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Archive for junho \30\-03:00 2010

QUARTAS DE FINAL

Jogo: Holanda X Brasil
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 11h
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth

Campanha da Holanda: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Campanha do Brasil: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 8 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Holanda: 1 vitória / Brasil: 2 vitórias)
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 2 / Empates: 4 / Brasil: 3)

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Jogo: Uruguai X Gana
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Uruguai: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 6 / Gols contra: 1)
Campanha de Gana: 4 jogos (Vitórias: 2 / Empates: 1 / Derrotas: 1 / Gols pró: 4 / Gols contra: 3)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: Nunca se enfrentaram

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Jogo: Argentina X Alemanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Campanha da Argentina: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 10 / Gols contra: 2)
Campanha da Alemanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 9 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 5 jogos (Argentina: 1 vitória / Empates: 1 / Alemanha: 3 vitórias)
Histórico do confronto: 18 jogos (Argentina: 8 / Empates: 5 / Alemanha: 5)

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Jogo: Paraguai X Espanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Paraguai: 4 jogos (Vitórias: 1 / Empates: 3 / Gols pró: 3 / Gols contra: 1)
Campanha da Espanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 5 / Gols contra: 2 )
Histórico em Copas do Mundo: 2 jogos (Espanha: 1 vitória / Empates: 1)
Histórico do confronto: 3 jogos (Espanha: 1 / Empates: 2)

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Conheça as estatísticas das oito seleções postulantes ao título do Mundial:

Melhor ataque: Argentina (10 gols)
Melhor defesa: Uruguai e Paraguai (1 gol sofrido)
Artilheiros: Higuaín (Argentina) e David Villa (Espanha) – 4 gols cada
Maior número de faltas cometidas: Paraguai – 72 (média: 18 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 74 (média: 18,5 por jogo)
Mais indisciplinada: Alemanha – 7 A e 1 V (média: 2 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 1 amarelo (média: 0,25 cartões por jogo)
Maior número de finalizações:
Argentina – 75 (média: 18,7 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Argentina – 36 (média: 9 por jogo)
Menor número de finalizações: Paraguai – 54 (média: 13,5 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Gana – 20 (média: 5 por jogo)
Maior número de desarmes: Uruguai – 58 (média: 14,5 por jogo)
Menor número de desarmes: Argentina – 18 (média: 4,5 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 2.265 (média: 566,2 por jogo)
Menor número de passes: Uruguai – 1.055 (média: 263,7 por jogo)
Maior distância percorrida: Gana – 445,84 (média: 111,4 km por jogo)
Menor distância percorrida: Argentina – 393,44 (média: 98,3 km por jogo)

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A Copa do Mundo vai afunilando e agora só restam oito equipes em busca da taça mais almejada do Planeta. Mesmo sem muita emoção, o Mundial vai apresentando alguns destaques pouco a pouco. Enquanto grandes seleções como França, Inglaterra e Itália decepcionaram e ficaram pelo meio do caminho, outras europeias seguem firmes como Espanha, Alemanha e Holanda.

Porém, o grande destaque positivo até aqui são as equipes sul-americanas. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai não brilharam ainda, mas também não fizeram feio. Os quatro representantes da América do Sul representam 50% das finalistas do torneio e ainda entraram para a história como a única vez que os sul-americanos terão mais times que os europeus nesta fase de mata-mata.

Isso é notório, já que argentinos e brasileiros, em maior escala e paraguaios e uruguaios, em menor, exportam inúmeros talentos para o futebol europeu todos os anos. E essa prática vem sendo negativa para as grandes potências do mundo. Enquanto sul-americanos fazem bonito lá fora, poucos talentos nascem e enfraquecem gradativamente as equipes do Velho Continente.

Mesmo com a crise que afeta muitos países da América do Sul, esse cenário é inédito numa Copa do Mundo e prova mais uma vez o valor do futebol sul-americano. Se tudo continuar correndo bem, na melhor das hipóteses, podemos ver quatro times do nosso continente nas semifinais da competição, transformando o rico Mundial em uma Copa América com grife. Argentina e Brasil enfrentam Alemanha e Holanda, respectivamente. Os dois gigantes do futebol devem ter muitas dificuldades, mas é bem provável que avancem.

O Uruguai, um gigante adormecido que acordou depois de mais de 40 anos, parece forte e lutará num duelo equilibrado contra Gana, a sensação africana. Já o Paraguai, que fez história ao chegar pela primeira vez nas quartas de final na história, terá mais trabalho para chegar à próxima fase. Jogará contra a antes favorita Espanha e terá que suar muito para triunfar novamente e entrar de vez para a história das Copas do Mundo.

Independente do que aconteça daqui para frente, o futebol sul-americano já merece um capítulo inteiro na história dos mundiais. Se as seleções não jogam um futebol primoroso, vêm demonstrando a tradicional garra, fibra e habilidade da América do Sul. A história está nas mãos de argentinos, brasileiros, paraguaios e uruguaios.

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Paraguai 0 (5) X (3) 0 Japão

Antes mesmo de a bola rolar já era possível imaginar que este seria o confronto mais fraco das oitavas de final. E, de fato, foi isso que aconteceu. A partida disputada em Pretória apresentou um Japão completamente retrancado, contra um Paraguai mais qualificado, mas com pouca força ofensiva. Assim, o resultado final não poderia ser outro: 0 a 0. Com o empate no tempo normal, asiáticos e sul-americanos jogaram a prorrogação por 30 minutos e também não conseguiram abrir o placar. A decisão foi para os pênaltis e o Paraguai levou a melhor, venceu por 5 a 3 e carimbou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, algo inédito para o país.

O técnico Takeshi Okada até tinha bons talentos nas mãos, mas novamente preferiu armar o time com forte esquema defensivo, num medroso 4-5-1. Com o ferrolho oriental, Endo, Hasebe e Honda pouco puderam produzir. Com o meio de campo completamente povoado, a primeira chance real de gol aconteceu somente aos 19 minutos. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola dentro da área, com um belo giro se livrou dos marcadores e, de bico, chutou para o gol, mas o goleiro Kawashima defendeu e afastou o perigo.

A resposta japonesa veio dois minutos depois e, com certeza, foi a melhor chance do jogo. Honda começou a jogada pela direita, a bola bateu num jogador paraguaio e sobrou para Matsui que, de primeira, mandou um belo chute e a bola explodiu no travessão de Villar. Essa jogada resumiu todo o primeiro tempo do Japão, evidenciando a inoperância ofensiva e, no máximo, alguma qualidade na defesa.

A última boa oportunidade da fraca primeira etapa aconteceu aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio na esquerda, a bola ficou viva na grande área japonesa e, na frente do gol, o atacante Roque Santa Cruz conseguiu chutar para fora. O Paraguai só foi superior nos primeiros 45 minutos mais pela fraca atuação do adversário do que por sua postura em campo.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, dando a entender que os dois treinadores estavam gostando do que viam. Aos 13, Morel Rodriguez cruzou a bola da esquerda, Riveros subiu mais que a zaga e, de cabeça, obrigou o goleiro japonês a fazer boa intervenção. A resposta do Japão veio três minutos depois em jogada parecida. Endo cobrou escanteio e o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka cabeceou a bola e levou perigo à meta paraguaia. Daí para frente, Paraguai e Japão pouco produziram e pareciam esperar pela prorrogação.

