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Posts Tagged ‘Gilberto Silva’

Holanda 2 X 1 Brasil

Abrindo a fase de quartas de final da Copa do Mundo, Brasil e Holanda se enfrentaram em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay. O time brasileiro teve o retorno de Felipe Melo no meio de campo e Daniel Alves permaneceu no lugar de Elano. A Holanda veio com quase o mesmo time dos últimos jogos, excessão feita a entrada do zagueiro Ooijer na vaga de Mathijsen, que sentiu dores no aquecimento. O trio de ataque foi o mesmo, com Van Persie como centroavante, Kuyt e Robben pelos lados.

O jogo começou truncado e com muita marcação no meio de campo. A Holanda tinha maior posse de bola, mas não chegava ao gol de Júlio César. Robben, como se esperava, era a principal opção dos europeus, mas era bem anulado por Michel Bastos e Gilberto Silva. Aos oito minutos, Daniel Alves recebeu pela esquerda a cruzou para Robinho, que empurrou para as redes. Mas o assistente marcou impedimento, pois Daniel estava à frente quando recebeu o lançamento de Kaká. O gol anulado não abateu o time de Dunga, que manteve a pressão. E logo na sequencia, aos dez minutos, Felipe Melo fez um passe primoroso para Robinho, que bateu de primeira e abriu o placar para o Brasil.

O time brasileiro percebeu o bom momento e se animou. Com a defesa bem postada, partiu para cima da Holanda em busca de uma vantagem maior. Juan teve ótima chance, mas chutou por cima. Aos 31, Kaká, em linda jogada com Robinho e Luís Fabiano, bateu da entrada da área, com efeito, para ótima defesa de Stekelenburg. A Holanda só chegou ao gol de Julio Cesar com Kuyt, que arriscou chute pela esquerda. Mas a equipe do treinador Bert Van Marwijk não levava perigo. Robben era acionado para fazer sua jogada típica, driblar pelo meio e chutar. Mas Michel Bastos e Gilberto Silva conseguiram barrá-lo em todas as oportunidades nos primeiros 45 minutos.

O segundo tempo começou com algo impensável para a torcida verde e amarela: instabilidade na defesa. Felipe Melo quase entregou a bola para Robben aos quatro minutos, levando bronca do capitão Lúcio. E, aos dez minutos, Michel Bastos fez falta no jogador do Bayern de Munique pela direita. Na cobrança, Sneijder lançou na área e Felipe Melo e Júlio César se atrapalharam. O desvio do volante brasileiro mandou a bola para o fundo do gol e deu o empate para os holandeses.

O gol abateu claramente o Brasil. Percebendo a chance, a Holanda partiu para definir o jogo. Atacando sempre pelos lados, a “Laranja Mecânica” chegava com perigo, levando sufoco para o adversário. Até que aos 23 minutos, Juan cedeu escanteio. Na cobrança, Kuyt desviou na primeira trave e Sneijder concluiu para marcar o segundo gol holandês. Aos 28, Felipe Melo, que fez um bom primeiro tempo, voltou ao normal. Perdeu o controle e, desnecessariamente, pisou em Robben, após fazer falta. Foi justamente expulso e praticamente acabou com as chances do Brasil reagir na partida.

O desespero bateu e Dunga resolveu mexer, mas não ousou. Trocou o apagado Luís Fabiano por Nilmar, para dar mais movimentação no ataque, quando o certo seria tirar algum homem do meio e usar três atacantes para buscar o empate. Mas o nervosismo era tanto que a única jogada era levantar a bola na área. A Holanda ficou com o jogo que mais gosta, com espaço para os contra golpes. E só não fez o terceiro gol por capricho.

A falta de opções para mudar uma partida difícil ficou evidente para os brasileiros. Após um ótimo primeiro tempo, o time de Dunga se perdeu em campo e não soube reagir. Agora, a Holanda enfrenta o Uruguai na próxima terça-feira (6/7), pelas semifinais, na Cidade do Cabo, às 15h30. A equipe de Robben, Van Persie e Sneijder permanece na busca pelo título inédito. Já o Brasil terá quatro anos para se preparar para o próximo Mundial, em que já está garantido por ser o país sede.

