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Posts Tagged ‘Leão’

Os primeiros jogos decisivos dos campeonatos estaduais foram fundamentais para as equipes que se sagraram campeãs. Todos que saíram na frente no domingo passado, conquistaram a taça hoje e alegraram torcedores por todo o Brasil. Grêmio no Rio Grande do Sul, Atlético-MG nas Minas Gerais, Avaí em Santa Catarina, Atlético-GO em Góias, Fortaleza no Ceará e  o Vitória na Bahia.

A vantagem obtida no Beira-Rio foi crucial para o 36º título estadual do Grêmio. Hoje, jogando em casa, no estádio Olímpico, o Tricolor foi derrotado por 1 a 0 para o rival Internacional com gol marcado pelo meia Giuliano, mas a vitória por 2 a 0 no jogo de ida deu a conquista para o Grêmio.

Já a vida do Atlético-MG foi mais fácil. A vantagem conquistada na semana passada contra o Ipatinga foi confirmada hoje no Mineirão com mais de 60 mil torcedores e, através dos gols de Diego Tardelli e Marques, o Galo venceu o 40º campeonato mineiro na história.

Outro que venceu as duas decisões foi o Avaí. Depois dos 3 a 1 na semana passada, hoje o Leão bateu o Joinville por 2 a 0, na Ressacada, em Florianópolis, e chegou ao 15º título catarinense. Os gols da partida foram anotados por Roberto e Davi.

Uma das sensações do futebol brasileiro nesta temporada também obteve a conquista estadual. O Atlético-GO já havia goleado o Santa Helena na semana passada e hoje, jogando fora de casa, voltou a vencer o rival, desta vez por 3 a 1, com gols de Rodrigo Tiuí, Washington e Agenor para o Dragão e de Éder para o Santa Helena. É o 11º título da história do Atlético-GO.

O Fortaleza também sagrou-se campeão estadual de 2010. Depois de vencer o rival Ceará no primeiro jogo por 1 a 0, hoje o Tricolor foi derrotado por 2 a 1 e a decisão foi para os pênaltis. Nas penalidades, o Fortaleza venceu por 3 a 1 e conquistou o tetracampeonato cearense. Os gols do Ceará no tempo normal foram anotados por Misael e Geraldo, enquanto Tatu descontou para o campeão.

Na Bahia o campeão estadual de 2010 é o Vitória. Depois de vencer a partida de ida por 1 a 0, o Rubro Negro perdeu a partida de hoje para o Bahia por 2 a 1, mas mesmo assim conquistou o campeonato baiano de 2010 e o tetracampeonato seguido. Os gols do jogo foram anotados por Elkeson (Vitória) e Rodrigo Grahl e Lima para o Bahia.

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Os campeonatos estaduais estão pegando fogo. As decisões em grande parte do país começaram neste final de semana e terminarão no próximo domingo. Santos (leia a análise do jogo no próximo post), Grêmio, Atlético-MG, Atlético-GO, Avaí, Vitória e Fortaleza saíram na frente nas disputas regionais. Porém, o único vencedor concreto foi o ABC de Natal, que conquistou o título potiguar.

No Campeonato Gaúcho, o Grêmio encarou o estádio Beira-Rio com 40 mil torcedores e não tomou conhecimento do rival Internacional. Com uma vitória por 2 a 0, o Tricolor deu um enorme passo para mais um título gaúcho e também para quebrar uma sequência de dois títulos do Colorado nos últimos anos. Os gols da partida foram anotados por ex-são paulinos. O zagueiro Rodrigo marcou de cabeça aos 22 minutos e, vinte minutos mais tarde, foi a vez de Borges testar para o fundo da rede. O jogo de volta da decisão do Gauchão-10 acontece no próximo domingo no estádio Olímpico. O Grêmio pode conquistar seu 36º título estadual.

Nas Minas Gerais o Atlético-MG está muito próximo do troféu do Campeonato Mineiro de 2010. Jogando fora de casa, em Ipatinga, contra o rival local, o Galo saiu perdendo e conseguiu virar o jogo para 3 a 2, vitória essa que aumentou a vantagem já existente. Na próxima semana, no Mineirão, a equipe pode perder por até um gol de diferença que ainda assim levantará o 40º título mineiro. O Ipatinga marcou com Joabe e Luizinho. O Atlético-MG virou através dos gols de Diego Tardelli e Muriqui (2 vezes).