Com o início do tempo extra, a equipe sul-americana melhorou um pouco e começou a ser mais ousada. Essa postura fez o jogo melhorar, já que os japoneses saíram um pouco de trás e o confronto ficou mais corrido. Aos seis, Morel Rodriguez ganhou a bola na esquerda, correu para o meio e tocou para Nelson Valdez que, desequilibrado, chutou em cima de Kawashima. Dois minutos depois, Honda bateu falta de longe, a bola cruzou por toda a área e obrigou o goleiro Villar a fazer boa defesa. Aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, Hasebe começou a jogada pela esquerda, Okazaki deu um belo passe entre as pernas do adversário e devolveu para Hasebe, que errou a conclusão e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, os paraguaios começaram a série e Edgar Barreto converteu a primeira. Endo bateu bem e empatou a disputa. Lucas Barrios cobrou no canto e fez 2 a 1. Hasebe cobrou com perfeição e igualou novamente. Riveros bateu no meio e deu a vantagem para o Paraguai. Na sequência, o zagueiro Komano chutou forte e a bola bateu na trave, para desespero dos japoneses. Nelson Valdez converteu sua cobrança e aumentou o placar para 4 a 2. Honda diminuiu e Cardozo fez o último, dando a vaga para os sul-americanos.

O jogo foi fraco tecnicamente, muito pela covardia das duas equipes, que não quiseram se expuser e congestionaram o meio de campo. Porém, o resultado foi histórico para o Paraguai, que jamais conseguiu passar das oitavas de final em Copas do Mundo. A vitória nos pênaltis colocou os paraguaios nas quartas de final pela primeira vez e causou furor no país. Até o presidente Fernando Lugo se pronunciou e, emocionado, enalteceu os jogadores: “Essa alegria foi sentida por todos os paraguaios, não só em Assunção, mas no campo e na cidade. Do futebol, aprendemos que no Paraguai, sim, se pode”, orgulhou-se.

Espanha 1 X 0 Portugal

O ‘clássico ibérico’ prometia muitas emoções e, obviamente, muita rivalidade em campo. Entretanto, o que se viu no gramado do estádio Green Point foi uma Espanha bem organizada contra uma Seleção Portuguesa apagada e altamente dependente de sua maior estrela, além de apresentar um setor ofensivo muito fraco. Assim, os espanhóis foram completamente superiores, criaram muitas chances e venceram os portugueses apenas por 1 a 0, resultado esse que carimbou a vaga da ‘Fúria‘ às quartas de final.

A primeira boa oportunidade aconteceu antes do primeiro minuto da partida. O atacante Fernando Torres recebeu a bola na esquerda, iludiu dois adversários e, da entrada da área, chutou forte para o gol. O goleiro Eduardo fez ótima defesa e evitou que o placar fosse aberto. Vale ressaltar que esse foi o único bom lance de Torres no Mundial. O jogador chegou à África do Sul com muitas expectativas em torno de seu futebol, mas até o momento, pouco fez. Aos três minutos, David Villa arriscou de longe e obrigou o goleiro português a fazer outra boa defesa.

Os gajos portugueses não conseguiam sair de trás e eram facilmente envolvidos pelos adversários. Aos seis, Villa avançou pela esquerda, driblou o marcador e chutou forte para outra defesa de Eduardo. O primeiro lance perigoso de Portugal aconteceu somente aos 19 minutos. O lateral esquerdo Fábio Coentrão tocou de letra para Hugo Almeida, que rolou para Tiago. O meia bateu forte e Casillas teve trabalho para conseguir defender o chute, tanto que precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 27, o apagado Cristiano Ronaldo cobrou falta com efeito e o goleiro espanhol precisou se esforçar para rebater a bola e tirar o perigo da área.

O primeiro tempo terminou e ficou nítida a superioridade da ‘Fúria‘. Os espanhóis pecaram no arremate final, mas criaram boas oportunidades e não deixaram os portugueses saírem de trás. As equipes voltaram para os segundo tempo sem alterações e a postura de ambas continuou a mesma. Os lusitanos quase abriram o placar aos seis minutos, em jogada de Hugo Almeida, a bola tocou na perna de Puyol e por pouco não entrou.

Aos 12 minutos, o treinador Vicente Del Bosque, enfim, percebeu a inoperância de Fernando Torres e colocou Fernando Llorente em seu lugar. Descansado, o atacante quase abriu o placar dois minutos depois que entrou. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou firme, mas em cima de Eduardo. Mais um minuto e outra chance desperdiçada. David Villa fez sua tradicional jogada, saiu da esquerda, driblou em diagonal para o meio e chutou forte, mas a bola saiu rente a trave.

Depois de pressionar bastante, a Espanha conseguiu fazer o gol. Aos 17, Iniesta tocou para Xavi que, de calcanhar, deixou David Villa na cara do gol. O atacante do Barcelona chutou, Eduardo defendeu e no rebote o espanhol fez o gol, seu quarto tento no Mundial, algo que lhe colocou na artilharia ao lado de Higuaín, da Argentina e Vittek, da Eslováquia. A ‘Fúria‘ quase ampliou aos 24, em boa jogada de Sergio Ramos e outra maravilhosa defesa de Eduardo, que voltou a repetir a dose aos 31, em outra investida de Villa.

O jogo terminou e a vitória levou a Espanha para a próxima fase. Mesmo não apresentando um futebol convincente, os espanhóis demonstraram um jogo coletivo interessante, com jogadas por todos os lados do campo e mereceram o resultado, já que concluíram 18 vezes ao gol, contra apenas oito de Portugal. A Seleção Portuguesa decepcionou nesta Copa do Mundo. Os comandados de Carlos Queiroz só conseguiram fazer gols na Coreia do Norte, demonstrando o fraco poder ofensivo. Além disso, o time depende muito de Cristiano Ronaldo que, se bem marcado, não faz nada nas partidas.

Com os resultados de hoje, Espanha e Paraguai decidirão quem vai para as semifinais do Mundial no próximo sábado (dia 3/7), no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor deste duelo jogará contra Argentina ou Alemanha na próxima fase do torneio.

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Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

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Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha e Inglaterra se enfrentaram na cidade de Bloemfontein, no primeiro duelo de grandes da Copa do Mundo, valendo uma vaga para as quartas de final. O time do técnico Joachim Löw classificou-se em primeiro no grupo D. Já os comandados de Fabio Capello ficaram em segundo no grupo C, atrás dos Estados Unidos.

O jogo começou cadenciado, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. O meio campo alemão trocava passes rápidos entre Schweinsteiger, Özil e Müller. Os ingleses se movimentavam bastante com Lampard, Gerrard e Rooney, que voltava para buscar o jogo. Mas nenhum dos times tinha ainda levado perigo ao gol adversário.

