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Posts Tagged ‘Marquinhos’

Por: Erik Rodrigues

Na Vila Belmiro, Santos e Vitória disputaram a partida de ida da final da Copa do Brasil. O Peixe voltou da parada da Copa do Mundo sem apresentar o excelente futebol do primeiro semestre. Ganhou apenas uma partida e perdeu as outras três pelo Brasileirão. Já o time baiano voltou embalado, apesar de vencer apenas um jogo e empatar três no torneio nacional.

A partida começou com o Santos mostrando o ímpeto ofensivo do primeiro semestre, com Neymar, Ganso, Robinho e André se movimentando muito e confundindo a defesa adversária. Tanto que Schwenck e Anderson Martins levaram cartão amarelo com dez minutos. Aos 12, foi da vez de Ganso acertar a trave em cobrança de falta. Com a pressão aumentando, o gol saiu logo em seguida. Pará avançou pela direita e cruzou na medida para Neymar que, meio de peito e de barriga, empurrou para o fundo da rede. Foi o 11º gol dele na competição, artilheiro isolado.

O Peixe manteve-se no ataque e criou outras ótimas chances para ampliar. Aos 17 minutos, Alex Sandro cruzou e Robinho mandou para fora. Percebendo que seria massacrado se continuasse na defensiva, o Vitória adiantou a marcação no meio campo e conseguiu equilibrar um pouco a partida. O técnico Ricardo Silva teve que trocar Rafael Cruz, lesionado, por Bida. O time baiano conseguiu chegar ao gol santista, mas sem levar muito perigo. Antes do fim da primeira etapa, André ainda perdeu boa oportunidade.

No segundo tempo, o panorama não mudou. Os donos da casa continuaram no ataque, sem dar chances ao rubro-negro. Neymar e Ganso perderam chances claras de gol, praticamente dentro da pequena área. Acuado, o Vitória trocou o experiente Ramon por Renato Cajá, na tentativa de explorar os contra-ataques. Mas a troca não deu certo e o Peixe continuava mandando no jogo. Esse domínio teve resultado aos 28, quando Neymar pedalou dentro da área e foi derrubado por Wallace. Pênalti que o próprio Neymar cobrou, com cavadinha, para defesa tranquila do goleiro Lee. Alguns torcedores passaram a vaiar o atacante quando ele tocava na bola.

O técnico Dorival Junior mexeu no time e tirou Robinho e Ganso, para as entradas de Zé Eduardo e Marquinhos. E alguns torcedores gritaram “burro” para o treinador quando Ganso deixou o campo. Mas Marquinhos mostrou que poderia corresponder e marcou o segundo gol santista, aos 38 minutos, em bela cobrança de falta. Com a vantagem, o Santos passou a administrar o jogo e o Vitória não levou perigo ao gol de Rafael. Fim de jogo e vitória merecida do time da Vila, pois apresentou mais uma vez um futebol ofensivo e ousado, sempre em busca do gol e que dá gosto de ver. Na próxima quarta-feira (04/08), os dois times voltam a se enfrentar no Barradão, em Salvador, e o Peixe pode até perder por um gol de diferença que ficará com o título inédito da Copa do Brasil.

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O Palmeiras continua vivendo dias de crise e os momentos turbulentos parecem não ter fim. Já perdi as contas de quantas vezes escrevi esse tipo de texto aqui no MFC nos últimos meses. Mas é impossível não relatar o novo capítulo ocorrido no começo desta semana pelos lados do Palestra Itália. A nova crise ocorreu depois do último jogo da equipe pelo Campeonato Brasileiro, em partida jogada no Rio de Janeiro contra o Vasco. Conforme veiculado, mesmo após apresentar um futebol melancólico, alguns jogadores do Palmeiras foram curtir noitadas na Cidade Maravilhosa e retornaram para a concentração muito depois da hora combinada e ainda acompanhado por mulheres. Os envolvidos até onde se sabe eram os atacantes Robert e Ewerthon, além do meia Marquinhos.

Com o atraso dos três, o treinador Antonio Carlos Zago cobrou uma postura decente dos atletas e chegou as vias de fato com Robert. Resultado? Ambos foram mandados embora do Verdão. Esse é apenas mais um exemplo da bagunça que se tornou a equipe paulista.

