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Posts Tagged ‘Oitavas-de-final’

Paraguai 0 (5) X (3) 0 Japão

Antes mesmo de a bola rolar já era possível imaginar que este seria o confronto mais fraco das oitavas de final. E, de fato, foi isso que aconteceu. A partida disputada em Pretória apresentou um Japão completamente retrancado, contra um Paraguai mais qualificado, mas com pouca força ofensiva. Assim, o resultado final não poderia ser outro: 0 a 0. Com o empate no tempo normal, asiáticos e sul-americanos jogaram a prorrogação por 30 minutos e também não conseguiram abrir o placar. A decisão foi para os pênaltis e o Paraguai levou a melhor, venceu por 5 a 3 e carimbou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, algo inédito para o país.

O técnico Takeshi Okada até tinha bons talentos nas mãos, mas novamente preferiu armar o time com forte esquema defensivo, num medroso 4-5-1. Com o ferrolho oriental, Endo, Hasebe e Honda pouco puderam produzir. Com o meio de campo completamente povoado, a primeira chance real de gol aconteceu somente aos 19 minutos. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola dentro da área, com um belo giro se livrou dos marcadores e, de bico, chutou para o gol, mas o goleiro Kawashima defendeu e afastou o perigo.

A resposta japonesa veio dois minutos depois e, com certeza, foi a melhor chance do jogo. Honda começou a jogada pela direita, a bola bateu num jogador paraguaio e sobrou para Matsui que, de primeira, mandou um belo chute e a bola explodiu no travessão de Villar. Essa jogada resumiu todo o primeiro tempo do Japão, evidenciando a inoperância ofensiva e, no máximo, alguma qualidade na defesa.

A última boa oportunidade da fraca primeira etapa aconteceu aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio na esquerda, a bola ficou viva na grande área japonesa e, na frente do gol, o atacante Roque Santa Cruz conseguiu chutar para fora. O Paraguai só foi superior nos primeiros 45 minutos mais pela fraca atuação do adversário do que por sua postura em campo.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, dando a entender que os dois treinadores estavam gostando do que viam. Aos 13, Morel Rodriguez cruzou a bola da esquerda, Riveros subiu mais que a zaga e, de cabeça, obrigou o goleiro japonês a fazer boa intervenção. A resposta do Japão veio três minutos depois em jogada parecida. Endo cobrou escanteio e o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka cabeceou a bola e levou perigo à meta paraguaia. Daí para frente, Paraguai e Japão pouco produziram e pareciam esperar pela prorrogação.

Com o início do tempo extra, a equipe sul-americana melhorou um pouco e começou a ser mais ousada. Essa postura fez o jogo melhorar, já que os japoneses saíram um pouco de trás e o confronto ficou mais corrido. Aos seis, Morel Rodriguez ganhou a bola na esquerda, correu para o meio e tocou para Nelson Valdez que, desequilibrado, chutou em cima de Kawashima. Dois minutos depois, Honda bateu falta de longe, a bola cruzou por toda a área e obrigou o goleiro Villar a fazer boa defesa. Aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, Hasebe começou a jogada pela esquerda, Okazaki deu um belo passe entre as pernas do adversário e devolveu para Hasebe, que errou a conclusão e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, os paraguaios começaram a série e Edgar Barreto converteu a primeira. Endo bateu bem e empatou a disputa. Lucas Barrios cobrou no canto e fez 2 a 1. Hasebe cobrou com perfeição e igualou novamente. Riveros bateu no meio e deu a vantagem para o Paraguai. Na sequência, o zagueiro Komano chutou forte e a bola bateu na trave, para desespero dos japoneses. Nelson Valdez converteu sua cobrança e aumentou o placar para 4 a 2. Honda diminuiu e Cardozo fez o último, dando a vaga para os sul-americanos.

O jogo foi fraco tecnicamente, muito pela covardia das duas equipes, que não quiseram se expuser e congestionaram o meio de campo. Porém, o resultado foi histórico para o Paraguai, que jamais conseguiu passar das oitavas de final em Copas do Mundo. A vitória nos pênaltis colocou os paraguaios nas quartas de final pela primeira vez e causou furor no país. Até o presidente Fernando Lugo se pronunciou e, emocionado, enalteceu os jogadores: “Essa alegria foi sentida por todos os paraguaios, não só em Assunção, mas no campo e na cidade. Do futebol, aprendemos que no Paraguai, sim, se pode”, orgulhou-se.

Espanha 1 X 0 Portugal

O ‘clássico ibérico’ prometia muitas emoções e, obviamente, muita rivalidade em campo. Entretanto, o que se viu no gramado do estádio Green Point foi uma Espanha bem organizada contra uma Seleção Portuguesa apagada e altamente dependente de sua maior estrela, além de apresentar um setor ofensivo muito fraco. Assim, os espanhóis foram completamente superiores, criaram muitas chances e venceram os portugueses apenas por 1 a 0, resultado esse que carimbou a vaga da ‘Fúria‘ às quartas de final.

A primeira boa oportunidade aconteceu antes do primeiro minuto da partida. O atacante Fernando Torres recebeu a bola na esquerda, iludiu dois adversários e, da entrada da área, chutou forte para o gol. O goleiro Eduardo fez ótima defesa e evitou que o placar fosse aberto. Vale ressaltar que esse foi o único bom lance de Torres no Mundial. O jogador chegou à África do Sul com muitas expectativas em torno de seu futebol, mas até o momento, pouco fez. Aos três minutos, David Villa arriscou de longe e obrigou o goleiro português a fazer outra boa defesa.

