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Posts Tagged ‘Júnior César’

O confronto brasileiro das quartas-de-final da Copa Libertadores da América 2010 teve seu primeiro capítulo na semana passada. Mesmo com amplo favoritismo e com um futebol convincente, o Cruzeiro não fez a lição de casa e foi surpreendido pelo São Paulo em pleno Mineirão, sendo derrotado por 2 a 0. O resultado da partida de ida foi fundamental e ontem, jogando diante de 53 mil torcedores no estádio do Morumbi, o São Paulo repetiu o placar do jogo de ida e eliminou os mineiros da competição sul-americana.

A missão do Cruzeiro não seria nada fácil. Era pouco provável que a Raposa conseguisse reverter o resultado e repetir o feito do ano passado, quando nesta mesma fase do torneio eliminou o Tricolor em pleno Morumbi. Se a situação já era complicada, as coisas pioraram ainda mais no primeiro minuto do jogo, quando o atacante Kléber, famoso por sua raça e também por suas cotoveladas, disputou a bola com Richarlyson e deu um tapa na cara do são paulino. O árbitro Jorge Larrionda não hesitou em expulsar o jogador e deixar o caminho ainda mais livre para a classificação dos paulistas. A decisão acertada do juiz foi determinante para o jogo.

O São Paulo tomou conta da partida e partiu em busca do gol para sacramentar a vaga nas semifinais. Enquanto o Cruzeiro, atordoado com um jogador a menos, assistia o adversário, os comandados de Ricardo Gomes pressionavam. Aos cinco e aos sete minutos, o goleiro Fábio fez grandes defesas em investidas de Marlos e Fernandão, respectivamente. Mas de tanto insistir, o Tricolor conseguiu abrir o placar. Numa jogada que parecia perdida pelo lado esquerdo do campo, o lateral Júnior César prendeu a bola entre dois adversários, colocou entre as pernas de Henrique, avançou e rolou para trás. Hernanes chegou sozinho e mandou uma bomba de esquerda para abrir o placar, aos 23 minutos.

O jogo estava consolidado. O São Paulo trabalhava muito bem a bola com Marlos, Rodrigo Souto e Hernanes. Quando o Cruzeiro tentava partir para o ataque, Miranda, Alex Silva, Richarlyson e Júnior César ganhavam todas e livravam o perigo. Vale lembrar que o Tricolor tem a melhor defesa da competição, tendo sofrido apenas dois gols em dez jogos no certame. A equipe paulista ainda teve algumas chances para ampliar o placar na primeira etapa, mas Fábio segurava tudo lá atrás.

Logo no começo da segunda etapa o Tricolor liquidou a fatura. Júnior César lançou a bola, Fernandão desviou de cabeça para Dagoberto, que tranquilamente dominou no peito e tocou por cobertura na saída do goleiro. 2 a 0 no placar, 4 a 0 no resultado agregado. A vaga para as semifinais pela nona vez na história estava consolidada e daí por diante o São Paulo segurou o jogo, trabalhou a bola e acabou com as esperanças celestes.

O sonho do tetracampeonato está cada vez mais vivo e o adversário da próxima etapa será conhecido amanhã, no confronto entre Estudiantes e Internacional. Os jogos das semifinais acontecerão somente depois da Copa do Mundo, nos dias 28 de julho e 4 de agosto, com a segunda partida sendo disputada no Morumbi, independente do adversário.

Depois de começar o ano muito mal, com um futebol apático e sem brio, o São Paulo começa a crescer na hora decisiva. As únicas duas partidas que o Tricolor mostrou bom futebol, marcação implacável e ousadia foram contra o Cruzeiro. Na hora que mais precisou o grupo se uniu e voltou a ter força. A pausa para a Copa do Mundo pode ser negativa, já que depois de vencer dois jogos cruciais contra um adversário forte e favorito ao título, o ideal seria jogar já nas próximas semanas para manter o embalo. A postura são paulina mudou nas últimas duas semanas e o resultado positivo é fruto disso.

Você acredita que o São Paulo é um forte candidato ao título da Libertadores? Se não, em quem você aposta? Opine!

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Depois de inúmeras tentativas frustradas, enfim, o São Paulo conseguiu contratar o meia-atacante Fernandão. Grande sonho da diretoria são paulina, o jogador vem para suprir o ponto mais preocupante da equipe: o ataque. Washington, Dagoberto, Fernandinho e até o jovem Henrique não conseguem se destacar e formar uma dupla ofensiva de qualidade. Fernandão será a salvação? Vamos por partes.

