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Posts Tagged ‘Gávea’

O sonho de conquistar a Copa Libertadores da América de 2010 acabou para o Corinthians. Depois de se planejar desde 2009 para alcançar o sonho no ano do centenário, o Timão venceu o Flamengo por 2 a 1, no Pacaembu, mas não foi suficiente para avançar na competição.

A partida teve dois tempos distintos. Na primeira etapa, o Corinthians mandou no jogo, se impôs e buscou o resultado. Mesmo não mostrando um futebol brilhante, os alvinegros foram eficientes e prenderam o Flamengo no campo de defesa. Isso era evidente, tanto que o Mengão chegou ao campo adversário apenas duas vezes na primeira etapa, ambas sem perigo.

O Timão precisava do resultado e com o apoio da torcida foi para cima. As primeiras tentativas corintianas pararam nas defesas do goleiro Bruno. Porém, aos 27 minutos, depois de muito pressionar, o gol saiu. Danilo cruzou a bola para a área, o zagueiro David tentou cortar e mandou a bola para a rede. O Pacaembu explodiu em festa. O resultado momentâneo levava a decisão para os pênaltis. Mas o Corinthians queria mais.

Roberto Carlos quase marcou o segundo em cobrança de falta, mas Bruno fez outra boa defesa. Se Jorge Henrique pouco produzia por um lado do campo, do outro Dentinho partia para cima com dribles insinuantes e, em uma dessas investidas, o jovem atacante cruzou para a área e a bola foi na cabeça de Ronaldo, que marcou o segundo tento alvinegro.  Era uma vitória merecida. Dois gols no primeiro tempo contra um Flamengo tímido e recuado. Faltavam apenas 45 minutos para o Corinthians conquistar o objetivo e seguir forte rumo ao título.

Mas o técnico Rogério Lourenço, sabedor da qualidade do time da Gávea, tratou de cobrá-los no intervalo e até promoveu uma alteração. Tirou Vinicius Pacheco e colocou Kleberson em campo. Os 15 minutos de descanso foram positivos para o Flamengo, pois o time voltou totalmente diferente para a segunda etapa. Saiu de trás e começou a se arriscar mais. Logo aos quatro minutos, Kleberson deu um precioso passe para Vagner Love marcar o gol rubro-negro. O gol fora de casa dava a classificação para os cariocas.

Alheio a vantagem obtida logo no começo, o Flamengo pôs a bola no chão e dominou o adversário. Com uma postura completamente diferente da primeira etapa, o Mengão melhorou seu setor defensivo e usava seus rápidos laterais para puxar os contragolpes. Vagner Love era o melhor jogador da partida. Além de voltar para ajudar na marcação, o atacante conduzia a bola e cadenciava o jogo. O Corinthians sentiu o baque do gol.

Enquanto o Timão tentava se organizar novamente, o Flamengo chegava com perigo constantemente. Teve, ao menos, umas quatro chances para empatar o jogo e selar de vez a classificação. Kleberson perdeu gol incrível. Adriano fez o mesmo. O tempo foi passando e o Corinthians não conseguia levar perigo. Mano Menezes promoveu três alterações na segunda etapa. Sacou o apagado Jorge Henrique e deu lugar para Iarley que também pouco pegou na bola. Tirou o bom volante Elias, estranhamente, diga-se de passagem, e colocou Jucilei. A outra substituição foi a saída de Alessandro e a entrada do novato Paulinho. Tudo em vão. O Corinthians parecia não ter forças para retomar o controle do jogo.

Nos minutos finais a equipe alvinegra ensaiou uma pressão e partiu para o tudo ou nada. A única chance real aconteceu somente aos 47 minutos, quando Chicão cobrou com maestria uma falta e o goleiro Bruno fez uma defesa espetacular, evitando o gol e consolidando de vez a classificação flamenguista.

O jogo foi muito bom, teve bastante movimentação e luta das duas partes. O Corinthians venceu, mas quem se classificou foi o Flamengo. O primeiro colocado geral na primeira fase da Libertadores foi eliminado pelo último, coisas que acontecem no futebol. A torcida corintiana reconheceu o empenho do time e aplaudiu ao final do jogo. É óbvio que a eliminação precoce foi um grande baque, tendo em vista todo o projeto realizado pela diretoria, as contratações de peso e a grande esperança do torcedor. Mas o futebol é assim mesmo. O Flamengo foi melhor hoje e conseguiu a classificação. Não é o fim do mundo ser eliminado da competição sul-americana.

O Rubro Negro aguarda o confronto entre Universidad do Chile e Alianza Lima para conhecer o adversário das quartas-de-final. No jogo de ida, os chilenos venceram o duelo fora de casa por 1 a 0.