Os gajos portugueses não conseguiam sair de trás e eram facilmente envolvidos pelos adversários. Aos seis, Villa avançou pela esquerda, driblou o marcador e chutou forte para outra defesa de Eduardo. O primeiro lance perigoso de Portugal aconteceu somente aos 19 minutos. O lateral esquerdo Fábio Coentrão tocou de letra para Hugo Almeida, que rolou para Tiago. O meia bateu forte e Casillas teve trabalho para conseguir defender o chute, tanto que precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 27, o apagado Cristiano Ronaldo cobrou falta com efeito e o goleiro espanhol precisou se esforçar para rebater a bola e tirar o perigo da área.

O primeiro tempo terminou e ficou nítida a superioridade da ‘Fúria‘. Os espanhóis pecaram no arremate final, mas criaram boas oportunidades e não deixaram os portugueses saírem de trás. As equipes voltaram para os segundo tempo sem alterações e a postura de ambas continuou a mesma. Os lusitanos quase abriram o placar aos seis minutos, em jogada de Hugo Almeida, a bola tocou na perna de Puyol e por pouco não entrou.

Aos 12 minutos, o treinador Vicente Del Bosque, enfim, percebeu a inoperância de Fernando Torres e colocou Fernando Llorente em seu lugar. Descansado, o atacante quase abriu o placar dois minutos depois que entrou. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou firme, mas em cima de Eduardo. Mais um minuto e outra chance desperdiçada. David Villa fez sua tradicional jogada, saiu da esquerda, driblou em diagonal para o meio e chutou forte, mas a bola saiu rente a trave.

Depois de pressionar bastante, a Espanha conseguiu fazer o gol. Aos 17, Iniesta tocou para Xavi que, de calcanhar, deixou David Villa na cara do gol. O atacante do Barcelona chutou, Eduardo defendeu e no rebote o espanhol fez o gol, seu quarto tento no Mundial, algo que lhe colocou na artilharia ao lado de Higuaín, da Argentina e Vittek, da Eslováquia. A ‘Fúria‘ quase ampliou aos 24, em boa jogada de Sergio Ramos e outra maravilhosa defesa de Eduardo, que voltou a repetir a dose aos 31, em outra investida de Villa.

O jogo terminou e a vitória levou a Espanha para a próxima fase. Mesmo não apresentando um futebol convincente, os espanhóis demonstraram um jogo coletivo interessante, com jogadas por todos os lados do campo e mereceram o resultado, já que concluíram 18 vezes ao gol, contra apenas oito de Portugal. A Seleção Portuguesa decepcionou nesta Copa do Mundo. Os comandados de Carlos Queiroz só conseguiram fazer gols na Coreia do Norte, demonstrando o fraco poder ofensivo. Além disso, o time depende muito de Cristiano Ronaldo que, se bem marcado, não faz nada nas partidas.

Com os resultados de hoje, Espanha e Paraguai decidirão quem vai para as semifinais do Mundial no próximo sábado (dia 3/7), no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor deste duelo jogará contra Argentina ou Alemanha na próxima fase do torneio.

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Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

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Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 1 Coreia do Sul

Uruguai e Coreia do Sul abriram as oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio Nelson Mandela Bay, na cidade de Porto Elizabeth. De um lado, um surpreendente Uruguai, que terminou a primeira fase como líder de seu grupo. Do outro, o bom e rápido time sul-coreano, que vem evoluindo bastante tecnicamente. Os asiáticos vieram para a partida com uma formação mais defensiva, com cinco jogadores no meio de campo e apenas um atacante. Já o Uruguai manteve o esquema com Forlán como armador e dois atacantes, Cavani e Suarez.

No início, as duas esquipes mostraram que iriam partir pra cima. E a Coreia do Sul assustou primeiro. Em cobrança de falta, Park Chu-young acertou a trave direita do goleiro Muslera. Mas a resposta não demorou. Aos sete minutos, Forlán recebeu na esquerda, cortou o zagueiro e cruzou para a área. A bola passou por toda a defesa, pelo goleiro Sung-ryong e sobrou para Suarez que, mesmo sem ângulo, bateu de primeira e abriu o placar.

O gol deixou os sul-coreanos perdidos e o time do técnico Oscar Tabárez tocava a bola com tranquilidade. Ao adiantar a marcação, os sul-americanos obrigavam a Coreia do Sul a dar chutões da defesa direto para o ataque. Com isso, recuperavam a bola e criavam mais chances. Em uma destas oportunidades, Forlán avançou e passou para Suarez que bateu para o gol. A bola desviou no braço do meia Ki Sung-yueng, mas o juiz alemão Wolfgang Stark não marcou o pênalti. A Coreia do Sul arriscava pouco, pois estava mais preocupada em não levar o segundo gol. Em um chute de longe, Park Chu-young assustou o goleiro Muslera e essa foi a última chance da etapa inicial.

No segundo tempo, o zagueiro Godín saiu, com problemas estomacais. Victorino entrou em seu lugar. Além disso, os sul-coreanos voltaram com mais disposição para buscar o empate. O efeito deste ânimo foi logo percebido aos seis minutos. Park Chu-young recebeu sozinho na grande área, mas desperdiçou a chance. O Uruguai recuou e passou a apostar no contra-ataque. Mas os asiáticos continuaram buscando a igualdade. Park Ji-Sung teve ótima oportunidade aos treze minutos, mas Muslera fez bela defesa. Com dificuldades para trocar passes no meio campo, os uruguaios ficaram acuados.