A situação mudou aos 20 minutos, quando o goleiro Neuer deu um chutão pra frente. A bola passou por todo o time inglês e chegou até Klose, que protegeu bem e se esticou todo para mandar, com a ponta do pé direito, para o fundo do gol de James. O gol deu confiança aos alemães, que partiram para o ataque. O segundo tento foi questão de tempo. Em uma ótima troca de passes pelo meio, Müller passou para Klose e avançou. O atacante devolveu perfeitamente e Müller cruzou para Podolski na esquerda. Ele ajeitou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro James. A impressão era que a Alemanha iria atropelar os ingleses.

No entanto, os súditos da rainha enfim reagiram. Lampard e Gerrard começaram a participar mais da partida e criavam mais opções de ataque. E aos 37, em cobrança de falta de Gerrard, o goleiro Neuer saiu mal e o zagueiro Upson tocou de cabeça para o gol vazio.

O gol fez bem aos ingleses, que passaram a pressionar. Gerrard avançava pela esquerda e Lampard trocava passes com Johnson pela direita. A Alemanha recuou e esperava o intervalo. Aí veio o lance mais emblemático do Mundial até aqui. Defoe dividiu uma bola na entrada da área e ela sobrou para Lampard que, com categoria, bateu por cima de Neuer e encobriu o goleiro. A bola acertou o travessão e caiu dentro do gol, para sair em seguida. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda e o assistente Mauricio Espinosa não marcaram.

Este lance merece destaque devido ao que aconteceu 44 anos atrás, na final da Copa de 1966 entre os dois países. A partida estava empatada em 2×2 quando, na prorrogação, o inglês Hurst bateu pro gol, a bola tocou no travessão e depois em cima da linha. Mas naquela ocasião, a arbitragem deu o gol para os ingleses.

No segundo tempo, a Inglaterra partiu para o ataque. E a Alemanha apostou no contra-ataque, uma de suas principais armas neste Mundial. Logo aos seis minutos, Lampard acertou o travessão, em cobrança de falta. Os ingleses vinham com tudo e o gol parecia questão de tempo.

Mas o futebol tem seus caprichos e eles apareceram mais uma vez. Após cobrança de falta de Lampard parar na barreira, Müller lançou para Podolski e seguiu para o ataque. Podolski avançou pela esquerda e devolveu para Müller, que bateu forte para ampliar o placar. Apesar disso, os ingleses continuaram em busca do segundo gol. Mas outro contra-ataque alemão, aos 25, cravou de vez a faca no coração do ‘English Team’. Klose, ajudando a defesa, recuperou a bola e fez ótimo lançamento para Özil, que ganhou de Johnson na corrida e rolou para o meio. Müller, sempre ele, apareceu livre e definiu a vaga para a Alemanha.

Aí sim a Inglaterra sentiu o golpe. Os jogadores esperavam apenas o fim da partida, pois não havia mais o que fazer. Fim de jogo e classificação alemã garantida para a próxima fase. O time de Joachim Löw fez uma partida sensacional e passou por um rival difícil.

Já a Inglaterra decepcionou. Seus principais jogadores (Lampard, Gerrard e Rooney) não corresponderam à expectativa em torno de seu futebol. A Alemanha avança com um futebol bonito e eficiente e se credencia como um dos favoritos ao título. O gol inglês não marcado favoreceu os alemães, pois o empate naquele momento deixaria o jogo totalmente aberto. Mas a qualidade técnica superior da Alemanha ficou evidente e não pode ser ignorada, pois o melhor time venceu.

Argentina 3 X 1 México

Argentina e México se enfrentaram no estádio Soccer City, para definir quem encararia a Alemanha. Os argentinos venceram o grupo B com facilidade. Já os mexicanos conquistaram a vaga com o segundo lugar no grupo A.

A partida começou melhor para o time do técnico Javier Aguirre, que apostava na velocidade de Giovanni dos Santos, Bautista e Hernandez. Aos sete minutos, Salcido soltou uma bomba de longe, mas acertou a trave. Na sequência, Guardado fez boa jogada e chutou com efeito, mas a bola caprichosamente raspou a trave e foi pra fora.

As investidas mexicanas despertaram o craque argentino Lionel Messi, que apostava em sua velocidade para tentar o gol. Ele tentou encobrir o goleiro Pérez, sem sucesso. O México tinha o controle da partida e conseguia impedir os avanços de Messi e Tevez. Mas aí o apito amigo apareceu para alegrar os argentinos.

Messi lançou Tevez, que dividiu com o goleiro Pérez, e bola foi afastada. No rebote, o jogador do Barcelona bateu por cima e Tevez, impedido, tocou de cabeça e abriu o placar. O telão do estádio mostrou o lance e deixou clara a posição irregular do ex-corintiano. Os mexicanos partiram pra cima do árbitro, mas ele validou o gol.

E o domingo era mesmo dia de presente para a Argentina. Desta vez foi o zagueiro Osório que errou na entrada da área. A bola sobrou limpa para Higuaín driblar Pérez e marcar o segundo. O atacante é agora o artilheiro isolado da Copa do Mundo, com quatro gols.

A vantagem deu tranquilidade aos comandados de Maradona e deixou os mexicanos abatidos. A Argentina percebeu que poderia definir o confronto ainda no primeiro tempo e atacou ainda mais. Di Maria, aos 36, bateu cruzado e Pérez fez ótima defesa. Aos 40, Higuaín subiu livre e por pouco não marcou o terceiro.

Na volta do intervalo, Javier Aguirre tirou Bautista e colocou o atacante Pablo Barrera, na tentativa de diminuir o prejuízo. Mas a tática foi por água a baixo logo aos sete minutos, quando Tevez tentou o passe e Maza dividiu com ele. O argentino ficou com a sobra e soltou uma pancada da entrada da área. Golaço para definir a classificação da ‘Albiceleste’.

Com a vaga praticamente garantida, o México tentou ao menos fazer o gol de honra. Aos 24, Barrera chutou, mas Heinze tirou em cima da linha. Logo em seguida, o bom Hernandez recebeu na entrada da área, fez o giro e saiu na cara de Romero. O mexicano encheu o pé e diminuiu o placar.

Apesar do gol sofrido, a Argentina não se abalou. Messi, em partida apenas regular, tentava marcar o seu. E no final do jogo quase conseguiu. Ele recebeu pela direita e fez sua jogada mais típica: driblou em diagonal para a entrada da área e chutou forte, mas Pérez salvou.

Vitória boa do time de Maradona, que mostra deficiências na defesa, mas tem um ótimo ataque. Messi, Tevez e Higuaín podem dar ainda muito trabalho neste Mundial. Resta saber se a defesa argentina vai conseguir parar Klose, Podolski, Özil e Müller.

O México de despede com uma boa participação, como sempre, e mantém a média de chegar ao menos nas oitavas de final, algo que faz continuamente desde 1994. Assim como em 2006, Argentina e Alemanha jogam nas quartas de final da Copa do Mundo. Este grande duelo será no próximo sábado (3/7), na Cidade do Cabo, às 11h. Imperdível!