CRUZEIRO E ESTUDIANTES AVANÇAM
As duas equipes que disputaram o título da Libertadores no ano passado continuam firmes no torneio em 2010. O Cruzeiro foi até Montevidéu, não tomou conhecimento do Nacional e venceu por 3 a 0 com gols Thiago Ribeiro, Diego Renan e Gilberto. Com a vitória, os mineiros vão enfrentar o São Paulo nas quartas-de-final, repetindo o confronto do ano passado.

O Estudiantes, atual campeão, venceu o fraco San Luís por 3 a 1 e também carimbou vaga nas quartas-de-final. Os argentinos encaram na próxima fase o vencedor do confronto entre Internacional e Banfield. Os gols do jogo foram anotados por González e Benitez (2) para o Estudiantes, enquanto De La Torre descontou para os mexicanos.

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O Flamengo se transformou numa bagunça geral. Depois de conquistar o título brasileiro de 2009, as coisas vão piorando dia-a-dia. Para falar a verdade, desde o ano passado a situação já era preocupante. Depois de repatriar o ídolo Adriano, a diretoria rubro-negra sabia o risco que estava correndo. Para contar com um jogador de nível europeu e de Seleção Brasileira, a alta cúpula flamenguista abriu mão do profissionalismo. Foi acordado que Adriano poderia faltar a treinos, chegar atrasado para resolver ‘questões particulares’ e até mesmo ter o privilégio de ser titular mesmo quando não rendesse o esperado, física e taticamente.

O ano de 2010 começou, Vágner Love chegou fazendo juras de amor ao clube, o técnico Andrade renovou seu contrato e a base campeã brasileira foi mantida. Tudo para buscar o tetracampeonato carioca, o bicampeonato brasileiro e, principalmente, a Copa Libertadores da América.

Aos poucos, o projeto maravilhoso começou a fracassar. Adriano, incontrolável nas noitadas e bebidas, continuou dando os mesmos trabalhos dos tempos de Internazionale e São Paulo. E o pior, os companheiros de equipe passaram a acompanhá-lo nas empreitadas noturnas. No caso mais famoso da falta de profissionalismo, a favela da Chatuba, na zona norte do Rio de Janeiro, foi o cenário. Vários jogadores do Flamengo, liderados pelo Imperador, subiram o morro para curtirem um baile funk. O final da história todos sabem. Jogadores tentando se defender publicamente, dirigentes submissos e o atacante flamenguista sumido por vários dias.

Dias depois, mais casos foram surgindo. O goleiro Bruno, em mais uma de suas frases infelizes, disse em entrevista que bater em mulher é algo normal, corriqueiro. Vágner Love foi visto sendo escoltado por traficantes procurados pela polícia em um morro carioca e depois precisou até se explicar na delegacia. Adriano, de novo, se meteu em encrenca ao descobrirem que o atacante comprou duas motos e repassou-as para um traficante amigo e para a mãe dele, que nem carteira de motorista tinha. Confusões e mais confusões. Todas amparadas pelos dirigentes rubro-negros.

E os reflexos dessa zona generalizada começaram a aparecer em campo. Primeiro o Flamengo conseguiu perder o fraco Campeonato Carioca para o limitado time do Botafogo. Na Libertadores, a situação também é delicada. Ontem venceu o Caracas por 3 a 2 no Maracanã e não depende apenas de suas forças para avançar às oitavas de final do torneio continental. Hoje à noite torcerá por uma combinação de resultados para obter a vaga, diga-se de passagem, como pior segundo colocado. Se conseguir a classificação, não terá vida fácil. Pegará o melhor time da primeira fase, possivelmente o Corinthians, decidindo o segundo jogo na casa do adversário.

Enquanto isso, o irreverente dirigente Marcos Braz, todos os dias dá declarações de que o culpado por tudo isso é o técnico Andrade. Ídolo do clube nos 80, Andrade é desrespeitado e menosprezado pelos cartolas. E o pior, vê tudo isso e continua calado.

Os culpados dessa zona rubro-negra são os dirigentes, inclua-se até mesmo a presidente Patrícia Amorim, por questões claras. A alta cúpula da Gávea sabia desde o início dos riscos de se ter um time com jogadores descompromissados e que se metem em confusões a todo instante. Eles bancaram e liberaram tudo isso. Só que agora estão sentindo na pele o peso disso tudo. A torcida está revoltada. E no futebol, quando isso acontece, é preciso achar culpados. A bola da vez é Andrade. É mais fácil colocar a culpa num técnico com menos experiência e que tem pinta de um cara bacana. Tão bacana ao ponto até de deixar o melhor jogador do Flamengo no banco de reservas por ter se desentendido com Marcos Braz. Petkovic é, de longe, mesmo com 37 anos, o melhor jogador da equipe neste momento. Ontem, por exemplo, as coisas só não foram piores, pois ele entrou na segunda etapa.