Pelo Campeonato Goiano, o Atlético-GO praticamente encerrou a competição no primeiro jogo da série decisiva. A equipe comandada por Geninho não tomou conhecimento do Santa Helena e aplicou uma goleada de 4 a 0, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Os gols marcados por Juninho, Evandro (gol contra), Elias e Marcão colocam o time a um passo de seu 11º título goiano. A partida de volta está marcada para o próximo domingo no estádio Pedro Romualdo Cabral, casa do Santa Helena.

O Avaí está com uma mão e meia no troféu do Campeonato Catarinense. Jogando fora de casa contra o Joinville, o Leão venceu por 3 a 1 e poderá perder por até dois gols de diferença o jogo de volta, na Ressacada, que ainda assim conquistará o 15º título estadual de sua história. Os gols da partida foram marcados por Davi, Rudnei e Roberto (para o Avaí) e Ricardinho descontou para o Joinville.

Na Bahia de todos os santos, o Vitória saiu na frente do rival Bahia em busca do título do Campeonato Baiano de 2010. Jogando fora de casa, no Estádio Pituaçu, o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 (gol de Júnior) e se aproximou do tetracampeonato baiano. No jogo da volta, no Barradão, o Vitória pode perder por até um gol de diferença para comemorar o título.

Ainda no Nordeste brasileiro,  o Fortalelza venceu o Ceará por 1 a 0 no jogo de ida da decisão do Campeonato Cearense de 2010 e jogará a segunda partida com a vantagem de poder empatar para conquistar o título. Com um regulamento um pouco diferente do que o usual, a competição estadual não dá vantagem para gols marcados, portanto, se o Ceará vencer o jogo por qualquer placar na volta, a decisão irá para os pênaltis. O gol do Fortaleza foi marcado por Paulo Isidoro.

A única torcida do Brasil que comemorou uma conquista neste domingo foi a do ABC de Natal. Mesmo perdendo o jogo por 2 a 1 para o Corinthians-RN, o ABC sagrou-se campeão potiguar por ter vencido o primeiro confronto por 5 a 1. O time do Rio Grande do Norte é o maior vencedor de competições estaduais do Brasil, agora com 51 conquistas.

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Sebastião Pereira é um brasileiro apaixonado pelo esporte.

Mais conhecido como Tião da Bandeira, esse torcedor se destaca por levar por todo o mundo uma bandeira brasileira embaixo dos braços com um objetivo: conseguir autógrafos de esportistas das mais variadas categorias, campeões olímpicos, campeões mundiais ou lendas do esporte.

Para esse apaixonado, não importam as dificuldades, as barreiras e as distâncias. Numa quadra de tênis, num autódromo ou um num estádio de futebol, Tião da Bandeira promove o amor do povo brasileiro pelo esporte e eterniza grandes nomes em um pedaço de pano valioso demais para todos os patriotas.

Como ele mesmo diza bandeira do país é o que move todo esportista a superar metas e marcas. É um símbolo que desperta sentimentos e que mexe com o coração de todos nós. Cada assinatura nessa bandeira vem com uma carga histórica. Significa o reconhecimento de todo o esforço e trabalho do atleta. Eu gostaria de eternizar nesta bandeira a assinatura e recordes desses maravilhosos atletas que subiram no degrau mais alto do pódio”.

Então, nesta entrevista concedida ao MFC, Tião da Bandeira conta como surgiu o projeto, quais são os critérios das assinaturas, quais foram as principais personalidades que já deixaram seu nome na bandeira e também um caso interessante acontecido no ano passado.

MFC: Tião nos conte como e em que ano você começou seu projeto.
Tião da Bandeira: Minha história com a bandeira começou em 2007 em um torneio de tênis –  Grand Champions. Queria  ver o Guga jogar, porém ele não compareceu. No entanto, o evento contava com a presença de lendários jogadores como Björn Borg (tenista sueco vencedor de seis Roland Garros e cinco Wimbledon), Guillermo Vilas (tenista argentino vencedor do Tennis Master Cup, do Roland Garros, do US Open e do Australian Open) e Sergi Bruguera (tenista espanhol bicampeão do Roland Garros). Então, senti que não podia deixar de pegar os autógrafos desses tenistas e na falta de um caderno ou um boné, como é costume nesse tipo de evento, surgiu a idéia: Puxa vida! Amo tanto o esporte, porque não peço pra eles autografarem a bandeira do Brasil? Foi neste dia, quando colhi as primeiras assinaturas, que eu percebi a admiração do atleta, o respeito e o poder da nossa bandeira. Não demorou muito para levar essa brincadeira a sério, deixei de ser o Sebastião Pereira para ser o Tião da Bandeira.

