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Posts Tagged ‘Diego Souza’

O Palmeiras continua vivendo dias de crise e os momentos turbulentos parecem não ter fim. Já perdi as contas de quantas vezes escrevi esse tipo de texto aqui no MFC nos últimos meses. Mas é impossível não relatar o novo capítulo ocorrido no começo desta semana pelos lados do Palestra Itália. A nova crise ocorreu depois do último jogo da equipe pelo Campeonato Brasileiro, em partida jogada no Rio de Janeiro contra o Vasco. Conforme veiculado, mesmo após apresentar um futebol melancólico, alguns jogadores do Palmeiras foram curtir noitadas na Cidade Maravilhosa e retornaram para a concentração muito depois da hora combinada e ainda acompanhado por mulheres. Os envolvidos até onde se sabe eram os atacantes Robert e Ewerthon, além do meia Marquinhos.

Com o atraso dos três, o treinador Antonio Carlos Zago cobrou uma postura decente dos atletas e chegou as vias de fato com Robert. Resultado? Ambos foram mandados embora do Verdão. Esse é apenas mais um exemplo da bagunça que se tornou a equipe paulista.

Quando o economista Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu a presidência alviverde, tudo levava a crer que dias melhores viriam. Além de ser uma pessoa esclarecida e inteligente, Belluzzo tinha o perfil que o torcedores palmeirenses queriam ver no comando do clube. Depois de anos de marasmo, queda para a segunda divisão e nenhum título conquistado, era a hora da mudança e da reformulação. Muita gente pensou dessa forma também quando ele foi eleito para comandar o clube no dia 26 de janeiro de 2009.

Um ano e meio depois, as coisas aconteceram totalmente diferente do imaginado. Neste período, o Palmeiras já teve quatro treinadores (Vanderlei Luxemburgo, Jorginho, Muricy Ramalho e Antonio Carlos Zago) e nada deu certo. Vagner Love e Diego Souza, os dois principais jogadores do elenco, pegaram as coisas e abandonaram o time.

Os resultados dentro de campo demonstram o tamanho da bagunça. Em 2009, eliminação no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América, vexame no Campeonato Brasileiro, torneio esse que o Palmeiras liderou por muito tempo e por crises internas conseguiu perder um título ganho. Nesse ano a sina continua a mesma. Campanha pífia no Paulistão e eliminação da Copa do Brasil para o Atlético-GO. O Campeonato Brasileiro já começou e nada foi feito para salvar o Verdão.

Com tantos exemplos de bagunças, crises, brigas e resultados ruins, é fácil chegar a conclusão de que a culpa disso tudo não é da comissão técnica desse ou daquele treinador. O problema está na direção do Palmeiras. Belluzzo parece não ter pulso firme para comandar um clube do tamanho e das tradições alviverdes. Enquanto jogador briga com técnico, outros abandonam o elenco e o presidente da principal patrocinadora diz que tem dó do atual elenco, o presidente palestrino vê tudo de braços cruzados. É preciso tomar atitudes, urgentemente.

Dia após dia o Palmeiras se torna um time menor. O pensamento de Belluzzo é contratar o vencedor Luis Felipe Scolari. Pode ser uma boa chance para mudar as coisas e partir para um rumo melhor. Entretanto, Felipão é um técnico de prestígio e que deve ter propostas de todos os cantos do mundo. Será que ele, vendo o jeito que as coisas estão no Palmeiras, aceitará assumir essa bronca? É pouco provável.

Mas o Palmeiras não pode depender de Felipão, de Belluzzo, de Diego Souza ou de Traffic. O clube tem uma história brilhante no futebol e por si só é um gigante. Os torcedores não merecem uma situação preocupante como esta vivida atualmente. E nesse grande circo alviverde, existe apenas um ‘palhaço’ que sofre: o goleiro Marcos.

Pobre Marcos…

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Corinthians e Palmeiras não conseguiram se classificar para a fase decisiva do Campeonato Paulista de 2010. E isso deve soar como um alerta para ambos. Como todos sabem, quem não consegue chegar às semifinais do torneio, desdenha da competição. Mas quem vence, comemora e tira proveito da situação.

O alviverde fez uma campanha pífia. Em 19 rodadas, o Palmeiras conseguiu somar apenas seis vitórias. Tropeçou dentro e fora de casa contra adversários sem expressão. Trocou de treinador no meio da competição e de nada adiantou. A torcida cobrou, insultou, fez protestos. Tudo em vão. O problema palmeirense vem de cima, da cúpula. A crise se instaurou e o Verdão conseguiu a proeza de fazer a pior campanha no Paulistão desde 1980, quando terminou a competição na 16ª colocação.

