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Posts Tagged ‘Carlos Alberto Parreira’

Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

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México 0 X 1 Uruguai

A seriedade com que mexicanos e uruguaios tratariam o jogo decisivo foi colocada em dúvida, já que o empate beneficiaria as duas equipes. Porém, o que se viu em campo foi totalmente o oposto ao possível ‘jogo de compadres’. O México foi com tudo para cima do Uruguai desde o começo, mas esbarrou na forte retranca celeste. No contra-ataque, os uruguaios ainda conseguiram ser eficientes e marcaram o gol que deu a vitória por 1 a 0 e a classificação para as oitavas-de-final.

O primeiro lance de perigo do jogo foi criado pelo Uruguai. Aos cinco minutos, o atacante Luís Suarez se aproveitou do vacilo da zaga mexicana, avançou pela direita e chutou forte na saída do goleiro Óscar Perez, mas a bola saiu pela linha de fundo. Depois de quatro minutos, outra chance desperdiçada. Forlán cobrou escanteio e o zagueiro Victorino, sozinho, cabeceou por cima da baliza. A partir daí, o México se recompôs passou a mandar no meio de campo. Aos 21, Guardado recebeu a bola e, do meio da rua, mandou uma bomba, que explodiu na trave do goleiro Muslera.

Com amplo domínio, os mexicanos corriam atrás do gol, mas a zaga do Uruguai não dava espaços. Vale lembrar que até agora, nos três primeiros jogos disputados, a zaga uruguaia ainda não foi vazada. Como a equipe de Javier Aguirre se lançava totalmente à frente, o setor defensivo ficava desguarnecido. E essa foi a grande sacada do Uruguai. Forlán, o jogador mais lúcido em campo, pegou a bola no meio de campo e tocou para Cavani na direita. O atacante avançou e cruzou na cabeça de Luís Suarez, que só teve o trabalho de testar para o fundo do gol.

A postura tática da equipe sul-americana foi o diferencial. Bem postada atrás e insinuante nos contra-ataques, o Uruguai aproveitou uma das únicas chances que teve e foi para o intervalo com a vantagem. O resultado não era bom para o México, que com a derrota, corria riscos de ficar de fora das oitavas de final.

Mas o Uruguai voltou querendo mais e quase ampliou aos oito minutos da segunda etapa. Forlán cruzou a bola na área e o zagueiro Diego Lugano mandou de cabeça, obrigando o goleiro mexicano a fazer uma defesa incrível. Aos 19 foi a vez do México perder um gol feito. O zagueiro Maza recebeu um cruzamento na medida e, sozinho, cabeceou para fora. Esses foram os principais lances de perigo na etapa final.

Com o resultado final, os jogadores da ‘Celeste Olímpica‘ comemoraram muito a classificação para a segunda fase da Copa do Mundo, algo que não acontecia desde 1990, na Itália. Os mexicanos ficaram em campo aguardando o término da partida entre África do Sul e França e o resultado final foi favorável. A ‘El Tri‘ conquistou a vaga pelo saldo de gols: um positivo contra dois negativos dos sul-africanos.

Assim, o Uruguai terminou o grupo A na liderança com sete pontos (duas vitórias e um empate) e por esse motivo vai enfrentar a segunda colocada do grupo B, a Coreia do Sul, nas oitavas de final. O jogo entre uruguaios e sul-coreanos será disputado no próximo dia 26 (sábado), às 11h, em Porto Elizabeth. O México, segundo colocado do grupo A, jogará contra a Argentina, líder do grupo B, nas oitavas de final. A partida acontecerá no dia 27 (domingo), às 15h30, em Joanesburgo.

França 1 X 2 África do Sul

O jogo dos desesperados do grupo A foi vencido pelos sul-africanos por 2 a 1, numa partida onde alguns fatores foram evidenciados novamente. A equipe de Carlos Alberto Parreira, bem ao seu estilo retranqueiro, teve um jogador a mais durante 65 minutos dos 90 disputados e, em nenhum momento, o treinador fez alguma substituição a fim de dar mais velocidade ou até tirar um volante e colocar um atleta mais ofensivo. Por esse motivo, a vitória não valeu de nada, já que os ‘Bafana Bafana’ precisavam ter saldo de quatro gols positivos para obter a vaga. Além disso, a França continua a mesma zona. Raymond Domenech trocou cinco jogadores em relação ao time titular que perdeu para o México na segunda rodada, mas de nada adiantou, já que os jogadores continuam completamente desunidos e sem força de vontade.

A África do Sul se lançou à frente desde o início. Aos 20 minutos veio a primeira chance e Khumalo não desperdiçou, concluindo o cruzamento de Tshabalala e se aproveitando da falha do goleiro Lloris. O gol animou a torcida sul-africana, que ainda confiava na classificação. As esperanças aumentaram ainda mais aos 26, quando o meia francês Gourcuff deu uma cotovelada em Subaya e foi expulso pelo árbitro. Com 1 a 0 no placar e a superioridade numérica, a equipe africana tinha chances até de golear a França, não fosse a teimosia tática de Parreira.

