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Posts Tagged ‘Jorge Henrique’

O sonho de conquistar a Copa Libertadores da América de 2010 acabou para o Corinthians. Depois de se planejar desde 2009 para alcançar o sonho no ano do centenário, o Timão venceu o Flamengo por 2 a 1, no Pacaembu, mas não foi suficiente para avançar na competição.

A partida teve dois tempos distintos. Na primeira etapa, o Corinthians mandou no jogo, se impôs e buscou o resultado. Mesmo não mostrando um futebol brilhante, os alvinegros foram eficientes e prenderam o Flamengo no campo de defesa. Isso era evidente, tanto que o Mengão chegou ao campo adversário apenas duas vezes na primeira etapa, ambas sem perigo.

O Timão precisava do resultado e com o apoio da torcida foi para cima. As primeiras tentativas corintianas pararam nas defesas do goleiro Bruno. Porém, aos 27 minutos, depois de muito pressionar, o gol saiu. Danilo cruzou a bola para a área, o zagueiro David tentou cortar e mandou a bola para a rede. O Pacaembu explodiu em festa. O resultado momentâneo levava a decisão para os pênaltis. Mas o Corinthians queria mais.

Roberto Carlos quase marcou o segundo em cobrança de falta, mas Bruno fez outra boa defesa. Se Jorge Henrique pouco produzia por um lado do campo, do outro Dentinho partia para cima com dribles insinuantes e, em uma dessas investidas, o jovem atacante cruzou para a área e a bola foi na cabeça de Ronaldo, que marcou o segundo tento alvinegro.  Era uma vitória merecida. Dois gols no primeiro tempo contra um Flamengo tímido e recuado. Faltavam apenas 45 minutos para o Corinthians conquistar o objetivo e seguir forte rumo ao título.

Mas o técnico Rogério Lourenço, sabedor da qualidade do time da Gávea, tratou de cobrá-los no intervalo e até promoveu uma alteração. Tirou Vinicius Pacheco e colocou Kleberson em campo. Os 15 minutos de descanso foram positivos para o Flamengo, pois o time voltou totalmente diferente para a segunda etapa. Saiu de trás e começou a se arriscar mais. Logo aos quatro minutos, Kleberson deu um precioso passe para Vagner Love marcar o gol rubro-negro. O gol fora de casa dava a classificação para os cariocas.

Alheio a vantagem obtida logo no começo, o Flamengo pôs a bola no chão e dominou o adversário. Com uma postura completamente diferente da primeira etapa, o Mengão melhorou seu setor defensivo e usava seus rápidos laterais para puxar os contragolpes. Vagner Love era o melhor jogador da partida. Além de voltar para ajudar na marcação, o atacante conduzia a bola e cadenciava o jogo. O Corinthians sentiu o baque do gol.

Enquanto o Timão tentava se organizar novamente, o Flamengo chegava com perigo constantemente. Teve, ao menos, umas quatro chances para empatar o jogo e selar de vez a classificação. Kleberson perdeu gol incrível. Adriano fez o mesmo. O tempo foi passando e o Corinthians não conseguia levar perigo. Mano Menezes promoveu três alterações na segunda etapa. Sacou o apagado Jorge Henrique e deu lugar para Iarley que também pouco pegou na bola. Tirou o bom volante Elias, estranhamente, diga-se de passagem, e colocou Jucilei. A outra substituição foi a saída de Alessandro e a entrada do novato Paulinho. Tudo em vão. O Corinthians parecia não ter forças para retomar o controle do jogo.

Nos minutos finais a equipe alvinegra ensaiou uma pressão e partiu para o tudo ou nada. A única chance real aconteceu somente aos 47 minutos, quando Chicão cobrou com maestria uma falta e o goleiro Bruno fez uma defesa espetacular, evitando o gol e consolidando de vez a classificação flamenguista.