Depois da bronca da torcida ontem, Marcos Braz já voltou a dar declarações. Enfatizou que até sexta-feira, no máximo, mudará o comando técnico da equipe. Andrade sabe que será demitido, mesmo se o Flamengo consiga a vaga nas oitavas de final da Libertadores. Para o seu lugar, os mais cotados são Celso Roth e até mesmo Joel Santana, atual técnico do Botafogo. Patrícia Amorim deveria demitir o Marcos Braz, manter o Andrade e deixar na equipe apenas jogadores compromissados e que tenham o mínimo de profissionalismo. Do jeito que está, resultados positivos serão cada vez mais escassos. E a culpa é do pobre Andrade.

Que zona! Que bagunça! Esse é o atual futebol do Flamengo. A filosofia do ‘Império do Amor’ tomou conta do grupo. E agora será difícil mudar o conceito. Uma pena!

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Paulo César Lima, 60 anos.

No mundo do futebol, Paulo César Caju.

Nascido em 1949 no Rio de Janeiro, o ex-jogador foi revelado pelo Botafogo em 1967 e jogou pelo Glorioso até 1971, vencendo dois Campeonatos Cariocas (1967 e 1968), além da Taça Brasil de 1968. Ainda muito jovem, mas já demonstrando grande qualidade com a bola nos pés, o ex-ponta esquerda foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou e venceu a Copa do Mundo de 1970. Nesse mundial, Caju foi reserva de Rivellino. Quatro anos mais tarde, na Copa do Mundo de 1974, Paulo César Caju foi titular da equipe brasileira que terminou o mundial na quarta posição.

Depois que saiu de General Severiano, Paulo César Caju se transferiu para o Flamengo. Na Gávea, o ex-jogador atuou entre 1972 e 1974, jogando 105 partidas e marcando 19 gols. Caju também jogou pelo Olympique de Marseille, da França, Fluminense, Vasco, Corinthians e Grêmio. Pela equipe gaúcha, o ex-ponta esquerda foi titular no título Mundial de 1983 vencendo o Hamburgo, da Alemanha.

Ídolo do futebol nos anos 70 e 80, Caju viveu sua pior fase da vida após abandonar os gramados, quando passou a conviver com as drogas e a bebida, vícios que quase o tiraram a vida. Depois de 15 anos usando drogas, o ex-jogador se recuperou da dependência química há dez anos e atualmente faz palestras para crianças e jovens por todo o Brasil, contando sua história com o objetivo de livrar os jovens dos vícios. Em entrevista exclusiva para o MFC, o ex-jogador relatou como começou o vício, como se livrou e de que forma instrui os jovens.

MFC: Caju, qual foi seu envolvimento com as drogas? Já as usava durante sua carreira como jogador?
PC Caju: Eu nunca fui usuário, fui atleta. Comecei a jogar bola profissionalmente com 16 anos e parei com 36, quer dizer, 20 anos de carreira. Nunca fumei, nunca bebi, nunca cheirei. E quando eu parei de jogar, não tinha que dar satisfações para mais ninguém e estava um pouco chateado com o final da minha carreira, aí por livre e espontânea vontade minha, com alguns amigos, eu experimentei a cocaína, depois experimentei a birita e fui viciado nisso durante 15 anos. Então, o que eu tenho a dizer é o seguinte: quem nunca experimentou, atleta ou não, que não experimente, pois é algo muito ruim, destruidor.

MFC: Você acha que o esporte é algo que livra as crianças do mundo das drogas?
PC Caju: Ah, não tenha dúvidas. Eu vim de uma favela, a favela dos Tabajaras, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Estou com 60 anos e morei no morro até os 10 anos. Naquela época não tinha tráfico, não tinha bandidos, não tinha armamento pesado, não tinha drogas dentro do morro. As favelas também não eram escondidas, então não tinha a grandeza que tem hoje. Eu tive essa sorte e por isso não tinha como se encaminhar para o rumo errado. Eu já era bom de bola desde garoto, sabia que era bom, mas não tinha maus elementos dentro do morro para seguir. Diferente de hoje, que as crianças não têm opção. Em qualquer parte do Brasil onde tenha periferia, além do grave problema com o crime, tem as favelas, tem as drogas e a criança que está dentro de um lugar desses não tem como fugir. Elas não têm uma possibilidade de um estudo melhor, acesso a cultura e ao esporte, pois dentro da comunidade elas são induzidas a trabalhar no tráfico. Começa como olheiro, depois passa a ser gerente, chefe e o fim é a morte. Então quer dizer, hoje é até difícil falar para a criança não experimentar, os caras (traficantes) forçam, como é que faz? A droga está infiltrada em todas as camadas sociais, no pobre, no rico, no milionário, no preto, no branco, em todos os lugares.

