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Posts Tagged ‘Grupo A’

Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha e Inglaterra se enfrentaram na cidade de Bloemfontein, no primeiro duelo de grandes da Copa do Mundo, valendo uma vaga para as quartas de final. O time do técnico Joachim Löw classificou-se em primeiro no grupo D. Já os comandados de Fabio Capello ficaram em segundo no grupo C, atrás dos Estados Unidos.

O jogo começou cadenciado, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. O meio campo alemão trocava passes rápidos entre Schweinsteiger, Özil e Müller. Os ingleses se movimentavam bastante com Lampard, Gerrard e Rooney, que voltava para buscar o jogo. Mas nenhum dos times tinha ainda levado perigo ao gol adversário.

A situação mudou aos 20 minutos, quando o goleiro Neuer deu um chutão pra frente. A bola passou por todo o time inglês e chegou até Klose, que protegeu bem e se esticou todo para mandar, com a ponta do pé direito, para o fundo do gol de James. O gol deu confiança aos alemães, que partiram para o ataque. O segundo tento foi questão de tempo. Em uma ótima troca de passes pelo meio, Müller passou para Klose e avançou. O atacante devolveu perfeitamente e Müller cruzou para Podolski na esquerda. Ele ajeitou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro James. A impressão era que a Alemanha iria atropelar os ingleses.

No entanto, os súditos da rainha enfim reagiram. Lampard e Gerrard começaram a participar mais da partida e criavam mais opções de ataque. E aos 37, em cobrança de falta de Gerrard, o goleiro Neuer saiu mal e o zagueiro Upson tocou de cabeça para o gol vazio.

O gol fez bem aos ingleses, que passaram a pressionar. Gerrard avançava pela esquerda e Lampard trocava passes com Johnson pela direita. A Alemanha recuou e esperava o intervalo. Aí veio o lance mais emblemático do Mundial até aqui. Defoe dividiu uma bola na entrada da área e ela sobrou para Lampard que, com categoria, bateu por cima de Neuer e encobriu o goleiro. A bola acertou o travessão e caiu dentro do gol, para sair em seguida. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda e o assistente Mauricio Espinosa não marcaram.

Este lance merece destaque devido ao que aconteceu 44 anos atrás, na final da Copa de 1966 entre os dois países. A partida estava empatada em 2×2 quando, na prorrogação, o inglês Hurst bateu pro gol, a bola tocou no travessão e depois em cima da linha. Mas naquela ocasião, a arbitragem deu o gol para os ingleses.

No segundo tempo, a Inglaterra partiu para o ataque. E a Alemanha apostou no contra-ataque, uma de suas principais armas neste Mundial. Logo aos seis minutos, Lampard acertou o travessão, em cobrança de falta. Os ingleses vinham com tudo e o gol parecia questão de tempo.

Mas o futebol tem seus caprichos e eles apareceram mais uma vez. Após cobrança de falta de Lampard parar na barreira, Müller lançou para Podolski e seguiu para o ataque. Podolski avançou pela esquerda e devolveu para Müller, que bateu forte para ampliar o placar. Apesar disso, os ingleses continuaram em busca do segundo gol. Mas outro contra-ataque alemão, aos 25, cravou de vez a faca no coração do ‘English Team’. Klose, ajudando a defesa, recuperou a bola e fez ótimo lançamento para Özil, que ganhou de Johnson na corrida e rolou para o meio. Müller, sempre ele, apareceu livre e definiu a vaga para a Alemanha.

Aí sim a Inglaterra sentiu o golpe. Os jogadores esperavam apenas o fim da partida, pois não havia mais o que fazer. Fim de jogo e classificação alemã garantida para a próxima fase. O time de Joachim Löw fez uma partida sensacional e passou por um rival difícil.

Já a Inglaterra decepcionou. Seus principais jogadores (Lampard, Gerrard e Rooney) não corresponderam à expectativa em torno de seu futebol. A Alemanha avança com um futebol bonito e eficiente e se credencia como um dos favoritos ao título. O gol inglês não marcado favoreceu os alemães, pois o empate naquele momento deixaria o jogo totalmente aberto. Mas a qualidade técnica superior da Alemanha ficou evidente e não pode ser ignorada, pois o melhor time venceu.

Argentina 3 X 1 México

Argentina e México se enfrentaram no estádio Soccer City, para definir quem encararia a Alemanha. Os argentinos venceram o grupo B com facilidade. Já os mexicanos conquistaram a vaga com o segundo lugar no grupo A.

A partida começou melhor para o time do técnico Javier Aguirre, que apostava na velocidade de Giovanni dos Santos, Bautista e Hernandez. Aos sete minutos, Salcido soltou uma bomba de longe, mas acertou a trave. Na sequência, Guardado fez boa jogada e chutou com efeito, mas a bola caprichosamente raspou a trave e foi pra fora.

As investidas mexicanas despertaram o craque argentino Lionel Messi, que apostava em sua velocidade para tentar o gol. Ele tentou encobrir o goleiro Pérez, sem sucesso. O México tinha o controle da partida e conseguia impedir os avanços de Messi e Tevez. Mas aí o apito amigo apareceu para alegrar os argentinos.

Messi lançou Tevez, que dividiu com o goleiro Pérez, e bola foi afastada. No rebote, o jogador do Barcelona bateu por cima e Tevez, impedido, tocou de cabeça e abriu o placar. O telão do estádio mostrou o lance e deixou clara a posição irregular do ex-corintiano. Os mexicanos partiram pra cima do árbitro, mas ele validou o gol.

E o domingo era mesmo dia de presente para a Argentina. Desta vez foi o zagueiro Osório que errou na entrada da área. A bola sobrou limpa para Higuaín driblar Pérez e marcar o segundo. O atacante é agora o artilheiro isolado da Copa do Mundo, com quatro gols.

A vantagem deu tranquilidade aos comandados de Maradona e deixou os mexicanos abatidos. A Argentina percebeu que poderia definir o confronto ainda no primeiro tempo e atacou ainda mais. Di Maria, aos 36, bateu cruzado e Pérez fez ótima defesa. Aos 40, Higuaín subiu livre e por pouco não marcou o terceiro.

Na volta do intervalo, Javier Aguirre tirou Bautista e colocou o atacante Pablo Barrera, na tentativa de diminuir o prejuízo. Mas a tática foi por água a baixo logo aos sete minutos, quando Tevez tentou o passe e Maza dividiu com ele. O argentino ficou com a sobra e soltou uma pancada da entrada da área. Golaço para definir a classificação da ‘Albiceleste’.