O jogo foi muito bom, teve bastante movimentação e luta das duas partes. O Corinthians venceu, mas quem se classificou foi o Flamengo. O primeiro colocado geral na primeira fase da Libertadores foi eliminado pelo último, coisas que acontecem no futebol. A torcida corintiana reconheceu o empenho do time e aplaudiu ao final do jogo. É óbvio que a eliminação precoce foi um grande baque, tendo em vista todo o projeto realizado pela diretoria, as contratações de peso e a grande esperança do torcedor. Mas o futebol é assim mesmo. O Flamengo foi melhor hoje e conseguiu a classificação. Não é o fim do mundo ser eliminado da competição sul-americana.

O Rubro Negro aguarda o confronto entre Universidad do Chile e Alianza Lima para conhecer o adversário das quartas-de-final. No jogo de ida, os chilenos venceram o duelo fora de casa por 1 a 0.

CRUZEIRO E ESTUDIANTES AVANÇAM
As duas equipes que disputaram o título da Libertadores no ano passado continuam firmes no torneio em 2010. O Cruzeiro foi até Montevidéu, não tomou conhecimento do Nacional e venceu por 3 a 0 com gols Thiago Ribeiro, Diego Renan e Gilberto. Com a vitória, os mineiros vão enfrentar o São Paulo nas quartas-de-final, repetindo o confronto do ano passado.

O Estudiantes, atual campeão, venceu o fraco San Luís por 3 a 1 e também carimbou vaga nas quartas-de-final. Os argentinos encaram na próxima fase o vencedor do confronto entre Internacional e Banfield. Os gols do jogo foram anotados por González e Benitez (2) para o Estudiantes, enquanto De La Torre descontou para os mexicanos.

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O Campeonato Paulista chegou a sua 13ª rodada neste final de semana. A curiosidade é que o fato mais interessante diz respeito ao único jogo que não foi disputado: Palmeiras X Sertãozinho. A partida estava marcada para as 17h no Palestra Itália e estranhamente foi adiada para a próxima segunda-feira, às 21h, na Arena Barueri. O motivo alegado pela diretoria palmeirense e confirmado pela Federação Paulista de Futebol foi a forte chuva que caiu na manhã de sábado na cidade de São Paulo. Porém, a chuva parou pelo menos quatro horas antes do confronto e, no momento que a partida seria disputada, fazia sol e o gramado apresentava totais condições de jogo. Realmente esse fato pegou todo mundo de surpresa, já que com chuvas muito piores nesse início de temporada, inclusive no próprio Palestra Itália, partidas foram disputadas. Foi veiculado que a torcida palmeirense preparou um grande protesto para a partida de ontem e isso nos faz crer que a chuva não foi fator preponderante para o adiamento do jogo. Se a transferência da partida para Barueri houve por esse motivo mesmo, a diretoria do Palmeiras deu mais uma bola fora. De qualquer forma, nada muda a respeito do jogo. O Palmeiras continua precisando da vitória para continuar sonhando com o G4.

No domingo, o Corinthians como visitante enfrentou o São Caetano na Arena Barueri e, com um futebol pouco objetivo, venceu por 1X0 com gol de Dentinho, no final da partida. Sem vários titulares, Mano Menezes promoveu a entrada do meia Danilo, recuperado de lesão, e também do atacante Iarley. Porém, no primeiro tempo o jogo foi bastante truncado e as equipes se respeitaram demais. Na segunda etapa, o treinador alvinegro colocou os titulares Jorge Henrique e Elias, além do atacante Dentinho, que acabou resolvendo o jogo aproveitando um cruzamento de Jorge Henrique. O Timão chegou a 23 pontos, subiu duas posições e voltou para o G4, agora na quarta colocação.