O técnico Huh Jung-Moo colocou mais um atacante e partiu para cima do adversário. E de tanto insistir, o time asiático foi compensado. Aos 23, Muslera saiu mal do gol e Lee Chung-yong marcou. Foi o primeiro gol sofrido pelo Uruguai no Mundial. Na sequência, a Coreia do Sul quase virou. O mesmo Lee Chung-yong recebeu livre pela direita, mas chutou fraco em cima do goleiro.

O domínio sul-coreano acabou aos 27 minutos, quando Suarez, sempre ele, bateu cruzado para a defesa de Sung-ryong. Era o indício de que os uruguaios voltavam para o jogo. O começo da chuva dava o toque de dramaticidade à partida. E o gol não demorou a surgir. Suarez recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu de chapa, de pé direito, com curva, no canto esquerdo do goleiro asiático. Festa e êxtase no banco de reservas e certamente por todo o Uruguai. O gol de Suárez abateu o time da Coreia do Sul. Mesmo assim, eles foram para cima, na tentativa de igualar o marcador. Aos 42, Park Chu-young teve ótima chance, mas bateu fraco. A bola ainda passou por baixo de Muslera, mas foi fraca para o gol e Lugano afastou.

Fim de jogo e festa uruguaia em Porto Elizabeth. O Uruguai, após 40 anos, está entre os oito melhores times da Copa. E tem boas chances de chegar às semifinais, algo que não consegue desde a Copa de 1970. Os asiáticos ficaram desolados pela eliminação, mas estão de parabéns, pois apresentaram um bom futebol e mantiveram a evolução de seu jogo.

Com a vitória, o Uruguai renasce para o futebol mundial. E é muito bacana ver um time, com a tradição da ‘Celeste Olímpica‘, se recuperar. Independente de vencer a Copa ou não, os uruguaios já conseguiram um feito maior: mostrar que ainda podem ser uma equipe muito competitiva, como foi por vários anos no passado. E dar ainda mais orgulho ao seu povo. Gana e Uruguai se enfrentam na próxima sexta-feira (2/7), em Joanesburgo, às 15h30.

Estados Unidos 1 X 2 Gana

Estados Unidos e Gana fizeram a segunda partida do dia pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os norte-americanos surpreenderam e ficaram em primeiro no grupo C, à frente da poderosa Inglaterra, com um bom futebol baseado na rápida troca de passes. Já os ganeses conquistaram a vaga ao ficar em segundo lugar no grupo D, atrás da Alemanha.

O primeiro tempo foi dominado pelos africanos, que logo aos cinco minutos fizeram o gol. Prince Boateng aproveitou o erro de Richard Clark no meio campo, avançou pela esquerda e bateu rasteiro, sem chances para Tim Howard. A vantagem deixou os sobrinhos do Tio Sam assustados e Gana partiu pra cima. Boateng, de fora da área, e Gyan, de falta, obrigaram o goleiro norte-americano a fazer defesas difíceis.

Percebendo que seu time estava dominado, o técnico dos Estados Unidos, Bob Bradley, tirou Clark e colocou Maurice Edu, aos 30 minutos. A mudança surtiu efeito, a equipe passou a trocar mais passes com calma e conseguiu chegar ao ataque. Aos 34, Findley teve ótima oportunidade, mas bateu em cima do goleiro. Na volta para o segundo tempo, Findley saiu e deu lugar para o brasileiro naturalizado norte-americano Feilhaber. E já em seu primeiro lance ele saiu na cara de Kingson, que fez milagrosa defesa. O time africano recuou para evitar o empate e apostou nos contra-ataques puxados por Gyan.

Mas os Estados Unidos estavam melhores em campo. E o resultado disso foi a jogada de Dempsey na direita. Ele recebeu na frente, tocou no meio das pernas de John Mensah e, quando invadiu a área, foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti convertido por Donovan. Empolgados com o gol, os norte-americanos continuaram atacando. Aos 23, Altidore recebeu lançamento e saiu na cara de Kingson, que deu carrinho na bola e afastou o perigo. Aos 32, Bradley invadiu a área, mas chutou fraco. Mas ao invés de tocarem a bola, o time de Bob Bradley tentava o gol com chutões para a área. A tática não surtia efeito, graças à altura e força dos ganeses.

Fim do tempo normal e a partida foi para a prorrogação. Nos ‘Yankees‘, Altidore saiu para a entrada de Gomez. Mas logo no início, aos três minutos, um chutão da defesa achou o craque do time ganês, Gyan. Ele trombou com o zagueiro Bocanegra, saiu da falta, ganhou de Jay DeMerit na corrida e soltou a bomba. Gol de Gana, gol de toda a África! A partir daí, só deu Estados Unidos. Na base da pressão, os norte-americanos lançavam a bola para a área de qualquer lugar do campo. No melhor estilo argentino, Gana fazia a famosa “cera” e tentava ganhar tempo. Porém, os cruzamentos eram todos afastados pela defesa africana. Até o goleiro Howard foi para o ataque no final do jogo, mas sem sucesso.