Com a vaga praticamente garantida, o México tentou ao menos fazer o gol de honra. Aos 24, Barrera chutou, mas Heinze tirou em cima da linha. Logo em seguida, o bom Hernandez recebeu na entrada da área, fez o giro e saiu na cara de Romero. O mexicano encheu o pé e diminuiu o placar.

Apesar do gol sofrido, a Argentina não se abalou. Messi, em partida apenas regular, tentava marcar o seu. E no final do jogo quase conseguiu. Ele recebeu pela direita e fez sua jogada mais típica: driblou em diagonal para a entrada da área e chutou forte, mas Pérez salvou.

Vitória boa do time de Maradona, que mostra deficiências na defesa, mas tem um ótimo ataque. Messi, Tevez e Higuaín podem dar ainda muito trabalho neste Mundial. Resta saber se a defesa argentina vai conseguir parar Klose, Podolski, Özil e Müller.

O México de despede com uma boa participação, como sempre, e mantém a média de chegar ao menos nas oitavas de final, algo que faz continuamente desde 1994. Assim como em 2006, Argentina e Alemanha jogam nas quartas de final da Copa do Mundo. Este grande duelo será no próximo sábado (3/7), na Cidade do Cabo, às 11h. Imperdível!

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Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 1 Coreia do Sul

Uruguai e Coreia do Sul abriram as oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio Nelson Mandela Bay, na cidade de Porto Elizabeth. De um lado, um surpreendente Uruguai, que terminou a primeira fase como líder de seu grupo. Do outro, o bom e rápido time sul-coreano, que vem evoluindo bastante tecnicamente. Os asiáticos vieram para a partida com uma formação mais defensiva, com cinco jogadores no meio de campo e apenas um atacante. Já o Uruguai manteve o esquema com Forlán como armador e dois atacantes, Cavani e Suarez.

No início, as duas esquipes mostraram que iriam partir pra cima. E a Coreia do Sul assustou primeiro. Em cobrança de falta, Park Chu-young acertou a trave direita do goleiro Muslera. Mas a resposta não demorou. Aos sete minutos, Forlán recebeu na esquerda, cortou o zagueiro e cruzou para a área. A bola passou por toda a defesa, pelo goleiro Sung-ryong e sobrou para Suarez que, mesmo sem ângulo, bateu de primeira e abriu o placar.

O gol deixou os sul-coreanos perdidos e o time do técnico Oscar Tabárez tocava a bola com tranquilidade. Ao adiantar a marcação, os sul-americanos obrigavam a Coreia do Sul a dar chutões da defesa direto para o ataque. Com isso, recuperavam a bola e criavam mais chances. Em uma destas oportunidades, Forlán avançou e passou para Suarez que bateu para o gol. A bola desviou no braço do meia Ki Sung-yueng, mas o juiz alemão Wolfgang Stark não marcou o pênalti. A Coreia do Sul arriscava pouco, pois estava mais preocupada em não levar o segundo gol. Em um chute de longe, Park Chu-young assustou o goleiro Muslera e essa foi a última chance da etapa inicial.

No segundo tempo, o zagueiro Godín saiu, com problemas estomacais. Victorino entrou em seu lugar. Além disso, os sul-coreanos voltaram com mais disposição para buscar o empate. O efeito deste ânimo foi logo percebido aos seis minutos. Park Chu-young recebeu sozinho na grande área, mas desperdiçou a chance. O Uruguai recuou e passou a apostar no contra-ataque. Mas os asiáticos continuaram buscando a igualdade. Park Ji-Sung teve ótima oportunidade aos treze minutos, mas Muslera fez bela defesa. Com dificuldades para trocar passes no meio campo, os uruguaios ficaram acuados.

O técnico Huh Jung-Moo colocou mais um atacante e partiu para cima do adversário. E de tanto insistir, o time asiático foi compensado. Aos 23, Muslera saiu mal do gol e Lee Chung-yong marcou. Foi o primeiro gol sofrido pelo Uruguai no Mundial. Na sequência, a Coreia do Sul quase virou. O mesmo Lee Chung-yong recebeu livre pela direita, mas chutou fraco em cima do goleiro.

O domínio sul-coreano acabou aos 27 minutos, quando Suarez, sempre ele, bateu cruzado para a defesa de Sung-ryong. Era o indício de que os uruguaios voltavam para o jogo. O começo da chuva dava o toque de dramaticidade à partida. E o gol não demorou a surgir. Suarez recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu de chapa, de pé direito, com curva, no canto esquerdo do goleiro asiático. Festa e êxtase no banco de reservas e certamente por todo o Uruguai. O gol de Suárez abateu o time da Coreia do Sul. Mesmo assim, eles foram para cima, na tentativa de igualar o marcador. Aos 42, Park Chu-young teve ótima chance, mas bateu fraco. A bola ainda passou por baixo de Muslera, mas foi fraca para o gol e Lugano afastou.

Fim de jogo e festa uruguaia em Porto Elizabeth. O Uruguai, após 40 anos, está entre os oito melhores times da Copa. E tem boas chances de chegar às semifinais, algo que não consegue desde a Copa de 1970. Os asiáticos ficaram desolados pela eliminação, mas estão de parabéns, pois apresentaram um bom futebol e mantiveram a evolução de seu jogo.

Com a vitória, o Uruguai renasce para o futebol mundial. E é muito bacana ver um time, com a tradição da ‘Celeste Olímpica‘, se recuperar. Independente de vencer a Copa ou não, os uruguaios já conseguiram um feito maior: mostrar que ainda podem ser uma equipe muito competitiva, como foi por vários anos no passado. E dar ainda mais orgulho ao seu povo. Gana e Uruguai se enfrentam na próxima sexta-feira (2/7), em Joanesburgo, às 15h30.

Estados Unidos 1 X 2 Gana

Estados Unidos e Gana fizeram a segunda partida do dia pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os norte-americanos surpreenderam e ficaram em primeiro no grupo C, à frente da poderosa Inglaterra, com um bom futebol baseado na rápida troca de passes. Já os ganeses conquistaram a vaga ao ficar em segundo lugar no grupo D, atrás da Alemanha.

