Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Grupo G’

Paraguai 0 (5) X (3) 0 Japão

Antes mesmo de a bola rolar já era possível imaginar que este seria o confronto mais fraco das oitavas de final. E, de fato, foi isso que aconteceu. A partida disputada em Pretória apresentou um Japão completamente retrancado, contra um Paraguai mais qualificado, mas com pouca força ofensiva. Assim, o resultado final não poderia ser outro: 0 a 0. Com o empate no tempo normal, asiáticos e sul-americanos jogaram a prorrogação por 30 minutos e também não conseguiram abrir o placar. A decisão foi para os pênaltis e o Paraguai levou a melhor, venceu por 5 a 3 e carimbou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, algo inédito para o país.

O técnico Takeshi Okada até tinha bons talentos nas mãos, mas novamente preferiu armar o time com forte esquema defensivo, num medroso 4-5-1. Com o ferrolho oriental, Endo, Hasebe e Honda pouco puderam produzir. Com o meio de campo completamente povoado, a primeira chance real de gol aconteceu somente aos 19 minutos. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola dentro da área, com um belo giro se livrou dos marcadores e, de bico, chutou para o gol, mas o goleiro Kawashima defendeu e afastou o perigo.

A resposta japonesa veio dois minutos depois e, com certeza, foi a melhor chance do jogo. Honda começou a jogada pela direita, a bola bateu num jogador paraguaio e sobrou para Matsui que, de primeira, mandou um belo chute e a bola explodiu no travessão de Villar. Essa jogada resumiu todo o primeiro tempo do Japão, evidenciando a inoperância ofensiva e, no máximo, alguma qualidade na defesa.

A última boa oportunidade da fraca primeira etapa aconteceu aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio na esquerda, a bola ficou viva na grande área japonesa e, na frente do gol, o atacante Roque Santa Cruz conseguiu chutar para fora. O Paraguai só foi superior nos primeiros 45 minutos mais pela fraca atuação do adversário do que por sua postura em campo.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, dando a entender que os dois treinadores estavam gostando do que viam. Aos 13, Morel Rodriguez cruzou a bola da esquerda, Riveros subiu mais que a zaga e, de cabeça, obrigou o goleiro japonês a fazer boa intervenção. A resposta do Japão veio três minutos depois em jogada parecida. Endo cobrou escanteio e o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka cabeceou a bola e levou perigo à meta paraguaia. Daí para frente, Paraguai e Japão pouco produziram e pareciam esperar pela prorrogação.

Com o início do tempo extra, a equipe sul-americana melhorou um pouco e começou a ser mais ousada. Essa postura fez o jogo melhorar, já que os japoneses saíram um pouco de trás e o confronto ficou mais corrido. Aos seis, Morel Rodriguez ganhou a bola na esquerda, correu para o meio e tocou para Nelson Valdez que, desequilibrado, chutou em cima de Kawashima. Dois minutos depois, Honda bateu falta de longe, a bola cruzou por toda a área e obrigou o goleiro Villar a fazer boa defesa. Aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, Hasebe começou a jogada pela esquerda, Okazaki deu um belo passe entre as pernas do adversário e devolveu para Hasebe, que errou a conclusão e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, os paraguaios começaram a série e Edgar Barreto converteu a primeira. Endo bateu bem e empatou a disputa. Lucas Barrios cobrou no canto e fez 2 a 1. Hasebe cobrou com perfeição e igualou novamente. Riveros bateu no meio e deu a vantagem para o Paraguai. Na sequência, o zagueiro Komano chutou forte e a bola bateu na trave, para desespero dos japoneses. Nelson Valdez converteu sua cobrança e aumentou o placar para 4 a 2. Honda diminuiu e Cardozo fez o último, dando a vaga para os sul-americanos.

O jogo foi fraco tecnicamente, muito pela covardia das duas equipes, que não quiseram se expuser e congestionaram o meio de campo. Porém, o resultado foi histórico para o Paraguai, que jamais conseguiu passar das oitavas de final em Copas do Mundo. A vitória nos pênaltis colocou os paraguaios nas quartas de final pela primeira vez e causou furor no país. Até o presidente Fernando Lugo se pronunciou e, emocionado, enalteceu os jogadores: “Essa alegria foi sentida por todos os paraguaios, não só em Assunção, mas no campo e na cidade. Do futebol, aprendemos que no Paraguai, sim, se pode”, orgulhou-se.

Espanha 1 X 0 Portugal

O ‘clássico ibérico’ prometia muitas emoções e, obviamente, muita rivalidade em campo. Entretanto, o que se viu no gramado do estádio Green Point foi uma Espanha bem organizada contra uma Seleção Portuguesa apagada e altamente dependente de sua maior estrela, além de apresentar um setor ofensivo muito fraco. Assim, os espanhóis foram completamente superiores, criaram muitas chances e venceram os portugueses apenas por 1 a 0, resultado esse que carimbou a vaga da ‘Fúria‘ às quartas de final.

A primeira boa oportunidade aconteceu antes do primeiro minuto da partida. O atacante Fernando Torres recebeu a bola na esquerda, iludiu dois adversários e, da entrada da área, chutou forte para o gol. O goleiro Eduardo fez ótima defesa e evitou que o placar fosse aberto. Vale ressaltar que esse foi o único bom lance de Torres no Mundial. O jogador chegou à África do Sul com muitas expectativas em torno de seu futebol, mas até o momento, pouco fez. Aos três minutos, David Villa arriscou de longe e obrigou o goleiro português a fazer outra boa defesa.

Os gajos portugueses não conseguiam sair de trás e eram facilmente envolvidos pelos adversários. Aos seis, Villa avançou pela esquerda, driblou o marcador e chutou forte para outra defesa de Eduardo. O primeiro lance perigoso de Portugal aconteceu somente aos 19 minutos. O lateral esquerdo Fábio Coentrão tocou de letra para Hugo Almeida, que rolou para Tiago. O meia bateu forte e Casillas teve trabalho para conseguir defender o chute, tanto que precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 27, o apagado Cristiano Ronaldo cobrou falta com efeito e o goleiro espanhol precisou se esforçar para rebater a bola e tirar o perigo da área.

O primeiro tempo terminou e ficou nítida a superioridade da ‘Fúria‘. Os espanhóis pecaram no arremate final, mas criaram boas oportunidades e não deixaram os portugueses saírem de trás. As equipes voltaram para os segundo tempo sem alterações e a postura de ambas continuou a mesma. Os lusitanos quase abriram o placar aos seis minutos, em jogada de Hugo Almeida, a bola tocou na perna de Puyol e por pouco não entrou.