Não bastasse isso, possivelmente três dos principais jogadores do elenco podem deixar o clube. Diego Souza, descontente e com problemas de relacionamento no grupo, será vendido até o meio do ano. Cleiton Xavier também tem propostas e deve sair. Além disso, Marcos, grande ídolo palmeirense, pode pendurar as luvas antes do esperado. Uma situação delicada e muito perigosa.

O Palmeiras está nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, competição que não priorizou em detrimento ao campeonato estadual. Só chegou nesse patamar por enfrentar equipes fraquíssimas e desestruturadas. Agora jogará contra o Atlético-PR e as coisas podem se complicar. Se avançar às quartas-de-final, não o vejo com chances de chegar ao título. Outras tantas equipes estão em melhores condições no momento.

A eliminação no Paulistão pode custar caro para o Palmeiras. Era a chance do time se firmar, ganhar corpo e mostrar sua força. Não conseguiu. A Copa do Brasil não é um torneio típico para experimentos e testes. É tudo ou nada, mata-mata. A situação mais perigosa é o Campeonato Brasileiro, que começará no próximo mês de maio. Se continuar atuando dessa forma, o Verdão tem grandes chances de lutar contra o rebaixamento. Ainda há tempo para mudar. É necessário uma reformulação no elenco e até mesmo na diretoria. Algo está errado, muito errado. O torcedor palmeirense não merece sofrer humilhação semelhante à vivida em 2002.

Já pelos lados do Parque São Jorge, a situação não é preocupante. O Corinthians lutou até a última rodada no Paulistão, mas ficou de fora, principalmente, pela derrota contra o Paulista em ‘casa’, na Arena Barueri. Não fosse esse resultado, certamente o Timão disputaria as semifinais. Mas o discurso da diretoria e dos atletas é o mesmo. A competição importante é a Libertadores. Afirmam e reafirmam que todo o projeto foi focado na conquista do título continental. Isso pode ser perigoso. Pois, se não vencerem o título, alegarão o quê? É óbvio que o alvinegro tem grandes chances de ser campeão, mas a Libertadores é uma competição traiçoeira, onde qualquer erro pode ser fatal. De qualquer forma, o Corinthians deve ir longe no torneio, mas com um elenco recheado de bons atletas, milionário e com duas grandes estrelas como Ronaldo e Roberto Carlos, mesmo que não sendo a prioridade, o Timão deixou a desejar no Paulistão. Que não decepcione também na competição prioritária.

Assim, a situação dos dois grandes rivais é diferente. Uma eliminação nem sempre tem o mesmo peso para duas equipes distintas. A palavra de ordem no Palmeiras é mudança, enquanto no Corinthians é esperança. Com o desenrolar dos jogos e competições, saberemos qual foi realmente o preço de uma eliminação precoce no Paulistão.

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/04/o-peso-da-eliminacao-no-paulistao.html

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Palmeiras e Atlético Mineiro se enfrentaram no dia 29 de novembro de 2009, no Palestra Itália. O jogo era válido pelo Campeonato Brasileiro e o Palmeiras ainda buscava sua vaga na Copa Libertadores desse ano. Venceu a partida por 3 a 1. E mais pra frente não conseguiu conquistar a vaga. De qualquer forma, aquele jogo será sempre lembrado pelo torcedor alviverde e também por quem gosta de futebol.

O meia Diego Souza fez um gol antológico na partida. O jogador estava um pouco à frente do meio campo, quando o goleiro Carini tirou uma bola dos pés de Vagner Love na intermediária. Diego não deixou a bola tocar na grama e de primeira emendou o chute, que encobriu toda a defesa atleticana e caiu dentro das redes. Ele estava a 53 metros de distância do gol. Consciente, o palmeirense usou de sua categoria e conseguiu fazer um gol histórico. Uma pintura que merece replay para sempre.

Por esse feito, Diego Souza foi homenageado pela diretoria do Palmeiras nesta sexta-feira, com uma placa que diz: “Um golaço. Uma verdadeira obra-prima. Um gol de placa. Obrigado, Diego, pela autoria de um dos mais belos gols de nossa história”. A placa foi colocada na sala de troféus do clube e o atleta recebeu uma réplica. Esse foi a primeira vez em toda a história alviverde que um jogador recebeu um prêmio por um gol.

