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Posts Tagged ‘D’Alessandro’

Por: Erik Rodrigues

Internacional e São Paulo fizeram o primeiro duelo das semifinais da Taca Libertadores da América no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time gaúcho trocou de técnico, reforçou o elenco e venceu os quatro jogos do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor do Morumbi manteve o criticado Ricardo Gomes, trouxe o atacante Ricardo Oliveira e ganhou apenas um ponto dos 12 disputados no torneio nacional.

A torcida Colorada lotou o estádio e fez uma festa bonita para receber a equipe. E o resultado disso foi o domínio das ações em todo o primeiro tempo. Sim, eu disse TODO o primeiro tempo. Jogando em casa e contra um adversário covarde, o Inter partiu para cima. Taison e o argentino D’Alessandro comandavam as investidas no ataque, apoiados por Nei e Kléber nas laterais. Mas apesar da maior posse de bola, o time gaucho não chegava com perigo ao gol de Rogério Ceni. A primeira conclusão à meta tricolor foi aos 18 minutos, com D’Alessandro. Em uma bela troca de passes invertida da direita para a esquerda, Kléber recebeu e cruzou na área. O atacante Taison tocou de cabeça, mas o goleiro são-paulino voou e defendeu com segurança. Já o São Paulo nem dava sinais de que queria jogar futebol e praticava o antijogo em sua mais perfeita concepção. Fernandão e Dagoberto ficavam isolados na frente e todos os outros jogadores simplesmente davam bico para qualquer lado. Um horror!

Na segunda etapa o cenário se manteve, mas desta vez o Inter conseguiu concluir a gol com mais perigo. Logo no início, Andrezinho arriscou de fora da área, mas Rogério defendeu. Logo depois, Kléber avançou na área, mas o goleiro são-paulino saiu bem e evitou a conclusão. O gol Colorado era questão de tempo. Aos 20 minutos, o técnico Celso Roth trocou Andrezinho pelo jovem Giuliano. E o talismã, que já tinha salvado o clube no duelo contra o Estudiantes nas quartas de final, trouxe mais uma vez a sorte para o time. Três minutos depois de entrar, D’Alessandro passou para Alecsandro na entrada da área. O atacante sofreu falta, mas o árbitro Hector Baldassi corretamente deu vantagem. Na sequência, Giuliano girou e bateu no canto direito de Rogério Ceni, que nem se mexeu.

O gol premiou a equipe que relmante jogou futebol e buscou o ataque com mais eficiência. E o Colorado não parou por ai. Taison, Kléber e Alecsandro tiveram boas oportunidades, mas não conseguiram ampliar o placar. Vendo seu time acuado, o treinador Ricardo Gomes tirou o inócuo Dagoberto e promoveu a reestreia de Ricardo Oliveira. Também colocou Cléber Santana no lugar de Richarlyson, a fim de reconquistar o meio campo. As mudanças, alinhados a um recuo do adversário, surtiram um pouco de efeito. O São Paulo conseguiu, enfim, após quase 70 minutos de partida, arriscar um chute a gol. Hernanes e Ricardo Oliveira tentaram, mas sem levar perigo à meta de Renan.

Vitória mais do que merecida do Internacional que, mesmo sem criar tantas chances claras, conseguiu dominar a partida. Ao São Paulo, cabe escolher se vai voltar a jogar futebol ou mais uma vez vai fazer este papelão e apresentar uma proposta de jogo covarde diante de seu torcedor. A partida de volta será na próxima quinta-feira (05/08), no Morumbi, em São Paulo.

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A Copa Libertadores da América 2010 teve os capítulos finais das quartas-de-final na noite desta quinta-feira. O Internacional foi valente, perdeu por 2 a 1 para o Estudiantes, mas o gol anotado fora de casa deu a classificação para os gaúchos, que agora enfrentarão o São Paulo nas semifinais. Já o Flamengo fez o inverso. Ganhou o jogo contra a Universidad do Chile por 2 a 1, mas por ter perdido em casa no jogo de ida, está eliminado da competição.

O Internacional foi à Argentina com a vantagem de jogar pelo empate para se classificar. A vitória por 1 a 0 no Beira-Rio na semana passada deu tranquilidade aos jogadores e, principalmente, ao treinador Jorge Fossati.  Porém, disputar um jogo decisivo no país vizinho e ainda contra o atual campeão da Libertadores não é nada fácil. E realmente não foi.