Aos 12 minutos, o treinador Vicente Del Bosque, enfim, percebeu a inoperância de Fernando Torres e colocou Fernando Llorente em seu lugar. Descansado, o atacante quase abriu o placar dois minutos depois que entrou. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou firme, mas em cima de Eduardo. Mais um minuto e outra chance desperdiçada. David Villa fez sua tradicional jogada, saiu da esquerda, driblou em diagonal para o meio e chutou forte, mas a bola saiu rente a trave.

Depois de pressionar bastante, a Espanha conseguiu fazer o gol. Aos 17, Iniesta tocou para Xavi que, de calcanhar, deixou David Villa na cara do gol. O atacante do Barcelona chutou, Eduardo defendeu e no rebote o espanhol fez o gol, seu quarto tento no Mundial, algo que lhe colocou na artilharia ao lado de Higuaín, da Argentina e Vittek, da Eslováquia. A ‘Fúria‘ quase ampliou aos 24, em boa jogada de Sergio Ramos e outra maravilhosa defesa de Eduardo, que voltou a repetir a dose aos 31, em outra investida de Villa.

O jogo terminou e a vitória levou a Espanha para a próxima fase. Mesmo não apresentando um futebol convincente, os espanhóis demonstraram um jogo coletivo interessante, com jogadas por todos os lados do campo e mereceram o resultado, já que concluíram 18 vezes ao gol, contra apenas oito de Portugal. A Seleção Portuguesa decepcionou nesta Copa do Mundo. Os comandados de Carlos Queiroz só conseguiram fazer gols na Coreia do Norte, demonstrando o fraco poder ofensivo. Além disso, o time depende muito de Cristiano Ronaldo que, se bem marcado, não faz nada nas partidas.

Com os resultados de hoje, Espanha e Paraguai decidirão quem vai para as semifinais do Mundial no próximo sábado (dia 3/7), no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor deste duelo jogará contra Argentina ou Alemanha na próxima fase do torneio.

Read Full Post »

Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

Read Full Post »

Coreia do Norte 0 X 3 Costa do Marfim

Os marfinenses chegaram ao Mundial como uma das melhores seleções africanas, mas caíram num grupo difícil com Portugal e Brasil. Com dois resultados negativos nas rodadas iniciais, a Costa do Marfim chegou à última rodada precisando de um milagre para obter a classificação. Como isso não aconteceu, os marfinenses fizeram sua parte, venceram a Coreia do Norte por 3 a 0 com ampla superioridade e pelo menos se despediram da Copa do Mundo de cabeça erguida.

A qualidade dos africanos era tão evidente que com menos de um minuto de jogo já surgiu a primeira chance. Keita recebeu a bola, invadiu a área e, sozinho, chutou em cima do goleiro Ri Myong Guk. Outras oportunidades foram criadas e, aos 10, Gervinho avançou pela esquerda e bateu cruzado. A bola caprichosamente rolou pela linha e saiu. Com 13 minutos, enfim, saiu o gol. Boka cruzou rasteiro, Touré dominou e bateu colocado para abrir o placar. Três minutos depois, os marfineses quase ampliaram em chute de longe de Romaric, que triscou na trave norte-coreana.

Porém, o segundo gol saiu aos 19 minutos. Em bola cruzada na área, Drogba dominou bem, girou e fuzilou, mandando a bola no travessão. No rebote, Romaric subiu mais que a zaga adversária e, de cabeça, ampliou o placar. Aos 30 os marfinenses desperdiçaram a chance do terceiro com uma conclusão errada de Keita. O mesmo fez Gervinho um pouco depois, perdendo um gol feito.

A segunda etapa começou como terminou a primeira, num jogo entre ataque e defesa. Aos 22 minutos, Romaric chutou forte de fora da área e obrigou o goleiro norte-coreano a fazer boa defesa. Somente aos 35 a Coreia do Norte conseguiu levar perigo pela primeira vez. Jong Tae-Se, o ‘Rooney Asiático’, recebeu a bola em posição duvidosa, invadiu a área, dividiu com o goleiro Barry e, no rebote, chutou em cima do zagueiro. No minuto seguinte, Boka levantou a bola na área e, de primeira, Kalou marcou o terceiro e deu números finais ao confronto.

Portugal 0 X 0 Brasil

O objetivo da Seleção Brasileira foi atingido. Num grupo difícil, a ideia era terminar na primeira posição e conseguir ficar do lado mais ‘fácil’ da chave nas oitavas de final, evitando fortes equipes como Argentina, Alemanha ou Inglaterra e a própria Seleção Portuguesa. Em um jogo feio, com alto congestionamento no meio de campo e muitas faltas dos dois lados, brasileiros e portugueses empataram em 0 a 0 e ambos conseguiram a classificação para a próxima fase.

Com a escalação de Nilmar no lugar de Robinho, Dunga supreendeu, mas manteve o mesmo esquema de jogo. Daniel Alves substituiu o lesionado Elano e Julio Baptista ficou com a vaga do suspenso Kaká. No início da partida, o Brasil dominava o meio, mas não levava perigo ao gol de Eduardo. Com o nervosismo das equipes, o árbitro começou a distribuir cartões amarelos. Antes dos 25 minutos, três jogadores já haviam sido punidos (Luís Fabiano e Juan para o Brasil e Duda para Portugal).

A grande chance da primeira etapa aconteceu aos 30 minutos. Luís Fabiano deu um despretencioso cruzamento para a área e a zaga lusitana vacilou. Nilmar apareceu e concluiu sem ângulo, obrigando o goleiro Eduardo a fazer boa defesa e a bola ainda bateu na trave antes de sair. O atacante do Villareal se movimentava bastante e era o único que levava perigo aos portugueses. Aos 36, Nilmar deu um chapéu no adversário e concluiu de primeira, isolando a bola. Aos 38, enfim, Luís Fabiano apareceu. Maicon avançou pela direita e cruzou para o Fabuloso, que antecipou o zagueiro e cabeceou com perigo.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente e, para piorar, o nervosismo se transformou em jogadas mais ríspidas que obrigaram o árbitro Benito Archundía a amarelar alguns atletas. Felipe Mello, por exemplo, recebeu dura entrada do luso-brasileiro Pepe e, como era de se esperar, minutos depois deu o revide de forma bruta. Resultado? Ambos levaram o cartão amarelo e Dunga resolveu tirar o brasileiro, já que a expulsão era questão de tempo. Em seu lugar, entrou o volante Josué.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira piorou ainda mais seu rendimento e deixou Portugal mandar no jogo. Logo aos dois minutos, Cristiano Ronaldo avançou pela esquerda, mas foi bem interceptado pelo zagueiro Lúcio. Aos seis, o astro do Real Madrid cobrou falta, a bola desviou em Pepe e por pouco não traiu o goleiro Júlio César. Cristiano Ronaldo, que jogava sozinho no ataque por opção de Carlos Queiroz, tentava resolver sozinho a partida. De onde pegava a bola, tentava o chute para se aproveitar do tal ‘efeito Jabulani’.