Mesmo assim, a empolgação dos jogadores falou mais alto que as coordenadas vindas do banco de reservas. Aos 37 minutos, a zaga francesa falhou e deixou a bola nos pé de Masilela, que bateu cruzado e encontrou Mphela. O atacante apenas completou para o gol vazio e ampliou o placar. Faltavam apenas mais dois gols. A euforia tomava conta de torcida e atletas.

No início do segundo tempo, quase veio o terceiro gol. Tshabalala, o melhor sul-africano em campo, enfiou com açúcar para Mphela, que chutou na trave e perdeu a chance. O próprio Mphela perdeu outro gol, dessa vez aos 17. O jogo foi ficando mais morno e a entrada de Henry fez a equipe francesa melhorar. Só Domenech crê que o atacante do Barcelona não tenha lugar nessa equipe. Com o último algoz brasileiro em Copas do Mundo em campo, a França descontou aos 25 minutos. Sagna lançou para Ribéry, que ganhou na velocidade e rolou a bola para o meio da área, encontrando Malouda sozinho e sem goleiro para diminuir.

O jogo terminou e a África do Sul, mesmo tendo muitas dificuldades técnicas e táticas, fez o que a torcida queria. Honrou o nome do país, venceu ao menos um jogo no Mundial disputado em casa e foi aplaudida de pé pelos torcedores, que reconheceram o empenho dos jogadores. Já a França… o que dizer? Uma melancólica eliminação, um técnico bizarro no banco de reservas e uma equipe totalmente rachada em campo. Em três jogos, duas derrotas e um empate, com apenas um gol marcado. Parece que os ‘deuses do futebol’, de fato, existem. Depois do conhecido gol irregular que deu a vaga aos franceses nesta Copa, os ‘Bleus‘ fizeram um verdadeiro papelão e envergonharam seus torcedores.

Nigéria 2 X 2 Coreia do Sul

A campanha nigeriana na Copa do Mundo foi decepcionante. A seleção que já conquistou medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta e que nos últimos anos revelou bons talentos, não se encontrou nos gramados de seu continente. Depois de duas derrotas, ainda assim a Nigéria chegou à última rodada com boas chances de se classificar. Bastava vencer o adversário por placar mínimo, mas os jogadores abusaram de perder gols, só empataram com a Coreia do Sul em 2 a 2 e estão eliminados do Mundial. Os sul-coreanos comemoraram a classificação às oitavas de final pela primeira vez fora de seu continente. A única participação dos asiáticos nesta fase do torneio aconteceu em 2002, quando atuaram em casa e avançaram até as semifinais.

No primeiro lance perigoso da partida, os nigerianos conseguiram abrir o placar. Aos 12 minutos, Odiah fez boa jogada pela direita e cruzou para a área. O meia Uche se antecipou ao adversário e fez o gol. Melhor em campo, a Nigéria teve outra ótima oportunidade aos 36. Uche chutou de fora da área e a bola explodiu na trave do goleiro Sung Ryong. Porém, no minuto seguinte, os sul-coreanos empataram o jogo com Jung-Soo, que surpreendeu a defesa nigeriana.

Na segunda etapa, os nigerianos continuaram melhores, mas também continuavam perdendo chances de gol. E quem não faz, toma. A virada da Coreia do Sul veio aos quatro minutos. Chu-Young cobrou falta da entrada da área, com efeito, e acertou o canto do arqueiro Enyeama. Ai que a Nigéria foi de vez com tudo para cima. Aos 21 minutos aconteceu um lance incrível, para não dizer outra coisa. Yussuf avançou e, quase na linha de fundo, cruzou rasteiro para o meio da área. Debaixo da trave e, sem goleiro, Yakubu conseguiu a proeza de chutar para fora. Menos mal que três minutos ele se redimiu. Obasi sofreu pênalti e Yakubu converteu a cobrança. Obafemi Martins, que entrou no lugar do veterano Kanu, jogou fora a chance de classificação aos 36 minutos. O jogador recebeu a bola livre e, de frente com o goleiro, tocou por cima pela linha de fundo.

Grécia 0 X 2 Argentina

Os argentinos sofreram mais do que imaginavam para bater a Grécia por 2 a 0 e fechar sua participação na primeira fase do Mundial com três vitórias em três jogos disputados. Muito disso aconteceu por Maradona ter mandado a campo um time com apenas quatro titulares e muitos jogadores desentrosados. Os gregos, por sua vez, não levaram perigo aos rivais e com a derrota, estão eliminados do torneio.

O primeiro tempo foi muito fraco e sem emoção, tanto que o único lance perigoso aconteceu no último minuto, aos 45. Maxi Rodriguez mandou uma bomba para o gol e Tzorvas fez ótima defesa. No rebote, Messi avançou pela direita e obrigou o goleiro grego a operar outro milagre. Para o segundo tempo, a Grécia teria que se expor mais em busca do resultado positivo e isso seria bom para as pretensões argentinas.

