e a persistência, gritei nomes de atletas que já fazem parte da bandeira, como Michael Schumacher (piloto de Fórmula 1), Pete Sampras (ex-tenista), John McEnroe (ex-tenista) e Jeff Gordon (piloto da Nascar). Ela parou, virou e me atendeu. Foi mais uma assinatura com direito a foto.

MFC: Conte algum caso interessante.
Tião da Bandeira: No mundial de basquete feminino em 2006, levei a minha bandeira gigante para torcer pelo Brasil e foi uma loucura, a torcida ficou muito animada. Depois disso, não parei mais. Foi vôlei, Fórmula 1, tênis, Fórmula Indy, futsal, etc. Mas o que mais marcou foi o jogo entre Argentina 1 X 3 Brasil, em Rosário, na Argentina, válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Foi um jogo inesquecível, onde com muita coragem carreguei a minha bandeirona do Brasil até o estádio e, chegando lá, ao desenrolá-la, já senti a fúria da torcida argentina nada contente com a presença daquela bandeira enorme na casa deles. Toda vez que os argentinos começavam a entoar seus gritos de guerra com aquela cantoria marcante, nós abríamos a bandeira e eles ficavam calados, quietos, fotografando nossa festa. Era o prenúncio de que a noite era ‘brasileña’. No outro dia os jornais e a televisão  estampavam noticias com fotos da bandeira. O Brasil calou a Argentina pelo futebol e pela torcida. Sou pé quente, não sou?

Para conferir o perfil de todos os atletas que já assinaram a bandeira e também as fotos das personalidades, acesse o blog do Tião da Bandeira: http://www.tiaodabandeira.blogspot.com/.

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Corinthians e Palmeiras não conseguiram se classificar para a fase decisiva do Campeonato Paulista de 2010. E isso deve soar como um alerta para ambos. Como todos sabem, quem não consegue chegar às semifinais do torneio, desdenha da competição. Mas quem vence, comemora e tira proveito da situação.

O alviverde fez uma campanha pífia. Em 19 rodadas, o Palmeiras conseguiu somar apenas seis vitórias. Tropeçou dentro e fora de casa contra adversários sem expressão. Trocou de treinador no meio da competição e de nada adiantou. A torcida cobrou, insultou, fez protestos. Tudo em vão. O problema palmeirense vem de cima, da cúpula. A crise se instaurou e o Verdão conseguiu a proeza de fazer a pior campanha no Paulistão desde 1980, quando terminou a competição na 16ª colocação.

Não bastasse isso, possivelmente três dos principais jogadores do elenco podem deixar o clube. Diego Souza, descontente e com problemas de relacionamento no grupo, será vendido até o meio do ano. Cleiton Xavier também tem propostas e deve sair. Além disso, Marcos, grande ídolo palmeirense, pode pendurar as luvas antes do esperado. Uma situação delicada e muito perigosa.

O Palmeiras está nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, competição que não priorizou em detrimento ao campeonato estadual. Só chegou nesse patamar por enfrentar equipes fraquíssimas e desestruturadas. Agora jogará contra o Atlético-PR e as coisas podem se complicar. Se avançar às quartas-de-final, não o vejo com chances de chegar ao título. Outras tantas equipes estão em melhores condições no momento.

A eliminação no Paulistão pode custar caro para o Palmeiras. Era a chance do time se firmar, ganhar corpo e mostrar sua força. Não conseguiu. A Copa do Brasil não é um torneio típico para experimentos e testes. É tudo ou nada, mata-mata. A situação mais perigosa é o Campeonato Brasileiro, que começará no próximo mês de maio. Se continuar atuando dessa forma, o Verdão tem grandes chances de lutar contra o rebaixamento. Ainda há tempo para mudar. É necessário uma reformulação no elenco e até mesmo na diretoria. Algo está errado, muito errado. O torcedor palmeirense não merece sofrer humilhação semelhante à vivida em 2002.

