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Posts Tagged ‘Pepe’

Coreia do Norte 0 X 3 Costa do Marfim

Os marfinenses chegaram ao Mundial como uma das melhores seleções africanas, mas caíram num grupo difícil com Portugal e Brasil. Com dois resultados negativos nas rodadas iniciais, a Costa do Marfim chegou à última rodada precisando de um milagre para obter a classificação. Como isso não aconteceu, os marfinenses fizeram sua parte, venceram a Coreia do Norte por 3 a 0 com ampla superioridade e pelo menos se despediram da Copa do Mundo de cabeça erguida.

A qualidade dos africanos era tão evidente que com menos de um minuto de jogo já surgiu a primeira chance. Keita recebeu a bola, invadiu a área e, sozinho, chutou em cima do goleiro Ri Myong Guk. Outras oportunidades foram criadas e, aos 10, Gervinho avançou pela esquerda e bateu cruzado. A bola caprichosamente rolou pela linha e saiu. Com 13 minutos, enfim, saiu o gol. Boka cruzou rasteiro, Touré dominou e bateu colocado para abrir o placar. Três minutos depois, os marfineses quase ampliaram em chute de longe de Romaric, que triscou na trave norte-coreana.

Porém, o segundo gol saiu aos 19 minutos. Em bola cruzada na área, Drogba dominou bem, girou e fuzilou, mandando a bola no travessão. No rebote, Romaric subiu mais que a zaga adversária e, de cabeça, ampliou o placar. Aos 30 os marfinenses desperdiçaram a chance do terceiro com uma conclusão errada de Keita. O mesmo fez Gervinho um pouco depois, perdendo um gol feito.

A segunda etapa começou como terminou a primeira, num jogo entre ataque e defesa. Aos 22 minutos, Romaric chutou forte de fora da área e obrigou o goleiro norte-coreano a fazer boa defesa. Somente aos 35 a Coreia do Norte conseguiu levar perigo pela primeira vez. Jong Tae-Se, o ‘Rooney Asiático’, recebeu a bola em posição duvidosa, invadiu a área, dividiu com o goleiro Barry e, no rebote, chutou em cima do zagueiro. No minuto seguinte, Boka levantou a bola na área e, de primeira, Kalou marcou o terceiro e deu números finais ao confronto.

Portugal 0 X 0 Brasil

O objetivo da Seleção Brasileira foi atingido. Num grupo difícil, a ideia era terminar na primeira posição e conseguir ficar do lado mais ‘fácil’ da chave nas oitavas de final, evitando fortes equipes como Argentina, Alemanha ou Inglaterra e a própria Seleção Portuguesa. Em um jogo feio, com alto congestionamento no meio de campo e muitas faltas dos dois lados, brasileiros e portugueses empataram em 0 a 0 e ambos conseguiram a classificação para a próxima fase.

Com a escalação de Nilmar no lugar de Robinho, Dunga supreendeu, mas manteve o mesmo esquema de jogo. Daniel Alves substituiu o lesionado Elano e Julio Baptista ficou com a vaga do suspenso Kaká. No início da partida, o Brasil dominava o meio, mas não levava perigo ao gol de Eduardo. Com o nervosismo das equipes, o árbitro começou a distribuir cartões amarelos. Antes dos 25 minutos, três jogadores já haviam sido punidos (Luís Fabiano e Juan para o Brasil e Duda para Portugal).

A grande chance da primeira etapa aconteceu aos 30 minutos. Luís Fabiano deu um despretencioso cruzamento para a área e a zaga lusitana vacilou. Nilmar apareceu e concluiu sem ângulo, obrigando o goleiro Eduardo a fazer boa defesa e a bola ainda bateu na trave antes de sair. O atacante do Villareal se movimentava bastante e era o único que levava perigo aos portugueses. Aos 36, Nilmar deu um chapéu no adversário e concluiu de primeira, isolando a bola. Aos 38, enfim, Luís Fabiano apareceu. Maicon avançou pela direita e cruzou para o Fabuloso, que antecipou o zagueiro e cabeceou com perigo.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente e, para piorar, o nervosismo se transformou em jogadas mais ríspidas que obrigaram o árbitro Benito Archundía a amarelar alguns atletas. Felipe Mello, por exemplo, recebeu dura entrada do luso-brasileiro Pepe e, como era de se esperar, minutos depois deu o revide de forma bruta. Resultado? Ambos levaram o cartão amarelo e Dunga resolveu tirar o brasileiro, já que a expulsão era questão de tempo. Em seu lugar, entrou o volante Josué.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira piorou ainda mais seu rendimento e deixou Portugal mandar no jogo. Logo aos dois minutos, Cristiano Ronaldo avançou pela esquerda, mas foi bem interceptado pelo zagueiro Lúcio. Aos seis, o astro do Real Madrid cobrou falta, a bola desviou em Pepe e por pouco não traiu o goleiro Júlio César. Cristiano Ronaldo, que jogava sozinho no ataque por opção de Carlos Queiroz, tentava resolver sozinho a partida. De onde pegava a bola, tentava o chute para se aproveitar do tal ‘efeito Jabulani’.

Com muita posse de bola, os portugueses continuavam insistindo. Aos 14, Cristiano Ronaldo partiu para cima e Lúcio, tentando intervir, tocou a bola cruzada para o meio da área brasileira. Raúl Meirelles ficou sozinho, cara a cara com Júlio César, mas viu o arqueiro da Inter de Milão sair muito bem do gol e evitar que o placar fosse aberto. O Brasil jogava muito mal. Júlio Baptista nada fez no jogo e foi substituido, tardiamente, por Ramires. Luís Fabiano, que também não conseguiu um bom domínio de bola, saiu para a entrada de Grafitte. Nada mudou, a não ser a última boa chance do jogo, em um chute de Ramires que desviou na zaga lusitana e obrigou o goleiro Eduardo a fazer uma bela defesa de mão trocada.