Desunião do grupo e falta de esquema tático são os principais problemas do atual São Paulo. Isso tem grande parcela de culpa do treinador Ricardo Gomes, que além de não ter pulso firme para comandar o time, não consegue melhorar o rendimento de um grupo qualificado e numeroso. Se a ideologia do comandante continuar a mesma, Fernandão não mudará nada.

Neste aspecto citado acima, é necessário que o técnico e os jogadores comecem a pensar de forma diferente. No Tricolor atual, um jogo na reserva já é motivo para reclamações públicas e desavenças. Se Washington sai para dar lugar a outro atacante, é motivo para cobrar sua titularidade em público. Cicinho faz o mesmo, assim como Júnior César e Marcelinho Paraíba. E Ricardo Gomes o que faz? Vê tudo e continua calado. Isso tende a tornar o São Paulo cada vez mais desunido e sem comando, coisa que Fernandão ou qualquer outro jogador não conseguirá resolver. Os problemas internos devem ser tratados no vestiário.

Por outro lado, se a diretoria fizer como vem prometendo e punir os falastrões e insatisfeitos, as coisas mudam. O clima será mais ameno e Fernandão pode ter um papel interessante no elenco. Ele é um jogador que tem a liderança no sangue. Demonstrou isso no Internacional, quando venceu a Copa Libertadores e o Mundial. O São Paulo não pode depender só da liderança de Rogério Ceni, precisa de novos líderes dentro de campo, de jogadores que joguem com raça e determinação e que, quando forem substituídos ou preteridos do time titular, não façam biquinho ou coloquem lenha na fogueira.

Porém, há outro problema que só o tempo poderá responder. Fernandão foi um jogador nos tempos de Internacional e de 2006 para cá, pouco fez. Sua passagem pelo Qatar e pelo Goiás foram apagadas. Pode ser a grande chance de o jogador voltar a ter um rendimento bom e ser importante dentro de campo novamente.

Vejo a contratação com bons olhos, mas as mudanças de atitude do elenco Tricolor devem acontecer rapidamente. O São Paulo não conseguiu jogar bem em um jogo sequer na atual temporada. Em grande parte das partidas se arrastou em campo e foi beneficiado muitas vezes pela falta de potencial dos adversários. Isso foi visto de forma contundente na última terça-feira, quando não conseguiu fazer ao menos um gol no fraco time do Universitário e por pouco não foi eliminado vexatoriamente da Libertadores.

Na próxima quarta-feira a equipe paulista terá uma encrenca pela frente: o forte time do Cruzeiro. A Raposa tem um grupo montado e com jogadores eficientes, principalmente no ataque. A parada será dura e o espírito são paulino terá que ser outro. Caso contrário, será eliminado novamente nas quartas-de-final da competição pelo mesmo rival.

Fernandão e São Paulo podem fazer uma parceria de sucesso, mas é pouco provável que isso aconteça já nas próximas duas semanas. Por enquanto, Fernandão chega como mais uma aposta para um ataque que fez apenas nove gols em oito jogos no torneio sul-americano. É ver para crer!

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/05/fernandao-e-salvacao-do-sao-paulo.html

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A super quarta-feira no mundo do futebol não foi das melhores. De qualquer forma, confira abaixo uma pequena opinião sobre as principais partidas de ontem:

BARCELONA X INTERNAZIONALE (Champions League)
A vantagem obtida no primeiro confronto pela equipe italiana realmente foi importante no duelo. Na partida disputada ontem no Camp Nou, em Barcelona, o que se viu foi um jogo de ataque contra defesa. Uma defesa sólida comandada pelo gigante Lúcio e um ataque sem muitas alternativas liderado pelo argentino Messi. O jogo não foi tudo o que se esperava. A Inter, com razão, entrou em campo apenas para se defender, não se preocupou em tentar um contra-ataque uma mísera vez. Se tivesse tentado, com certeza teria vencido o jogo, pois até o goleiro Victor Valdés tentava atacar, jogando grande parte da partida no meio de campo. Um ataque teria sido fatal. O Barcelona tentou de todas as formas fazer os gols e, quando conseguiu, já era tarde. O gol de Pique, em impedimento, não foi o suficiente e a Inter mesmo jogando com um a menos em grande parte do jogo (Thiago Motta foi expulso), foi mais eficiente e mereceu a vaga. Agora disputará a final da Champions League contra o Bayern de Munique, no dia 22 de maio, no estádio Santiago Bernabéu, na Espanha.