Fim de jogo, festa de Gana em Rustemburgo. Pela terceira vez na historia, uma equipe africana chega às quartas de final. Nas arquibancadas, os torcedores ganeses comemoravam muito a conquista da vaga. Não era apenas a classificação de um time, era a classificação de um continente, pois os sul-africanos adotaram a equipe, após a eliminação dos ‘Bafana-Bafana‘. Aos Estados Unidos, mais uma vez fica a boa campanha. Após o vice-campeonato na Copa das Confederações do ano passado, os norte-americanos mostraram clara evolução. Mas ainda precisam melhorar.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Paraguai 0 X 0 Nova Zelândia

Os paraguaios precisavam apenas empatar a partida para obter uma das vagas nas oitavas de final. Sendo assim, não fizeram muito esforço e, num jogo fraco tecnicamente, jogaram para o gasto e empataram com a Nova Zelândia em 0 a 0. O time sul-americano entrou em campo com alguns desfalques. O técnico Gerardo Martino não pôde escalar o zagueiro Alcaraz e o meia Jonathan Santana, ambos contundidos, além de poupar o atacante Lucas Barrios, que só entrou na segunda etapa.

Os neozelandeses, que ainda tinham esperanças de avançar no Mundial, começaram um pouco melhor e criaram as primeiras chances. Aos quatro minutos, o atacante Smeltz fez boa jogada individual e chutou com perigo, mas a bola passou por cima da trave. Oito minutos mais tarde, Lochhead teve boa chance de lançar para Fallon, mas colocou muita força no passe e a bola ficou com o goleiro Justo Villar. A primeira boa chance paraguaia veio aos 18. Depois de um bate-rebate na entrada da área, a bola sobrou para o lateral Cañiza, que chutou completamente sem direção. Porém, dez minutos depois, o próprio Cañiza fez boa tabela pela direita e arriscou de longe novamente, dessa vez a bola passou rente ao travessão da Nova Zelândia.

A primeira etapa foi sonolenta e tudo levava a crer que até o último minuto de jogo a situação seria a mesma. Aos 16, o Paraguai criou o lance mais perigoso da partida. Em um cruzamento da direita o meia Riveros cabeceou e obrigou o goleiro Paston a fazer grande defesa. No rebote, Roque Santa Cruz e Cáceres bateram cabeça e desperdiçaram a chance. Aos 30, Benitez fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e bateu para o gol. O goleiro neozelandês fez boa defesa e confirmou o 0 a 0 no placar.

Diferentemente do que fizera nas duas primeiras rodadas, o Paraguai não demonstrou um bom futebol, mas mesmo assim conseguiu a classificação em primeiro do grupo F. A Nova Zelândia até que surpreendeu no Mundial, já que voltará para casa sem ter perdido um jogo sequer (empatou três vezes) na sua segunda participação em uma Copa do Mundo.

Eslováquia 3 X 2 Itália

Atual campeã mundial, a Itália deve ter comemorado quando os grupos da Copa do Mundo foram sorteados, já que nenhuma outra grande seleção atravessaria seu caminho, ao menos na primeira fase. Entretanto, depois de dois empates contra Paraguai e Nova Zelândia, apresentando um futebol péssimo e sem criatividade, os italianos foram tragicamente eliminados do Mundial ao perderem para a inexpressiva Eslováquia por 3 a 2. Os eslovacos comemoraram e vão para as oitavas de final.

A Eslováquia começou a partida atrás, mas com a ineficiência dos italianos, a equipe do técnico Vladimir Weiss foi à frente e passou a dominar o jogo. Totalmente desligados, os jogadores da ‘Azzurra‘ contribuíram muito para o primeiro gol da partida. Aos 24 minutos, De Rossi saiu jogando errado, os eslovacos roubaram a bola e ela sobrou para Vittek, que avançou e chutou para inaugurar o placar. Dez minutos depois a Eslováquia por pouco não ampliou. Strba bateu forte de longe e obrigou o goleiro Marchetti a fazer boa defesa. Para se ter uma ideia da apatia da equipe italiana, o principal lance de perigo criado nos 45 minutos iniciais foi feito pelo adversário. Aos 39, o zagueiro Skrtel foi tentar cortar um cruzamento na área e por pouco não marcou um gol contra. Depois disso, ainda deu tempo de Kucka bater de primeira sem deixar a bola cair no chão e quase marcar o segundo.

Com o desespero estampado no rosto, o técnico Marcello Lippi promoveu três substituições logo no início da segunda etapa, visando melhorar a equipe. Maggio entrou no lugar de Criscito, Gattuso saiu para a entrada de Quagliarella e Pirlo estreou no Mundial na vaga de Montolivo. De fato, a ‘Azzurra‘ melhorou um pouco e partiu para cima. Mas o ataque formado por Pepe, Di Natale e Iaquinta realmente é muito fraco. Di Natale, por exemplo, conseguiu a proeza de perder um gol cara a cara com o goleiro, aos nove. Sete minutos depois, ele mesmo chutou de fora da área e o goleiro Mucha defendeu sem perigo.

Aos 21 minutos, aconteceu um lance polêmico na partida. Pepe cruzou da direita, Quagliarella pegou de primeira e o zagueiro Skrtel tirou a bola em cima da linha. Os italianos reclamaram muito, mas no replay é possível perceber que realmente a bola não entrou. A Eslováquia que nada tinha a ver com isso, foi para o ataque de novo e ampliou a contagem. Aos 27, Hamsik bateu escanteio e a zaga italiana tirou. A bola voltou para Hamsik, que cruzou rasteiro e, dentro da pequena área, Vittek antecipou Chiellini e fez seu segundo gol no jogo, seu terceiro na Copa. O eslovaco agora divide a liderança da artilharia com Higuaín, da Argentina.