Para o bem do futebol, o juiz terminou a partida. Muito se esperava deste duelo e pouco se viu dentro de campo. Jogo fraco tecnicamente, com duas equipes pouco inspiradas e que jogaram apenas para cumprir tabela, já que Brasil e Portugal já estavam classificados. A Seleção Brasileira terminou na liderança do grupo G com sete pontos (duas vitórias e um empate), enquanto os portugueses ficaram com a segunda vaga, somando cinco pontos (uma vitória e dois empates).

Suíça 0 X 0 Honduras

Os suíços tinham a faca e o queijo na mão. No duelo contra a equipe da América Central, precisavam apenas vencer para avançarem às oitavas de final da Copa do Mundo. Mas num jogo muito fraco tecnicamente, a Suíça mostrou novamente ter um sistema defensivo sólido, mas esbarrou na falta de ofensividade, já demonstrada há um bom tempo, e ficou no 0 a 0, resultado que eliminou as duas seleções.

A falta de qualidade das duas equipes pesou desde o início. O único lance perigoso da primeira etapa aconteceu aos 16 minutos, quando Barnetta cruzou para a área e Derdyiok cabeceou rente a trave. Esse foi o primeiro tempo. Só isso? Sim, apenas isso. Suíços e hondurenhos bem que tentaram, tiveram força de vontade e física, mas a falta de qualidade técnica brecou qualquer iniciativa.

É óbvio que no segundo tempo as coisas pouco mudaram. O único diferencial foi que o jogo ficou mais aberto, já que a Suíça saiu de trás para buscar o gol que lhe daria a classificação e deixou espaços na defesa, chamando os hondurenhos para o contra-golpe. Aos oito, Alvarez fez boa jogada, driblou o adversário e cruzou na medida para David Suazo, que cabeceou para fora, mas a bola passou bem perto. A resposta dos suíços veio aos 16, em jogada de Barnetta e boa defesa de Noel Valladares. Dois minutos depois, o goleiro hondurenho precisou intervir novamente e defendeu um chute rasteiro de Derdyiok.

No contra-ataque, Honduras até levava perigo, como fez aos 26, quando Suazo avançou com a bola e passou com açúcar para Alvarez, que chutou e viu o goleiro Benaglio fazer ótima defesa. Dez minutos depois o atacante Frei cruzou e Derdyiok, no primeiro pau, tentou pegar de primeira e deu uma incrível furada. Nada melhor para definir o jogo. As duas equipes não apresentaram quase nada e se despediram do Mundial.

Chile 1 X 2 Espanha

O confronto de língua espanhola era vida ou morte para espanhóis e chilenos. A Espanha, que chegou muito badalada à África do Sul, decepcionou e precisava realizar uma boa partida para voltar a ter força. O Chile, por sua vez, chegou como mero coadjuvante e se destacou vencendo os dois primeiros confrontos, algo que, mesmo assim, ainda não havia garantido a equipe no mata-mata. Assim, a ‘Fúria‘ venceu os chilenos por 2 a 1 num jogo bem disputado, terminou na liderança do grupo H e, de quebra, levou o adversário para a próxima fase também.

A partida foi bastante corrida desde o início. Com equipes leves, Espanha e Chile tentavam furar o bloqueio adversário com a bola no chão, tocando muito e com alguma velocidade. A primeira chance do jogo foi de ‘La Roja‘. Aos nove, o ex-palmeirense Valdivia começou a jogada, tocou para Beausejour, que cruzou rasteiro para o meio da área e González concluiu de forma bizarra, mandando a bola para muito longe.

Entretanto, os chilenos sofreram o primeiro golpe em um erro cometido por Valdivia, que tentou fazer graça no campo de ataque e perdeu a bola para o zagueiro Piqué. O jogador do Barcelona deu um lançamento em profundidade para Fernando Torres e o goleiro Claudio Bravo saiu desesperado, sem necessidade, na intermediária para tentar tirar a bola de carrinho. David Villa agradeceu e, de primeira, chutou para marcar um belo gol e abrir a contagem.

Com o gol a Espanha cresceu e partiu para cima. O segundo tento aconteceu aos 36 minutos. Iniesta puxou o contra-ataque, trocou passes com Villa e mandou para o gol com categoria, marcando o segundo gol espanhol. Além disso, o lance chamou atenção por outro motivo. Enquanto os espanhóis desenvolviam a jogada, fora do lance o atacante Fernando Torres tropeçou no pé de Estrada, a jogada prosseguiu e o árbitro assinalou o gol. Porém, enquanto os jogadores da ‘Fúria‘ comemoravam, o juiz Marco Rodriguez, do México, foi atrás de Estrada que já tinha amarelo e expulsou o chileno, causando indignação nos jogadores. De fato, o árbitro se equivocou absurdamente.

Com a vantagem no placar, parecia que a Espanha venceria o jogo facilmente com uma goleada. Entretanto, mesmo em desvantagem e com um homem a menos, o Chile surpreendeu no início da segunda etapa. O treinador Marcelo ‘El Loco’ Bielsa tirou o inoperante Valdivia de campo e colocou Rodrigo Millar em seu lugar no intervalo. No primeiro lance efetivo dos últimos 45 minutos, Millar recebeu a bola de Alexís Sánchez e chutou da entrada da área. A bola desviou em Piqué e traiu Casillas, que nada pôde fazer.

