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Posts Tagged ‘Nelson Mandela Bay’

Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 3 Alemanha

Uruguaios e alemães se enfrentaram no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Os comandados de Joachim Löw entraram em campo com Cacau no lugar de Klose, contundido. O goleiro Neuer também saiu do time, cedendo lugar ao experiente Butt (uma forma de homenagem ao atleta de 36 anos). No Uruguai, as novidades eram o retorno de Diego Lugano (recuperado de uma contusão no joelho) e Luis Suárez, que foi suspenso após a expulsão contra Gana.

Os dois times começaram a partida partindo para cima do adversário. E a Alemanha acertou a trave logo aos dez minutos, em cabeçada de Friedrich, após cobrança de escanteio. Os europeus trocavam mais passes e tinham maior controle do jogo. E este domínio resultou em gol, aos 18 minutos, quando Schweinsteiger chutou de fora da área e Muslera espalmou nos pés de Thomas Müller, que marcou seu quinto gol no Mundial.

O Uruguai acordou e resolveu atacar com mais perigo. Comandados pelo atacante Diego Forlán, os sul-americanos foram em busca do empate, enquanto a Alemanha se defendia com eficiência, até que um de seus principais jogadores na Copa, Schweinsteiger, errou uma jogada no meio e perdeu a bola para Suárez. Ele lançou Cavani pela esquerda, que entrou na área e empatou o jogo.

A empolgação tomou conta do time uruguaio, que manteve a pressão e foi em busca da virada. Suárez começou a aparecer mais no jogo, causando dor de cabeça à zaga alemã. Aos 41, em boa tabela com Forlán, ele entrou na área e bateu cruzado, mas a bola saiu. Os germânicos responderam em jogada do habilidoso meia Özil pela direita, mas Friedrich errou o chute.

No segundo tempo, o Uruguai virou o jogo logo aos seis minutos. Arévalo levou pela direita e cruzou para Forlán, que bateu de primeira, sem chances para Butt. Foi também o quinto gol dele na Copa, o que o deixa como um dos artilheiros até a final de amanhã. Mas a Alemanha não desistiu e empatou rapidamente, dando mostra de sua força. Após cruzamento de Boateng da direita, Muslera falhou e Jansen, de cabeça, deixou tudo igual de novo.

O gol parece ter tirado o ânimo do Uruguai. Os alemães, que não tinham nada a ver com isso, partiram para a virada. Cacau aos 26 e Schweinsteiger, aos 29, quase marcaram o terceiro. O time de Oscar Tabárez só concluiu uma vez, aos 33, em cobrança de falta de Maxi Pereira, que mandou por cima de Butt. Aos 37, em cobrança de escanteio de Özil, a bola bateu em Lugano e sobrou para Khedira empurrar para o gol de cabeça. O Uruguai ainda tentou na base da raça e ‘El Loco’ Abreu entrou para tentar a jogada aérea. Mas a grande chance de empatar só aconteceu aos 47 minutos. Forlán cobrou falta na entrada da área e a bola caprichosamente explodiu na trave.

Fim de jogo e o terceiro lugar merecido para a Alemanha, que mostrou que é possível apostar em jovens talentos em uma Copa do Mundo. O Uruguai também merece todos os elogios, por chegar a uma semifinal e ficar novamente entre os melhores do mundo, algo que não acontecia há 40 anos.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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DISPUTA PELO TERCEIRO LUGAR

Jogo: Uruguai X Alemanha
Data: 10/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth

Campanha do Uruguai: 6 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 2 / Derrotas: 1)
Campanha da Alemanha: 6 jogos (Vitórias: 4 / Derrotas: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Alemanha: 2 vitória / Empates: 1)
Histórico do confronto: 9 jogos (Alemanha: 6 / Empates: 2 / Uruguai: 1)

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Holanda 2 X 1 Brasil

Abrindo a fase de quartas de final da Copa do Mundo, Brasil e Holanda se enfrentaram em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay. O time brasileiro teve o retorno de Felipe Melo no meio de campo e Daniel Alves permaneceu no lugar de Elano. A Holanda veio com quase o mesmo time dos últimos jogos, excessão feita a entrada do zagueiro Ooijer na vaga de Mathijsen, que sentiu dores no aquecimento. O trio de ataque foi o mesmo, com Van Persie como centroavante, Kuyt e Robben pelos lados.

