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Posts Tagged ‘Taça Libertadores da América’

Por: Erik Rodrigues

Internacional e São Paulo fizeram o primeiro duelo das semifinais da Taca Libertadores da América no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time gaúcho trocou de técnico, reforçou o elenco e venceu os quatro jogos do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor do Morumbi manteve o criticado Ricardo Gomes, trouxe o atacante Ricardo Oliveira e ganhou apenas um ponto dos 12 disputados no torneio nacional.

A torcida Colorada lotou o estádio e fez uma festa bonita para receber a equipe. E o resultado disso foi o domínio das ações em todo o primeiro tempo. Sim, eu disse TODO o primeiro tempo. Jogando em casa e contra um adversário covarde, o Inter partiu para cima. Taison e o argentino D’Alessandro comandavam as investidas no ataque, apoiados por Nei e Kléber nas laterais. Mas apesar da maior posse de bola, o time gaucho não chegava com perigo ao gol de Rogério Ceni. A primeira conclusão à meta tricolor foi aos 18 minutos, com D’Alessandro. Em uma bela troca de passes invertida da direita para a esquerda, Kléber recebeu e cruzou na área. O atacante Taison tocou de cabeça, mas o goleiro são-paulino voou e defendeu com segurança. Já o São Paulo nem dava sinais de que queria jogar futebol e praticava o antijogo em sua mais perfeita concepção. Fernandão e Dagoberto ficavam isolados na frente e todos os outros jogadores simplesmente davam bico para qualquer lado. Um horror!

Na segunda etapa o cenário se manteve, mas desta vez o Inter conseguiu concluir a gol com mais perigo. Logo no início, Andrezinho arriscou de fora da área, mas Rogério defendeu. Logo depois, Kléber avançou na área, mas o goleiro são-paulino saiu bem e evitou a conclusão. O gol Colorado era questão de tempo. Aos 20 minutos, o técnico Celso Roth trocou Andrezinho pelo jovem Giuliano. E o talismã, que já tinha salvado o clube no duelo contra o Estudiantes nas quartas de final, trouxe mais uma vez a sorte para o time. Três minutos depois de entrar, D’Alessandro passou para Alecsandro na entrada da área. O atacante sofreu falta, mas o árbitro Hector Baldassi corretamente deu vantagem. Na sequência, Giuliano girou e bateu no canto direito de Rogério Ceni, que nem se mexeu.

O gol premiou a equipe que relmante jogou futebol e buscou o ataque com mais eficiência. E o Colorado não parou por ai. Taison, Kléber e Alecsandro tiveram boas oportunidades, mas não conseguiram ampliar o placar. Vendo seu time acuado, o treinador Ricardo Gomes tirou o inócuo Dagoberto e promoveu a reestreia de Ricardo Oliveira. Também colocou Cléber Santana no lugar de Richarlyson, a fim de reconquistar o meio campo. As mudanças, alinhados a um recuo do adversário, surtiram um pouco de efeito. O São Paulo conseguiu, enfim, após quase 70 minutos de partida, arriscar um chute a gol. Hernanes e Ricardo Oliveira tentaram, mas sem levar perigo à meta de Renan.

Vitória mais do que merecida do Internacional que, mesmo sem criar tantas chances claras, conseguiu dominar a partida. Ao São Paulo, cabe escolher se vai voltar a jogar futebol ou mais uma vez vai fazer este papelão e apresentar uma proposta de jogo covarde diante de seu torcedor. A partida de volta será na próxima quinta-feira (05/08), no Morumbi, em São Paulo.

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La Brujita: Verón liderou Estudiantes no título da Libertadores-09

Foi sofrido. Foi heróico. Foi histórico. Foi do jeito mais argentino de ser. Na raça, na garra, na determinação. Com um Mineirão abarrotado de cruzeirenses (64.800 torcedores)  esperançosos pelo possível tricampeonato da Taça Libertadores da América, o Estudiantes jogou como um time vencedor durante toda a partida e venceu o Cruzeiro de virada por 2X1. A vitória significou o quarto título dos argentinos na competição sul-americana e acabou com um jejum de 38 anos.