O Colorado foi pressionado desde o começo do jogo e aos 12 minutos o meia Verón quase abriu o marcador. Com o estádio Centenário de Quilmes lotado, o Estudiantes conseguiu o que precisava em dois minutos. Verón, em mais um de seus preciosos passes, encontrou o atacante González livre e com categoria o jogador tocou por cima na saída de Abbondanzieri para abrir o placar. No lance seguinte foi a vez de Pérez acertar um belo chute e ampliar a contagem. O resultado de 2 a 0 dava a classificação para os argentinos e daí para frente o jogo ficou morno. O Inter criou algumas chances, mas não obteve êxito.

Na segunda etapa o Estudiantes continuou dominando o jogo, mas pouco a pouco a equipe brasileira tentava se organizar e partir para frente. A melhor chance foi criada somente aos 29 minutos, em cobrança de falta do meia Andrezinho e com boa interceptação do goleiro Orión. Os argentinos cadenciavam o ritmo, mas sempre que chegavam à área gaúcha levavam perigo. Preocupado com a falta de criatividade do time, Fossati sacou o argentino D’Alessandro e colocou Giuliano em campo. E a mudança surtiu efeito. Aos 43 minutos, quando a partida se encaminhava para o final e o Colorado seria eliminado, Andrezinho deu bom lançamento para Giuliano, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro. O gol calou a fanática torcida argentina e deu a classificação para o Internacional.

Aliás, a festança da torcida que já comemorava a classificação do Estudiantes acabou atrapalhando o próprio time. No lance do gol brasileiro, uma nuvem de fumaça pairava sobre a área do goleiro Orión e, aparentemente, atrapalhou a visão do arqueiro e contribuiu com o Internacional. Com a doida derrota, alguns jogadores do Estudiantes partiram para a briga no final da partida e a confusão foi generalizada. Uma pena que esse tipo de coisa ainda aconteça no futebol. Perder faz parte do jogo!

O Internacional fará a semifinal brasileira da Libertadores contra o São Paulo, reeditando o duelo da decisão da competição em 2006, quando o Colorado levou a melhor e foi campeão. O jogo de ida será no estádio Beira-Rio no dia 28 de julho, enquanto a volta será disputada no Morumbi, em 4 de agosto. Mais uma vez o futebol brasileiro está com uma vaga assegurada na decisão do torneio de clubes mais importante da América.

Mais tarde foi a vez do Flamengo entrar em campo em busca da vaga nas semifinais. Jogando no acanhado estádio Santa Laura, em Santiago, o Mengão precisava vencer por dois de diferença para avançar na competição. Com a postura diferente da partida de ida, Adriano, Vagner Love e companhia jogavam com vontade e lutavam muito. O Universidad do Chile era perigoso no ataque e assustou aos 36 minutos quando Montillo chutou na trave de Bruno.

O Flamengo não se intimidava com a pressão da torcida e corria muito para abrir o placar. Depois de muito tentar, conseguiu o que precisava. Num bate-rebate na entrada da área, Adriano recebeu a bola, dominou e de bicicleta encontrou Vagner Love, que de cabeça, mandou para a rede. O lindo gol saiu num momento crucial do jogo e restavam mais 45 minutos para ampliar o marcador.

No intervalo outro fato lamentável. Torcedores chilenos atiraram todo tipo de objeto no gramado e, pasmem, uma bola de golfe atingiu o zagueiro Ronaldo Angelim e outra por muito pouco não machucou Vagner Love. A Libertadores é um torneio conhecido pela pressão da torcida e pela catimba, mas fatos como esses são inadmissíveis. Por esse motivo, o Flamengo não foi para o vestiário e passou o intervalo no gramado.

A segunda etapa era tudo ou nada para os cariocas. O Flamengo se portava bem dentro de campo, mas pecava no último passe. O time melhorou muito com a entrada de Petkovic, que não pode ser reserva da equipe de maneira nenhuma. Entretanto, quando parecia que o Mengão conseguiria ampliar o placar, veio o duro golpe. Montillo recebeu a bola na intermediária, caminhou livremente em direção ao gol sem marcação e, vendo o goleiro Bruno adiantado, deu um lindo toque por cima encobrindo o arqueiro para empatar o jogo. O gol chileno obrigava os brasileiros a marcarem mais dois. Missão difícil faltando pouco mais de 15 minutos para o término.