O jogo começou truncado e com muita marcação no meio de campo. A Holanda tinha maior posse de bola, mas não chegava ao gol de Júlio César. Robben, como se esperava, era a principal opção dos europeus, mas era bem anulado por Michel Bastos e Gilberto Silva. Aos oito minutos, Daniel Alves recebeu pela esquerda a cruzou para Robinho, que empurrou para as redes. Mas o assistente marcou impedimento, pois Daniel estava à frente quando recebeu o lançamento de Kaká. O gol anulado não abateu o time de Dunga, que manteve a pressão. E logo na sequencia, aos dez minutos, Felipe Melo fez um passe primoroso para Robinho, que bateu de primeira e abriu o placar para o Brasil.

O time brasileiro percebeu o bom momento e se animou. Com a defesa bem postada, partiu para cima da Holanda em busca de uma vantagem maior. Juan teve ótima chance, mas chutou por cima. Aos 31, Kaká, em linda jogada com Robinho e Luís Fabiano, bateu da entrada da área, com efeito, para ótima defesa de Stekelenburg. A Holanda só chegou ao gol de Julio Cesar com Kuyt, que arriscou chute pela esquerda. Mas a equipe do treinador Bert Van Marwijk não levava perigo. Robben era acionado para fazer sua jogada típica, driblar pelo meio e chutar. Mas Michel Bastos e Gilberto Silva conseguiram barrá-lo em todas as oportunidades nos primeiros 45 minutos.

O segundo tempo começou com algo impensável para a torcida verde e amarela: instabilidade na defesa. Felipe Melo quase entregou a bola para Robben aos quatro minutos, levando bronca do capitão Lúcio. E, aos dez minutos, Michel Bastos fez falta no jogador do Bayern de Munique pela direita. Na cobrança, Sneijder lançou na área e Felipe Melo e Júlio César se atrapalharam. O desvio do volante brasileiro mandou a bola para o fundo do gol e deu o empate para os holandeses.

O gol abateu claramente o Brasil. Percebendo a chance, a Holanda partiu para definir o jogo. Atacando sempre pelos lados, a “Laranja Mecânica” chegava com perigo, levando sufoco para o adversário. Até que aos 23 minutos, Juan cedeu escanteio. Na cobrança, Kuyt desviou na primeira trave e Sneijder concluiu para marcar o segundo gol holandês. Aos 28, Felipe Melo, que fez um bom primeiro tempo, voltou ao normal. Perdeu o controle e, desnecessariamente, pisou em Robben, após fazer falta. Foi justamente expulso e praticamente acabou com as chances do Brasil reagir na partida.

O desespero bateu e Dunga resolveu mexer, mas não ousou. Trocou o apagado Luís Fabiano por Nilmar, para dar mais movimentação no ataque, quando o certo seria tirar algum homem do meio e usar três atacantes para buscar o empate. Mas o nervosismo era tanto que a única jogada era levantar a bola na área. A Holanda ficou com o jogo que mais gosta, com espaço para os contra golpes. E só não fez o terceiro gol por capricho.

A falta de opções para mudar uma partida difícil ficou evidente para os brasileiros. Após um ótimo primeiro tempo, o time de Dunga se perdeu em campo e não soube reagir. Agora, a Holanda enfrenta o Uruguai na próxima terça-feira (6/7), pelas semifinais, na Cidade do Cabo, às 15h30. A equipe de Robben, Van Persie e Sneijder permanece na busca pelo título inédito. Já o Brasil terá quatro anos para se preparar para o próximo Mundial, em que já está garantido por ser o país sede.

Uruguai 1 (4) X (2) 1 Gana

O jogo entre sul-americanos e africanos valia muito mais do que uma simples classificação às semifinais do Mundial. Para o Uruguai, uma vitória significaria a redenção de uma das seleções mais tradicionais do mundo, que estava adormecida desde 1970. Já para os ganeses, a honra de toda a África estava em jogo. Num jogo bastante corrido e com boas oportunidades para os dois lados, as equipes empataram por 1 a 1 no tempo normal, foram para a prorrogação e, de forma emocionante, o Uruguai conseguiu a classificação nos pênaltis.