Quando o economista Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu a presidência alviverde, tudo levava a crer que dias melhores viriam. Além de ser uma pessoa esclarecida e inteligente, Belluzzo tinha o perfil que o torcedores palmeirenses queriam ver no comando do clube. Depois de anos de marasmo, queda para a segunda divisão e nenhum título conquistado, era a hora da mudança e da reformulação. Muita gente pensou dessa forma também quando ele foi eleito para comandar o clube no dia 26 de janeiro de 2009.

Um ano e meio depois, as coisas aconteceram totalmente diferente do imaginado. Neste período, o Palmeiras já teve quatro treinadores (Vanderlei Luxemburgo, Jorginho, Muricy Ramalho e Antonio Carlos Zago) e nada deu certo. Vagner Love e Diego Souza, os dois principais jogadores do elenco, pegaram as coisas e abandonaram o time.

Os resultados dentro de campo demonstram o tamanho da bagunça. Em 2009, eliminação no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América, vexame no Campeonato Brasileiro, torneio esse que o Palmeiras liderou por muito tempo e por crises internas conseguiu perder um título ganho. Nesse ano a sina continua a mesma. Campanha pífia no Paulistão e eliminação da Copa do Brasil para o Atlético-GO. O Campeonato Brasileiro já começou e nada foi feito para salvar o Verdão.

Com tantos exemplos de bagunças, crises, brigas e resultados ruins, é fácil chegar a conclusão de que a culpa disso tudo não é da comissão técnica desse ou daquele treinador. O problema está na direção do Palmeiras. Belluzzo parece não ter pulso firme para comandar um clube do tamanho e das tradições alviverdes. Enquanto jogador briga com técnico, outros abandonam o elenco e o presidente da principal patrocinadora diz que tem dó do atual elenco, o presidente palestrino vê tudo de braços cruzados. É preciso tomar atitudes, urgentemente.

Dia após dia o Palmeiras se torna um time menor. O pensamento de Belluzzo é contratar o vencedor Luis Felipe Scolari. Pode ser uma boa chance para mudar as coisas e partir para um rumo melhor. Entretanto, Felipão é um técnico de prestígio e que deve ter propostas de todos os cantos do mundo. Será que ele, vendo o jeito que as coisas estão no Palmeiras, aceitará assumir essa bronca? É pouco provável.

Mas o Palmeiras não pode depender de Felipão, de Belluzzo, de Diego Souza ou de Traffic. O clube tem uma história brilhante no futebol e por si só é um gigante. Os torcedores não merecem uma situação preocupante como esta vivida atualmente. E nesse grande circo alviverde, existe apenas um ‘palhaço’ que sofre: o goleiro Marcos.

Pobre Marcos…

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Os dois jogos que decidiram o Campeonato Paulista de 2010 foram realmente sensacionais. Santos e Santo André fizeram jus ao torneio mais disputado do país e empolgaram o público, até mesmo os torcedores de outras equipes. Depois de vencer o primeiro jogo por 3 a 2 e ampliar a vantagem, o Santos perdeu hoje por 3 a 2 para o Ramalhão e mesmo assim conquistou o 18º título estadual de sua história.

O jogo no Pacaembu começou quente. Aliás, muito quente. Logo aos 30 segundos do primeiro tempo, o atacante Nunes abriu o placar para o Santo André, depois de ótimo passe de Branquinho para o lateral Cicinho, que driblou Felipe e tocou para o artilheiro marcar o gol. Foi uma pequena mostra que do que o time do ABC faria no jogo.

Entretanto, o Santos não tem o melhor ataque do mundo em 2010 à toa. Aos sete minutos, Marquinhos achou Robinho dentro da área e o ‘Rei das Pedaladas’ deu um incrível passe de letra no alto para Neymar. O jovem atacante recebeu, driblou toda a zaga adversária e fez um belo gol, empatando o jogo.

A partida era disputada de uma forma rápida, com ataques para os dois lados. E por pouco o Santo André não ampliou o placar aos 16 minutos, quando Branquinho arriscou um chute e a bola caprichosamente explodiu na trave.

Os comandados de Sérgio Soares estavam impossíveis e partiam para cima do adversário. Tanto que no minuto seguinte marcaram o segundo gol após Carlinhos cruzar para a área e Rodriguinho fazer de cabeça. Porém, a auxiliar Maria Elisa ergueu a bandeira e anotou impedimento inexistente. Prejuízo para o time do ABC.