O jogo melhorou um pouco, muito pela ofensividade da equipe sul-americana. Aos 32, enfim, saiu o gol da Argentina. Em um bate-rebate dentro da pequena área, a bola bateu em Milito e sobrou livre para o zagueiro Demichelis, que encheu o pé e abriu o placar. Dez minutos saiu o segundo gol. Em belíssima jogada de Messi, o goleiro Tzorvas fez outra boa defesa e a bola sobrou no pé de Palermo, que havia entrado poucos minutos antes. O atacante do Boca Juniors chutou de primeira e deu números finais ao placar.

Com a vitória e a boa campanha na primeira fase, a Argentina segue em frente na competição. O adversário nas oitavas de final será o México, assim como acontecera em 2006. Na ocasião, os ‘hermanos’ tiveram muitas dificuldades e venceram o duelo apenas na prorrogação, com gol salvador de Maxi Rodriguez.

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Honduras 0 X 1 Chile

O confronto latino-americano da Copa do Mundo foi bastante movimentado. O Chile venceu Honduras por 1 a 0 e ainda teve muitas chances de fazer mais gols, mostrando um futebol convincente e que fez história. A equipe dirigida por Marcelo ‘El Loco’ Bielsa quebrou um jejum que já durava 48 anos. A última vitória chilena em um Mundial aconteceu no longínquo ano de 1962, quando o país sediou o torneio e venceu a extinta Iugoslávia por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.

A Seleção Chilena mostrou potencial desde o começo do jogo, com bastante ousadia e rapidez de seus jogadores. O domínio dos sul-americanos era total, mas o erro crucial era o último passe. Mesmo sem levar perigo eminente ao goleiro Noel Valladares, o trio ofensivo do Chile (Valdivia, Beausejour e Alexis Sánchez) trocava bons passes pelos dois lados do campo e demonstravam bastante desenvoltura. Essa foi a tônica dos primeiros 30 minutos. O Chile atacava e os hondurenhos se defendiam. Até que, aos 34 minutos, os chilenos foram premiados pela insistência. Isla recebeu a bola na direita e cruzou rasteiro para Beausejour desviar para o gol e abrir o placar. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa continuaram dominando a partida, mas não conseguiram aumentar o resultado. A Seleção Hondurenha só levou perigo no último minuto do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Nuñez chutou no meio do gol e obrigou o goleiro Claudio Bravo a mandar a bola para escanteio.

Diferente de tudo que havia acontecido na Copa do Mundo até aqui, o jogo era bom e com jogadas interessantes. O Chile queria mais e quase ampliou aos 16 minutos, quando Alexis Sánchez recebeu bom passe de Valdivia, avançou sozinho e chutou para fora, perdendo uma boa chance. Três minutos mais tarde outra investida perigosa. Em bola alçada na área, o defensor Vidal escorou de cabeça para o meio e Ponce, sozinho, cabeceou obrigado o arqueiro Valladares a fazer uma grande defesa.

O jogo terminou 1 a 0, mas o amplo domínio do Chile só não rendeu mais gols por dois motivos: a falta de pontaria dos chilenos e a ótima atuação do goleiro Valladares, de Honduras. A superioridade técnica de ‘La Roja’ foi explicada nos números do jogo: 56% de posse de bola e 20 finalizações ao gol. O time da América Central não deve passar da primeira fase, enquanto a equipe de ‘El Loco’ Bielsa tem grandes possibilidades de fazer uma boa campanha no Mundial.

Espanha 0 X 1 Suíça

Estava tudo pronto para o show da Espanha no Mundial. Título da Eurocopa em 2008 e campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias, com dez vitórias em dez jogos disputados. Tudo credenciava a ‘Fúria’ como grande candidata ao título em 2010. Depois de inúmeros fracassos na história das Copas do Mundo, especialistas alertavam que a hora da Espanha era essa. Mas no continente africano, zebras são animas comuns e que estão por todos os lados. E a tal da zebra veio pintada de vermelho e branco, nas cores da Suíça, que montou um ferrolho, conseguiu conter o ímpeto da equipe de Vicente Del Bosque e ainda conseguiu marcar o gol que deu a vitória e recolocou todo o fantasma dos vexames em cima dos espanhóis.

Estranhamente, o treinador espanhol decidiu poupar duas de suas estrelas da companhia: Fernando Torres e Césc Fabregas. Ambos começaram a partida no banco de reservas e fizeram a equipe europeia perder muito na qualidade ofensiva. Mesmo assim, o domínio do jogo foi todo da Espanha. A primeira chance real aconteceu aos 23 minutos, quando Iniesta tocou a bola para Piqué, que cortou o zagueiro e chutou em cima do goleiro suíço. A Suíça, por sua vez, deu seu primeiro chute ao gol somente aos 25 minutos, mas não levou perigo ao goleiro Iker Casillas. A ‘Fúria’ parecia querer jogar bonito, caprichar muitos nos lances, algo que tornava as jogadas pouco objetivas. Aos 43, outra chance foi desperdiçada. Iniesta, que fez uma boa partida, tocou na esquerda para David Villa, que limpou o zagueiro e tocou por cobertura, mas a bola nem chegou a sair pela linha de fundo.