MFC: Explique os critérios para assinatura da bandeira.
Tião da Bandeira: Para o atleta assinar a bandeira e deixar sua marca registrada, ele precisa ser medalhista olímpico, medalhista em mundiais ou deter uma marca histórica no esporte nacional ou mundial. A bandeira do Brasil deve ser valorizada assim como o atleta, pois só se mantém no topo aqueles que buscam a excelência. E essa excelência é conquistada com muita disciplina, confiança e dedicação.

MFC: Quantas bandeiras você tem?
Tião da Bandeira: Hoje são três bandeiras. A maior delas pesa mais de 30 quilos e mede 11m X 15m. Além disso, faço ativação de torcida e agora estou formando a “Torcida Tião da Bandeira”. A segunda bandeira, a mais famosa, é a que os atletas assinam. E a terceira é o meu mais novo projeto – especial para a Copa do Mundo – que está começando e já deu seu primeiro passo, quando ela estiver andando eu conto para vocês.

MFC: Quantos autógrafos você tem?
Tião da Bandeira: Atualmente são mais de 180 assinaturas. Gente de peso, atletas de todas as modalidades e de todas as gerações.

MFC: Especialmente no futebol, quais os principais e mais importantes nomes que você conseguiu?
Tião da Bandeira: Felizmente todas são importantes e carregam um peso histórico no esporte. Alguns dos que já assinaram a bandeira são: o atleta do século e nosso rei Pelé, os goleiros Marcos, Rogério Ceni, Gilmar dos Santos Neves, Ado, Félix e Leão. Os  técnicos Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Torres. Outros são Brito, Piazza, Clodoaldo, Marco Antônio, Jairzinho, Rivellino, Jair Marinho, Joel Camargo, Edu, Pepe,  Amarildo, Dario (Dadá Maravilha), Paulo César Caju, Rivaldo, Cafu, Dino Sani, Bellini, Zito,  Coutinho,  Djalma Santos, Altair, Mauro Silva, Junior,  Zico,  Junior Negão, Marta e Cristiane. Estes  atletas  deixaram seu nome na história do futebol mundial e até hoje são lembrados em livros, documentários, etc. O próprio critério já diz que só os principais da história estão e estarão lá com o nome na minha bandeira.

MFC: Qual a personalidade mais marcante que assinou a bandeira?
Tião da Bandeira: Todas são marcantes para mim, mas, por exemplo, ver o Rei Pelé se emocionar ao assinar a minha bandeira revelando que durante todos estes anos, nunca ninguém tinha pedido para ele assinar a bandeira nacional é um grande privilégio. Outra historia bacana aconteceu recentemente com a piloto da Fórmula Indy, Danica Patrick. Enquanto todos os veículos de comunicação tentavam entrevistá-la, eu com a bandeira na mão e a persistência, gritei nomes de atletas que já fazem parte da bandeira, como Michael Schumacher (piloto de Fórmula 1), Pete Sampras (ex-tenista), John McEnroe (ex-tenista) e Jeff Gordon (piloto da Nascar). Ela parou, virou e me atendeu. Foi mais uma assinatura com direito a foto.

MFC: Conte algum caso interessante.
Tião da Bandeira: No mundial de basquete feminino em 2006, levei a minha bandeira gigante para torcer pelo Brasil e foi uma loucura, a torcida ficou muito animada. Depois disso, não parei mais. Foi vôlei, Fórmula 1, tênis, Fórmula Indy, futsal, etc. Mas o que mais marcou foi o jogo entre Argentina 1 X 3 Brasil, em Rosário, na Argentina, válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Foi um jogo inesquecível, onde com muita coragem carreguei a minha bandeirona do Brasil até o estádio e, chegando lá, ao desenrolá-la, já senti a fúria da torcida argentina nada contente com a presença daquela bandeira enorme na casa deles. Toda vez que os argentinos começavam a entoar seus gritos de guerra com aquela cantoria marcante, nós abríamos a bandeira e eles ficavam calados, quietos, fotografando nossa festa. Era o prenúncio de que a noite era ‘brasileña’. No outro dia os jornais e a televisão  estampavam noticias com fotos da bandeira. O Brasil calou a Argentina pelo futebol e pela torcida. Sou pé quente, não sou?