Uruguai 1 (4) X (2) 1 Gana

O jogo entre sul-americanos e africanos valia muito mais do que uma simples classificação às semifinais do Mundial. Para o Uruguai, uma vitória significaria a redenção de uma das seleções mais tradicionais do mundo, que estava adormecida desde 1970. Já para os ganeses, a honra de toda a África estava em jogo. Num jogo bastante corrido e com boas oportunidades para os dois lados, as equipes empataram por 1 a 1 no tempo normal, foram para a prorrogação e, de forma emocionante, o Uruguai conseguiu a classificação nos pênaltis.

Empolgado com os resultados positivos até aqui, os uruguaios começaram a partida com tudo. E não demorou muito para que a rápida movimentação do trio ofensivo formado por Luis Suárez, Diego Forlán e Edinson Cavani começasse a dar trabalho para a equipe africana. Aos nove minutos, Luis Suárez fez boa jogada pela esquerda, driblou dois adversários e chutou para gol, mas o goleiro Kingson defendeu com segurança. Aos 17, a chance foi mais perigosa ainda. Forlán cobrou escanteio da esquerda, a bola desviou no meio do caminho e o goleiro de Gana precisou fazer uma defesa usando muito reflexo.

Aos 25, outra boa oportunidade foi desperdiçada pelo Uruguai. Fucile cobrou lateral, Luis Suárez se aproveitou do vacilo da zaga e, de primeira, mandou uma bomba para o gol, obrigando Kingson a fazer outra boa defesa. A superioridade uruguaia era tamanha, que os ganeses só conseguiram criar o primeiro lance perigoso aos 29 minutos. Muntari cobrou escanteio, os defensores do Uruguai ficaram olhando e Vorsah mandou de cabeça, mas a bola passou rente à trave. A partir daí, os jogadores de Gana passaram a gostar do jogo. Aos 31, Prince Boateng fez linda jogada pela direita, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Gyan, que chutou com perigo e a bola passou perto da trave.

A pressão de Gana encurralava os uruguaios no campo defensivo. Para piorar a situação, o zagueiro e capitão, Diego Lugano, sentiu uma contusão no joelho e precisou ser substituído aos 38 minutos. O treinador Óscar Tabarez colocou o inseguro Scotti em seu lugar e tudo parecia conspirar contra os sul-americanos. Aos 44, Inkoom avançou pela direita e cruzou para a área. Prince Boateng, de bicicleta, quase marcou um golaço, mas a bola subiu muito. A insistência da equipe africana valeu a pena. Nos acréscimos, Muntari, que substituia o suspenso Ayew, recebeu a bola na intermediária, ajeitou o corpo e mandou uma bomba para abrir o placar. Um bonito gol e as esperanças dos ‘Black Stars‘ estavam renovadas. Por outro lado, os uruguaios sentiram o baque e saíram para o intervalo cabisbaixos.

Os ganeses voltaram para o segundo tempo com a mesma escalação, enquanto o técnico uruguaio sacou o inoperante Álvaro Fernández e colocou o jovem Nicolás Lodeiro em campo. Mas o que mudou mesmo foi a postura do Uruguai. Aguerrido, não demorou muito para o empate acontecer. Aos nove minutos, Forlán cobrou uma falta do bico da área com muito efeito e empatou a peleja. Foi o terceiro gol do craque uruguaio neste Mundial. Com o jogo empatado, a partida ficou totalmente aberta e chances foram criadas para os dois lados. Gyan perdeu aos 12, enquanto Luis Suárez desperdiçou duas oportunidades, aos 20 e aos 24, respectivamente.

Como a igualdade persistiu, a decisão da vaga foi para a prorrogação. Cansados, os jogadores das duas equipes pouco produziram e tudo levava a crer que o semifinalista saíria nos pênaltis. Até que, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, Pantsil cruzou a bola na área, Prince Boateng desviou de cabeça e, depois de um bate-rebate incrível, o atacante uruguaio Luis Suárez tirou a bola com a mão em cima da linha. O árbitro português Olegario Benquerenca, bem posicionado, viu o lance, expulsou o jogador e deu pênalti para Gana. Festa na torcida, festa na África e o desespero estampado no rosto dos uruguaios. Entretanto, o que parecia pouco provável, aconteceu. Gyan, que já havia marcado dois gols de pênalti nesta Copa do Mundo, correu para a cobrança e… chutou no travessão. A situação se inverteu completamente. Ganenses se desesperaram, enquanto a equipe do Uruguai ganhou sobrevida e foi empolgada para as penalidades máximas.