MFC: Um caso recente de jogador envolvido com as drogas foi o Jóbson, do Botafogo. Por ser um rapaz novo, que passou por todos esses problemas e pode até ser banido do futebol, você acha que o banimento dele do futebol é a melhor medida para se tomar?
PC Caju: Não. Você tem que ver o seguinte: o Jóbson vem de onde? Do Pará. Dentro da Amazônia. Então você vai por aí. A cultura e a educação dele são diferentes. Ele saiu de lá do interior do Brasil e foi parar aonde? Em Brasília. Quer dizer, com 16 anos já estava jogando futebol profissional no Brasiliense e desde essa época já tinha problemas com o álcool e depois com as drogas, que só apareceram após aquelas duas vitórias que salvaram o Botafogo do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2009. Depois veio à tona o exame antidoping e ele mesmo declarou que era viciado em crack. Quer dizer, você tira pela educação, pela cultura, é um garoto que saiu de dentro da Amazônia e de repente está em Brasília, em outra realidade. Depois vai para o Rio de Janeiro e estoura no Botafogo. Um dos problemas que podem ter afetado o Jóbson foi estar sozinho em duas cidades grandes como Brasília e o Rio. Não sei se ele teve a família morando com ele nesses lugares. E é normal um cara tomar uma birita não tendo acompanhamento e estrutura. Com a fama, começou o deslumbramento, bons bichos (premiação paga aos jogadores após resultados positivos), companhias. Isso é normal, você viaja. O Rio é uma cidade sedutora, tranquilamente se você não tiver estrutura, se não tiver equilíbrio e boas companhias ao lado, dança.

MFC: Como funcionam suas palestras sobre as drogas?
PC Caju: Eu faço há quase 10 anos palestras sobre esse assunto. Eu sempre sou convidado, já fiz em vários estados do Brasil, algumas vezes até com psiquiatras ao meu lado também. É um negócio que eu alerto as crianças e os jovens. Como eu fui um ídolo do futebol, os mais velhos, os pais desses jovens que acompanharam a minha carreira, logicamente têm como chegar aos filhos e dizerem: Ele chegou ao auge e depois faltou equilíbrio e estrutura e ele foi pelo caminho errado. Minha história serve como exemplo.

NOTA: Como ídolo do Botafogo e torcedor apaixonado do clube, Paulo César Caju deve estar muito feliz com o título do Glorioso no Campeonato Carioca, algo que há duas semanas, no dia da entrevista, ele achava pouco provável de acontecer.

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Arthur Antunes Coimbra.

Mundialmente, Zico.

Nascido em 1953, na cidade do Rio de Janeiro, o ex-jogador e atual técnico foi um dos principais jogadores brasileiros em todos os tempos. Começou a carreira aos 14 anos no Flamengo e pelo clube da Gávea fez história. Foi o grande líder da célebre equipe rubro-negra dos anos 70 e 80, conquistando inúmeros títulos como seis campeonatos cariocas (1972, 1974, 1978, 1979, 1981 e 1986), quatro campeonatos brasileiros (1980, 1982, 1983 e 1987), além das principais conquistas do clube da Gávea na história, ambas em 1981, com os títulos da Copa Libertadores e do Mundial Interclubes. Zico é o maior artilheiro da história do Flamengo com 508 gols em 731 partidas disputadas. Com 333 tentos anotados, o ex-jogador também é o maior artilheiro de todos os tempos no Maracanã.

O ‘Galinho de Quintino’ (apelido recebido pelo corpo franzino e por ter nascido no bairro carioca de Quintino) também atuou pela Udinese, na Itália e pelo Kashima Antlers, no Japão, além de ter disputado três Copas do Mundo pela Seleção Brasileira, nos anos de 1978, 1982 e 1986.

Depois de pendurar as chuteiras, Zico teve uma passagem como Coordenador técnico da Seleção Brasileira na Copa de 1998 e se tornou treinador, tendo passado por Kashima Antlers, do Japão; CFZ (clube fundado por ele no Rio de Janeiro); Seleção Japonesa; Fenerbahçe, da Turquia; Bunyodkor, do Uzbequistão; CSKA, da Rússia e Olympiakos, da Grécia.

Em sabatina do jornal Folha de São Paulo, realizada na manhã desta terça-feira no Teatro Folha, Zico foi questionado sobre diversos assuntos pelos jornalistas presentes e também pela platéia. O MFC esteve presente na entrevista e abaixo reproduz os principais trechos da entrevista desde a fatídica partida contra a França na final da Copa de 1998, passando pelas possíveis convocações de Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Adriano para o mundial de 2010, até a sua opinião contundente quanto ao continuísmo dos presidentes das principais entidades que gerem o esporte no país.

