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Posts Tagged ‘Quartas-de-final’

Argentina 0 X 4 Alemanha

O duelo de duas potências do futebol mundial válido pelas quartas de final da Copa do Mundo tinha tudo para ser o grande jogo da competição. De um lado, uma Argentina empolgada e parecendo viver uma lua de mel com seu treinador Diego Maradona. Do outro, uma Alemanha renovada com um futebol rápido e envolvente. Porém, o que se viu no gramado do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi uma avalanche alemã que atropelou os argentinos sem dó nem piedade e venceu facilmente por 4 a 0.

Antes mesmo do início da partida, Maradona deve ter se preocupado e rezado muito por seus defensores. Os resultados positivos contra seleções medianas até então, escondiam um problema crônico da atual Seleção Argentina: a defesa. O sistema defensivo formado por um goleiro fraco e zagueiros lentos, seria o prato cheio para a habilidade e velocidade dos jovens da Alemanha. E isso se comprovou logo aos dois minutos. Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda, a zaga argentina ficou só olhando e Thomas Müller, de cabeça, antecipou o goleiro Sergio Romero para abrir o marcador. O começo fulminante dos europeus assustou os sul-americanos.

Prensados no campo de defesa, os argentinos não conseguiam criar jogadas ofensivas e esbarravam na forte marcação da Alemanha. Acusando o golpe, a Argentina quase levou o segundo gol aos 23 minutos. Müller fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Klose, que finalizou para fora e desperdiçou grande oportunidade. Como não poderia deixar de ser, todas as tentativas dos argentinos passavam pelos pés de Messi, que recebia marcação de dois ou três adversários e, assim, não conseguia criar suas tradicionais jogadas.

Aos 33, num dos raros momentos interessantes, Higuaín recebeu a bola dentro da área, girou e bateu no canto, mas Neuer defendeu. No minuto seguinte, Messi cobrou falta e a bola bateu na barreira. No rebote, Heinze dominou e lançou para Tevez, que passou para Higuaín marcar o gol. Porém, o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, invalidou o tento acertadamente, já que Tevez e Higuaín estavam impedidos no lance.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alemã. Assim, restavam 45 minutos para a Argentina melhorar seu futebol e tentar a virada. Entretanto, os planos dos sul-americanos foram ruíndo pouco a pouco. Com a postura diferente, os argentinos tiveram ao menos cinco chances de empatar o jogo até os 20 minutos, mas a falta de pontaria não assustou o goleiro alemão. Se aproveitando dos erros do rival, a Alemanha tratou de resolver o jogo. E o segundo gol saiu com imensa facilidade. Aos 22, Müller conseguiu tocar a bola mesmo caído para Podolski, que avançou sem marcação, esperou Klose se posicionar e só rolou para o artilheiro fazer o segundo dos germânicos.

Percebendo a fragilidade do adversário, os alemães sentiram que poderiam fazer mais gols. E fizeram mesmo. Aos 28 minutos, Schweinsteiger fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou três argentinos e, na saída do goleiro, só rolou para Friedrich mandar para o fundo do gol. O placar apontava 3 a 0 e cabia mais. Atônita, a Argentina sentiu o baque e passou a assistir o show da equipe de Joachim Löw. Aos 35, Podolski quase marcou o seu, em chute forte de fora da área bem defendido por Romero.

Mas aos 43 minutos, os argentinos não conseguiram escapar do quarto gol alemão. Em rápido contra-ataque, Podolski avançou com a bola, passou para Özil cruzar e encontrar Klose sozinho na área. O jogador, com a calma peculiar de um matador, tocou de primeira e fez o quarto. O gol fechou o caixão argentino neste Mundial, colocou o alemão na vice-artilharia do torneio, com quatro gols e, de quebra, atingiu à marca de 14 tentos na história das Copas do Mundo, se igualou ao seu compatriota Gerd Müller e ficou a apenas um gol de Ronaldo, o maior artilheiro de todas as competições.

A contundente vitória alemã provou que a renovação feita por Joachim Löw, de fato, foi positiva. Depois de um início avassalador na estreia da Copa, a Alemanha teve sua qualidade colocada à prova após perder para a Sérvia. Mas, de lá para cá, o que se viu foram grandes atuações dos germânicos. Thomas Müller e Özil são as grandes revelações do torneio, enquanto Podolski e Schweinsteiger são os maestros do time, além do já conhecido faro de gol do artilheiro Miroslav Klose. Assim, a equipe europeia aparece como a grande favorita para levar a taça neste ano e conquistar seu tetracampeonato.

Aos argentinos, só restam as lágrimas. O semblante de Maradona ao término da partida evidenciava o estrago que os alemães fizeram. O ex-jogador confiava demais na conquista de uma Copa do Mundo como treinador. Apostava em sua principal estrela, Lionel Messi, que nada fez no Mundial. A Argentina segue em sua sina de não conseguir um bom resultado sequer há 20 anos, desde a Copa da Itália, em 1990, quando foram derrotados pelos mesmos adversários de hoje na decisão.

Paraguai 0 X 1 Espanha

O jogo decisivo entre paraguaios e espanhóis no Ellis Park, em Joanesburgo, tinha um roteiro anunciado antecipadamente. Se tudo corresse dentro dos conformes, a Espanha venceria facilmente o Paraguai, que teve seu méritos ao chegar até as quartas de final, mas que, ao mesmo tempo, atingiu esta fase como a pior equipe entre as finalistas. Como o futebol é um esporte totalmente imprevísivel, os europeus estiveram perto de perder a vaga na semifinais e, depois de uma reviravolta, conseguiram vencer com muito suor o adversário por 1 a 0 e obtiveram a classificação.

