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Archive for junho \29\UTC 2009

Seleção Brasileira é tricampeã da Copa das Confederações

Realmente o trabalho de Dunga a frente da seleção brasileira é inquestionável. Grande parte da imprensa e milhões de torcedores não acreditaram na capacidade do treinador. Me incluo nesse grupo, mas contra fatos não há argumentos. Em quase três anos no comando da seleção, Dunga tem um incrível aproveitamento. Em 45 jogos foram 31 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas.

Os objetivos estão sendo alcançados pouco a pouco. Até o momento o Brasil jogou duas competições com Dunga no banco de reservas e venceu as duas. A Copa América contra a Argentina, em 2007 e a Copa das Confederações ante aos EUA, no último domingo. Além disso, Dunga levou a seleção brasileira à liderança das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

Outro fator que merece destaque na ‘Era Dunga’ são suas convocações. Antes muito contestado, quando convocou atletas que jamais mereciam ter vestido a camisa mais tradicional do futebol mundial como Jônatas, Fernando, Jô, Bobô e Afonso Alves, o treinador ultimamente vem mantendo uma base e definindo o critério das listas com base nas atuações dos jogadores. Uma aposta foi Felipe Melo. Pouco conhecido pelo torcedor brasileiro, Dunga o convocou e o atleta vem demonstrando em campo que tem futebol para jogar com a camisa amarelinha.

Sem dúvidas a Copa das Confederações não é parâmetro para a Copa do Mundo. Mas alguns fatores podem ajudar Dunga para a competição que acontecerá daqui um ano na África do Sul. A base formada por Júlio César, Lúcio, Kaká e Luís Fabiano deverá ser a espinha dorsal da equipe no mundial. Júlio César é o melhor goleiro do mundo e não há contestações. Creio que pelas apresentações de Maicon e Daniel Alves, os dois atletas já garantiram suas vagas para a Copa do Mundo. E com razão. No momento são os dois melhores jogadores na posição e podem ser muito úteis para o time. Juan é o companheiro mais indicado para Lúcio na zaga, mas as constantes lesões vêm atrapalhando o atleta. De qualquer forma, gostaria de vê-lo em campo na África do Sul. A lateral esquerda ainda não é um problema resolvido. A insistência de Dunga com Kléber não tem explicações. André Santos entrou em seu lugar e se tornou titular nos últimos jogos, mas não creio que seja a melhor opção. Fábio Aurélio deveria ganhar uma chance e Marcelo já demonstrou que tem condições de atuar pelo lado esquerdo.

No meio, Felipe Melo está praticamente garantido na Copa do Mundo. Mas não confio e não gosto de ver Gilberto Silva ainda com a camisa amarela. Ele já foi importante, mas não soma nada na atual equipe. Muito lento na saída de bola, por vezes atrapalha o time. Kaká é insubstituível, mas a grande surpresa foi Ramires, que colocou Elano no banco e com toda certeza terá um futuro brilhante jogando pelo Brasil.

Luís Fabiano é o salvador da pátria e nos momentos que Dunga esteve mais ameaçado, o atacante salvou a pele do treinador com seus gols decisivos. Robinho é seu companheiro na frente. Por vezes fico muito irritado com a postura de Robinho. Que ele parece ser pouco profissional, isso não é novidade. Mas quando o jogo está difícil ele some em campo. Quando a seleção está vencendo, ele faz seus malabarismos que nada contribuem. Gostaria de ter visto mais o Nilmar em campo. Mas ainda há tempo de Dunga testá-lo.

Pato, Josué, Luisão, Miranda e Júlio Baptista não podem se acomodarem e acharem que já estão garantidos na Copa do Mundo. Muita água vai rolar nesse um ano que antecede o possível hexacampeonato da seleção brasileira. A esperança é que a preparação para essa Copa do Mundo seja a mais profissional possível, diferente de 2006.

E você torcedor, o que acha? Quem se destacou na Copa das Confederações? Quem não deveria ser convocado? Quem você gostaria de ver na seleção brasileiro? Opine!