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Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 1 Coreia do Sul

Uruguai e Coreia do Sul abriram as oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio Nelson Mandela Bay, na cidade de Porto Elizabeth. De um lado, um surpreendente Uruguai, que terminou a primeira fase como líder de seu grupo. Do outro, o bom e rápido time sul-coreano, que vem evoluindo bastante tecnicamente. Os asiáticos vieram para a partida com uma formação mais defensiva, com cinco jogadores no meio de campo e apenas um atacante. Já o Uruguai manteve o esquema com Forlán como armador e dois atacantes, Cavani e Suarez.

No início, as duas esquipes mostraram que iriam partir pra cima. E a Coreia do Sul assustou primeiro. Em cobrança de falta, Park Chu-young acertou a trave direita do goleiro Muslera. Mas a resposta não demorou. Aos sete minutos, Forlán recebeu na esquerda, cortou o zagueiro e cruzou para a área. A bola passou por toda a defesa, pelo goleiro Sung-ryong e sobrou para Suarez que, mesmo sem ângulo, bateu de primeira e abriu o placar.

O gol deixou os sul-coreanos perdidos e o time do técnico Oscar Tabárez tocava a bola com tranquilidade. Ao adiantar a marcação, os sul-americanos obrigavam a Coreia do Sul a dar chutões da defesa direto para o ataque. Com isso, recuperavam a bola e criavam mais chances. Em uma destas oportunidades, Forlán avançou e passou para Suarez que bateu para o gol. A bola desviou no braço do meia Ki Sung-yueng, mas o juiz alemão Wolfgang Stark não marcou o pênalti. A Coreia do Sul arriscava pouco, pois estava mais preocupada em não levar o segundo gol. Em um chute de longe, Park Chu-young assustou o goleiro Muslera e essa foi a última chance da etapa inicial.

No segundo tempo, o zagueiro Godín saiu, com problemas estomacais. Victorino entrou em seu lugar. Além disso, os sul-coreanos voltaram com mais disposição para buscar o empate. O efeito deste ânimo foi logo percebido aos seis minutos. Park Chu-young recebeu sozinho na grande área, mas desperdiçou a chance. O Uruguai recuou e passou a apostar no contra-ataque. Mas os asiáticos continuaram buscando a igualdade. Park Ji-Sung teve ótima oportunidade aos treze minutos, mas Muslera fez bela defesa. Com dificuldades para trocar passes no meio campo, os uruguaios ficaram acuados.

O técnico Huh Jung-Moo colocou mais um atacante e partiu para cima do adversário. E de tanto insistir, o time asiático foi compensado. Aos 23, Muslera saiu mal do gol e Lee Chung-yong marcou. Foi o primeiro gol sofrido pelo Uruguai no Mundial. Na sequência, a Coreia do Sul quase virou. O mesmo Lee Chung-yong recebeu livre pela direita, mas chutou fraco em cima do goleiro.

O domínio sul-coreano acabou aos 27 minutos, quando Suarez, sempre ele, bateu cruzado para a defesa de Sung-ryong. Era o indício de que os uruguaios voltavam para o jogo. O começo da chuva dava o toque de dramaticidade à partida. E o gol não demorou a surgir. Suarez recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu de chapa, de pé direito, com curva, no canto esquerdo do goleiro asiático. Festa e êxtase no banco de reservas e certamente por todo o Uruguai. O gol de Suárez abateu o time da Coreia do Sul. Mesmo assim, eles foram para cima, na tentativa de igualar o marcador. Aos 42, Park Chu-young teve ótima chance, mas bateu fraco. A bola ainda passou por baixo de Muslera, mas foi fraca para o gol e Lugano afastou.

Fim de jogo e festa uruguaia em Porto Elizabeth. O Uruguai, após 40 anos, está entre os oito melhores times da Copa. E tem boas chances de chegar às semifinais, algo que não consegue desde a Copa de 1970. Os asiáticos ficaram desolados pela eliminação, mas estão de parabéns, pois apresentaram um bom futebol e mantiveram a evolução de seu jogo.

Com a vitória, o Uruguai renasce para o futebol mundial. E é muito bacana ver um time, com a tradição da ‘Celeste Olímpica‘, se recuperar. Independente de vencer a Copa ou não, os uruguaios já conseguiram um feito maior: mostrar que ainda podem ser uma equipe muito competitiva, como foi por vários anos no passado. E dar ainda mais orgulho ao seu povo. Gana e Uruguai se enfrentam na próxima sexta-feira (2/7), em Joanesburgo, às 15h30.

Estados Unidos 1 X 2 Gana

Estados Unidos e Gana fizeram a segunda partida do dia pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os norte-americanos surpreenderam e ficaram em primeiro no grupo C, à frente da poderosa Inglaterra, com um bom futebol baseado na rápida troca de passes. Já os ganeses conquistaram a vaga ao ficar em segundo lugar no grupo D, atrás da Alemanha.

O primeiro tempo foi dominado pelos africanos, que logo aos cinco minutos fizeram o gol. Prince Boateng aproveitou o erro de Richard Clark no meio campo, avançou pela esquerda e bateu rasteiro, sem chances para Tim Howard. A vantagem deixou os sobrinhos do Tio Sam assustados e Gana partiu pra cima. Boateng, de fora da área, e Gyan, de falta, obrigaram o goleiro norte-americano a fazer defesas difíceis.

Percebendo que seu time estava dominado, o técnico dos Estados Unidos, Bob Bradley, tirou Clark e colocou Maurice Edu, aos 30 minutos. A mudança surtiu efeito, a equipe passou a trocar mais passes com calma e conseguiu chegar ao ataque. Aos 34, Findley teve ótima oportunidade, mas bateu em cima do goleiro. Na volta para o segundo tempo, Findley saiu e deu lugar para o brasileiro naturalizado norte-americano Feilhaber. E já em seu primeiro lance ele saiu na cara de Kingson, que fez milagrosa defesa. O time africano recuou para evitar o empate e apostou nos contra-ataques puxados por Gyan.

Mas os Estados Unidos estavam melhores em campo. E o resultado disso foi a jogada de Dempsey na direita. Ele recebeu na frente, tocou no meio das pernas de John Mensah e, quando invadiu a área, foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti convertido por Donovan. Empolgados com o gol, os norte-americanos continuaram atacando. Aos 23, Altidore recebeu lançamento e saiu na cara de Kingson, que deu carrinho na bola e afastou o perigo. Aos 32, Bradley invadiu a área, mas chutou fraco. Mas ao invés de tocarem a bola, o time de Bob Bradley tentava o gol com chutões para a área. A tática não surtia efeito, graças à altura e força dos ganeses.

Fim do tempo normal e a partida foi para a prorrogação. Nos ‘Yankees‘, Altidore saiu para a entrada de Gomez. Mas logo no início, aos três minutos, um chutão da defesa achou o craque do time ganês, Gyan. Ele trombou com o zagueiro Bocanegra, saiu da falta, ganhou de Jay DeMerit na corrida e soltou a bomba. Gol de Gana, gol de toda a África! A partir daí, só deu Estados Unidos. Na base da pressão, os norte-americanos lançavam a bola para a área de qualquer lugar do campo. No melhor estilo argentino, Gana fazia a famosa “cera” e tentava ganhar tempo. Porém, os cruzamentos eram todos afastados pela defesa africana. Até o goleiro Howard foi para o ataque no final do jogo, mas sem sucesso.