UNIVERSITÁRIO X SÃO PAULO (Copa Libertadores)
O São Paulo encarou, possivelmente, o pior time dos 16 que estão nas oitavas-de-final da Libertadores de 2010. Nem a pressão da torcida que lotou o estádio Monumental de Lima, no Peru, ajudou os anfitriões. Era um jogo para o São Paulo obter uma boa vantagem para a partida de volta e conseguir melhorar seu futebol. Mas novamente o que se viu foi um time mal em campo, sem jogadas definidas e errando demais.  O resultado de 0 a 0 não foi ruim, mas graças a insistência do treinador Ricardo Gomes em escalar o volante Richarlyson na lateral esquerda, sendo que no elenco há três laterais de origem: Júnior César, Carleto e Diogo, o São Paulo quase se complicou e perdeu o jogo depois de Richarlyson ser expulso corretamente por ter dado um carrinho violento no adversário. Além disso o jogador se descontrolou e precisou ser contido pelos companheiros. Uma cena bizarra. O bom para o torcedor são paulino é que no jogo de volta, na próxima terça-feira, no Morumbi, Richarlyson estará suspenso e não poderá jogar. Um reforço para o time, é óbvio. O São Paulo deve passar com certa tranquilidade pelo Universitário e avançar às quartas-de-final, mas com o time não demonstrando melhoras, será difícil chegar longe nesta Libertadores.

FLAMENGO X CORINTHIANS (Copa Libertadores)
O jogo tinha todos os ingredientes para ser um dos melhores do primeiro semestre. Porém, a chuva torrencial que caiu no Rio de Janeiro, afetou o gramado do Maracanã e dificultou as coisas para os dois times. O primeiro tempo foi horroroso, a bola não rolava e nada de bom era feito. Na segunda etapa, São Pedro deu uma trégua e o gramado teve suas condições um pouco melhores. O Corinthians não se apresentou bem, novamente. A semana de treinamento de Ronaldo parece não ter surtido efeito algum, mesmo com um leve emagrecimento, o fenômeno está muito longe do ideal. Mesmo assim, o Corinthians perdeu algumas chances preciosas de abrir o placar e foi beneficiado quando o jogador Michael, do Flamengo, foi expulso de maneira correta. Eram 11 contra 10. Era a chance do Timão conseguir um bom resultado. Entretanto, quem se deu bem com a expulsão parece ter sido o Flamengo, que melhorou em campo e conseguiu marcar o gol, em pênalti sofrido por Juan e convertido por Adriano. A vantagem de 1 a 0 foi mínima, mas o importante foi o Mengão não ter tomado gols dentro de casa. Na partida da semana que vem, no Pacaembu, o Corinthians precisará vencer por dois gols de diferença para garantir a vaga nas quartas-de-final. É possível, mas o grupo de Mano Menezes precisa melhorar.

BANFIELD X INTERNACIONAL (Copa Libertadores)
Jogando em um estádio acanhado, o Internacional se complicou na Libertadores ao perder por 3 a 1 para o Banfield, atual campeão argentino. Na partida de volta, no Beira-Rio, quinta-feira que vem, o time brasileiro terá que vencer por dois gols de diferença. Mesmo mal organizado taticamente pelo treinador Jorge Fossati, o Inter merecia sorte maior, ao menos no quesito arbitragem. O árbitro do jogo deixou de marcar um pênalti para os gaúchos, validou um gol irregular para o Banfield e ainda expulsou o lateral esquerdo Kléber injustamente. O Colorado deve conseguir o resultado em casa, mas não será nada fácil.

ATLÉTICO-MG X SANTOS (Copa do Brasil)
O duelo dos ‘Meninos da Vila’ contra o técnico Vanderlei Luxemburgo era muito esperado. Quem se sairia melhor? O técnico ou os garotos? Na partida de ida, disputada ontem no Mineirão, o Galo levou a melhor e venceu por 3 a 2, com três gols do atacante Diego Tardelli. Robinho e Edu Dracena descontaram para o Peixe. Mesmo com a vitória, o resultado não foi maravilhoso para o Atlético-MG, principalmente por ter tomado dois gols em casa. Na Vila Belmiro, na semana que vem, uma vitória simples por 1 a 0 coloca o time do Dorival Júnior na semifinal da Copa do Brasil. É bem provável que o Santos siga adiante na competição.