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 Wellington Paulista

O Grêmio poderia ter matado o jogo e não foi eficiente. O Cruzeiro foi competente, aproveitou suas chances, mas tomou um gol no final que deu sobrevida aos gaúchos. Em um jogo muito disputado, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3X1, no Mineirão, e abriu boa vantagem na primeira partida da semifinal da Taça Libertadores da América 2009.

Já diria um velho bordão do futebol: ‘quem não faz, toma’. E essa frase poderia resumir o que aconteceu nesta noite em Belo Horizonte. O Tricolor Gaúcho teve tudo para sair praticamente classificado do Mineirão, mas Alex Mineiro e Maxi López desperdiçaram suas chances. Primeiro o atacante argentino lutou e foi à linha de fundo, cruzou a bola para a área e Alex Mineiro furou cara a cara com Fábio. Depois, aos 14 minutos, o mesmo Alex Mineiro, sozinho na área, cabeceou fraco e perdeu mais uma chance. O Cruzeiro não levava perigo no ataque e o Grêmio, ousado, mostrava que nos contra-ataques poderia surpreender. Maxi López teve mais uma grande chance. Aos 22 minutos, o argentino roubou a bola do zagueiro Thiago Heleno, driblou um cruzeirense, escolheu o canto e na frente de Fábio conseguiu fazer o improvável: chutou a bola para fora. Três chances claras e nenhum gol. Jogos de futebol em alto nível como esses não permitem erros em demasia. A bola, realmente, pune. E o Grêmio levou essa punição.

Aos 37 minutos, o Cruzeiro teve sua primeira chance real de gol. A torcida já se irritava com os inúmeros erros de Wellington Paulista, quando ele apareceu. Kléber cruzou a bola da direita e o atacante subiu mais que a zaga gremista para de cabeça abrir o placar e explodir a torcida Celeste. O jogo foi para o intervalo e Souza parecia prever o pior. Disse que desde a época de Pelé e Garrincha, todos no mundo do futebol sabem que gols desperdiçados não são bom sinal. E ele tinha razão.

Logo no primeiro minuto da segunda etapa o Cruzeiro aumentou a vantagem. O meia Wagner chutou forte, a bola desviou em Tcheco e traiu o goleiro Marcelo Grohe. 2X0. Festa na parte azul das Minas Gerais. O Cruzeiro sentia que era o momento de partir para cima e ampliar o placar. O Grêmio sentiu o segundo gol e ficou perdido em campo. O jovem volante Adílson parecia nem estar em campo. Fábio Santos sofria demais com Jonathan. Marquinhos Paraná, talvez a principal peça dessa boa equipe cruzeirense, além de ser polivalente marcando e saindo para o jogo com a mesma eficiência, foi decisivo para o terceiro gol do Cruzeiro. Ele cruzou a bola para a área e o ex-corintiano Fabinho subiu sozinho para marcar mais um.

Estava mais fácil sair o quarto gol do Cruzeiro do que o primeiro do Grêmio, totalmente abatido em campo. Os mais de 50 mil cruzeirenses já gritavam ‘Tricampeão, tricampeão, tricampeão’, enquanto o time Celeste tocava a bola e deixava o tempo passar. Mas o Tricolor Gaúcho, conhecido por sua imortalidade, nunca pode ser dado como morto antes do apito final. Em um toque de mão do atacante Kléber, o juiz anotou falta para os gremistas na entrada da área. O iluminado Souza cobrou com perfeição por cima da barreira e diminuiu, aos 42 minutos.

O jogo acabou e o resultado foi justo. A equipe que mais soube aproveitar as chances venceu. A classificação cruzeirense não está garantida, graças ao gol de Souza, que dá ao Grêmio a possibilidade de vencer por 2X0 para chegar à final da Libertadores. O Cruzeiro pode perder por um gol de diferença e empatar para ir à decisão. Confronto aberto e sem favoritos no próximo dia 2 de julho, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre.

NOTA TRISTE: O fato a se lamentar na partida foi a acusação feita pelo volante Elicarlos, do Cruzeiro, que disse que durante o jogo foi chamado de ‘macaco’ pelo argentino Maxi López. O atacante gremista negou, mas o caso ainda está sendo investigado pela polícia mineira. Se for confirmado, só podemos lamentar mais uma vez um ato racista no esporte. Isso é inadmissível, triste e chateia quem gosta de esporte e de paz e odeia ‘burrices’ com essas.