O líder Santos teve mais trabalho do que o imaginado e conseguiu apenas um empate com a Portuguesa, no Canindé. A Lusa saiu na frente com Héverton no primeiro tempo e Zé Eduardo empatou para o Peixe nos minutos finais. Com a igualdade, o alvinegro chegou a 32 pontos e continua liderando com sobras. Porém, sem a vitória, os ‘Meninos da Vila’ perderam a chance de chegar a 12 vitórias consecutivas e quebrar o recorde atingido por Pelé e companhia no final dos anos 60. O Santos foi mais incisivo no jogo, mas a Portuguesa soube se segurar. Prova disso foi a declaração de Robinho no final do jogo: “O futebol não podia ser tão injusto com a gente. Ficamos em cima deles no segundo tempo todo e graças a Deus conseguimos o gol. Sinceramente, foi um massacre. Só nós jogamos e merecíamos fazer mais gols. Acho que valeu a garra”. Na atualidade, um empate fora de casa num clássico para o Santos é resultado negativo. E é mesmo. Mas o Peixe continua sobrando no campeonato.

Um pouco mais tarde foi a vez do São Paulo entrar em campo, fora de casa, contra a Ponte Preta. Após desempenho fraco nos últimos jogos, os jogadores do Tricolor começaram a mudar a postura e entraram em campo mais ligados. A vitória foi construída ainda no primeiro tempo, com dois gols de Washington e com uma defesa de pênalti do goleiro Rogério Ceni, em cobrança de Fabiano Gadelha. O goleiro são paulino também esteve bem na segunda etapa e foi muito seguro nas investidas do time de Campinas. Mesmo longe do ideal, o torcedor ficou mais tranquilo com o que viu, já que as mudanças começaram a dar certo. Com a vitória, o São Paulo atingiu 24 pontos na tabela e subiu uma posição, agora no terceiro lugar do Paulistão.

Outro destaque positivo continua sendo o Santo André. Jogando em casa contra um forte oponente, o Botafogo-SP, a equipe do técnico Sérgio Soares venceu por 4X1, se manteve no segundo lugar, agora com 30 pontos e encostou no líder Santos. Essa foi a sétima vitória seguida do Ramalhão no campeonato e a equipe vai mostrando que tem força para chegar às semifinais. Já o Botafogo, saiu do G4 com a derrota e estacionou nos 22 pontos. Os gols do jogo foram marcados por Leandro Amaro (Botafogo), Bruno César, Branquinho, Ricardo Conceição e Nunes para o Santo André.

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O Corinthians se prepara para 2010 desde julho do ano passado. Fez um grande planejamento, manteve o treinador e, principalmente, o fenômeno Ronaldo, contratou o lateral Roberto Carlos e mais uma grande leva de jogadores. Além, é claro, de aumentar consideravelmente o valor dos patrocínios e lucrar de toda forma com o centenário. Tudo isso foi feito para brindar os cem anos do clube com jogos inesquecíveis e conquistas, principalmente a Copa Libertadores, sonho de consumo de dez em dez torcedores alvinegros.

Porém, o que se viu até agora em nada se parece com todo o planejamento da diretoria, da comissão técnica e até dos jogadores. Por incrível que pareça, o Corinthians está com um time inferior ao do ano passado, quando se sagrou campeão paulista invicto e venceu a Copa do Brasil. Quase tudo mudou de lá para cá. Mesmo Mano Menezes sendo um bom treinador, em 2010 nada se viu do Timão. No Campeonato Paulista, o Corinthians está na sexta colocação e não convenceu em nenhuma partida ainda. Na estreia da Libertadores, sofreu para vencer um fraquíssimo oponente no Pacaembu.

Essa falta de sintonia é traduzida dentro de campo com o goleiro Felipe colecionando falhas, a dupla de zaga desentrosada e dispersa, Roberto Carlos não provou a que veio e, inclusive, já foi expulso duas vezes, Tcheco continua um jogador com pouca mobilidade, coisa que irrita o torcedor e até mesmo Ronaldo não se apresenta como no ano passado. Até o momento, o craque fez apenas um gol na temporada. Pouca coisa para um dos maiores jogadores de futebol que o planeta já viu. Entretanto, Jorge Henrique e Elias parecem destoar positivamente do resto do elenco e mantiveram o mesmo padrão da temporada passada.