Uma bonita homenagem, que deveria ser feita mais vezes e por outros clubes também. Os brasileiros são apaixonados pelo futebol e os artistas desse espetáculo devem sempre serem homenageados. De preferência, enquanto estiverem vivos. Parabéns ao Palmeiras e, principalmente, ao Diego Souza.

Veja o golaço do Diego Souza:

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O clássico disputado ontem na Vila Belmiro tinha ingredientes de sobra para elevar ainda mais a moral dos ‘Meninos da Vila’. No meio de semana, a equipe comandada pelo técnico Dorival Junior não tomou conhecimento do fraco Naviraiense e ganhou por incríveis 10 a 0, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Foi um show dos garotos, com jogadas de efeito, gols bonitos e, como um rolo compressor, o Santos triturou mais um adversário na temporada. Enquanto isso, o Palmeiras vivia uma crise em 2010. Jogos ruins, troca de treinadores, dirigentes sem saber o que fazer e torcedores completamente indignados com as apáticas atuações do time.

Cenário ideal para o alvinegro praiano golear mais uma vez e deixar o rival em situação ainda pior. Certo? Não, errado. Completamente errado. Como diria o filósofo Jardel, ex-atacante do Grêmio: “Clássico é clássico e vice-versa”. Por mais que todos saibam disso, a superioridade do Santos o transformou em um completo favorito para o jogo. Mas quando o juiz apita e a bola rola, tudo muda. E ontem vimos isso mais uma vez.

Como esperado, o Santos começou melhor e abriu dois gols de vantagem (Pará e Neymar). Teve chances de fazer mais e comprovar o favoritismo. Podia ter goleado o adversário. Errou alguns lances e o Palmeiras, valente como nunca visto nesse ano, conseguiu empatar ainda no primeiro tempo, com dois gols do criticado atacante Robert. O jogo foi para o intervalo com sentimentos distintos entre as equipes. O Palmeiras renasceu no jogo e percebeu que uma vitória em plena Vila Belmiro era completamente possível. O Santos se abalou com o empate, tomou uma ducha de água fria e sabia que precisaria voltar para o segundo tempo jogando melhor.

A segunda etapa continuou muito movimentada e o jogo estava aberto. Diego Souza, que voltava de suspensão, virou o jogo para o alviverde. Mais tarde, Madson recebeu um lindo passe de Paulo Henrique Ganso e empatou o jogo novamente. Que jogão! Era lá e cá. Pressão para os dois lados, nervos a flor da pele. Mas ainda viria mais emoção. Arouca perdeu a bola no meio campo e Robert mandou uma bomba, que encobriu o goleiro Felipe e morreu dentro da rede. Foi o golpe de misericórdia. O gol que acabou com o jogo e redobrou a esperança do técnico Antônio Carlos em reerguer a equipe.

Que foi um maravilhoso jogo, todos sabem. Mas há outros fatores que devem ser citados. Essa vitória histórica, obtida na raça e na vontade dos antes cabisbaixos jogadores palmeirenses, pode ser a animação que estava faltando para as coisas voltarem ao normal. Além disso, o Palmeiras continua sonhando em terminar o Campeonato Paulista entre os quatro primeiro para buscar o título. Uma vitória que dá moral para a equipe e calma para a torcida.

Pelo lado do Santos, creio que o resultado negativo em casa também possa ser visto com bons olhos. Como venho dizendo aqui no MFC durante as últimas semanas, o futebol santista é envolvente e bonito de se assistir. Isso não mudou pela derrota de ontem. Mas como o Peixe vinha ganhando seus jogos com certa facilidade, os garotos se deslumbraram e começaram a acreditar que em toda partida conseguiriam vencer e encantar. Não é assim. O futebol não permite essas coisas. A derrota vem em boa hora. É um momento de reflexão para os ‘Meninos da Vila’, é a hora de saber que nem sempre ganharão e que não são imbatíveis. Até mesmo numa derrota, é possível absorver coisas positivas. E creio que o Dorival Junior saberá conversar com seus atletas e pedir mais tranquilidade e um pouco menos de euforia. Muitos ali serão craques num futuro próximo, mas não podem queimar etapas.

Ainda vejo o Santos como favorito para conquistar o Paulistão e acho que o Verdão poderá obter a redenção com sua classificação. Basta que entrem ligados e com a mesma vontade que apresentaram ontem nos próximos jogos. Ainda é difícil a classificação. Mas como eles mesmo provaram ontem, no futebol nada é impossível.