Sem conseguir o gol, os jogadores espanhóis pareciam nervosos. Tentavam, tentavam e quando não esbarravam nos próprios erros, eram parados pela alta zaga da Suíça, que inclusive, foi eliminada do Mundial em 2006 sem tomar um gol sequer e, como passou ilesa no jogo de hoje, já está a mais de sete horas e meia sem ser vazada em jogos de Copa do Mundo.

Jogando com todo mundo atrás, a Suíça conseguiu a proeza e abriu o placar aos seis minutos. Num rápido contra-ataque, Derdyiok dividiu a bola com o goleiro Casillas e a bola sobrou para Gelson Fernandes fazer o gol. Um duro golpe nos comandados de Vicente Del Bosque, que a partir daí, intensificaram a pressão.

David Villa arriscou aos 12 e aos 15 e errou nas duas oportunidades. O próprio atacante fez outra jogada aos 17 e tocou de lado, Iniesta bateu de primeira sem levar perigo. Com a Suíça toda retrancada, o treinador espanhol resolveu colocar Fernando ‘El Niño’ Torres em campo. No primeiro lance do atacante do Liverpool, ele recebeu a bola na entrada da área, girou e chutou para fora. Aos 24, Torres levou perigo novamente, mas o goleiro Benaglio mandou a bola para escanteio. Na cobrança, Xavi tocou rasteira e Xabi Alonso mandou um foguete que explodiu na trave, criando a melhor chance da Espanha no jogo.  Ficou nítida a melhora da equipe com a entrada de Fernando Torres. Com ele em campo, as chances aumentaram nos minutos seguintes. Aos 26, Jesús Navas fez boa jogada pela direita, driblou o zagueiro e chutou para o gol, obrigando Benaglio a fazer outra defesa.

O jogo era disputado somente no campo de defesa dos suíços e a Espanha apertava. Na única vez que a Suíça saiu de trás, levou perigo outra vez. Aos 29, Derdyiok puxou o contra-ataque, driblou dois marcadores e chutou na trave. Com tanta pressão ofensiva, os espanhóis se descuidavam na zaga. Mas nem a ampla posse de bola da Espanha (63%) e as 24 conclusões a gol (a Suíça teve apenas oito), fizeram valer o favoritismo da ‘Fúria’. A Suíça se preocupou apenas em defender – e bem, diga-se de passagem – e nas únicas vezes que foi a frente acabou com o jogo.

Com isso, chilenos e suíços lideram o grupo H com três pontos cada. Espanha e Honduras estão na lanterna sem nenhum ponto. Os líderes se enfrentam no próximo dia 21/06 (segunda-feira), em Porto Elizabeth, às 11h. No mesmo dia, espanhóis e hondurenhos buscarão os primeiros pontos no Mundial, em jogo disputado em Joanesburgo, às 15h30.

África do Sul 0 X 3 Uruguai

No futebol, muito se diz que a camisa de determinado clube ou seleção pesa. E isso pode ser enquadrado ao Uruguai. A camisa celeste parece pesar uma tonelada e, mesmo adormecida por tanto tempo, provou hoje que tradição é algo que deve ser relevado no esporte. Mesmo enfrentando os empolgados donos da casa e as milhares de vuvuzelas, o Uruguai se impôs, mudou sua formação tática e com um bom futebol, venceu os Bafana Bafana por 3 a 0. As barulhentas cornetas silenciaram-se, assim como acontecera em 1950, quando os uruguaios calaram mais de 200 mil torcedores no Maracanã, episódio conhecido como ‘Maracanazzo’. Parece que eles são especialistas em jogar água no chope do anfitrião, e devem ser mesmo, afinal, hoje causaram o ‘Vuvuzelazzo’.

No primeiro jogo do Uruguai, o MFC alertou que um talento como Diego Forlán não poderia jogar sozinho no ataque, tentando decidir tudo sozinho. O técnico Oscár Tabarez parece ter lido o blog e, para a partida de hoje, mudou radicalmente a estratégia de jogo. Colocou Forlán mais recuado, como um falso terceiro homem de ataque e, lá na frente, escalou a dupla Luís Suarez e Edison Cavani. O Uruguai venceu o jogo pela escalação. Um time com bons talentos não pode jogar tão recuado e defensivo. A mudança surtiu efeito logo nos primeiros minutos do confronto.

Aos 24 minutos, Forlán recebeu a bola no meio, girou e, de longe, chutou forte. A bola desviou no capitão Mokoena e enganou o goleiro Khune, que nada pode fazer a não ser olhar o primeiro gol uruguaio. As chances perigosas eram todas criadas pela ‘Celeste’. O time sul-africano parecia nervoso e tentava usar a velocidade para conseguir o empate, mas a bem postada zaga do Uruguai impedia todas as vezes.