O primeiro tempo da partida foi amarrado demais. Os paraguaios apresentaram novamente seu conhecido ferrolho e impuseram muitas dificuldades aos espanhóis. Dessa forma, nenhuma chance real de gol foi criada e os goleiros foram meros espectadores do jogo. Parecia que toda a emoção estava reservada para a segunda etapa.

Aos 11 minutos, Edgar Barreto cobrou escanteio da esquerda e, enquanto a bola viajava pela área, o zagueiro Piqué agarrou Cardozo. O árbitro não hesitou ao marcar o pênalti e o próprio Cardozo bateu e viu Iker Casillas defender. O atacante desperdiçou uma chance e tanto de ver sua equipe continuar fazendo história nos gramados da África do Sul.

Após a defesa da penalidade, Casillas lançou a bola para o campo de ataque e, de forma incrível, David Villa avançou e foi derrubado por Alcaraz dentro da área. O árbitro guatemalteco Carlos Batres exagerou e marcou outro pênalti. Xabi Alonso cobrou e fez o gol, mas o juiz mandou voltar por ter visto uma invasão na área. Assim, o espanhol cobrou de novo e Justo Villar defendeu. Em um minuto, o jogo chato se transformou e ganhou emoção para todos os gostos. Com os erros de Cardozo e Xabi Alonso, o placar persistiu e quem se saiu bem foram os goleiros.

Com tantas emoções, o jogo melhorou consideravelmente. O Paraguai resolveu sair de trás e a partida ficou aberta. Com a habitual troca de passes, os espanhóis foram com tudo em busca do gol. Aos 17, depois de rápido contra-ataque, Iniesta chutou colocado e Villar fez boa defesa. O gol saiu, enfim, somente aos 37 minutos. Depois de boa triangulação no meio campo, Fábregas tocou para Xavi, que passou para Iniesta. O jogador do Barcelona avançou, driblou dois paraguaios e rolou para Pedro chutar a bola na trave. No rebote, David Villa bateu de primeira e, caprichosamente, a bola tocou nas duas traves antes de entrar. Foi o quinto tento anotado por Villa na Copa do Mundo em cinco partidas disputadas. Assim, o atacante espanhol é o artilheiro isolado do torneio.

Depois de sofrer o gol, o time sul-americano não teve forças para reagir e, dessa forma, se despediu da Copa do Mundo de forma honrosa. Além de ter chegado às quartas de final pela primeira vez na história, os paraguaios venderam caro a derrota para a favorita Espanha, que segue firme no Mundial em busca do inédito feito. Com a vitória, a ‘Fúria‘ quebrou uma marca que já durava 60 anos. A primeira e única vez que os espanhóis chegaram a uma semifinal de Copa do Mundo, aconteceu no longínquo ano de 1950, quando a competição foi disputada no Brasil.

Assim, o que tinha tudo para ser uma Copa América com grife, cada vez mais se transforma numa Eurocopa. O clássico europeu entre Alemanha e Espanha vale uma vaga na decisão do Mundial e acontecerá na próxima quarta-feira (7/7), no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30. Os alemães tentam chegar à oitava final de Copa do Mundo, enquanto os espanhóis buscam a primeira.

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Holanda 2 X 1 Brasil

Abrindo a fase de quartas de final da Copa do Mundo, Brasil e Holanda se enfrentaram em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay. O time brasileiro teve o retorno de Felipe Melo no meio de campo e Daniel Alves permaneceu no lugar de Elano. A Holanda veio com quase o mesmo time dos últimos jogos, excessão feita a entrada do zagueiro Ooijer na vaga de Mathijsen, que sentiu dores no aquecimento. O trio de ataque foi o mesmo, com Van Persie como centroavante, Kuyt e Robben pelos lados.

O jogo começou truncado e com muita marcação no meio de campo. A Holanda tinha maior posse de bola, mas não chegava ao gol de Júlio César. Robben, como se esperava, era a principal opção dos europeus, mas era bem anulado por Michel Bastos e Gilberto Silva. Aos oito minutos, Daniel Alves recebeu pela esquerda a cruzou para Robinho, que empurrou para as redes. Mas o assistente marcou impedimento, pois Daniel estava à frente quando recebeu o lançamento de Kaká. O gol anulado não abateu o time de Dunga, que manteve a pressão. E logo na sequencia, aos dez minutos, Felipe Melo fez um passe primoroso para Robinho, que bateu de primeira e abriu o placar para o Brasil.

O time brasileiro percebeu o bom momento e se animou. Com a defesa bem postada, partiu para cima da Holanda em busca de uma vantagem maior. Juan teve ótima chance, mas chutou por cima. Aos 31, Kaká, em linda jogada com Robinho e Luís Fabiano, bateu da entrada da área, com efeito, para ótima defesa de Stekelenburg. A Holanda só chegou ao gol de Julio Cesar com Kuyt, que arriscou chute pela esquerda. Mas a equipe do treinador Bert Van Marwijk não levava perigo. Robben era acionado para fazer sua jogada típica, driblar pelo meio e chutar. Mas Michel Bastos e Gilberto Silva conseguiram barrá-lo em todas as oportunidades nos primeiros 45 minutos.