O primeiro tempo foi dominado pelos africanos, que logo aos cinco minutos fizeram o gol. Prince Boateng aproveitou o erro de Richard Clark no meio campo, avançou pela esquerda e bateu rasteiro, sem chances para Tim Howard. A vantagem deixou os sobrinhos do Tio Sam assustados e Gana partiu pra cima. Boateng, de fora da área, e Gyan, de falta, obrigaram o goleiro norte-americano a fazer defesas difíceis.

Percebendo que seu time estava dominado, o técnico dos Estados Unidos, Bob Bradley, tirou Clark e colocou Maurice Edu, aos 30 minutos. A mudança surtiu efeito, a equipe passou a trocar mais passes com calma e conseguiu chegar ao ataque. Aos 34, Findley teve ótima oportunidade, mas bateu em cima do goleiro. Na volta para o segundo tempo, Findley saiu e deu lugar para o brasileiro naturalizado norte-americano Feilhaber. E já em seu primeiro lance ele saiu na cara de Kingson, que fez milagrosa defesa. O time africano recuou para evitar o empate e apostou nos contra-ataques puxados por Gyan.

Mas os Estados Unidos estavam melhores em campo. E o resultado disso foi a jogada de Dempsey na direita. Ele recebeu na frente, tocou no meio das pernas de John Mensah e, quando invadiu a área, foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti convertido por Donovan. Empolgados com o gol, os norte-americanos continuaram atacando. Aos 23, Altidore recebeu lançamento e saiu na cara de Kingson, que deu carrinho na bola e afastou o perigo. Aos 32, Bradley invadiu a área, mas chutou fraco. Mas ao invés de tocarem a bola, o time de Bob Bradley tentava o gol com chutões para a área. A tática não surtia efeito, graças à altura e força dos ganeses.

Fim do tempo normal e a partida foi para a prorrogação. Nos ‘Yankees‘, Altidore saiu para a entrada de Gomez. Mas logo no início, aos três minutos, um chutão da defesa achou o craque do time ganês, Gyan. Ele trombou com o zagueiro Bocanegra, saiu da falta, ganhou de Jay DeMerit na corrida e soltou a bomba. Gol de Gana, gol de toda a África! A partir daí, só deu Estados Unidos. Na base da pressão, os norte-americanos lançavam a bola para a área de qualquer lugar do campo. No melhor estilo argentino, Gana fazia a famosa “cera” e tentava ganhar tempo. Porém, os cruzamentos eram todos afastados pela defesa africana. Até o goleiro Howard foi para o ataque no final do jogo, mas sem sucesso.

Fim de jogo, festa de Gana em Rustemburgo. Pela terceira vez na historia, uma equipe africana chega às quartas de final. Nas arquibancadas, os torcedores ganeses comemoravam muito a conquista da vaga. Não era apenas a classificação de um time, era a classificação de um continente, pois os sul-africanos adotaram a equipe, após a eliminação dos ‘Bafana-Bafana‘. Aos Estados Unidos, mais uma vez fica a boa campanha. Após o vice-campeonato na Copa das Confederações do ano passado, os norte-americanos mostraram clara evolução. Mas ainda precisam melhorar.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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México 0 X 1 Uruguai

A seriedade com que mexicanos e uruguaios tratariam o jogo decisivo foi colocada em dúvida, já que o empate beneficiaria as duas equipes. Porém, o que se viu em campo foi totalmente o oposto ao possível ‘jogo de compadres’. O México foi com tudo para cima do Uruguai desde o começo, mas esbarrou na forte retranca celeste. No contra-ataque, os uruguaios ainda conseguiram ser eficientes e marcaram o gol que deu a vitória por 1 a 0 e a classificação para as oitavas-de-final.

O primeiro lance de perigo do jogo foi criado pelo Uruguai. Aos cinco minutos, o atacante Luís Suarez se aproveitou do vacilo da zaga mexicana, avançou pela direita e chutou forte na saída do goleiro Óscar Perez, mas a bola saiu pela linha de fundo. Depois de quatro minutos, outra chance desperdiçada. Forlán cobrou escanteio e o zagueiro Victorino, sozinho, cabeceou por cima da baliza. A partir daí, o México se recompôs passou a mandar no meio de campo. Aos 21, Guardado recebeu a bola e, do meio da rua, mandou uma bomba, que explodiu na trave do goleiro Muslera.

Com amplo domínio, os mexicanos corriam atrás do gol, mas a zaga do Uruguai não dava espaços. Vale lembrar que até agora, nos três primeiros jogos disputados, a zaga uruguaia ainda não foi vazada. Como a equipe de Javier Aguirre se lançava totalmente à frente, o setor defensivo ficava desguarnecido. E essa foi a grande sacada do Uruguai. Forlán, o jogador mais lúcido em campo, pegou a bola no meio de campo e tocou para Cavani na direita. O atacante avançou e cruzou na cabeça de Luís Suarez, que só teve o trabalho de testar para o fundo do gol.

A postura tática da equipe sul-americana foi o diferencial. Bem postada atrás e insinuante nos contra-ataques, o Uruguai aproveitou uma das únicas chances que teve e foi para o intervalo com a vantagem. O resultado não era bom para o México, que com a derrota, corria riscos de ficar de fora das oitavas de final.

Mas o Uruguai voltou querendo mais e quase ampliou aos oito minutos da segunda etapa. Forlán cruzou a bola na área e o zagueiro Diego Lugano mandou de cabeça, obrigando o goleiro mexicano a fazer uma defesa incrível. Aos 19 foi a vez do México perder um gol feito. O zagueiro Maza recebeu um cruzamento na medida e, sozinho, cabeceou para fora. Esses foram os principais lances de perigo na etapa final.

Com o resultado final, os jogadores da ‘Celeste Olímpica‘ comemoraram muito a classificação para a segunda fase da Copa do Mundo, algo que não acontecia desde 1990, na Itália. Os mexicanos ficaram em campo aguardando o término da partida entre África do Sul e França e o resultado final foi favorável. A ‘El Tri‘ conquistou a vaga pelo saldo de gols: um positivo contra dois negativos dos sul-africanos.

Assim, o Uruguai terminou o grupo A na liderança com sete pontos (duas vitórias e um empate) e por esse motivo vai enfrentar a segunda colocada do grupo B, a Coreia do Sul, nas oitavas de final. O jogo entre uruguaios e sul-coreanos será disputado no próximo dia 26 (sábado), às 11h, em Porto Elizabeth. O México, segundo colocado do grupo A, jogará contra a Argentina, líder do grupo B, nas oitavas de final. A partida acontecerá no dia 27 (domingo), às 15h30, em Joanesburgo.