Empolgado com os resultados positivos até aqui, os uruguaios começaram a partida com tudo. E não demorou muito para que a rápida movimentação do trio ofensivo formado por Luis Suárez, Diego Forlán e Edinson Cavani começasse a dar trabalho para a equipe africana. Aos nove minutos, Luis Suárez fez boa jogada pela esquerda, driblou dois adversários e chutou para gol, mas o goleiro Kingson defendeu com segurança. Aos 17, a chance foi mais perigosa ainda. Forlán cobrou escanteio da esquerda, a bola desviou no meio do caminho e o goleiro de Gana precisou fazer uma defesa usando muito reflexo.

Aos 25, outra boa oportunidade foi desperdiçada pelo Uruguai. Fucile cobrou lateral, Luis Suárez se aproveitou do vacilo da zaga e, de primeira, mandou uma bomba para o gol, obrigando Kingson a fazer outra boa defesa. A superioridade uruguaia era tamanha, que os ganeses só conseguiram criar o primeiro lance perigoso aos 29 minutos. Muntari cobrou escanteio, os defensores do Uruguai ficaram olhando e Vorsah mandou de cabeça, mas a bola passou rente à trave. A partir daí, os jogadores de Gana passaram a gostar do jogo. Aos 31, Prince Boateng fez linda jogada pela direita, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Gyan, que chutou com perigo e a bola passou perto da trave.

A pressão de Gana encurralava os uruguaios no campo defensivo. Para piorar a situação, o zagueiro e capitão, Diego Lugano, sentiu uma contusão no joelho e precisou ser substituído aos 38 minutos. O treinador Óscar Tabarez colocou o inseguro Scotti em seu lugar e tudo parecia conspirar contra os sul-americanos. Aos 44, Inkoom avançou pela direita e cruzou para a área. Prince Boateng, de bicicleta, quase marcou um golaço, mas a bola subiu muito. A insistência da equipe africana valeu a pena. Nos acréscimos, Muntari, que substituia o suspenso Ayew, recebeu a bola na intermediária, ajeitou o corpo e mandou uma bomba para abrir o placar. Um bonito gol e as esperanças dos ‘Black Stars‘ estavam renovadas. Por outro lado, os uruguaios sentiram o baque e saíram para o intervalo cabisbaixos.

Os ganeses voltaram para o segundo tempo com a mesma escalação, enquanto o técnico uruguaio sacou o inoperante Álvaro Fernández e colocou o jovem Nicolás Lodeiro em campo. Mas o que mudou mesmo foi a postura do Uruguai. Aguerrido, não demorou muito para o empate acontecer. Aos nove minutos, Forlán cobrou uma falta do bico da área com muito efeito e empatou a peleja. Foi o terceiro gol do craque uruguaio neste Mundial. Com o jogo empatado, a partida ficou totalmente aberta e chances foram criadas para os dois lados. Gyan perdeu aos 12, enquanto Luis Suárez desperdiçou duas oportunidades, aos 20 e aos 24, respectivamente.

Como a igualdade persistiu, a decisão da vaga foi para a prorrogação. Cansados, os jogadores das duas equipes pouco produziram e tudo levava a crer que o semifinalista saíria nos pênaltis. Até que, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, Pantsil cruzou a bola na área, Prince Boateng desviou de cabeça e, depois de um bate-rebate incrível, o atacante uruguaio Luis Suárez tirou a bola com a mão em cima da linha. O árbitro português Olegario Benquerenca, bem posicionado, viu o lance, expulsou o jogador e deu pênalti para Gana. Festa na torcida, festa na África e o desespero estampado no rosto dos uruguaios. Entretanto, o que parecia pouco provável, aconteceu. Gyan, que já havia marcado dois gols de pênalti nesta Copa do Mundo, correu para a cobrança e… chutou no travessão. A situação se inverteu completamente. Ganenses se desesperaram, enquanto a equipe do Uruguai ganhou sobrevida e foi empolgada para as penalidades máximas.

Mesmo antes de se conhecer o vencedor, a partida dos ‘azarões’ do torneio já se tornava a mais emocionante até aqui. A disputa foi iniciada com boa cobrança de Forlán, que inaugurou o placar. Gyan, que acabara de perder, cobrou com perfeição no ângulo e empatou. Victorino fez 2 a 1 para o Uruguai e Appiah empatou a série. Scotti marcou o terceiro, viu Mensah cobrar de forma bisonha e o goleiro Muslera defender. Maxi Pereira à lá Roberto Baggio, também desperdiçou sua cobrança. Mas, novamente, Gana perdeu sua cobrança através dos pés de Adiyiah. Na última cobrança, bastava fazer o gol para que o Uruguai conquistasse a classificação. E, ‘El Loco‘ Abreu, não decepcionou. Ao seu estilo, o jogador do Botafogo deu uma cavadinha e colocou a ‘Celeste Olímpica‘ nas semifinais da Copa do Mundo, depois de 40 anos.