Com muita posse de bola, os portugueses continuavam insistindo. Aos 14, Cristiano Ronaldo partiu para cima e Lúcio, tentando intervir, tocou a bola cruzada para o meio da área brasileira. Raúl Meirelles ficou sozinho, cara a cara com Júlio César, mas viu o arqueiro da Inter de Milão sair muito bem do gol e evitar que o placar fosse aberto. O Brasil jogava muito mal. Júlio Baptista nada fez no jogo e foi substituido, tardiamente, por Ramires. Luís Fabiano, que também não conseguiu um bom domínio de bola, saiu para a entrada de Grafitte. Nada mudou, a não ser a última boa chance do jogo, em um chute de Ramires que desviou na zaga lusitana e obrigou o goleiro Eduardo a fazer uma bela defesa de mão trocada.

Para o bem do futebol, o juiz terminou a partida. Muito se esperava deste duelo e pouco se viu dentro de campo. Jogo fraco tecnicamente, com duas equipes pouco inspiradas e que jogaram apenas para cumprir tabela, já que Brasil e Portugal já estavam classificados. A Seleção Brasileira terminou na liderança do grupo G com sete pontos (duas vitórias e um empate), enquanto os portugueses ficaram com a segunda vaga, somando cinco pontos (uma vitória e dois empates).

Suíça 0 X 0 Honduras

Os suíços tinham a faca e o queijo na mão. No duelo contra a equipe da América Central, precisavam apenas vencer para avançarem às oitavas de final da Copa do Mundo. Mas num jogo muito fraco tecnicamente, a Suíça mostrou novamente ter um sistema defensivo sólido, mas esbarrou na falta de ofensividade, já demonstrada há um bom tempo, e ficou no 0 a 0, resultado que eliminou as duas seleções.

A falta de qualidade das duas equipes pesou desde o início. O único lance perigoso da primeira etapa aconteceu aos 16 minutos, quando Barnetta cruzou para a área e Derdyiok cabeceou rente a trave. Esse foi o primeiro tempo. Só isso? Sim, apenas isso. Suíços e hondurenhos bem que tentaram, tiveram força de vontade e física, mas a falta de qualidade técnica brecou qualquer iniciativa.

É óbvio que no segundo tempo as coisas pouco mudaram. O único diferencial foi que o jogo ficou mais aberto, já que a Suíça saiu de trás para buscar o gol que lhe daria a classificação e deixou espaços na defesa, chamando os hondurenhos para o contra-golpe. Aos oito, Alvarez fez boa jogada, driblou o adversário e cruzou na medida para David Suazo, que cabeceou para fora, mas a bola passou bem perto. A resposta dos suíços veio aos 16, em jogada de Barnetta e boa defesa de Noel Valladares. Dois minutos depois, o goleiro hondurenho precisou intervir novamente e defendeu um chute rasteiro de Derdyiok.

No contra-ataque, Honduras até levava perigo, como fez aos 26, quando Suazo avançou com a bola e passou com açúcar para Alvarez, que chutou e viu o goleiro Benaglio fazer ótima defesa. Dez minutos depois o atacante Frei cruzou e Derdyiok, no primeiro pau, tentou pegar de primeira e deu uma incrível furada. Nada melhor para definir o jogo. As duas equipes não apresentaram quase nada e se despediram do Mundial.

Chile 1 X 2 Espanha

O confronto de língua espanhola era vida ou morte para espanhóis e chilenos. A Espanha, que chegou muito badalada à África do Sul, decepcionou e precisava realizar uma boa partida para voltar a ter força. O Chile, por sua vez, chegou como mero coadjuvante e se destacou vencendo os dois primeiros confrontos, algo que, mesmo assim, ainda não havia garantido a equipe no mata-mata. Assim, a ‘Fúria‘ venceu os chilenos por 2 a 1 num jogo bem disputado, terminou na liderança do grupo H e, de quebra, levou o adversário para a próxima fase também.

A partida foi bastante corrida desde o início. Com equipes leves, Espanha e Chile tentavam furar o bloqueio adversário com a bola no chão, tocando muito e com alguma velocidade. A primeira chance do jogo foi de ‘La Roja‘. Aos nove, o ex-palmeirense Valdivia começou a jogada, tocou para Beausejour, que cruzou rasteiro para o meio da área e González concluiu de forma bizarra, mandando a bola para muito longe.

Entretanto, os chilenos sofreram o primeiro golpe em um erro cometido por Valdivia, que tentou fazer graça no campo de ataque e perdeu a bola para o zagueiro Piqué. O jogador do Barcelona deu um lançamento em profundidade para Fernando Torres e o goleiro Claudio Bravo saiu desesperado, sem necessidade, na intermediária para tentar tirar a bola de carrinho. David Villa agradeceu e, de primeira, chutou para marcar um belo gol e abrir a contagem.

Com o gol a Espanha cresceu e partiu para cima. O segundo tento aconteceu aos 36 minutos. Iniesta puxou o contra-ataque, trocou passes com Villa e mandou para o gol com categoria, marcando o segundo gol espanhol. Além disso, o lance chamou atenção por outro motivo. Enquanto os espanhóis desenvolviam a jogada, fora do lance o atacante Fernando Torres tropeçou no pé de Estrada, a jogada prosseguiu e o árbitro assinalou o gol. Porém, enquanto os jogadores da ‘Fúria‘ comemoravam, o juiz Marco Rodriguez, do México, foi atrás de Estrada que já tinha amarelo e expulsou o chileno, causando indignação nos jogadores. De fato, o árbitro se equivocou absurdamente.

Com a vantagem no placar, parecia que a Espanha venceria o jogo facilmente com uma goleada. Entretanto, mesmo em desvantagem e com um homem a menos, o Chile surpreendeu no início da segunda etapa. O treinador Marcelo ‘El Loco’ Bielsa tirou o inoperante Valdivia de campo e colocou Rodrigo Millar em seu lugar no intervalo. No primeiro lance efetivo dos últimos 45 minutos, Millar recebeu a bola de Alexís Sánchez e chutou da entrada da área. A bola desviou em Piqué e traiu Casillas, que nada pôde fazer.

Daí para frente, as duas equipes diminuíram o ritmo e pouco fizeram. Ambos pareciam estar satisfeitos com o resultado e assim ficou até o final. A Espanha terminou na liderança do grupo H com seis pontos (duas vitórias e uma derrota) e, dessa forma, enfrentará Portugal nas oitavas de final. O clássico europeu dos países vizinhos, acontecerá na próxima terça-feira (dia 29), na Cidade do Cabo, às 15h30.