O segundo tempo começou com algo impensável para a torcida verde e amarela: instabilidade na defesa. Felipe Melo quase entregou a bola para Robben aos quatro minutos, levando bronca do capitão Lúcio. E, aos dez minutos, Michel Bastos fez falta no jogador do Bayern de Munique pela direita. Na cobrança, Sneijder lançou na área e Felipe Melo e Júlio César se atrapalharam. O desvio do volante brasileiro mandou a bola para o fundo do gol e deu o empate para os holandeses.

O gol abateu claramente o Brasil. Percebendo a chance, a Holanda partiu para definir o jogo. Atacando sempre pelos lados, a “Laranja Mecânica” chegava com perigo, levando sufoco para o adversário. Até que aos 23 minutos, Juan cedeu escanteio. Na cobrança, Kuyt desviou na primeira trave e Sneijder concluiu para marcar o segundo gol holandês. Aos 28, Felipe Melo, que fez um bom primeiro tempo, voltou ao normal. Perdeu o controle e, desnecessariamente, pisou em Robben, após fazer falta. Foi justamente expulso e praticamente acabou com as chances do Brasil reagir na partida.

O desespero bateu e Dunga resolveu mexer, mas não ousou. Trocou o apagado Luís Fabiano por Nilmar, para dar mais movimentação no ataque, quando o certo seria tirar algum homem do meio e usar três atacantes para buscar o empate. Mas o nervosismo era tanto que a única jogada era levantar a bola na área. A Holanda ficou com o jogo que mais gosta, com espaço para os contra golpes. E só não fez o terceiro gol por capricho.

A falta de opções para mudar uma partida difícil ficou evidente para os brasileiros. Após um ótimo primeiro tempo, o time de Dunga se perdeu em campo e não soube reagir. Agora, a Holanda enfrenta o Uruguai na próxima terça-feira (6/7), pelas semifinais, na Cidade do Cabo, às 15h30. A equipe de Robben, Van Persie e Sneijder permanece na busca pelo título inédito. Já o Brasil terá quatro anos para se preparar para o próximo Mundial, em que já está garantido por ser o país sede.

Uruguai 1 (4) X (2) 1 Gana

O jogo entre sul-americanos e africanos valia muito mais do que uma simples classificação às semifinais do Mundial. Para o Uruguai, uma vitória significaria a redenção de uma das seleções mais tradicionais do mundo, que estava adormecida desde 1970. Já para os ganeses, a honra de toda a África estava em jogo. Num jogo bastante corrido e com boas oportunidades para os dois lados, as equipes empataram por 1 a 1 no tempo normal, foram para a prorrogação e, de forma emocionante, o Uruguai conseguiu a classificação nos pênaltis.

Empolgado com os resultados positivos até aqui, os uruguaios começaram a partida com tudo. E não demorou muito para que a rápida movimentação do trio ofensivo formado por Luis Suárez, Diego Forlán e Edinson Cavani começasse a dar trabalho para a equipe africana. Aos nove minutos, Luis Suárez fez boa jogada pela esquerda, driblou dois adversários e chutou para gol, mas o goleiro Kingson defendeu com segurança. Aos 17, a chance foi mais perigosa ainda. Forlán cobrou escanteio da esquerda, a bola desviou no meio do caminho e o goleiro de Gana precisou fazer uma defesa usando muito reflexo.

Aos 25, outra boa oportunidade foi desperdiçada pelo Uruguai. Fucile cobrou lateral, Luis Suárez se aproveitou do vacilo da zaga e, de primeira, mandou uma bomba para o gol, obrigando Kingson a fazer outra boa defesa. A superioridade uruguaia era tamanha, que os ganeses só conseguiram criar o primeiro lance perigoso aos 29 minutos. Muntari cobrou escanteio, os defensores do Uruguai ficaram olhando e Vorsah mandou de cabeça, mas a bola passou rente à trave. A partir daí, os jogadores de Gana passaram a gostar do jogo. Aos 31, Prince Boateng fez linda jogada pela direita, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Gyan, que chutou com perigo e a bola passou perto da trave.

A pressão de Gana encurralava os uruguaios no campo defensivo. Para piorar a situação, o zagueiro e capitão, Diego Lugano, sentiu uma contusão no joelho e precisou ser substituído aos 38 minutos. O treinador Óscar Tabarez colocou o inseguro Scotti em seu lugar e tudo parecia conspirar contra os sul-americanos. Aos 44, Inkoom avançou pela direita e cruzou para a área. Prince Boateng, de bicicleta, quase marcou um golaço, mas a bola subiu muito. A insistência da equipe africana valeu a pena. Nos acréscimos, Muntari, que substituia o suspenso Ayew, recebeu a bola na intermediária, ajeitou o corpo e mandou uma bomba para abrir o placar. Um bonito gol e as esperanças dos ‘Black Stars‘ estavam renovadas. Por outro lado, os uruguaios sentiram o baque e saíram para o intervalo cabisbaixos.

Os ganeses voltaram para o segundo tempo com a mesma escalação, enquanto o técnico uruguaio sacou o inoperante Álvaro Fernández e colocou o jovem Nicolás Lodeiro em campo. Mas o que mudou mesmo foi a postura do Uruguai. Aguerrido, não demorou muito para o empate acontecer. Aos nove minutos, Forlán cobrou uma falta do bico da área com muito efeito e empatou a peleja. Foi o terceiro gol do craque uruguaio neste Mundial. Com o jogo empatado, a partida ficou totalmente aberta e chances foram criadas para os dois lados. Gyan perdeu aos 12, enquanto Luis Suárez desperdiçou duas oportunidades, aos 20 e aos 24, respectivamente.

