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Posts Tagged ‘Roberto Carlos’

O sonho de conquistar a Copa Libertadores da América de 2010 acabou para o Corinthians. Depois de se planejar desde 2009 para alcançar o sonho no ano do centenário, o Timão venceu o Flamengo por 2 a 1, no Pacaembu, mas não foi suficiente para avançar na competição.

A partida teve dois tempos distintos. Na primeira etapa, o Corinthians mandou no jogo, se impôs e buscou o resultado. Mesmo não mostrando um futebol brilhante, os alvinegros foram eficientes e prenderam o Flamengo no campo de defesa. Isso era evidente, tanto que o Mengão chegou ao campo adversário apenas duas vezes na primeira etapa, ambas sem perigo.

O Timão precisava do resultado e com o apoio da torcida foi para cima. As primeiras tentativas corintianas pararam nas defesas do goleiro Bruno. Porém, aos 27 minutos, depois de muito pressionar, o gol saiu. Danilo cruzou a bola para a área, o zagueiro David tentou cortar e mandou a bola para a rede. O Pacaembu explodiu em festa. O resultado momentâneo levava a decisão para os pênaltis. Mas o Corinthians queria mais.

Roberto Carlos quase marcou o segundo em cobrança de falta, mas Bruno fez outra boa defesa. Se Jorge Henrique pouco produzia por um lado do campo, do outro Dentinho partia para cima com dribles insinuantes e, em uma dessas investidas, o jovem atacante cruzou para a área e a bola foi na cabeça de Ronaldo, que marcou o segundo tento alvinegro.  Era uma vitória merecida. Dois gols no primeiro tempo contra um Flamengo tímido e recuado. Faltavam apenas 45 minutos para o Corinthians conquistar o objetivo e seguir forte rumo ao título.

Mas o técnico Rogério Lourenço, sabedor da qualidade do time da Gávea, tratou de cobrá-los no intervalo e até promoveu uma alteração. Tirou Vinicius Pacheco e colocou Kleberson em campo. Os 15 minutos de descanso foram positivos para o Flamengo, pois o time voltou totalmente diferente para a segunda etapa. Saiu de trás e começou a se arriscar mais. Logo aos quatro minutos, Kleberson deu um precioso passe para Vagner Love marcar o gol rubro-negro. O gol fora de casa dava a classificação para os cariocas.

Alheio a vantagem obtida logo no começo, o Flamengo pôs a bola no chão e dominou o adversário. Com uma postura completamente diferente da primeira etapa, o Mengão melhorou seu setor defensivo e usava seus rápidos laterais para puxar os contragolpes. Vagner Love era o melhor jogador da partida. Além de voltar para ajudar na marcação, o atacante conduzia a bola e cadenciava o jogo. O Corinthians sentiu o baque do gol.

Enquanto o Timão tentava se organizar novamente, o Flamengo chegava com perigo constantemente. Teve, ao menos, umas quatro chances para empatar o jogo e selar de vez a classificação. Kleberson perdeu gol incrível. Adriano fez o mesmo. O tempo foi passando e o Corinthians não conseguia levar perigo. Mano Menezes promoveu três alterações na segunda etapa. Sacou o apagado Jorge Henrique e deu lugar para Iarley que também pouco pegou na bola. Tirou o bom volante Elias, estranhamente, diga-se de passagem, e colocou Jucilei. A outra substituição foi a saída de Alessandro e a entrada do novato Paulinho. Tudo em vão. O Corinthians parecia não ter forças para retomar o controle do jogo.

Nos minutos finais a equipe alvinegra ensaiou uma pressão e partiu para o tudo ou nada. A única chance real aconteceu somente aos 47 minutos, quando Chicão cobrou com maestria uma falta e o goleiro Bruno fez uma defesa espetacular, evitando o gol e consolidando de vez a classificação flamenguista.

O jogo foi muito bom, teve bastante movimentação e luta das duas partes. O Corinthians venceu, mas quem se classificou foi o Flamengo. O primeiro colocado geral na primeira fase da Libertadores foi eliminado pelo último, coisas que acontecem no futebol. A torcida corintiana reconheceu o empenho do time e aplaudiu ao final do jogo. É óbvio que a eliminação precoce foi um grande baque, tendo em vista todo o projeto realizado pela diretoria, as contratações de peso e a grande esperança do torcedor. Mas o futebol é assim mesmo. O Flamengo foi melhor hoje e conseguiu a classificação. Não é o fim do mundo ser eliminado da competição sul-americana.