Mesmo antes de se conhecer o vencedor, a partida dos ‘azarões’ do torneio já se tornava a mais emocionante até aqui. A disputa foi iniciada com boa cobrança de Forlán, que inaugurou o placar. Gyan, que acabara de perder, cobrou com perfeição no ângulo e empatou. Victorino fez 2 a 1 para o Uruguai e Appiah empatou a série. Scotti marcou o terceiro, viu Mensah cobrar de forma bisonha e o goleiro Muslera defender. Maxi Pereira à lá Roberto Baggio, também desperdiçou sua cobrança. Mas, novamente, Gana perdeu sua cobrança através dos pés de Adiyiah. Na última cobrança, bastava fazer o gol para que o Uruguai conquistasse a classificação. E, ‘El Loco‘ Abreu, não decepcionou. Ao seu estilo, o jogador do Botafogo deu uma cavadinha e colocou a ‘Celeste Olímpica‘ nas semifinais da Copa do Mundo, depois de 40 anos.

Colaborou: Erik Rodrigues

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Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

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Toda a expectativa criada para a convocação da Seleção Brasileira acabou na tarde desta terça-feira. Sem as surpresas imaginadas, Dunga convocou os 23 atletas que defenderão o Brasil na Copa do Mundo de 2010.

Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso e Neymar não foram chamados. Dunga não abriu mão de seus ‘amigos’ para atender aos pedidos do povo brasileiro. As únicas mudanças foram a troca do goleiro Victor por Gomes, do Tottenham, que já esteve no grupo do treinador em outras oportunidades. Outra novidade foi a convocação do atacante Grafite, do Wolfsburg, que ganhou a vaga de Adriano e disputará a primeira Copa do Mundo de sua carreira.

Mesmo em meio a tantas críticas e pela teimosia tradicional de Dunga, uma coisa deve ser ressaltada: a promessa de que o comprometimento seria o maior diferencial foi evidenciada na convocação de hoje. Quando o treinador chegou à Seleção Brasileira, ele disse várias vezes que as coisas não seriam iguais foram na Copa de 2006, quando houve muita bagunça, baladas, noitadas, falta de comprometimento e, principalmente, falta de futebol. Hoje, mais de três anos depois de assumir o Brasil, Dunga manteve sua palavra e reformulou toda a equipe.

Atletas como Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Adriano, que participaram efetivamente da bagunça de 2006, não foram lembrados e não terão a chance de disputar outro mundial. Nesse aspecto Dunga está certo e a aposta em jogadores comprometidos já é um sinal positivo. Mesmo achando que pelo menos Paulo Henrique Ganso pudesse ser convocado, a Seleção Brasileira é essa. Agora, o papel dos torcedores é confiar e torcer para que o hexacampeonato seja conquistado nos campos sul-africanos. Abaixo, veja um perfil sobre cada jogador brasileiro:

GOLEIROS

JÚLIO CÉSAR
Nome: Júlio César Soares Espíndola
Nascimento: 03/09/1979
Local: Duque de Caxias (RJ)
Clube: Internazionale (Itália)
Jogos pela Seleção: 46
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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DONI
Nome: Doniéber Alexander Marangon
Nascimento: 22/10/1979
Local: Jundiaí (SP)
Clube: Roma (Itália)
Jogos pela Seleção: 10
Copas do Mundo: 1 (2010)

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GOMES
Nome: Heurelho da Silva Gomes
Nascimento: 15/02/1981
Local: João Pinheiro (MG)
Clube: Tottenham Hotspur (Inglaterra)
Jogos pela Seleção: 9
Copas do Mundo: 1 (2010)

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LATERAIS

MAICON
Nome: Maicon Douglas de Sisenando
Nascimento: 26/07/1981
Local: Novo Hamburgo (RS)
Clube: Internazionale (Itália)
Jogos pela Seleção: 51
Copas do Mundo: 1 (2010)

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DANIEL ALVES
Nome: Daniel Alves da Silva
Nascimento: 06/05/1983
Local: Juazeiro (BA)
Clube: Barcelona (Espanha)
Jogos pela Seleção: 33
Copas do Mundo: 1 (2010)

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GILBERTO
Nome: Gilberto da Silva Melo
Nascimento: 25/04/1976
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Cruzeiro (Brasil)
Jogos pela Seleção: 33
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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MICHEL BASTOS
Nome: Michel Fernandes Bastos
Nascimento: 02/08/1983
Local: Pelotas (RS)
Clube: Lyon (França)
Jogos pela Seleção: 2
Copas do Mundo: 1 (2010)