O erro da arbitragem não abalou o Ramalhão. Bruno César, de novo ele, cobrou escanteio e o volante Alê mandou de cabeça para a rede aos 20 minutos.

A partida pegou fogo de vez aos 22 minutos, quando Neymar cavou mais uma falta e Alê repreendeu o jovem santista. O tumulto se generalizou, empurra daqui, empurra dali e todos querendo falar mais alto que o árbitro. Nunes e Léo bateram boca e se xingaram na lateral do campo, ampliando a discussão. Para não perder as rédeas do jogo, o juiz Sálvio Spinola expulsou os dois.

Emocionante, o jogo prosseguiu alguns minutos depois. Mas o incêndio estava instaurado. Para melhorar ainda mais, o Peixe buscou o empate novamente. Robinho tocou para Ganso, que maravilhosamente deu um passe de letra milimétrico para Neymar, sozinho, marcar o segundo santista. Foi o centésimo gol dos ‘Meninos da Vila’ na temporada, em apenas 30 jogos disputados. Uma maravilha!

Aos 39 minutos, o meia Marquinhos perdeu a cabeça e deu uma dura entrada por trás em Branquinho, lance que ocasionou a expulsão do jogador santista. Agora eram 9 contra 10 e o jogo estava empatado. Era a hora do Santo André atacar e fazer jus ao homem a mais que tinha em campo.

Determinada, a equipe fez o que dela se esperava. Bruno César fez uma linda jogada no meio-campo, puxou o contra-ataque, tabelou com o lateral Carlinhos e deixou Branquinho livre para marcar o terceiro do Ramalhão, aos 43 minutos.

O primeiro tempo terminou e a vantagem era andreense. Depois de um grande jogo na primeira etapa, os 45 minutos finais tinham tudo para confirmar um jogo épico num Pacaembu lotado por mais de 36 mil torcedores.

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, com o Santo André melhor em campo e o Santos tentando parar os rápidos contragolpes do adversário. Logo aos cinco minutos, Bruno César deu uma caneta no meio-campo e fez um precioso lançamento para Rodriguinho, que driblou o goleiro e chutou fraco para o gol, dando a chance de Arouca conseguir salvar o quarto tento dos visitantes.

Mesmo melhor em campo, a equipe do ABC não conseguia traduzir em gol as chances criadas. O destino e os ‘Deuses do Futebol’ reservaram a segunda etapa para Paulo Henrique Ganso, sem dúvidas o melhor jogador de toda a competição. Um leão em campo, Ganso, de apenas 20 anos, parecia um lorde em campo. Segurava a bola, dava dribles de efeito e não se intimidava com as duras chegadas dos zagueiros do Santo André.

Em uma das raras vezes neste ano, Dorival Júnior tirou um atacante e colocou um volante para segurar o ímpeto do adversário. Saiu Neymar e entrou Roberto Brum. O volante ficou pouco em campo, mais precisamente oito minutos. Depois de dar um carrinho por trás, Sálvio Spinola expulsou o jogador e deixou o Peixe com oito jogadores em campo.

Em total desvantagem numérica, Dorival tratou de colocar o zagueiro Bruno Aguiar no jogo. O escolhido para sair, erroneamente, foi Paulo Henrique Ganso. Porém, antes do treinador fazer a substituição errada, Ganso se recusou a sair e, como um maestro, sugeriu que treinador tirasse o atacante André. Dorival seguiu a opção de Ganso e sacou André. Outro lance genial do jogador, dessa vez sem a bola no pé. Mesmo jovem, Ganso mostrou personalidade e chamou a responsabilidade, demonstrando ser um jogador pronto e maduro, que se não for convocado para a Copa do Mundo, será uma injustiça das mais tremendas.

O Ramalhão foi para o tudo ou nada. Um gol daria o título e por pouco, muito pouco, o Santo André não fez história. Rodriguinho chutou uma bola na trave aos 45 minutos da etapa final e assustou o Pacaembu.

Mas nada, NADA, tiraria esse título do Santos. O árbitro terminou o jogo e o Peixe conquistou o 18º título de sua história.