Fim de jogo, festa de Gana em Rustemburgo. Pela terceira vez na historia, uma equipe africana chega às quartas de final. Nas arquibancadas, os torcedores ganeses comemoravam muito a conquista da vaga. Não era apenas a classificação de um time, era a classificação de um continente, pois os sul-africanos adotaram a equipe, após a eliminação dos ‘Bafana-Bafana‘. Aos Estados Unidos, mais uma vez fica a boa campanha. Após o vice-campeonato na Copa das Confederações do ano passado, os norte-americanos mostraram clara evolução. Mas ainda precisam melhorar.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Com a primeira fase da Copa do Mundo concluída, restaram apenas 16 seleções em busca do título mais cobiçado do futebol mundial. Dessa forma, saiba quanto as federações pagarão de premiação para seus atletas em caso de conquista. Antes de qualquer coisa, é fácil afirmar que os atletas que se sagrarem campeões deste Mundial, voltarão para casa com o bolso cheio de dinheiro, cheio mesmo.

Por incrível que pareça, uma equipe coadjuvante já é campeã no quesito premiação. Os Estados Unidos, donos da maior economia mundial, disponibilizarão um prêmio de € 730 mil (R$1,6 milhão) para cada jogador em caso de título na África do Sul. Os norte-americanos já disputaram oito mundiais na história e, curiosamente, a melhor colocação foi obtida em 1930, ano de estreia do torneio, quando alcançaram o terceiro lugar. Mesmo não sendo cotada como uma das favoritas ao título, o time comandando pelo técnico Bob Bradley recebeu um generoso incentivo.   
 
A segunda colocada no ranking das premiações é a seleção que chegou mais confiante à África: a Espanha. Dos considerados ‘grandes do futebol mundial’, os espanhóis são os únicos que jamais conquistaram a Copa do Mundo. Depois de fracassar nas 12 oportunidades que teve, a ‘Fúria‘ confia muito em quebrar a escrita e se tornar campeã mundial neste ano. Caso isso aconteça, cada atleta receberá a quantia de  € 600 mil (R$1,3 milhão), oferecida pela entidade que rege o futebol no país. A Argentina, por sua vez, confia tanto na atual equipe comandada por Lionel Messi que, se conquistarem o tricampeonato em solo sul-africano, os companheiros do melhor jogador do mundo receberão € 520 mil (R$1,1 milhão) cada, valores esses que colocam os argentinos no terceiro lugar das premiações.
 
Quase cinco décadas depois de conquistar o primeiro e único Mundial, a Inglaterra figura na quarta posição do ranking. Forte economicamente, os ingleses prometeram € 450 mil (R$998 mil) para Terry, Lampard, Rooney e companhia levarem a taça de volta para a terra da rainha. O quinto colocado é o Brasil, maior vencedor de Copas do Mundo com cinco conquistas. Buscando o hexacampeonato, a CBF ofereceu € 448 mil (R$993 mil) para cada atleta do grupo, comprovando que dinheiro não é problema na entidade que comanda o futebol brasileiro. Com dez patrocinadores fixos, estima-se que a organização arrecade atualmente R$220 milhões por ano.
 
Na lista dos mais endinherados do futebol, ainda aparece outra seleção europeia postulante ao título: Alemanha. A sexta posição do ranking de premiações não significa que, caso seja tetracampeã do mundo, os atletas alemães não serão bem pagos. A entidade do país ofereceu € 250 mil (R$553 mil) para Lahm, Schweinsteiger, Podolski, Klose e todos os outros companheiros para buscar a taça na África do Sul.

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Jogos disputados: 48
Gols marcados: 101
Média de gols: 2,10 por jogo
Maior goleada: Portugal 7 X 0 Coreia do Norte
Melhores ataques: Portugal e Argentina (7 gols anotados)
Melhores defesas: Uruguai e Portugal (não sofreram nenhum gol)
Artilheiros: Higuaín (Argentina), Villa (Espanha) e Vittek (Eslováquia) (3 gols)
Equipe mais disciplinada: Espanha (não levou nenhum cartão)
Equipe mais indisciplinada: Chile (10 amarelos e 1 vermelho)
Equipes com 100% de aproveitamento: Argentina e Holanda (3 vitórias)
Equipes invictas: Uruguai (2Vitórias/1Empate), Argentina (3V), Estados Unidos (1V/2E), Inglaterra (1V/2E), Holanda (3V), Paraguai (1V/2E), Brasil (2V/1E) e Portugal (1V/2E).

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Coreia do Norte 0 X 3 Costa do Marfim

Os marfinenses chegaram ao Mundial como uma das melhores seleções africanas, mas caíram num grupo difícil com Portugal e Brasil. Com dois resultados negativos nas rodadas iniciais, a Costa do Marfim chegou à última rodada precisando de um milagre para obter a classificação. Como isso não aconteceu, os marfinenses fizeram sua parte, venceram a Coreia do Norte por 3 a 0 com ampla superioridade e pelo menos se despediram da Copa do Mundo de cabeça erguida.

A qualidade dos africanos era tão evidente que com menos de um minuto de jogo já surgiu a primeira chance. Keita recebeu a bola, invadiu a área e, sozinho, chutou em cima do goleiro Ri Myong Guk. Outras oportunidades foram criadas e, aos 10, Gervinho avançou pela esquerda e bateu cruzado. A bola caprichosamente rolou pela linha e saiu. Com 13 minutos, enfim, saiu o gol. Boka cruzou rasteiro, Touré dominou e bateu colocado para abrir o placar. Três minutos depois, os marfineses quase ampliaram em chute de longe de Romaric, que triscou na trave norte-coreana.

Porém, o segundo gol saiu aos 19 minutos. Em bola cruzada na área, Drogba dominou bem, girou e fuzilou, mandando a bola no travessão. No rebote, Romaric subiu mais que a zaga adversária e, de cabeça, ampliou o placar. Aos 30 os marfinenses desperdiçaram a chance do terceiro com uma conclusão errada de Keita. O mesmo fez Gervinho um pouco depois, perdendo um gol feito.

A segunda etapa começou como terminou a primeira, num jogo entre ataque e defesa. Aos 22 minutos, Romaric chutou forte de fora da área e obrigou o goleiro norte-coreano a fazer boa defesa. Somente aos 35 a Coreia do Norte conseguiu levar perigo pela primeira vez. Jong Tae-Se, o ‘Rooney Asiático’, recebeu a bola em posição duvidosa, invadiu a área, dividiu com o goleiro Barry e, no rebote, chutou em cima do zagueiro. No minuto seguinte, Boka levantou a bola na área e, de primeira, Kalou marcou o terceiro e deu números finais ao confronto.

Portugal 0 X 0 Brasil

O objetivo da Seleção Brasileira foi atingido. Num grupo difícil, a ideia era terminar na primeira posição e conseguir ficar do lado mais ‘fácil’ da chave nas oitavas de final, evitando fortes equipes como Argentina, Alemanha ou Inglaterra e a própria Seleção Portuguesa. Em um jogo feio, com alto congestionamento no meio de campo e muitas faltas dos dois lados, brasileiros e portugueses empataram em 0 a 0 e ambos conseguiram a classificação para a próxima fase.