Depois de um empate suado na Argentina, com méritos totais para a bela atuação do goleiro Fábio, o Cruzeiro acreditava que poderia resolver as coisas na partida de volta. E, de fato, não estava errado. Após as indiscutíveis vitórias contra São Paulo e Grêmio nas fases anteriores, a equipe mineira se fortaleceu e com o bom grupo formado pelo técnico Adílson Batista, com toda certeza o título poderia ficar na Toca da Raposa.

Mas o futebol está aí para nos provar sua mágica todos os dias. De todo o elenco cruzeirense que chegou à decisão, apenas o lateral esquerdo Sorín já havia conquistado o torneio mais importante das Américas. O restante do grupo, muito jovem, se desesperou muito cedo e com a pressão elevada, digna de uma decisão de Libertadores, sentiram o baque e não conseguiram demonstrar o futebol apresentado nos últimos jogos. Os jogadores mais importantes do elenco estiveram sumidos na partida. Ramires, Wagner e Kléber não souberam se desvencilhar da catimba argentina, demonstrando a falta de experiência em jogos desse tipo. Enquanto isso, o Estudiantes foi levando o jogo, catimbando e, acima de tudo, mostrando a apurada técnica argentina de sempre. Um time orquestrado pelo maestro Verón, que comandou, instruiu e falou com seus companheiros durante todo o jogo, como um técnico dentro de campo.

Aos poucos a pressão da torcida cruzeirense desapareceu e o silêncio tomou conta do Mineirão. O time sentia isso dentro de campo. O gol não saía e o Cruzeiro não conseguia criar chances reais para abrir o placar. O jogo foi para o intervalo e Adílson Batista sabia da importância de abrir o placar na segunda etapa para acalmar os ânimos do time, da torcida e do próprio adversário. E isso realmente aconteceu. O Cruzeiro voltou diferente no segundo tempo, com mais vontade nas jogadas e começou a marcar sob pressão a saída de bola do Estudiantes. Logo, aos seis minutos, Henrique arriscou um chute forte de fora da área, a bola desviou no zagueiro Desábato e traiu o goleiro Andújar. 1X0 no placar, festa no Mineirão e o sonho do tricampeonato mais próximo. Mas ainda faltavam 40 minutos para o final da partida e nunca é bom dar equipes argentinas como derrotadas antes da hora.

E não deu outra. O Estudiantes não se abalou com o gol. Ergueu a cabeça, saiu para o jogo e não se deu como batido. A batuta do mestre Juan Sebástian Verón apareceu aos 12 minutos. Verón deu uma linda invertida no jogo e a bola chegou aos pés de Cellay. O lateral direito cruzou a bola para a área, o atacante Fernández escorou e empatou o jogo. Um duro golpe na jovem equipe cruzeirense que precisaria sair novamente para o jogo em busca do segundo gol. O Estudiantes, por sua vez, sentiu que era o momento e passou a dominar a partida. O toque de bola quase perfeito dos argentinos envolviam os brasileiros e aos 27 minutos o Mineirão se calou novamente. Verón, sempre ele, bateu escanteio da direita e o atacante Boselli subiu mais que a zaga mineira para virar a partida. Foi o oitavo gol de Boselli na competição e o gol que, além de valer o título para o Estudiantes, o consagrou como artilheiro da Libertadores-09.