O Chile, por sua vez, fez a mesma pontuação que a ‘Fúria‘, mas ficou na segunda posição por ter marcado um gol a menos. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa enfrentarão o Brasil na próxima fase, dia 28 (segunda-feira), no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

Read Full Post »

Portugal 7 X 0 Coreia do Norte

A Seleção Portuguesa fez o que se esperava do Brasil na estreia do Mundial. Enfrentou a equipe mais fraca do torneio, não titubeou e, mesmo encontrando dificuldades no início da partida, ganhou por 7 a 0 dos asiáticos. O grande destaque da partida foi o técnico Carlos Queiroz, que não gostou do empate sem gols contra os marfinenses no primeiro jogo e alterou quatro jogadores para o duelo desta segunda-feira. As substituições surtiram efeito, tanto que Tiago, Simão Sabrosa e Hugo Almeida, que ficaram no banco de reservas na estreia, marcaram quatro gols e contribuíram muito para a maior goleada desta Copa do Mundo.

A primeira chance real do jogo foi de Portugal. Aos seis minutos, Pedro Mendes subiu mais que a zaga norte-coreana e, de cabeça, mandou a bola na trave. Era apenas o prenúncio do que viria pela frente. Porém, aos 17 minutos a Coreia do Norte respondeu em boa jogada de Hong Yong-Jo, que obrigou o goleiro Eduardo a fazer boa defesa. Diferentemente do que fez contra o Brasil, os norte-coreanos eram mais ariscos. Perderam o medo de ficar somente na defesa e chegaram mais vezes ao ataque, mas isso deixava o setor defensivo bastante desguarnecido.

Debaixo de muita chuva, os portugueses começaram a trabalhar mais a bola e o resultado foi instantâneo. Aos 28 minutos, Tiago deu passe precioso para Raúl Meirelles, que, emendou de primeira na saída do goleiro, e abriu o placar. Os gajos ainda tiveram outras chances, mas o placar ficou assim mesmo na primeira etapa.

No segundo tempo o show começou. Aos sete, Raúl Meirelles rolou para Simão, que chutou no meio das pernas do goleiro e fez o segundo. Dois minutos depois, Fábio Coentrão avançou e cruzou na cabeça de Hugo Almeida. Outro cinco minutos mais tarde e saiu o quarto gol. Cristiano Ronaldo fez boa jogada e deixou Tiago livre para marcar, de primeira. A Coreia do Norte estava entregue e mais gols ainda sairiam. Aos 35, o luso-brasileiro Liedson, que havia acabado de entrar, viu o zagueiro falhar e a bola sobrar livre em sua frente. O ex-corintiano encheu o pé e aumentou a goleada.

Aos 41, enfim, Cristiano Ronaldo conseguiu fazer o seu gol. Depois de ter tentado inúmeras vezes no jogo arriscando muitos chutes para o gol, o astro do Real Madrid contou com a sorte. Liedson ganhou da zaga e a bola sobrou para Cristiano Ronaldo, que tentou driblar o goleiro, ficou procurando a bola e, sem querer, ajeitou-a com a nuca e chutou para marcar o sexto. Ainda deu tempo de Fábio Coentrão dar mais uma assistência e Tiago marcar o seu segundo gol, o sétimo e último dos portugueses.

Com a vitória, a Seleção Portuguesa chegou aos quatro pontos e à vice-liderança do grupo G, atrás do Brasil, que tem seis. O próximo duelo será entre as duas equipes e a primeira colocação da chave estará em jogo. A partida acontecerá na sexta-feira (25/06), às 11h, em Durban. A seleção da Costa do Marfim, que ainda tem remotas chances de chegar as oitavas de final (precisa torcer pelo Brasil e ainda fazer muitos gols em seu jogo), encara a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia e horário.

Chile 1 X 0 Suíça

A vitória chilena não foi fácil. Mesmo com um homem a mais durante grande parte do jogo (Behrami foi expulso aos 30 minutos do primeiro tempo, depois de acertar o rosto de Vidal duas vezes), o Chile esbarrou na (quase) instransponível zaga suíça, que não sofria um gol há 559 minutos em Copas do Mundo, algo que, inclusive, fez o time europeu bater o recorde de tempo sem ser vazado em mundiais, antes pertencente a Itália, com 550 minutos de invencibilidade.

O jogo começou muito truncado e o árbitro Khalil Al Ghamdi, da Arábia Saudita, mostrou logo de cara toda a sua inexperiência. Desde o primeiro minuto, o juiz desandou a distribuir cartões amarelos. Os sul-americanos jogavam no ataque, enquanto os europeus apenas se defendiam. O jogo era chato pelo número excessivo de faltas cometidas pelas equipes. Assim, a etapa inicial foi violenta e com poucos lances de perigo.

Os últimos 45 minutos seriam decisivos para o Chile, que não conseguia fazer valer a superioridade numérica. Os comandados de Marcelo ‘El Loco’ Bielsa vieram determinados a conseguir ao menos um gol para não depender de resultado positivo contra a Espanha, na última rodada. Depois de tanto tentar, aos 29 minutos, Valdivia, que entrou no segundo tempo, encontrou Paredes no meio da defesa – em posição de impedimento -, o meia avançou, driblou o goleiro Benaglio, perdeu o ângulo para chutar e, então, cruzou e achou Mark Gonzalez livre para marcar de cabeça.

A partida não foi das melhores, tanto que o árbitro aplicou nove cartões amarelos (seis para o Chile e o restante para a Suíça) e um vermelho, anotou inúmeras faltas (19 cometidas pelos chilenos e 26 pelos suíços), além dos excessivos erros de passes (133 pela seleção sul-americana e 131 pelos europeus). A vitória deixou o Chile com seis pontos no grupo H, assumindo a liderança isolada. A Suíça, por sua vez, estacionou nos três pontos, mas ainda tem chances de chegar as oitavas de final.

Espanha 2 X 0 Honduras

Depois da decepção da estreia, a Espanha tinha obrigação de vencer o jogo contra Honduras para não se complicar no Mundial. Com uma disparidade técnica amplamente superior, os espanhóis tomaram conta do jogo, golearam nas estatísticas e venceram, só, por 2 a 0. Enquanto a ‘Fúria’ tem grandes chances de passar à próxima fase, só um milagre livrará os hondurenhos da eliminação na primeira fase.

Dominando o meio de campo, não demorou muito para a Espanha levar perigo. Aos sete minutos, David Villa viu o goleiro Valladares adiantado e tentou encobri-lo, mas a bola bateu na trave. O atacante espanhol não desistiu e, dez minutos depois, abriu o placar da partida. Villa recebeu a bola na esquerda, driblou dois marcadores, entrou na área e fintou outro zagueiro, antes de concluir com perfeição e a bola entrar no ângulo. Um golaço!