O Rubro Negro aguarda o confronto entre Universidad do Chile e Alianza Lima para conhecer o adversário das quartas-de-final. No jogo de ida, os chilenos venceram o duelo fora de casa por 1 a 0.

CRUZEIRO E ESTUDIANTES AVANÇAM
As duas equipes que disputaram o título da Libertadores no ano passado continuam firmes no torneio em 2010. O Cruzeiro foi até Montevidéu, não tomou conhecimento do Nacional e venceu por 3 a 0 com gols Thiago Ribeiro, Diego Renan e Gilberto. Com a vitória, os mineiros vão enfrentar o São Paulo nas quartas-de-final, repetindo o confronto do ano passado.

O Estudiantes, atual campeão, venceu o fraco San Luís por 3 a 1 e também carimbou vaga nas quartas-de-final. Os argentinos encaram na próxima fase o vencedor do confronto entre Internacional e Banfield. Os gols do jogo foram anotados por González e Benitez (2) para o Estudiantes, enquanto De La Torre descontou para os mexicanos.

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Flamengo X Corinthians

Com certeza o confronto entre alvinegros e rubro-negros é que mais chama atenção nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América 2010.

Enquanto o Corinthians terminou com a melhor campanha da primeira fase, com 16 pontos, o Flamengo vive uma crise em seu elenco e se classificou na bacia das almas, no 16º lugar. Mas por ser um clássico de proporções gigantes, pode se esperar de tudo neste confronto.

Ronaldo voltará e jogará contra o time do seu coração. Adriano, em péssima fase, tem a chance de mostrar que Dunga ainda pode levá-lo ao mundial. Roberto Carlos, tem jogado muito bem nas últimas partidas e ainda acredita que pode ser lembrado pelo treinador brasileiro, mesmo sendo pouco provável. Vágner Love, por sua vez, é velho conhecido da equipe alvinegra e já se deu bem contra o rival jogando com a camisa do Palmeiras. Esses são os quatro principais jogadores do confronto. Flamenguistas e corintianos apostam suas fichas neles.

Outro fator que pode ser decisivo nesta partida é o quesito goleiros. Bruno, do Flamengo, é inconstante e não passa confiança. Enquanto isso, o jovem Júlio César enfrentará o primeiro grande desafio de sua carreira. É capacitado, mas a falta de experiência pode pesar negativamente.

O Corinthians busca o inédito título, enquanto o Flamengo vai atrás do bicampeonato. São 55 milhões de torcedores em jogo. 35 pelos lados rubro-negros e 20 milhões de fãs alvinegros. É difícil apontar um favorito num duelo como esses, mas a consistência corintiana pode ser decisiva contra a desorganização dos cariocas. É um ligeiro favoritismo, mas é. Além do mais, o Timão tem a vantagem de jogar a segunda partida no Pacaembu, onde a torcida costuma empurrar o time.

A emoção vai começar e só um gigante do futebol brasileiro prosseguirá na competição. O vencedor, com certeza, sairá fortalecido para o restante da Libertadores. Serão dois jogos imperdíveis protagonizados pelos atacantes titulares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006. Craques no gramado e polêmicos fora dele. Quem sairá vencedor?

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/04/flamengo-x-corinthians-um-duelo-de.html

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Corinthians e Palmeiras não conseguiram se classificar para a fase decisiva do Campeonato Paulista de 2010. E isso deve soar como um alerta para ambos. Como todos sabem, quem não consegue chegar às semifinais do torneio, desdenha da competição. Mas quem vence, comemora e tira proveito da situação.

O alviverde fez uma campanha pífia. Em 19 rodadas, o Palmeiras conseguiu somar apenas seis vitórias. Tropeçou dentro e fora de casa contra adversários sem expressão. Trocou de treinador no meio da competição e de nada adiantou. A torcida cobrou, insultou, fez protestos. Tudo em vão. O problema palmeirense vem de cima, da cúpula. A crise se instaurou e o Verdão conseguiu a proeza de fazer a pior campanha no Paulistão desde 1980, quando terminou a competição na 16ª colocação.

Não bastasse isso, possivelmente três dos principais jogadores do elenco podem deixar o clube. Diego Souza, descontente e com problemas de relacionamento no grupo, será vendido até o meio do ano. Cleiton Xavier também tem propostas e deve sair. Além disso, Marcos, grande ídolo palmeirense, pode pendurar as luvas antes do esperado. Uma situação delicada e muito perigosa.