No São Paulo, a história é semelhante. Com partidas pífias no campeonato estadual, o Tricolor está no G4, mais por falta de capacidade dos rivais do que por méritos são paulinos. Com um grande e qualificado plantel montado pela diretoria, era para o time estar rendendo muito mais. Isso deve-se, em grande parte, a insistência do treinador Ricardo Gomes em mesclar a equipe jogo a jogo. Essa tática de ‘rodízio’ vem atrapalhando muito o andamento das coisas no Morumbi. Não há sequência de jogos e consequentemente não existe entrosamento. O time parece um bando em campo com um emaranhado de jogadores no meio campo. Na Libertadores o São Paulo venceu a primeira partida e perdeu a segunda, fora de casa, contra o Once Caldas. Até o momento normal em se tratando de Libertadores. Mas anormal mesmo é a falta de ritmo de jogo do Tricolor.

Até o momento, Cicinho, Cléber Santana, Rodrigo Souto, Léo Lima e Marcelinho Paraíba não justificaram suas contratações. Jorge Wagner anda perdido e sonolento, assim como Hernanes, que deveria ser o cérebro da equipe. Na frente, Dagoberto até que começou o ano bem, mas uma contusão interrompeu sua ascensão. Já Washington, esse é inadmissível como continue sendo titular. Ele acumula gols e mais gols perdidos, que fazem muita falta no final das partidas e, mesmo assim, o treinador o mantém na equipe. Com a evolução de Fernandinho, creio que Washington irá para o banco de reservas.

Essas são as análises de momento das duas equipes paulistas que participam da Libertadores em 2010. É óbvio que tanto Corinthians como São Paulo melhorarão seu futebol, ao menos é isso que se espera. Mas é preciso que essas mudanças apareçam rapidamente, pois como diria o desempregado treinador Muricy Ramalho: “A bola pune”.

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Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil

No primeiro dia do segundo semestre de 2009, o Corinthians já alcançou seu principal objetivo na temporada. Depois do título invicto no Campeonato Paulista, o Timão é o campeão da Copa do Brasil 2009 e está garantido na Taça Libertadores da América de 2010, ano do centenário alvinegro.

Mais uma vez o Corinthians demonstrou o tamanho de sua grandeza e de sua história. Sem se intimidar com a pressão do caldeirão colorado com mais de 50 mil torcedores, o alvinegro fez o que o Internacional mais temia. Antes dos 30 minutos do primeiro tempo já vencia o jogo por 2X0, em pleno Beira-Rio. Mesmo placar feito na partida de ida, no Pacaembu. O Colorado ainda conseguiu empatar o jogo, mas não foi suficiente. O Corinthians merecidamente conquistou mais uma vez o título da Copa do Brasil, assim como em 1995 e 2002.

A boa vantagem conquistada no primeiro jogo deu segurança para Mano Menezes e seus comandados nos últimos dias. O Inter não se abalou com a derrota em São Paulo e depositou todas as suas fichas na força da torcida colorada e, principalmente, nos retornos de seus principais jogadores (Nilmar e D’Alessandro). Mas como já havia dito e é evidente, o Corinthians conseguiu fazer uma coisa difícil no futebol atual. Montou um grupo e não apenas um time. A força do conjunto alvinegro superou as estrelas e o ótimo time gaúcho.

O Inter começou o jogo pressionando o Corinthians. A posse de bola era totalmente colorada, mas a equipe gaúcha não conseguiu abrir o placar nos minutos iniciais como desejava. E o grande diferencial do Timão nessa edição da Copa do Brasil foi fazer gols fora de casa e isso aconteceu novamente. Aos 20 minutos, o selecionável André Santos cruzou na área e Jorge Henrique subiu mais que o zagueiro Danny Morais para abrir o placar e calar o Gigante da Beira-Rio. Era tudo que Mano Menezes queria. Era tudo que Tite não queria.