França 1 X 2 África do Sul

O jogo dos desesperados do grupo A foi vencido pelos sul-africanos por 2 a 1, numa partida onde alguns fatores foram evidenciados novamente. A equipe de Carlos Alberto Parreira, bem ao seu estilo retranqueiro, teve um jogador a mais durante 65 minutos dos 90 disputados e, em nenhum momento, o treinador fez alguma substituição a fim de dar mais velocidade ou até tirar um volante e colocar um atleta mais ofensivo. Por esse motivo, a vitória não valeu de nada, já que os ‘Bafana Bafana’ precisavam ter saldo de quatro gols positivos para obter a vaga. Além disso, a França continua a mesma zona. Raymond Domenech trocou cinco jogadores em relação ao time titular que perdeu para o México na segunda rodada, mas de nada adiantou, já que os jogadores continuam completamente desunidos e sem força de vontade.

A África do Sul se lançou à frente desde o início. Aos 20 minutos veio a primeira chance e Khumalo não desperdiçou, concluindo o cruzamento de Tshabalala e se aproveitando da falha do goleiro Lloris. O gol animou a torcida sul-africana, que ainda confiava na classificação. As esperanças aumentaram ainda mais aos 26, quando o meia francês Gourcuff deu uma cotovelada em Subaya e foi expulso pelo árbitro. Com 1 a 0 no placar e a superioridade numérica, a equipe africana tinha chances até de golear a França, não fosse a teimosia tática de Parreira.

Mesmo assim, a empolgação dos jogadores falou mais alto que as coordenadas vindas do banco de reservas. Aos 37 minutos, a zaga francesa falhou e deixou a bola nos pé de Masilela, que bateu cruzado e encontrou Mphela. O atacante apenas completou para o gol vazio e ampliou o placar. Faltavam apenas mais dois gols. A euforia tomava conta de torcida e atletas.

No início do segundo tempo, quase veio o terceiro gol. Tshabalala, o melhor sul-africano em campo, enfiou com açúcar para Mphela, que chutou na trave e perdeu a chance. O próprio Mphela perdeu outro gol, dessa vez aos 17. O jogo foi ficando mais morno e a entrada de Henry fez a equipe francesa melhorar. Só Domenech crê que o atacante do Barcelona não tenha lugar nessa equipe. Com o último algoz brasileiro em Copas do Mundo em campo, a França descontou aos 25 minutos. Sagna lançou para Ribéry, que ganhou na velocidade e rolou a bola para o meio da área, encontrando Malouda sozinho e sem goleiro para diminuir.

O jogo terminou e a África do Sul, mesmo tendo muitas dificuldades técnicas e táticas, fez o que a torcida queria. Honrou o nome do país, venceu ao menos um jogo no Mundial disputado em casa e foi aplaudida de pé pelos torcedores, que reconheceram o empenho dos jogadores. Já a França… o que dizer? Uma melancólica eliminação, um técnico bizarro no banco de reservas e uma equipe totalmente rachada em campo. Em três jogos, duas derrotas e um empate, com apenas um gol marcado. Parece que os ‘deuses do futebol’, de fato, existem. Depois do conhecido gol irregular que deu a vaga aos franceses nesta Copa, os ‘Bleus‘ fizeram um verdadeiro papelão e envergonharam seus torcedores.

Nigéria 2 X 2 Coreia do Sul

A campanha nigeriana na Copa do Mundo foi decepcionante. A seleção que já conquistou medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta e que nos últimos anos revelou bons talentos, não se encontrou nos gramados de seu continente. Depois de duas derrotas, ainda assim a Nigéria chegou à última rodada com boas chances de se classificar. Bastava vencer o adversário por placar mínimo, mas os jogadores abusaram de perder gols, só empataram com a Coreia do Sul em 2 a 2 e estão eliminados do Mundial. Os sul-coreanos comemoraram a classificação às oitavas de final pela primeira vez fora de seu continente. A única participação dos asiáticos nesta fase do torneio aconteceu em 2002, quando atuaram em casa e avançaram até as semifinais.

No primeiro lance perigoso da partida, os nigerianos conseguiram abrir o placar. Aos 12 minutos, Odiah fez boa jogada pela direita e cruzou para a área. O meia Uche se antecipou ao adversário e fez o gol. Melhor em campo, a Nigéria teve outra ótima oportunidade aos 36. Uche chutou de fora da área e a bola explodiu na trave do goleiro Sung Ryong. Porém, no minuto seguinte, os sul-coreanos empataram o jogo com Jung-Soo, que surpreendeu a defesa nigeriana.

Na segunda etapa, os nigerianos continuaram melhores, mas também continuavam perdendo chances de gol. E quem não faz, toma. A virada da Coreia do Sul veio aos quatro minutos. Chu-Young cobrou falta da entrada da área, com efeito, e acertou o canto do arqueiro Enyeama. Ai que a Nigéria foi de vez com tudo para cima. Aos 21 minutos aconteceu um lance incrível, para não dizer outra coisa. Yussuf avançou e, quase na linha de fundo, cruzou rasteiro para o meio da área. Debaixo da trave e, sem goleiro, Yakubu conseguiu a proeza de chutar para fora. Menos mal que três minutos ele se redimiu. Obasi sofreu pênalti e Yakubu converteu a cobrança. Obafemi Martins, que entrou no lugar do veterano Kanu, jogou fora a chance de classificação aos 36 minutos. O jogador recebeu a bola livre e, de frente com o goleiro, tocou por cima pela linha de fundo.

Grécia 0 X 2 Argentina

Os argentinos sofreram mais do que imaginavam para bater a Grécia por 2 a 0 e fechar sua participação na primeira fase do Mundial com três vitórias em três jogos disputados. Muito disso aconteceu por Maradona ter mandado a campo um time com apenas quatro titulares e muitos jogadores desentrosados. Os gregos, por sua vez, não levaram perigo aos rivais e com a derrota, estão eliminados do torneio.

O primeiro tempo foi muito fraco e sem emoção, tanto que o único lance perigoso aconteceu no último minuto, aos 45. Maxi Rodriguez mandou uma bomba para o gol e Tzorvas fez ótima defesa. No rebote, Messi avançou pela direita e obrigou o goleiro grego a operar outro milagre. Para o segundo tempo, a Grécia teria que se expor mais em busca do resultado positivo e isso seria bom para as pretensões argentinas.