Daí para frente, as duas equipes diminuíram o ritmo e pouco fizeram. Ambos pareciam estar satisfeitos com o resultado e assim ficou até o final. A Espanha terminou na liderança do grupo H com seis pontos (duas vitórias e uma derrota) e, dessa forma, enfrentará Portugal nas oitavas de final. O clássico europeu dos países vizinhos, acontecerá na próxima terça-feira (dia 29), na Cidade do Cabo, às 15h30.

O Chile, por sua vez, fez a mesma pontuação que a ‘Fúria‘, mas ficou na segunda posição por ter marcado um gol a menos. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa enfrentarão o Brasil na próxima fase, dia 28 (segunda-feira), no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

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Paraguai 0 X 0 Nova Zelândia

Os paraguaios precisavam apenas empatar a partida para obter uma das vagas nas oitavas de final. Sendo assim, não fizeram muito esforço e, num jogo fraco tecnicamente, jogaram para o gasto e empataram com a Nova Zelândia em 0 a 0. O time sul-americano entrou em campo com alguns desfalques. O técnico Gerardo Martino não pôde escalar o zagueiro Alcaraz e o meia Jonathan Santana, ambos contundidos, além de poupar o atacante Lucas Barrios, que só entrou na segunda etapa.

Os neozelandeses, que ainda tinham esperanças de avançar no Mundial, começaram um pouco melhor e criaram as primeiras chances. Aos quatro minutos, o atacante Smeltz fez boa jogada individual e chutou com perigo, mas a bola passou por cima da trave. Oito minutos mais tarde, Lochhead teve boa chance de lançar para Fallon, mas colocou muita força no passe e a bola ficou com o goleiro Justo Villar. A primeira boa chance paraguaia veio aos 18. Depois de um bate-rebate na entrada da área, a bola sobrou para o lateral Cañiza, que chutou completamente sem direção. Porém, dez minutos depois, o próprio Cañiza fez boa tabela pela direita e arriscou de longe novamente, dessa vez a bola passou rente ao travessão da Nova Zelândia.

A primeira etapa foi sonolenta e tudo levava a crer que até o último minuto de jogo a situação seria a mesma. Aos 16, o Paraguai criou o lance mais perigoso da partida. Em um cruzamento da direita o meia Riveros cabeceou e obrigou o goleiro Paston a fazer grande defesa. No rebote, Roque Santa Cruz e Cáceres bateram cabeça e desperdiçaram a chance. Aos 30, Benitez fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e bateu para o gol. O goleiro neozelandês fez boa defesa e confirmou o 0 a 0 no placar.

Diferentemente do que fizera nas duas primeiras rodadas, o Paraguai não demonstrou um bom futebol, mas mesmo assim conseguiu a classificação em primeiro do grupo F. A Nova Zelândia até que surpreendeu no Mundial, já que voltará para casa sem ter perdido um jogo sequer (empatou três vezes) na sua segunda participação em uma Copa do Mundo.

Eslováquia 3 X 2 Itália

Atual campeã mundial, a Itália deve ter comemorado quando os grupos da Copa do Mundo foram sorteados, já que nenhuma outra grande seleção atravessaria seu caminho, ao menos na primeira fase. Entretanto, depois de dois empates contra Paraguai e Nova Zelândia, apresentando um futebol péssimo e sem criatividade, os italianos foram tragicamente eliminados do Mundial ao perderem para a inexpressiva Eslováquia por 3 a 2. Os eslovacos comemoraram e vão para as oitavas de final.

A Eslováquia começou a partida atrás, mas com a ineficiência dos italianos, a equipe do técnico Vladimir Weiss foi à frente e passou a dominar o jogo. Totalmente desligados, os jogadores da ‘Azzurra‘ contribuíram muito para o primeiro gol da partida. Aos 24 minutos, De Rossi saiu jogando errado, os eslovacos roubaram a bola e ela sobrou para Vittek, que avançou e chutou para inaugurar o placar. Dez minutos depois a Eslováquia por pouco não ampliou. Strba bateu forte de longe e obrigou o goleiro Marchetti a fazer boa defesa. Para se ter uma ideia da apatia da equipe italiana, o principal lance de perigo criado nos 45 minutos iniciais foi feito pelo adversário. Aos 39, o zagueiro Skrtel foi tentar cortar um cruzamento na área e por pouco não marcou um gol contra. Depois disso, ainda deu tempo de Kucka bater de primeira sem deixar a bola cair no chão e quase marcar o segundo.

Com o desespero estampado no rosto, o técnico Marcello Lippi promoveu três substituições logo no início da segunda etapa, visando melhorar a equipe. Maggio entrou no lugar de Criscito, Gattuso saiu para a entrada de Quagliarella e Pirlo estreou no Mundial na vaga de Montolivo. De fato, a ‘Azzurra‘ melhorou um pouco e partiu para cima. Mas o ataque formado por Pepe, Di Natale e Iaquinta realmente é muito fraco. Di Natale, por exemplo, conseguiu a proeza de perder um gol cara a cara com o goleiro, aos nove. Sete minutos depois, ele mesmo chutou de fora da área e o goleiro Mucha defendeu sem perigo.

Aos 21 minutos, aconteceu um lance polêmico na partida. Pepe cruzou da direita, Quagliarella pegou de primeira e o zagueiro Skrtel tirou a bola em cima da linha. Os italianos reclamaram muito, mas no replay é possível perceber que realmente a bola não entrou. A Eslováquia que nada tinha a ver com isso, foi para o ataque de novo e ampliou a contagem. Aos 27, Hamsik bateu escanteio e a zaga italiana tirou. A bola voltou para Hamsik, que cruzou rasteiro e, dentro da pequena área, Vittek antecipou Chiellini e fez seu segundo gol no jogo, seu terceiro na Copa. O eslovaco agora divide a liderança da artilharia com Higuaín, da Argentina.