Mas, aos 32 minutos, Adriano deu esperanças aos rubro-negros novamente. Em outro bate-rebate, Leonardo Moura tocou de calcanhar para o Imperador marcar o segundo. Precisando de mais um gol, o Flamengo foi todo a frente, mas o nervosismo impossibilitou que o tento saísse. O jogo terminou e os jogadores da Universidad do Chile comemoram muito a classificação para as semifinais, quando enfrentarão o Chivas Guadalajara, do México. O primeiro jogo é na casa dos mexicanos no dia 28 de julho e a volta será em Santiago em 4 de agosto.

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Pessoal, primeiramente gostaria de agradecer aos comentários e ao apoio de sempre ao MFC. Aliás, preciso me explicar para vocês. Há 11 dias não atualizo o blog. O motivo por essa ausência é o meu TCC. Como a grande maioria sabe, estou no último ano da faculdade e a correria com o TCC aumentou muito nos últimos meses. Como tirei férias do trabalho por duas semanas, aproveitei para dar uma boa agilizada no trabalho e, por esse motivo, deixei o blog um pouco de lado. Peço desculpas aos meus assíduos leitores e peço um pouco de compreensão, já que ainda ficarei um pouco distante nas próximas semanas. Acredito e sei da importância do blog e dessa interação com vocês, mas no momento estou totalmente focado em meu trabalho de conclusão de curso. O meu futuro também depende desse trabalho. De qualquer forma, tentarei não ficar tão distante como nessa última semana, farei o possível. Afinal, já estava com saudades de escrever aqui.

O futebol realmente é mágico. Quando escrevi meu último post aqui, o planeta bola estava de um jeito e hoje, apenas 11 dias depois, muitas coisas já mudaram. No Brasil, Muricy Ramalho foi contratado pelo Palmeiras e depois da longa novela, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo novamente deu a ‘notícia’ pelo Twitter. Vanderlei Luxemburgo foi pela quarta vez para o Santos e, para variar, já criou polêmica. Como ele gosta de aparecer né? Precisava ter agido daquela maneira com o Roberto Brum? Enquanto isso, o contestado Tite continua no cargo no Internacional. O polêmico Leão já saiu do Sport e até o discreto Sérgio Guedes deixou o Santo André. Cuca, depois de colocar a cara a tapas e ser humilhado pela diretoria rubro-negra, enfim, pegou seu boné e saiu do Flamengo.

Jogadores também foram notícia nos últimos dias. O Corinthians iniciou um desmanche que ainda não tem prazo para terminar. André Santos e Cristian foram para o Fenerbahçe. Douglas foi vendido para o desconhecido Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos. A maior promessa corintiana da década saiu pelas portas do fundo. Lulinha foi emprestado por dez meses para o Estoril, de Portugal. Otacílio Neto foi para o Barueri. Wellington Saci para o Atlético-MG. Felipe, Elias e Chicão ainda podem sair. No meu último post aqui, o Corinthians estava na melhor das fases, mas o desmanche, a contusão de Ronaldo – ficará fora por pelo menos um mês – e, principalmente, a derrota para o Palmeiras, já mudaram o clima no Parque São Jorge.

Enquanto isso, Obina curte a boa fase. Chegou como piada no Palmeiras e bastaram os três gols contra o rival, para o atacante cair nas graças da torcida. Até quando esse amor durará? O Palmeiras subiu muito na tabela e já divide a liderança com o Galo. Será que Muricy conseguirá seu tetracampeonato nacional? Há 11 dias, o São Paulo vivia seu pior momento nos últimos seis ou sete anos. A crise instaurada depois da eliminação na Libertadores, aliada a demissão do treinador e ao péssimo futebol, deixavam os torcedores desacreditados. Com o dinamismo do futebol, isso já mudou um pouco. E agora, os mesmo torcedores, até em título já falam. Como pode acontecer isso? Ah, o Santos repatriou o volante Émerson, o mesmo que disputou duas Copas do Mundo pelo Brasil, em 1998 e 2006. Boa contratação. O Guarani perdeu a invencibilidade na série B do Brasileirão e vêm de três resultados ruins.