De fato os jogos finais foram emocionantes. Mostraram um Santo André determinado, altamente competitivo e com muitos jogadores qualificados que reforçarão outros clubes brasileiros nos próximos dias. O goleiro Júlio César, os meias Branquinho e, principalmente, Bruno César, além dos atacantes Nunes e Rodriguinho cumpriram muito bem seus papéis no torneio. Não levaram a taça, mas perderam de cabeça erguida e jogando um ótimo futebol. Entretanto, o técnico Sérgio Soares merece os parabéns por ter montado uma bela equipe e por se mostrar um grande talento a beira do gramado.

Já o Santos mereceu completamente a conquista. Todo o grupo, todos os jogadores. Passearam e deram show com a bola nos pés. Encantaram e acabaram com todos os adversários. Um ataque magnífico e uma defesa que, se não é brilhante, também conseguiu ajudar o time. Dorival Júnior também merece destaque por ter regido a ‘orquestra’ santista. Porém, Neymar e Ganso sobraram no Paulistão-10. A jovem dupla foi muito importante na conquista e mostrou que o futebol truculento não tem vez quando a habilidade e a ousadia brasileira estão em campo. Se Dunga tiver um mínimo de juízo, não hesitará em convocá-los para o mundial daqui a nove dias.

Felipe, Pará, Wesley, Durval, Edu Dracena, Léo, Germano, George Lucas, Arouca, Marquinhos, Robinho, Neymar, André, Paulo Henrique Ganso, Mádson, Bruno Aguiar, Rodrigo Mancha, Giovanni, Zé Eduardo, Marcel, Maikon Leite e Dorival Júnior. Todos os ‘Meninos da Vila’ merecem os parabéns pela conquista.

Parabéns, Santos Futebol Clube! E como diz o hino do clube: “Glorioso alvinegro praiano, campeão absoluto desse ano”.

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Santos e Santo André foram os principais destaques da primeira fase do Campeonato Paulista de 2010. Com isso, se credenciaram como favoritos ao título deste ano. O Santos disputou a semifinal contra o rival São Paulo, enquanto a equipe do ABC encarou o Grêmio Prudente. Na partida de ida das semifinais, ambos confirmaram o favoritismo e, fora de casa, venceram os adversários. Para as partidas de volta, o Peixe e o Ramalhão poderiam até perder por um gol de diferença que ainda assim avançariam à decisão. O Santos fez o que virou rotina na temporada, ganhou por 3 a 0 do São Paulo em jogo disputado na Vila Belmiro e chegou à final com sobras. Por outro lado, o Santo André perdeu em casa para o surpreendente Grêmio Prudente, por 2 a 1, mas usou o regulamento para garantir a vaga.

Muito se falou na semana sobre a vitória santista no último domingo, no Morumbi, quando poderia ter goleado o rival, tomou grande sufoco no segundo tempo e conseguiu a vitória apenas no último minuto. O Peixe percebeu que não poderia falhar novamente contra o experiente elenco são paulino. Já o São Paulo constatou a qualidade dos ‘Meninos da Vila’ e se apoiou na segunda etapa do último confronto para acreditar na vitória por dois gols de diferença que lhe valeria a vaga na decisão.

O técnico Ricardo Gomes apostava em um ataque veloz para conquistar o objetivo. Assim, sacou Washington e colocou Fernandinho no time titular neste domingo. Na vaga de Marlos, que fora expulso no primeiro confronto, o treinador acreditou na força de Cléber Santana. Outras novidades em relação ao outro jogo foram vistas nas laterais. Jean perdeu seu lugar para Cicinho, enquanto Júnior César deu a vaga para Richarlyson. É óbvio que a derrota de hoje foi totalmente por méritos do Santos, mas seria mais aceitável a escalação de Carleto no lado esquerdo do campo, já que além de Richarlyson não ser lateral de origem, o jogador esteve machucado por um mês e retornou apenas hoje. Ricardo errou na escolha, mas isso não influenciou no resultado.

Pelo lado santista, Dorival Júnior preferiu reforçar o meio campo e sacou o atacante André da equipe titular. Desse modo, Wesley saiu da lateral direita para compor o meio e Pará jogou na posição. Boa visão do treinador do Peixe, afinal, a vantagem era favorável para mudanças desse tipo.