Os jogadores italianos ficaram atônitos vendo os eslovacos comemorarem. Pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Faltando apenas 15 minutos para o final da partida, a Itália precisava fazer dois gols e não levar mais nenhum para obter a vaga nas oitavas de final, algo que, se acontecesse, seria completamente desmerecido. Mas o que parecia pouco provável aconteceu. Quagliarella, o jogador italiano mais lúcido em campo, fez ótima jogada pela direita, Iaquinta tocou de letra e, na hora de dividir com o goleiro, a bola sobrou para Di Natale que sem goleiro só teve o trabalho de empurrar para a rede. O gol deu confiança novamente e a Itália continuou insistindo. Aos 39, veio o empate, mas o árbitro assinalou erroneamente que Quagliarella estava impedido e não validou o gol, para desespero dos italianos.

As esperanças da Itália acabaram em mais um erro crasso de sua defesa. Aos 43 minutos, a Eslováquia tinha um lateral a seu favor pela direita do campo. Stoch cobrou e os quatro italianos que marcavam Kopunek deixaram o eslovaco escapar, invadir a área e tocar por cima na saída de Marchetti, anotando o terceiro gol da Eslováquia e dando o golpe de misericórdia na ‘Azzurra‘. Ainda deu tempo de Quagliarella, aos 46 minutos, marcar um golaço de fora da área, diminuindo o placar, mas não a tristeza italiana.

Esta foi a pior participação da Itália em Copas do Mundo, além de ser a primeira vez que os italianos se despedem do torneio sem vencer ao menos uma partida. A Eslováquia, que disputa seu primeiro Mundial como país independente, fez valer a boa escola da antiga Tchecoslováquia no futebol e, com uma equipe compacta, forte fisicamente e com bons finalizadores na frente, obteve a classificação para a fase seguinte, na segunda posição do grupo F.

Camarões 1 X 2 Holanda

Essa era a única partida do dia que pouco valia na Copa do Mundo. Os camaroneses decepcionaram no torneio e chegaram à última rodada já eliminados. Os holandeses fizeram ao contrário. Mesmo com um futebol pragmático e sem muita desenvoltura, não tiveram sustos e venceram seus dois primeiros jogos, garantindo a classificação antecipada. Por esses motivos,  o duelo entre africanos e europeus se tornou um amistoso de luxo, que foi vencido pela ‘Laranja Mecânica‘ por 2 a 1, algo que lhe rendeu a primeira posição no grupo E.

Sem muito ânimo das duas partes, a primeira chance de gol aconteceu só aos 19 minutos. O capitão Van Bronckhorst deu belo lançamento para Van Persie, que dominou no peito com classe e chutou para o gol, obrigando o goleiro Souleymanou a fazer boa defesa. Aos 30, Makoun subiu mais alto que a defesa holandesa e cabeceou para fora, desperdiçando boa chance. No minuto seguinte, Sneijder fez boa jogada pela esquerda do campo, inverteu a bola para a direita encontrando Boulahrouz, que tocou para o Kuyt. O atacante girou dentro da área e bateu cruzado, levando muito perigo. Porém, os holandeses não desperdiçaram a outra oportunidade que tiveram. Van Persie tabelou com Van der Vaart, viu Kuyt fazer o corta-luz e, de dentro da área, fuzilou o goleiro camaronês, que nada pôde fazer para evitar o gol.

A segunda etapa começou morna também. O primeiro lance interessante aconteceu somente aos 18 minutos. Geremi cobrou falta e Van der Vaart colocou a mão na bola dentro da área. Com o pênalti assinalado, Samuel Eto’o cobrou no canto direito e, por pouco o goleiro Stekelenburg não defendeu. Com o empate, os camaroneses se animaram em conquistar ao menos uma vitória no Mundial da África do Sul e foram para cima. Mas a falta de qualidade impediu os africanos.

Aos 28 minutos, o técnico Bert van Marwijk colocou Robben no lugar de Van der Vaart. Foi a primeira vez que o meia do Bayern de Munique entrou em campo nesta Copa do Mundo. Dez minutos depois, com a qualidade de sempre, Robben fez boa jogada e chutou na trave. No rebote, Huntelaar só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede e marcar o gol da vitória.

Os holandeses chegaram a marca de 22 duas partidas de invencibilidade, além de avançarem para as oitavas de final com 100% de aproveitamento na primeira fase. Assim, a Holanda enfrentará a Eslováquia na próxima fase, em duelo que será disputado em Durban, na próxima segunda-feira (dia 28), às 11h.

Dinamarca 1 X 3 Japão

O futebol japonês realmente evoluiu muito nos últimos anos. Depois de chegar desacreditado e como zebra à África do Sul, os asiáticos venceram Camarões no primeiro jogo, tropeçaram contra a Holanda na segunda rodada e hoje venceram de forma incontestável a boa Seleção Dinamarquesa por 3 a 1. Assim conseguiram chegar às oitavas de final pela segunda vez em sua curta história de Copas do Mundo.

No início da partida, ficou claro que a Dinamarca buscava o resultado, partindo para cima em busca do gol. Aos 14 minutos, Tomasson invadiu a área sozinho e chutou, mas a bola saiu rente a trave. Com tranquilidade, os japoneses pouco a pouco começaram a mandar no jogo e na primeira chance que tiveram, fizeram o gol.     Aos 17, Honda bateu falta de longe com muito efeito e abriu a contagem para o Japão.