Enquanto Villa fazia seu papel, seu companheiro de ataque, Fernando Torres, ia perdendo gol atrás de gol. Em certos momentos, os erros cara a cara com o goleiro pareciam até eram motivados por desdém dos espanhóis para com os hondurenhos. O atacante do Liverpool teve pelo menos cinco chances claras de gol e, de todas as formas, de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo, de dentro da pequena área e da marca do pênalti, ele conseguiu errar todos.

Se Torres falhava na hora H, Villa fazia o contrário. Aos cinco minutos da segunda etapa, o recém-contratado atacante do Barcelona, recebeu bom passe de Jesús Navas e, de fora da área, mandou uma bomba, que ainda desviou no zagueiro antes de entrar para o gol. Mas até Villa, que já tinha feito dois gols na partida, teve seu momento de Torres. Jesús Navas sofreu pênalti e Villa teve a chance de fazer seu hat-trick e se igualar com o argentino Higuaín na artilharia da Copa do Mundo, mas o espanhol desperdiçou a cobrança, chutando para fora.

Depois disso, a Espanha continuou perdendo inúmeros gols e perdeu a chance de aumentar seu saldo de gols, visando não correr riscos na última rodada. Para se ter uma ideia da superioridade da equipe de Vicente Del Bosque, os números retratam: a ‘Fúria’ deu 26 dribles contra 13 de Honduras; 12 escanteios contra três; 22 finalizações ante apenas nove; e 57% de posse de bola a favor dos espanhóis. Uma verdadeira goleada nos números, não nos gols anotados.

Com o resultado, a Espanha somou seus primeiro três pontos no Mundial e atingiu a segunda colocação no grupo H, atrás do Chile, que tem seis e na frente da Suíça, que soma os mesmo três pontos que os espanhóis, mas perde no saldo de gols. Honduras ainda não pontuou. No próximo dia 25 (sexta-feira), acontecem os dois últimos confrontos da chave: Chile X Espanha, em Pretória e Suíça X Honduras, em Bloemfontein, ambos às 15h30.

Read Full Post »

Por: Erik Rodrigues*

Eslováquia 0 X 2 Paraguai

Eslováquia e Paraguai se enfrentaram pela segunda rodada do grupo F em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, no estádio Free State, em Bloemfontein. Os paraguaios vinham de um bom empate na estreia contra a Itália. Os eslovacos também empataram na primeira rodada, com a Nova Zelândia. A novidade no time sul-americano era a escalação de mais um atacante, Roque Santa Cruz.

E a mudança surtiu efeito logo de cara, pois o time do técnico Gerardo Martino começou o primeiro tempo no ataque. Roque Santa Cruz arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e o goleiro Mucha teve de se esforçar para fazer a defesa.

E este seria o panorama da primeira etapa, com domínio total dos paraguaios. A Eslováquia não arriscava e formava um paredão para evitar o gol do adversário. O Paraguai partia para cima com Riveros, Lucas Barrios e Nelson Valdez, mas a bola não entrava.

Até que aos 28 minutos, o zagueiro Skrtel falhou e a bola ficou com Barrios, que passou para Vera bater de primeira e abrir o placar. O gol fez justiça ao time que procurou mais o ataque. Mas os eslovacos acordaram e ao menos demonstravam mais vontade, mesmo errando muitos passes. Tanto que aos 37 minutos, a equipe da Europa conseguiu dar uma cabeçada ao gol, com Salata.

No segundo tempo, o Paraguai se acomodou com a vantagem e ficou esperando as chances de contra-ataque aparecerem. E não havia com o que se preocupar, pois a Eslováquia tinha como principal adversária sua própria dificuldade técnica. Mesmo em ritmo mais lento, os paraguaios chegavam com mais perigo e estavam próximos do segundo gol.

E ele veio aos 41, após confusão na área entre Da Silva e Cardozo. A bola sobrou para Riveros que, da entrada da área, chutou forte no canto direito, sem chances para o goleiro Mucha. Com o resultado, o Paraguai chegou a quatro pontos e só precisa de um empate contra a Nova Zelândia, no dia 24, em Polokwane, para ficar em primeiro no grupo. Já a Eslováquia precisa vencer a atual campeã do mundo, Itália, também na quinta-feira, em Joanesburgo.

Itália 1 X 1 Nova Zelândia

Também pelo grupo F, Itália e Nova Zelândia jogaram pela segunda rodada, em Nelspruit. Os italianos queriam se recuperar do empate na estreia contra o Paraguai. Já os neozelandeses vinham empolgados com o empate na partida inicial contra a Eslováquia, conquistado de forma emocionante no final do jogo.

A partida começou truncada, com o time da Nova Zelândia marcando forte e diminuindo os espaços. E no segundo ataque dos “All Whites”, a surpresa: após cobrança de falta no lado esquerdo, Reid desviou, Cannavaro ajeitou sem querer e Smeltz, impedido, abriu o placar.

O gol deixou os italianos atônitos, tanto no campo quanto nas arquibancadas. Daí em diante, o jogo foi ataque contra defesa. Porém, com um time sem inspiração e talentos individuais, a Itália insistia em uma única jogada, a bola aérea para seus atacantes.

Aos 16 minutos, a “Azzurra” teve boa chance com Chiellini, mas o zagueiro não soube aproveitar. Na base da pressão, Zambrotta e Montolivo arriscaram de fora da área, mas sem sucesso. Com quase todo o time na defesa, a Nova Zelândia chamava os italianos para seu campo e as chances de gol aumentavam.

Tanto que aos 28 minutos, Criscito cruzou para a área e o volante Smith puxou De Rossi pela camisa. Um lance polêmico, mas o árbitro marcou pênalti, convertido por Iaquinta. Com o empate, a Itália buscou a virada, sempre com bolas aéreas ou chutes de longe. Porém, o máximo que conseguiu foi consagrar o goleiro Paston.

Na segunda etapa, o técnico Marcello Lippi trocou o discreto Gilardino por Di Natale. E logo no início ele bateu de primeira, exigindo boa defesa de Paston. Camoranesi, que também entrou no time, ajudava no toque de bola do meio campo, mas sem muita objetividade.

O drama italiano continuou o mesmo. Os europeus pressionavam com bolas erguidas na área e chutes de longe, mas sem sucesso. A ameaça de um novo empate fazia com que os jogadores tentassem resolver as jogadas sozinhos. Mas a baixa qualidade técnica da equipe ficava evidente a cada minuto passado.

Em raro momento de ousadia, a Nova Zelândia foi ao ataque pela esquerda. O meio campo Wood driblou Cannavaro com facilidade e bateu cruzado, assustando o goleiro Marchetti e os torcedores italianos. Mas o empate persistiu até o final.