Os jogadores italianos ficaram atônitos vendo os eslovacos comemorarem. Pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Faltando apenas 15 minutos para o final da partida, a Itália precisava fazer dois gols e não levar mais nenhum para obter a vaga nas oitavas de final, algo que, se acontecesse, seria completamente desmerecido. Mas o que parecia pouco provável aconteceu. Quagliarella, o jogador italiano mais lúcido em campo, fez ótima jogada pela direita, Iaquinta tocou de letra e, na hora de dividir com o goleiro, a bola sobrou para Di Natale que sem goleiro só teve o trabalho de empurrar para a rede. O gol deu confiança novamente e a Itália continuou insistindo. Aos 39, veio o empate, mas o árbitro assinalou erroneamente que Quagliarella estava impedido e não validou o gol, para desespero dos italianos.

As esperanças da Itália acabaram em mais um erro crasso de sua defesa. Aos 43 minutos, a Eslováquia tinha um lateral a seu favor pela direita do campo. Stoch cobrou e os quatro italianos que marcavam Kopunek deixaram o eslovaco escapar, invadir a área e tocar por cima na saída de Marchetti, anotando o terceiro gol da Eslováquia e dando o golpe de misericórdia na ‘Azzurra‘. Ainda deu tempo de Quagliarella, aos 46 minutos, marcar um golaço de fora da área, diminuindo o placar, mas não a tristeza italiana.

Esta foi a pior participação da Itália em Copas do Mundo, além de ser a primeira vez que os italianos se despedem do torneio sem vencer ao menos uma partida. A Eslováquia, que disputa seu primeiro Mundial como país independente, fez valer a boa escola da antiga Tchecoslováquia no futebol e, com uma equipe compacta, forte fisicamente e com bons finalizadores na frente, obteve a classificação para a fase seguinte, na segunda posição do grupo F.

Camarões 1 X 2 Holanda

Essa era a única partida do dia que pouco valia na Copa do Mundo. Os camaroneses decepcionaram no torneio e chegaram à última rodada já eliminados. Os holandeses fizeram ao contrário. Mesmo com um futebol pragmático e sem muita desenvoltura, não tiveram sustos e venceram seus dois primeiros jogos, garantindo a classificação antecipada. Por esses motivos,  o duelo entre africanos e europeus se tornou um amistoso de luxo, que foi vencido pela ‘Laranja Mecânica‘ por 2 a 1, algo que lhe rendeu a primeira posição no grupo E.

Sem muito ânimo das duas partes, a primeira chance de gol aconteceu só aos 19 minutos. O capitão Van Bronckhorst deu belo lançamento para Van Persie, que dominou no peito com classe e chutou para o gol, obrigando o goleiro Souleymanou a fazer boa defesa. Aos 30, Makoun subiu mais alto que a defesa holandesa e cabeceou para fora, desperdiçando boa chance. No minuto seguinte, Sneijder fez boa jogada pela esquerda do campo, inverteu a bola para a direita encontrando Boulahrouz, que tocou para o Kuyt. O atacante girou dentro da área e bateu cruzado, levando muito perigo. Porém, os holandeses não desperdiçaram a outra oportunidade que tiveram. Van Persie tabelou com Van der Vaart, viu Kuyt fazer o corta-luz e, de dentro da área, fuzilou o goleiro camaronês, que nada pôde fazer para evitar o gol.

A segunda etapa começou morna também. O primeiro lance interessante aconteceu somente aos 18 minutos. Geremi cobrou falta e Van der Vaart colocou a mão na bola dentro da área. Com o pênalti assinalado, Samuel Eto’o cobrou no canto direito e, por pouco o goleiro Stekelenburg não defendeu. Com o empate, os camaroneses se animaram em conquistar ao menos uma vitória no Mundial da África do Sul e foram para cima. Mas a falta de qualidade impediu os africanos.

Aos 28 minutos, o técnico Bert van Marwijk colocou Robben no lugar de Van der Vaart. Foi a primeira vez que o meia do Bayern de Munique entrou em campo nesta Copa do Mundo. Dez minutos depois, com a qualidade de sempre, Robben fez boa jogada e chutou na trave. No rebote, Huntelaar só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede e marcar o gol da vitória.

Os holandeses chegaram a marca de 22 duas partidas de invencibilidade, além de avançarem para as oitavas de final com 100% de aproveitamento na primeira fase. Assim, a Holanda enfrentará a Eslováquia na próxima fase, em duelo que será disputado em Durban, na próxima segunda-feira (dia 28), às 11h.

Dinamarca 1 X 3 Japão

O futebol japonês realmente evoluiu muito nos últimos anos. Depois de chegar desacreditado e como zebra à África do Sul, os asiáticos venceram Camarões no primeiro jogo, tropeçaram contra a Holanda na segunda rodada e hoje venceram de forma incontestável a boa Seleção Dinamarquesa por 3 a 1. Assim conseguiram chegar às oitavas de final pela segunda vez em sua curta história de Copas do Mundo.

No início da partida, ficou claro que a Dinamarca buscava o resultado, partindo para cima em busca do gol. Aos 14 minutos, Tomasson invadiu a área sozinho e chutou, mas a bola saiu rente a trave. Com tranquilidade, os japoneses pouco a pouco começaram a mandar no jogo e na primeira chance que tiveram, fizeram o gol.     Aos 17, Honda bateu falta de longe com muito efeito e abriu a contagem para o Japão.