Para conferir o perfil de todos os atletas que já assinaram a bandeira e também as fotos das personalidades, acesse o blog do Tião da Bandeira: http://www.tiaodabandeira.blogspot.com/.

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Pessoal, primeiramente gostaria de agradecer aos comentários e ao apoio de sempre ao MFC. Aliás, preciso me explicar para vocês. Há 11 dias não atualizo o blog. O motivo por essa ausência é o meu TCC. Como a grande maioria sabe, estou no último ano da faculdade e a correria com o TCC aumentou muito nos últimos meses. Como tirei férias do trabalho por duas semanas, aproveitei para dar uma boa agilizada no trabalho e, por esse motivo, deixei o blog um pouco de lado. Peço desculpas aos meus assíduos leitores e peço um pouco de compreensão, já que ainda ficarei um pouco distante nas próximas semanas. Acredito e sei da importância do blog e dessa interação com vocês, mas no momento estou totalmente focado em meu trabalho de conclusão de curso. O meu futuro também depende desse trabalho. De qualquer forma, tentarei não ficar tão distante como nessa última semana, farei o possível. Afinal, já estava com saudades de escrever aqui.

O futebol realmente é mágico. Quando escrevi meu último post aqui, o planeta bola estava de um jeito e hoje, apenas 11 dias depois, muitas coisas já mudaram. No Brasil, Muricy Ramalho foi contratado pelo Palmeiras e depois da longa novela, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo novamente deu a ‘notícia’ pelo Twitter. Vanderlei Luxemburgo foi pela quarta vez para o Santos e, para variar, já criou polêmica. Como ele gosta de aparecer né? Precisava ter agido daquela maneira com o Roberto Brum? Enquanto isso, o contestado Tite continua no cargo no Internacional. O polêmico Leão já saiu do Sport e até o discreto Sérgio Guedes deixou o Santo André. Cuca, depois de colocar a cara a tapas e ser humilhado pela diretoria rubro-negra, enfim, pegou seu boné e saiu do Flamengo.

Jogadores também foram notícia nos últimos dias. O Corinthians iniciou um desmanche que ainda não tem prazo para terminar. André Santos e Cristian foram para o Fenerbahçe. Douglas foi vendido para o desconhecido Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos. A maior promessa corintiana da década saiu pelas portas do fundo. Lulinha foi emprestado por dez meses para o Estoril, de Portugal. Otacílio Neto foi para o Barueri. Wellington Saci para o Atlético-MG. Felipe, Elias e Chicão ainda podem sair. No meu último post aqui, o Corinthians estava na melhor das fases, mas o desmanche, a contusão de Ronaldo – ficará fora por pelo menos um mês – e, principalmente, a derrota para o Palmeiras, já mudaram o clima no Parque São Jorge.

Enquanto isso, Obina curte a boa fase. Chegou como piada no Palmeiras e bastaram os três gols contra o rival, para o atacante cair nas graças da torcida. Até quando esse amor durará? O Palmeiras subiu muito na tabela e já divide a liderança com o Galo. Será que Muricy conseguirá seu tetracampeonato nacional? Há 11 dias, o São Paulo vivia seu pior momento nos últimos seis ou sete anos. A crise instaurada depois da eliminação na Libertadores, aliada a demissão do treinador e ao péssimo futebol, deixavam os torcedores desacreditados. Com o dinamismo do futebol, isso já mudou um pouco. E agora, os mesmo torcedores, até em título já falam. Como pode acontecer isso? Ah, o Santos repatriou o volante Émerson, o mesmo que disputou duas Copas do Mundo pelo Brasil, em 1998 e 2006. Boa contratação. O Guarani perdeu a invencibilidade na série B do Brasileirão e vêm de três resultados ruins.