Colaborou: Erik Rodrigues

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QUARTAS DE FINAL

Jogo: Holanda X Brasil
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 11h
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth

Campanha da Holanda: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Campanha do Brasil: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 8 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Holanda: 1 vitória / Brasil: 2 vitórias)
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 2 / Empates: 4 / Brasil: 3)

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Jogo: Uruguai X Gana
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Uruguai: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 6 / Gols contra: 1)
Campanha de Gana: 4 jogos (Vitórias: 2 / Empates: 1 / Derrotas: 1 / Gols pró: 4 / Gols contra: 3)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: Nunca se enfrentaram

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Jogo: Argentina X Alemanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Campanha da Argentina: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 10 / Gols contra: 2)
Campanha da Alemanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 9 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 5 jogos (Argentina: 1 vitória / Empates: 1 / Alemanha: 3 vitórias)
Histórico do confronto: 18 jogos (Argentina: 8 / Empates: 5 / Alemanha: 5)

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Jogo: Paraguai X Espanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Paraguai: 4 jogos (Vitórias: 1 / Empates: 3 / Gols pró: 3 / Gols contra: 1)
Campanha da Espanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 5 / Gols contra: 2 )
Histórico em Copas do Mundo: 2 jogos (Espanha: 1 vitória / Empates: 1)
Histórico do confronto: 3 jogos (Espanha: 1 / Empates: 2)

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Conheça as estatísticas das oito seleções postulantes ao título do Mundial:

Melhor ataque: Argentina (10 gols)
Melhor defesa: Uruguai e Paraguai (1 gol sofrido)
Artilheiros: Higuaín (Argentina) e David Villa (Espanha) – 4 gols cada
Maior número de faltas cometidas: Paraguai – 72 (média: 18 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 74 (média: 18,5 por jogo)
Mais indisciplinada: Alemanha – 7 A e 1 V (média: 2 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 1 amarelo (média: 0,25 cartões por jogo)
Maior número de finalizações:
Argentina – 75 (média: 18,7 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Argentina – 36 (média: 9 por jogo)
Menor número de finalizações: Paraguai – 54 (média: 13,5 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Gana – 20 (média: 5 por jogo)
Maior número de desarmes: Uruguai – 58 (média: 14,5 por jogo)
Menor número de desarmes: Argentina – 18 (média: 4,5 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 2.265 (média: 566,2 por jogo)
Menor número de passes: Uruguai – 1.055 (média: 263,7 por jogo)
Maior distância percorrida: Gana – 445,84 (média: 111,4 km por jogo)
Menor distância percorrida: Argentina – 393,44 (média: 98,3 km por jogo)

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Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

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Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 1 Coreia do Sul

Uruguai e Coreia do Sul abriram as oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio Nelson Mandela Bay, na cidade de Porto Elizabeth. De um lado, um surpreendente Uruguai, que terminou a primeira fase como líder de seu grupo. Do outro, o bom e rápido time sul-coreano, que vem evoluindo bastante tecnicamente. Os asiáticos vieram para a partida com uma formação mais defensiva, com cinco jogadores no meio de campo e apenas um atacante. Já o Uruguai manteve o esquema com Forlán como armador e dois atacantes, Cavani e Suarez.

No início, as duas esquipes mostraram que iriam partir pra cima. E a Coreia do Sul assustou primeiro. Em cobrança de falta, Park Chu-young acertou a trave direita do goleiro Muslera. Mas a resposta não demorou. Aos sete minutos, Forlán recebeu na esquerda, cortou o zagueiro e cruzou para a área. A bola passou por toda a defesa, pelo goleiro Sung-ryong e sobrou para Suarez que, mesmo sem ângulo, bateu de primeira e abriu o placar.