Dando uma aula tática nos dinamarqueses, a zaga japonesa esbanjava qualidade e não deixava espaços para o adversário. Enquanto isso, os jogadores da frente faziam sua parte. O segundo gol saiu aos 30 minutos, novamente em cobrança de falta, dessa vez convertida por Endo. Um bonito gol dos asiáticos.

O resultado surpreendente abalou a Dinamarca. Os europeus sentiram o golpe e tiveram ainda mais dificuldades para se recuperarem. Assim terminou a primeira etapa e o Japão já saiu praticamente classificado.

Com o início do segundo tempo, a postura da equipe comandada por Takeshi Okada foi a mesma: solidez na defesa e rapidez no ataque. E assim o jogo prosseguiu por um bom tempo até que os dinamarqueses deram o último suspiro e diminuíram o placar, em cobrança de pênalti convertida apenas no rebote por Tomasson. O gol não abalou os asiáticos, que continuaram mandando no jogo e ainda ampliaram o resultado. Aos 43, Honda fez ótima jogada e depois de se desvencilhar dos zagueiros adversários, apenas rolou a bola para Okazaki, que só teve o trabalho de empurrá-la para o fundo do gol e selar a classificação nipônica às oitavas de final.

A ‘Dinamáquina’ de outros tempos parece ter quebrado, pois os europeus foram facilmente dominados pelo adversário e não viram a cor da bola neste confronto. O Japão foi melhor, venceu com justiça e agora fará o confronto contra o Paraguai, na próxima terça-feira (dia 29), em Pretória, às 11h.

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Holanda 2 X 0 Dinamarca

O primeiro jogo desta segunda-feira não foi tão bom quanto se imaginava. A Holanda, que mais uma vez chega a uma Copa do Mundo como favorita, não jogou com força máxima, já que sua principal estrela, o meia Arjen Robben, continua se tratando de uma lesão. Os dinamarqueses, por sua vez, forjaram a contusão do atacante Bendtner e anunciaram a semana inteira que o jogador do Arsenal não teria condições de jogo. Quando as equipes entraram em campo, lá estava ele, titularíssimo. Mas nem isso conseguiu ajudar a Dinamarca, que não apresentou muitas qualidades e perdeu para uma Holanda pouco inspirada por 2 a 0.

A partida foi morna na primeira etapa. Os volantes dinamarqueses paravam o jogo a todo instante com faltas, deixando o confronto truncado e desinteressante. Os holandeses pareciam jogar em marcha lenta, sem o ânimo apresentado no último amistoso de preparação para a Copa do Mundo, quando a equipe do técnico Bert van Marwijk atropelou a Hungria com uma goleada por 6 a 1. Sneijder tentava decidir sozinho e em alguns lances, ao invés de levantar a bola na área, preferia chutar direto para a meta, isolando todas as cobranças. A Dinamarca teve apenas um lance perigoso, num cruzamento de Rommendahl, que Bendtner cabeceou para fora.

A segunda etapa começou quente. No primeiro minuto, Van Persie cruzou, a zaga dinamarquesa se atrapalhou toda e os desvios de Simon Poulsen e do zagueiro Agger deram o primeiro gol para a ‘Laranja’. O jogo continuou devagar após o tento. A Holanda parecia estar satisfeita com a vitória magra e a Dinamarca demonstrava fraqueza para buscar o empate. Mesmo assim, os holandeses levavam mais perigo, tanto que aos 40 minutos, Sneijder lançou para Elia (que entrou bem no jogo) e o jovem talento holandês tocou na saída do goleiro. A bola tocou na trave e o atacante Kuyt pegou o rebote para fazer o segundo.

A vitória por dois gols de diferença foi um bom resultado para um início de Copa do Mundo, mas a Holanda ficou devendo futebol. A Dinamarca pode até se classificar para as oitavas de final, mas se isso acontecer, será mais pela fraqueza dos adversários do que por méritos próprios. Tem tudo para ser coadjuvante no Mundial.

Japão 1 X 0 Camarões

Mais um jogo tecnicamente fraco neste Mundial. Japoneses e camaroneses se preocuparam mais em se defender e se esqueceram de atacar. Com número bem menor de passes errados, o Japão conseguiu a vitória por 1 a 0 e aumentou as esperanças de chegar à próxima fase.

Um dado pode traduzir melhor o que foi esta partida. Até aqui, foi o jogo mais faltoso da Copa do Mundo, com 49 intervenções. A bola rolava um pouco e alguém sofria falta. Rolava mais um pouco e outro jogador era parado com uma infração. A Seleção Camaronesa demonstrou desentendimento e falta de aplicação tática dentro de campo. Os passes errados, a falta de jogadas ensaiadas e a lentidão prejudicaram os africanos. Os asiáticos foram pragmáticos e não tomaram muitos sustos na defesa. O nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka fez uma boa partida e parou o ataque camaronês em 16 oportunidades.

Já que faltava qualidade, o gol só sairia em algum erro individual e isso aconteceu aos 39 minutos da primeira etapa. Matsui cruzou a bola na área, a zaga africana falhou feio e Honda recebeu sozinho, dominou e chutou na saída do goleiro. Um balde de água fria nas pretensões de Camarões, que sonhavam em melhorar a campanha obtida na Copa do Mundo de 1986, quando surpreenderam o mundo e chegaram às quartas de final do torneio.