E oito minutos depois o Corinthians fez o gol do título. André Santos avançou pela esquerda, saiu na cara de Lauro e encheu o pé para ampliar o placar. A segunda maior torcida do Brasil se emocionou em todos os cantos do país. O Inter desmoronou. A torcida sentiu o baque. A missão de fazer cinco gols e não tomar nenhum era praticamente impossível. E realmente foi. Mas o Colorado não deixou de lutar. Conseguiu se encontrar ainda no primeiro tempo e esbarrou novamente no paredão chamado Felipe. Aos 33 minutos, Nilmar teve a principal chance do Inter no primeiro tempo, mas Felipe operou outro milagre.

Para o segundo tempo o Inter voltou modificado. Alecsandro entrou no lugar de Glaydson e expressou o sentimento da torcida colorada. Disse que ao menos tentaria empatar o jogo, já que o título era improvável. E Alecsandro cumpriu com a sua palavra. Aos 25 e aos 29 minutos o atacante marcou dois gols, empatou o jogo e deu novo ânimo em busca de uma histórica vitória. Isso não aconteceu, mas o Inter perdeu de cabeça erguida e lutou até o final. Mas do outro lado o adversário fez a sua parte muito bem feita e impediu a reação colorada. Os tumultos, expulsões e os  muitos cartões amarelos que aconteceram na partida não valem ser ressaltados. Isso é uma coisa normal em uma final de campeonato entre duas equipes altamente capacitadas. A única coisa que vale lembrar é que não houve violência e o Inter não perdeu a cabeça. Para o bem do futebol e do espetáculo.

Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Cristian, Elias, Douglas, Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho formaram um grande time e fizeram do Corinthians um grande campeão. Tudo sob a batuta do técnico Mano Menezes. Felipe, que foi contestado no pior momento da história corintiana, foi o jogador mais importante dessa conquista. Suas defesas e seus milagres salvaram o Timão em várias partidas e deram a segurança necessária para a equipe conseguir as vitórias. André Santos e Ronaldo também se destacaram um pouco mais que os outros.

A vaga na Libertadores no ano do centenário era o grande desejo de todos os corintianos. E agora o planejamento será totalmente focado na competição sul-americana. Andrés Sanches terá muito trabalho para segurar seus jogadores, em especial o goleiro Felipe, o lateral esquerdo André Santos, os volantes Elias e Cristian e o atacante Dentinho. Os clubes europeus já estão de olho nos campeões da Copa do Brasil.

O Corinthians merece ser parabenizado. Pela conquista, pelos jogadores, pelo grupo e pelo retorno fulminante à elite do futebol nacional. O Timão realmente é fenomenal em 2009. E como a torcida entoa nas arquibancadas, definitivamente ‘o Coringão voltou’.

E você torcedor, concorda que o Corinthians é o melhor time do Brasil no momento? Quem foi o melhor jogador na campanha? Mano Menezes realmente teve um papel importante na conquista? Opine! 

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Corinthians

Foi um jogo digno de uma final. Os 37.438 torcedores que estiveram esta noite no Pacaembu viram o melhor jogo do ano no futebol brasileiro. O Corinthians venceu o Internacional por 2X0 na primeira partida decisiva da Copa do Brasil 2009 e está com uma mão na taça.

Os alvinegros entraram em campo sem André Santos, que está servindo a seleção brasileira e Mano Menezes optou por colocar o jovem Marcelo Oliveira na lateral esquerda. Já o clube gaúcho jogou mais fragilizado, sem suas duas principais estrelas – D’Alessandro e Nilmar – e os titulares Bolívar e Kléber. Para quem pensou que o jogo seria mais fraco pelos desfalques das duas equipes, muito se enganou. O Timão venceu merecidamente, mas o Inter provou que realmente é uma grande equipe. Mesmo com os ‘reservas’ Andrezinho e Alecsandro, o Colorado jogou muito bem e poderia até ter vencido o Corinthians, não fosse mais uma bela atuação do goleiro Felipe.