Com a escalação de Nilmar no lugar de Robinho, Dunga supreendeu, mas manteve o mesmo esquema de jogo. Daniel Alves substituiu o lesionado Elano e Julio Baptista ficou com a vaga do suspenso Kaká. No início da partida, o Brasil dominava o meio, mas não levava perigo ao gol de Eduardo. Com o nervosismo das equipes, o árbitro começou a distribuir cartões amarelos. Antes dos 25 minutos, três jogadores já haviam sido punidos (Luís Fabiano e Juan para o Brasil e Duda para Portugal).

A grande chance da primeira etapa aconteceu aos 30 minutos. Luís Fabiano deu um despretencioso cruzamento para a área e a zaga lusitana vacilou. Nilmar apareceu e concluiu sem ângulo, obrigando o goleiro Eduardo a fazer boa defesa e a bola ainda bateu na trave antes de sair. O atacante do Villareal se movimentava bastante e era o único que levava perigo aos portugueses. Aos 36, Nilmar deu um chapéu no adversário e concluiu de primeira, isolando a bola. Aos 38, enfim, Luís Fabiano apareceu. Maicon avançou pela direita e cruzou para o Fabuloso, que antecipou o zagueiro e cabeceou com perigo.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente e, para piorar, o nervosismo se transformou em jogadas mais ríspidas que obrigaram o árbitro Benito Archundía a amarelar alguns atletas. Felipe Mello, por exemplo, recebeu dura entrada do luso-brasileiro Pepe e, como era de se esperar, minutos depois deu o revide de forma bruta. Resultado? Ambos levaram o cartão amarelo e Dunga resolveu tirar o brasileiro, já que a expulsão era questão de tempo. Em seu lugar, entrou o volante Josué.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira piorou ainda mais seu rendimento e deixou Portugal mandar no jogo. Logo aos dois minutos, Cristiano Ronaldo avançou pela esquerda, mas foi bem interceptado pelo zagueiro Lúcio. Aos seis, o astro do Real Madrid cobrou falta, a bola desviou em Pepe e por pouco não traiu o goleiro Júlio César. Cristiano Ronaldo, que jogava sozinho no ataque por opção de Carlos Queiroz, tentava resolver sozinho a partida. De onde pegava a bola, tentava o chute para se aproveitar do tal ‘efeito Jabulani’.

Com muita posse de bola, os portugueses continuavam insistindo. Aos 14, Cristiano Ronaldo partiu para cima e Lúcio, tentando intervir, tocou a bola cruzada para o meio da área brasileira. Raúl Meirelles ficou sozinho, cara a cara com Júlio César, mas viu o arqueiro da Inter de Milão sair muito bem do gol e evitar que o placar fosse aberto. O Brasil jogava muito mal. Júlio Baptista nada fez no jogo e foi substituido, tardiamente, por Ramires. Luís Fabiano, que também não conseguiu um bom domínio de bola, saiu para a entrada de Grafitte. Nada mudou, a não ser a última boa chance do jogo, em um chute de Ramires que desviou na zaga lusitana e obrigou o goleiro Eduardo a fazer uma bela defesa de mão trocada.

Para o bem do futebol, o juiz terminou a partida. Muito se esperava deste duelo e pouco se viu dentro de campo. Jogo fraco tecnicamente, com duas equipes pouco inspiradas e que jogaram apenas para cumprir tabela, já que Brasil e Portugal já estavam classificados. A Seleção Brasileira terminou na liderança do grupo G com sete pontos (duas vitórias e um empate), enquanto os portugueses ficaram com a segunda vaga, somando cinco pontos (uma vitória e dois empates).

Suíça 0 X 0 Honduras

Os suíços tinham a faca e o queijo na mão. No duelo contra a equipe da América Central, precisavam apenas vencer para avançarem às oitavas de final da Copa do Mundo. Mas num jogo muito fraco tecnicamente, a Suíça mostrou novamente ter um sistema defensivo sólido, mas esbarrou na falta de ofensividade, já demonstrada há um bom tempo, e ficou no 0 a 0, resultado que eliminou as duas seleções.

A falta de qualidade das duas equipes pesou desde o início. O único lance perigoso da primeira etapa aconteceu aos 16 minutos, quando Barnetta cruzou para a área e Derdyiok cabeceou rente a trave. Esse foi o primeiro tempo. Só isso? Sim, apenas isso. Suíços e hondurenhos bem que tentaram, tiveram força de vontade e física, mas a falta de qualidade técnica brecou qualquer iniciativa.

É óbvio que no segundo tempo as coisas pouco mudaram. O único diferencial foi que o jogo ficou mais aberto, já que a Suíça saiu de trás para buscar o gol que lhe daria a classificação e deixou espaços na defesa, chamando os hondurenhos para o contra-golpe. Aos oito, Alvarez fez boa jogada, driblou o adversário e cruzou na medida para David Suazo, que cabeceou para fora, mas a bola passou bem perto. A resposta dos suíços veio aos 16, em jogada de Barnetta e boa defesa de Noel Valladares. Dois minutos depois, o goleiro hondurenho precisou intervir novamente e defendeu um chute rasteiro de Derdyiok.

No contra-ataque, Honduras até levava perigo, como fez aos 26, quando Suazo avançou com a bola e passou com açúcar para Alvarez, que chutou e viu o goleiro Benaglio fazer ótima defesa. Dez minutos depois o atacante Frei cruzou e Derdyiok, no primeiro pau, tentou pegar de primeira e deu uma incrível furada. Nada melhor para definir o jogo. As duas equipes não apresentaram quase nada e se despediram do Mundial.

Chile 1 X 2 Espanha

O confronto de língua espanhola era vida ou morte para espanhóis e chilenos. A Espanha, que chegou muito badalada à África do Sul, decepcionou e precisava realizar uma boa partida para voltar a ter força. O Chile, por sua vez, chegou como mero coadjuvante e se destacou vencendo os dois primeiros confrontos, algo que, mesmo assim, ainda não havia garantido a equipe no mata-mata. Assim, a ‘Fúria‘ venceu os chilenos por 2 a 1 num jogo bem disputado, terminou na liderança do grupo H e, de quebra, levou o adversário para a próxima fase também.

A partida foi bastante corrida desde o início. Com equipes leves, Espanha e Chile tentavam furar o bloqueio adversário com a bola no chão, tocando muito e com alguma velocidade. A primeira chance do jogo foi de ‘La Roja‘. Aos nove, o ex-palmeirense Valdivia começou a jogada, tocou para Beausejour, que cruzou rasteiro para o meio da área e González concluiu de forma bizarra, mandando a bola para muito longe.

Entretanto, os chilenos sofreram o primeiro golpe em um erro cometido por Valdivia, que tentou fazer graça no campo de ataque e perdeu a bola para o zagueiro Piqué. O jogador do Barcelona deu um lançamento em profundidade para Fernando Torres e o goleiro Claudio Bravo saiu desesperado, sem necessidade, na intermediária para tentar tirar a bola de carrinho. David Villa agradeceu e, de primeira, chutou para marcar um belo gol e abrir a contagem.