Como a igualdade persistiu, a decisão da vaga foi para a prorrogação. Cansados, os jogadores das duas equipes pouco produziram e tudo levava a crer que o semifinalista saíria nos pênaltis. Até que, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, Pantsil cruzou a bola na área, Prince Boateng desviou de cabeça e, depois de um bate-rebate incrível, o atacante uruguaio Luis Suárez tirou a bola com a mão em cima da linha. O árbitro português Olegario Benquerenca, bem posicionado, viu o lance, expulsou o jogador e deu pênalti para Gana. Festa na torcida, festa na África e o desespero estampado no rosto dos uruguaios. Entretanto, o que parecia pouco provável, aconteceu. Gyan, que já havia marcado dois gols de pênalti nesta Copa do Mundo, correu para a cobrança e… chutou no travessão. A situação se inverteu completamente. Ganenses se desesperaram, enquanto a equipe do Uruguai ganhou sobrevida e foi empolgada para as penalidades máximas.

Mesmo antes de se conhecer o vencedor, a partida dos ‘azarões’ do torneio já se tornava a mais emocionante até aqui. A disputa foi iniciada com boa cobrança de Forlán, que inaugurou o placar. Gyan, que acabara de perder, cobrou com perfeição no ângulo e empatou. Victorino fez 2 a 1 para o Uruguai e Appiah empatou a série. Scotti marcou o terceiro, viu Mensah cobrar de forma bisonha e o goleiro Muslera defender. Maxi Pereira à lá Roberto Baggio, também desperdiçou sua cobrança. Mas, novamente, Gana perdeu sua cobrança através dos pés de Adiyiah. Na última cobrança, bastava fazer o gol para que o Uruguai conquistasse a classificação. E, ‘El Loco‘ Abreu, não decepcionou. Ao seu estilo, o jogador do Botafogo deu uma cavadinha e colocou a ‘Celeste Olímpica‘ nas semifinais da Copa do Mundo, depois de 40 anos.

Colaborou: Erik Rodrigues

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QUARTAS DE FINAL

Jogo: Holanda X Brasil
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 11h
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth

Campanha da Holanda: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Campanha do Brasil: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 8 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Holanda: 1 vitória / Brasil: 2 vitórias)
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 2 / Empates: 4 / Brasil: 3)

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Jogo: Uruguai X Gana
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Uruguai: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 6 / Gols contra: 1)
Campanha de Gana: 4 jogos (Vitórias: 2 / Empates: 1 / Derrotas: 1 / Gols pró: 4 / Gols contra: 3)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: Nunca se enfrentaram

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Jogo: Argentina X Alemanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Campanha da Argentina: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 10 / Gols contra: 2)
Campanha da Alemanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 9 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 5 jogos (Argentina: 1 vitória / Empates: 1 / Alemanha: 3 vitórias)
Histórico do confronto: 18 jogos (Argentina: 8 / Empates: 5 / Alemanha: 5)

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Jogo: Paraguai X Espanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Paraguai: 4 jogos (Vitórias: 1 / Empates: 3 / Gols pró: 3 / Gols contra: 1)
Campanha da Espanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 5 / Gols contra: 2 )
Histórico em Copas do Mundo: 2 jogos (Espanha: 1 vitória / Empates: 1)
Histórico do confronto: 3 jogos (Espanha: 1 / Empates: 2)

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Conheça as estatísticas das oito seleções postulantes ao título do Mundial:

Melhor ataque: Argentina (10 gols)
Melhor defesa: Uruguai e Paraguai (1 gol sofrido)
Artilheiros: Higuaín (Argentina) e David Villa (Espanha) – 4 gols cada
Maior número de faltas cometidas: Paraguai – 72 (média: 18 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 74 (média: 18,5 por jogo)
Mais indisciplinada: Alemanha – 7 A e 1 V (média: 2 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 1 amarelo (média: 0,25 cartões por jogo)
Maior número de finalizações:
Argentina – 75 (média: 18,7 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Argentina – 36 (média: 9 por jogo)
Menor número de finalizações: Paraguai – 54 (média: 13,5 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Gana – 20 (média: 5 por jogo)
Maior número de desarmes: Uruguai – 58 (média: 14,5 por jogo)
Menor número de desarmes: Argentina – 18 (média: 4,5 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 2.265 (média: 566,2 por jogo)
Menor número de passes: Uruguai – 1.055 (média: 263,7 por jogo)
Maior distância percorrida: Gana – 445,84 (média: 111,4 km por jogo)
Menor distância percorrida: Argentina – 393,44 (média: 98,3 km por jogo)

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Paraguai 0 (5) X (3) 0 Japão

Antes mesmo de a bola rolar já era possível imaginar que este seria o confronto mais fraco das oitavas de final. E, de fato, foi isso que aconteceu. A partida disputada em Pretória apresentou um Japão completamente retrancado, contra um Paraguai mais qualificado, mas com pouca força ofensiva. Assim, o resultado final não poderia ser outro: 0 a 0. Com o empate no tempo normal, asiáticos e sul-americanos jogaram a prorrogação por 30 minutos e também não conseguiram abrir o placar. A decisão foi para os pênaltis e o Paraguai levou a melhor, venceu por 5 a 3 e carimbou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, algo inédito para o país.