O Corinthians aproveitou a pressão a favor vinda das arquibancadas e logo no primeiro minuto mostrou seu cartão de visitas. Douglas cobrou falta para a área, Lauro saiu errado e Chicão quase abriu o placar, mas Marcelo Cordeiro evitou o gol. Mas após o erro, Lauro se recuperou e fez grande defesa aos 22 minutos, em chute de Ronaldo. Até esse momento Guiñazu, pelo lado Colorado e Elias e Jorge Henrique, pelo Timão, eram os destaques da partida. É impressionante a vitalidade, a força, a vontade e a garra de Guiñazu. O argentino é um leão no meio campo do Inter, mas nem ele conseguiu evitar o gol corintiano. Aos 26 minutos o reserva Marcelo Oliveira fez grande jogada pela esquerda, driblou Danilo Silva, levantou a cabeça e deixou Jorge Henrique na cara do gol. O atacante só completou para as redes e fez o Pacaembu explodir de emoção. 

O primeiro tempo acabou e evidenciou algumas coisas. Além de estar com um grupo muito forte, com jogadores sincronizados na defesa, no meio e no ataque, o Corinthians realmente é um adversário indigesto dentro do Pacaembu. A Fiel Torcida empurra o time e os jogadores sentem o clima. O Inter foi uma equipe guerreira e pouco antes de tomar o gol, por pouco não abriu o placar. Após sofrer o gol, continuou atuando da mesma forma, partindo para cima, buscando o gol como todo grande time deveria fazer. Não foi medroso e não se intimidou.

A segunda etapa prometia mais emoções e não deixou a desejar. Os dois times voltaram com as mesmas equipes. O Corinthians voltou com o intuito de aumentar o placar e o Inter buscando ao menos o empate. Mas logo aos oito minutos as coisas ficaram melhores ainda para os alvinegros. Ele, sempre ele. Gordo e visivelmente fora de forma, Ronaldo é um gênio da bola. Pouco tinha aparecido na partida até então, mas bastou Elias fazer um ótimo lançamento em profundidade pelo lado esquerdo da defesa gaúcha para o Fenômeno disparar em velocidade, dar um drible seco no zagueiro Índio e chutar no canto esquerdo de Lauro. 2X0 no placar. Gol de Ronaldo. Festa no Pacaembu.

O gol certamente desestabilizaria o Inter, mas mais uma vez dando mostras de ser uma ótima equipe, não foi isso que aconteceu. O Colorado cresceu no jogo e foi com tudo pra cima. Daí até o final da partida só deu Inter. Aos 11, Taison levou perigo, mas se desequilibrou na hora H e facilitou as coisas para Felipe. Cinco minutos depois foi a vez de Andrezinho cobrar uma falta e Felipe fazer bela defesa. O Corinthians amenizou seu ímpeto e, dessa forma, chamava o Inter para cima. A principal chance de gol colorada saiu novamente dos pés de Taison. O jovem atacante puxou um contra-ataque com muita velocidade, tabelou com Andrezinho e ficou cara a cara com Felipe. Em ótima fase, o goleiro corintiano fez mais uma importante defesa, mesmo caído. Aos 31 foi a vez de Guiñazu entrar na área e bater cruzado para Felipe espalmar para escanteio. 

Ainda deu tempo de os dois técnicos cometerem seus únicos erros na partida. Tite sacou Alecsandro, que estava sumido em campo e colocou o estranho Leandrão. Não deu outra. No primeiro lance o atacante deu uma entrada criminosa por trás em Cristian e poderia ser expulso, mas o juiz Heber Roberto Lopes o puniu apenas com o cartão amarelo. Na segunda vez que a bola chegou perto de Leandrão, ele deu outra entrada ridícula, digna de quem não conhece nada de futebol e, enfim, foi expulso. Dois lances e dois carrinhos desleais em pouco mais de 10 minutos de ‘apresentação’ de Leandrão. O segundo equívoco foi corintiano. Mano Menezes colocou Souza no lugar de Jorge Henrique. No primeiro segundo em campo, mesmo sem encostar na bola, o atacante conseguiu tomar um cartão amarelo que o deixará fora da decisão no Beira-Rio. A ausência dele é mais reforço do que desfalque para o Timão.