CASO ‘RONALDO’ NA COPA DO MUNDO DE 1998

Às cinco horas da tarde, o Ronaldo estava mais ou menos uns 50 metros na minha frente, ele parou na frente da porta do refeitório e ficou como se tivesse fazendo um aquecimento, levantando a perna e tal. Então eu falei: “Pô, Ronaldo. O jogo é às 21h e você está fazendo aquecimento agora? É muito cedo”. Ele respondeu: “Eu não sei o que me aconteceu. Estou todo dolorido, parece que eu recebi uma surra, minha musculatura está dura”. Depois do lanche das cinco horas, foi feita uma reunião entre a comissão técnica. O Dr. Lídio (Lídio Toledo, médico da Seleção Brasileira na época) explicou o que o Ronaldo teve para todos nós e falou: “Zagallo, ele não tem condição de jogo”. Então ele estava vetado para a decisão. Depois o Ronaldo foi para o hospital e o Zagallo escalou o Edmundo para jogar a final em seu lugar. Realmente fizemos o que devia ser feito. Fomos para o estádio, havia uma tensão muito grande.  No ônibus indo para o estádio, foi difícil o Zagallo explicar para o grupo porque o Ronaldo não iria jogar. Ele apenas deu muita força para o Edmundo e fez aquela preleção que ele sempre faz. Já no estádio, houve uma reunião no vestiário. Eu participei e quando cheguei lá, em um canto estava o Ronaldo, de calção e meia, no outro estava o Américo Faria (supervisor da CBF), Zagallo, Lídio Toledo, Ricardo Teixeira (presidente da CBF) e o Fábio Koff (chefe da delegação na Copa do Mundo de 1998 e atual presidente do Clube dos 13) todos sentados e o Ronaldo em pé, dizendo: “Eu fiz os exames, estou bem e não tenho nada, vou jogar”. Aí o Dr. Lídio ficou quieto e o Zagallo perguntou: “Você está bem mesmo?” Ele respondeu: “Estou!” Então o Zagallo disse para ele ir aquecer para entrar em campo. Com tudo isso, se tivesse alguém que poderia ter vetado o jogador para aquela partida, seria o médico. Mas como o médico não falou nada, acho que o Zagallo tomou a decisão que deveria ser tomada. Essa é a versão que eu vi, que eu participei. E essa minha versão vai ser a de 1998, de 2000, 2010 e eu vou ficar velhinho contando a mesma coisa, que foi o que eu vi. Eu não vi outras coisas. Aí cabe as pessoas acreditarem ou não. Com certeza essa questão toda foi fundamental para a Seleção ter se comportado daquela forma dentro de campo. Esse foi um problema que realmente foi difícil de solucionar e acho que o outro grande erro foi esconder isso, pois deu margem para cada hora surgir uma nova versão do caso. Eu escutei declarações que o Ronaldo não ia jogar porque tinha problema no tornozelo, depois que a culpa era de um cozinheiro marroquino, que a Nike pagou o Brasil para entregar a Copa do Mundo, etc. Cada um criou a sua versão da sua maneira e acho que faltou naquele momento, quando aconteceu o episódio, chamar todo mundo, inclusive o presidente da CBF e procurar uma solução para o caso. Se tivesse acontecido na véspera da partida, talvez fosse mais fácil de resolver o problema, mas como aconteceu depois do almoço no dia do jogo, foi difícil. Então, tudo isso contribuiu para aquela atuação pífia da Seleção, acho que poderíamos até perder, pois a Seleção Francesa tinha um ótimo time, mas é inadmissível que uma seleção que jogou o que jogou na semifinal contra a Holanda, numa partida brilhante e, de repente, quatro dias depois, não sabia o que fazia em campo. Eu acredito que aquilo foi um fator decisivo na atuação da Seleção Brasileira.

NEYMAR

Em 1974, eu estava com 21 anos e já jogava o Campeonato Brasileiro, inclusive recebi o prêmio “Bola de Ouro”, da revista Placar. É lógico que eu estava totalmente preparado para jogar aquela Copa do Mundo, mesmo sendo jovem. (Zagallo era o treinador brasileiro e não convocou Zico para o mundial). O mesmo caso ocorre atualmente com o Neymar, do Santos. Ele está totalmente preparado para ir à Copa. Ele é um jogador diferenciado, do mais alto nível, da maior qualidade e, infelizmente, no processo de testes que o Dunga fez nos últimos anos, quando o treinador deu chances para muita gente nesse período, o Neymar não tinha aparecido ainda. Mas se ele apareceu agora e é bom, acho que tem que levar. Esse é o jogador que eu levaria e acho que ele poderia modificar e ajudar muito a Seleção. Não apenas levá-lo para adquirir experiência e amadurecê-lo para daqui quatro anos, não é isso. Então, se o cara é bom, pode servir como mais uma opção para o treinador, ele tem que ir independentemente da idade. Pela postura dele em campo, você percebe que ele está pronto e pode ser aproveitado.