Com o gol a Espanha cresceu e partiu para cima. O segundo tento aconteceu aos 36 minutos. Iniesta puxou o contra-ataque, trocou passes com Villa e mandou para o gol com categoria, marcando o segundo gol espanhol. Além disso, o lance chamou atenção por outro motivo. Enquanto os espanhóis desenvolviam a jogada, fora do lance o atacante Fernando Torres tropeçou no pé de Estrada, a jogada prosseguiu e o árbitro assinalou o gol. Porém, enquanto os jogadores da ‘Fúria‘ comemoravam, o juiz Marco Rodriguez, do México, foi atrás de Estrada que já tinha amarelo e expulsou o chileno, causando indignação nos jogadores. De fato, o árbitro se equivocou absurdamente.

Com a vantagem no placar, parecia que a Espanha venceria o jogo facilmente com uma goleada. Entretanto, mesmo em desvantagem e com um homem a menos, o Chile surpreendeu no início da segunda etapa. O treinador Marcelo ‘El Loco’ Bielsa tirou o inoperante Valdivia de campo e colocou Rodrigo Millar em seu lugar no intervalo. No primeiro lance efetivo dos últimos 45 minutos, Millar recebeu a bola de Alexís Sánchez e chutou da entrada da área. A bola desviou em Piqué e traiu Casillas, que nada pôde fazer.

Daí para frente, as duas equipes diminuíram o ritmo e pouco fizeram. Ambos pareciam estar satisfeitos com o resultado e assim ficou até o final. A Espanha terminou na liderança do grupo H com seis pontos (duas vitórias e uma derrota) e, dessa forma, enfrentará Portugal nas oitavas de final. O clássico europeu dos países vizinhos, acontecerá na próxima terça-feira (dia 29), na Cidade do Cabo, às 15h30.

O Chile, por sua vez, fez a mesma pontuação que a ‘Fúria‘, mas ficou na segunda posição por ter marcado um gol a menos. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa enfrentarão o Brasil na próxima fase, dia 28 (segunda-feira), no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

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Paraguai 0 X 0 Nova Zelândia

Os paraguaios precisavam apenas empatar a partida para obter uma das vagas nas oitavas de final. Sendo assim, não fizeram muito esforço e, num jogo fraco tecnicamente, jogaram para o gasto e empataram com a Nova Zelândia em 0 a 0. O time sul-americano entrou em campo com alguns desfalques. O técnico Gerardo Martino não pôde escalar o zagueiro Alcaraz e o meia Jonathan Santana, ambos contundidos, além de poupar o atacante Lucas Barrios, que só entrou na segunda etapa.

Os neozelandeses, que ainda tinham esperanças de avançar no Mundial, começaram um pouco melhor e criaram as primeiras chances. Aos quatro minutos, o atacante Smeltz fez boa jogada individual e chutou com perigo, mas a bola passou por cima da trave. Oito minutos mais tarde, Lochhead teve boa chance de lançar para Fallon, mas colocou muita força no passe e a bola ficou com o goleiro Justo Villar. A primeira boa chance paraguaia veio aos 18. Depois de um bate-rebate na entrada da área, a bola sobrou para o lateral Cañiza, que chutou completamente sem direção. Porém, dez minutos depois, o próprio Cañiza fez boa tabela pela direita e arriscou de longe novamente, dessa vez a bola passou rente ao travessão da Nova Zelândia.

A primeira etapa foi sonolenta e tudo levava a crer que até o último minuto de jogo a situação seria a mesma. Aos 16, o Paraguai criou o lance mais perigoso da partida. Em um cruzamento da direita o meia Riveros cabeceou e obrigou o goleiro Paston a fazer grande defesa. No rebote, Roque Santa Cruz e Cáceres bateram cabeça e desperdiçaram a chance. Aos 30, Benitez fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e bateu para o gol. O goleiro neozelandês fez boa defesa e confirmou o 0 a 0 no placar.

Diferentemente do que fizera nas duas primeiras rodadas, o Paraguai não demonstrou um bom futebol, mas mesmo assim conseguiu a classificação em primeiro do grupo F. A Nova Zelândia até que surpreendeu no Mundial, já que voltará para casa sem ter perdido um jogo sequer (empatou três vezes) na sua segunda participação em uma Copa do Mundo.

Eslováquia 3 X 2 Itália

Atual campeã mundial, a Itália deve ter comemorado quando os grupos da Copa do Mundo foram sorteados, já que nenhuma outra grande seleção atravessaria seu caminho, ao menos na primeira fase. Entretanto, depois de dois empates contra Paraguai e Nova Zelândia, apresentando um futebol péssimo e sem criatividade, os italianos foram tragicamente eliminados do Mundial ao perderem para a inexpressiva Eslováquia por 3 a 2. Os eslovacos comemoraram e vão para as oitavas de final.

A Eslováquia começou a partida atrás, mas com a ineficiência dos italianos, a equipe do técnico Vladimir Weiss foi à frente e passou a dominar o jogo. Totalmente desligados, os jogadores da ‘Azzurra‘ contribuíram muito para o primeiro gol da partida. Aos 24 minutos, De Rossi saiu jogando errado, os eslovacos roubaram a bola e ela sobrou para Vittek, que avançou e chutou para inaugurar o placar. Dez minutos depois a Eslováquia por pouco não ampliou. Strba bateu forte de longe e obrigou o goleiro Marchetti a fazer boa defesa. Para se ter uma ideia da apatia da equipe italiana, o principal lance de perigo criado nos 45 minutos iniciais foi feito pelo adversário. Aos 39, o zagueiro Skrtel foi tentar cortar um cruzamento na área e por pouco não marcou um gol contra. Depois disso, ainda deu tempo de Kucka bater de primeira sem deixar a bola cair no chão e quase marcar o segundo.

Com o desespero estampado no rosto, o técnico Marcello Lippi promoveu três substituições logo no início da segunda etapa, visando melhorar a equipe. Maggio entrou no lugar de Criscito, Gattuso saiu para a entrada de Quagliarella e Pirlo estreou no Mundial na vaga de Montolivo. De fato, a ‘Azzurra‘ melhorou um pouco e partiu para cima. Mas o ataque formado por Pepe, Di Natale e Iaquinta realmente é muito fraco. Di Natale, por exemplo, conseguiu a proeza de perder um gol cara a cara com o goleiro, aos nove. Sete minutos depois, ele mesmo chutou de fora da área e o goleiro Mucha defendeu sem perigo.

Aos 21 minutos, aconteceu um lance polêmico na partida. Pepe cruzou da direita, Quagliarella pegou de primeira e o zagueiro Skrtel tirou a bola em cima da linha. Os italianos reclamaram muito, mas no replay é possível perceber que realmente a bola não entrou. A Eslováquia que nada tinha a ver com isso, foi para o ataque de novo e ampliou a contagem. Aos 27, Hamsik bateu escanteio e a zaga italiana tirou. A bola voltou para Hamsik, que cruzou rasteiro e, dentro da pequena área, Vittek antecipou Chiellini e fez seu segundo gol no jogo, seu terceiro na Copa. O eslovaco agora divide a liderança da artilharia com Higuaín, da Argentina.