O Palmeiras está nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, competição que não priorizou em detrimento ao campeonato estadual. Só chegou nesse patamar por enfrentar equipes fraquíssimas e desestruturadas. Agora jogará contra o Atlético-PR e as coisas podem se complicar. Se avançar às quartas-de-final, não o vejo com chances de chegar ao título. Outras tantas equipes estão em melhores condições no momento.

A eliminação no Paulistão pode custar caro para o Palmeiras. Era a chance do time se firmar, ganhar corpo e mostrar sua força. Não conseguiu. A Copa do Brasil não é um torneio típico para experimentos e testes. É tudo ou nada, mata-mata. A situação mais perigosa é o Campeonato Brasileiro, que começará no próximo mês de maio. Se continuar atuando dessa forma, o Verdão tem grandes chances de lutar contra o rebaixamento. Ainda há tempo para mudar. É necessário uma reformulação no elenco e até mesmo na diretoria. Algo está errado, muito errado. O torcedor palmeirense não merece sofrer humilhação semelhante à vivida em 2002.

Já pelos lados do Parque São Jorge, a situação não é preocupante. O Corinthians lutou até a última rodada no Paulistão, mas ficou de fora, principalmente, pela derrota contra o Paulista em ‘casa’, na Arena Barueri. Não fosse esse resultado, certamente o Timão disputaria as semifinais. Mas o discurso da diretoria e dos atletas é o mesmo. A competição importante é a Libertadores. Afirmam e reafirmam que todo o projeto foi focado na conquista do título continental. Isso pode ser perigoso. Pois, se não vencerem o título, alegarão o quê? É óbvio que o alvinegro tem grandes chances de ser campeão, mas a Libertadores é uma competição traiçoeira, onde qualquer erro pode ser fatal. De qualquer forma, o Corinthians deve ir longe no torneio, mas com um elenco recheado de bons atletas, milionário e com duas grandes estrelas como Ronaldo e Roberto Carlos, mesmo que não sendo a prioridade, o Timão deixou a desejar no Paulistão. Que não decepcione também na competição prioritária.

Assim, a situação dos dois grandes rivais é diferente. Uma eliminação nem sempre tem o mesmo peso para duas equipes distintas. A palavra de ordem no Palmeiras é mudança, enquanto no Corinthians é esperança. Com o desenrolar dos jogos e competições, saberemos qual foi realmente o preço de uma eliminação precoce no Paulistão.

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/04/o-peso-da-eliminacao-no-paulistao.html

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O clássico ‘Majestoso’ entre Corinthians e São Paulo era muito importante para as aspirações das equipes no campeonato estadual. Ambos vinham de derrota no meio da semana e só a vitória interessava para os alvinegros, enquanto os são paulinos precisavam vencer para praticamente garantir uma vaga entre os semifinalistas. Em um jogo eletrizante, marcado por erros dos goleiros, o Corinthians venceu por 4 a 3 com um gol nos acréscimos e continua com chances no Paulistão.

O jogo começou com o São Paulo bem postado e chegando ao ataque, mas em poucos minutos os donos da casa colocaram as coisas no lugar e passaram a dominar a partida. Esse domínio foi traduzido em gol, aliás, em gols. A primeira grande chance do Corinthians aconteceu aos 15 minutos. Em um lance incrível, Paulo André cabeceou na trave, no rebote Dentinho mandou no outro poste e na terceira tentativa Rogério Ceni fez grande defesa, salvando o Tricolor. Porém, três minutos depois, o Corinthians abriu o placar, após boa jogada de Danilo, passe de Ronaldo e conclusão de Elias. O jogo ficou quente e não demorou para o alvinegro ampliar a contagem. Miranda não conseguiu interceptar a bola dentro da área e o ex-são paulino Danilo, de direita, mandou uma bomba para marcar o segundo. Um minuto depois o clima esquentou. Washington e Dentinho dividiram a bola, o corintiano agrediu, tomou um empurrão do são paulino e agrediu novamente. O árbitro expulsou os dois e colocou panos quentes na situação.