O gol deixou os sul-coreanos perdidos e o time do técnico Oscar Tabárez tocava a bola com tranquilidade. Ao adiantar a marcação, os sul-americanos obrigavam a Coreia do Sul a dar chutões da defesa direto para o ataque. Com isso, recuperavam a bola e criavam mais chances. Em uma destas oportunidades, Forlán avançou e passou para Suarez que bateu para o gol. A bola desviou no braço do meia Ki Sung-yueng, mas o juiz alemão Wolfgang Stark não marcou o pênalti. A Coreia do Sul arriscava pouco, pois estava mais preocupada em não levar o segundo gol. Em um chute de longe, Park Chu-young assustou o goleiro Muslera e essa foi a última chance da etapa inicial.

No segundo tempo, o zagueiro Godín saiu, com problemas estomacais. Victorino entrou em seu lugar. Além disso, os sul-coreanos voltaram com mais disposição para buscar o empate. O efeito deste ânimo foi logo percebido aos seis minutos. Park Chu-young recebeu sozinho na grande área, mas desperdiçou a chance. O Uruguai recuou e passou a apostar no contra-ataque. Mas os asiáticos continuaram buscando a igualdade. Park Ji-Sung teve ótima oportunidade aos treze minutos, mas Muslera fez bela defesa. Com dificuldades para trocar passes no meio campo, os uruguaios ficaram acuados.

O técnico Huh Jung-Moo colocou mais um atacante e partiu para cima do adversário. E de tanto insistir, o time asiático foi compensado. Aos 23, Muslera saiu mal do gol e Lee Chung-yong marcou. Foi o primeiro gol sofrido pelo Uruguai no Mundial. Na sequência, a Coreia do Sul quase virou. O mesmo Lee Chung-yong recebeu livre pela direita, mas chutou fraco em cima do goleiro.

O domínio sul-coreano acabou aos 27 minutos, quando Suarez, sempre ele, bateu cruzado para a defesa de Sung-ryong. Era o indício de que os uruguaios voltavam para o jogo. O começo da chuva dava o toque de dramaticidade à partida. E o gol não demorou a surgir. Suarez recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu de chapa, de pé direito, com curva, no canto esquerdo do goleiro asiático. Festa e êxtase no banco de reservas e certamente por todo o Uruguai. O gol de Suárez abateu o time da Coreia do Sul. Mesmo assim, eles foram para cima, na tentativa de igualar o marcador. Aos 42, Park Chu-young teve ótima chance, mas bateu fraco. A bola ainda passou por baixo de Muslera, mas foi fraca para o gol e Lugano afastou.

Fim de jogo e festa uruguaia em Porto Elizabeth. O Uruguai, após 40 anos, está entre os oito melhores times da Copa. E tem boas chances de chegar às semifinais, algo que não consegue desde a Copa de 1970. Os asiáticos ficaram desolados pela eliminação, mas estão de parabéns, pois apresentaram um bom futebol e mantiveram a evolução de seu jogo.

Com a vitória, o Uruguai renasce para o futebol mundial. E é muito bacana ver um time, com a tradição da ‘Celeste Olímpica‘, se recuperar. Independente de vencer a Copa ou não, os uruguaios já conseguiram um feito maior: mostrar que ainda podem ser uma equipe muito competitiva, como foi por vários anos no passado. E dar ainda mais orgulho ao seu povo. Gana e Uruguai se enfrentam na próxima sexta-feira (2/7), em Joanesburgo, às 15h30.

Estados Unidos 1 X 2 Gana

Estados Unidos e Gana fizeram a segunda partida do dia pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os norte-americanos surpreenderam e ficaram em primeiro no grupo C, à frente da poderosa Inglaterra, com um bom futebol baseado na rápida troca de passes. Já os ganeses conquistaram a vaga ao ficar em segundo lugar no grupo D, atrás da Alemanha.

O primeiro tempo foi dominado pelos africanos, que logo aos cinco minutos fizeram o gol. Prince Boateng aproveitou o erro de Richard Clark no meio campo, avançou pela esquerda e bateu rasteiro, sem chances para Tim Howard. A vantagem deixou os sobrinhos do Tio Sam assustados e Gana partiu pra cima. Boateng, de fora da área, e Gyan, de falta, obrigaram o goleiro norte-americano a fazer defesas difíceis.