O técnico Takeshi Okada até tinha bons talentos nas mãos, mas novamente preferiu armar o time com forte esquema defensivo, num medroso 4-5-1. Com o ferrolho oriental, Endo, Hasebe e Honda pouco puderam produzir. Com o meio de campo completamente povoado, a primeira chance real de gol aconteceu somente aos 19 minutos. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola dentro da área, com um belo giro se livrou dos marcadores e, de bico, chutou para o gol, mas o goleiro Kawashima defendeu e afastou o perigo.

A resposta japonesa veio dois minutos depois e, com certeza, foi a melhor chance do jogo. Honda começou a jogada pela direita, a bola bateu num jogador paraguaio e sobrou para Matsui que, de primeira, mandou um belo chute e a bola explodiu no travessão de Villar. Essa jogada resumiu todo o primeiro tempo do Japão, evidenciando a inoperância ofensiva e, no máximo, alguma qualidade na defesa.

A última boa oportunidade da fraca primeira etapa aconteceu aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio na esquerda, a bola ficou viva na grande área japonesa e, na frente do gol, o atacante Roque Santa Cruz conseguiu chutar para fora. O Paraguai só foi superior nos primeiros 45 minutos mais pela fraca atuação do adversário do que por sua postura em campo.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, dando a entender que os dois treinadores estavam gostando do que viam. Aos 13, Morel Rodriguez cruzou a bola da esquerda, Riveros subiu mais que a zaga e, de cabeça, obrigou o goleiro japonês a fazer boa intervenção. A resposta do Japão veio três minutos depois em jogada parecida. Endo cobrou escanteio e o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka cabeceou a bola e levou perigo à meta paraguaia. Daí para frente, Paraguai e Japão pouco produziram e pareciam esperar pela prorrogação.

Com o início do tempo extra, a equipe sul-americana melhorou um pouco e começou a ser mais ousada. Essa postura fez o jogo melhorar, já que os japoneses saíram um pouco de trás e o confronto ficou mais corrido. Aos seis, Morel Rodriguez ganhou a bola na esquerda, correu para o meio e tocou para Nelson Valdez que, desequilibrado, chutou em cima de Kawashima. Dois minutos depois, Honda bateu falta de longe, a bola cruzou por toda a área e obrigou o goleiro Villar a fazer boa defesa. Aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, Hasebe começou a jogada pela esquerda, Okazaki deu um belo passe entre as pernas do adversário e devolveu para Hasebe, que errou a conclusão e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, os paraguaios começaram a série e Edgar Barreto converteu a primeira. Endo bateu bem e empatou a disputa. Lucas Barrios cobrou no canto e fez 2 a 1. Hasebe cobrou com perfeição e igualou novamente. Riveros bateu no meio e deu a vantagem para o Paraguai. Na sequência, o zagueiro Komano chutou forte e a bola bateu na trave, para desespero dos japoneses. Nelson Valdez converteu sua cobrança e aumentou o placar para 4 a 2. Honda diminuiu e Cardozo fez o último, dando a vaga para os sul-americanos.

O jogo foi fraco tecnicamente, muito pela covardia das duas equipes, que não quiseram se expuser e congestionaram o meio de campo. Porém, o resultado foi histórico para o Paraguai, que jamais conseguiu passar das oitavas de final em Copas do Mundo. A vitória nos pênaltis colocou os paraguaios nas quartas de final pela primeira vez e causou furor no país. Até o presidente Fernando Lugo se pronunciou e, emocionado, enalteceu os jogadores: “Essa alegria foi sentida por todos os paraguaios, não só em Assunção, mas no campo e na cidade. Do futebol, aprendemos que no Paraguai, sim, se pode”, orgulhou-se.

Espanha 1 X 0 Portugal

O ‘clássico ibérico’ prometia muitas emoções e, obviamente, muita rivalidade em campo. Entretanto, o que se viu no gramado do estádio Green Point foi uma Espanha bem organizada contra uma Seleção Portuguesa apagada e altamente dependente de sua maior estrela, além de apresentar um setor ofensivo muito fraco. Assim, os espanhóis foram completamente superiores, criaram muitas chances e venceram os portugueses apenas por 1 a 0, resultado esse que carimbou a vaga da ‘Fúria‘ às quartas de final.

A primeira boa oportunidade aconteceu antes do primeiro minuto da partida. O atacante Fernando Torres recebeu a bola na esquerda, iludiu dois adversários e, da entrada da área, chutou forte para o gol. O goleiro Eduardo fez ótima defesa e evitou que o placar fosse aberto. Vale ressaltar que esse foi o único bom lance de Torres no Mundial. O jogador chegou à África do Sul com muitas expectativas em torno de seu futebol, mas até o momento, pouco fez. Aos três minutos, David Villa arriscou de longe e obrigou o goleiro português a fazer outra boa defesa.

Os gajos portugueses não conseguiam sair de trás e eram facilmente envolvidos pelos adversários. Aos seis, Villa avançou pela esquerda, driblou o marcador e chutou forte para outra defesa de Eduardo. O primeiro lance perigoso de Portugal aconteceu somente aos 19 minutos. O lateral esquerdo Fábio Coentrão tocou de letra para Hugo Almeida, que rolou para Tiago. O meia bateu forte e Casillas teve trabalho para conseguir defender o chute, tanto que precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 27, o apagado Cristiano Ronaldo cobrou falta com efeito e o goleiro espanhol precisou se esforçar para rebater a bola e tirar o perigo da área.