O meio de campo era amplamente dominado pelos uruguaios. Forlán e seus companheiros trocavam passes e chegavam facilmente à área adversária. E dessa forma o primeiro tempo terminou. A equipe de Carlos Alberto Parreira precisava melhorar muito para a segunda etapa.

O segundo tempo começou da mesma forma e ficou assim até aos 34 minutos, quando Forlán enfiou a bola para Luís Suarez – em posição duvidosa – que, tentou driblar o goleiro e foi derrubado. O juiz marcou o pênalti e expulsou Khune, gerando aflição no estádio. Forlán bateu e converteu a penalidade, ampliando a vantagem e se isolando na artilharia do Mundial, com dois gols. Nos minutos finais, ainda deu tempo do atacante dar mais um precioso passe para Suarez, que cruzou para o meio da área e deixou Álvaro Pereira livre para marcar o terceiro tento.

O Uruguai fez uma bela apresentação. Sem sustos, dominou todo o jogo e ganhou de forma incontestável. A vitória deixou a ‘Celeste’ em boa situação no grupo A com quatro pontos, precisando apenas empatar o último confronto para obter uma vaga nas oitavas de final. A África do Sul, por sua vez, está com a vida bem complicada na chave. Com apenas um ponto em dois jogos, os Bafana Bafana torcerão para que o confronto entre França e México termine empatado amanhã, pois assim as chances de avançar não serão tão remotas. As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira (22/06). O Uruguai encara o México em Rustemburgo, às 11h, enquanto a África do Sul pega a França em Bloemfontein, no mesmo horário.

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África do Sul 1 X 1 México

A Copa do Mundo de 2010, enfim, começou. Nesta sexta-feira tivemos os dois primeiros jogos, ambos válidos pelo grupo A do torneio e ninguém conseguiu vencer. Pela manhã, a África do Sul inaugurou o bonito estádio Soccer City, em Joanesburgo, e apenas empatou em 1 a 1 com o México, frustrando a barulhenta torcida. Mais tarde foi a vez de dois campeões mundiais se enfrentarem e também empaterem a partida, dessa vez, sem gols.

O jogo entre sul-africanos e mexicanos foi bastante movimentado. Se não houve um primor de técnica, pelo menos a vontade e a velocidade prevaleceu. O primeiro tempo foi totalmente comandando pelo México. Javier Aguirre apostou em um ataque leve e com jogadores jovens. Giovanni dos Santos foi bastante perigoso e levou a equipe para o ataque. Podia ter arriscado mais chutes para o gol, já que o jovem atleta, filho de um brasileiro, mostrava bastante habilidade, mas pecava na hora da finalização. Carlos Vela, outro jovem do elenco, pouco fez, tanto que foi substituído na segunda etapa. Mesmo com muita posse de bola e superioridade, os mexicanos não conseguiram abrir o placar.

Os Bafana Bafana parecem nervosos em campo na primeira metade. Porém, Carlos Alberto Parreira os tranquilizou no intervalo e a postura mudou nos 45 minutos finais. Trabalhando melhor a bola e com mais tranquilidade, os sul-africanos equilibraram o jogo e conseguiram abrir o placar. Depois de jogada envolvente que começou ainda no meio de campo, Tshabalala arrancou em velocidade e chutou no ângulo do goleiro, marcando um belo gol aos 9 minutos.

Em desvantagem no placar, os mexicanos se sentiram obrigados a retomar o foco da partida. Giovanni dos Santos, sempre ele, era o único que levava perigo e obrigou o goleiro Khune a fazer grande defesa. Aos 33 minutos, a África do Sul levou o empate. Guardado levantou a bola na área, a defesa sul-africana errou feio no posicionamento e deixou o zagueiro Rafa Márquez livre para dominar e estufar a rede. Nos minutos finais, os Bafana Bafana por pouco não conseguiram a vitória, mas a bola explodiu na trave.

O resultado foi justo, visto que os mexicanos dominaram um tempo, enquanto a África do Sul foi melhor na segunda etapa.

Uruguai 0 X 0 França

Em um jogo muito fraco tecnicamente, uruguaios e franceses não conseguiram sair do zero e imitaram o placar do último confronto entre eles em Copas do Mundo, no mundial de 2002.

O jogo se arrastou no primeiro tempo. Enquanto o Uruguai optava por apenas se defender, a ofensividade da França não era contundente. Os franceses erravam muitos passes e o jogo ficou muito embolado no meio de campo. A Celeste, por sua vez, não tem um meio de campo qualificado. A defesa dava chutão para frente, Diego Forlán, o melhor jogador uruguaio, dominava e tentava criar os lances sozinho, sem ninguém encostar por perto. Dessa forma, isolado, Forlán foi presa fácil para a zaga da França.

A partida teve a mesma tônica no segundo tempo. Forlán perdeu um gol incrível aos 27 minutos e depois só deu França. O uruguaio Nicolas Lodeiro conseguiu a proeza de sair do banco de reservas, ficar apenas 18 minutos em campo e ser expulso. Com um a menos, o Uruguai passou a ser pressionado quando Henry entrou em campo. Mas nada de produtivo foi visto e a partida terminou 0 a 0.