O jogo foi bastante movimentado. O São Paulo tinha um ataque veloz, mas a bola pouco chegou aos jogadores de frente. Hernanes esteve mais tímido que no último jogo, os laterais pouco apoiaram e assim, as chances na primeira etapa foram escassas. Fernandinho tentou resolver sozinho, mas a marcação santista esteve implacável. Dagoberto nada fez. Enquanto isso, o Santos respeitou o rival mais do que na primeira partida, mas mesmo assim, quando tinha a posse de bola, criava jogadas boas e até poderia ter aberto o placar não fosse alguns erros de Robinho.

O segundo tempo era tudo ou nada para o São Paulo. Por esse motivo, Ricardo Gomes tirou Cléber Santana e colocou o artilheiro Washington em campo, mudando o esquema para três atacantes. Washington bem que tentou, mas na única boa investida, o goleiro Felipe fez grande defesa. O Santos começou a se soltar no jogo e sentiu que poderia vencer novamente. O primeiro gol nasceu com jogada do meia Marquinhos, que recebeu a bola nas costas de Richarlyson e cruzou para a área. O atacante Neymar, com o braço, mandou para as redes e abriu o placar. Gol irregular santista e contestação por parte dos são paulinos.

O Santos dominava o jogo e estava com a classificação praticamente definida. Mas os ‘Meninos da Vila’ queriam mais e partiram para cima. Aos 37 minutos, Robinho lançou para Neymar, o zagueiro Miranda acompanhou o atacante e claramente não encostou no adversário, que se jogou dentro da área e o árbitro José Henrique de Carvalho anotou a penalidade. Neymar, com paradinha, fez o seu segundo gol no jogo e o 12º no Campeonato Paulista. O jogo estava decidido, jogadores e torcedores já comemoravam o resultado quando Mádson saiu do banco de reservas, fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cruzou para a área e Paulo Henrique Ganso fez o terceiro, aos 40 minutos.

Na somatória das duas partidas, o Santos fez 6 a 2 no São Paulo e conquistou a vaga na decisão do estadual sem contestações. Mesmo com dois erros da arbitragem, o Peixe sobrou em campo, como vem sobrando em todo o campeonato e mereceu a classificação. O Tricolor esteve nervoso em campo, tanto que tomou oito cartões amarelos, mas em nenhum momento perdeu a cabeça com as travessuras dos jovens. Saiu como um bom perdedor.

O Santos terá mais dois jogos para encantar e confirmar uma conquista que já vem se desenhando há algum tempo. A nova geração santista é muito qualificada e já entrou para a história. Além disso, o Santos segue a passos largos como favorito na Copa do Brasil também. O São Paulo, por sua vez, focará completamente a Copa Libertadores e já na próxima quarta-feira terá um difícil jogo contra o Once Caldas para garantir vaga nas oitavas de final do torneio.

SANTO ANDRÉ É O ADVERSÁRIO NA FINAL
O Santo André será o adversário santista na decisão do Campeonato Paulista. Após ter vencido o primeiro confronto contra o Grêmio Prudente por 2 a 1, na semana passada, o Ramalhão perdeu hoje para o rival pelo mesmo placar, mas como tinha vantagem pela melhor campanha na primeira fase, confirmou o favoritismo e obteve vaga na final. As partidas decisivas acontecerão nos próximos dois domingos (25/04 e 02/05), possivelmente no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O time do ABC disputará pela primeira vez uma decisão estadual.

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A semifinal do Campeonato Paulista de 2010 entre São Paulo e Santos prometia ser eletrizante. E foi até mais do que se imaginava. Em um jogo muito disputado na tarde deste domingo no estádio do Morumbi, o Peixe conseguiu a vitória por 3 a 2 e ampliou a vantagem que já tinha, agora poderá perder por até um gol de diferença que mesmo assim chegará à final da competição estadual.

Em dois tempos distintos, o Santos não apresentou o futebol convincente das últimas rodadas, tomou um grande sufoco, mas no final conquistou o objetivo e deixou o São Paulo em condição muito difícil no Paulistão.