O jogo parecia perdido para o São Paulo, quando Dagoberto fez boa jogada pela esquerda e rolou para trás, encontrando Jean livre para diminuir o placar. Um gol que renovou as esperanças do time do Morumbi. Na volta do intervalo, Ricardo Gomes tirou o apagado Léo Lima e colocou o atacante Fernandinho. Mas, aos sete minutos, o Corinthians ampliou novamente. Roberto Carlos cobrou falta de longe e Rogério Ceni aceitou. O Timão melhorou na partida de novo e poderia ter feito o quarto e até o quinto gol. Porém, o São Paulo que parecia morto, reviveu e buscou o empate. Primeiro, Hernanes cobrou falta, o goleiro Rafael bateu roupa e Rodrigo Souto aproveitou para marcar o segundo gol. Um pouco depois, Cicinho ergueu a bola na área e, em nova falha do arqueiro corintiano, o volante são paulino aproveitou de novo, marcou seu segundo gol e o terceiro do São Paulo. Com 3 a 3 no placar, Ricardo Gomes sentiu que poderia vencer o clássico e colocou Marlos em campo no lugar de Dagoberto. Mano Menezes, por sua vez, colocou Iarley para tentar a vitória. E o treinador corintiano foi mais feliz. Nos acréscimos, Iarley chutou forte para o meio da área e o zagueiro Alex Silva marcou contra.

O Corinthians mereceu a vitória por 4 a 3, pois foi superior em grande parte do jogo e teve mais raça para decidir. Porém, mesmo com um jogo aberto e bem disputado, as duas equipes ainda não mostraram tudo que se espera delas na temporada. Pelo lado corintiano, Danilo e Roberto Carlos fizeram ótima partida. Elias também jogou bem e, estranhamente, foi substituído no segundo tempo. O treinador errou ao tirá-lo de campo (depois que ele saiu o São Paulo marcou os dois gols que empataram o jogo), já que como de costume, Elias marcava com eficiência e se apresentava muito bem ao ataque. De qualquer forma, Mano Menezes contou com a sorte de ter lançado Iarley nos minutos finais e o atacante decidiu o jogo para os alvinegros.

Pelo lado do São Paulo, Ricardo Gomes parece não ter o controle do grupo. Um elenco qualificado que, em três meses, ainda não fez nenhuma grande partida, não tem sequência e joga um futebol burocrático. Muitos dizem que o atual time são paulino tem a cara do treinador, sem raça, sem vibração. E, de fato, isso está acontecendo mesmo. O São Paulo não vibra durante as partidas, parece estar sempre satisfeito, independente se esteja ganhando ou perdendo. Isso pode prejudicar ainda mais a equipe. Outro fator é a questão do Cicinho. Desde a época de Muricy Ramalho o elenco tricolor carece de um lateral direito de ofício. Por esse motivo, Muricy e Ricardo Gomes sempre improvisaram outros jogadores na posição. A diretoria do São Paulo lutou muito e conseguiu repatriar o Cicinho. Porém, após alguns jogos sem brilho, o lateral foi para a reserva e Jean voltou a ser improvisado. Ora, Cicinho só terá ritmo de jogo disputando as partidas. No banco isso não acontecerá. E perder um jogador no meio de campo como o Jean para colocá-lo numa função que não é a dele, é muito prejudicial para o São Paulo.

Com o resultado, o São Paulo caiu para a quarta colocação e o Corinthians está na cola, em quinto, com um ponto a menos que o rival. Faltando duas rodadas para o final da primeira fase, ambos ainda tem chances reais de avançar às semifinais do Campeonato Paulista.

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“O futebol é business“, afirmou Mário Gobbi, diretor de futebol do Corinthians em meados do ano passado. E pelo visto esse era um prenúncio para a torcida alvinegra. O Corinthians se planejou para disputar e ganhar pela primeira vez na história a Copa Libertadores da América no ano de seu centenário. Depois de voltar dignamente à elite do futebol brasileiro, o ano de 2009 deixou o corintiano animado. E a fiel torcida, acostumada a empurrar a equipe em todos os cantos, sabe a importância que terá num possível título continental.

Porém, pouco a pouco a frase emblemática do ainda mais emblemático dirigente foi se tornando uma realidade. O Corinthians sabe da força da torcida e também das condições financeiras dos brasileiros. Mas isso pouco importa, já que o lucro exorbitante é o maior objetivo. Com as contratações de estrelas como Ronaldo e Roberto Carlos, obviamente que a renda teria que vir de algum lugar. E veio. Veio dos inúmeros patrocínios que tornaram a camisa alvinegra poluída e também das cotas de televisão. Já bastaria, mas os dirigentes alvinegros ainda colocariam em prática uma outra fonte de renda altamente rentável: os ingressos. Lembre-se, o futebol é business.