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ZAGUEIROS

LÚCIO
Nome: Lucimar da Silva Ferreira
Nascimento: 08/05/1978
Local: Brasília (DF)
Clube: Internazionale (Itália)
Jogos pela Seleção: 90
Copas do Mundo: 3 (2002, 2006 e 2010)

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JUAN
Nome: Juan Silveira dos Santos
Nascimento: 01/02/1979
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Roma (Itália)
Jogos pela Seleção: 74
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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LUISÃO
Nome: Anderson Luís da Silva
Nascimento: 13/02/1981
Local: Amparo (SP)
Clube: Benfica (Portugal)
Jogos pela Seleção: 37
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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THIAGO SILVA
Nome: Thiago Emiliano da Silva
Nascimento: 22/09/1984
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Milan (Itália)
Jogos pela Seleção: 6
Copas do Mundo: 1 (2010)

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VOLANTES

GILBERTO SILVA
Nome: Gilberto Aparecido da Silva
Nascimento: 07/10/1976
Local: Lagoa da Prata (MG)
Clube: Panathinaikos (Grécia)
Jogos pela Seleção: 90
Copas do Mundo: 3 (2002, 2006 e 2010)

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FELIPE MELO
Nome: Felipe Melo de Carvalho
Nascimento: 26/06/1983
Local: Volta Redonda (RJ)
Clube: Juventus (Itália)
Jogos pela Seleção: 15
Copas do Mundo: 1 (2010)

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JOSUÉ
Nome: Josué Anunciado de Oliveira
Nascimento: 19/07/1979
Local: Vitória de Santo Antão (PE)
Clube: Wolfsburg (Alemanha)
Jogos pela Seleção: 26
Copas do Mundo: 1 (2010)

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RAMIRES
Nome: Ramires Santos do Nascimento
Nascimento: 24/03/1987
Local: Barra do Piraí (RJ)
Clube: Benfica (Portugal)
Jogos pela Seleção: 10
Copas do Mundo: 1 (2010)

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KLEBERSON
Nome: José Kleberson Pereira
Nascimento: 19/06/1979
Local: Uraí (PR)
Clube: Flamengo (Brasil)
Jogos pela Seleção: 33
Copas do Mundo: 2 (2002 e 2010)

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MEIAS

KAKÁ
Nome: Ricardo Izecson dos Santos Leite
Nascimento: 22/04/1982
Local: Brasília (DF)
Clube: Real Madrid (Espanha)
Jogos pela Seleção: 73
Copas do Mundo: 3 (2002, 2006 e 2010)

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ELANO
Nome: Elano Blumer
Nascimento: 14/06/1981
Local: Iracemápolis (SP)
Clube: Galatasaray (Turquia)
Jogos pela Seleção: 42
Copas do Mundo: 1 (2010)

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JULIO BAPTISTA
Nome: Julio César Baptista
Nascimento: 01/10/1981
Local: São Paulo (SP)
Clube: Roma (Itália)
Jogos pela Seleção: 43
Copas do Mundo: 1 (2010)

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ATACANTES

LUÍS FABIANO
Nome: Luís Fabiano Clemente
Nascimento: 08/11/1980
Local: Campinas (SP)
Clube: Sevilla (Espanha)
Jogos pela Seleção: 36
Copas do Mundo: 1 (2010)

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ROBINHO
Nome: Robson de Souza
Nascimento: 25/01/1984
Local: São Vicente (SP)
Clube: Santos (Brasil)
Jogos pela Seleção: 70
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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NILMAR
Nome: Nilmar Honorato da Silva
Nascimento: 14/07/1984
Local: Bandeirantes (PR)
Clube: Villareal (Espanha)
Jogos pela Seleção: 10
Copas do Mundo: 1 (2010)

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GRAFITE
Nome: Edinaldo Batista Libânio
Nascimento: 02/04/1979
Local: Jundiaí (SP)
Clube: Wolfsburg (Alemanha)
Jogos pela Seleção: 2
Copas do Mundo: 1 (2010)

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A semana do futebol começou muito movimentada. Não se fala de outra coisa que não seja a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2010, já que amanhã Dunga convocará os 23 jogadores que irão à África do Sul em busca do sexto título mundial para o Brasil.

Enquanto isso, todo mundo vai tentando adivinhar quem serão os selecionáveis. Uns crêem no tradicional esquadrão já apelidado de ‘amigos do Dunga’, que são aqueles que estiveram com o treinador em toda a caminhada. Alguns acreditam que o técnico surpreenderá e atendará os pedidos do povo brasileiro pelos jogadores do Santos e até por Ronaldinho Gaúcho.