ADRIANO

Eu levaria o Adriano para a Copa do Mundo. Se ele estiver com o estado de espírito consciente como um atleta para jogar uma competição dessas, ele tem que ir. E na Seleção me parece que até hoje ele não teve problemas. Agora, realmente hoje ele está mais pesado e, por isso, ele está numa condição abaixo para numa Copa do Mundo enfrentar os europeus. Então ele deve entrar num processo de perceber que é importante para o Brasil e que tem capacidade para isso. Se ele colocar isso na cabeça, nesses dois meses aí que faltam para o mundial, ele pode reunir condições e ajudar o Brasil.

RONALDINHO GAÚCHO

Eu não creio que o Dunga não convoque o Ronaldinho por uma questão pessoal. A questão que eu discuto é que você não pode abrir mão de um jogador que foi duas vezes o melhor jogador do mundo. Não é qualquer um que consegue isso. O Ronaldinho com toda essa qualidade, o que todo mundo espera é que ele continue fazendo o que sempre fez. Vendo o Messi fazer tudo o que está fazendo, a gente sabe que ele também pode fazer, tem capacidade para isso. O que eu não quero ver é o Ronaldinho limitado, como ele está hoje. Limitado a jogar numa certa faixa do campo, em pegar a bola, dar um drible pro meio e jogar a bola para a área. Quero que ele tenha uma participação intensa. O problema é que nos últimos dois anos, ele se acomodou muito em fazer duas ou três coisas numa partida e não ter uma participação intensa. O problema pode ter sido a participação dele nas Olimpíadas de 2008, quando ele não rendeu o esperado. Dali para cá, o Ronaldinho não teve muitas oportunidades. Será que aconteceu alguma coisa? Não sei. O problema está aí. Pode ter acontecido alguma coisa e o Dunga perdeu a confiança nele. Mas isso só o treinador pode responder. Como jogador, pelo o que ele já mostrou, deve ir. Mesmo não atravessando um bom momento assim como o Robinho, Nilmar e Luís Fabiano, que são titulares absolutos. Até mesmo o Kaká que não está jogando, o Felipe Mello está cheio de problemas na Juventus e na reserva. O Júlio Baptista, Doni e Josué também estão na reserva. Enfim, tudo isso é uma escolha do técnico.

FUTEBOL BRASILEIRO X FUTEBOL EUROPEU

Em termos de gestão, nós (brasileiros) perdemos nossos principais jogadores. É inadmissível que uma Seleção Brasileira não tenha cinco jogadores que atuem aqui no Brasil. Então isso aí é o que? Má gestão. Você não tem condições econômicas para manter esses jogadores. Isso é totalmente diferente do que acontece na Europa. Por exemplo, os jogadores da Holanda não saem de lá para jogar na Inglaterra ou na Espanha por uma má gestão dos clubes holandeses ou por questões financeiras. Eles saem por visibilidade. É diferente. A maioria dos jogadores brasileiros saem pela parte financeira acima de tudo. O Campeonato Brasileiro é um dos mais difíceis do mundo. Quando começa a competição, é fácil apontar 15 times favoritos. Ele pode ser o campeão ou ser o décimo quinto. Isso é o equilíbrio. Lá fora não acontece isso. Na Espanha, por exemplo, quantos anos o título ficou com o Barcelona e o Real Madrid? Uma vez ou outra aparece um time diferente como apareceu o La Coruña uma vez. Na Itália é Milan, Juventus ou Internazionale. E todo mundo fala do futebol italiano, mas são sempre os mesmos que ganham. Na Holanda é o PSV e o Ajax. Na Turquia é o Galatasaray, Besiktas ou Fenerbahçe. No Brasil não. Aqui é uma dificuldade muito maior. Essa é a questão. A CBF também tem uma parcela de culpa, pois não paga um tostão para trazer os jogadores para a Seleção. Imagina se tivesse que pagar ao Real Madrid para trazer o Kaká ou ao Sevilla pelo Luís Fabiano? Então, a CBF quer mais é que os jogadores vão para fora mesmo. Além disso, a entidade poderia ajudar mais os clubes e fazer um calendário melhor, porque o jogador brasileiro gosta de jogar no Brasil. Se eles tiverem uma estrutura boa para poder atuar bem, eles jogam aqui. Isso tudo é o motivo por termos que ficar assistindo os campeonatos dos outros países.

CONTINUISMO DOS DIRIGENTES BRASILEIROS

Eu penso que não é possível que só tenha uma pessoa para gerir as entidades em cada esporte brasileiro. As pessoas têm competência, mas ficar 20 anos como o Ricardo Teixeira está na CBF e o Carlos Arthur Nuzman no COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Agora o Fábio Koff é reeleito no Clube dos 13. Pô, não é possível que só tenham essas pessoas para gerenciar e administrar. Que eles conseguiram resultados através da competência, isso é óbvio, mas existem outras pessoas também que podem dar sua contribuição. Com isso, nem surgem novos candidatos a esses cargos, pois sabem que vão perder e serão apenas mais um.