Percebendo que seu time estava dominado, o técnico dos Estados Unidos, Bob Bradley, tirou Clark e colocou Maurice Edu, aos 30 minutos. A mudança surtiu efeito, a equipe passou a trocar mais passes com calma e conseguiu chegar ao ataque. Aos 34, Findley teve ótima oportunidade, mas bateu em cima do goleiro. Na volta para o segundo tempo, Findley saiu e deu lugar para o brasileiro naturalizado norte-americano Feilhaber. E já em seu primeiro lance ele saiu na cara de Kingson, que fez milagrosa defesa. O time africano recuou para evitar o empate e apostou nos contra-ataques puxados por Gyan.

Mas os Estados Unidos estavam melhores em campo. E o resultado disso foi a jogada de Dempsey na direita. Ele recebeu na frente, tocou no meio das pernas de John Mensah e, quando invadiu a área, foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti convertido por Donovan. Empolgados com o gol, os norte-americanos continuaram atacando. Aos 23, Altidore recebeu lançamento e saiu na cara de Kingson, que deu carrinho na bola e afastou o perigo. Aos 32, Bradley invadiu a área, mas chutou fraco. Mas ao invés de tocarem a bola, o time de Bob Bradley tentava o gol com chutões para a área. A tática não surtia efeito, graças à altura e força dos ganeses.

Fim do tempo normal e a partida foi para a prorrogação. Nos ‘Yankees‘, Altidore saiu para a entrada de Gomez. Mas logo no início, aos três minutos, um chutão da defesa achou o craque do time ganês, Gyan. Ele trombou com o zagueiro Bocanegra, saiu da falta, ganhou de Jay DeMerit na corrida e soltou a bomba. Gol de Gana, gol de toda a África! A partir daí, só deu Estados Unidos. Na base da pressão, os norte-americanos lançavam a bola para a área de qualquer lugar do campo. No melhor estilo argentino, Gana fazia a famosa “cera” e tentava ganhar tempo. Porém, os cruzamentos eram todos afastados pela defesa africana. Até o goleiro Howard foi para o ataque no final do jogo, mas sem sucesso.

Fim de jogo, festa de Gana em Rustemburgo. Pela terceira vez na historia, uma equipe africana chega às quartas de final. Nas arquibancadas, os torcedores ganeses comemoravam muito a conquista da vaga. Não era apenas a classificação de um time, era a classificação de um continente, pois os sul-africanos adotaram a equipe, após a eliminação dos ‘Bafana-Bafana‘. Aos Estados Unidos, mais uma vez fica a boa campanha. Após o vice-campeonato na Copa das Confederações do ano passado, os norte-americanos mostraram clara evolução. Mas ainda precisam melhorar.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Nova Zelândia 1 X 1 Eslováquia

Mais um jogo fraco no Mundial da África do Sul. Neozelandeses e eslovacos já foram para a Copa do Mundo como meros coadjuvantes e, pelo que foi visto hoje, não se esforçarão em nada para tentar mudar este panorama. A Nova Zelândia, que joga o torneio pela segunda vez na história (a outra aconteceu em 1982), jogou água no chope dos eslovacos no final da partida e pela baixa qualidade técnica de ambos, o empate por 1 a 1 ficou de bom tamanho.

O jogo foi tão sonolento que o primeiro lance de perigo aconteceu somente aos 27 minutos. Os eslovacos Weiss e Sestak tabelaram na entrada da área, mas a conclusão do atacante Sestak saiu pela linha de fundo. Cinco minutos mais tarde foi a vez do goleiro da Nova Zelândia, Mark Paston, fazer uma presepada com a bola nos pés e entregar de bandeja para o adversário, que também se enrolou com a pelota e desperdiçou outra chance. A Eslováquia ao menos tentava abrir o placar e criou outra chance aos 35 com o meia Leo Bertos em avançada pela direita. A Nova Zelândia só assustou aos 37 minutos, quando o atacante Smeltz tabelou com Killen e, de dentro da área, bateu de primeira rente a trave.

A segunda etapa começou um pouco mais movimentada, já que logo aos 4 minutos, depois de boa jogada pela direita, Sestak cruzou e o atacante Vittek mandou de cabeça para o fundo do gol, abrindo o placar para a Eslováquia. Os eslovacos perderam a chance de ampliar o marcador aos 23, quando desceram num rápido contra-ataque e o atacante Vittek ficou cara a cara com o goleiro, mas foi interceptado. A Nova Zelândia, por sua vez, só levava perigo nas bolas aéreas, fazendo valer a média de altura de 1,86 de seus jogadores. Aos 42 minutos, Smeltz subiu mais que a zaga adversária e cabeceou para fora, numa boa chance. Cinco minutos mais tarde, já nos acréscimos do jogo, veio o castigo para a Eslováquia. Smeltz cruzou a bola para a área e o zagueiro Reid marcou o gol de empate, dando números finais à partida.