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Essa é a pergunta que todos os palmeirenses gostariam de fazer para o presidente palestrino.

O ano de 2009 começou muito bom para o Verdão. Empolgado, os torcedores vislumbravam um ano perfeito com o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo no comando do clube e o técnico Vanderlei Luxemburgo, comandando o time. A grande esperança era o jovem Keirrison e através de seus gols, a equipe terminou o Paulistão na primeira colocação e como favorita a conquista do título. Porém, com duas derrotas para o Santos na semifinal, o sonho do título terminou e gerou pequenos protestos, mas o importante, à época, era a Copa Libertadores. Entretanto, a equipe do Palestra Itália também foi eliminado da competição sul-americana e a chance de redenção seria o Campeonato Brasileiro.

Luxemburgo brigou com a torcida e com o presidente e foi embora. Belluzzo buscou o tricampeão Muricy Ramalho para levar a equipe ao fim do jejum no campeonato nacional – não vence desde 1994. Tudo parecia perfeito e, logo, o Palmeiras se encaixou, Diego Souza e Cleiton Xavier comandavam o time, Marcos era a segurança defensiva e no ataque, Obina e o ex-ídolo na campanha da série B, em 2003, Vagner Love, garantiam os gols. Após a metade da competição, o Verdão era apontado como o grande favorito para conquistar o título, depois de ficar 19 rodadas na liderança. Mas aos poucos, começou a perder pontos para equipes fracas e que figuravam na zona de rebaixamento do campeonato. Logo, a liderança foi perdida, assim como o título e, principalmente, o mais dolorido para todos no Palestra Itália, a vaga na Copa Libertadores desse ano. Como isso pode ter acontecido?

Muricy Ramalho não foi o mesmo treinador que era no São Paulo. Não teve o grupo nas mãos, não tinha peças de reposição para suprir as contusões e os atletas em má fase e, principalmente, não tinha uma zaga sólida como no Tricolor. Esses fatores fizeram o Palmeiras perder um título quase ganho. Mas o ano de 2010 prometia ser melhor. E até agora, não foi.

Logo no começo da temporada, Vagner Love, eleito como o ‘culpado’ pela derrocada no ano passado pela torcida organizada, foi agredido, pegou sua mala e partiu para o Flamengo. Enquanto isso, a diretoria tentava, tentava, tentava e não contratava ninguém, ao tempo que todos os rivais iam reforçando seus elencos. O Verdão ficou pra trás, perdeu o timing do mercado e ficou com o elenco praticamente igual o da temporada anterior.

Gilberto Cipullo queria a saída de Muricy há muito tempo, mas Belluzzo ainda confiava em seu treinador. Porém, com a derrota vexatória para o São Caetano em casa pelo Paulistão, a situação se tornou insustentável e o treinador foi demitido. A crise interna no Palmeiras aumenta a cada dia. Belluzzo parece não ter conseguido comandar a equipe do seu coração. Há muitas críticas e acusações da oposição e, por mais que negue, isso o balança. Outro fator que o incomoda é a enorme pressão da torcida organizada, que protesta muito, cobra sempre e as vezes age até com violência quando os resultados não aparecem. O que Belluzzo poderia fazer para tirar o Palmeiras dessa crise? Ele também não sabe e, após a demissão do antigo treinador, contratou o novato e inexperiente técnico Antônio Carlos Zago.

Logo na primeira partida dele no comando, a equipe venceu o clássico contra o São Paulo e colocou panos quentes na insatisfação da torcida. Ganhou do fraquíssimo Flamengo-PI e avançou na Copa do Brasil. Porém, no último domingo, mesmo sem condições de jogo, o Verdão foi derrotado pelo Rio Claro, até então lanterna do Paulistão. E tudo voltou à tona novamente. A torcida questiona se Antônio Carlos realmente é o técnico ideal, porque Diego Souza sumiu nos últimos meses e tantas outras coisas que enlouquecem o culto presidente.

O Palmeiras corre sérios riscos de não conseguir se classificar para as semifinais do campeonato estadual e terá concorrentes fortíssimos nas próximas fases da Copa do Brasil. O mercado se fechou e o Verdão quase não se reforçou. Qual seria a fórmula para sair dessa situação? Belluzzo deveria ser mais autoritário em suas decisões, chamar a responsabilidade para si, além de conversar com o elenco e pedir comprometimento dos jogadores. Outro problema será resolver o entrave com a parceira Traffic, que não aposta mais no Palmeiras depois das seguidas desilusões. E na janela do meio do ano, tratar de trazer reforços com mais qualidade para não fazer feio no Campeonato Brasileiro novamente. A situação é complicada, mas dá para resolver. Basta Belluzzo ter pulso firme e usar sua inteligência. O Palmeiras não está morto, mas precisa se cuidar para não ter o mesmo final melancólico do ano passado.