Quando os ingressos para a Libertadores começaram a ser vendidos, os apaixonados torcedores corintianos tomaram um susto. E que susto. O mais barato é vendido por R$50, enquanto o mais caro pode chegar até R$500. Um absurdo. Um abuso. Uma afronta ao torcedor e, principalmente, ao trabalhador. Ninguém ganha a vida como torcedor, não existem torcedores profissionais. Todos aqueles que amam seus clubes e gostam de assistir as partidas no estádio, trabalham duro e muitas vezes ganham pouco. O salário mínimo no Brasil é de R$510,00. Como um torcedor pode pagar R$50 ou mais num ingresso? Não há cabimento. O business que o futebol se tornou afasta os torcedores dos estádios.

Para se ter uma ideia do abuso cometido pela diretoria do Corinthians, veja o gráfico abaixo e compare:

Comparando com seis jogos de Libertadores envolvendo grandes times brasileiros nos últimos anos, chegamos a conclusão de que o futebol é business somente na cabeça de Mário Gobbi. O cálculo feito por Evandro Daneu confirma isso. Jogos muito importantes e com alta repercussão como finais de Libertadores, tiveram pelo menos o dobro de público que o jogo do Corinthians contra o Racing, do Uruguai. Nesses jogos de edições anteriores da competição sul-americana, o preço médio mínimo que um torcedor desembolsou foi R$37,65, e o máximo, R$49,54.

Enquanto isso, o jogo de estreia do Timão na competição teve um custo médio de incríveis R$70,30 por torcedor. Caso a equipe chegue ao mata-mata, os ingressos ainda devem subir. Se chegar na final da competição, torcedores apaixonados terão que andar a pé, deixar de comer, não ir aos hospitais, nem às farmácias, não pagar o aluguel, as contas de água, luz, telefone, entre tantas outras, caso queira ir ao jogo do Corinthians. Sabe por quê? Porque futebol é business!

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O Corinthians se prepara para 2010 desde julho do ano passado. Fez um grande planejamento, manteve o treinador e, principalmente, o fenômeno Ronaldo, contratou o lateral Roberto Carlos e mais uma grande leva de jogadores. Além, é claro, de aumentar consideravelmente o valor dos patrocínios e lucrar de toda forma com o centenário. Tudo isso foi feito para brindar os cem anos do clube com jogos inesquecíveis e conquistas, principalmente a Copa Libertadores, sonho de consumo de dez em dez torcedores alvinegros.

Porém, o que se viu até agora em nada se parece com todo o planejamento da diretoria, da comissão técnica e até dos jogadores. Por incrível que pareça, o Corinthians está com um time inferior ao do ano passado, quando se sagrou campeão paulista invicto e venceu a Copa do Brasil. Quase tudo mudou de lá para cá. Mesmo Mano Menezes sendo um bom treinador, em 2010 nada se viu do Timão. No Campeonato Paulista, o Corinthians está na sexta colocação e não convenceu em nenhuma partida ainda. Na estreia da Libertadores, sofreu para vencer um fraquíssimo oponente no Pacaembu.

Essa falta de sintonia é traduzida dentro de campo com o goleiro Felipe colecionando falhas, a dupla de zaga desentrosada e dispersa, Roberto Carlos não provou a que veio e, inclusive, já foi expulso duas vezes, Tcheco continua um jogador com pouca mobilidade, coisa que irrita o torcedor e até mesmo Ronaldo não se apresenta como no ano passado. Até o momento, o craque fez apenas um gol na temporada. Pouca coisa para um dos maiores jogadores de futebol que o planeta já viu. Entretanto, Jorge Henrique e Elias parecem destoar positivamente do resto do elenco e mantiveram o mesmo padrão da temporada passada.

No São Paulo, a história é semelhante. Com partidas pífias no campeonato estadual, o Tricolor está no G4, mais por falta de capacidade dos rivais do que por méritos são paulinos. Com um grande e qualificado plantel montado pela diretoria, era para o time estar rendendo muito mais. Isso deve-se, em grande parte, a insistência do treinador Ricardo Gomes em mesclar a equipe jogo a jogo. Essa tática de ‘rodízio’ vem atrapalhando muito o andamento das coisas no Morumbi. Não há sequência de jogos e consequentemente não existe entrosamento. O time parece um bando em campo com um emaranhado de jogadores no meio campo. Na Libertadores o São Paulo venceu a primeira partida e perdeu a segunda, fora de casa, contra o Once Caldas. Até o momento normal em se tratando de Libertadores. Mas anormal mesmo é a falta de ritmo de jogo do Tricolor.