Já pelos lados do Parque São Jorge, a situação não é preocupante. O Corinthians lutou até a última rodada no Paulistão, mas ficou de fora, principalmente, pela derrota contra o Paulista em ‘casa’, na Arena Barueri. Não fosse esse resultado, certamente o Timão disputaria as semifinais. Mas o discurso da diretoria e dos atletas é o mesmo. A competição importante é a Libertadores. Afirmam e reafirmam que todo o projeto foi focado na conquista do título continental. Isso pode ser perigoso. Pois, se não vencerem o título, alegarão o quê? É óbvio que o alvinegro tem grandes chances de ser campeão, mas a Libertadores é uma competição traiçoeira, onde qualquer erro pode ser fatal. De qualquer forma, o Corinthians deve ir longe no torneio, mas com um elenco recheado de bons atletas, milionário e com duas grandes estrelas como Ronaldo e Roberto Carlos, mesmo que não sendo a prioridade, o Timão deixou a desejar no Paulistão. Que não decepcione também na competição prioritária.

Assim, a situação dos dois grandes rivais é diferente. Uma eliminação nem sempre tem o mesmo peso para duas equipes distintas. A palavra de ordem no Palmeiras é mudança, enquanto no Corinthians é esperança. Com o desenrolar dos jogos e competições, saberemos qual foi realmente o preço de uma eliminação precoce no Paulistão.

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/04/o-peso-da-eliminacao-no-paulistao.html

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Uma vida inteira dedicada a um único clube de futebol. Não são uma, duas, três ou cinco temporadas. São 19 anos atuando com a camisa do Palmeiras. Leal, fiel, honesto e, acima de tudo, apaixonado pelo Palestra Itália. Ontem, depois de mais uma derrota no Campeonato Paulista, Marcos disse:

“Vou adiantar para a torcida do Palmeiras que o sofrimento dela comigo acaba neste ano”.

Depois de tanta dedicação, o grande goleiro Marcos está cansado do futebol. Sente o peso das contusões, das decepções e, principalmente, da cobrança. Mesmo com 36 anos, o capitão palmeirense é muito melhor que a grande maioria dos goleiros brasileiros. Fez o Palmeiras conquistar o título da Libertadores de 1999. Fez história ao ser o goleiro titular na conquista do pentacampeonato mundial em 2002. Fez jus a grande fama da escola alviverde de ótimos arqueiros. Entretanto, Marcos sabe que não é mais o mesmo. As contusões constantes o impediram de brilhar ainda mais pelo clube de seu coração e pela seleção de nossos corações. Mesmo com tudo, Marcos jamais será esquecido e pelo contrário, será lembrado como um goleiro clássico, corajoso e vencedor.

Não sei se o desabafo de ontem foi mais um do goleiro bocudo que fala o que pensa e sempre causa polêmica, ou se foi um desabafo sincero, de quem não suporta mais a pressão que suportava outrora. Também creio que Marcos não mereça jogar com uma equipe como essa do Palmeiras. Toda a apatia e, para dizer o português claro, a ruindade do elenco alviverde, estouram sempre nele. Nesses casos, ‘São Marcos’ não consegue mais ser milagreiro constantemente como foi no passado.

Um goleiro que recusou ir para a Europa ganhar mais dinheiro e fama, ficou no Palmeiras disputando com honra a segunda divisão do campeonato nacional, não deve ser desprezado e criticado severamente. Mesmo que a situação não seja das melhores. Mesmo que os títulos não venham. Marcos merece respeito de todos e tem créditos de sobra no Palmeiras. Poderia falhar em mais de 100 gols e, ainda assim, deveria ser endeusado pelos amantes do futebol.

O contrato do goleiro com o Palmeiras vai até o final de 2011 e, se Marcos realmente cumprir o que disse ontem, pendurará as luvas no final de 2010. Creio que seja o ideal mesmo. Não pela falta de capacidade do grande arqueiro, mas sim pela falta de honestidade dos torcedores e, principalmente, da atual diretoria alviverde que não consegue montar um time qualificado a altura de seu grande ídolo. Se Marcos deixar o futebol, os gramados não perderão somente um gigante embaixo das traves, mas também uma pessoa do bem e que faz bem. Uma pena!