O São Paulo começou melhor o jogo, marcando em cima e não deixando espaços para os ágeis santistas. Mas, aos poucos, o Santos melhorou dentro de campo e tomou conta da partida. Tanto que, aos 26 minutos, em investida pela esquerda, Neymar passou a bola para Léo que chutou cruzado para o meio da área. A bola caprichosamente bateu no lateral Júnior César e traiu Rogério Ceni. 1 a 0 para o Peixe. O gol mexeu com o jogo. O alvinegro cresceu ainda mais enquanto o São Paulo sentiu o baque e se recuou, chamando o adversário para cima. Porém, as coisas pioraram para o Tricolor quando o meia Marlos, aos 32, foi expulso de campo após já ter tomado cartão amarelo erroneamente minutos antes. O primeiro amarelo deveria ser aplicado no lance da expulsão. Atordoado, não demorou muito para o São Paulo sofrer o segundo gol. Novamente pela esquerda, novamente através de Neymar, que deu um lindo passe de três dedos para o atacante André ampliar a vantagem e marcar seu 12º no Paulistão.

Não havia cenário pior para a equipe de Ricardo Gomes. Jogando em casa e precisando do resultado, tomou dois gols ainda no primeiro tempo e ficou com um jogador a menos. Todos, até mesmo os são paulinos, esperavam pelo pior: ver mais uma goleada santista que resultaria na eliminação do São Paulo.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes fez uma alteração ousada, tirou Washington e colocou Cicinho em campo para atuar como meia e dar mais velocidade ao time. E a alteração surtiu efeito. O São Paulo voltou elétrico e com muita vontade. Logo aos oito minutos, Hernanes fez bela jogada individual e chutou forte no canto do goleiro Felipe, diminuindo o placar e colocando o Tricolor de volta na partida. O gol nos minutos iniciais deu confiança para a equipe. O São Paulo passou a mandar no jogo enquanto o Santos apenas assistia. Hernanes, Dagoberto, Jorge Wagner e Cicinho comandavam o time. E foi através de mais uma jogada rápida que o Tricolor chegou ao empate. Cicinho ergueu a bola na área e encontrou Dagoberto livre para mandar a bola de cabeça para a rede. Era a resposta do São Paulo de que nada estava decidido. O empate assustou os garotos santistas. Com dez em campo o Tricolor era melhor do que quando teve 11 jogadores no primeiro tempo. Os pouco mais de 35 mil torcedores que foram ao Morumbi viam um grande jogo.

Depois de conseguir algo que parecia improvável, o São Paulo continuou partindo para cima e sentiu que poderia virar o jogo. E não virou por pouco, muito pouco. Hernanes, o melhor são paulino no jogo, cobrou falta e obrigou o goleiro Felipe a fazer uma maravilhosa defesa. Percebendo que as coisas poderiam piorar, Dorival Júnior resolveu mexer. Mádson entrou no lugar de Neymar e Zé Eduardo na vaga de Marquinhos. O objetivo do treinador era voltar a ter posse de bola no meio campo e amenizar as investidas são paulinas. Assim como Ricardo Gomes havia mexido no jogo com a substituição no intervalo, as substituições santistas também foram acertadas. O Santos equilibrou novamente o jogo e, aos 38, quase marcou o terceiro com Zé Eduardo. O jogo continuou quente e tudo levava a crer que o empate seria o resultado mais justo pelos dois tempos distintos, um de cada equipe. Até que, aos 45 minutos, Miranda fez falta desnecessária na beirada da área. Mádson cruzou, Rogério Ceni falhou e o zagueiro Durval, de cabeça, fez o terceiro gol para o Santos. Gol esse que deu a vitória ao alvinegro e mais do que isso, ampliou a vantagem já existente. No próximo domingo, na Vila Belmiro, os ‘Meninos da Vila’ podem perder por até um gol de diferença que, ainda assim, chegarão à decisão. O São Paulo não poderá contar com Marlos e terá que partir para cima buscando os dois gols de diferença, algo que pode ser muito perigoso contra um time rápido e de bom toque de bola como o Santos.

Tudo leva a crer que a equipe de melhor campanha no campeonato chegue à final. O Peixe está com um pé e meio na decisão do título estadual. Ao Tricolor, resta entrar no jogo mais ligado para não precisar correr atrás do resultado como fez hoje. Ricardo Gomes já avisou que irá ao litoral com força máxima e que ainda acredita na classificação. Se mantiver a pegada mostrada na segunda etapa, as chances crescerão um pouco. Além da classificação, o São Paulo jogará a próxima partida para tentar vencer seu primeiro clássico no ano. Até aqui foram cinco derrotas em cinco jogos. Para resumir, o Santos tem 80% de chances de continuar no torneio, contra 20% do time do Morumbi. Com o que foi apresentado na primeira partida, o segundo jogo é garantia de mais um grande clássico.