De fato, o que se sabe é que as dúvidas só serão descobertas amanhã mesmo. Portanto, o MFC apresenta a lista ideal deste blogueiro:

Goleiros: Júlio César (Internazionale), Victor (Grêmio) e Fábio (Cruzeiro)
Laterais: Maicon (Internazionale), Daniel Alves (Barcelona), Kléber (Internacional) e Michel Bastos (Lyon)
Zagueiros: Lúcio (Internazionale), Juan (Roma), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan)
Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos), Elano (Galatasaray), Ramires (Benfica) e Hernanes (São Paulo)
Meias: Kaká (Real Madrid), Júlio Baptista (Roma), Ronaldinho (Milan) e Paulo Henrique Ganso (Santos)
Atacantes: Luís Fabiano (Sevilla), Robinho (Santos), Adriano (Flamengo) e Nilmar (Villareal)

Pelo teimosia tradicional de Dunga, é fácil deduzir que essa não será a lista e teremos que nos contentar com jogadores como o goleiro Doni (terceiro reserva em seu clube), Gilberto na lateral esquerda (no Cruzeiro ele joga na meia), além de Felipe Melo e Josué.

De qualquer forma, deixe um comentário com a sua seleção ideal para esquentar o clima da convocação. Quais jogadores você levaria para a Copa do Mundo?

NOTA: A convocação da Seleção Brasileira será amanhã (11/05), às 13h, no Rio de Janeiro. Globo, Bandeirantes, SporTV e ESPN Brasil transmitem ao vivo.

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Seleção Brasileira é tricampeã da Copa das Confederações

Realmente o trabalho de Dunga a frente da seleção brasileira é inquestionável. Grande parte da imprensa e milhões de torcedores não acreditaram na capacidade do treinador. Me incluo nesse grupo, mas contra fatos não há argumentos. Em quase três anos no comando da seleção, Dunga tem um incrível aproveitamento. Em 45 jogos foram 31 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas.

Os objetivos estão sendo alcançados pouco a pouco. Até o momento o Brasil jogou duas competições com Dunga no banco de reservas e venceu as duas. A Copa América contra a Argentina, em 2007 e a Copa das Confederações ante aos EUA, no último domingo. Além disso, Dunga levou a seleção brasileira à liderança das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

Outro fator que merece destaque na ‘Era Dunga’ são suas convocações. Antes muito contestado, quando convocou atletas que jamais mereciam ter vestido a camisa mais tradicional do futebol mundial como Jônatas, Fernando, Jô, Bobô e Afonso Alves, o treinador ultimamente vem mantendo uma base e definindo o critério das listas com base nas atuações dos jogadores. Uma aposta foi Felipe Melo. Pouco conhecido pelo torcedor brasileiro, Dunga o convocou e o atleta vem demonstrando em campo que tem futebol para jogar com a camisa amarelinha.

Sem dúvidas a Copa das Confederações não é parâmetro para a Copa do Mundo. Mas alguns fatores podem ajudar Dunga para a competição que acontecerá daqui um ano na África do Sul. A base formada por Júlio César, Lúcio, Kaká e Luís Fabiano deverá ser a espinha dorsal da equipe no mundial. Júlio César é o melhor goleiro do mundo e não há contestações. Creio que pelas apresentações de Maicon e Daniel Alves, os dois atletas já garantiram suas vagas para a Copa do Mundo. E com razão. No momento são os dois melhores jogadores na posição e podem ser muito úteis para o time. Juan é o companheiro mais indicado para Lúcio na zaga, mas as constantes lesões vêm atrapalhando o atleta. De qualquer forma, gostaria de vê-lo em campo na África do Sul. A lateral esquerda ainda não é um problema resolvido. A insistência de Dunga com Kléber não tem explicações. André Santos entrou em seu lugar e se tornou titular nos últimos jogos, mas não creio que seja a melhor opção. Fábio Aurélio deveria ganhar uma chance e Marcelo já demonstrou que tem condições de atuar pelo lado esquerdo.

No meio, Felipe Melo está praticamente garantido na Copa do Mundo. Mas não confio e não gosto de ver Gilberto Silva ainda com a camisa amarela. Ele já foi importante, mas não soma nada na atual equipe. Muito lento na saída de bola, por vezes atrapalha o time. Kaká é insubstituível, mas a grande surpresa foi Ramires, que colocou Elano no banco e com toda certeza terá um futuro brilhante jogando pelo Brasil.