Nota: Ricardo Teixeira preside a CBF desde 1989, enquanto Carlos Arthur Nuzman comanda o COB desde 1995.

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Oswaldo Giroldo Júnior.

37 anos. 17 anos de futebol profissional.

Depois de tantos anos de futebol, Juninho Paulista se despediu do esporte como atleta na noite desta quarta-feira. Revelado pelo Ituano, Telê Santana viu talento no garoto e o levou para o São Paulo no início dos anos 90. Pelo Tricolor, o jogador brilhou e começou a trilhar uma carreira vitoriosa. Nos tempos de São Paulo foram vários títulos como Libertadores da América, Supercopa, Mundial, Copa Conmebol, entre outros. Com o sucesso no Brasil, Juninho foi vendido para o inglês Middlesbrough, clube que defendeu por duas temporadas e conquistou a Copa da Liga Inglesa.

Pelo Atlético de Madrid, o jogador viveu seu período mais difícil, sofrendo uma grave lesão que o tirou da Copa do Mundo de 1998. Chegava a hora de Juninho voltar para o futebol brasileiro e brilhar no Rio de Janeiro. Primeiro com a camisa do Vasco, conquistando a Copa João Havelange de 2000 (Campeonato Brasileiro daquele ano) e a Copa Mercosul, após vitória épica contra o Palmeiras em pleno Palestra Itália. Juninho também jogou pelo Flamengo em duas oportunidades (entre elas o meio-campo atuou pelo irlandês Celtic e pelo Palmeiras), e na segunda passagem pela Gávea, Juninho sagrou-se campeão Carioca em 2007. Além disso, o jogador teve discreta passagem pelo Sydney FC, da Austrália, antes de retornar ao Ituano, em 2009. Pelo clube que o revelou, Juninho tornou-se também o presidente da equipe com o intuito de reestruturar o clube interiorano, saldar as dívidas e formar uma equipe vencedora.

Pela Seleção Brasileira, Juninho Paulista conquistou talvez seu maior título como atleta profissional, a Copa do Mundo de 2002. Na ocasião, o meio-campo era titular da equipe de Luis Felipe Scolari, mas ao longo da competição perdeu a posição para Kléberson. Nada que tire o mérito da conquista para este bom jogador.

Hoje, em partida decisiva contra a Portuguesa, no Canindé, Juninho Paulista se despediu do futebol. E diferentemente dos clubes em que atuou na carreira, dessa vez o meio-campo lutava contra o rebaixamento no Campeonato Paulista. Algo que o entristeceria como jogador e, principalmente, como dirigente. Porém, depois de estar perdendo por 2 a 0, Juninho marcou um bonito gol, o Ituano conseguiu empatar e, de forma heróica, virou o jogo com um gol de outro pentacampeão, Roque Júnior. A vitória salvou o Ituano do rebaixamento e fez Juninho terminar sua carreira em ‘grande’ estilo. Grande pela realidade atual do jogador. Grande pelas circunstâncias.

Grande por sua idade e por sua carreira no futebol. Ao final da partida, Juninho Paulista chorou copiosamente e foi abraçado por companheiros ainda no gramado. Uma cena marcante e que emocionou todos os amantes do futebol.

Juninho Paulista encerrou sua carreira em grande estilo, sim! E agora voltará todas as suas atenções para reerguer o clube do interior. Boa sorte para ele nessa nova empreitada e que tenha sucesso e dignidade como teve dentro de campo.

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Cuca

Cuca deve estar completamente arrependido de ter aceitado o convite da diretoria do Flamengo para treinar a equipe. É a sua segunda passagem pelo rubro-negro carioca. Na primeira vez, em 2005, não teve sucesso. Como agora continua não tendo o sucesso imaginado. Não por falta de capacidade ou por não ser um bom treinador. Cuca tenta de todas as formas contornar as coisas, mas seu fim está próximo.

Paranaense de Curitiba, Cuca apareceu no cenário dos treinadores com um belo trabalho no Goiás, no Campeonato Brasileiro de 2003. Isso rendeu um convite do São Paulo, onde mesmo não ganhando títulos, o treinador fez um bom trabalho e montou a equipe que mais tarde venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes, em 2005. Depois passou por Flamengo, Grêmio, Coritiba e São Caetano. Em todas as ocasiões não obteve êxito. Então, começou sua trajetória de amor e ódio no Botafogo. Foram dois vice-campeonatos consecutivos do Campeonato Carioca para o rival Flamengo e uma eliminação trágica da Copa Sul-Americana contra o River Plate. Cuca saiu de cabeça erguida e afirmou que deixava uma parte de sua história no clube de General Severiano. Passou por Fluminense e Santos e também não deu certo. Voltou para o Flamengo no começo desse ano com um projeto audacioso. A primeira etapa foi concluída com sucesso, quando venceu o Campeonato Carioca. A segunda esbarrou no Internacional, quando foi eliminado da Copa do Brasil. E a conquista do Campeonato Brasileiro – o clube não é campeão desde 1992 – seria a terceira e principal meta do treinador frente ao elenco rubro-negro.