Fora do Estado de São Paulo, as coisas mudaram muito também. O mágico time do Internacional de dois meses atrás, já evaporou. Além de estar caindo na tabela, Tite parece ter perdido o comando do grupo. D’Alessandro e Taison viraram reservas. O primeiro, inclusive, está afastado por deficiência na parte física. Nilmar foi para o Villareal. O Atlético-MG perdeu em casa para o Goiás e já começaram as incertezas sobre a qualidade do elenco e, principalmente, do técnico Celso Roth. O Cruzeiro está tentando se reerguer depois da Libertadores e para isso contratou o lateral esquerdo Gilberto e o equatoriano Guerrón. O Vitória continua somando seus pontinhos e se mantém no G4. Fluminense, Náutico, Sport, Botafogo e Atlético-PR estão ainda mais ameaçados e demonstram não terem forças para saírem da parte debaixo da tabela.

No exterior, os milhões de euros continuam passando por cima da crise financeira. Samuel Eto’o deixou o Barcelona e foi para a Inter de Milão. O sueco Ibrahimovic fez o caminho inverso. Keirrison foi emprestado para o Benfica e deverá jogar a temporada inteira no futebol português. Os times europeus, diferente dos brasileiros, continuam fazendo suas pré-temporadas. Mesmo que os torneios disputados não valham nada, o treinamento é importante.

Resumindo, citei apenas as coisas que lembrei no momento, mas vocês já viram como o futebol é dinâmico né? Em pouco mais de uma semana, tudo pode mudar. Jogadores e treinadores trocam de clubes como trocam de roupas. O termo ‘crise’ no futebol não é uma coisa para ser levada tão a sério também. Hoje um time está em crise. Amanhã não está mais e vice-versa. Como é fantástico esse Planeta Bola. Mesmo com tantas coisas erradas, consigo me apaixonar cada vez mais pelo esporte.

Um grande abraço a todos!
Continuem sempre acessando o MFC.
Até logo!

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Mancini, Bittencourt e Parreira: demitidos após a 10ª rodada

Ano a ano a rotineira mudança de treinadores no futebol brasileiro aumenta consideravelmente. No Campeonato Brasileiro de 2009, em apenas dez rodadas disputadas, nada menos do que oito clubes já trocaram seus comandantes. Destaque para o Náutico, que somente nesse período, já está com seu terceiro treinador diferente.

Atlético-PR (Waldemar Lemos no lugar de Geninho), Fluminense (Vinicius Eutrópio ‘interino’ no lugar de Carlos Alberto Parreira), Grêmio (Paulo Autuori no lugar do ‘interino’ Marcelo Rospide), Náutico (Márcio Bittencourt no lugar de Waldemar Lemos e Geninho no lugar de Márcio Bittencourt), Palmeiras (Jorginho ‘interino’ no lugar de Vanderlei Luxemburgo), São Paulo (Ricardo Gomes no lugar de Muricy Ramalho) e Sport (Leão no lugar de Nelsinho Baptista) são os times que deram início a dança dos técnicos no Brasileirão-09. Isso sem contar o Santos, que demitiu Vagner Mancini e ainda não definiu seu substituto. Vale ressaltar que desses oito clubes que mudaram a comissão técnica, somente o Palmeiras figura entre os quatro primeiros do campeonato. Alguma coincidência?

A 10ª rodada foi determinante para o aumento desses números. O Náutico foi goleado pelo Palmeiras em São Paulo e Márcio Bittencourt foi demitido. A diretoria do Timbu agiu rapidamente e confirmou  Geninho como o terceiro técnico do clube na competição. A goleada sofrida pelo Santos na Bahia custou o cargo de Vagner Mancini. As desavenças no grupo e sina de procurar o ‘cagueta’ dentro do clube contribuíram para a demissão. E o experiente Carlos Alberto Parreira foi o outro treinador demitido nessa rodada. A derrota para o Santo André no Rio de Janeiro, a horrível 18ª colocação e a pressão da torcida do Fluminense tornaram a situação insustentável.