Desesperado, o Cruzeiro não teve forças para reagir. Thiago Ribeiro teve as duas chances finais. Na primeira oportunidade o goleiro Andújar contou com a sorte e a bola explodiu no travessão. Na segunda chance, o atacante isolou a bola na frente da meta argentina. De qualquer forma, o Cruzeiro demonstrou ter um bom time, mas que visivelmente precisa conquistar maturidade. Não é a hora e nem a ocasião para se achar culpados. Mas acho que o treinador Adilson Batista poderia ter mexido na equipe no intervalo. O meia Wagner pouco apareceu no jogo e na saída, ao término do primeiro tempo, revelou que estava machucado. Adilson deveria ter voltado com Athirson em seu lugar. Quando a troca foi efetuada, aos 25 minutos, já era tarde. Fora isso, nada de errado. Diretoria e comissão técnica trabalharam muito bem. Fábio e Kléber foram os grandes destaques cruzeirenses na competição e, inclusive, ambos merecem serem testados na Seleção Brasileira. Ramires, mesmo não jogando bem na decisão, já mostrou sua capacidade e tem uma carreira inteira pela frente. Os três são jovens e se continuarem na mesma caminhada nos próximos anos, continuarão provando pelos gramados do mundo a capacidade demonstrada com a camisa Celeste.

Ao Estudiantes, qualquer elogio é pouco. Um time comum, mas com um jogador totalmente diferenciado na liderança. Verón, revelado pelo clube Pincharrata em 1993, desfilou sua habilidade na Europa e conforme havia prometido, voltou para seu clube de coração para fazer história. La Brujita comandou a equipe e mesmo sem as totais condições físicas, mostrou seu talento. E outro fato que deve ser ressaltado é um caso inédito no futebol mundial. Verón liderou a conquista do quarto título, enquanto seu pai, Juan Ramón Verón, no final dos anos 60, fez história e liderou o Estudiantes nas conquistas de 1968, 1969 e 1970. Pai e filho são os maiores ídolos do clube.

Um título totalmente merecido e que, mais uma vez, evidenciou a determinação como maior virtude de equipes argentinas. No quesito seleções o Brasil não pode e não deve ser comparado aos hermanos. Já quando o assunto são os clubes, não restam dúvidas. Nos 50 anos em que a Libertadores foi disputada, em 12 vezes brasileiros e argentinos disputaram a final. Com o título do Estudiantes, a Argentina soma nove conquistas contra apenas três do Brasil. Parabéns ao Estudiantes de La Plata, aos jogadores e a toda comissão técnica.  

E você torcedor, o que achou do título argentino? Concorda que o Estudiantes não foi brilhante, mas a eficiência foi determinante para a conquista? Opine!

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Em má fase no São Paulo, Hernanes pode se transferir para o Milan

O ano de 2008 foi mágico na carreira de Hernanes. Além de deixar de ser considerado uma promessa e se tornar realidade no futebol nacional, o volante foi campeão do Campeonato Brasileiro e ainda foi eleito o melhor jogador da competição. Após um ano brilhante, Hernanes acreditava que 2009 seria melhor ainda.

Mas o desejo do jogador ainda não se concretizou. O primeiro semestre não foi nada bom para o São Paulo e, principalmente, para Hernanes. As eliminações no Campeonato Paulista e na Taça Libertadores da América e a má campanha no Brasileirão-09 custaram a titularidade do jogador e acenderam o sinal de alerta na diretoria do clube. Mas mesmo com essa situação atípica para o Tricolor nos últimos anos e a má fase do volante, Hernanes ainda tem mercado na Europa.

Segundo o site italiano Mediaset, alguns dirigentes do Milan estão no Brasil para contratar Hernanes. Em tempos de crise, a proposta é tentadora. A informação é que o São Paulo receberia € 20 milhões (cerca de R$ 55 milhões) caso a negociação se concretize. A diretoria rossonera quer contar com o atleta já em agosto e Hernanes chegaria para substituir o experiente volante Andrea Pirlo, que possivelmente será negociado com o Chelsea.

Vale lembrar que no ano passado o São Paulo recusou € 13 milhões oferecidos pelo Barcelona e ainda aumentou a multa rescisória do atleta para € 40 milhões. Nos próximos dias saberemos se Hernanes irá ou não para o Milan. Enquanto isso, o camisa 10 são paulino continua frequentando o banco de reservas e não consegue encontrar o futebol apresentado na última temporada.