O primeiro tempo terminou e ficou nítida a superioridade da ‘Fúria‘. Os espanhóis pecaram no arremate final, mas criaram boas oportunidades e não deixaram os portugueses saírem de trás. As equipes voltaram para os segundo tempo sem alterações e a postura de ambas continuou a mesma. Os lusitanos quase abriram o placar aos seis minutos, em jogada de Hugo Almeida, a bola tocou na perna de Puyol e por pouco não entrou.

Aos 12 minutos, o treinador Vicente Del Bosque, enfim, percebeu a inoperância de Fernando Torres e colocou Fernando Llorente em seu lugar. Descansado, o atacante quase abriu o placar dois minutos depois que entrou. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou firme, mas em cima de Eduardo. Mais um minuto e outra chance desperdiçada. David Villa fez sua tradicional jogada, saiu da esquerda, driblou em diagonal para o meio e chutou forte, mas a bola saiu rente a trave.

Depois de pressionar bastante, a Espanha conseguiu fazer o gol. Aos 17, Iniesta tocou para Xavi que, de calcanhar, deixou David Villa na cara do gol. O atacante do Barcelona chutou, Eduardo defendeu e no rebote o espanhol fez o gol, seu quarto tento no Mundial, algo que lhe colocou na artilharia ao lado de Higuaín, da Argentina e Vittek, da Eslováquia. A ‘Fúria‘ quase ampliou aos 24, em boa jogada de Sergio Ramos e outra maravilhosa defesa de Eduardo, que voltou a repetir a dose aos 31, em outra investida de Villa.

O jogo terminou e a vitória levou a Espanha para a próxima fase. Mesmo não apresentando um futebol convincente, os espanhóis demonstraram um jogo coletivo interessante, com jogadas por todos os lados do campo e mereceram o resultado, já que concluíram 18 vezes ao gol, contra apenas oito de Portugal. A Seleção Portuguesa decepcionou nesta Copa do Mundo. Os comandados de Carlos Queiroz só conseguiram fazer gols na Coreia do Norte, demonstrando o fraco poder ofensivo. Além disso, o time depende muito de Cristiano Ronaldo que, se bem marcado, não faz nada nas partidas.

Com os resultados de hoje, Espanha e Paraguai decidirão quem vai para as semifinais do Mundial no próximo sábado (dia 3/7), no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor deste duelo jogará contra Argentina ou Alemanha na próxima fase do torneio.

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Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

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Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 1 Coreia do Sul

Uruguai e Coreia do Sul abriram as oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio Nelson Mandela Bay, na cidade de Porto Elizabeth. De um lado, um surpreendente Uruguai, que terminou a primeira fase como líder de seu grupo. Do outro, o bom e rápido time sul-coreano, que vem evoluindo bastante tecnicamente. Os asiáticos vieram para a partida com uma formação mais defensiva, com cinco jogadores no meio de campo e apenas um atacante. Já o Uruguai manteve o esquema com Forlán como armador e dois atacantes, Cavani e Suarez.

No início, as duas esquipes mostraram que iriam partir pra cima. E a Coreia do Sul assustou primeiro. Em cobrança de falta, Park Chu-young acertou a trave direita do goleiro Muslera. Mas a resposta não demorou. Aos sete minutos, Forlán recebeu na esquerda, cortou o zagueiro e cruzou para a área. A bola passou por toda a defesa, pelo goleiro Sung-ryong e sobrou para Suarez que, mesmo sem ângulo, bateu de primeira e abriu o placar.

O gol deixou os sul-coreanos perdidos e o time do técnico Oscar Tabárez tocava a bola com tranquilidade. Ao adiantar a marcação, os sul-americanos obrigavam a Coreia do Sul a dar chutões da defesa direto para o ataque. Com isso, recuperavam a bola e criavam mais chances. Em uma destas oportunidades, Forlán avançou e passou para Suarez que bateu para o gol. A bola desviou no braço do meia Ki Sung-yueng, mas o juiz alemão Wolfgang Stark não marcou o pênalti. A Coreia do Sul arriscava pouco, pois estava mais preocupada em não levar o segundo gol. Em um chute de longe, Park Chu-young assustou o goleiro Muslera e essa foi a última chance da etapa inicial.

No segundo tempo, o zagueiro Godín saiu, com problemas estomacais. Victorino entrou em seu lugar. Além disso, os sul-coreanos voltaram com mais disposição para buscar o empate. O efeito deste ânimo foi logo percebido aos seis minutos. Park Chu-young recebeu sozinho na grande área, mas desperdiçou a chance. O Uruguai recuou e passou a apostar no contra-ataque. Mas os asiáticos continuaram buscando a igualdade. Park Ji-Sung teve ótima oportunidade aos treze minutos, mas Muslera fez bela defesa. Com dificuldades para trocar passes no meio campo, os uruguaios ficaram acuados.

O técnico Huh Jung-Moo colocou mais um atacante e partiu para cima do adversário. E de tanto insistir, o time asiático foi compensado. Aos 23, Muslera saiu mal do gol e Lee Chung-yong marcou. Foi o primeiro gol sofrido pelo Uruguai no Mundial. Na sequência, a Coreia do Sul quase virou. O mesmo Lee Chung-yong recebeu livre pela direita, mas chutou fraco em cima do goleiro.