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Atlético-MG

Aos 101 anos, o Atlético-MG é um dos principais clubes do país. Detentor de títulos, grandes jogadores e técnicos e, principalmente, de uma torcida apaixonada pelo time. Com toda certeza é um dos gigantes do futebol tupiniquim. Mas poderia ser maior e ter uma história mais repleta de conquistas. É o primeiro campeão brasileiro, título conquistado em 1971, com o genial Dadá Maravilha em campo e o Mestre Telê Santana no comando da equipe. De la para cá, nunca mais o Galo venceu a principal competição nacional. Nunca conquistou a Copa do Brasil e nem a Taça Libertadores da América. As outras principais conquistas são os 39 títulos estaduais e os dois troféus da extinta Copa Conmebol, em 1992 e 1997.

Escrevi esse breve histórico do Atlético-MG para tentar responder a pergunta que é mais enfatizada por jornalistas e torcedores nos últimos dias. Diante do ótimo começo no Campeonato Brasileiro, o Galo lidera a competição com 17 pontos. Venceu cinco vezes, empatou duas e ainda não perdeu. Tem 80% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas. Além disso, está três pontos na frente do segundo colocado, o Internacional, apontado por muitos como o principal candidato ao troféu nesse ano. Mas a dúvida que paira no ar é: será que o Galo será forte e vingador – como é rotulado em seu hino – e, enfim, conseguirá voltar ao caminho das glórias? Com essa equipe e com um ótimo começo, o Atlético-MG conseguirá se manter na ponta até dezembro? Essa realmente é uma grande dúvida.

O presidente atleticano, Alexandre Kalil, contratou o contestado técnico Celso Roth no início de maio. O treinador tinha como principal objetivo mudar o clima no grupo, após perder mais um campeonato estadual por goleada para o principal rival, o Cruzeiro. A segunda meta era não passar sufoco no Brasileirão-09 e tentar uma vaga na Copa Sul-Americana. Isso mostra que nem mesmo o presidente do Galo imaginava que o time faria uma campanha tão boa nas primeiras rodadas da competição. Mas Celso Roth trabalhou quieto com seu grupo. Montou seu esquema e fez do experiente Júnior o alicerce da equipe. Em segundo plano apostou no criticado Diego Tardelli como referência no ataque e, principalmente, no grupo.

No gol o recém contratado Aranha, que veio da Ponte Preta, chegou e logo virou titular na posição. Deu a segurança que a defesa tanto precisava. A zaga formada por Wélton Felipe e Werlei ou Leandro Almeida e Marcos, mostra solidez e não compromete. O volante Carlos Alberto vem jogando improvisado na lateral direita, enquanto a ala esquerda é representada por Thiago Feltri, revelado nas categorias de base do clube. O experiente meio campo faz a equipe funcionar e municiar com eficiência o ataque. O ex-são paulino Renan e o ex-vascaíno Jonílson atuam como volantes. Márcio Araújo e o veterano Júnior são os meias da equipe. Aliás, assim como o ex-técnico Émerson Leão vinha fazendo, Celso Roth manteve Júnior jogando no meio do campo. O ataque é formado por dois jogadores rápidos e goleadores. Éder Luís, também revelado no clube, é rápido e se doa pelo time. Tardelli tem a função de matador. Os dois vêm cumprindo bem suas funções, cada um marcou quatro vezes no Brasileirão-09 e o ataque do Galo é o mais eficiente, com 17 gols até agora.

Sem dúvidas o torcedor atleticano tem tudo para ficar confiante e empolgado com esse começo da equipe. Mas vale lembrar que nos últimos anos quem saiu na frente no campeonato de pontos corridos, não conseguiu se manter bem até o final e não conquistou o título. Acho que o Atlético-MG não terá forças para se manter no topo até o final, mas creio que se a equipe atual for mantida,  as chances de beliscar uma vaga na Libertadores de 2010 são grandes. Competição, aliás, que o Galo não tem tradição nenhuma e disputou somente quatro vezes na história. Mesmo com a empolgação que gira em torno da equipe mineira, acho que falta muito para que o Galo possa ser apontado como favorito ao título. Mas que é uma (boa) surpresa, isso não se pode negar.