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Santos e Santo André foram os principais destaques da primeira fase do Campeonato Paulista de 2010. Com isso, se credenciaram como favoritos ao título deste ano. O Santos disputou a semifinal contra o rival São Paulo, enquanto a equipe do ABC encarou o Grêmio Prudente. Na partida de ida das semifinais, ambos confirmaram o favoritismo e, fora de casa, venceram os adversários. Para as partidas de volta, o Peixe e o Ramalhão poderiam até perder por um gol de diferença que ainda assim avançariam à decisão. O Santos fez o que virou rotina na temporada, ganhou por 3 a 0 do São Paulo em jogo disputado na Vila Belmiro e chegou à final com sobras. Por outro lado, o Santo André perdeu em casa para o surpreendente Grêmio Prudente, por 2 a 1, mas usou o regulamento para garantir a vaga.

Muito se falou na semana sobre a vitória santista no último domingo, no Morumbi, quando poderia ter goleado o rival, tomou grande sufoco no segundo tempo e conseguiu a vitória apenas no último minuto. O Peixe percebeu que não poderia falhar novamente contra o experiente elenco são paulino. Já o São Paulo constatou a qualidade dos ‘Meninos da Vila’ e se apoiou na segunda etapa do último confronto para acreditar na vitória por dois gols de diferença que lhe valeria a vaga na decisão.

O técnico Ricardo Gomes apostava em um ataque veloz para conquistar o objetivo. Assim, sacou Washington e colocou Fernandinho no time titular neste domingo. Na vaga de Marlos, que fora expulso no primeiro confronto, o treinador acreditou na força de Cléber Santana. Outras novidades em relação ao outro jogo foram vistas nas laterais. Jean perdeu seu lugar para Cicinho, enquanto Júnior César deu a vaga para Richarlyson. É óbvio que a derrota de hoje foi totalmente por méritos do Santos, mas seria mais aceitável a escalação de Carleto no lado esquerdo do campo, já que além de Richarlyson não ser lateral de origem, o jogador esteve machucado por um mês e retornou apenas hoje. Ricardo errou na escolha, mas isso não influenciou no resultado.

Pelo lado santista, Dorival Júnior preferiu reforçar o meio campo e sacou o atacante André da equipe titular. Desse modo, Wesley saiu da lateral direita para compor o meio e Pará jogou na posição. Boa visão do treinador do Peixe, afinal, a vantagem era favorável para mudanças desse tipo.

O jogo foi bastante movimentado. O São Paulo tinha um ataque veloz, mas a bola pouco chegou aos jogadores de frente. Hernanes esteve mais tímido que no último jogo, os laterais pouco apoiaram e assim, as chances na primeira etapa foram escassas. Fernandinho tentou resolver sozinho, mas a marcação santista esteve implacável. Dagoberto nada fez. Enquanto isso, o Santos respeitou o rival mais do que na primeira partida, mas mesmo assim, quando tinha a posse de bola, criava jogadas boas e até poderia ter aberto o placar não fosse alguns erros de Robinho.

O segundo tempo era tudo ou nada para o São Paulo. Por esse motivo, Ricardo Gomes tirou Cléber Santana e colocou o artilheiro Washington em campo, mudando o esquema para três atacantes. Washington bem que tentou, mas na única boa investida, o goleiro Felipe fez grande defesa. O Santos começou a se soltar no jogo e sentiu que poderia vencer novamente. O primeiro gol nasceu com jogada do meia Marquinhos, que recebeu a bola nas costas de Richarlyson e cruzou para a área. O atacante Neymar, com o braço, mandou para as redes e abriu o placar. Gol irregular santista e contestação por parte dos são paulinos.

O Santos dominava o jogo e estava com a classificação praticamente definida. Mas os ‘Meninos da Vila’ queriam mais e partiram para cima. Aos 37 minutos, Robinho lançou para Neymar, o zagueiro Miranda acompanhou o atacante e claramente não encostou no adversário, que se jogou dentro da área e o árbitro José Henrique de Carvalho anotou a penalidade. Neymar, com paradinha, fez o seu segundo gol no jogo e o 12º no Campeonato Paulista. O jogo estava decidido, jogadores e torcedores já comemoravam o resultado quando Mádson saiu do banco de reservas, fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cruzou para a área e Paulo Henrique Ganso fez o terceiro, aos 40 minutos.