O domínio sul-coreano acabou aos 27 minutos, quando Suarez, sempre ele, bateu cruzado para a defesa de Sung-ryong. Era o indício de que os uruguaios voltavam para o jogo. O começo da chuva dava o toque de dramaticidade à partida. E o gol não demorou a surgir. Suarez recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu de chapa, de pé direito, com curva, no canto esquerdo do goleiro asiático. Festa e êxtase no banco de reservas e certamente por todo o Uruguai. O gol de Suárez abateu o time da Coreia do Sul. Mesmo assim, eles foram para cima, na tentativa de igualar o marcador. Aos 42, Park Chu-young teve ótima chance, mas bateu fraco. A bola ainda passou por baixo de Muslera, mas foi fraca para o gol e Lugano afastou.

Fim de jogo e festa uruguaia em Porto Elizabeth. O Uruguai, após 40 anos, está entre os oito melhores times da Copa. E tem boas chances de chegar às semifinais, algo que não consegue desde a Copa de 1970. Os asiáticos ficaram desolados pela eliminação, mas estão de parabéns, pois apresentaram um bom futebol e mantiveram a evolução de seu jogo.

Com a vitória, o Uruguai renasce para o futebol mundial. E é muito bacana ver um time, com a tradição da ‘Celeste Olímpica‘, se recuperar. Independente de vencer a Copa ou não, os uruguaios já conseguiram um feito maior: mostrar que ainda podem ser uma equipe muito competitiva, como foi por vários anos no passado. E dar ainda mais orgulho ao seu povo. Gana e Uruguai se enfrentam na próxima sexta-feira (2/7), em Joanesburgo, às 15h30.

Estados Unidos 1 X 2 Gana

Estados Unidos e Gana fizeram a segunda partida do dia pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os norte-americanos surpreenderam e ficaram em primeiro no grupo C, à frente da poderosa Inglaterra, com um bom futebol baseado na rápida troca de passes. Já os ganeses conquistaram a vaga ao ficar em segundo lugar no grupo D, atrás da Alemanha.

O primeiro tempo foi dominado pelos africanos, que logo aos cinco minutos fizeram o gol. Prince Boateng aproveitou o erro de Richard Clark no meio campo, avançou pela esquerda e bateu rasteiro, sem chances para Tim Howard. A vantagem deixou os sobrinhos do Tio Sam assustados e Gana partiu pra cima. Boateng, de fora da área, e Gyan, de falta, obrigaram o goleiro norte-americano a fazer defesas difíceis.

Percebendo que seu time estava dominado, o técnico dos Estados Unidos, Bob Bradley, tirou Clark e colocou Maurice Edu, aos 30 minutos. A mudança surtiu efeito, a equipe passou a trocar mais passes com calma e conseguiu chegar ao ataque. Aos 34, Findley teve ótima oportunidade, mas bateu em cima do goleiro. Na volta para o segundo tempo, Findley saiu e deu lugar para o brasileiro naturalizado norte-americano Feilhaber. E já em seu primeiro lance ele saiu na cara de Kingson, que fez milagrosa defesa. O time africano recuou para evitar o empate e apostou nos contra-ataques puxados por Gyan.

Mas os Estados Unidos estavam melhores em campo. E o resultado disso foi a jogada de Dempsey na direita. Ele recebeu na frente, tocou no meio das pernas de John Mensah e, quando invadiu a área, foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti convertido por Donovan. Empolgados com o gol, os norte-americanos continuaram atacando. Aos 23, Altidore recebeu lançamento e saiu na cara de Kingson, que deu carrinho na bola e afastou o perigo. Aos 32, Bradley invadiu a área, mas chutou fraco. Mas ao invés de tocarem a bola, o time de Bob Bradley tentava o gol com chutões para a área. A tática não surtia efeito, graças à altura e força dos ganeses.

Fim do tempo normal e a partida foi para a prorrogação. Nos ‘Yankees‘, Altidore saiu para a entrada de Gomez. Mas logo no início, aos três minutos, um chutão da defesa achou o craque do time ganês, Gyan. Ele trombou com o zagueiro Bocanegra, saiu da falta, ganhou de Jay DeMerit na corrida e soltou a bomba. Gol de Gana, gol de toda a África! A partir daí, só deu Estados Unidos. Na base da pressão, os norte-americanos lançavam a bola para a área de qualquer lugar do campo. No melhor estilo argentino, Gana fazia a famosa “cera” e tentava ganhar tempo. Porém, os cruzamentos eram todos afastados pela defesa africana. Até o goleiro Howard foi para o ataque no final do jogo, mas sem sucesso.

Fim de jogo, festa de Gana em Rustemburgo. Pela terceira vez na historia, uma equipe africana chega às quartas de final. Nas arquibancadas, os torcedores ganeses comemoravam muito a conquista da vaga. Não era apenas a classificação de um time, era a classificação de um continente, pois os sul-africanos adotaram a equipe, após a eliminação dos ‘Bafana-Bafana‘. Aos Estados Unidos, mais uma vez fica a boa campanha. Após o vice-campeonato na Copa das Confederações do ano passado, os norte-americanos mostraram clara evolução. Mas ainda precisam melhorar.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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O sonho de conquistar a Copa Libertadores da América de 2010 acabou para o Corinthians. Depois de se planejar desde 2009 para alcançar o sonho no ano do centenário, o Timão venceu o Flamengo por 2 a 1, no Pacaembu, mas não foi suficiente para avançar na competição.