E você torcedor, apontaria o Atlético-MG como favorito ao título? Ou apenas para uma vaga na Libertadores? O Galo será forte e vingador em 2009? Opine!

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Comunicado

Caro (a) leitor,

Escrevo esse post para pedir desculpas pela ausência nos últimos quatro dias. Algumas pessoas me perguntaram e estive ausente por motivos de saúde, que me impossibilitaram de escrever matérias para o MFC. Já recuperado, a partir de hoje tudo volta ao normal. Agradeço aos leitores e peço desculpas por esses dias.

Espero que compreendam!
Obrigado pelo apoio!

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Washington reclamando. Novidade?

Em 2006 foi o Internacional. Em 2007 o Grêmio. Em 2008 foi a vez do Fluminense. E em 2009 o algoz são paulino na Taça Libertadores da América foi o Cruzeiro. Em todos esses casos o São Paulo sofreu e foi eliminado por rivais brasileiros na competição sul-americana. Ontem, num Morumbi lotado com 52.809 torcedores, o São Paulo decepcionou sua torcida e foi facilmente batido pelo Cruzeiro por 2X0. Com a vitória, a equipe Celeste chega às semifinais da Libertadores e fará outro confronto caseiro, agora contra o Grêmio.

Não analisarei o jogo, mas sim a equipe paulista. O que aconteceu com o Tricolor Paulista? Vamos aos fatos. A diretoria do São Paulo investiu e contratou seis jogadores no começo dessa temporada, visando principalmente a conquista da Libertadores. Wagner Diniz veio do Vasco, jogou pouco, não agradou e já está no Santos. Júnior César teve algumas chances na equipe titular, não comprometeu, mas também não mostrou o futebol eficiente da época do Fluminense. Renato Silva talvez seja o único que se encaixou no São Paulo. O zagueiro foi o que mais atuou e demonstrou segurança, mas ainda muito longe dos titulares André Dias e Miranda. Eduardo Costa chegou e ficou um bom tempo no estaleiro se recuperando de uma lesão. Jogou poucas vezes e não comprometeu também, mas sua expulsão na partida de ontem foi decisiva para a eliminação são paulina. Arouca, erroneamente, foi pouco aproveitado por Muricy Ramalho e quando entrou em campo, na maioria das vezes, jogou fora de sua posição. O grande foco desse texto e da temporada são paulina até agora é Washington. A contratação mais badalada e com o segundo maior salário do elenco (R$220 mil/mês), o atacante sempre foi titular e o treinador o blindou no grupo. Sempre a dupla de ataque foi formada por ele e mais um. Insubstituível. Fez 16 gols até agora, mas foi a maior decepção.

Washington é acusado nos bastidores de ser o grande responsável pelo ‘racha’ no grupo do São Paulo. E eu acredito. Basta vê-lo em campo. Ele não ganha uma dividida no alto, mesmo sendo grande e forte. Não consegue dominar uma bola. Erras muitos passes. Erra muitos gols. E mesmo assim em todo lance que algum companheiro erra um cruzamento, um passe ou uma finalização, ele explode. Abre os braços, gesticula, grita. Reclama de seus companheiros, cobra muito, mas erra mais que eles. Isso não é baseado apenas na partida de ontem. Essa é uma ação que acontece desde o começo do ano. Tudo bem que Borges, Dagoberto, o próprio Washington e até – pasmem – André Lima já cobraram titularidade publicamente e mostraram indignação com o banco de reservas. Mas Washington além de desestabilizar o grupo com tantas cobranças dentro de campo, na partida contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro, saiu de campo xingando Muricy e todos, num ato impensado e ridículo para um atleta profissional. Ontem não foi diferente. Nada fez no jogo inteiro. Perdeu todas as divididas pelo alto e por baixo. Não deu um chute no gol. Acertou poucos passes. E quando Muricy colocou Dagoberto no intervalo, Washington mostrou total descomprometimento com a equipe foi embora do Morumbi, antes mesmo do jogo acabar.