O segundo round dessa grande final acontecerá daqui 15 dias. No dia 1º de julho, o Inter receberá o Corinthians no Beira-Rio e precisará devolver o mesmo placar para levar a decisão para os pênaltis ou ganhar por uma diferença de três gols para conquistar seu segundo título na Copa do Brasil. A situação do Corinthians é confortável, mas não será nada fácil. Todo cuidado é pouco. Além dos reforços de D’Alessandro e Nilmar, a torcida colorada não deixa a desejar e promove uma pressão e uma festa semelhante às ocorridas no Pacaembu. O Timão está com uma mão na taça e, se não vacilar, erguerá seu terceiro troféu da competição nacional. Uma coisa é certa para o próximo jogo. Com certeza veremos outra grande partida, dessas que deixam qualquer amante do futebol emocionado.  

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Jorge Henrique

O Corinthians não se abalou com a pressão da torcida do Fluminense e precisou de apenas 16 minutos para garantir a classificação para a semifinal da Copa do Brasil. Com o Maracanã lotado, o Timão começou arrasador com gols de Chicão e Jorge Henrique, tomou um susto no segundo tempo, mas o empate em 2X2 deu a vaga aos comandados do técnico Mano Menezes.

Depois de perder por 1X0 no Pacaembu na partida de ida na semana passada, o Fluminense não desanimou e acreditou que a torcida seria decisiva no jogo de volta. Os torcedores não decepcionaram, lotaram o estádio e cumpriram a promessa de fazer uma bonita festa para empurrar o Tricolor Carioca.

Mas os cariocas só esqueceram de avisar o zagueiro Chicão e o atacante Jorge Henrique. No primeiro lance da partida, Chicão bateu uma falta com muita categoria a abriu o placar logo aos seis minutos. Dez minutos depois, Dentinho avançou pela direita e cruzou para a área. O atacante Jorge Henrique chegou primeiro que o goleiro Fernando Henrique e de joelho, ampliou a vantagem alvinegra.

O Maracanã se calou. As esperanças foram por água abaixo e só um milagre daria a classificação para o Fluminense. Com a enorme vantagem, o Corinthians recuou e o Tricolor não soube aproveitar. A equipe de Carlos Alberto Parreira não acertava o passe final e não levava perigo à meta de Felipe. De resto, o único lance expressivo do primeiro tempo foi uma maldosa entrada de Fred no zagueiro Willian. Digna de expulsão, mas não no conceito de Carlos Eugênio Simon que deu apenas o cartão amarelo para o atacante.

O Fluminense precisava fazer alguma coisa para mudar o panorama da partida. Parreira percebeu que essa era a única chance e ousou. Colocou em campo os jovens Alan e Dieguinho e os dois mudaram o jogo. Aos 16 minutos da etapa complementar, o atacante Alan chutou a bola no gol e Felipe defendeu parcialmente. Dois minutos depois as mudanças surtiram efeito. Conca chutou de fora da área e o goleiro corintiano rebateu de novo. Alan pegou o rebote e de cabeça diminuiu o placar.

Mais cinco minutos se passaram e de novo Conca fez ótima jogada, lançou para Thiago Neves e o camisa 10 empatou a partida, inflamando o Maracanã. O Fluminense tinha pouco mais de 20 minutos para fazer mais dois gols e o Corinthians para se defender. O gol baqueou o time de Mano Menezes que quase tomou o terceiro aos 27 minutos, após boa cabeçada de Fred e ótima defesa de Felipe.