O jogo melhorou um pouco, muito pela ofensividade da equipe sul-americana. Aos 32, enfim, saiu o gol da Argentina. Em um bate-rebate dentro da pequena área, a bola bateu em Milito e sobrou livre para o zagueiro Demichelis, que encheu o pé e abriu o placar. Dez minutos saiu o segundo gol. Em belíssima jogada de Messi, o goleiro Tzorvas fez outra boa defesa e a bola sobrou no pé de Palermo, que havia entrado poucos minutos antes. O atacante do Boca Juniors chutou de primeira e deu números finais ao placar.

Com a vitória e a boa campanha na primeira fase, a Argentina segue em frente na competição. O adversário nas oitavas de final será o México, assim como acontecera em 2006. Na ocasião, os ‘hermanos’ tiveram muitas dificuldades e venceram o duelo apenas na prorrogação, com gol salvador de Maxi Rodriguez.

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Argentina 4 X 1 Coreia do Sul

A vitória sobre a Nigéria na primeira rodada da Copa do Mundo deixou os argentinos com ‘sabor de quero mais’. O resultado por um gol de diferença contra uma seleção amplamente inferior fez Diego Maradona e seus comandados acreditarem que podiam mais. E, de fato, eles podem muito mais. Isso ficou provado no jogo de hoje, quando não precisaram se esforçar muito para golear a Coreia do Sul por 4 a 1 e praticamente selar uma vaga nas oitavas de final.

A Argentina não pôde contar com o meia Juan Verón, que está lesionado e foi poupado pela comissão técnica. Dessa forma, a única diferença em relação à estreia foi a escalação de Maxi Rodriguez no meio campo. Os sul-coreanos, que vinham de boa vitória ante a Grécia, logo perceberam que não poderiam fazer frente aos sul-americanos e ainda fizeram questão de ajudá-los. Aos 16 minutos, Messi cobrou falta na área e a bola tocou caprichosamente na canela do atacante Chu-young, traindo o goleiro Sung-ryong e abrindo o placar para a ‘Albiceleste’.

As duas equipes tiveram chance de marcar após a abertura do placar. Maxi Rodriguez isolou a bola e desperdiçou sua oportunidade, aos 17. Na sequência do lance, quem perdeu foi a Coreia do Sul. Sung-yueng viu o goleiro Romero adiantado e fuzilou, mas a bola passou por cima da baliza. Dez minutos depois, Tevez cobrou falta com perigo também. Aos 32 minutos, Messi rolou para Maxi Rodriguez que cruzou para a área, a bola desviou no zagueiro Burdisso e sobrou livre para Higuaín fazer de cabeça o segundo, contando com ajuda do goleiro.

Seis minutos mais tarde, Higuaín fez ótima jogada pela direita, arrancou e chutou cruzado, o arqueiro sul-coreano espalmou a bola para o meio da área e, no rebote, Di Maria encheu o pé e viu Sung-ryong operar outro milagre, evitando o terceiro tento. Aos 43, outra chance perdida. Messi, o melhor jogador do mundo, fez uma jogada de cinema, passou por quatro adversários e deu um leve toque, mas a bola passou rente a trave. Ainda deu tempo de a Coreia descontar. O goleiro deu um chutão despretensioso para frente, a zaga argentina bateu cabeça e Demichelis entregou a bola de bandeja no pé de Lee Chung-yong, que avançou e tocou na saída do arqueiro da Argentina.

Mesmo sem apresentar um futebol perfeito, os argentinos foram muito melhores que os adversários. Se tivessem calibrado a pontaria, poderiam ter feito mais gols na primeira etapa. O segundo tempo começou quente e logo aos seis minutos, duas chances foram perdidas pela ‘Albiceleste’. Primeiro Higuain finalizou em cima do goleiro sul-coreano, que fez ótima defesa novamente. Alguns segundos depois, Tevez arriscou da entrada da área e viu Sung-ryong defender outra.

Não fosse o arqueiro da Coreia do Sul, a equipe de Maradona teria feito pelo menos uns cinco gols até os 30 minutos do segundo tempo. Mas quem tem Messi, tem tudo. O craque do Barcelona deu uma arrancada típica dele, chutou e o goleiro defendeu, no rebote o camisa 10 tentou de novo e a bola bateu na trave, sobrando livre para Higuaín marcar o terceiro tento argentino na partida. Quatro minutos depois, Messi aprontou outra das suas. Cercado por quatro adversários, o meia achou uma brecha e encontrou Sérgio Agüero livre na esquerda. O genro de Maradona tocou de primeira para o meio da área e Higuaín só teve o trabalho de testar a bola para o fundo do gol e dar números finais ao jogo.

A vitória mostrou uma equipe entrosada e que chegará longe no Mundial. E Maradona mais uma vez provou ter estrela: peitou a opinião de muitos e bancou a escalação de Higuaín como titular, ao invés do badalado Milito, que segue na reserva. E não deu outra. Higuaín marcou três gols no jogo, fez algo que nem o técnico conseguiu com a camisa argentina – fazer um hat-trick na mesma partida – e ainda se isolou na artilharia da Copa do Mundo.

Grécia 2 X 1 Nigéria

O duelo dos ‘desesperados’ do grupo B foi emocionante. A Nigéria mostrou força no início, viu um de seus jogadores ser expulso em um lance ridículo e, a partir daí, tudo foi por água abaixo. A Grécia, que jamais tinha vencido um jogo em Copas do Mundo e nem marcado um gol sequer, se aproveitou da superioridade numérica e, de virada, venceu o jogo por 2 a 1.

A Seleção Grega foi duramente criticada após a estreia, quando foi derrotada pela Coreia do Sul e apresentou um futebol fraco e nada empolgante. Pelo visto, as críticas deram força para os jogadores e hoje, se não fizeram uma partida primorosa, jogaram com raça e transformaram o dia 17 de junho em uma data histórica para o futebol do país.

Entretanto, quem abriu o placar foi a Nigéria. Aos 16 minutos, o volante Uche cobrou falta para o meio da área, todo mundo ficou olhando, inclusive o goleiro, e a bola entrou direto para o gol. Tudo corria bem para os africanos. O domínio da partida e as melhores chances eram criadas pelos comandados do sueco Lars Lagerback. Até que, aos 33 minutos, o meia Kaita conseguiu a proeza de ser expulso fora de campo. Era lateral para os gregos e o lateral esquerdo Torosidis se preparava para cobrar, quando o nigeriano o chutou. Como o juiz estava próximo do lance, não hesitou e expulsou o jogador da Nigéria. Uma tolice sem tamanho, que pode custar a eliminação dos africanos do Mundial.