Fora do Estado de São Paulo, as coisas mudaram muito também. O mágico time do Internacional de dois meses atrás, já evaporou. Além de estar caindo na tabela, Tite parece ter perdido o comando do grupo. D’Alessandro e Taison viraram reservas. O primeiro, inclusive, está afastado por deficiência na parte física. Nilmar foi para o Villareal. O Atlético-MG perdeu em casa para o Goiás e já começaram as incertezas sobre a qualidade do elenco e, principalmente, do técnico Celso Roth. O Cruzeiro está tentando se reerguer depois da Libertadores e para isso contratou o lateral esquerdo Gilberto e o equatoriano Guerrón. O Vitória continua somando seus pontinhos e se mantém no G4. Fluminense, Náutico, Sport, Botafogo e Atlético-PR estão ainda mais ameaçados e demonstram não terem forças para saírem da parte debaixo da tabela.

No exterior, os milhões de euros continuam passando por cima da crise financeira. Samuel Eto’o deixou o Barcelona e foi para a Inter de Milão. O sueco Ibrahimovic fez o caminho inverso. Keirrison foi emprestado para o Benfica e deverá jogar a temporada inteira no futebol português. Os times europeus, diferente dos brasileiros, continuam fazendo suas pré-temporadas. Mesmo que os torneios disputados não valham nada, o treinamento é importante.

Resumindo, citei apenas as coisas que lembrei no momento, mas vocês já viram como o futebol é dinâmico né? Em pouco mais de uma semana, tudo pode mudar. Jogadores e treinadores trocam de clubes como trocam de roupas. O termo ‘crise’ no futebol não é uma coisa para ser levada tão a sério também. Hoje um time está em crise. Amanhã não está mais e vice-versa. Como é fantástico esse Planeta Bola. Mesmo com tantas coisas erradas, consigo me apaixonar cada vez mais pelo esporte.

Um grande abraço a todos!
Continuem sempre acessando o MFC.
Até logo!

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D' Alessandro: suspenso por dois meses

O Internacional tomou mais um duro golpe. Depois de perder a final da Copa do Brasil para o Corinthians e a Recopa Sul-Americana para a LDU, o Colorado não poderá contar com um de seus principais jogadores pelos próximos dois meses. O argentino D’Alessandro não imaginava a pesada punição que receberia depois de ser expulso e causar um ridículo tumulto no jogo decisivo da Copa do Brasil, duas semanas atrás.

Em julgamento realizado na noite desta segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por unanimidade de votos, suspendeu o jogador do Inter até o dia 12 de setembro. O meia foi denunciado duplamente no artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que se refere à agressão física.

Na ocasião, ainda dentro de campo, D’Alessandro afirmou que partiu para cima do zagueiro Willian, do Corinthians, para forçar a expulsão do capitão alvinegro e que, caso quisesse agredi-lo, teria feito. Uma atitude lamentável que evidencia o despreparo psicológico do atleta argentino. Nada justifica seus atos impensados. Um atleta de futebol precisa ser orientado que perder faz parte do jogo e, principalmente, que saber perder é uma atitude honrosa. Muito justa a punição imposta pelo STJD. Espero que com esse gancho, D’Alessandro aprenda a se portar como um atleta dentro de campo.

E você torcedor, o que achou da pena imposta pelo STJD ao jogador? Foi muito severa? Ou são necessárias punições como essa para alertar os atletas? Opine! 

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Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil

No primeiro dia do segundo semestre de 2009, o Corinthians já alcançou seu principal objetivo na temporada. Depois do título invicto no Campeonato Paulista, o Timão é o campeão da Copa do Brasil 2009 e está garantido na Taça Libertadores da América de 2010, ano do centenário alvinegro.

Mais uma vez o Corinthians demonstrou o tamanho de sua grandeza e de sua história. Sem se intimidar com a pressão do caldeirão colorado com mais de 50 mil torcedores, o alvinegro fez o que o Internacional mais temia. Antes dos 30 minutos do primeiro tempo já vencia o jogo por 2X0, em pleno Beira-Rio. Mesmo placar feito na partida de ida, no Pacaembu. O Colorado ainda conseguiu empatar o jogo, mas não foi suficiente. O Corinthians merecidamente conquistou mais uma vez o título da Copa do Brasil, assim como em 1995 e 2002.