Veja a notícia publicada pelo site Mediaset (em italiano): Milan: Pirlo va, Hernanes arriva

E você torcedor, acha que a má fase vivida pelo volante é passageira?  A diretoria são paulina deve aceitar a proposta do Milan? Caso a negociação se concretize, Hernanes terá sucesso na Itália? Opine!

Nota: Publicada também no site FutNet.

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Fabinho, Wellington Paulista e Gerson Magrão comemoram gol cruzeirense

Porto Alegre viveu um clima de decisão a semana inteira. Inter e Grêmio, os dois principais times do Rio Grande do Sul, não conquistaram seus objetivos em situações idênticas. O Tricolor Gaúcho precisava vencer por dois gols de diferença para chegar à final da Taça Libertadores da América. E o Grêmio conseguiu fazer dois gols, mas também tomou dois do Cruzeiro e está eliminado da competição. A equipe mineira continua sua brilhante campanha em busca do tricampeonato sul-americano e fará a final contra o Estudiantes de La Plata.

Assim como seu rival, o maior temor do Grêmio era tomar gols dentro de casa. Para evitar esse risco, o técnico Paulo Autuori alertou seus atletas, que entenderam o recado. O Tricolor Gaúcho pressionou o Cruzeiro desde o primeiro minuto do jogo e teve pelo menos cinco chances de abrir o placar. Não conseguiu e o pior aconteceu. A equipe Celeste não levava nenhum perigo à meta de Victor, mas em dois lances, em dois minutos, selou a classificação para a final da Libertadores.

Aos 34 minutos, Kléber fez jus ao seu apelido de Gladiador e numa grande jogada deixou Wellington Paulista livre para abrir o marcador. O próprio Wellington Paulista, aos 36, fez seu segundo gol no jogo e acabou com as esperanças gremistas. Ao Grêmio restava lutar em busca de um milagre. E o copeiro time gaúcho não deixou de lutar e ainda conseguiu empatar o jogo no segundo tempo. Réver, aos 12 e Souza, aos 29, honraram a tradicional camisa gremista e assim como o rival Inter, perderam de cabeça erguida. Vale ressaltar o apoio maciço da torcida gremista. Mesmo com a desclassificação, os tricolores cantaram durante todo o jogo e fizeram uma linda festa. Emocionante para os amantes do futebol. 

Ontem rasguei elogios à equipe do Corinthians. Hoje é o Cruzeiro quem merece a exaltação. Adilson Batista já foi muito criticado pela torcida cruzeirense e mostra jogo a jogo que conseguiu encaixar seu time. Fábio demonstra muita segurança, Marquinhos Paraná é incansável e se doa pela equipe, Ramires é o maestro e Kléber se consolida como maior destaque dessa campanha. Inclusive, gostaria de vê-lo na Seleção Brasileira. Sua habilidade, sua raça e seu poder de decidir jogos seriam muito importantes ao Brasil. Espero que Dunga dê uma chance para o atacante mostrar suas qualidades com a camisa amarela.

O adversário na final será o tradicional Estudiantes de La Plata. O primeiro jogo será na Argentina na próxima quarta-feira e a partida final acontecerá no Mineirão, dia 15. O Cruzeiro disputará sua quarta decisão de Libertadores e, caso conquiste o título, igualará o número de conquistas do São Paulo. O tricampeonato é completamente possível e aponto a equipe Celeste como favorita na decisão. Depois de 12 anos, a parte azul das Minas Gerais está em festa e completamente confiante para mais uma conquista continental. 

O Cruzeiro é favorito na decisão da Libertadores? Kléber realmente é o grande destaque do time? O atacante merece uma chance na Seleção Brasileira? Opine!