A partida teve dois tempos distintos. Na primeira etapa, o Corinthians mandou no jogo, se impôs e buscou o resultado. Mesmo não mostrando um futebol brilhante, os alvinegros foram eficientes e prenderam o Flamengo no campo de defesa. Isso era evidente, tanto que o Mengão chegou ao campo adversário apenas duas vezes na primeira etapa, ambas sem perigo.

O Timão precisava do resultado e com o apoio da torcida foi para cima. As primeiras tentativas corintianas pararam nas defesas do goleiro Bruno. Porém, aos 27 minutos, depois de muito pressionar, o gol saiu. Danilo cruzou a bola para a área, o zagueiro David tentou cortar e mandou a bola para a rede. O Pacaembu explodiu em festa. O resultado momentâneo levava a decisão para os pênaltis. Mas o Corinthians queria mais.

Roberto Carlos quase marcou o segundo em cobrança de falta, mas Bruno fez outra boa defesa. Se Jorge Henrique pouco produzia por um lado do campo, do outro Dentinho partia para cima com dribles insinuantes e, em uma dessas investidas, o jovem atacante cruzou para a área e a bola foi na cabeça de Ronaldo, que marcou o segundo tento alvinegro.  Era uma vitória merecida. Dois gols no primeiro tempo contra um Flamengo tímido e recuado. Faltavam apenas 45 minutos para o Corinthians conquistar o objetivo e seguir forte rumo ao título.

Mas o técnico Rogério Lourenço, sabedor da qualidade do time da Gávea, tratou de cobrá-los no intervalo e até promoveu uma alteração. Tirou Vinicius Pacheco e colocou Kleberson em campo. Os 15 minutos de descanso foram positivos para o Flamengo, pois o time voltou totalmente diferente para a segunda etapa. Saiu de trás e começou a se arriscar mais. Logo aos quatro minutos, Kleberson deu um precioso passe para Vagner Love marcar o gol rubro-negro. O gol fora de casa dava a classificação para os cariocas.

Alheio a vantagem obtida logo no começo, o Flamengo pôs a bola no chão e dominou o adversário. Com uma postura completamente diferente da primeira etapa, o Mengão melhorou seu setor defensivo e usava seus rápidos laterais para puxar os contragolpes. Vagner Love era o melhor jogador da partida. Além de voltar para ajudar na marcação, o atacante conduzia a bola e cadenciava o jogo. O Corinthians sentiu o baque do gol.

Enquanto o Timão tentava se organizar novamente, o Flamengo chegava com perigo constantemente. Teve, ao menos, umas quatro chances para empatar o jogo e selar de vez a classificação. Kleberson perdeu gol incrível. Adriano fez o mesmo. O tempo foi passando e o Corinthians não conseguia levar perigo. Mano Menezes promoveu três alterações na segunda etapa. Sacou o apagado Jorge Henrique e deu lugar para Iarley que também pouco pegou na bola. Tirou o bom volante Elias, estranhamente, diga-se de passagem, e colocou Jucilei. A outra substituição foi a saída de Alessandro e a entrada do novato Paulinho. Tudo em vão. O Corinthians parecia não ter forças para retomar o controle do jogo.

Nos minutos finais a equipe alvinegra ensaiou uma pressão e partiu para o tudo ou nada. A única chance real aconteceu somente aos 47 minutos, quando Chicão cobrou com maestria uma falta e o goleiro Bruno fez uma defesa espetacular, evitando o gol e consolidando de vez a classificação flamenguista.

O jogo foi muito bom, teve bastante movimentação e luta das duas partes. O Corinthians venceu, mas quem se classificou foi o Flamengo. O primeiro colocado geral na primeira fase da Libertadores foi eliminado pelo último, coisas que acontecem no futebol. A torcida corintiana reconheceu o empenho do time e aplaudiu ao final do jogo. É óbvio que a eliminação precoce foi um grande baque, tendo em vista todo o projeto realizado pela diretoria, as contratações de peso e a grande esperança do torcedor. Mas o futebol é assim mesmo. O Flamengo foi melhor hoje e conseguiu a classificação. Não é o fim do mundo ser eliminado da competição sul-americana.

O Rubro Negro aguarda o confronto entre Universidad do Chile e Alianza Lima para conhecer o adversário das quartas-de-final. No jogo de ida, os chilenos venceram o duelo fora de casa por 1 a 0.

CRUZEIRO E ESTUDIANTES AVANÇAM
As duas equipes que disputaram o título da Libertadores no ano passado continuam firmes no torneio em 2010. O Cruzeiro foi até Montevidéu, não tomou conhecimento do Nacional e venceu por 3 a 0 com gols Thiago Ribeiro, Diego Renan e Gilberto. Com a vitória, os mineiros vão enfrentar o São Paulo nas quartas-de-final, repetindo o confronto do ano passado.

O Estudiantes, atual campeão, venceu o fraco San Luís por 3 a 1 e também carimbou vaga nas quartas-de-final. Os argentinos encaram na próxima fase o vencedor do confronto entre Internacional e Banfield. Os gols do jogo foram anotados por González e Benitez (2) para o Estudiantes, enquanto De La Torre descontou para os mexicanos.

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