A boa vantagem conquistada no primeiro jogo deu segurança para Mano Menezes e seus comandados nos últimos dias. O Inter não se abalou com a derrota em São Paulo e depositou todas as suas fichas na força da torcida colorada e, principalmente, nos retornos de seus principais jogadores (Nilmar e D’Alessandro). Mas como já havia dito e é evidente, o Corinthians conseguiu fazer uma coisa difícil no futebol atual. Montou um grupo e não apenas um time. A força do conjunto alvinegro superou as estrelas e o ótimo time gaúcho.

O Inter começou o jogo pressionando o Corinthians. A posse de bola era totalmente colorada, mas a equipe gaúcha não conseguiu abrir o placar nos minutos iniciais como desejava. E o grande diferencial do Timão nessa edição da Copa do Brasil foi fazer gols fora de casa e isso aconteceu novamente. Aos 20 minutos, o selecionável André Santos cruzou na área e Jorge Henrique subiu mais que o zagueiro Danny Morais para abrir o placar e calar o Gigante da Beira-Rio. Era tudo que Mano Menezes queria. Era tudo que Tite não queria.

E oito minutos depois o Corinthians fez o gol do título. André Santos avançou pela esquerda, saiu na cara de Lauro e encheu o pé para ampliar o placar. A segunda maior torcida do Brasil se emocionou em todos os cantos do país. O Inter desmoronou. A torcida sentiu o baque. A missão de fazer cinco gols e não tomar nenhum era praticamente impossível. E realmente foi. Mas o Colorado não deixou de lutar. Conseguiu se encontrar ainda no primeiro tempo e esbarrou novamente no paredão chamado Felipe. Aos 33 minutos, Nilmar teve a principal chance do Inter no primeiro tempo, mas Felipe operou outro milagre.

Para o segundo tempo o Inter voltou modificado. Alecsandro entrou no lugar de Glaydson e expressou o sentimento da torcida colorada. Disse que ao menos tentaria empatar o jogo, já que o título era improvável. E Alecsandro cumpriu com a sua palavra. Aos 25 e aos 29 minutos o atacante marcou dois gols, empatou o jogo e deu novo ânimo em busca de uma histórica vitória. Isso não aconteceu, mas o Inter perdeu de cabeça erguida e lutou até o final. Mas do outro lado o adversário fez a sua parte muito bem feita e impediu a reação colorada. Os tumultos, expulsões e os  muitos cartões amarelos que aconteceram na partida não valem ser ressaltados. Isso é uma coisa normal em uma final de campeonato entre duas equipes altamente capacitadas. A única coisa que vale lembrar é que não houve violência e o Inter não perdeu a cabeça. Para o bem do futebol e do espetáculo.

Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Cristian, Elias, Douglas, Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho formaram um grande time e fizeram do Corinthians um grande campeão. Tudo sob a batuta do técnico Mano Menezes. Felipe, que foi contestado no pior momento da história corintiana, foi o jogador mais importante dessa conquista. Suas defesas e seus milagres salvaram o Timão em várias partidas e deram a segurança necessária para a equipe conseguir as vitórias. André Santos e Ronaldo também se destacaram um pouco mais que os outros.

A vaga na Libertadores no ano do centenário era o grande desejo de todos os corintianos. E agora o planejamento será totalmente focado na competição sul-americana. Andrés Sanches terá muito trabalho para segurar seus jogadores, em especial o goleiro Felipe, o lateral esquerdo André Santos, os volantes Elias e Cristian e o atacante Dentinho. Os clubes europeus já estão de olho nos campeões da Copa do Brasil.

O Corinthians merece ser parabenizado. Pela conquista, pelos jogadores, pelo grupo e pelo retorno fulminante à elite do futebol nacional. O Timão realmente é fenomenal em 2009. E como a torcida entoa nas arquibancadas, definitivamente ‘o Coringão voltou’.

E você torcedor, concorda que o Corinthians é o melhor time do Brasil no momento? Quem foi o melhor jogador na campanha? Mano Menezes realmente teve um papel importante na conquista? Opine! 