O problema dessa constante troca de treinadores é maior do que os dirigentes imaginam. Assim como em todas as profissões, existem profissionais mais e menos capacitados. Mas como diz o ditado futebolístico: “Futebol é resultado”, e esse realmente é o pensamento da grande parte dos cartolas. A bomba sempre estoura nas mãos dos treinadores, mas os dirigentes se esquecem de avaliar um fator muito importante antes das demissões. Os elencos fracos que eles mesmos deram para os treinadores fazerem milagres. Não estou defendendo a categoria dos treinadores de futebol, mas isso fica cada vez mais implícito. E a mudança constante não soma nada na evolução de uma equipe, ao contrário do que os cartolas pensam.

Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo estão disponíveis no mercado e figuram como ‘a bola da vez’. Possivelmente ainda treinarão alguma equipe nesse Campeonato Brasileiro. Resta deixar as especulações de lado e saber qual será o paradeiro deles. Vagner Mancini corre por fora, mas é um nome que agrada a grande maioria dos dirigentes. Vamos esperar os próximos capítulos e, obviamente, as próximas demissões.

E você torcedor, o que pensa sobre o ritmo acelerado de demissões de treinadores no futebol brasileiro? É a melhor opção?  Ou só atrapalha o planejamento das equipes? Opine!

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Cleiton Xavier

 

Foi duro como era esperado. Foi desgastante e emocionante. Foi na base da raça e da garra. Mas o Palmeiras conseguiu vencer sua batalha no Chile contra o Colo Colo por 1X0, com um gol incrível do meia Cleiton Xavier, aos 42 minutos do segundo tempo. Era tudo que o palmeirense sonhava. O sofrimento de oitenta minutos foi recompensado em grande estilo. Foi recompensado com uma grande classificação, daquelas que unem e dão forças extras para qualquer clube de futebol.

 

Vanderlei Luxemburgo enfatizava que a equipe alviverde precisaria suportar a pressão inicial dos chilenos e o grande objetivo era não sofrer gols no primeiro tempo. Essa realmente foi a tônica dos 45 minutos iniciais. O técnico ousou e colocou o jovem Souza para dar mais reforço ao meio campo no lugar de Willians, deixando Keirrison sozinho no ataque. A torcida empurrava o Colo Colo e fazia o Estádio Monumental, em Santiago, tremer. As coisas começaram a piorar para os chilenos quando Torres, o grande astro da equipe, saiu lesionado e deu lugar para Caroca.

 

Muito nervoso em campo, a equipe chilena começou abrir espaço e o Palmeiras aproveitou. Em duas oportunidades, Keirrison ficou livre no meio da defesa, encheu o pé e a bola caprichosamente bateu na trave. Inacreditável. O Colo Colo sentia a pressão e já imaginava que o segundo tempo não seria fácil.

 

A segunda etapa começou com um Palmeiras mais ofensivo e decidido a partir pra cima. Luxemburgo sacou Wendel e colocou Willians, mas quem pressionava era o Colo Colo. Então, em dois lances distintos, o palmeirense percebeu que a falta de sorte poderia complicar a vida da equipe na Libertadores. Primeiro, o guerreiro volante Pierre se machucou e teve que ser substituído por Evandro. Depois o zagueiro Marcão foi expulso de campo. A torcida chilena inflamava.

 

Após esses sustos a equipe alviverde respirou e foi ao ataque. Foi para o tudo ou nada. Souza e Willians perderam gols. Mas Cleiton Xavier não perdeu. Quando o Colo Colo já estava tranquilo com o empate e começava a catimbar a partida, o Palmeiras ressurgiu no semestre. Aos 42 minutos, o camisa 10 palmeirense dominou a bola na intermediária, deixou dois marcadores para trás e soltou a bomba. O goleiro Muñoz se esticou todo, mas era impossível defender àquela bola.

 

Um gol histórico e heróico. O gol da redenção de uma equipe jovem e em descrédito com torcedores e imprensa. Um gol que faz o Palmeiras chegar às oitavas-de-final da Taça Libertadores da América e mantém o sonho do bi-campeonato Sul-Americano. Até onde essa equipe chegará? É esperar para ver. A Libertadores começa de verdade agora.

 

NOTA: O Sport continua fazendo bonito em sua segunda participação na Libertadores. Os pernambucanos foram até Quito, derrotaram a atual campeã LDU por 3X2 de virada e garantiram o primeiro lugar do grupo 1 com 13 pontos. Os gols da partida foram marcados por Espínola e Vera para os equatorianos e Andrade (2) e Igor para o Leão.

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