A segunda etapa teve poucas mudanças. Samuel Eto’o, a maior esperança de Camarões, enfim, conseguiu fazer sua primeira jogada aos 4 minutos, quando driblou três defensores japoneses pela direita e rolou a bola para Moting, que chutou rente ao travessão. Foi a chance mais aguda da equipe e também o único momento brilhante de Eto’o no jogo. Outro lance perigoso aconteceu no final, quando M’bia arriscou de longe e a bola explodiu na trave do goleiro Kawashima.

A próxima rodada do grupo E acontece no sábado (19/06). A líder Holanda enfrenta o empolgado Japão em Durban, enquanto Dinamarca e Camarões se enfrentam em Pretória. Quem perder deste confronto já estará eliminado do Mundial.

Itália 1 X 1 Paraguai

O confronto entre as duas forças do grupo F foi bastante movimentado como era de se esperar. Os atuais campeões mundiais perderam qualidade de 2006 para cá, com jogadores envelhecidos e um ataque ineficaz. Para as pretensões italianas, o empate por 1 a 1 com o Paraguai não foi o ideal, mas os sul-americanos ficaram satisfeitos com o resultado.

A Itália dominou a partida, pressionou o Paraguai e criou inúmeras chances de gol. Mas os paraguaios não foram presa fácil. Souberam se defender bem, com a garra típica do futebol sul-americano e ainda conseguiram surpreender na única chance real que tiveram. Aos 38 minutos, Torres jogou a bola na área e o zagueiro Alcaraz fez o gol de cabeça, nas costas de Fábio Cannavaro. Os paraguaios comemoram muito, afinal, o atual elenco é apontado pela imprensa do país como a melhor seleção da história guarani.

Azzurra voltou do intervalo com a obrigação de ser mais contundente no ataque e buscar o empate. O objetivo europeu por pouco não foi por água abaixo, quando logo no início da segunda etapa o meia Cáceres chutou de primeira e a bola passou perto do ângulo, se perdendo pela linha de fundo. Depois disso, só deu Itália. A pressão surtiu efeito aos 17 minutos, quando Pepe cobrou escanteio e De Rossi, livre, só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede. O empate animou os italianos e fez com que os paraguaios recuassem ainda mais. As tentativas foram frustradas e o empate foi justo. A Itália teve mais posse de bola e dominou grande parte do jogo, mas o Paraguai conseguiu se defender bem, mostrando mais uma vez que a zaga é um setor  tradicionalmente forte da seleção.

Domingo (20/06) as equipes retornam ao campo para disputarem a segunda rodada do grupo. O Paraguai encara a Eslováquia em Bloemfontein, às 8h30 e os italianos enfrentarão a Nova Zelândia em Nelspruit, às 11h.

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PAÍS: Brasil
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Confederação Brasileira de Futebol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1919
APELIDO: Canarinho
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
18 (1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: O Brasil é o país mais vencedor da história do futebol. Nas Copas, a Seleção Brasileira sagrou-se campeã em cinco oportunidades (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), foi vice-campeã em 1950 e 1998, além de ter chegado as semifinais em 1938 e 1974.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Mesmo com um começo difícil, os brasileiros terminaram as eliminatórias sul-americanas na liderança isolada e carimbaram a vaga para mais um mundial.
DESTAQUE DO TIME: Kaká (meia do Real Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Dunga (Brasil)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo e também é o maior vencedor com cinco títulos. Por esses motivos, a Seleção Brasileira tem a camisa mais temida e respeitada do mundo do futebol, motivos esses que sempre a colocam entre as favoritas quando o assunto é um mundial. Mesmo não sendo o time ideal na opinião da grande maioria dos torcedores, o Brasil tem um elenco forte e acostumado a decisões. A zaga é o setor mais sólido. Júlio César, Maicon, Lúcio e Juan são diferenciais na atual equipe. Luís Fabiano, Robinho e Nilmar também têm o poder de conseguir o sexto título para o país. Entretanto, a principal estrela da Seleção Brasileira é o meia Kaká, jogador inteligente e rápido que tem como meta organizar o meio de campo e servir os atacantes. O Brasil não está num grupo fácil, mas deve conseguir tranquilamente avançar para a segunda-fase e seguir rumo ao título.

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PAÍS: Portugal
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federação Portuguesa de Futebol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1914
APELIDO: Seleção das Quinas
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 4 (1966, 1986, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Os portugueses chegaram as semifinais em 1966 e 2006 e nas outras duas vezes não passaram da primeira fase.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A vaga na África do Sul não foi conquistada facilmente. Depois de um começo ruim nas eliminatórias europeias, a Seleção Portuguesa só pôde comemorar na última rodada com a vitória por 1 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina.
DESTAQUE DO TIME: Cristiano Ronaldo (meia-atacante do Real Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL:
Carlos Queiroz (Moçambique)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Os jogadores portugueses evoluíram muito nas últimas décadas. Melhoraram tanto ao ponto de Cristiano Ronaldo, principal ídolo do país, já ter sido eleito o melhor jogador do mundo. E é nele que os portugueses apostam todas suas fichas. O astro do Real Madrid é o cérebro de uma equipe razoável que conta com outros destaques como os zagueiros Ricardo Carvalho e Pepe, o meio-campo Deco e os atacantes Nani e Liédson. Portugal entra no grupo G como segunda força, mas isso não garante sua classificação à fase seguinte. Tem grandes chances de avançar às oitavas-de-final e brigar por algo a mais depois disso.