Daí para frente, a Grécia pôs ordem na casa e mandou no jogo. Aos 43, Salpingidis recebeu passe açucarado de Katsouranis e, de fora da área, encheu o pé. A bola desviou em Haruna e matou o goleiro Enyeama. Com o jogo empatado, o segundo tempo tinha tudo para ter uma Nigéria totalmente fechada e uma Grécia pressionando em busca da vitória. E não deu outra.

Sendo pressionado, os nigerianos acharam uma brecha e por muito pouco não fizeram o segundo gol. O goleiro Enyeama repôs a bola para o ataque, Yakubu não conseguiu passar pelo goleiro e a bola sobrou para Obasi, que, sem goleiro, conseguiu errar. Depois disso, tome pressão da equipe europeia novamente. Assim como fizera contra a Argentina, Enyeama se destacava com defesas incríveis, principalmente, uma feita aos 23 minutos, numa cabeçada de Samaras. Mas a vida do goleiro é tão ingrata que, num instante, todo o cenário foi alterado. Três minutos mais tarde, Tziolis chutou forte, Enyeama bateu roupa e a bola sobrou no pé de Torosidis, que só teve o trabalho de empurrar para o gol e virar o jogo para a Grécia.

O jogo foi bem movimentado e os gregos mereceram a vitória. Já a Nigéria, que foi muito prejudicada por um ato impensado de seu atleta, fez o que pode e ainda tem chances de avançar de fase. A situação do grupo é a seguinte: a Argentina tem seis pontos, Coreia do Sul e Grécia somam três (os asiáticos levam vantagem por terem marcado um gol a mais) e a Nigéria aparece na lanterna, sem pontuação. A última e decisiva rodada do grupo B será disputada no dia 22 (terça-feira). A Nigéria pega a Coreia do Sul em Durban, às 15h30 e a Grécia encara a Argentina em Polokwane, no mesmo horário.

França 0 X 2 México

O jogo disputado em Polokwane foi importante para evidenciar muitas coisas. A fácil vitória do México por 2 a 0 contra a França, mostrou que os mexicanos têm uma equipe bastante qualificada e que, mesmo ainda jovem, podem ter um futuro promissor, além de provar mais uma vez que a Seleção Francesa não é nada sem Zinedine Zidane.

A primeira etapa do confronto foi fraca tecnicamente e ninguém se destacou. Giovanni dos Santos era o melhor mexicano em campo, mas seus companheiros pareciam não entender suas jogadas, da mesma forma que ocorreu no jogo contra a África do Sul, na semana passada. A equipe do excêntrico técnico Raymond Domenech estava completamente perdida em campo. O treinador deixou Gourcuff e Henry (de novo) no banco de reservas e manteve jogadores inoperantes como Anelka e Govou entre os titulares.

Se o primeiro tempo não foi bom, a segunda etapa foi totalmente diferente. O técnico Javier Aguirre, sabendo que precisava da vitória para continuar sonhando, tirou o volante Efraín Juárez e colocou o atacante Javier Hernández. Não demorou muito para a substituição dar resultado. Veloz e habilidoso, Hernández recebeu a bola em posição duvidosa, driblou o goleiro Lloris e mandou para o fundo do gol, enlouquecendo a grande torcida mexicana no estádio Peter Mokaba. O gol fez justiça a quem queria jogo. Os franceses, dispersos e desunidos, pareciam não ver a hora de o jogo acabar.

Aos 33 minutos, o México deu o golpe de misericórdia. Pablo Barrera, que havia entrado há pouco no lugar do machucado Carlos Vela, avançou pela direita, fez grande jogada e foi derrubado por Abidal dentro da área. O juiz marcou pênalti e, na cobrança, o veterano atacante Blanco fez o segundo gol, fechando o caixão dos ‘Bleus’.

A vitória dos mexicanos foi justa e o técnico Javier Aguirre teve grande parcela nisto, já que foi audaz e fez o time jogar para frente em busca dos gols. Méritos para ele, já que agora o México chegou aos quatro pontos no grupo A, empatou com o Uruguai (só perde para os uruguaios no saldo) e tem tudo para conquistar uma vaga nas oitavas de final. Mexicanos e uruguaios farão o confronto latino na última rodada da chave e, se não quiserem correr riscos, têm tudo para fazer o chamado ‘jogo de compadres’, já que o empate classifica os dois. O jogo será disputado no dia 22 (terça-feira), em Rustemburgo, às 11h. No mesmo dia e no mesmo horário, França e África do Sul jogam suas últimas fichas em duelo que será jogado em Bloemfontein.

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Honduras 0 X 1 Chile

O confronto latino-americano da Copa do Mundo foi bastante movimentado. O Chile venceu Honduras por 1 a 0 e ainda teve muitas chances de fazer mais gols, mostrando um futebol convincente e que fez história. A equipe dirigida por Marcelo ‘El Loco’ Bielsa quebrou um jejum que já durava 48 anos. A última vitória chilena em um Mundial aconteceu no longínquo ano de 1962, quando o país sediou o torneio e venceu a extinta Iugoslávia por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.

A Seleção Chilena mostrou potencial desde o começo do jogo, com bastante ousadia e rapidez de seus jogadores. O domínio dos sul-americanos era total, mas o erro crucial era o último passe. Mesmo sem levar perigo eminente ao goleiro Noel Valladares, o trio ofensivo do Chile (Valdivia, Beausejour e Alexis Sánchez) trocava bons passes pelos dois lados do campo e demonstravam bastante desenvoltura. Essa foi a tônica dos primeiros 30 minutos. O Chile atacava e os hondurenhos se defendiam. Até que, aos 34 minutos, os chilenos foram premiados pela insistência. Isla recebeu a bola na direita e cruzou rasteiro para Beausejour desviar para o gol e abrir o placar. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa continuaram dominando a partida, mas não conseguiram aumentar o resultado. A Seleção Hondurenha só levou perigo no último minuto do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Nuñez chutou no meio do gol e obrigou o goleiro Claudio Bravo a mandar a bola para escanteio.