NA OUTRA SEMIFINAL…

O Santo André também conseguiu ampliar a vantagem obtida após bela campanha na primeira fase e, fora de casa, venceu o Grêmio Prudente por 2 a 1. Pela equipe do ABC marcaram Branquinho e Rodriguinho, agora vice-artilheiro do Paulistão com 14 gols, enquanto que Diego anotou o gol do Prudente. Assim como o Santos, o Ramalhão jogará a segunda partida em casa e pode perder até por um gol de diferença para chegar à decisão. Ótimo cenário para a organizada equipe dirigida por Sérgio Soares.

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Caros leitores, primeiramente peço desculpas por não ter escrito no MFC ontem. O motivo por essa ‘ausência’ virtual foi meramente universitário. De qualquer forma, também não consegui acompanhar totalmente os grandes jogos de quarta e quinta-feira pelo mundo. Vi apenas os gols e poucos lances e, por este motivo, não conseguiria fazer uma análise mais detalhada. Sendo assim, farei alguns breves comentários:

– Barcelona campeão da Champions League. Alguma novidade? Para mim não! Mesmo que o Manchester United seja um grande time e esteja entre os três principais clubes do mundo, o futebol apresentado pela equipe de Pep Guardiola durante toda a temporada já previa que o título ficaria na Espanha. Mesmo não assistindo a partida, pelo pouco que vi e li, minha previsão se confirmou. O Barcelona conquistou o tricampeonato da Champions League sem dificuldades.

– O Cruzeiro venceu o São Paulo na primeira partida da Taça Libertadores da América. Resultado normal pelo bom time cruzeirense, pela importante pressão da torcida e pelo apático time do São Paulo. Muricy Ramalho continua insistindo com Richarlyson, Hernanes e Jorge Wagner. Muricy continua vetando Borges e colocando-o no banco. São ações que podem prejudicar uma temporada inteira e neste caso, poderá até custar o cargo do treinador em caso de eliminação. De qualquer maneira, com todos estes aspectos negativos, o Tricolor continua vivo na Libertadores e além de perder ‘apenas’ por um gol, ter feito gol fora de casa pode ajudar o São Paulo no jogo da volta.

– Como o MFC já havia destacado o Grêmio não teria vida fácil contra o Caracas, na Venezuela. E não teve. Saiu perdendo, empatou e deixou os venezuelanos acreditando que é possível vencer o Tricolor Gaúcho no Brasil na partida de volta. Continuo apostando na classificação gremista, até com certa facilidade. Mas o experiente Paulo Autuori precisará deixar seus jogadores ligados, pois uma surpresa em uma competição como a Libertadores, não seria nada espantoso.

– O Coritiba saiu ganhando do Internacional em pleno Beira-Rio. Um susto para os jogadores, para o técnico Tite e principalmente para a torcida colorada. Mas a fase é tão boa e o conjunto com diversos jogadores decisivos é tão importante, que sem dificuldades o Inter virou o jogo e fez seu dever de casa. O time Coxa Branca ainda acredita que possa reverter o resultado, mas creio que será muito complicado. Se o técnico Renê Simões colocar o time para frente para buscar os dois gols que precisa, será um risco enorme contra um time rápido e habilidoso como o Inter. Vejo o Colorado na final da Copa do Brasil.

– O Corinthians é outro que mesmo jogando fora de casa conquistou um ótimo resultado. Poderia ser melhor, se Elias não tivesse perdido um gol feito na cara do goleiro vascaíno, mas também poderia ser pior, se Felipe não operasse pelo menos três milagres nas investidas do Vasco. O empate fora de casa com gols é bom negócio em competições com regulamentos como a Copa do Brasil. No jogo da volta as equipes estarão reforçadas de seus principais jogadores (Carlos Alberto no Vasco e Ronaldo no Corinthians) e, portanto, creio que o jogo seja melhor tecnicamente. Continuo acreditando que o Timão consiga a vaga na final.