Daí para frente, o Timão conseguiu conter o ímpeto dos cariocas e encaixou os contra-ataques novamente. Em um desses lances, Ronaldo quase fez o gol corintiano, mas Fernando Henrique defendeu com o pé. O Fluminense bem que tentou, mostrou valentia e lutou muito na segunda etapa, mas a vaga ficou com o time paulista. Nos dois confrontos, o Corinthians foi melhor no geral e mereceu a classificação. O próximo adversário é o Vasco e o Corinthians está perto de conquistar o tricampeonato da Copa do Brasil.

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Douglas, Dentinho e Ronaldo

Vencer em casa na Copa do Brasil é sinônimo de vantagem e tranquilidade para o jogo de volta, certo? Nem sempre. O Corinthians fez sua parte, conseguiu a vitória por 1X0 sobre o Fluminense, mas poderia ter ampliado o placar e a vantagem para o jogo de volta, no próximo dia 20, no Maracanã.

O Corinthians começou com tudo e abriu o placar logo aos 10 minutos do primeiro tempo. Após lançamento de Cristian, a defesa do Fluminense falhou, o atacante Dentinho ficou sozinho na frente de Fernando Henrique e com um belo chute fez o gol alvinegro. O próprio Dentinho quase ampliou o placar nove minutos depois, mas a bola explodiu na trave. O Fluminense, por sua vez, sentiu a pressão do Timão e aos poucos ia se recuando e chamando ainda mais o adversário para cima. Outro lance de perigo para o Corinthians aconteceu aos 34 minutos. Jorge Henrique se enrolou com a bola dentro da área e mesmo assim conseguiu chutar. A bola desviou na zaga Tricolor e sobrou para Ronaldo. O Fenômeno chutou mascado e Fernando Henrique fez grande defesa. A única chance do Fluminense nos 45 minutos iniciais saiu dos pés do lateral direito Mariano, que fez bonita jogada, mas errou na finalização.

A primeira etapa terminou com total domínio do Corinthians, que poderia ter feito mais gols para se aproximar da vaga. O intervalo foi importante para o técnico Carlos Alberto Parreira arrumar a casa e reorganizar sua equipe. Dessa forma, o Tricolor Carioca mostrou melhorias logo no começo da segunda etapa e apertou a marcação. Edcarlos, ex-São Paulo, cumpria muito bem seu papel e anulava Ronaldo na partida. O Corinthians diminuiu o ritmo e deu chances aos cariocas.

Mas o primeiro lance de perigo do segundo tempo foi novamente do Corinthians. André Santos cobrou falta e Fernando Henrique fez outra boa defesa. Com um time veloz e jovem, o Fluminense manteve o ritmo da primeira etapa e os laterais Mariano e João Paulo levavam perigo nos avanços. Com Fred sumido em campo, Thiago Neves por pouco não empatou para o Tricolor das Laranjeiras. Aos 20 minutos, o camisa 10 se infiltrou pelo meio da defesa corintiana e encheu o pé, mas Felipe conseguiu defender.

A última aposta de Parreira em busca do empate foi a entrada de Conca no lugar de Thiago Neves. O argentino entrou com muita vontade – como sempre -, mas não conseguiu mudar o panorama da partida. Inclusive, mesmo Thiago Neves sendo uma das maiores estrelas da equipe e ídolo da torcida, é inaceitável que Conca seja reserva de qualquer equipe brasileira. Nos acréscimos do segundo tempo, o Corinthians levou perigo novamente à meta de Fernando Henrique, mas o goleiro continuou bem e foi o melhor jogador da partida.

Com a vitória simples, o Corinthians pode empatar e até perder se fizer gols no Maracanã para ficar com a vaga. O Fluminense só se classifica direto se vencer por dois gols de diferença. Foi uma bela partida e a vantagem conseguida pelo Timão não foi das melhores, mas foi importante. O confronto está em aberto e tudo pode acontecer no Rio de Janeiro.

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