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Estudiantes é finalista da Taça Libertadores da América

O Estudiantes de La Plata é um dos clubes mais tradicionais da Argentina. E já foi uma grande potência do futebol mundial. No final dos anos 60, o clube argentino dominou a América do Sul e venceu três vezes seguidas a Taça Libertadores da América, em 1968, 1969 e 1970. O Estudiantes também venceu o Mundial de Clubes, em 1968, quando bateu o Manchester United com gol do grande ídolo La Bruja Verón, pai de Juan Sebástian Verón, maior ídolo atual da equipe.

Foram anos e anos de espera e hoje o Estudiantes fez história novamente. Após ter batido o Nacional por 1X0 na partida de ida, em La Plata, os argentinos foram até o Estádio Centenário, em Montevidéu, ganharam por 2X1 e garantiram a vaga na final da competição mais importante do continente. Os gols da partida foram marcados por Boselli (2) para o Estudiantes e Medina para o Nacional.

Com a vaga garantida na final, o Estudiantes espera por um adversário brasileiro. Grêmio e Cruzeiro decidirão nesta quinta-feira, em Porto Alegre, quem enfrentará a equipe argentina. Será a 12ª decisão entre argentinos e brasileiros na Libertadores. 

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Atlético-MG

Aos 101 anos, o Atlético-MG é um dos principais clubes do país. Detentor de títulos, grandes jogadores e técnicos e, principalmente, de uma torcida apaixonada pelo time. Com toda certeza é um dos gigantes do futebol tupiniquim. Mas poderia ser maior e ter uma história mais repleta de conquistas. É o primeiro campeão brasileiro, título conquistado em 1971, com o genial Dadá Maravilha em campo e o Mestre Telê Santana no comando da equipe. De la para cá, nunca mais o Galo venceu a principal competição nacional. Nunca conquistou a Copa do Brasil e nem a Taça Libertadores da América. As outras principais conquistas são os 39 títulos estaduais e os dois troféus da extinta Copa Conmebol, em 1992 e 1997.

Escrevi esse breve histórico do Atlético-MG para tentar responder a pergunta que é mais enfatizada por jornalistas e torcedores nos últimos dias. Diante do ótimo começo no Campeonato Brasileiro, o Galo lidera a competição com 17 pontos. Venceu cinco vezes, empatou duas e ainda não perdeu. Tem 80% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas. Além disso, está três pontos na frente do segundo colocado, o Internacional, apontado por muitos como o principal candidato ao troféu nesse ano. Mas a dúvida que paira no ar é: será que o Galo será forte e vingador – como é rotulado em seu hino – e, enfim, conseguirá voltar ao caminho das glórias? Com essa equipe e com um ótimo começo, o Atlético-MG conseguirá se manter na ponta até dezembro? Essa realmente é uma grande dúvida.

O presidente atleticano, Alexandre Kalil, contratou o contestado técnico Celso Roth no início de maio. O treinador tinha como principal objetivo mudar o clima no grupo, após perder mais um campeonato estadual por goleada para o principal rival, o Cruzeiro. A segunda meta era não passar sufoco no Brasileirão-09 e tentar uma vaga na Copa Sul-Americana. Isso mostra que nem mesmo o presidente do Galo imaginava que o time faria uma campanha tão boa nas primeiras rodadas da competição. Mas Celso Roth trabalhou quieto com seu grupo. Montou seu esquema e fez do experiente Júnior o alicerce da equipe. Em segundo plano apostou no criticado Diego Tardelli como referência no ataque e, principalmente, no grupo.