Dando uma aula tática nos dinamarqueses, a zaga japonesa esbanjava qualidade e não deixava espaços para o adversário. Enquanto isso, os jogadores da frente faziam sua parte. O segundo gol saiu aos 30 minutos, novamente em cobrança de falta, dessa vez convertida por Endo. Um bonito gol dos asiáticos.

O resultado surpreendente abalou a Dinamarca. Os europeus sentiram o golpe e tiveram ainda mais dificuldades para se recuperarem. Assim terminou a primeira etapa e o Japão já saiu praticamente classificado.

Com o início do segundo tempo, a postura da equipe comandada por Takeshi Okada foi a mesma: solidez na defesa e rapidez no ataque. E assim o jogo prosseguiu por um bom tempo até que os dinamarqueses deram o último suspiro e diminuíram o placar, em cobrança de pênalti convertida apenas no rebote por Tomasson. O gol não abalou os asiáticos, que continuaram mandando no jogo e ainda ampliaram o resultado. Aos 43, Honda fez ótima jogada e depois de se desvencilhar dos zagueiros adversários, apenas rolou a bola para Okazaki, que só teve o trabalho de empurrá-la para o fundo do gol e selar a classificação nipônica às oitavas de final.

A ‘Dinamáquina’ de outros tempos parece ter quebrado, pois os europeus foram facilmente dominados pelo adversário e não viram a cor da bola neste confronto. O Japão foi melhor, venceu com justiça e agora fará o confronto contra o Paraguai, na próxima terça-feira (dia 29), em Pretória, às 11h.

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México 0 X 1 Uruguai

A seriedade com que mexicanos e uruguaios tratariam o jogo decisivo foi colocada em dúvida, já que o empate beneficiaria as duas equipes. Porém, o que se viu em campo foi totalmente o oposto ao possível ‘jogo de compadres’. O México foi com tudo para cima do Uruguai desde o começo, mas esbarrou na forte retranca celeste. No contra-ataque, os uruguaios ainda conseguiram ser eficientes e marcaram o gol que deu a vitória por 1 a 0 e a classificação para as oitavas-de-final.

O primeiro lance de perigo do jogo foi criado pelo Uruguai. Aos cinco minutos, o atacante Luís Suarez se aproveitou do vacilo da zaga mexicana, avançou pela direita e chutou forte na saída do goleiro Óscar Perez, mas a bola saiu pela linha de fundo. Depois de quatro minutos, outra chance desperdiçada. Forlán cobrou escanteio e o zagueiro Victorino, sozinho, cabeceou por cima da baliza. A partir daí, o México se recompôs passou a mandar no meio de campo. Aos 21, Guardado recebeu a bola e, do meio da rua, mandou uma bomba, que explodiu na trave do goleiro Muslera.

Com amplo domínio, os mexicanos corriam atrás do gol, mas a zaga do Uruguai não dava espaços. Vale lembrar que até agora, nos três primeiros jogos disputados, a zaga uruguaia ainda não foi vazada. Como a equipe de Javier Aguirre se lançava totalmente à frente, o setor defensivo ficava desguarnecido. E essa foi a grande sacada do Uruguai. Forlán, o jogador mais lúcido em campo, pegou a bola no meio de campo e tocou para Cavani na direita. O atacante avançou e cruzou na cabeça de Luís Suarez, que só teve o trabalho de testar para o fundo do gol.

A postura tática da equipe sul-americana foi o diferencial. Bem postada atrás e insinuante nos contra-ataques, o Uruguai aproveitou uma das únicas chances que teve e foi para o intervalo com a vantagem. O resultado não era bom para o México, que com a derrota, corria riscos de ficar de fora das oitavas de final.

Mas o Uruguai voltou querendo mais e quase ampliou aos oito minutos da segunda etapa. Forlán cruzou a bola na área e o zagueiro Diego Lugano mandou de cabeça, obrigando o goleiro mexicano a fazer uma defesa incrível. Aos 19 foi a vez do México perder um gol feito. O zagueiro Maza recebeu um cruzamento na medida e, sozinho, cabeceou para fora. Esses foram os principais lances de perigo na etapa final.

Com o resultado final, os jogadores da ‘Celeste Olímpica‘ comemoraram muito a classificação para a segunda fase da Copa do Mundo, algo que não acontecia desde 1990, na Itália. Os mexicanos ficaram em campo aguardando o término da partida entre África do Sul e França e o resultado final foi favorável. A ‘El Tri‘ conquistou a vaga pelo saldo de gols: um positivo contra dois negativos dos sul-africanos.

Assim, o Uruguai terminou o grupo A na liderança com sete pontos (duas vitórias e um empate) e por esse motivo vai enfrentar a segunda colocada do grupo B, a Coreia do Sul, nas oitavas de final. O jogo entre uruguaios e sul-coreanos será disputado no próximo dia 26 (sábado), às 11h, em Porto Elizabeth. O México, segundo colocado do grupo A, jogará contra a Argentina, líder do grupo B, nas oitavas de final. A partida acontecerá no dia 27 (domingo), às 15h30, em Joanesburgo.

França 1 X 2 África do Sul

O jogo dos desesperados do grupo A foi vencido pelos sul-africanos por 2 a 1, numa partida onde alguns fatores foram evidenciados novamente. A equipe de Carlos Alberto Parreira, bem ao seu estilo retranqueiro, teve um jogador a mais durante 65 minutos dos 90 disputados e, em nenhum momento, o treinador fez alguma substituição a fim de dar mais velocidade ou até tirar um volante e colocar um atleta mais ofensivo. Por esse motivo, a vitória não valeu de nada, já que os ‘Bafana Bafana’ precisavam ter saldo de quatro gols positivos para obter a vaga. Além disso, a França continua a mesma zona. Raymond Domenech trocou cinco jogadores em relação ao time titular que perdeu para o México na segunda rodada, mas de nada adiantou, já que os jogadores continuam completamente desunidos e sem força de vontade.