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Atlético-MG

Aos 101 anos, o Atlético-MG é um dos principais clubes do país. Detentor de títulos, grandes jogadores e técnicos e, principalmente, de uma torcida apaixonada pelo time. Com toda certeza é um dos gigantes do futebol tupiniquim. Mas poderia ser maior e ter uma história mais repleta de conquistas. É o primeiro campeão brasileiro, título conquistado em 1971, com o genial Dadá Maravilha em campo e o Mestre Telê Santana no comando da equipe. De la para cá, nunca mais o Galo venceu a principal competição nacional. Nunca conquistou a Copa do Brasil e nem a Taça Libertadores da América. As outras principais conquistas são os 39 títulos estaduais e os dois troféus da extinta Copa Conmebol, em 1992 e 1997.

Escrevi esse breve histórico do Atlético-MG para tentar responder a pergunta que é mais enfatizada por jornalistas e torcedores nos últimos dias. Diante do ótimo começo no Campeonato Brasileiro, o Galo lidera a competição com 17 pontos. Venceu cinco vezes, empatou duas e ainda não perdeu. Tem 80% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas. Além disso, está três pontos na frente do segundo colocado, o Internacional, apontado por muitos como o principal candidato ao troféu nesse ano. Mas a dúvida que paira no ar é: será que o Galo será forte e vingador – como é rotulado em seu hino – e, enfim, conseguirá voltar ao caminho das glórias? Com essa equipe e com um ótimo começo, o Atlético-MG conseguirá se manter na ponta até dezembro? Essa realmente é uma grande dúvida.

O presidente atleticano, Alexandre Kalil, contratou o contestado técnico Celso Roth no início de maio. O treinador tinha como principal objetivo mudar o clima no grupo, após perder mais um campeonato estadual por goleada para o principal rival, o Cruzeiro. A segunda meta era não passar sufoco no Brasileirão-09 e tentar uma vaga na Copa Sul-Americana. Isso mostra que nem mesmo o presidente do Galo imaginava que o time faria uma campanha tão boa nas primeiras rodadas da competição. Mas Celso Roth trabalhou quieto com seu grupo. Montou seu esquema e fez do experiente Júnior o alicerce da equipe. Em segundo plano apostou no criticado Diego Tardelli como referência no ataque e, principalmente, no grupo.

No gol o recém contratado Aranha, que veio da Ponte Preta, chegou e logo virou titular na posição. Deu a segurança que a defesa tanto precisava. A zaga formada por Wélton Felipe e Werlei ou Leandro Almeida e Marcos, mostra solidez e não compromete. O volante Carlos Alberto vem jogando improvisado na lateral direita, enquanto a ala esquerda é representada por Thiago Feltri, revelado nas categorias de base do clube. O experiente meio campo faz a equipe funcionar e municiar com eficiência o ataque. O ex-são paulino Renan e o ex-vascaíno Jonílson atuam como volantes. Márcio Araújo e o veterano Júnior são os meias da equipe. Aliás, assim como o ex-técnico Émerson Leão vinha fazendo, Celso Roth manteve Júnior jogando no meio do campo. O ataque é formado por dois jogadores rápidos e goleadores. Éder Luís, também revelado no clube, é rápido e se doa pelo time. Tardelli tem a função de matador. Os dois vêm cumprindo bem suas funções, cada um marcou quatro vezes no Brasileirão-09 e o ataque do Galo é o mais eficiente, com 17 gols até agora.

Sem dúvidas o torcedor atleticano tem tudo para ficar confiante e empolgado com esse começo da equipe. Mas vale lembrar que nos últimos anos quem saiu na frente no campeonato de pontos corridos, não conseguiu se manter bem até o final e não conquistou o título. Acho que o Atlético-MG não terá forças para se manter no topo até o final, mas creio que se a equipe atual for mantida,  as chances de beliscar uma vaga na Libertadores de 2010 são grandes. Competição, aliás, que o Galo não tem tradição nenhuma e disputou somente quatro vezes na história. Mesmo com a empolgação que gira em torno da equipe mineira, acho que falta muito para que o Galo possa ser apontado como favorito ao título. Mas que é uma (boa) surpresa, isso não se pode negar.

E você torcedor, apontaria o Atlético-MG como favorito ao título? Ou apenas para uma vaga na Libertadores? O Galo será forte e vingador em 2009? Opine!

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