Vale destacar um lance que chamou muita atenção: o atacante Henry, aquele mesmo que dominou a bola com a mão no gol que classificou a França para a Copa do Mundo, teve a cara de pau de reclamar muito com a arbitragem num lance em que a bola tocou no braço de um zagueiro uruguaio, de forma involuntária. Que hipocrisia, não? É brincadeira!

Com os empates na primeira rodada do grupo A, todos somam um ponto na classificação, com vantagem para os sul-africanos e mexicanos que marcaram gols em seu confronto. A segunda rodada acontece na semana que vem. África do Sul e Uruguai se enfrentam dia 16/06 (quarta-feira), enquanto França e México duelam no dia 17/06 (quinta-feira).

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PAÍS: África do Sul
NOME DA CONFEDERAÇÃO: South African Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
APELIDO: Bafana Bafana
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
2 (1998 e 2002)
RESULTADOS: Nos dois mundiais disputados, os sul-africanos foram eliminados na fase grupos.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Por ser o país-sede, a África do Sul se classificou automaticamente, sem disputar as eliminatórias africanas.
DESTAQUE DO TIME: Steven Pienaar (meio-campo do Everton, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Mesmo com toda a empolgação da torcida, a África do Sul caiu em uma chave difícil. Somando isso com a inexperiência da equipe, as chances de avançar às oitavas-de-final são mínimas.

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PAÍS: França
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Française de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1919
APELIDO: Les Bleus
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 12 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Campeã em 1998, vice-campeã em 2006, quarta colocada em 1982 e terceira colocada em 1986.
COMO SE CLASSIFICOU PARA  2010: Só conseguiu a vaga na repescagem da Europa, após vencer a Irlanda.
DESTAQUE DO TIME: Franck Ribéry (meio-campo do Bayern de Munique, da Alemanha)
TREINADOR ATUAL: Raymond Domenech (França)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Com um elenco altamente qualificado, a França ainda vive uma sindrome da dependência de seu maior jogador na história, Zinedine Zidane. Após a aposentadoria do craque, a equipe ainda não conseguiu  encontrar um jogador que comande o time dentro de campo e que faça a diferença. Pode ser uma boa chance de Franck Ribéry mostrar seu valor. As chances de chegar às semifinais são grandes.

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PAÍS: México
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federación Mexicana de Fútbol Asociación
ANO DE FUNDAÇÃO: 1927
APELIDO: El Tricolor
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 13 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Atingiu a sua melhor posição em duas oportunidades (1970 e 1986), quando jogando em casa, chegou às quartas-de-finais. Em outras quatro oportunidades (1994, 1998, 2002 e 2006) avançou até às oitavas-de-final.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Não fez boa campanha nas eliminatórias da CONCACAF, mas conseguiu a classificação pois teve saldo de gols maior que a Jamaica.
DESTAQUE DO TIME: Cuauhtémoc Blanco (atacante do Veracruz, do México)
TREINADOR ATUAL: Javier Aguirre (México)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Depois de quatro Copas consecutivas, a Seleção Mexicana passou por uma reformulação e alguns jovens talentos surgiram, como por exemplo o meia Giovanni dos Santos, que atualmente defende o Galatasaray, da Turquia. Com a base formada por jovens e complementada pela experiência dos veteranos Rafael Márquez e Blanco, o México brigará com o Uruguai por uma vaga no Grupo A. Se avançar, pode até aspirar uma vaga nas quartas-de-final.

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PAÍS: Uruguai
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Asociación Uruguaya de Fútbol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1923
APELIDO: La Celeste Olímpica
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 10 (1930, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1986, 1990 e 2002)
RESULTADOS: Bicampeã mundial (1930 e 1950), a Seleção Uruguaia conquistou o quarto lugar em duas oportunidades (1954 e 1970), chegou às quartas-de-final em 1966 e duas vezes às oitavas (1986 e 1990).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Só conquistou a vaga no mundial na repescagem, quando venceu o confronto com a Costa Rica.
DESTAQUE DO TIME: Diego Forlán (atacante do Atlético de Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Oscar Tabárez (Uruguai)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Celeste não consegue emplacar uma campanha razoável desde a Copa de 90. De lá para cá muita coisa mudou e hoje o elenco está mais qualificado, mas nada que possa fazer frente para grandes potências do futebol. O capitão e zagueiro Diego Lugano é um dos pilares da equipe, além de demonstrar a famosa raça uruguaia, algo que pode servir como diferencial no mundial. Tem chances de se classificar no Grupo A (lutará com o México) e dependendo do adversário das oitavas-de-final (caso chegue lá), pode até sonhar com as quartas-de-final.

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Sebastião Pereira é um brasileiro apaixonado pelo esporte.

Mais conhecido como Tião da Bandeira, esse torcedor se destaca por levar por todo o mundo uma bandeira brasileira embaixo dos braços com um objetivo: conseguir autógrafos de esportistas das mais variadas categorias, campeões olímpicos, campeões mundiais ou lendas do esporte.