Na somatória das duas partidas, o Santos fez 6 a 2 no São Paulo e conquistou a vaga na decisão do estadual sem contestações. Mesmo com dois erros da arbitragem, o Peixe sobrou em campo, como vem sobrando em todo o campeonato e mereceu a classificação. O Tricolor esteve nervoso em campo, tanto que tomou oito cartões amarelos, mas em nenhum momento perdeu a cabeça com as travessuras dos jovens. Saiu como um bom perdedor.

O Santos terá mais dois jogos para encantar e confirmar uma conquista que já vem se desenhando há algum tempo. A nova geração santista é muito qualificada e já entrou para a história. Além disso, o Santos segue a passos largos como favorito na Copa do Brasil também. O São Paulo, por sua vez, focará completamente a Copa Libertadores e já na próxima quarta-feira terá um difícil jogo contra o Once Caldas para garantir vaga nas oitavas de final do torneio.

SANTO ANDRÉ É O ADVERSÁRIO NA FINAL
O Santo André será o adversário santista na decisão do Campeonato Paulista. Após ter vencido o primeiro confronto contra o Grêmio Prudente por 2 a 1, na semana passada, o Ramalhão perdeu hoje para o rival pelo mesmo placar, mas como tinha vantagem pela melhor campanha na primeira fase, confirmou o favoritismo e obteve vaga na final. As partidas decisivas acontecerão nos próximos dois domingos (25/04 e 02/05), possivelmente no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O time do ABC disputará pela primeira vez uma decisão estadual.

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A semifinal do Campeonato Paulista de 2010 entre São Paulo e Santos prometia ser eletrizante. E foi até mais do que se imaginava. Em um jogo muito disputado na tarde deste domingo no estádio do Morumbi, o Peixe conseguiu a vitória por 3 a 2 e ampliou a vantagem que já tinha, agora poderá perder por até um gol de diferença que mesmo assim chegará à final da competição estadual.

Em dois tempos distintos, o Santos não apresentou o futebol convincente das últimas rodadas, tomou um grande sufoco, mas no final conquistou o objetivo e deixou o São Paulo em condição muito difícil no Paulistão.

O São Paulo começou melhor o jogo, marcando em cima e não deixando espaços para os ágeis santistas. Mas, aos poucos, o Santos melhorou dentro de campo e tomou conta da partida. Tanto que, aos 26 minutos, em investida pela esquerda, Neymar passou a bola para Léo que chutou cruzado para o meio da área. A bola caprichosamente bateu no lateral Júnior César e traiu Rogério Ceni. 1 a 0 para o Peixe. O gol mexeu com o jogo. O alvinegro cresceu ainda mais enquanto o São Paulo sentiu o baque e se recuou, chamando o adversário para cima. Porém, as coisas pioraram para o Tricolor quando o meia Marlos, aos 32, foi expulso de campo após já ter tomado cartão amarelo erroneamente minutos antes. O primeiro amarelo deveria ser aplicado no lance da expulsão. Atordoado, não demorou muito para o São Paulo sofrer o segundo gol. Novamente pela esquerda, novamente através de Neymar, que deu um lindo passe de três dedos para o atacante André ampliar a vantagem e marcar seu 12º no Paulistão.

Não havia cenário pior para a equipe de Ricardo Gomes. Jogando em casa e precisando do resultado, tomou dois gols ainda no primeiro tempo e ficou com um jogador a menos. Todos, até mesmo os são paulinos, esperavam pelo pior: ver mais uma goleada santista que resultaria na eliminação do São Paulo.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes fez uma alteração ousada, tirou Washington e colocou Cicinho em campo para atuar como meia e dar mais velocidade ao time. E a alteração surtiu efeito. O São Paulo voltou elétrico e com muita vontade. Logo aos oito minutos, Hernanes fez bela jogada individual e chutou forte no canto do goleiro Felipe, diminuindo o placar e colocando o Tricolor de volta na partida. O gol nos minutos iniciais deu confiança para a equipe. O São Paulo passou a mandar no jogo enquanto o Santos apenas assistia. Hernanes, Dagoberto, Jorge Wagner e Cicinho comandavam o time. E foi através de mais uma jogada rápida que o Tricolor chegou ao empate. Cicinho ergueu a bola na área e encontrou Dagoberto livre para mandar a bola de cabeça para a rede. Era a resposta do São Paulo de que nada estava decidido. O empate assustou os garotos santistas. Com dez em campo o Tricolor era melhor do que quando teve 11 jogadores no primeiro tempo. Os pouco mais de 35 mil torcedores que foram ao Morumbi viam um grande jogo.