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PAÍS: Coréia do Norte
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Korea Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1945
APELIDO: Chollima
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (1966)
RESULTADOS: No único mundial que disputou, os norte-coreanos surpreenderam o mundo ao eliminar a Itália na fase de grupos e nas quartas-de-final perderam para Portugal por 5 a 3, mas chegaram a estar vencendo por 3 a 0.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A campanha nas eliminatórias asiáticas foi surpreendente também e a Seleção da Coréia do Norte deixou para trás alguns ‘favoritos’ a vaga no mundial, como Irã e Arábia Saudita.
DESTAQUE DO TIME: Hong Yong-Jo (atacante do Rostov, da Rússia)
TREINADOR ATUAL: Kim Jong-Hun (Coréia do Norte)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Coréia do Norte é um dos países mais enigmáticos do planeta. Assim também é a sua seleção de futebol. Dois terços dos jogadores que irão à Copa do Mundo jogam em times inexpressivos do próprio país e, por esse motivo, a dificuldade de analisá-los é grande por parte dos adversários e também da imprensa. Os norte-coreanos chegam esperançosos ao mundial da África do Sul, mas tudo não deve passar da empolgação. É muito provável que seja eliminada na primeira fase e ainda seja o saco de pancadas do grupo.

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PAÍS: Costa do Marfim
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Ivoirienne de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1960
APELIDO: Lés Éléphants
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (2006)
RESULTADOS: Na única participação não passou da primeira fase, somando apenas uma vitória e marcando cinco gols no mundial.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os marfinenses foram muito bem nas eliminatórias africanas e conquistaram a vaga na Copa do Mundo sem perder uma partida sequer.
DESTAQUE DO TIME: Didier Drogba (atacante do Chelsea, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Sven-Göran Eriksson (Suécia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Costa do Marfim pode ser considerada uma das potências do futebol africano. Muito disso acontece pelos muitos jogadores que atuam na Europa e a experiência dos zagueiros Arthur Boka (Sttutgart), Kolo Touré (Manchester City) e Emmanuel Eboué (Arsenal); os volantes Didier Zokora (Sevilla) e Yaya Touré (Barcelona); além dos jogadores de frente como Gervinho (Lille), Bakari Koné (Olympique de Marselha), Salomon Kalou (Chelsea) e o próprio Drogba, grande astro da Seleção Marfinense. O time é forte fisicamente e tem habilidade de sobra para sonhar com voos maiores do que quatro anos atrás. Entretanto, a Costa do Marfim caiu em um grupo difícil e Portugal será o grande concorrente por uma vaga nas oitavas-de-final. Se conseguir a classificação, os marfinenses têm grandes chances de tentar fazer a melhor campanha de um africano em uma Copa do Mundo.

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Sebastião Pereira é um brasileiro apaixonado pelo esporte.

Mais conhecido como Tião da Bandeira, esse torcedor se destaca por levar por todo o mundo uma bandeira brasileira embaixo dos braços com um objetivo: conseguir autógrafos de esportistas das mais variadas categorias, campeões olímpicos, campeões mundiais ou lendas do esporte.

Para esse apaixonado, não importam as dificuldades, as barreiras e as distâncias. Numa quadra de tênis, num autódromo ou um num estádio de futebol, Tião da Bandeira promove o amor do povo brasileiro pelo esporte e eterniza grandes nomes em um pedaço de pano valioso demais para todos os patriotas.

Como ele mesmo diza bandeira do país é o que move todo esportista a superar metas e marcas. É um símbolo que desperta sentimentos e que mexe com o coração de todos nós. Cada assinatura nessa bandeira vem com uma carga histórica. Significa o reconhecimento de todo o esforço e trabalho do atleta. Eu gostaria de eternizar nesta bandeira a assinatura e recordes desses maravilhosos atletas que subiram no degrau mais alto do pódio”.

Então, nesta entrevista concedida ao MFC, Tião da Bandeira conta como surgiu o projeto, quais são os critérios das assinaturas, quais foram as principais personalidades que já deixaram seu nome na bandeira e também um caso interessante acontecido no ano passado.

MFC: Tião nos conte como e em que ano você começou seu projeto.
Tião da Bandeira: Minha história com a bandeira começou em 2007 em um torneio de tênis –  Grand Champions. Queria  ver o Guga jogar, porém ele não compareceu. No entanto, o evento contava com a presença de lendários jogadores como Björn Borg (tenista sueco vencedor de seis Roland Garros e cinco Wimbledon), Guillermo Vilas (tenista argentino vencedor do Tennis Master Cup, do Roland Garros, do US Open e do Australian Open) e Sergi Bruguera (tenista espanhol bicampeão do Roland Garros). Então, senti que não podia deixar de pegar os autógrafos desses tenistas e na falta de um caderno ou um boné, como é costume nesse tipo de evento, surgiu a idéia: Puxa vida! Amo tanto o esporte, porque não peço pra eles autografarem a bandeira do Brasil? Foi neste dia, quando colhi as primeiras assinaturas, que eu percebi a admiração do atleta, o respeito e o poder da nossa bandeira. Não demorou muito para levar essa brincadeira a sério, deixei de ser o Sebastião Pereira para ser o Tião da Bandeira.

MFC: Explique os critérios para assinatura da bandeira.
Tião da Bandeira: Para o atleta assinar a bandeira e deixar sua marca registrada, ele precisa ser medalhista olímpico, medalhista em mundiais ou deter uma marca histórica no esporte nacional ou mundial. A bandeira do Brasil deve ser valorizada assim como o atleta, pois só se mantém no topo aqueles que buscam a excelência. E essa excelência é conquistada com muita disciplina, confiança e dedicação.