O empate entre Nova Zelândia e Eslováquia embolou ainda mais o grupo F da Copa do Mundo. As duas equipes se juntaram a Itália e Paraguai e agora os quatro times somam um ponto. A segunda rodada do grupo acontece no próximo domingo (20/06), quando os eslovacos enfrentam o Paraguai em Bloemfontein, às 8h30 (horário de Brasília) e Itália e Nova Zelândia jogam em Nelspruit, às 11h.

Costa do Marfim 0 X 0 Portugal

O jogo mais esperado desta terça-feira também não foi dos melhores. Entretanto, pela qualidade dos jogadores, era óbvio que marfinenses e portugueses não fariam um jogo ruim como Nova Zelândia e Eslováquia fizeram. O duelo entre as estrelas Cristiano Ronaldo e Didier Drogba não aconteceu, ao menos na primeira etapa, já que o marfinense foi poupado por ainda não estar 100% fisicamente. A Seleção Portuguesa não conseguiu se sobressair através da genialidade de Cristiano Ronaldo e foi freada pela força física e a disciplina tática imposta pela equipe de Sven-Göran Eriksson, treinador da Costa do Marfim. O empate por 0 a 0 foi justo pelo o que as equipes fizeram no gramado do estádio Nelson Mandela Bay.

Logo no começo da partida, Cristiano Ronaldo levantou os torcedores. O português recebeu uma bola no meio, deu um drible curto no adversário e, de direita, mandou uma bomba que explodiu na trave do goleiro Barry. O cartão de visitas do astro poderia ter assustado a Costa do Marfim, mas o que se viu depois disso foi o contrário. Tiené, Touré, Eboué e Demel não deram espaços para Cristiano Ronaldo. Marcaram em cima e levaram a melhor na maioria dos lances. Aos 13 minutos, os marfinenses levaram perigo pela primeira vez, numa falta cobrada pelo zagueiro Tiené. Tiote também deu um chute perigoso na meta defendida pelo goleiro Eduardo e esses foram os principais lances da primeira etapa.

O segundo tempo foi mais corrido e as duas equipes resolveram se arriscar mais. Gervinho, que teve boa atuação, chegou à linha de fundo pela esquerda do campo e quase abriu o placar no primeiro minuto. Portugal respondeu onze minutos mais tarde, em cabeçada de Liedson e boa defesa de Barry. O estádio entrou em êxtase aos 19 minutos, quando Drogba saiu do banco de reservas e entrou no lugar de Kalou. O atacante do Chelsea é muito mais que apenas um ídolo dos marfinenses. Drogba é visto como o principal jogador de todo o continente africano na atualidade e, por esse motivo, foi festejado como uma grande estrela costuma ser. Pouco participativo em campo, o atacante da Costa do Marfim viu a seleção lusitana perder outra chance de abrir o placar aos 34 minutos, em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, que passou por cima do gol. Mas Drogba também teve sua chance, aos 45 minutos, quando recebeu passe dentro da área e, desequilibrado, chutou para fora na saída do goleiro.

O jogo acabou 0 a 0 e o principal destaque efetivamente foi o sistema tático da Costa do Marfim. Sven-Goran Eriksson assumiu a equipe recentemente e soube usar muito bem a qualidade do time africano. As linhas de defesa e do meio anularam Cristiano Ronaldo, Liedson, Deco e toda a companhia dirigida pelo técnico Carlos Queiroz. As duas seleções demonstraram força, mas precisam melhorar bastante para aspirar uma boa colocação no final do torneio.

Brasil 2 X 1 Coreia do Norte

A tão esperada estreia brasileira no Mundial aconteceu hoje e, nenhum espetáculo foi visto, mas novamente o estilo Dunga foi apresentado, o chamado futebol de resultado. Todos esperavam ver uma seleção fraca, tanto que a Coreia do Norte é a pior colocada no ranking da FIFA entre os 32 países que disputam o Mundial. Mas os norte-coreanos provaram que não serão o saco de pancadas da Copa do Mundo. Fizeram o Brasil suar – e muito – para conseguir a vitória por 2 a 1, resultado esse que deu a liderança do grupo G para a Seleção Brasileira.