Depois de conseguir algo que parecia improvável, o São Paulo continuou partindo para cima e sentiu que poderia virar o jogo. E não virou por pouco, muito pouco. Hernanes, o melhor são paulino no jogo, cobrou falta e obrigou o goleiro Felipe a fazer uma maravilhosa defesa. Percebendo que as coisas poderiam piorar, Dorival Júnior resolveu mexer. Mádson entrou no lugar de Neymar e Zé Eduardo na vaga de Marquinhos. O objetivo do treinador era voltar a ter posse de bola no meio campo e amenizar as investidas são paulinas. Assim como Ricardo Gomes havia mexido no jogo com a substituição no intervalo, as substituições santistas também foram acertadas. O Santos equilibrou novamente o jogo e, aos 38, quase marcou o terceiro com Zé Eduardo. O jogo continuou quente e tudo levava a crer que o empate seria o resultado mais justo pelos dois tempos distintos, um de cada equipe. Até que, aos 45 minutos, Miranda fez falta desnecessária na beirada da área. Mádson cruzou, Rogério Ceni falhou e o zagueiro Durval, de cabeça, fez o terceiro gol para o Santos. Gol esse que deu a vitória ao alvinegro e mais do que isso, ampliou a vantagem já existente. No próximo domingo, na Vila Belmiro, os ‘Meninos da Vila’ podem perder por até um gol de diferença que, ainda assim, chegarão à decisão. O São Paulo não poderá contar com Marlos e terá que partir para cima buscando os dois gols de diferença, algo que pode ser muito perigoso contra um time rápido e de bom toque de bola como o Santos.

Tudo leva a crer que a equipe de melhor campanha no campeonato chegue à final. O Peixe está com um pé e meio na decisão do título estadual. Ao Tricolor, resta entrar no jogo mais ligado para não precisar correr atrás do resultado como fez hoje. Ricardo Gomes já avisou que irá ao litoral com força máxima e que ainda acredita na classificação. Se mantiver a pegada mostrada na segunda etapa, as chances crescerão um pouco. Além da classificação, o São Paulo jogará a próxima partida para tentar vencer seu primeiro clássico no ano. Até aqui foram cinco derrotas em cinco jogos. Para resumir, o Santos tem 80% de chances de continuar no torneio, contra 20% do time do Morumbi. Com o que foi apresentado na primeira partida, o segundo jogo é garantia de mais um grande clássico.

NA OUTRA SEMIFINAL…

O Santo André também conseguiu ampliar a vantagem obtida após bela campanha na primeira fase e, fora de casa, venceu o Grêmio Prudente por 2 a 1. Pela equipe do ABC marcaram Branquinho e Rodriguinho, agora vice-artilheiro do Paulistão com 14 gols, enquanto que Diego anotou o gol do Prudente. Assim como o Santos, o Ramalhão jogará a segunda partida em casa e pode perder até por um gol de diferença para chegar à decisão. Ótimo cenário para a organizada equipe dirigida por Sérgio Soares.

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Borges foi bem marcado e o São Paulo continua em crise

O Galo não precisou se esforçar muito para voltar à liderança do Campeonato Brasileiro e vencer o São Paulo por 2X0. Com um time bem postado dentro de campo, o Atlético-MG começou o jogo pressionando o Tricolor e logo no primeiro minuto da partida, o atacante Diego Tardelli aproveitou o vacilo de Miranda e abriu o placar. Os 54.214 atleticanos que foram ao Mineirão explodiram.

O São Paulo, totalmente apático dentro de campo, não demonstrava forças para buscar o empate. Erros de passes, posicionamento confuso, laterais que não marcam e não apóiam, zagueiros inseguros e volantes lentos. Enquanto isso, o Galo que nada tem a ver com a crise são paulina, foi dominando o jogo. A troca de passes envolvente dos homens de meio campo com os atacantes resultou em pelo menos quatro oportunidades claras de gol. Diego Tardelli poderia ampliar o placar após cruzamento da esquerda, mas o atacante cabeceou para fora.