MFC: Quantas bandeiras você tem?
Tião da Bandeira: Hoje são três bandeiras. A maior delas pesa mais de 30 quilos e mede 11m X 15m. Além disso, faço ativação de torcida e agora estou formando a “Torcida Tião da Bandeira”. A segunda bandeira, a mais famosa, é a que os atletas assinam. E a terceira é o meu mais novo projeto – especial para a Copa do Mundo – que está começando e já deu seu primeiro passo, quando ela estiver andando eu conto para vocês.

MFC: Quantos autógrafos você tem?
Tião da Bandeira: Atualmente são mais de 180 assinaturas. Gente de peso, atletas de todas as modalidades e de todas as gerações.

MFC: Especialmente no futebol, quais os principais e mais importantes nomes que você conseguiu?
Tião da Bandeira: Felizmente todas são importantes e carregam um peso histórico no esporte. Alguns dos que já assinaram a bandeira são: o atleta do século e nosso rei Pelé, os goleiros Marcos, Rogério Ceni, Gilmar dos Santos Neves, Ado, Félix e Leão. Os  técnicos Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Torres. Outros são Brito, Piazza, Clodoaldo, Marco Antônio, Jairzinho, Rivellino, Jair Marinho, Joel Camargo, Edu, Pepe,  Amarildo, Dario (Dadá Maravilha), Paulo César Caju, Rivaldo, Cafu, Dino Sani, Bellini, Zito,  Coutinho,  Djalma Santos, Altair, Mauro Silva, Junior,  Zico,  Junior Negão, Marta e Cristiane. Estes  atletas  deixaram seu nome na história do futebol mundial e até hoje são lembrados em livros, documentários, etc. O próprio critério já diz que só os principais da história estão e estarão lá com o nome na minha bandeira.

MFC: Qual a personalidade mais marcante que assinou a bandeira?
Tião da Bandeira: Todas são marcantes para mim, mas, por exemplo, ver o Rei Pelé se emocionar ao assinar a minha bandeira revelando que durante todos estes anos, nunca ninguém tinha pedido para ele assinar a bandeira nacional é um grande privilégio. Outra historia bacana aconteceu recentemente com a piloto da Fórmula Indy, Danica Patrick. Enquanto todos os veículos de comunicação tentavam entrevistá-la, eu com a bandeira na mão e a persistência, gritei nomes de atletas que já fazem parte da bandeira, como Michael Schumacher (piloto de Fórmula 1), Pete Sampras (ex-tenista), John McEnroe (ex-tenista) e Jeff Gordon (piloto da Nascar). Ela parou, virou e me atendeu. Foi mais uma assinatura com direito a foto.

MFC: Conte algum caso interessante.
Tião da Bandeira: No mundial de basquete feminino em 2006, levei a minha bandeira gigante para torcer pelo Brasil e foi uma loucura, a torcida ficou muito animada. Depois disso, não parei mais. Foi vôlei, Fórmula 1, tênis, Fórmula Indy, futsal, etc. Mas o que mais marcou foi o jogo entre Argentina 1 X 3 Brasil, em Rosário, na Argentina, válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Foi um jogo inesquecível, onde com muita coragem carreguei a minha bandeirona do Brasil até o estádio e, chegando lá, ao desenrolá-la, já senti a fúria da torcida argentina nada contente com a presença daquela bandeira enorme na casa deles. Toda vez que os argentinos começavam a entoar seus gritos de guerra com aquela cantoria marcante, nós abríamos a bandeira e eles ficavam calados, quietos, fotografando nossa festa. Era o prenúncio de que a noite era ‘brasileña’. No outro dia os jornais e a televisão  estampavam noticias com fotos da bandeira. O Brasil calou a Argentina pelo futebol e pela torcida. Sou pé quente, não sou?

Para conferir o perfil de todos os atletas que já assinaram a bandeira e também as fotos das personalidades, acesse o blog do Tião da Bandeira: http://www.tiaodabandeira.blogspot.com/.

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Santos Futebol Clube

 

Uma das equipes mais tradicionais do país e do exterior completa hoje 97 anos de existência. O Santos Futebol Clube, não pode ser resumido em poucas linhas de um blog, por seu passado glorioso, sua história, seus títulos e os grandes craques que apresentou ao mundo nesses quase 100 anos. Mas recebe esse post como singela homenagem aos seus ‘serviços’ prestados ao futebol.

 

Edson Arantes do Nascimento é o maior exemplo da grandeza que a equipe do litoral paulista tem no esporte. Pelé, revelado na Vila Belmiro e integrado ao time profissional aos 16 anos, marcou época ao lado de tantos outros grandes craques como Mengálvio, Pepe, Coutinho, Gilmar dos Santos Neves, Dorval, Zito, entre outros. Nessa fase de ouro santista, esse esquadrão mostrou ao mundo um futebol mágico e que conquistou tudo o que disputou, cravando na história o nome do Santos FC.

 

Após esse período, o alvinegro praiano passou por uma fase menos vitoriosa – também, uma equipe como aquela o mundo jamais verá -, mas não menos importante. Depois do título estadual de 84, o Santos ficou 18 anos sem conquistar campeonatos expressivos até a fase mais recente, onde surgiram os novos meninos da vila.

 

Comandados por Diego e Robinho, a equipe santista voltou a ter seus momentos de glórias nos anos 2000 e venceu dois campeonatos brasileiros, em 2002 e 2004, reforçando a força do clube no cenário nacional.

 

Com dois títulos mundiais, duas Libertadores da América, cinco Taças Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), um Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1968, cinco torneios Rio-São Paulo e 17 conquistas estaduais, o Santos FC está entre as equipes mais vencedoras do futebol nacional.

 

Parabéns Santos Futebol Clube. Obrigado por fazer parte do magnífico futebol brasileiro!

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