Os jogadores italianos ficaram atônitos vendo os eslovacos comemorarem. Pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Faltando apenas 15 minutos para o final da partida, a Itália precisava fazer dois gols e não levar mais nenhum para obter a vaga nas oitavas de final, algo que, se acontecesse, seria completamente desmerecido. Mas o que parecia pouco provável aconteceu. Quagliarella, o jogador italiano mais lúcido em campo, fez ótima jogada pela direita, Iaquinta tocou de letra e, na hora de dividir com o goleiro, a bola sobrou para Di Natale que sem goleiro só teve o trabalho de empurrar para a rede. O gol deu confiança novamente e a Itália continuou insistindo. Aos 39, veio o empate, mas o árbitro assinalou erroneamente que Quagliarella estava impedido e não validou o gol, para desespero dos italianos.

As esperanças da Itália acabaram em mais um erro crasso de sua defesa. Aos 43 minutos, a Eslováquia tinha um lateral a seu favor pela direita do campo. Stoch cobrou e os quatro italianos que marcavam Kopunek deixaram o eslovaco escapar, invadir a área e tocar por cima na saída de Marchetti, anotando o terceiro gol da Eslováquia e dando o golpe de misericórdia na ‘Azzurra‘. Ainda deu tempo de Quagliarella, aos 46 minutos, marcar um golaço de fora da área, diminuindo o placar, mas não a tristeza italiana.

Esta foi a pior participação da Itália em Copas do Mundo, além de ser a primeira vez que os italianos se despedem do torneio sem vencer ao menos uma partida. A Eslováquia, que disputa seu primeiro Mundial como país independente, fez valer a boa escola da antiga Tchecoslováquia no futebol e, com uma equipe compacta, forte fisicamente e com bons finalizadores na frente, obteve a classificação para a fase seguinte, na segunda posição do grupo F.

Camarões 1 X 2 Holanda

Essa era a única partida do dia que pouco valia na Copa do Mundo. Os camaroneses decepcionaram no torneio e chegaram à última rodada já eliminados. Os holandeses fizeram ao contrário. Mesmo com um futebol pragmático e sem muita desenvoltura, não tiveram sustos e venceram seus dois primeiros jogos, garantindo a classificação antecipada. Por esses motivos,  o duelo entre africanos e europeus se tornou um amistoso de luxo, que foi vencido pela ‘Laranja Mecânica‘ por 2 a 1, algo que lhe rendeu a primeira posição no grupo E.

Sem muito ânimo das duas partes, a primeira chance de gol aconteceu só aos 19 minutos. O capitão Van Bronckhorst deu belo lançamento para Van Persie, que dominou no peito com classe e chutou para o gol, obrigando o goleiro Souleymanou a fazer boa defesa. Aos 30, Makoun subiu mais alto que a defesa holandesa e cabeceou para fora, desperdiçando boa chance. No minuto seguinte, Sneijder fez boa jogada pela esquerda do campo, inverteu a bola para a direita encontrando Boulahrouz, que tocou para o Kuyt. O atacante girou dentro da área e bateu cruzado, levando muito perigo. Porém, os holandeses não desperdiçaram a outra oportunidade que tiveram. Van Persie tabelou com Van der Vaart, viu Kuyt fazer o corta-luz e, de dentro da área, fuzilou o goleiro camaronês, que nada pôde fazer para evitar o gol.

A segunda etapa começou morna também. O primeiro lance interessante aconteceu somente aos 18 minutos. Geremi cobrou falta e Van der Vaart colocou a mão na bola dentro da área. Com o pênalti assinalado, Samuel Eto’o cobrou no canto direito e, por pouco o goleiro Stekelenburg não defendeu. Com o empate, os camaroneses se animaram em conquistar ao menos uma vitória no Mundial da África do Sul e foram para cima. Mas a falta de qualidade impediu os africanos.

Aos 28 minutos, o técnico Bert van Marwijk colocou Robben no lugar de Van der Vaart. Foi a primeira vez que o meia do Bayern de Munique entrou em campo nesta Copa do Mundo. Dez minutos depois, com a qualidade de sempre, Robben fez boa jogada e chutou na trave. No rebote, Huntelaar só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede e marcar o gol da vitória.

Os holandeses chegaram a marca de 22 duas partidas de invencibilidade, além de avançarem para as oitavas de final com 100% de aproveitamento na primeira fase. Assim, a Holanda enfrentará a Eslováquia na próxima fase, em duelo que será disputado em Durban, na próxima segunda-feira (dia 28), às 11h.

Dinamarca 1 X 3 Japão

O futebol japonês realmente evoluiu muito nos últimos anos. Depois de chegar desacreditado e como zebra à África do Sul, os asiáticos venceram Camarões no primeiro jogo, tropeçaram contra a Holanda na segunda rodada e hoje venceram de forma incontestável a boa Seleção Dinamarquesa por 3 a 1. Assim conseguiram chegar às oitavas de final pela segunda vez em sua curta história de Copas do Mundo.

No início da partida, ficou claro que a Dinamarca buscava o resultado, partindo para cima em busca do gol. Aos 14 minutos, Tomasson invadiu a área sozinho e chutou, mas a bola saiu rente a trave. Com tranquilidade, os japoneses pouco a pouco começaram a mandar no jogo e na primeira chance que tiveram, fizeram o gol.     Aos 17, Honda bateu falta de longe com muito efeito e abriu a contagem para o Japão.

Dando uma aula tática nos dinamarqueses, a zaga japonesa esbanjava qualidade e não deixava espaços para o adversário. Enquanto isso, os jogadores da frente faziam sua parte. O segundo gol saiu aos 30 minutos, novamente em cobrança de falta, dessa vez convertida por Endo. Um bonito gol dos asiáticos.

O resultado surpreendente abalou a Dinamarca. Os europeus sentiram o golpe e tiveram ainda mais dificuldades para se recuperarem. Assim terminou a primeira etapa e o Japão já saiu praticamente classificado.

Com o início do segundo tempo, a postura da equipe comandada por Takeshi Okada foi a mesma: solidez na defesa e rapidez no ataque. E assim o jogo prosseguiu por um bom tempo até que os dinamarqueses deram o último suspiro e diminuíram o placar, em cobrança de pênalti convertida apenas no rebote por Tomasson. O gol não abalou os asiáticos, que continuaram mandando no jogo e ainda ampliaram o resultado. Aos 43, Honda fez ótima jogada e depois de se desvencilhar dos zagueiros adversários, apenas rolou a bola para Okazaki, que só teve o trabalho de empurrá-la para o fundo do gol e selar a classificação nipônica às oitavas de final.

A ‘Dinamáquina’ de outros tempos parece ter quebrado, pois os europeus foram facilmente dominados pelo adversário e não viram a cor da bola neste confronto. O Japão foi melhor, venceu com justiça e agora fará o confronto contra o Paraguai, na próxima terça-feira (dia 29), em Pretória, às 11h.

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