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Posts Tagged ‘Mauro Silva’

Sebastião Pereira é um brasileiro apaixonado pelo esporte.

Mais conhecido como Tião da Bandeira, esse torcedor se destaca por levar por todo o mundo uma bandeira brasileira embaixo dos braços com um objetivo: conseguir autógrafos de esportistas das mais variadas categorias, campeões olímpicos, campeões mundiais ou lendas do esporte.

Para esse apaixonado, não importam as dificuldades, as barreiras e as distâncias. Numa quadra de tênis, num autódromo ou um num estádio de futebol, Tião da Bandeira promove o amor do povo brasileiro pelo esporte e eterniza grandes nomes em um pedaço de pano valioso demais para todos os patriotas.

Como ele mesmo diza bandeira do país é o que move todo esportista a superar metas e marcas. É um símbolo que desperta sentimentos e que mexe com o coração de todos nós. Cada assinatura nessa bandeira vem com uma carga histórica. Significa o reconhecimento de todo o esforço e trabalho do atleta. Eu gostaria de eternizar nesta bandeira a assinatura e recordes desses maravilhosos atletas que subiram no degrau mais alto do pódio”.

Então, nesta entrevista concedida ao MFC, Tião da Bandeira conta como surgiu o projeto, quais são os critérios das assinaturas, quais foram as principais personalidades que já deixaram seu nome na bandeira e também um caso interessante acontecido no ano passado.

MFC: Tião nos conte como e em que ano você começou seu projeto.
Tião da Bandeira: Minha história com a bandeira começou em 2007 em um torneio de tênis –  Grand Champions. Queria  ver o Guga jogar, porém ele não compareceu. No entanto, o evento contava com a presença de lendários jogadores como Björn Borg (tenista sueco vencedor de seis Roland Garros e cinco Wimbledon), Guillermo Vilas (tenista argentino vencedor do Tennis Master Cup, do Roland Garros, do US Open e do Australian Open) e Sergi Bruguera (tenista espanhol bicampeão do Roland Garros). Então, senti que não podia deixar de pegar os autógrafos desses tenistas e na falta de um caderno ou um boné, como é costume nesse tipo de evento, surgiu a idéia: Puxa vida! Amo tanto o esporte, porque não peço pra eles autografarem a bandeira do Brasil? Foi neste dia, quando colhi as primeiras assinaturas, que eu percebi a admiração do atleta, o respeito e o poder da nossa bandeira. Não demorou muito para levar essa brincadeira a sério, deixei de ser o Sebastião Pereira para ser o Tião da Bandeira.

MFC: Explique os critérios para assinatura da bandeira.
Tião da Bandeira: Para o atleta assinar a bandeira e deixar sua marca registrada, ele precisa ser medalhista olímpico, medalhista em mundiais ou deter uma marca histórica no esporte nacional ou mundial. A bandeira do Brasil deve ser valorizada assim como o atleta, pois só se mantém no topo aqueles que buscam a excelência. E essa excelência é conquistada com muita disciplina, confiança e dedicação.

MFC: Quantas bandeiras você tem?
Tião da Bandeira: Hoje são três bandeiras. A maior delas pesa mais de 30 quilos e mede 11m X 15m. Além disso, faço ativação de torcida e agora estou formando a “Torcida Tião da Bandeira”. A segunda bandeira, a mais famosa, é a que os atletas assinam. E a terceira é o meu mais novo projeto – especial para a Copa do Mundo – que está começando e já deu seu primeiro passo, quando ela estiver andando eu conto para vocês.

MFC: Quantos autógrafos você tem?
Tião da Bandeira: Atualmente são mais de 180 assinaturas. Gente de peso, atletas de todas as modalidades e de todas as gerações.

MFC: Especialmente no futebol, quais os principais e mais importantes nomes que você conseguiu?
Tião da Bandeira: Felizmente todas são importantes e carregam um peso histórico no esporte. Alguns dos que já assinaram a bandeira são: o atleta do século e nosso rei Pelé, os goleiros Marcos, Rogério Ceni, Gilmar dos Santos Neves, Ado, Félix e Leão. Os  técnicos Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Torres. Outros são Brito, Piazza, Clodoaldo, Marco Antônio, Jairzinho, Rivellino, Jair Marinho, Joel Camargo, Edu, Pepe,  Amarildo, Dario (Dadá Maravilha), Paulo César Caju, Rivaldo, Cafu, Dino Sani, Bellini, Zito,  Coutinho,  Djalma Santos, Altair, Mauro Silva, Junior,  Zico,  Junior Negão, Marta e Cristiane. Estes  atletas  deixaram seu nome na história do futebol mundial e até hoje são lembrados em livros, documentários, etc. O próprio critério já diz que só os principais da história estão e estarão lá com o nome na minha bandeira.

MFC: Qual a personalidade mais marcante que assinou a bandeira?
Tião da Bandeira: Todas são marcantes para mim, mas, por exemplo, ver o Rei Pelé se emocionar ao assinar a minha bandeira revelando que durante todos estes anos, nunca ninguém tinha pedido para ele assinar a bandeira nacional é um grande privilégio. Outra historia bacana aconteceu recentemente com a piloto da Fórmula Indy, Danica Patrick. Enquanto todos os veículos de comunicação tentavam entrevistá-la, eu com a bandeira na mão e a persistência, gritei nomes de atletas que já fazem parte da bandeira, como Michael Schumacher (piloto de Fórmula 1), Pete Sampras (ex-tenista), John McEnroe (ex-tenista) e Jeff Gordon (piloto da Nascar). Ela parou, virou e me atendeu. Foi mais uma assinatura com direito a foto.