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Obina

Dizem que em jogos de mata-mata a partida que realmente importa e faz diferença é o jogo de ida. E mais uma vez esse quesito foi decisivo. O Palmeiras teve tudo para vencer pelo menos por dois gols de diferença no dia 28 de maio, quando atuou no Palestra Itália não jogou bem e empatou por 1X1 com o Nacional, do Uruguai. Hoje, no estádio Centenário, em Montevidéu, o Palmeiras foi um pouco melhor que os uruguaios, mas não conseguiu tirar o zero do placar e por ter feito um gol fora de casa, o Nacional está nas semifinais da Taça Libertadores da América depois de 21 anos.

Em um jogo feio e truncado, o Palmeiras levou mais perigo à meta uruguaia. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Cleiton Xavier cobrou escanteio fechado e o goleiro Muñoz espalmou a bola que caprichosamente bateu no travessão. O lance animou a equipe brasileira, que mesmo nervosa em campo, continuava apertando o Nacional em busca do gol. A segunda chance do Verdão na partida saiu dos pés de Keirrison. Após cruzamento rasteiro de Diego Souza, o atacante desviou a bola por cima do goleiro e da trave.

O Palmeiras levava perigo nas investidas de Armero pela esquerda. Em um desses lances, o lateral esquerdo cruzou e a bola bateu no braço do zagueiro Coates. Mesmo com a reclamação alviverde, o juiz Carlos Vera mandou o lance prosseguir e não anotou o pênalti. Sem dúvidas foi um lance difícil, mas creio que houve intenção do uruguaio em tocar na bola, portanto, a penalidade deveria ter sido marcada.

O segundo tempo não foi muito diferente dos 45 minutos iniciais. O Palmeiras caiu um pouco de rendimento e a equipe uruguaia intensificou a catimba. O técnico Vanderley Luxemburgo percebeu que a vaga estava ameaçada e fez três alterações. Entraram Ortigoza, Obina e Souza nos lugares de Willians, Marcão e Wendel, respectivamente. Era a chance do Palmeiras colocar pressão nos uruguaios para furar o bloqueio. Aos 25 minutos Obina teve sua primeira chance. Dominou a bola, girou em cima do adversário e chutou muito mal para fora. O Nacional entendeu o recado que o Verdão partiria para o tudo ou nada e se viu ameaçado. Dessa forma, os uruguaios passaram a tocar mais a bola para deixar o tempo correr.

Mas aos 39 minutos Obina fez a torcida alviverde enlouquecer. Não, ele não fez o gol. Deixou os torcedores enlouquecidos de raiva. Após bom cruzamento de Ortigoza, o atacante sozinho conseguiu cabecear a bola para fora, desperdiçando a melhor chance do jogo e praticamente garantindo a classificação do Nacional. Um minuto depois, em rápido contra-ataque o atacante García entrou na área e tocou no canto de Marcos, mas a bola saiu rente à trave. No desespero, Marcos tentou ser mais santo do que o normal e foi em duas oportunidades até a área do Nacional para tentar fazer o gol. Mas nem ‘São Marcos’ conseguiu salvar o Palmeiras dessa vez e a equipe paulista está eliminada da competição sul-americana.

Ainda não vi as declarações de Luxemburgo após a partida, mas já imagino qual serão as ‘desculpas’. Torcida, gramado ruim e arbitragem com certeza serão usados como explicação. Nada precisa ser explicado. O Palmeiras não atuou bem nos dois jogos. Não conseguiu furar a retranca do time de Gerardo Pelusso, mesmo tendo um time melhor que o Nacional. De qualquer forma, não faltou luta aos palmeirenses, faltou um pouco mais de qualidade e tranquilidade para definir os lances no ataque. Mais uma vez Luxemburgo não conseguirá conquistar o título que mais deseja. Ao Palmeiras resta o Campeonato Brasileiro.