Ele parece ser uma pessoa boa, de bom coração. Mas nada justifica seus atos. Se jogasse metade do que acha que joga, se cobrasse menos e tivesse autocrítica, talvez não atrapalhasse tanto sua equipe. É evidente que ele não é culpado pela eliminação são paulina no Paulistão e na Libertadores. Todos são responsáveis, mas Washington demonstrou não ter capacidade para jogar no São Paulo. A cobrança da torcida já começou. Ontem no final da partida, em meio aos gritos de apoio ao técnico Muricy Ramalho, o atacante e Hernanes foram hostilizados pelos são paulinos.

Hernanes continua em má fase, mas isso é passageiro. Já demonstrou que é um grande jogador e não deveria ser xingado ou apontado como culpado pela eliminação, até porque Muricy tem deixado o volante/meia no banco de reservas nas últimas partidas. Ontem foi assim também. A imprensa, de forma maciça, aponta que o casamento de sucesso entre Muricy Ramalho e São Paulo deve acabar. O desgaste é evidente. Mas não creio que o treinador seja o problema. Ele, além de ser competente, tem um diferencial em relação a outros treinadores. Ele gosta de trabalhar no Tricolor. Ganha muito bem por isso é verdade. É teimoso e se tornou alvo de críticas por improvisar demais. Concordo com isso. Mas creio que o maior problema é outro. Muricy tinha o grupo nas mãos e sabia como ninguém domar os egos de seus jogadores. Até Washington aparecer e acabar com o seu sossego. Na minha opinião Muricy não deve ser demitido. Juvenal Juvêncio deve fazer uma reestruturação na equipe. Richarlyson, André Lima e Washington não podem continuar no grupo.  Os três não têm clima para permanecer e já estão sendo hostilizados pelos torcedores.

O restante dos jogadores tem totais condições de continuarem no Tricolor. Depois de muito tempo, uma crise volta a assombrar o Morumbi. Vamos aguardar os próximos capítulos. Mas uma coisa deve ser ressaltada. Não foi só o São Paulo que perdeu. O Cruzeiro jogou muito melhor que o Tricolor nas duas partidas e conquistou a vaga na bola, sendo eficiente e merecedor da classificação. Do mesmo modo que o Corinthians também teve total mérito quando eliminou o São Paulo do Paulistão. Uma nuvem negra pairou em cima do Morumbi e não tem data para o sol reaparecer. Será que dessa vez o São Paulo conseguirá buscar forças e ganhar mais um Brasileirão? Acho bem difícil.

E você torcedor, o que pensa? Muricy Ramalho é culpado pela má fase do time? Ele deve ser demitido? E sobre o Washington? Você concorda? Opine!

ATUALIZAÇÃO: Na noite desta sexta-feira, a diretoria do São Paulo demitiu o técnico Muricy Ramalho, que estava no comando da equipe desde março de 2006.

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Corinthians

Foi um jogo digno de uma final. Os 37.438 torcedores que estiveram esta noite no Pacaembu viram o melhor jogo do ano no futebol brasileiro. O Corinthians venceu o Internacional por 2X0 na primeira partida decisiva da Copa do Brasil 2009 e está com uma mão na taça.

Os alvinegros entraram em campo sem André Santos, que está servindo a seleção brasileira e Mano Menezes optou por colocar o jovem Marcelo Oliveira na lateral esquerda. Já o clube gaúcho jogou mais fragilizado, sem suas duas principais estrelas – D’Alessandro e Nilmar – e os titulares Bolívar e Kléber. Para quem pensou que o jogo seria mais fraco pelos desfalques das duas equipes, muito se enganou. O Timão venceu merecidamente, mas o Inter provou que realmente é uma grande equipe. Mesmo com os ‘reservas’ Andrezinho e Alecsandro, o Colorado jogou muito bem e poderia até ter vencido o Corinthians, não fosse mais uma bela atuação do goleiro Felipe.

O Corinthians aproveitou a pressão a favor vinda das arquibancadas e logo no primeiro minuto mostrou seu cartão de visitas. Douglas cobrou falta para a área, Lauro saiu errado e Chicão quase abriu o placar, mas Marcelo Cordeiro evitou o gol. Mas após o erro, Lauro se recuperou e fez grande defesa aos 22 minutos, em chute de Ronaldo. Até esse momento Guiñazu, pelo lado Colorado e Elias e Jorge Henrique, pelo Timão, eram os destaques da partida. É impressionante a vitalidade, a força, a vontade e a garra de Guiñazu. O argentino é um leão no meio campo do Inter, mas nem ele conseguiu evitar o gol corintiano. Aos 26 minutos o reserva Marcelo Oliveira fez grande jogada pela esquerda, driblou Danilo Silva, levantou a cabeça e deixou Jorge Henrique na cara do gol. O atacante só completou para as redes e fez o Pacaembu explodir de emoção. 