No gol o recém contratado Aranha, que veio da Ponte Preta, chegou e logo virou titular na posição. Deu a segurança que a defesa tanto precisava. A zaga formada por Wélton Felipe e Werlei ou Leandro Almeida e Marcos, mostra solidez e não compromete. O volante Carlos Alberto vem jogando improvisado na lateral direita, enquanto a ala esquerda é representada por Thiago Feltri, revelado nas categorias de base do clube. O experiente meio campo faz a equipe funcionar e municiar com eficiência o ataque. O ex-são paulino Renan e o ex-vascaíno Jonílson atuam como volantes. Márcio Araújo e o veterano Júnior são os meias da equipe. Aliás, assim como o ex-técnico Émerson Leão vinha fazendo, Celso Roth manteve Júnior jogando no meio do campo. O ataque é formado por dois jogadores rápidos e goleadores. Éder Luís, também revelado no clube, é rápido e se doa pelo time. Tardelli tem a função de matador. Os dois vêm cumprindo bem suas funções, cada um marcou quatro vezes no Brasileirão-09 e o ataque do Galo é o mais eficiente, com 17 gols até agora.

Sem dúvidas o torcedor atleticano tem tudo para ficar confiante e empolgado com esse começo da equipe. Mas vale lembrar que nos últimos anos quem saiu na frente no campeonato de pontos corridos, não conseguiu se manter bem até o final e não conquistou o título. Acho que o Atlético-MG não terá forças para se manter no topo até o final, mas creio que se a equipe atual for mantida,  as chances de beliscar uma vaga na Libertadores de 2010 são grandes. Competição, aliás, que o Galo não tem tradição nenhuma e disputou somente quatro vezes na história. Mesmo com a empolgação que gira em torno da equipe mineira, acho que falta muito para que o Galo possa ser apontado como favorito ao título. Mas que é uma (boa) surpresa, isso não se pode negar.

E você torcedor, apontaria o Atlético-MG como favorito ao título? Ou apenas para uma vaga na Libertadores? O Galo será forte e vingador em 2009? Opine!

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Washington reclamando. Novidade?

Em 2006 foi o Internacional. Em 2007 o Grêmio. Em 2008 foi a vez do Fluminense. E em 2009 o algoz são paulino na Taça Libertadores da América foi o Cruzeiro. Em todos esses casos o São Paulo sofreu e foi eliminado por rivais brasileiros na competição sul-americana. Ontem, num Morumbi lotado com 52.809 torcedores, o São Paulo decepcionou sua torcida e foi facilmente batido pelo Cruzeiro por 2X0. Com a vitória, a equipe Celeste chega às semifinais da Libertadores e fará outro confronto caseiro, agora contra o Grêmio.

Não analisarei o jogo, mas sim a equipe paulista. O que aconteceu com o Tricolor Paulista? Vamos aos fatos. A diretoria do São Paulo investiu e contratou seis jogadores no começo dessa temporada, visando principalmente a conquista da Libertadores. Wagner Diniz veio do Vasco, jogou pouco, não agradou e já está no Santos. Júnior César teve algumas chances na equipe titular, não comprometeu, mas também não mostrou o futebol eficiente da época do Fluminense. Renato Silva talvez seja o único que se encaixou no São Paulo. O zagueiro foi o que mais atuou e demonstrou segurança, mas ainda muito longe dos titulares André Dias e Miranda. Eduardo Costa chegou e ficou um bom tempo no estaleiro se recuperando de uma lesão. Jogou poucas vezes e não comprometeu também, mas sua expulsão na partida de ontem foi decisiva para a eliminação são paulina. Arouca, erroneamente, foi pouco aproveitado por Muricy Ramalho e quando entrou em campo, na maioria das vezes, jogou fora de sua posição. O grande foco desse texto e da temporada são paulina até agora é Washington. A contratação mais badalada e com o segundo maior salário do elenco (R$220 mil/mês), o atacante sempre foi titular e o treinador o blindou no grupo. Sempre a dupla de ataque foi formada por ele e mais um. Insubstituível. Fez 16 gols até agora, mas foi a maior decepção.