O tempo foi passando e os mineiros tiraram o pé do acelerador, mas não perderam o domínio da partida. O Tricolor até melhorou um pouco nos últimos minutos da primeira etapa e, enfim, conseguiu finalizar uma jogada. Primeiro, aos 36 minutos, Dagoberto arriscou de fora da área e a bola passou por cima do gol. Depois, Júnior César avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. A zaga atleticana furou e Aranha salvou o gol que seria o empate do São Paulo.

Na segunda etapa, o São Paulo voltou buscando mais o jogo, mas o esquema montado pelo técnico Celso Roth, com três zagueiros, anulou Dagoberto e Borges no jogo. E logo aos sete minutos do segundo tempo, o Atlético-MG ampliou a vantagem. O volante Serginho tabelou com Diego Tardelli, invadiu a área e na cara de Denis marcou o segundo gol. Foi tudo que a equipe mineira desejava. Os gols nos começos das duas etapas deram tranquilidade ao time e acabaram com as esperanças são paulinas de reação no jogo.

O jogo acabou com a torcida atleticana gritando ‘olé’ enquanto os jogadores do Galo colocaram os do São Paulo na roda e tocaram a bola até o final. Com a vitória, o Atlético-MG chegou aos 24 pontos e retomou a liderança do Brasileirão-09. O São Paulo, estacionado nos 11 pontos, namora com a zona do rebaixamento e terminou a 11ª rodada na péssima 15ª colocação. Enquanto o Galo sobra, o São Paulo não consegue reagir. A má fase e a falta de reação da equipe paulista já é preocupante. Ricardo Gomes não consegue encontrar um padrão tático ideal, a consistência de outrora acabou e fica nítido que os jogadores estão abatidos e desunidos.

Na próxima rodada, o Atlético-MG irá até a Bahia e jogará contra o Vitória, 4º colocado no campeonato. O São Paulo recebe o Santos, no Morumbi, e fará o clássico dos times em crise.

E você torcedor, acha que o Atlético-MG conseguirá manter o mesmo ritmo até o final do Brasileirão-09? E o São Paulo, conseguirá se recuperar? O que deve ser mudado no Tricolor? Opine!

Nota: Publicada também no site FutNet.

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Washington reclamando. Novidade?

Em 2006 foi o Internacional. Em 2007 o Grêmio. Em 2008 foi a vez do Fluminense. E em 2009 o algoz são paulino na Taça Libertadores da América foi o Cruzeiro. Em todos esses casos o São Paulo sofreu e foi eliminado por rivais brasileiros na competição sul-americana. Ontem, num Morumbi lotado com 52.809 torcedores, o São Paulo decepcionou sua torcida e foi facilmente batido pelo Cruzeiro por 2X0. Com a vitória, a equipe Celeste chega às semifinais da Libertadores e fará outro confronto caseiro, agora contra o Grêmio.

Não analisarei o jogo, mas sim a equipe paulista. O que aconteceu com o Tricolor Paulista? Vamos aos fatos. A diretoria do São Paulo investiu e contratou seis jogadores no começo dessa temporada, visando principalmente a conquista da Libertadores. Wagner Diniz veio do Vasco, jogou pouco, não agradou e já está no Santos. Júnior César teve algumas chances na equipe titular, não comprometeu, mas também não mostrou o futebol eficiente da época do Fluminense. Renato Silva talvez seja o único que se encaixou no São Paulo. O zagueiro foi o que mais atuou e demonstrou segurança, mas ainda muito longe dos titulares André Dias e Miranda. Eduardo Costa chegou e ficou um bom tempo no estaleiro se recuperando de uma lesão. Jogou poucas vezes e não comprometeu também, mas sua expulsão na partida de ontem foi decisiva para a eliminação são paulina. Arouca, erroneamente, foi pouco aproveitado por Muricy Ramalho e quando entrou em campo, na maioria das vezes, jogou fora de sua posição. O grande foco desse texto e da temporada são paulina até agora é Washington. A contratação mais badalada e com o segundo maior salário do elenco (R$220 mil/mês), o atacante sempre foi titular e o treinador o blindou no grupo. Sempre a dupla de ataque foi formada por ele e mais um. Insubstituível. Fez 16 gols até agora, mas foi a maior decepção.