O resultado deixa o time de Marcello Lippi em situação complicada, com apenas dois pontos em dois jogos. Na próxima rodada, a Itália joga sua sobrevivência no Mundial contra a Eslováquia, dia 24, em Joanesburgo, e precisa da vitória. A Nova Zelândia, também com dois pontos, encara o líder Paraguai no mesmo dia, em Polokwane.

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil e Costa do Marfim entraram em campo pela segunda rodada do grupo G. Os brasileiros venceram a Coreia do Norte na estreia e queriam o triunfo para garantir uma vaga. Já os marfinenses buscavam os primeiros três pontos no torneio. A seleção “Canarinho” escalou os mesmos jogadores da última partida. No time do técnico Sven-Göran Eriksson, a novidade era o atacante Didier Drogba, que começou como titular.

Logo no início, Kaká  mostrou que estava a fim de jogo e tabelou com Robinho. A bola ficou com o jogador do Santos que, mesmo com Kaká e Luis Fabiano bem posicionados, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Barry. No entanto, a Costa do Marfim dominou os 15 minutos seguintes, não dando espaço para o time brasileiro elaborar as jogadas ofensivas.

O domínio dos “Elefantes” não resultava em conclusões a gol. O jogo ficou devagar, com a equipe de Dunga se defendendo e tentando o contra-ataque. Mas os erros de passe de seus meio-campistas não permitiam que as jogadas evoluíssem.

Aí, entrou em cena o talento e a movimentação de Kaká, que tantos esperavam. Em jogada pelo meio, ele tocou para Luis Fabiano, que devolveu de calcanhar e avançou. O meia do Real Madrid segurou um pouco e, no momento certo, lançou o centroavante brasileiro. Mesmo sem muito ângulo, o “Fabuloso” encheu o pé e abriu o placar.

O gol não melhorou o desempenho do Brasil, que continuou errando passes na intermediária. A Costa do Marfim, de forma contida, partiu para o ataque. Mas aí, o setor mais sólido do time brasileiro apareceu. Lúcio, Juan e Maicon evitaram que os adversários conseguissem uma conclusão mais perigosa ao gol de Júlio César. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segundo etapa, nada de alterações. O time africano apertou a marcação e, mais uma vez, o Brasil não conseguia sair jogando. Até que Luis Fabiano, em dia inspirado, fez uma jogada bem ao seu estilo. Em uma mistura de trombada e habilidade, o atacante encarou a defesa marfinense e, usando os braços, saiu na cara do gol e bateu de pé esquerdo no canto de Barry.

O tento parece ter dado tranquilidade ao time de Dunga, que começou a encontrar espaços para trocar passes. A Costa do Marfim acusou o golpe e continuou sem ameaçar a meta brasileira. E, aos 17 minutos, esta superioridade se converteu no terceiro gol. Kaká, que voltou com mais disposição e atacando pelo lado esquerdo (como em seus bons tempos de Milan), levou a bola até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Elano se antecipou à marcação e tocou para o fundo do gol.

Aos 33 minutos, a Costa do Marfim diminuiu com seu principal jogador, Drogba. O badalado atacante foi, mais uma vez, anulado por Lúcio, assim como o zagueiro brasileiro tinha feito pelas oitavas de final da UEFA Champions League deste ano. Mas encontrou um buraco na defesa brasileira e deixou seu gol.

Os marfinenses então passaram a apelar para a agressão. Sem espaço para avançar com perigo, distribuíram pancadas em Kaká, Luis Fabiano, Michel Bastos e Elano (que sentiu uma dividida e fui substituído por Daniel Alves). Aqui vale o registro para a omissão do árbitro francês Stephane Lannoy. O juiz literalmente deixou “o pau quebrar” em campo. Yaya Touré e Keita batiam em quem aparecesse pela frente

O nervosismo tomou conta dos brasileiros, que passaram a revidar. Para se ter uma ideia da raiva brasileira, Kaká levou dois amarelos e foi expulso. Com isso, o meia está fora do próximo jogo. Depois da confusão, o Brasil tocou a bola e esperou o final da partida.

Com seis pontos em dois jogos, o Brasil está classificado para a próxima fase da Copa do Mundo e aguarda apenas para saber se ficará em primeiro ou segundo lugar. No próximo dia 25, em Durban, o time brasileiro joga contra Portugal. A Costa do Marfim enfrenta a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

Read Full Post »

Nova Zelândia 1 X 1 Eslováquia

Mais um jogo fraco no Mundial da África do Sul. Neozelandeses e eslovacos já foram para a Copa do Mundo como meros coadjuvantes e, pelo que foi visto hoje, não se esforçarão em nada para tentar mudar este panorama. A Nova Zelândia, que joga o torneio pela segunda vez na história (a outra aconteceu em 1982), jogou água no chope dos eslovacos no final da partida e pela baixa qualidade técnica de ambos, o empate por 1 a 1 ficou de bom tamanho.

O jogo foi tão sonolento que o primeiro lance de perigo aconteceu somente aos 27 minutos. Os eslovacos Weiss e Sestak tabelaram na entrada da área, mas a conclusão do atacante Sestak saiu pela linha de fundo. Cinco minutos mais tarde foi a vez do goleiro da Nova Zelândia, Mark Paston, fazer uma presepada com a bola nos pés e entregar de bandeja para o adversário, que também se enrolou com a pelota e desperdiçou outra chance. A Eslováquia ao menos tentava abrir o placar e criou outra chance aos 35 com o meia Leo Bertos em avançada pela direita. A Nova Zelândia só assustou aos 37 minutos, quando o atacante Smeltz tabelou com Killen e, de dentro da área, bateu de primeira rente a trave.

A segunda etapa começou um pouco mais movimentada, já que logo aos 4 minutos, depois de boa jogada pela direita, Sestak cruzou e o atacante Vittek mandou de cabeça para o fundo do gol, abrindo o placar para a Eslováquia. Os eslovacos perderam a chance de ampliar o marcador aos 23, quando desceram num rápido contra-ataque e o atacante Vittek ficou cara a cara com o goleiro, mas foi interceptado. A Nova Zelândia, por sua vez, só levava perigo nas bolas aéreas, fazendo valer a média de altura de 1,86 de seus jogadores. Aos 42 minutos, Smeltz subiu mais que a zaga adversária e cabeceou para fora, numa boa chance. Cinco minutos mais tarde, já nos acréscimos do jogo, veio o castigo para a Eslováquia. Smeltz cruzou a bola para a área e o zagueiro Reid marcou o gol de empate, dando números finais à partida.