Washington é acusado nos bastidores de ser o grande responsável pelo ‘racha’ no grupo do São Paulo. E eu acredito. Basta vê-lo em campo. Ele não ganha uma dividida no alto, mesmo sendo grande e forte. Não consegue dominar uma bola. Erras muitos passes. Erra muitos gols. E mesmo assim em todo lance que algum companheiro erra um cruzamento, um passe ou uma finalização, ele explode. Abre os braços, gesticula, grita. Reclama de seus companheiros, cobra muito, mas erra mais que eles. Isso não é baseado apenas na partida de ontem. Essa é uma ação que acontece desde o começo do ano. Tudo bem que Borges, Dagoberto, o próprio Washington e até – pasmem – André Lima já cobraram titularidade publicamente e mostraram indignação com o banco de reservas. Mas Washington além de desestabilizar o grupo com tantas cobranças dentro de campo, na partida contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro, saiu de campo xingando Muricy e todos, num ato impensado e ridículo para um atleta profissional. Ontem não foi diferente. Nada fez no jogo inteiro. Perdeu todas as divididas pelo alto e por baixo. Não deu um chute no gol. Acertou poucos passes. E quando Muricy colocou Dagoberto no intervalo, Washington mostrou total descomprometimento com a equipe foi embora do Morumbi, antes mesmo do jogo acabar.

Ele parece ser uma pessoa boa, de bom coração. Mas nada justifica seus atos. Se jogasse metade do que acha que joga, se cobrasse menos e tivesse autocrítica, talvez não atrapalhasse tanto sua equipe. É evidente que ele não é culpado pela eliminação são paulina no Paulistão e na Libertadores. Todos são responsáveis, mas Washington demonstrou não ter capacidade para jogar no São Paulo. A cobrança da torcida já começou. Ontem no final da partida, em meio aos gritos de apoio ao técnico Muricy Ramalho, o atacante e Hernanes foram hostilizados pelos são paulinos.

Hernanes continua em má fase, mas isso é passageiro. Já demonstrou que é um grande jogador e não deveria ser xingado ou apontado como culpado pela eliminação, até porque Muricy tem deixado o volante/meia no banco de reservas nas últimas partidas. Ontem foi assim também. A imprensa, de forma maciça, aponta que o casamento de sucesso entre Muricy Ramalho e São Paulo deve acabar. O desgaste é evidente. Mas não creio que o treinador seja o problema. Ele, além de ser competente, tem um diferencial em relação a outros treinadores. Ele gosta de trabalhar no Tricolor. Ganha muito bem por isso é verdade. É teimoso e se tornou alvo de críticas por improvisar demais. Concordo com isso. Mas creio que o maior problema é outro. Muricy tinha o grupo nas mãos e sabia como ninguém domar os egos de seus jogadores. Até Washington aparecer e acabar com o seu sossego. Na minha opinião Muricy não deve ser demitido. Juvenal Juvêncio deve fazer uma reestruturação na equipe. Richarlyson, André Lima e Washington não podem continuar no grupo.  Os três não têm clima para permanecer e já estão sendo hostilizados pelos torcedores.

O restante dos jogadores tem totais condições de continuarem no Tricolor. Depois de muito tempo, uma crise volta a assombrar o Morumbi. Vamos aguardar os próximos capítulos. Mas uma coisa deve ser ressaltada. Não foi só o São Paulo que perdeu. O Cruzeiro jogou muito melhor que o Tricolor nas duas partidas e conquistou a vaga na bola, sendo eficiente e merecedor da classificação. Do mesmo modo que o Corinthians também teve total mérito quando eliminou o São Paulo do Paulistão. Uma nuvem negra pairou em cima do Morumbi e não tem data para o sol reaparecer. Será que dessa vez o São Paulo conseguirá buscar forças e ganhar mais um Brasileirão? Acho bem difícil.

E você torcedor, o que pensa? Muricy Ramalho é culpado pela má fase do time? Ele deve ser demitido? E sobre o Washington? Você concorda? Opine!

ATUALIZAÇÃO: Na noite desta sexta-feira, a diretoria do São Paulo demitiu o técnico Muricy Ramalho, que estava no comando da equipe desde março de 2006.

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