O primeiro tempo acabou e evidenciou algumas coisas. Além de estar com um grupo muito forte, com jogadores sincronizados na defesa, no meio e no ataque, o Corinthians realmente é um adversário indigesto dentro do Pacaembu. A Fiel Torcida empurra o time e os jogadores sentem o clima. O Inter foi uma equipe guerreira e pouco antes de tomar o gol, por pouco não abriu o placar. Após sofrer o gol, continuou atuando da mesma forma, partindo para cima, buscando o gol como todo grande time deveria fazer. Não foi medroso e não se intimidou.

A segunda etapa prometia mais emoções e não deixou a desejar. Os dois times voltaram com as mesmas equipes. O Corinthians voltou com o intuito de aumentar o placar e o Inter buscando ao menos o empate. Mas logo aos oito minutos as coisas ficaram melhores ainda para os alvinegros. Ele, sempre ele. Gordo e visivelmente fora de forma, Ronaldo é um gênio da bola. Pouco tinha aparecido na partida até então, mas bastou Elias fazer um ótimo lançamento em profundidade pelo lado esquerdo da defesa gaúcha para o Fenômeno disparar em velocidade, dar um drible seco no zagueiro Índio e chutar no canto esquerdo de Lauro. 2X0 no placar. Gol de Ronaldo. Festa no Pacaembu.

O gol certamente desestabilizaria o Inter, mas mais uma vez dando mostras de ser uma ótima equipe, não foi isso que aconteceu. O Colorado cresceu no jogo e foi com tudo pra cima. Daí até o final da partida só deu Inter. Aos 11, Taison levou perigo, mas se desequilibrou na hora H e facilitou as coisas para Felipe. Cinco minutos depois foi a vez de Andrezinho cobrar uma falta e Felipe fazer bela defesa. O Corinthians amenizou seu ímpeto e, dessa forma, chamava o Inter para cima. A principal chance de gol colorada saiu novamente dos pés de Taison. O jovem atacante puxou um contra-ataque com muita velocidade, tabelou com Andrezinho e ficou cara a cara com Felipe. Em ótima fase, o goleiro corintiano fez mais uma importante defesa, mesmo caído. Aos 31 foi a vez de Guiñazu entrar na área e bater cruzado para Felipe espalmar para escanteio. 

Ainda deu tempo de os dois técnicos cometerem seus únicos erros na partida. Tite sacou Alecsandro, que estava sumido em campo e colocou o estranho Leandrão. Não deu outra. No primeiro lance o atacante deu uma entrada criminosa por trás em Cristian e poderia ser expulso, mas o juiz Heber Roberto Lopes o puniu apenas com o cartão amarelo. Na segunda vez que a bola chegou perto de Leandrão, ele deu outra entrada ridícula, digna de quem não conhece nada de futebol e, enfim, foi expulso. Dois lances e dois carrinhos desleais em pouco mais de 10 minutos de ‘apresentação’ de Leandrão. O segundo equívoco foi corintiano. Mano Menezes colocou Souza no lugar de Jorge Henrique. No primeiro segundo em campo, mesmo sem encostar na bola, o atacante conseguiu tomar um cartão amarelo que o deixará fora da decisão no Beira-Rio. A ausência dele é mais reforço do que desfalque para o Timão.

O segundo round dessa grande final acontecerá daqui 15 dias. No dia 1º de julho, o Inter receberá o Corinthians no Beira-Rio e precisará devolver o mesmo placar para levar a decisão para os pênaltis ou ganhar por uma diferença de três gols para conquistar seu segundo título na Copa do Brasil. A situação do Corinthians é confortável, mas não será nada fácil. Todo cuidado é pouco. Além dos reforços de D’Alessandro e Nilmar, a torcida colorada não deixa a desejar e promove uma pressão e uma festa semelhante às ocorridas no Pacaembu. O Timão está com uma mão na taça e, se não vacilar, erguerá seu terceiro troféu da competição nacional. Uma coisa é certa para o próximo jogo. Com certeza veremos outra grande partida, dessas que deixam qualquer amante do futebol emocionado.  