A África do Sul se lançou à frente desde o início. Aos 20 minutos veio a primeira chance e Khumalo não desperdiçou, concluindo o cruzamento de Tshabalala e se aproveitando da falha do goleiro Lloris. O gol animou a torcida sul-africana, que ainda confiava na classificação. As esperanças aumentaram ainda mais aos 26, quando o meia francês Gourcuff deu uma cotovelada em Subaya e foi expulso pelo árbitro. Com 1 a 0 no placar e a superioridade numérica, a equipe africana tinha chances até de golear a França, não fosse a teimosia tática de Parreira.

Mesmo assim, a empolgação dos jogadores falou mais alto que as coordenadas vindas do banco de reservas. Aos 37 minutos, a zaga francesa falhou e deixou a bola nos pé de Masilela, que bateu cruzado e encontrou Mphela. O atacante apenas completou para o gol vazio e ampliou o placar. Faltavam apenas mais dois gols. A euforia tomava conta de torcida e atletas.

No início do segundo tempo, quase veio o terceiro gol. Tshabalala, o melhor sul-africano em campo, enfiou com açúcar para Mphela, que chutou na trave e perdeu a chance. O próprio Mphela perdeu outro gol, dessa vez aos 17. O jogo foi ficando mais morno e a entrada de Henry fez a equipe francesa melhorar. Só Domenech crê que o atacante do Barcelona não tenha lugar nessa equipe. Com o último algoz brasileiro em Copas do Mundo em campo, a França descontou aos 25 minutos. Sagna lançou para Ribéry, que ganhou na velocidade e rolou a bola para o meio da área, encontrando Malouda sozinho e sem goleiro para diminuir.

O jogo terminou e a África do Sul, mesmo tendo muitas dificuldades técnicas e táticas, fez o que a torcida queria. Honrou o nome do país, venceu ao menos um jogo no Mundial disputado em casa e foi aplaudida de pé pelos torcedores, que reconheceram o empenho dos jogadores. Já a França… o que dizer? Uma melancólica eliminação, um técnico bizarro no banco de reservas e uma equipe totalmente rachada em campo. Em três jogos, duas derrotas e um empate, com apenas um gol marcado. Parece que os ‘deuses do futebol’, de fato, existem. Depois do conhecido gol irregular que deu a vaga aos franceses nesta Copa, os ‘Bleus‘ fizeram um verdadeiro papelão e envergonharam seus torcedores.

Nigéria 2 X 2 Coreia do Sul

A campanha nigeriana na Copa do Mundo foi decepcionante. A seleção que já conquistou medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta e que nos últimos anos revelou bons talentos, não se encontrou nos gramados de seu continente. Depois de duas derrotas, ainda assim a Nigéria chegou à última rodada com boas chances de se classificar. Bastava vencer o adversário por placar mínimo, mas os jogadores abusaram de perder gols, só empataram com a Coreia do Sul em 2 a 2 e estão eliminados do Mundial. Os sul-coreanos comemoraram a classificação às oitavas de final pela primeira vez fora de seu continente. A única participação dos asiáticos nesta fase do torneio aconteceu em 2002, quando atuaram em casa e avançaram até as semifinais.

No primeiro lance perigoso da partida, os nigerianos conseguiram abrir o placar. Aos 12 minutos, Odiah fez boa jogada pela direita e cruzou para a área. O meia Uche se antecipou ao adversário e fez o gol. Melhor em campo, a Nigéria teve outra ótima oportunidade aos 36. Uche chutou de fora da área e a bola explodiu na trave do goleiro Sung Ryong. Porém, no minuto seguinte, os sul-coreanos empataram o jogo com Jung-Soo, que surpreendeu a defesa nigeriana.

Na segunda etapa, os nigerianos continuaram melhores, mas também continuavam perdendo chances de gol. E quem não faz, toma. A virada da Coreia do Sul veio aos quatro minutos. Chu-Young cobrou falta da entrada da área, com efeito, e acertou o canto do arqueiro Enyeama. Ai que a Nigéria foi de vez com tudo para cima. Aos 21 minutos aconteceu um lance incrível, para não dizer outra coisa. Yussuf avançou e, quase na linha de fundo, cruzou rasteiro para o meio da área. Debaixo da trave e, sem goleiro, Yakubu conseguiu a proeza de chutar para fora. Menos mal que três minutos ele se redimiu. Obasi sofreu pênalti e Yakubu converteu a cobrança. Obafemi Martins, que entrou no lugar do veterano Kanu, jogou fora a chance de classificação aos 36 minutos. O jogador recebeu a bola livre e, de frente com o goleiro, tocou por cima pela linha de fundo.

Grécia 0 X 2 Argentina

Os argentinos sofreram mais do que imaginavam para bater a Grécia por 2 a 0 e fechar sua participação na primeira fase do Mundial com três vitórias em três jogos disputados. Muito disso aconteceu por Maradona ter mandado a campo um time com apenas quatro titulares e muitos jogadores desentrosados. Os gregos, por sua vez, não levaram perigo aos rivais e com a derrota, estão eliminados do torneio.