– Vanderlei Luxemburgo é um caso a parte no futebol. Inegavelmente é um ótimo técnico, muito vitorioso e importante para diversas equipes no passado. Mas também é inegável que ele nunca assuma seus erros. Ontem isso aconteceu mais uma vez. Atuando dentro de casa, contra um adversário forte e tradicional, mas nada assustador e que certamente viria mais para se defender do que para atacar, Luxemburgo ‘inovou’ e começou o jogo com três zagueiros e com o fraquíssimo Fabinho Capixaba na lateral direita. Logo viu que os uruguaios começaram a gostar do jogo e promoveu a entrada de Obina e Marquinhos. Mas porque ele não começou com essa formação? Coisas de Luxemburgo, o treinador que quando ganha ele é o diferencial e quando perde a culpa é a da imprensa, da arbitragem, etc. O empate foi ruim para o Palmeiras e o jogo de volta na casa do Nacional será bastante complicado. Apostei que o Verdão passaria de fase, mas depois do resultado de ontem, vejo o Nacional com mais chances. De qualquer forma, ainda acredito que Vanderlei Luxemburgo e sua equipe possam surpreender fora de casa novamente, assim como foi contra o Colo Colo e Sport.

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Ortigoza

O Palmeiras fez seu dever de casa. Seria péssimo tomar gols e não conseguir a vitória na partida de ida das oitavas-de-final da Taça Libertadores da América. O Sport, conhecido adversário, não daria vida fácil ao Verdão, isso já era esperado e foi o que realmente aconteceu. A equipe de Vanderlei Luxemburgo conseguiu atingir seu objetivo, venceu os pernambucanos por 1X0 no Palestra Itália e agora jogará na semana que vem no Recife, podendo empatar a partida para seguir adiante na competição.

Luxemburgo, que não é unanimidade pelos lados do Palestra Itália, pensou durante toda a semana em qual fórmula usaria para vencer e tentar convencer os torcedores alviverdes. Minutos antes da partida, veio a surpresa. O treinador escalou o Palmeiras no 4-3-3, com Marquinhos, Willians e Keirrison no setor ofensivo. Essa foi a aposta de Luxemburgo para furar a defesa do Sport.

O jogo começou com o Palmeiras tentando chegar ao gol de todos os lados do campo. E logo aos cinco minutos, Diego Souza cruzou a bola para a área, Keirrison desviou e mandou a bola no travessão de Magrão. Era o primeiro sinal da pressão que os pernambucanos teriam que suportar. Porém, não foi bem isso que aconteceu. O Verdão teve maior posse de bola e passou grande parte da primeira etapa no campo de ataque, mas aconteceram poucas chances reais de gol.

O segundo tempo começou como o primeiro. Aos sete minutos, Marquinhos recebeu a bola dentro da área e tocou na saída de Magrão. Mas quase em cima da linha, o zagueiro César afastou o perigo. Mais aguda, a equipe alviverde sabia que o empate seria um péssimo resultado e possivelmente complicaria o desejo de chegar às quartas-de-final. Aos 17 minutos, Keirrison, que continua em jejum de gols e pouco pegava na bola, dominou a bola e rolou para Diego Souza. O camisa 7 chutou por cima do gol e perdeu uma grande oportunidade.

Luxemburgo resolveu mudar a equipe e partir para o tudo ou nada. E deu certo. O técnico sacou o atacante Marquinhos, que saiu vaiado de campo e colocou o paraguaio Ortigoza. Também tirou Willians e mandou o novo contratado Mozart para o jogo. Em poucos minutos, as substituições surtiram efeito. Ortigoza sofreu falta de Hamilton aos 29 minutos da etapa complementar. O juiz Sergio Pezzota expulsou o lateral do Sport e na cobrança de Cleiton Xavier, o próprio paraguaio com um leve desvio de cabeça, abriu o placar para o Verdão e garantiu a vitória.

Foi suado e os quase 24 mil torcedores que foram ao Palestra Itália não viram a equipe apresentar um bom futebol, mas saíram contentes com o resultado. Agora, o Palmeiras vai à Ilha do Retiro na próxima terça-feira e terá que segurar o Sport e a apaixonada torcida rubro-negra. A vantagem é palmeirense, mas os pernambucanos já provaram que podem complicar o jogo e conquistarem a vitória por dois gols de diferença. Ainda vejo o Palmeiras com mais chances de passar para a próxima fase, mas será preciso muito empenho e garra para que minha previsão se confirme.

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