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Obina

Dizem que em jogos de mata-mata a partida que realmente importa e faz diferença é o jogo de ida. E mais uma vez esse quesito foi decisivo. O Palmeiras teve tudo para vencer pelo menos por dois gols de diferença no dia 28 de maio, quando atuou no Palestra Itália não jogou bem e empatou por 1X1 com o Nacional, do Uruguai. Hoje, no estádio Centenário, em Montevidéu, o Palmeiras foi um pouco melhor que os uruguaios, mas não conseguiu tirar o zero do placar e por ter feito um gol fora de casa, o Nacional está nas semifinais da Taça Libertadores da América depois de 21 anos.

Em um jogo feio e truncado, o Palmeiras levou mais perigo à meta uruguaia. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Cleiton Xavier cobrou escanteio fechado e o goleiro Muñoz espalmou a bola que caprichosamente bateu no travessão. O lance animou a equipe brasileira, que mesmo nervosa em campo, continuava apertando o Nacional em busca do gol. A segunda chance do Verdão na partida saiu dos pés de Keirrison. Após cruzamento rasteiro de Diego Souza, o atacante desviou a bola por cima do goleiro e da trave.

O Palmeiras levava perigo nas investidas de Armero pela esquerda. Em um desses lances, o lateral esquerdo cruzou e a bola bateu no braço do zagueiro Coates. Mesmo com a reclamação alviverde, o juiz Carlos Vera mandou o lance prosseguir e não anotou o pênalti. Sem dúvidas foi um lance difícil, mas creio que houve intenção do uruguaio em tocar na bola, portanto, a penalidade deveria ter sido marcada.

O segundo tempo não foi muito diferente dos 45 minutos iniciais. O Palmeiras caiu um pouco de rendimento e a equipe uruguaia intensificou a catimba. O técnico Vanderley Luxemburgo percebeu que a vaga estava ameaçada e fez três alterações. Entraram Ortigoza, Obina e Souza nos lugares de Willians, Marcão e Wendel, respectivamente. Era a chance do Palmeiras colocar pressão nos uruguaios para furar o bloqueio. Aos 25 minutos Obina teve sua primeira chance. Dominou a bola, girou em cima do adversário e chutou muito mal para fora. O Nacional entendeu o recado que o Verdão partiria para o tudo ou nada e se viu ameaçado. Dessa forma, os uruguaios passaram a tocar mais a bola para deixar o tempo correr.

Mas aos 39 minutos Obina fez a torcida alviverde enlouquecer. Não, ele não fez o gol. Deixou os torcedores enlouquecidos de raiva. Após bom cruzamento de Ortigoza, o atacante sozinho conseguiu cabecear a bola para fora, desperdiçando a melhor chance do jogo e praticamente garantindo a classificação do Nacional. Um minuto depois, em rápido contra-ataque o atacante García entrou na área e tocou no canto de Marcos, mas a bola saiu rente à trave. No desespero, Marcos tentou ser mais santo do que o normal e foi em duas oportunidades até a área do Nacional para tentar fazer o gol. Mas nem ‘São Marcos’ conseguiu salvar o Palmeiras dessa vez e a equipe paulista está eliminada da competição sul-americana.

Ainda não vi as declarações de Luxemburgo após a partida, mas já imagino qual serão as ‘desculpas’. Torcida, gramado ruim e arbitragem com certeza serão usados como explicação. Nada precisa ser explicado. O Palmeiras não atuou bem nos dois jogos. Não conseguiu furar a retranca do time de Gerardo Pelusso, mesmo tendo um time melhor que o Nacional. De qualquer forma, não faltou luta aos palmeirenses, faltou um pouco mais de qualidade e tranquilidade para definir os lances no ataque. Mais uma vez Luxemburgo não conseguirá conquistar o título que mais deseja. Ao Palmeiras resta o Campeonato Brasileiro.

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