Diferente de tudo que havia acontecido na Copa do Mundo até aqui, o jogo era bom e com jogadas interessantes. O Chile queria mais e quase ampliou aos 16 minutos, quando Alexis Sánchez recebeu bom passe de Valdivia, avançou sozinho e chutou para fora, perdendo uma boa chance. Três minutos mais tarde outra investida perigosa. Em bola alçada na área, o defensor Vidal escorou de cabeça para o meio e Ponce, sozinho, cabeceou obrigado o arqueiro Valladares a fazer uma grande defesa.

O jogo terminou 1 a 0, mas o amplo domínio do Chile só não rendeu mais gols por dois motivos: a falta de pontaria dos chilenos e a ótima atuação do goleiro Valladares, de Honduras. A superioridade técnica de ‘La Roja’ foi explicada nos números do jogo: 56% de posse de bola e 20 finalizações ao gol. O time da América Central não deve passar da primeira fase, enquanto a equipe de ‘El Loco’ Bielsa tem grandes possibilidades de fazer uma boa campanha no Mundial.

Espanha 0 X 1 Suíça

Estava tudo pronto para o show da Espanha no Mundial. Título da Eurocopa em 2008 e campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias, com dez vitórias em dez jogos disputados. Tudo credenciava a ‘Fúria’ como grande candidata ao título em 2010. Depois de inúmeros fracassos na história das Copas do Mundo, especialistas alertavam que a hora da Espanha era essa. Mas no continente africano, zebras são animas comuns e que estão por todos os lados. E a tal da zebra veio pintada de vermelho e branco, nas cores da Suíça, que montou um ferrolho, conseguiu conter o ímpeto da equipe de Vicente Del Bosque e ainda conseguiu marcar o gol que deu a vitória e recolocou todo o fantasma dos vexames em cima dos espanhóis.

Estranhamente, o treinador espanhol decidiu poupar duas de suas estrelas da companhia: Fernando Torres e Césc Fabregas. Ambos começaram a partida no banco de reservas e fizeram a equipe europeia perder muito na qualidade ofensiva. Mesmo assim, o domínio do jogo foi todo da Espanha. A primeira chance real aconteceu aos 23 minutos, quando Iniesta tocou a bola para Piqué, que cortou o zagueiro e chutou em cima do goleiro suíço. A Suíça, por sua vez, deu seu primeiro chute ao gol somente aos 25 minutos, mas não levou perigo ao goleiro Iker Casillas. A ‘Fúria’ parecia querer jogar bonito, caprichar muitos nos lances, algo que tornava as jogadas pouco objetivas. Aos 43, outra chance foi desperdiçada. Iniesta, que fez uma boa partida, tocou na esquerda para David Villa, que limpou o zagueiro e tocou por cobertura, mas a bola nem chegou a sair pela linha de fundo.

Sem conseguir o gol, os jogadores espanhóis pareciam nervosos. Tentavam, tentavam e quando não esbarravam nos próprios erros, eram parados pela alta zaga da Suíça, que inclusive, foi eliminada do Mundial em 2006 sem tomar um gol sequer e, como passou ilesa no jogo de hoje, já está a mais de sete horas e meia sem ser vazada em jogos de Copa do Mundo.

Jogando com todo mundo atrás, a Suíça conseguiu a proeza e abriu o placar aos seis minutos. Num rápido contra-ataque, Derdyiok dividiu a bola com o goleiro Casillas e a bola sobrou para Gelson Fernandes fazer o gol. Um duro golpe nos comandados de Vicente Del Bosque, que a partir daí, intensificaram a pressão.

David Villa arriscou aos 12 e aos 15 e errou nas duas oportunidades. O próprio atacante fez outra jogada aos 17 e tocou de lado, Iniesta bateu de primeira sem levar perigo. Com a Suíça toda retrancada, o treinador espanhol resolveu colocar Fernando ‘El Niño’ Torres em campo. No primeiro lance do atacante do Liverpool, ele recebeu a bola na entrada da área, girou e chutou para fora. Aos 24, Torres levou perigo novamente, mas o goleiro Benaglio mandou a bola para escanteio. Na cobrança, Xavi tocou rasteira e Xabi Alonso mandou um foguete que explodiu na trave, criando a melhor chance da Espanha no jogo.  Ficou nítida a melhora da equipe com a entrada de Fernando Torres. Com ele em campo, as chances aumentaram nos minutos seguintes. Aos 26, Jesús Navas fez boa jogada pela direita, driblou o zagueiro e chutou para o gol, obrigando Benaglio a fazer outra defesa.

O jogo era disputado somente no campo de defesa dos suíços e a Espanha apertava. Na única vez que a Suíça saiu de trás, levou perigo outra vez. Aos 29, Derdyiok puxou o contra-ataque, driblou dois marcadores e chutou na trave. Com tanta pressão ofensiva, os espanhóis se descuidavam na zaga. Mas nem a ampla posse de bola da Espanha (63%) e as 24 conclusões a gol (a Suíça teve apenas oito), fizeram valer o favoritismo da ‘Fúria’. A Suíça se preocupou apenas em defender – e bem, diga-se de passagem – e nas únicas vezes que foi a frente acabou com o jogo.

Com isso, chilenos e suíços lideram o grupo H com três pontos cada. Espanha e Honduras estão na lanterna sem nenhum ponto. Os líderes se enfrentam no próximo dia 21/06 (segunda-feira), em Porto Elizabeth, às 11h. No mesmo dia, espanhóis e hondurenhos buscarão os primeiros pontos no Mundial, em jogo disputado em Joanesburgo, às 15h30.

África do Sul 0 X 3 Uruguai

No futebol, muito se diz que a camisa de determinado clube ou seleção pesa. E isso pode ser enquadrado ao Uruguai. A camisa celeste parece pesar uma tonelada e, mesmo adormecida por tanto tempo, provou hoje que tradição é algo que deve ser relevado no esporte. Mesmo enfrentando os empolgados donos da casa e as milhares de vuvuzelas, o Uruguai se impôs, mudou sua formação tática e com um bom futebol, venceu os Bafana Bafana por 3 a 0. As barulhentas cornetas silenciaram-se, assim como acontecera em 1950, quando os uruguaios calaram mais de 200 mil torcedores no Maracanã, episódio conhecido como ‘Maracanazzo’. Parece que eles são especialistas em jogar água no chope do anfitrião, e devem ser mesmo, afinal, hoje causaram o ‘Vuvuzelazzo’.