Os jogadores brasileiros estavam visivelmente nervosos no início do duelo, algo absolutamente normal para uma estreia de Copa do Mundo. Porém, o Brasil respeitou muito a esforçada seleção norte-coreana, tanto que o primeiro chute a gol só saiu aos 12 minutos, em uma conclusão fraca de Elano. Sete minutos depois, Luís Fabiano roubou a bola no meio de campo, avançou e deu na medida para Robinho, que iludiu o marcador e chutou para o gol, também sem perigo. A Seleção Brasileira ainda estava em marcha lenta, pouco inspirada e barrando sempre na retranca do adversário.

O primeiro tempo acabou e os jogadores decepcionaram a torcida brasileira, que esperava um show da seleção com muitos gols. Os norte-coreanos fizeram muito mais do que deles se esperava. Conseguiram conter o ímpeto da equipe mais vencedora do futebol mundial e ainda se arriscaram no ataque, mesmo que sem perigo.

Robinho foi o melhor do Brasil no primeiro tempo. Se não foi um primor, ao menos buscou o jogo e deixou seus companheiros em boas condições. Na segunda etapa, a mesma situação aconteceu e já que ninguém resolvia, o craque do Santos tentou resolver sozinho, aos sete minutos, mas o chute foi sem direção e passou longe da meta do goleiro asiático. Dois minutos depois, enfim, o Brasil abriu o placar. O volante-brucutu Felipe Mello fez uma boa inversão da esquerda para a direita e encontrou Elano, que dominou, esperou Maicon passar e lançou para o lateral, que entrou na área em velocidade e mandou uma bomba para o gol, enganando o goleiro Ri Myong-Guk, que se preparava para intervir um possível cruzamento e viu a bola entrar entre seu corpo e a trave.

Com a vantagem no placar, a Seleção Brasileira se empolgou e foi em busca de mais gols. Michel Bastos chutou forte aos 15 minutos e quase ampliou. Três minutos depois, Robinho lançou a bola, Luís Fabiano matou no peito, fintou o zagueiro e mandou de pé esquerdo para fora. Provando querer jogo, Robinho recebeu a bola no meio de campo, partiu para cima e deu um precioso passe entre os adversários, encontrando seu ex-companheiro de Santos, Elano, livre para marcar o segundo gol brasileiro, aos 26 minutos.

O segundo tento amenizou o ímpeto brasileiro e a Coreia do Norte foi para o tudo ou nada. Somente aos 37 minutos o goleiro Júlio César pegou na bola, num cruzamento erguido na área e defendido sem problemas pelo arqueiro brasileiro. Com o resultado praticamente garantido, Dunga colocou Nilmar, Daniel Alves e Ramires no jogo. E aos 39, Nilmar quase marcou o seu, em conclusão fraca para o gol. Mas o que menos se esperava aconteceu aos 43 minutos, quando a defesa do Brasil ficou apenas olhando o norte-coreano Ji Yun-Nam entrar na área e fuzilar para fazer o gol dos asiáticos.

O jogo terminou 2 a 1, o Brasil não passou sufoco em nenhum momento, mas ficou devendo muito futebol. Kaká, a principal esperança brasileira no Mundial, não foi bem e visivelmente ainda está aquém de sua melhor condição física. Não sei se haverá tempo para o meia se recuperar e isso é preocupante para as pretensões brasileiras no torneio. Mesmo jogando de forma pragmática, a Seleção Brasileira foi amplamente superior, tanto que teve 63% de posse de bola e finalizou dez vezes contra apenas três do adversário. Dunga precisa melhorar muito essa equipe, já que os dois próximos jogos serão contra equipes mais qualificadas que a Coreia do Norte.

Com os resultados desta terça-feira, o grupo G tem o Brasil na liderança com três pontos, Portugal e Costa do Marfim empatados com um ponto e os norte-coreanos figuram na lanterna. A Seleção Brasileira disputa a segunda partida no próximo domingo (20/06) contra a Costa do Marfim em Joanesburgo, às 15h30. No dia seguinte, a Coreia do Norte encara Portugal na Cidade do Cabo, às 8h30.

Reveja os melhores momentos e os gols da partida:

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