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Corinthians

Foi um jogo digno de uma final. Os 37.438 torcedores que estiveram esta noite no Pacaembu viram o melhor jogo do ano no futebol brasileiro. O Corinthians venceu o Internacional por 2X0 na primeira partida decisiva da Copa do Brasil 2009 e está com uma mão na taça.

Os alvinegros entraram em campo sem André Santos, que está servindo a seleção brasileira e Mano Menezes optou por colocar o jovem Marcelo Oliveira na lateral esquerda. Já o clube gaúcho jogou mais fragilizado, sem suas duas principais estrelas – D’Alessandro e Nilmar – e os titulares Bolívar e Kléber. Para quem pensou que o jogo seria mais fraco pelos desfalques das duas equipes, muito se enganou. O Timão venceu merecidamente, mas o Inter provou que realmente é uma grande equipe. Mesmo com os ‘reservas’ Andrezinho e Alecsandro, o Colorado jogou muito bem e poderia até ter vencido o Corinthians, não fosse mais uma bela atuação do goleiro Felipe.

O Corinthians aproveitou a pressão a favor vinda das arquibancadas e logo no primeiro minuto mostrou seu cartão de visitas. Douglas cobrou falta para a área, Lauro saiu errado e Chicão quase abriu o placar, mas Marcelo Cordeiro evitou o gol. Mas após o erro, Lauro se recuperou e fez grande defesa aos 22 minutos, em chute de Ronaldo. Até esse momento Guiñazu, pelo lado Colorado e Elias e Jorge Henrique, pelo Timão, eram os destaques da partida. É impressionante a vitalidade, a força, a vontade e a garra de Guiñazu. O argentino é um leão no meio campo do Inter, mas nem ele conseguiu evitar o gol corintiano. Aos 26 minutos o reserva Marcelo Oliveira fez grande jogada pela esquerda, driblou Danilo Silva, levantou a cabeça e deixou Jorge Henrique na cara do gol. O atacante só completou para as redes e fez o Pacaembu explodir de emoção. 

O primeiro tempo acabou e evidenciou algumas coisas. Além de estar com um grupo muito forte, com jogadores sincronizados na defesa, no meio e no ataque, o Corinthians realmente é um adversário indigesto dentro do Pacaembu. A Fiel Torcida empurra o time e os jogadores sentem o clima. O Inter foi uma equipe guerreira e pouco antes de tomar o gol, por pouco não abriu o placar. Após sofrer o gol, continuou atuando da mesma forma, partindo para cima, buscando o gol como todo grande time deveria fazer. Não foi medroso e não se intimidou.

A segunda etapa prometia mais emoções e não deixou a desejar. Os dois times voltaram com as mesmas equipes. O Corinthians voltou com o intuito de aumentar o placar e o Inter buscando ao menos o empate. Mas logo aos oito minutos as coisas ficaram melhores ainda para os alvinegros. Ele, sempre ele. Gordo e visivelmente fora de forma, Ronaldo é um gênio da bola. Pouco tinha aparecido na partida até então, mas bastou Elias fazer um ótimo lançamento em profundidade pelo lado esquerdo da defesa gaúcha para o Fenômeno disparar em velocidade, dar um drible seco no zagueiro Índio e chutar no canto esquerdo de Lauro. 2X0 no placar. Gol de Ronaldo. Festa no Pacaembu.

O gol certamente desestabilizaria o Inter, mas mais uma vez dando mostras de ser uma ótima equipe, não foi isso que aconteceu. O Colorado cresceu no jogo e foi com tudo pra cima. Daí até o final da partida só deu Inter. Aos 11, Taison levou perigo, mas se desequilibrou na hora H e facilitou as coisas para Felipe. Cinco minutos depois foi a vez de Andrezinho cobrar uma falta e Felipe fazer bela defesa. O Corinthians amenizou seu ímpeto e, dessa forma, chamava o Inter para cima. A principal chance de gol colorada saiu novamente dos pés de Taison. O jovem atacante puxou um contra-ataque com muita velocidade, tabelou com Andrezinho e ficou cara a cara com Felipe. Em ótima fase, o goleiro corintiano fez mais uma importante defesa, mesmo caído. Aos 31 foi a vez de Guiñazu entrar na área e bater cruzado para Felipe espalmar para escanteio. 