Até o momento, Cicinho, Cléber Santana, Rodrigo Souto, Léo Lima e Marcelinho Paraíba não justificaram suas contratações. Jorge Wagner anda perdido e sonolento, assim como Hernanes, que deveria ser o cérebro da equipe. Na frente, Dagoberto até que começou o ano bem, mas uma contusão interrompeu sua ascensão. Já Washington, esse é inadmissível como continue sendo titular. Ele acumula gols e mais gols perdidos, que fazem muita falta no final das partidas e, mesmo assim, o treinador o mantém na equipe. Com a evolução de Fernandinho, creio que Washington irá para o banco de reservas.

Essas são as análises de momento das duas equipes paulistas que participam da Libertadores em 2010. É óbvio que tanto Corinthians como São Paulo melhorarão seu futebol, ao menos é isso que se espera. Mas é preciso que essas mudanças apareçam rapidamente, pois como diria o desempregado treinador Muricy Ramalho: “A bola pune”.

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Cristiano Ronaldo e Kaká

Se no começo da semana o Real Madrid virou notícia no mundo inteiro ao contratar Kaká, menos de quatro dias depois o clube merengue oficializou outra contratação astronômica e balançou o mundo do futebol. O astro português e atual melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, foi contratado por € 93,9 milhões (aproximadamente R$ 256,6 milhões) e agora é o jogador mais caro da história do futebol mundial.

Aos 24 anos, C. Ronaldo estrelará o futebol espanhol e junto com Kaká comandarão a segunda edição galáctica do Real Madrid. A primeira versão dos galácticos foi formada em 2002, também pelo atual presidente Florentino Pérez. Na época, Ronaldo, Roberto Carlos, Casillas, Cambiasso, Zidane, Figo, Raúl, Owen e Beckham comandaram a mágica equipe no papel e não tão brilhante dentro dos gramados.

Como resposta a maravilhosa temporada vivida pelo maior rival, o Barcelona, Florentino Pérez acredita que a segunda versão galáctica da equipe merengue possa ter mais sucesso que a primeira e para isso aposta em um alicerce luso-brasileiro de novo. Assim como era em 2002 com Ronaldo e Figo. Deixando de lado o fator financeiro que é incalculável e totalmente fora dos padrões do mundo em meio a uma enorme crise financeira, não confio muito nesse pensamento de formar equipes galácticas. Não duvido de forma alguma do potencial e da capacidade de jogadores como Kaká e C. Ronaldo, mas muitas estrelas em uma equipe de futebol nem sempre é sinônimo de vitórias, títulos e clima bom. 

Mesmo achando arriscado, creio que essa equipe formada por ótimos jogadores fará sucesso nos gramados europeus. Será apenas uma questão de tempo e de achar o time ideal em meio a tantos craques. O que mais empolga é imaginar o clube merengue com Kaká e C. Ronaldo jogando juntos. Os dois últimos melhores jogadores do mundo, eleitos pela FIFA, já deixam a apaixonada torcida madrilena extasiada e completamente confiante num futuro promissor. É esperar para ver.

E o time galáctico ideal ainda não está pronto. O presidente do clube merengue ainda tenta a contratação do zagueiro sérvio Nemanja Vidic, do Manchester United, do meio-campista Franck Ribery, do Bayern de Munique e do atacante David Villa, do Valencia. Caso consiga também contar com o futebol desses três bons jogadores, somados ao goleiro Casillas, ao zagueiro Heinze, aos meio-campistas Diarra, Gago, Sneijder e Van der Vaart e aos atacantes Raúl, Saviola, Robben e Van Nistelrooy e, principalmente, as estrelas Kaká e Cristiano Ronaldo, o técnico chileno Manuel Pellegrini terá dificuldades ‘boas’ para escalar os galácticos do Real Madrid.

E você torcedor, o que achou de C. Ronaldo trocar o Manchester United pelo Real Madrid? A dupla luso-brasileira terá sucesso nos gramados espanhóis? Opine!

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