O primeiro tempo foi muito fraco e sem emoção, tanto que o único lance perigoso aconteceu no último minuto, aos 45. Maxi Rodriguez mandou uma bomba para o gol e Tzorvas fez ótima defesa. No rebote, Messi avançou pela direita e obrigou o goleiro grego a operar outro milagre. Para o segundo tempo, a Grécia teria que se expor mais em busca do resultado positivo e isso seria bom para as pretensões argentinas.

O jogo melhorou um pouco, muito pela ofensividade da equipe sul-americana. Aos 32, enfim, saiu o gol da Argentina. Em um bate-rebate dentro da pequena área, a bola bateu em Milito e sobrou livre para o zagueiro Demichelis, que encheu o pé e abriu o placar. Dez minutos saiu o segundo gol. Em belíssima jogada de Messi, o goleiro Tzorvas fez outra boa defesa e a bola sobrou no pé de Palermo, que havia entrado poucos minutos antes. O atacante do Boca Juniors chutou de primeira e deu números finais ao placar.

Com a vitória e a boa campanha na primeira fase, a Argentina segue em frente na competição. O adversário nas oitavas de final será o México, assim como acontecera em 2006. Na ocasião, os ‘hermanos’ tiveram muitas dificuldades e venceram o duelo apenas na prorrogação, com gol salvador de Maxi Rodriguez.

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Flamengo X Corinthians

Com certeza o confronto entre alvinegros e rubro-negros é que mais chama atenção nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América 2010.

Enquanto o Corinthians terminou com a melhor campanha da primeira fase, com 16 pontos, o Flamengo vive uma crise em seu elenco e se classificou na bacia das almas, no 16º lugar. Mas por ser um clássico de proporções gigantes, pode se esperar de tudo neste confronto.

Ronaldo voltará e jogará contra o time do seu coração. Adriano, em péssima fase, tem a chance de mostrar que Dunga ainda pode levá-lo ao mundial. Roberto Carlos, tem jogado muito bem nas últimas partidas e ainda acredita que pode ser lembrado pelo treinador brasileiro, mesmo sendo pouco provável. Vágner Love, por sua vez, é velho conhecido da equipe alvinegra e já se deu bem contra o rival jogando com a camisa do Palmeiras. Esses são os quatro principais jogadores do confronto. Flamenguistas e corintianos apostam suas fichas neles.

Outro fator que pode ser decisivo nesta partida é o quesito goleiros. Bruno, do Flamengo, é inconstante e não passa confiança. Enquanto isso, o jovem Júlio César enfrentará o primeiro grande desafio de sua carreira. É capacitado, mas a falta de experiência pode pesar negativamente.

O Corinthians busca o inédito título, enquanto o Flamengo vai atrás do bicampeonato. São 55 milhões de torcedores em jogo. 35 pelos lados rubro-negros e 20 milhões de fãs alvinegros. É difícil apontar um favorito num duelo como esses, mas a consistência corintiana pode ser decisiva contra a desorganização dos cariocas. É um ligeiro favoritismo, mas é. Além do mais, o Timão tem a vantagem de jogar a segunda partida no Pacaembu, onde a torcida costuma empurrar o time.

A emoção vai começar e só um gigante do futebol brasileiro prosseguirá na competição. O vencedor, com certeza, sairá fortalecido para o restante da Libertadores. Serão dois jogos imperdíveis protagonizados pelos atacantes titulares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006. Craques no gramado e polêmicos fora dele. Quem sairá vencedor?

NOTA: Esse texto foi publicado no blog Jornalismo Esportivo: http://esportejornalismo.blogspot.com/2010/04/flamengo-x-corinthians-um-duelo-de.html

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A primeira fase da Copa Libertadores da América terminou na noite de ontem. Com todos os jogos disputados, 14 equipes avançaram às oitavas-de-final do principal torneio do continente, já que os mexicanos Chivas Guadalajara e San Luís entraram automaticamente nesta fase.

Sem surpresas, os principais clubes que disputam esta edição do torneio, confirmaram o favoritismo e garantiram as vagas. Todos os brasileiros que iniciaram o torneio disputarão os mata-matas. E o primeiro confronto brasileiro será disputado pelos clubes com maiores torcidas do país: Corinthians X Flamengo. Daqui para frente, as emoções realmente começarão. A menos de dois meses da Copa do Mundo, as fases de oitavas e quartas-de-final serão disputadas antes do mundial, depois haverá uma paralisação de aproximadamente 40 dias e, a partir de julho, acontecerão às semifinais e finais.

Os jogos decisivos já serão disputados a partir da semana que vem. Veja os confrontos:

Corinthians (1º) X (16º) Flamengo
São Paulo (2º) X (15º) Universitário/PER
Estudiantes/ARG (3º) X (14º) San Luís/MEX
Vélez Sarsfield/ARG (4º) X (13º) Chivas Guadalajara/MEX
Libertad/PAR (5º) X (12º) Once Caldas/COL
Internacional (6º) X (11º) Banfield/ARG
Nacional/URU (7º) X (10º) Cruzeiro
Universidad do Chile/CHI (8º) X (9º) Alianza Lima/PER

NOTA: Todos os times da primeira coluna (os oito primeiros classificados) disputam o segundo jogo em casa.

NOTA 2: O infográfico com o chaveamento das oitavas-de-final da Copa Libertadores da América 2010 foi retirado do blog do Daniel Perrone: http://colunas.globoesporte.com/danielperrone/

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