Ainda deu tempo de os dois técnicos cometerem seus únicos erros na partida. Tite sacou Alecsandro, que estava sumido em campo e colocou o estranho Leandrão. Não deu outra. No primeiro lance o atacante deu uma entrada criminosa por trás em Cristian e poderia ser expulso, mas o juiz Heber Roberto Lopes o puniu apenas com o cartão amarelo. Na segunda vez que a bola chegou perto de Leandrão, ele deu outra entrada ridícula, digna de quem não conhece nada de futebol e, enfim, foi expulso. Dois lances e dois carrinhos desleais em pouco mais de 10 minutos de ‘apresentação’ de Leandrão. O segundo equívoco foi corintiano. Mano Menezes colocou Souza no lugar de Jorge Henrique. No primeiro segundo em campo, mesmo sem encostar na bola, o atacante conseguiu tomar um cartão amarelo que o deixará fora da decisão no Beira-Rio. A ausência dele é mais reforço do que desfalque para o Timão.

O segundo round dessa grande final acontecerá daqui 15 dias. No dia 1º de julho, o Inter receberá o Corinthians no Beira-Rio e precisará devolver o mesmo placar para levar a decisão para os pênaltis ou ganhar por uma diferença de três gols para conquistar seu segundo título na Copa do Brasil. A situação do Corinthians é confortável, mas não será nada fácil. Todo cuidado é pouco. Além dos reforços de D’Alessandro e Nilmar, a torcida colorada não deixa a desejar e promove uma pressão e uma festa semelhante às ocorridas no Pacaembu. O Timão está com uma mão na taça e, se não vacilar, erguerá seu terceiro troféu da competição nacional. Uma coisa é certa para o próximo jogo. Com certeza veremos outra grande partida, dessas que deixam qualquer amante do futebol emocionado.  

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CBF

A Copa do Brasil 2009 chega às semifinais e das quatro equipes que ainda disputam o título, duas já foram campeãs. O Corinthians venceu as edições de 1995 e 2002, o Internacional foi campeão em 1992 e Vasco e Coritiba correm atrás da primeira conquista nacional. Os jogos de ida das semifinais acontecem nesta semana e prometem agitar o Brasil inteiro, principalmente os quatro Estados envolvidos (São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul). Veja uma breve análise e os meus palpites para os confrontos:

Vasco X Corinthians – Maracanã, quarta-feira (27/05), às 21h50
Cariocas e paulistas chegam pelo segundo ano consecutivo nesta fase da Copa do Brasil. Em 2008, o Vasco foi eliminado nos pênaltis pelo Sport e o Corinthians venceu o Botafogo, também nos pênaltis. Mais tarde, o Timão foi derrotado pelo Sport e perdeu o título. Neste ano, as situações estão invertidas. Assim como o Corinthians no ano passado, o Vasco chega forte às semifinais da competição nacional, mesmo estando na série B do Campeonato Brasileiro. Com um elenco entrosado e que conquistou o Campeonato Paulista de forma invicta, vejo o Corinthians como favorito nesse confronto. O que pesa para o Vasco é a juventude do time, que foi totalmente reformulado após a queda no Brasileirão. Vale lembrar que no primeiro dia de venda dos ingressos para a partida decisiva, a torcida vascaína fez sua parte. Dos 68 mil bilhetes colocados à venda, 32.630 já foram comercializados. A torcida corintiana terá 11 mil lugares no Maracanã. Palpite: Corinthians

Inter X Coritiba – Beira-Rio, quarta-feira (27/05), às 21h50
Tachado como favorito para conquistar todos os títulos em 2009, o Internacional terá mais uma pedreira para confirmar a previsão dos especialistas. Depois de sofrer para vencer o Flamengo na semana passada, o Colorado enfrentará o Coritiba, que passou pela Ponte Preta, em busca de um bom resultado em casa para seguir mais tranquilo para a partida de volta, que acontecerá na semana que vem em Curitiba. Os paranaenses já foram eliminados duas vezes nas semifinais da Copa do Brasil, em 1991 e 2001 e apostam em Marcelinho Paraíba para bater o Inter. Não será fácil para D’Alessandro, Nilmar, Taison e companhia. Palpite: Internacional

E para você torcedor, qual será a final da Copa do Brasil 2009? Opine!

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