Washington é acusado nos bastidores de ser o grande responsável pelo ‘racha’ no grupo do São Paulo. E eu acredito. Basta vê-lo em campo. Ele não ganha uma dividida no alto, mesmo sendo grande e forte. Não consegue dominar uma bola. Erras muitos passes. Erra muitos gols. E mesmo assim em todo lance que algum companheiro erra um cruzamento, um passe ou uma finalização, ele explode. Abre os braços, gesticula, grita. Reclama de seus companheiros, cobra muito, mas erra mais que eles. Isso não é baseado apenas na partida de ontem. Essa é uma ação que acontece desde o começo do ano. Tudo bem que Borges, Dagoberto, o próprio Washington e até – pasmem – André Lima já cobraram titularidade publicamente e mostraram indignação com o banco de reservas. Mas Washington além de desestabilizar o grupo com tantas cobranças dentro de campo, na partida contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro, saiu de campo xingando Muricy e todos, num ato impensado e ridículo para um atleta profissional. Ontem não foi diferente. Nada fez no jogo inteiro. Perdeu todas as divididas pelo alto e por baixo. Não deu um chute no gol. Acertou poucos passes. E quando Muricy colocou Dagoberto no intervalo, Washington mostrou total descomprometimento com a equipe foi embora do Morumbi, antes mesmo do jogo acabar.

Ele parece ser uma pessoa boa, de bom coração. Mas nada justifica seus atos. Se jogasse metade do que acha que joga, se cobrasse menos e tivesse autocrítica, talvez não atrapalhasse tanto sua equipe. É evidente que ele não é culpado pela eliminação são paulina no Paulistão e na Libertadores. Todos são responsáveis, mas Washington demonstrou não ter capacidade para jogar no São Paulo. A cobrança da torcida já começou. Ontem no final da partida, em meio aos gritos de apoio ao técnico Muricy Ramalho, o atacante e Hernanes foram hostilizados pelos são paulinos.

Hernanes continua em má fase, mas isso é passageiro. Já demonstrou que é um grande jogador e não deveria ser xingado ou apontado como culpado pela eliminação, até porque Muricy tem deixado o volante/meia no banco de reservas nas últimas partidas. Ontem foi assim também. A imprensa, de forma maciça, aponta que o casamento de sucesso entre Muricy Ramalho e São Paulo deve acabar. O desgaste é evidente. Mas não creio que o treinador seja o problema. Ele, além de ser competente, tem um diferencial em relação a outros treinadores. Ele gosta de trabalhar no Tricolor. Ganha muito bem por isso é verdade. É teimoso e se tornou alvo de críticas por improvisar demais. Concordo com isso. Mas creio que o maior problema é outro. Muricy tinha o grupo nas mãos e sabia como ninguém domar os egos de seus jogadores. Até Washington aparecer e acabar com o seu sossego. Na minha opinião Muricy não deve ser demitido. Juvenal Juvêncio deve fazer uma reestruturação na equipe. Richarlyson, André Lima e Washington não podem continuar no grupo.  Os três não têm clima para permanecer e já estão sendo hostilizados pelos torcedores.

O restante dos jogadores tem totais condições de continuarem no Tricolor. Depois de muito tempo, uma crise volta a assombrar o Morumbi. Vamos aguardar os próximos capítulos. Mas uma coisa deve ser ressaltada. Não foi só o São Paulo que perdeu. O Cruzeiro jogou muito melhor que o Tricolor nas duas partidas e conquistou a vaga na bola, sendo eficiente e merecedor da classificação. Do mesmo modo que o Corinthians também teve total mérito quando eliminou o São Paulo do Paulistão. Uma nuvem negra pairou em cima do Morumbi e não tem data para o sol reaparecer. Será que dessa vez o São Paulo conseguirá buscar forças e ganhar mais um Brasileirão? Acho bem difícil.

E você torcedor, o que pensa? Muricy Ramalho é culpado pela má fase do time? Ele deve ser demitido? E sobre o Washington? Você concorda? Opine!

ATUALIZAÇÃO: Na noite desta sexta-feira, a diretoria do São Paulo demitiu o técnico Muricy Ramalho, que estava no comando da equipe desde março de 2006.

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