Para esse apaixonado, não importam as dificuldades, as barreiras e as distâncias. Numa quadra de tênis, num autódromo ou um num estádio de futebol, Tião da Bandeira promove o amor do povo brasileiro pelo esporte e eterniza grandes nomes em um pedaço de pano valioso demais para todos os patriotas.

Como ele mesmo diza bandeira do país é o que move todo esportista a superar metas e marcas. É um símbolo que desperta sentimentos e que mexe com o coração de todos nós. Cada assinatura nessa bandeira vem com uma carga histórica. Significa o reconhecimento de todo o esforço e trabalho do atleta. Eu gostaria de eternizar nesta bandeira a assinatura e recordes desses maravilhosos atletas que subiram no degrau mais alto do pódio”.

Então, nesta entrevista concedida ao MFC, Tião da Bandeira conta como surgiu o projeto, quais são os critérios das assinaturas, quais foram as principais personalidades que já deixaram seu nome na bandeira e também um caso interessante acontecido no ano passado.

MFC: Tião nos conte como e em que ano você começou seu projeto.
Tião da Bandeira: Minha história com a bandeira começou em 2007 em um torneio de tênis –  Grand Champions. Queria  ver o Guga jogar, porém ele não compareceu. No entanto, o evento contava com a presença de lendários jogadores como Björn Borg (tenista sueco vencedor de seis Roland Garros e cinco Wimbledon), Guillermo Vilas (tenista argentino vencedor do Tennis Master Cup, do Roland Garros, do US Open e do Australian Open) e Sergi Bruguera (tenista espanhol bicampeão do Roland Garros). Então, senti que não podia deixar de pegar os autógrafos desses tenistas e na falta de um caderno ou um boné, como é costume nesse tipo de evento, surgiu a idéia: Puxa vida! Amo tanto o esporte, porque não peço pra eles autografarem a bandeira do Brasil? Foi neste dia, quando colhi as primeiras assinaturas, que eu percebi a admiração do atleta, o respeito e o poder da nossa bandeira. Não demorou muito para levar essa brincadeira a sério, deixei de ser o Sebastião Pereira para ser o Tião da Bandeira.

MFC: Explique os critérios para assinatura da bandeira.
Tião da Bandeira: Para o atleta assinar a bandeira e deixar sua marca registrada, ele precisa ser medalhista olímpico, medalhista em mundiais ou deter uma marca histórica no esporte nacional ou mundial. A bandeira do Brasil deve ser valorizada assim como o atleta, pois só se mantém no topo aqueles que buscam a excelência. E essa excelência é conquistada com muita disciplina, confiança e dedicação.

MFC: Quantas bandeiras você tem?
Tião da Bandeira: Hoje são três bandeiras. A maior delas pesa mais de 30 quilos e mede 11m X 15m. Além disso, faço ativação de torcida e agora estou formando a “Torcida Tião da Bandeira”. A segunda bandeira, a mais famosa, é a que os atletas assinam. E a terceira é o meu mais novo projeto – especial para a Copa do Mundo – que está começando e já deu seu primeiro passo, quando ela estiver andando eu conto para vocês.

MFC: Quantos autógrafos você tem?
Tião da Bandeira: Atualmente são mais de 180 assinaturas. Gente de peso, atletas de todas as modalidades e de todas as gerações.

MFC: Especialmente no futebol, quais os principais e mais importantes nomes que você conseguiu?
Tião da Bandeira: Felizmente todas são importantes e carregam um peso histórico no esporte. Alguns dos que já assinaram a bandeira são: o atleta do século e nosso rei Pelé, os goleiros Marcos, Rogério Ceni, Gilmar dos Santos Neves, Ado, Félix e Leão. Os  técnicos Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Torres. Outros são Brito, Piazza, Clodoaldo, Marco Antônio, Jairzinho, Rivellino, Jair Marinho, Joel Camargo, Edu, Pepe,  Amarildo, Dario (Dadá Maravilha), Paulo César Caju, Rivaldo, Cafu, Dino Sani, Bellini, Zito,  Coutinho,  Djalma Santos, Altair, Mauro Silva, Junior,  Zico,  Junior Negão, Marta e Cristiane. Estes  atletas  deixaram seu nome na história do futebol mundial e até hoje são lembrados em livros, documentários, etc. O próprio critério já diz que só os principais da história estão e estarão lá com o nome na minha bandeira.

MFC: Qual a personalidade mais marcante que assinou a bandeira?
Tião da Bandeira: Todas são marcantes para mim, mas, por exemplo, ver o Rei Pelé se emocionar ao assinar a minha bandeira revelando que durante todos estes anos, nunca ninguém tinha pedido para ele assinar a bandeira nacional é um grande privilégio. Outra historia bacana aconteceu recentemente com a piloto da Fórmula Indy, Danica Patrick. Enquanto todos os veículos de comunicação tentavam entrevistá-la, eu com a bandeira na mão e a persistência, gritei nomes de atletas que já fazem parte da bandeira, como Michael Schumacher (piloto de Fórmula 1), Pete Sampras (ex-tenista), John McEnroe (ex-tenista) e Jeff Gordon (piloto da Nascar). Ela parou, virou e me atendeu. Foi mais uma assinatura com direito a foto.