No primeiro jogo do Uruguai, o MFC alertou que um talento como Diego Forlán não poderia jogar sozinho no ataque, tentando decidir tudo sozinho. O técnico Oscár Tabarez parece ter lido o blog e, para a partida de hoje, mudou radicalmente a estratégia de jogo. Colocou Forlán mais recuado, como um falso terceiro homem de ataque e, lá na frente, escalou a dupla Luís Suarez e Edison Cavani. O Uruguai venceu o jogo pela escalação. Um time com bons talentos não pode jogar tão recuado e defensivo. A mudança surtiu efeito logo nos primeiros minutos do confronto.

Aos 24 minutos, Forlán recebeu a bola no meio, girou e, de longe, chutou forte. A bola desviou no capitão Mokoena e enganou o goleiro Khune, que nada pode fazer a não ser olhar o primeiro gol uruguaio. As chances perigosas eram todas criadas pela ‘Celeste’. O time sul-africano parecia nervoso e tentava usar a velocidade para conseguir o empate, mas a bem postada zaga do Uruguai impedia todas as vezes.

O meio de campo era amplamente dominado pelos uruguaios. Forlán e seus companheiros trocavam passes e chegavam facilmente à área adversária. E dessa forma o primeiro tempo terminou. A equipe de Carlos Alberto Parreira precisava melhorar muito para a segunda etapa.

O segundo tempo começou da mesma forma e ficou assim até aos 34 minutos, quando Forlán enfiou a bola para Luís Suarez – em posição duvidosa – que, tentou driblar o goleiro e foi derrubado. O juiz marcou o pênalti e expulsou Khune, gerando aflição no estádio. Forlán bateu e converteu a penalidade, ampliando a vantagem e se isolando na artilharia do Mundial, com dois gols. Nos minutos finais, ainda deu tempo do atacante dar mais um precioso passe para Suarez, que cruzou para o meio da área e deixou Álvaro Pereira livre para marcar o terceiro tento.

O Uruguai fez uma bela apresentação. Sem sustos, dominou todo o jogo e ganhou de forma incontestável. A vitória deixou a ‘Celeste’ em boa situação no grupo A com quatro pontos, precisando apenas empatar o último confronto para obter uma vaga nas oitavas de final. A África do Sul, por sua vez, está com a vida bem complicada na chave. Com apenas um ponto em dois jogos, os Bafana Bafana torcerão para que o confronto entre França e México termine empatado amanhã, pois assim as chances de avançar não serão tão remotas. As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira (22/06). O Uruguai encara o México em Rustemburgo, às 11h, enquanto a África do Sul pega a França em Bloemfontein, no mesmo horário.

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PAÍS: África do Sul
NOME DA CONFEDERAÇÃO: South African Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
APELIDO: Bafana Bafana
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
2 (1998 e 2002)
RESULTADOS: Nos dois mundiais disputados, os sul-africanos foram eliminados na fase grupos.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Por ser o país-sede, a África do Sul se classificou automaticamente, sem disputar as eliminatórias africanas.
DESTAQUE DO TIME: Steven Pienaar (meio-campo do Everton, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Mesmo com toda a empolgação da torcida, a África do Sul caiu em uma chave difícil. Somando isso com a inexperiência da equipe, as chances de avançar às oitavas-de-final são mínimas.

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PAÍS: França
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Française de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1919
APELIDO: Les Bleus
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 12 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Campeã em 1998, vice-campeã em 2006, quarta colocada em 1982 e terceira colocada em 1986.
COMO SE CLASSIFICOU PARA  2010: Só conseguiu a vaga na repescagem da Europa, após vencer a Irlanda.
DESTAQUE DO TIME: Franck Ribéry (meio-campo do Bayern de Munique, da Alemanha)
TREINADOR ATUAL: Raymond Domenech (França)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Com um elenco altamente qualificado, a França ainda vive uma sindrome da dependência de seu maior jogador na história, Zinedine Zidane. Após a aposentadoria do craque, a equipe ainda não conseguiu  encontrar um jogador que comande o time dentro de campo e que faça a diferença. Pode ser uma boa chance de Franck Ribéry mostrar seu valor. As chances de chegar às semifinais são grandes.

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PAÍS: México
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federación Mexicana de Fútbol Asociación
ANO DE FUNDAÇÃO: 1927
APELIDO: El Tricolor
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 13 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Atingiu a sua melhor posição em duas oportunidades (1970 e 1986), quando jogando em casa, chegou às quartas-de-finais. Em outras quatro oportunidades (1994, 1998, 2002 e 2006) avançou até às oitavas-de-final.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Não fez boa campanha nas eliminatórias da CONCACAF, mas conseguiu a classificação pois teve saldo de gols maior que a Jamaica.
DESTAQUE DO TIME: Cuauhtémoc Blanco (atacante do Veracruz, do México)
TREINADOR ATUAL: Javier Aguirre (México)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Depois de quatro Copas consecutivas, a Seleção Mexicana passou por uma reformulação e alguns jovens talentos surgiram, como por exemplo o meia Giovanni dos Santos, que atualmente defende o Galatasaray, da Turquia. Com a base formada por jovens e complementada pela experiência dos veteranos Rafael Márquez e Blanco, o México brigará com o Uruguai por uma vaga no Grupo A. Se avançar, pode até aspirar uma vaga nas quartas-de-final.

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PAÍS: Uruguai
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Asociación Uruguaya de Fútbol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1923
APELIDO: La Celeste Olímpica
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 10 (1930, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1986, 1990 e 2002)
RESULTADOS: Bicampeã mundial (1930 e 1950), a Seleção Uruguaia conquistou o quarto lugar em duas oportunidades (1954 e 1970), chegou às quartas-de-final em 1966 e duas vezes às oitavas (1986 e 1990).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Só conquistou a vaga no mundial na repescagem, quando venceu o confronto com a Costa Rica.
DESTAQUE DO TIME: Diego Forlán (atacante do Atlético de Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Oscar Tabárez (Uruguai)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Celeste não consegue emplacar uma campanha razoável desde a Copa de 90. De lá para cá muita coisa mudou e hoje o elenco está mais qualificado, mas nada que possa fazer frente para grandes potências do futebol. O capitão e zagueiro Diego Lugano é um dos pilares da equipe, além de demonstrar a famosa raça uruguaia, algo que pode servir como diferencial no mundial. Tem chances de se classificar no Grupo A (lutará com o México) e dependendo do adversário das oitavas-de-final (caso chegue lá), pode até sonhar com as quartas-de-final.

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