MFC: Conte algum caso interessante.
Tião da Bandeira: No mundial de basquete feminino em 2006, levei a minha bandeira gigante para torcer pelo Brasil e foi uma loucura, a torcida ficou muito animada. Depois disso, não parei mais. Foi vôlei, Fórmula 1, tênis, Fórmula Indy, futsal, etc. Mas o que mais marcou foi o jogo entre Argentina 1 X 3 Brasil, em Rosário, na Argentina, válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Foi um jogo inesquecível, onde com muita coragem carreguei a minha bandeirona do Brasil até o estádio e, chegando lá, ao desenrolá-la, já senti a fúria da torcida argentina nada contente com a presença daquela bandeira enorme na casa deles. Toda vez que os argentinos começavam a entoar seus gritos de guerra com aquela cantoria marcante, nós abríamos a bandeira e eles ficavam calados, quietos, fotografando nossa festa. Era o prenúncio de que a noite era ‘brasileña’. No outro dia os jornais e a televisão  estampavam noticias com fotos da bandeira. O Brasil calou a Argentina pelo futebol e pela torcida. Sou pé quente, não sou?

Para conferir o perfil de todos os atletas que já assinaram a bandeira e também as fotos das personalidades, acesse o blog do Tião da Bandeira: http://www.tiaodabandeira.blogspot.com/.

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Guarani Futebol Clube.

Fundado no longínquo ano de 1911, mais precisamente no dia 2 de abril. Lá se vão quase 100 anos de vida do tradicional clube campineiro. Porém, a situação não é da melhores. O Guarani está falido, endividado e sem perspectivas de melhora.

O Bugre já foi um clube grande, vitorioso e respeitado pelos adversários. Em sua história, o estádio Brinco de Ouro da Princesa já presenciou grandes jogadores brilhando com a camisa bugrina, como por exemplo: Careca, Djalminha, Neto, Edílson, Evair, João Paulo, Jorge Mendonça, Luizão, Mauro Silva, Ricardo Rocha, Waldir Peres, Zetti, Zenon, entre tantos outros.

Nos anos 70 e 80 o clube viveu seu maior auge. Venceu o Campeonato Brasileiro de 1978 contra o Palmeiras, conseguiu um quarto lugar na Copa Libertadores da América de 1979, além de ter sido vice-campeão brasileiro em 1986 e 1987. No dérbi campineiro contra seu maior rival, a Ponte Preta, é o maior vencedor da história com 63 vitórias ante 58 da Macaca.

O único campeão nacional do interior também já foi conhecido pelo forte trabalho nas categorias de base, revelando para o futebol nomes como: Neto, Mauro Silva, Luizão, Júlio César, Careca, Evair, João Paulo, Amaral e Amoroso.

Porém, através de má gestões, o Bugre foi afundando e hoje tem uma dívida estimada em aproximadamente R$90 milhões. Além disso, o tradicional estádio bugrino está penhorado, podendo ser demolido a qualquer hora e enterrar quase 100 anos de história.

Toda essa desordem administrativa rendeu resultados negativos e muitas vezes pífios dentro de campo. De 2001 para cá, o Bugre coleciona rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e até no Paulistão. Porém, no ano passado, em meio a tantas coisas erradas, o Guarani conseguiu se reerguer e terminou a série B do Brasileirão na segunda colocação, conquistando a vaga na elite do futebol nacional em 2010.

Mas o curioso é que o Guarani jogará a primeira divisão nacional contra os maiores clubes do Brasil, e, no momento, disputa a série A2 do Campeonato Paulista, com times de pouca expressão e que não chegam nem perto da tradição bugrina no futebol. Porém, como desgraça pouca é bobagem, o Guarani vem fazendo uma campanha horrorosa e ocupa o modesto 12° lugar, 19 pontos atrás do líder União São João, de Araras. E o pior é que o Bugre está apenas três pontos na frente do primeiro clube da zona de rebaixamento, o Osvaldo Cruz. Se o Guarani não se cuidar, se tornará um caso raro: jogará a primeira divisão nacional e a terceira do campeonato estadual.

Hoje, o Guarani já pode começar a mudar essa história, pois enfrentará o Araguaína-TO, pela primeira fase da Copa do Brasil. No jogo de ida, o time campineiro venceu por 1 a 0 fora de casa e joga com a vantagem. É uma boa oportunidade de não passar por mais um vexame e aproveitar para melhorar o rendimento na A2 do Paulistão. Digo isso, pois nessa toada, o Guarani já entrará no Brasileirão desse ano como um forte candidato ao descenso.

É preciso mudança de postura e tentar esquecer das adversidades, ao menos dentro de campo. O Guarani Futebol Clube é muito maior que tudo isso, que qualquer dívida ou rebaixamento e merece voltar o mais rápido possível para o ser verdadeiro lugar entre os grandes times de futebol do Brasil.

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