MFC: Conte algum caso interessante.
Tião da Bandeira: No mundial de basquete feminino em 2006, levei a minha bandeira gigante para torcer pelo Brasil e foi uma loucura, a torcida ficou muito animada. Depois disso, não parei mais. Foi vôlei, Fórmula 1, tênis, Fórmula Indy, futsal, etc. Mas o que mais marcou foi o jogo entre Argentina 1 X 3 Brasil, em Rosário, na Argentina, válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Foi um jogo inesquecível, onde com muita coragem carreguei a minha bandeirona do Brasil até o estádio e, chegando lá, ao desenrolá-la, já senti a fúria da torcida argentina nada contente com a presença daquela bandeira enorme na casa deles. Toda vez que os argentinos começavam a entoar seus gritos de guerra com aquela cantoria marcante, nós abríamos a bandeira e eles ficavam calados, quietos, fotografando nossa festa. Era o prenúncio de que a noite era ‘brasileña’. No outro dia os jornais e a televisão  estampavam noticias com fotos da bandeira. O Brasil calou a Argentina pelo futebol e pela torcida. Sou pé quente, não sou?

Para conferir o perfil de todos os atletas que já assinaram a bandeira e também as fotos das personalidades, acesse o blog do Tião da Bandeira: http://www.tiaodabandeira.blogspot.com/.

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Mancini, Bittencourt e Parreira: demitidos após a 10ª rodada

Ano a ano a rotineira mudança de treinadores no futebol brasileiro aumenta consideravelmente. No Campeonato Brasileiro de 2009, em apenas dez rodadas disputadas, nada menos do que oito clubes já trocaram seus comandantes. Destaque para o Náutico, que somente nesse período, já está com seu terceiro treinador diferente.

Atlético-PR (Waldemar Lemos no lugar de Geninho), Fluminense (Vinicius Eutrópio ‘interino’ no lugar de Carlos Alberto Parreira), Grêmio (Paulo Autuori no lugar do ‘interino’ Marcelo Rospide), Náutico (Márcio Bittencourt no lugar de Waldemar Lemos e Geninho no lugar de Márcio Bittencourt), Palmeiras (Jorginho ‘interino’ no lugar de Vanderlei Luxemburgo), São Paulo (Ricardo Gomes no lugar de Muricy Ramalho) e Sport (Leão no lugar de Nelsinho Baptista) são os times que deram início a dança dos técnicos no Brasileirão-09. Isso sem contar o Santos, que demitiu Vagner Mancini e ainda não definiu seu substituto. Vale ressaltar que desses oito clubes que mudaram a comissão técnica, somente o Palmeiras figura entre os quatro primeiros do campeonato. Alguma coincidência?

A 10ª rodada foi determinante para o aumento desses números. O Náutico foi goleado pelo Palmeiras em São Paulo e Márcio Bittencourt foi demitido. A diretoria do Timbu agiu rapidamente e confirmou  Geninho como o terceiro técnico do clube na competição. A goleada sofrida pelo Santos na Bahia custou o cargo de Vagner Mancini. As desavenças no grupo e sina de procurar o ‘cagueta’ dentro do clube contribuíram para a demissão. E o experiente Carlos Alberto Parreira foi o outro treinador demitido nessa rodada. A derrota para o Santo André no Rio de Janeiro, a horrível 18ª colocação e a pressão da torcida do Fluminense tornaram a situação insustentável.

O problema dessa constante troca de treinadores é maior do que os dirigentes imaginam. Assim como em todas as profissões, existem profissionais mais e menos capacitados. Mas como diz o ditado futebolístico: “Futebol é resultado”, e esse realmente é o pensamento da grande parte dos cartolas. A bomba sempre estoura nas mãos dos treinadores, mas os dirigentes se esquecem de avaliar um fator muito importante antes das demissões. Os elencos fracos que eles mesmos deram para os treinadores fazerem milagres. Não estou defendendo a categoria dos treinadores de futebol, mas isso fica cada vez mais implícito. E a mudança constante não soma nada na evolução de uma equipe, ao contrário do que os cartolas pensam.

Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo estão disponíveis no mercado e figuram como ‘a bola da vez’. Possivelmente ainda treinarão alguma equipe nesse Campeonato Brasileiro. Resta deixar as especulações de lado e saber qual será o paradeiro deles. Vagner Mancini corre por fora, mas é um nome que agrada a grande maioria dos dirigentes. Vamos esperar os próximos capítulos e, obviamente, as próximas demissões.

E você torcedor, o que pensa sobre o ritmo acelerado de demissões de treinadores no futebol brasileiro? É a melhor opção?  Ou só atrapalha o planejamento das equipes? Opine!

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