Luís Fabiano é o salvador da pátria e nos momentos que Dunga esteve mais ameaçado, o atacante salvou a pele do treinador com seus gols decisivos. Robinho é seu companheiro na frente. Por vezes fico muito irritado com a postura de Robinho. Que ele parece ser pouco profissional, isso não é novidade. Mas quando o jogo está difícil ele some em campo. Quando a seleção está vencendo, ele faz seus malabarismos que nada contribuem. Gostaria de ter visto mais o Nilmar em campo. Mas ainda há tempo de Dunga testá-lo.

Pato, Josué, Luisão, Miranda e Júlio Baptista não podem se acomodarem e acharem que já estão garantidos na Copa do Mundo. Muita água vai rolar nesse um ano que antecede o possível hexacampeonato da seleção brasileira. A esperança é que a preparação para essa Copa do Mundo seja a mais profissional possível, diferente de 2006.

E você torcedor, o que acha? Quem se destacou na Copa das Confederações? Quem não deveria ser convocado? Quem você gostaria de ver na seleção brasileiro? Opine!

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Dunga (Jorge William/O Globo)

Na tarde desta quinta-feira o técnico Dunga apresentou a lista dos 23 jogadores que defenderão a seleção brasileira nas duas próximas rodadas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 e na Copa das Confederações. O Brasil enfrentará o Uruguai no próximo dia 6 de junho no Estádio Centenário, em Montevidéu e o Paraguai no dia 10, no Estádio Arruda, no Recife. Após essas partidas das eliminatórias, a seleção viajará para a África do Sul para disputar a Copa das Confederações de 14 a 28 de junho. O grande destaque da lista foi a convocação de cinco jogadores que atuam no futebol brasileiro (Victor, André Santos, Kléber, Ramires e Nilmar).

Apesar de Dunga ter convocado os quatro atletas que já mereciam há algum tempo uma chance na seleção brasileira, o treinador continua insistindo com o já ultrapassado volante Gilberto Silva. Não consigo entender o que Dunga vê no jogador que atua no Panathinakos, da Grécia. Realmente Gilberto  já foi útil à seleção, mas há muito tempo se demonstra perdido em campo. Outra surpresa foi a ausência de Ronaldinho Gaúcho, que mesmo em má fase e na reserva do Milan, vinha sendo convocado nas últimas partidas do Brasil.

Pelo menos é um bom sinal. Que Dunga abra os olhos e perceba mais os talentos que jogam no Brasil e deixem jogadores descomprometidos de fora do selecionado. Aos 26 anos, Victor já merecia ser convocado por suas atuações com a camisa do Grêmio e com a contusão do reserva Doni, o goleiro terá sua chance. André Santos foi um dos destaques do Corinthians na campanha do Campeonato Brasileiro da série B no ano passado. Esse ano o lateral esquerdo continua sendo decisivo e é uma ótima aposta para suprir a falta de um jogador técnico e habilidoso na esquerda. Ramires e Nilmar não precisam de apresentações e atualmente são os dois melhores jogadores do futebol brasileiro.

Gostei da convocação de Dunga e acho que esse período de um mês que a seleção brasileira passará junta, será muito importante para que o treinador conheça melhor as características de cada atleta e resolva os ‘problemas’ das laterais. Mesmo faltando apenas um ano para a Copa do Mundo da África do Sul, muita coisa deve mudar até lá. É a grande oportunidade de se preparar para o hexacampeonato mundial.

Veja a lista com todos os convocados:

Goleiros
Júlio César (Internazionale-ITA)
Gomes (Tottenham-ING)
Victor (Grêmio)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Maicon (Internazionale-ITA)
Kléber (Internacional)
André Santos (Corinthians)

Zagueiros
Alex (Chelsea-ING)
Juan (Roma-ITA)
Luisão (Benfica-POR)
Lúcio (Bayern de Munique-ALE)

Volantes
Anderson (Manchester United-ING)
Gilberto Silva (Panathinakos-GRE)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Felipe Melo (Fiorentina-ITA)

Meias
Elano (Manchester City-ING)
Kaká (Milan-ITA)
Júlio Baptista (Roma-ITA)
Ramires (Cruzeiro)

Atacantes
Nilmar (Internacional)
Robinho (Manchester City-ING)
Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Alexandre Pato (Milan-ITA)

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