O empate entre Nova Zelândia e Eslováquia embolou ainda mais o grupo F da Copa do Mundo. As duas equipes se juntaram a Itália e Paraguai e agora os quatro times somam um ponto. A segunda rodada do grupo acontece no próximo domingo (20/06), quando os eslovacos enfrentam o Paraguai em Bloemfontein, às 8h30 (horário de Brasília) e Itália e Nova Zelândia jogam em Nelspruit, às 11h.

Costa do Marfim 0 X 0 Portugal

O jogo mais esperado desta terça-feira também não foi dos melhores. Entretanto, pela qualidade dos jogadores, era óbvio que marfinenses e portugueses não fariam um jogo ruim como Nova Zelândia e Eslováquia fizeram. O duelo entre as estrelas Cristiano Ronaldo e Didier Drogba não aconteceu, ao menos na primeira etapa, já que o marfinense foi poupado por ainda não estar 100% fisicamente. A Seleção Portuguesa não conseguiu se sobressair através da genialidade de Cristiano Ronaldo e foi freada pela força física e a disciplina tática imposta pela equipe de Sven-Göran Eriksson, treinador da Costa do Marfim. O empate por 0 a 0 foi justo pelo o que as equipes fizeram no gramado do estádio Nelson Mandela Bay.

Logo no começo da partida, Cristiano Ronaldo levantou os torcedores. O português recebeu uma bola no meio, deu um drible curto no adversário e, de direita, mandou uma bomba que explodiu na trave do goleiro Barry. O cartão de visitas do astro poderia ter assustado a Costa do Marfim, mas o que se viu depois disso foi o contrário. Tiené, Touré, Eboué e Demel não deram espaços para Cristiano Ronaldo. Marcaram em cima e levaram a melhor na maioria dos lances. Aos 13 minutos, os marfinenses levaram perigo pela primeira vez, numa falta cobrada pelo zagueiro Tiené. Tiote também deu um chute perigoso na meta defendida pelo goleiro Eduardo e esses foram os principais lances da primeira etapa.

O segundo tempo foi mais corrido e as duas equipes resolveram se arriscar mais. Gervinho, que teve boa atuação, chegou à linha de fundo pela esquerda do campo e quase abriu o placar no primeiro minuto. Portugal respondeu onze minutos mais tarde, em cabeçada de Liedson e boa defesa de Barry. O estádio entrou em êxtase aos 19 minutos, quando Drogba saiu do banco de reservas e entrou no lugar de Kalou. O atacante do Chelsea é muito mais que apenas um ídolo dos marfinenses. Drogba é visto como o principal jogador de todo o continente africano na atualidade e, por esse motivo, foi festejado como uma grande estrela costuma ser. Pouco participativo em campo, o atacante da Costa do Marfim viu a seleção lusitana perder outra chance de abrir o placar aos 34 minutos, em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, que passou por cima do gol. Mas Drogba também teve sua chance, aos 45 minutos, quando recebeu passe dentro da área e, desequilibrado, chutou para fora na saída do goleiro.

O jogo acabou 0 a 0 e o principal destaque efetivamente foi o sistema tático da Costa do Marfim. Sven-Goran Eriksson assumiu a equipe recentemente e soube usar muito bem a qualidade do time africano. As linhas de defesa e do meio anularam Cristiano Ronaldo, Liedson, Deco e toda a companhia dirigida pelo técnico Carlos Queiroz. As duas seleções demonstraram força, mas precisam melhorar bastante para aspirar uma boa colocação no final do torneio.

Brasil 2 X 1 Coreia do Norte

A tão esperada estreia brasileira no Mundial aconteceu hoje e, nenhum espetáculo foi visto, mas novamente o estilo Dunga foi apresentado, o chamado futebol de resultado. Todos esperavam ver uma seleção fraca, tanto que a Coreia do Norte é a pior colocada no ranking da FIFA entre os 32 países que disputam o Mundial. Mas os norte-coreanos provaram que não serão o saco de pancadas da Copa do Mundo. Fizeram o Brasil suar – e muito – para conseguir a vitória por 2 a 1, resultado esse que deu a liderança do grupo G para a Seleção Brasileira.

Os jogadores brasileiros estavam visivelmente nervosos no início do duelo, algo absolutamente normal para uma estreia de Copa do Mundo. Porém, o Brasil respeitou muito a esforçada seleção norte-coreana, tanto que o primeiro chute a gol só saiu aos 12 minutos, em uma conclusão fraca de Elano. Sete minutos depois, Luís Fabiano roubou a bola no meio de campo, avançou e deu na medida para Robinho, que iludiu o marcador e chutou para o gol, também sem perigo. A Seleção Brasileira ainda estava em marcha lenta, pouco inspirada e barrando sempre na retranca do adversário.

O primeiro tempo acabou e os jogadores decepcionaram a torcida brasileira, que esperava um show da seleção com muitos gols. Os norte-coreanos fizeram muito mais do que deles se esperava. Conseguiram conter o ímpeto da equipe mais vencedora do futebol mundial e ainda se arriscaram no ataque, mesmo que sem perigo.

Robinho foi o melhor do Brasil no primeiro tempo. Se não foi um primor, ao menos buscou o jogo e deixou seus companheiros em boas condições. Na segunda etapa, a mesma situação aconteceu e já que ninguém resolvia, o craque do Santos tentou resolver sozinho, aos sete minutos, mas o chute foi sem direção e passou longe da meta do goleiro asiático. Dois minutos depois, enfim, o Brasil abriu o placar. O volante-brucutu Felipe Mello fez uma boa inversão da esquerda para a direita e encontrou Elano, que dominou, esperou Maicon passar e lançou para o lateral, que entrou na área em velocidade e mandou uma bomba para o gol, enganando o goleiro Ri Myong-Guk, que se preparava para intervir um possível cruzamento e viu a bola entrar entre seu corpo e a trave.

Com a vantagem no placar, a Seleção Brasileira se empolgou e foi em busca de mais gols. Michel Bastos chutou forte aos 15 minutos e quase ampliou. Três minutos depois, Robinho lançou a bola, Luís Fabiano matou no peito, fintou o zagueiro e mandou de pé esquerdo para fora. Provando querer jogo, Robinho recebeu a bola no meio de campo, partiu para cima e deu um precioso passe entre os adversários, encontrando seu ex-companheiro de Santos, Elano, livre para marcar o segundo gol brasileiro, aos 26 minutos.

O segundo tento amenizou o ímpeto brasileiro e a Coreia do Norte foi para o tudo ou nada. Somente aos 37 minutos o goleiro Júlio César pegou na bola, num cruzamento erguido na área e defendido sem problemas pelo arqueiro brasileiro. Com o resultado praticamente garantido, Dunga colocou Nilmar, Daniel Alves e Ramires no jogo. E aos 39, Nilmar quase marcou o seu, em conclusão fraca para o gol. Mas o que menos se esperava aconteceu aos 43 minutos, quando a defesa do Brasil ficou apenas olhando o norte-coreano Ji Yun-Nam entrar na área e fuzilar para fazer o gol dos asiáticos.