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Denis

Os goleiros foram decisivos na tarde deste domingo no Palestra Itália. Com 35 anos, Marcos não precisa provar nada para ninguém: ídolo do Palmeiras, campeão do mundo pelo Brasil e com uma carreira brilhante. Denis tem 22 anos, foi revelado pela Ponte Preta, disputou apenas a segunda partida com a camisa do São Paulo e é apontado como possível sucessor de Rogério Ceni. O que esses dois goleiros têm em comum? Ambos fizeram uma grande partida hoje, mostraram que a experiência e a juventude podem fazer a diferença no futebol e pelas mãos de Marcos e Denis, o clássico Palmeiras X São Paulo terminou empatado em 0X0.

Alviverdes e tricolores têm como objetivo no primeiro semestre a Taça Libertadores da América e ambos iniciarão as quartas-de-final nesta semana. O primeiro contra o Nacional-URU e o segundo contra o Cruzeiro. Por mais que a prioridade não seja o Campeonato Brasileiro nesse momento, ninguém gosta de perder em clássicos. Por esse motivo, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho mandaram a campo os times titulares para buscarem a vitória e se prepararem para os confrontos decisivos da competição sul-americana.

O clássico foi empatado até mesmo nas oportunidades de cada equipe. Aos 8 minutos da primeira etapa o São Paulo quase abriu o placar. A bola foi levantada para a área e o zagueiro André Dias cabeceou forte, mas Marcos fez seu primeiro grande milagre na partida. Quatro minutos mais tarde, Mozart errou feio na saída de bola, Jorge Wagner roubou a bola e lançou para Dagoberto. O atacante obrigou Marcos a fazer outra importante defesa.

Com a pressão são paulina, o Palmeiras acordou e também quase abriu o placar em duas oportunidades. Primeiro foi a vez de Diego Souza, que arriscou de fora da área e Denis defendeu. Depois foi a vez do goleiro Tricolor fazer seu milagre também. Aos 31 minutos, Wendel cruzou da direita e Keirrison mandou de voleio para o gol. Denis espalmou fazendo uma ótima defesa. Mesmo com o São Paulo melhor na primeira etapa, o Palmeiras cresceu na segunda metade dos 45 minutos iniciais. O jogo foi para o intervalo e os treinadores saíram reclamando do árbitro Rodrigo Braghetto.

Com os ânimos mais calmos, o segundo tempo começou e o Palmeiras voltou com duas mudanças. Luxemburgo colocou o atacante Lenny no lugar do zagueiro Danilo e  Souza na vaga de Mozart, deixando sua equipe mais ofensiva. O primeiro lance interessante do segundo tempo foi o mais polêmico do jogo. Diego Souza driblou Miranda dentro da área e caiu pedindo pênalti. O juiz não marcou a penalidade e causou revolta nos jogadores alviverdes. O lance é discutível e com o recurso da TV, esse blogueiro marcaria o pênalti.

O jogo ficou morno e as equipes não se arriscavam muito. Aos 30 minutos a partida voltou a ter emoção. O zagueiro Maurício Ramos fez falta em Dagoberto e tomou seu segundo cartão amarelo, sendo expulso pelo árbitro. Depois, Dagoberto e Washington tiveram mais duas chances de dar a vitória ao São Paulo. Primeiro Dagoberto invadiu a área palmeirense e chutou forte, mas Marcos defendeu. Aos 46 minutos, W9 teve a melhor chance da partida e por muito pouco não saiu do seu jejum de gols que agora dura sete partidas. O atacante fez bonita jogada, cortou duas vezes o zagueiro Marcão e chutou para o gol, mas ‘São Marcos’ operou outro milagre. Ainda deu tempo de Diego Souza cabecear uma bola no chão e obrigar o jovem goleiro são paulino a fazer outra boa defesa.

O jogo foi muito bom e movimentado. O resultado igual foi justo pelo que as duas equipes produziram e principalmente pelas ótimas atuações de Marcos e Denis. Marcos continua salvando o Palmeiras e é cada vez mais idolatrado pela torcida alviverde. Denis que jogou sua primeira partida inteira como titular do São Paulo, atingiu as expectativas da torcida e de Muricy Ramalho, fazendo boas defesas e se mostrando seguro embaixo da trave. O jovem goleiro tem tudo para ser o sucessor do ídolo Rogério Ceni. Com o empate, o Palmeiras somou seu quarto ponto na competição e terminou a 3ª rodada na 11ª posição. O São Paulo ainda não venceu nesta edição do Campeonato Brasileiro, somou seu segundo ponto e está na 16ª posição. Agora, as duas equipes voltam todas as atenções para a Libertadores.

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