Não está nada perdido, afinal estamos no começo da competição. Mas pelo visto, Cuca perdeu, de fato, o comando da equipe, principalmente após a chegada de Adriano. O Flamengo é um dos maiores e mais tradicionais clubes do futebol brasileiro e isso é fato. Mas a maneira como seus dirigentes comandam o clube é desastrosa. Podem colocar qualquer técnico para dirigir a equipe, mas quem sempre manda e desmanda é a diretoria. Treinador não tem autonomia e nem voz na Gávea. Isso acontece há tempos, não é novidade. Isso também acontece com Cuca e ao que parece de uma forma até mais evidente, já que o treinador tem fama de ‘bonzinho’ e de sempre dar ouvidos para todos os lados, sejam os dirigentes ou os jogadores. Mas Adriano parece ter deixado Cuca com a cabeça quente. O Imperador continua o mesmo. Falta nos treinamentos, está fora de forma e nada faz para mudar esse panorama. Está em casa, do jeito que sempre sonhou. Sem responsabilidades e sendo o foco de tudo. Ainda assim, é titular da equipe por ordens da diretoria que visa lucro em cima de lucro com sua imagem e, por isso, passam a mão em sua cabeça em todas as ocasiões e deixam o treinador em uma enorme enrascada.

Não bastasse isso, alguns jogadores demonstram claramente o desinteresse e a falta de vontade de jogar no Flamengo. Juan pensa que manda e faz as coisas como quer. Bruno bate de frente com todos e depois pede desculpas para acalmar os ânimos. Leonardo Moura caiu muito de rendimento e acha que joga mais do que realmente demonstra em campo. Josiel não sabe se sairá no meio do ano e está com a cabeça longe. Ibson quer ficar, mas ainda não está definida sua permanência. Realmente problemas não faltam para o Flamengo e, principalmente, para  o Cuca. E para piorar, a equipe levou nove gols em dois jogos na competição e parece ir ladeira abaixo.

Como mudar esse panorama? Acho que o maior prejudicado em toda essa confusão é o Cuca. Ninguém o respeita, ninguém faz o que ele pede, ninguém está nem aí para o que ele pensa. Está perdendo seu precioso tempo em meio a essa bagunça chamada Flamengo. Está com os dias contados, mas fosse eu o Cuca, colocaria minha CUCA para pensar e sairia o mais rápido possível do clube. Ele não merece e aparentemente também não aguenta mais ser tão cobrado e não poder desenvolver seu trabalho do jeito que planejou.

E você torcedor, o que pensa? Cuca deveria sair do Flamengo? Ele é culpado pela má fase da equipe e dos problemas no grupo? Opine!

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Obina

O baiano Manuel de Brito Filho pode se considerar um rapaz de sorte. Aos 26 anos, Obina já foi ídolo da maior torcida do Brasil e há seis meses (17 jogos) não faz um gol sequer, mesmo estando totalmente fora de forma e sendo perseguido pela torcida rubro-negra, conseguiu mais um ótimo (?) contrato em sua carreira. Na tarde desta segunda-feira, a diretoria do Palmeiras anunciou a chegada do atacante por empréstimo até o final de 2009.

O Palmeiras conta com seis atacantes em seu plantel (Willians, Keirrison, Max, Lenny, Daniel Santos e Ortigoza). Obina foi contratado para formar dupla de ataque com Keirrison – que anda em má fase – já que Willians, Lenny e Ortigoza já foram testados na equipe titular e pouco agradaram o professor Vanderlei Luxemburgo. Obina estreou no Flamengo em 2005 e nesses quatro anos de clube, o atacante disputou 180 jogos e fez 47 gols. Nesse período, Obina nunca foi unanimidade na Gávea e ficou mais conhecido por ser um jogador folclórico e pela absurda comparação com Eto’o, atacante do Barcelona.

Outro problema muito discutido do atacante é sua forma física. Muitos confirmam que Obina tem um sério problema com a balança. O jogador chega ao Palmeiras com 93 quilos e será apresentado nesta terça-feira na Academia de Futebol. A diretoria alviverde agiu rápido e já inscreveu Obina nas oitavas-de-final da Libertadores, na vaga que era do volante Evandro, negociado com o Atlético-MG.

Torcedor palmeirense, o que você achou da contratação do Obina? Foi um bom investimento da diretoria? Ou Obina é mais folclórico do que jogador de futebol? Opine!

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