O jogo terminou 2 a 1, o Brasil não passou sufoco em nenhum momento, mas ficou devendo muito futebol. Kaká, a principal esperança brasileira no Mundial, não foi bem e visivelmente ainda está aquém de sua melhor condição física. Não sei se haverá tempo para o meia se recuperar e isso é preocupante para as pretensões brasileiras no torneio. Mesmo jogando de forma pragmática, a Seleção Brasileira foi amplamente superior, tanto que teve 63% de posse de bola e finalizou dez vezes contra apenas três do adversário. Dunga precisa melhorar muito essa equipe, já que os dois próximos jogos serão contra equipes mais qualificadas que a Coreia do Norte.

Com os resultados desta terça-feira, o grupo G tem o Brasil na liderança com três pontos, Portugal e Costa do Marfim empatados com um ponto e os norte-coreanos figuram na lanterna. A Seleção Brasileira disputa a segunda partida no próximo domingo (20/06) contra a Costa do Marfim em Joanesburgo, às 15h30. No dia seguinte, a Coreia do Norte encara Portugal na Cidade do Cabo, às 8h30.

Reveja os melhores momentos e os gols da partida:

Read Full Post »

A Seleção Brasileira estreará hoje na Copa do Mundo de 2010. O primeiro adversário será a enigmática Coreia do Norte. Assim como acontece no país, as informações sobre a equipe asiática são escassas, já que o treinador fechou a maioria dos treinamentos na África do Sul.

Dessa forma, o MFC foi atrás de informações sobre a misteriosa seleção norte-coreana. O entrevistado do dia é o ex-jogador e atual treinador, Edu Marangon. Edu jogou futebol profissional por quase quinze anos, tendo passado por Portuguesa; Torino, da Itália; Nacional, do Uruguai; Porto, de Portugal; Santos; Palmeiras; Yokohama Flugels, do Japão; Inter de Limeira; Coritiba e Bragantino; além de ter jogado com a camisa da Seleção Brasileira.

Depois de pendurar as chuteiras, Edu Marangon se tornou treinador e já esteve à frente de equipes como Paraná, Juventus, Rio Claro, Atlético de Sorocaba e atualmente é o técnico do Sport Club Barueri.

Nesta entrevista, Edu Marangon relata como foi o amistoso entre Atlético Sorocaba e a Seleção da Coreia do Norte, ocorrido em novembro de 2009, quando ele era o comandante do clube interiorano. Também conta as características dos jogadores, o motivo de tanto mistério por parte dos asiáticos e também se a equipe de Dunga corre algum risco na partida. Confira a entrevista exclusiva ao MFC:

MFC: Edu, conte como foi o amistoso contra a seleção da Coreia do Norte?
Edu Marangon: O amistoso foi disputado no dia 05 de novembro de 2009, em Pyongyang, capital da Coreia do Norte. Primeiramente, o que mais impressionou foi a paixão do povo norte-coreano pelo futebol. O estádio estava lotado com 80 mil torcedores e mais de 20 mil pessoas ficaram do lado de fora, sem ingressos. No placar eletrônico, estava escrito ‘Brazil’ ao invés de Atlético Sorocaba. Eles trataram o jogo como um amistoso contra a seleção brasileira.

MFC: Quais as características da seleção norte-coreana?
EM: Falando do jogo em si, foi uma partida diferente. A equipe deles marca forte e tem uma saída de bola rápida no contra-ataque. Nossos jogadores sentiram um pouco, já que o gramado era sintético. O empate em 0 a 0 não traduziu o que foi o jogo, já que fomos superiores durante toda a partida e o goleiro deles fez defesas incríveis.

MFC: Como é o preparo físico dos jogadores norte-coreanos?
EM: Como eles não são altamente capacitados técnica e taticamente, o preparo físico deles é muito bom, típico dos jogadores asiáticos. Eu joguei por três anos no Japão (Yokohama Flugels) e senti isso na pele. Eles correm muito, são capazes de correr os 90 minutos e não se cansarem. O biótipo deles é diferente do nosso, eles têm uma condição muscular muito boa, o que faz com que as contusões sejam raras.

MFC: Quais os principais jogadores?
EM: O time deles não é bobo, mas também não tem grandes talentos. Eles têm um centroavante bom na bola aérea e forte fisicamente. Mas o principal jogador é o Rooney Asiático (Jong Tae-Se) mesmo, como a imprensa vem dizendo há alguns dias. Ele destoa do grupo, até por ser japonês de origem. É habilidoso, mescla velocidade e força e tem bom chute. Foi o único que me chamou a atenção.

MFC: Você que esteve lá por uma semana, me diga o porquê de tanto mistério?
EM: Bom, o país deles é completamente diferente dos outros. Não tem jeito. No futebol é normal um treinador fechar esse ou aquele treino para treinar uma jogada específica ou ensaiada, como fez o Dunga esses dias. Mas eles não estão fechando o treino para esconder o jogo, não. É assim mesmo que eles vivem lá. Isso ocorre pelo sistema político do país. Eles são privados de fazer muitas coisas. Para você ter ideia, tem até racionamento de água e energia na Coreia do Norte. É um país que ainda vive em regime ditatorial, então eles precisam seguir inúmeras regras, não podem desobedecer aos mandamentos do ditador (Kim Jong-il está no comando do país desde 1994).

MFC: Eles podem surpreender o Brasil no jogo de hoje?
EM: Teoricamente, não. Não creio nisso, pelo contrário, aposto que o Brasil vencerá facilmente o jogo pela qualidade dos nossos jogadores. Mas a seleção precisa ter atenção para não ser surpreendida. Creio que a zebra ocorrida na Copa de 1966 (quando a Coreia do Norte eliminou a Itália e só foi eliminada nas quartas de final contra a Seleção Portuguesa) não acontecerá de novo.

MFC: A Coreia do Norte tem alguma chance de se classificar no grupo G?
EM: Creio que não, até porque os outros três concorrentes são fortíssimos. Lembro que quando terminou o jogo contra eles, fui conversar com o treinador (Kim Jong-Hun) e perguntei como ele estava preparando a equipe para a Copa do Mundo. Na ocasião, ele disse que aguardaria o sorteio para definir, provando mais uma vez que as informações por lá são escassas, mesmo que naquela época eles nem imaginassem quem iriam enfrentar. Eles tiveram azar de cair num grupo com três escolas de futebol diferentes: sul-americana, europeia e africana. Ambas muito fortes e tradicionais. Creio que não conseguirão vencer nenhum jogo no Mundial.

Read Full Post »

Older Posts »