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Posts Tagged ‘Higuain’

Argentina 0 X 4 Alemanha

O duelo de duas potências do futebol mundial válido pelas quartas de final da Copa do Mundo tinha tudo para ser o grande jogo da competição. De um lado, uma Argentina empolgada e parecendo viver uma lua de mel com seu treinador Diego Maradona. Do outro, uma Alemanha renovada com um futebol rápido e envolvente. Porém, o que se viu no gramado do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi uma avalanche alemã que atropelou os argentinos sem dó nem piedade e venceu facilmente por 4 a 0.

Antes mesmo do início da partida, Maradona deve ter se preocupado e rezado muito por seus defensores. Os resultados positivos contra seleções medianas até então, escondiam um problema crônico da atual Seleção Argentina: a defesa. O sistema defensivo formado por um goleiro fraco e zagueiros lentos, seria o prato cheio para a habilidade e velocidade dos jovens da Alemanha. E isso se comprovou logo aos dois minutos. Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda, a zaga argentina ficou só olhando e Thomas Müller, de cabeça, antecipou o goleiro Sergio Romero para abrir o marcador. O começo fulminante dos europeus assustou os sul-americanos.

Prensados no campo de defesa, os argentinos não conseguiam criar jogadas ofensivas e esbarravam na forte marcação da Alemanha. Acusando o golpe, a Argentina quase levou o segundo gol aos 23 minutos. Müller fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Klose, que finalizou para fora e desperdiçou grande oportunidade. Como não poderia deixar de ser, todas as tentativas dos argentinos passavam pelos pés de Messi, que recebia marcação de dois ou três adversários e, assim, não conseguia criar suas tradicionais jogadas.

Aos 33, num dos raros momentos interessantes, Higuaín recebeu a bola dentro da área, girou e bateu no canto, mas Neuer defendeu. No minuto seguinte, Messi cobrou falta e a bola bateu na barreira. No rebote, Heinze dominou e lançou para Tevez, que passou para Higuaín marcar o gol. Porém, o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, invalidou o tento acertadamente, já que Tevez e Higuaín estavam impedidos no lance.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alemã. Assim, restavam 45 minutos para a Argentina melhorar seu futebol e tentar a virada. Entretanto, os planos dos sul-americanos foram ruíndo pouco a pouco. Com a postura diferente, os argentinos tiveram ao menos cinco chances de empatar o jogo até os 20 minutos, mas a falta de pontaria não assustou o goleiro alemão. Se aproveitando dos erros do rival, a Alemanha tratou de resolver o jogo. E o segundo gol saiu com imensa facilidade. Aos 22, Müller conseguiu tocar a bola mesmo caído para Podolski, que avançou sem marcação, esperou Klose se posicionar e só rolou para o artilheiro fazer o segundo dos germânicos.

Percebendo a fragilidade do adversário, os alemães sentiram que poderiam fazer mais gols. E fizeram mesmo. Aos 28 minutos, Schweinsteiger fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou três argentinos e, na saída do goleiro, só rolou para Friedrich mandar para o fundo do gol. O placar apontava 3 a 0 e cabia mais. Atônita, a Argentina sentiu o baque e passou a assistir o show da equipe de Joachim Löw. Aos 35, Podolski quase marcou o seu, em chute forte de fora da área bem defendido por Romero.

Mas aos 43 minutos, os argentinos não conseguiram escapar do quarto gol alemão. Em rápido contra-ataque, Podolski avançou com a bola, passou para Özil cruzar e encontrar Klose sozinho na área. O jogador, com a calma peculiar de um matador, tocou de primeira e fez o quarto. O gol fechou o caixão argentino neste Mundial, colocou o alemão na vice-artilharia do torneio, com quatro gols e, de quebra, atingiu à marca de 14 tentos na história das Copas do Mundo, se igualou ao seu compatriota Gerd Müller e ficou a apenas um gol de Ronaldo, o maior artilheiro de todas as competições.

A contundente vitória alemã provou que a renovação feita por Joachim Löw, de fato, foi positiva. Depois de um início avassalador na estreia da Copa, a Alemanha teve sua qualidade colocada à prova após perder para a Sérvia. Mas, de lá para cá, o que se viu foram grandes atuações dos germânicos. Thomas Müller e Özil são as grandes revelações do torneio, enquanto Podolski e Schweinsteiger são os maestros do time, além do já conhecido faro de gol do artilheiro Miroslav Klose. Assim, a equipe europeia aparece como a grande favorita para levar a taça neste ano e conquistar seu tetracampeonato.

Aos argentinos, só restam as lágrimas. O semblante de Maradona ao término da partida evidenciava o estrago que os alemães fizeram. O ex-jogador confiava demais na conquista de uma Copa do Mundo como treinador. Apostava em sua principal estrela, Lionel Messi, que nada fez no Mundial. A Argentina segue em sua sina de não conseguir um bom resultado sequer há 20 anos, desde a Copa da Itália, em 1990, quando foram derrotados pelos mesmos adversários de hoje na decisão.

Paraguai 0 X 1 Espanha

O jogo decisivo entre paraguaios e espanhóis no Ellis Park, em Joanesburgo, tinha um roteiro anunciado antecipadamente. Se tudo corresse dentro dos conformes, a Espanha venceria facilmente o Paraguai, que teve seu méritos ao chegar até as quartas de final, mas que, ao mesmo tempo, atingiu esta fase como a pior equipe entre as finalistas. Como o futebol é um esporte totalmente imprevísivel, os europeus estiveram perto de perder a vaga na semifinais e, depois de uma reviravolta, conseguiram vencer com muito suor o adversário por 1 a 0 e obtiveram a classificação.

O primeiro tempo da partida foi amarrado demais. Os paraguaios apresentaram novamente seu conhecido ferrolho e impuseram muitas dificuldades aos espanhóis. Dessa forma, nenhuma chance real de gol foi criada e os goleiros foram meros espectadores do jogo. Parecia que toda a emoção estava reservada para a segunda etapa.

Aos 11 minutos, Edgar Barreto cobrou escanteio da esquerda e, enquanto a bola viajava pela área, o zagueiro Piqué agarrou Cardozo. O árbitro não hesitou ao marcar o pênalti e o próprio Cardozo bateu e viu Iker Casillas defender. O atacante desperdiçou uma chance e tanto de ver sua equipe continuar fazendo história nos gramados da África do Sul.

Após a defesa da penalidade, Casillas lançou a bola para o campo de ataque e, de forma incrível, David Villa avançou e foi derrubado por Alcaraz dentro da área. O árbitro guatemalteco Carlos Batres exagerou e marcou outro pênalti. Xabi Alonso cobrou e fez o gol, mas o juiz mandou voltar por ter visto uma invasão na área. Assim, o espanhol cobrou de novo e Justo Villar defendeu. Em um minuto, o jogo chato se transformou e ganhou emoção para todos os gostos. Com os erros de Cardozo e Xabi Alonso, o placar persistiu e quem se saiu bem foram os goleiros.

Com tantas emoções, o jogo melhorou consideravelmente. O Paraguai resolveu sair de trás e a partida ficou aberta. Com a habitual troca de passes, os espanhóis foram com tudo em busca do gol. Aos 17, depois de rápido contra-ataque, Iniesta chutou colocado e Villar fez boa defesa. O gol saiu, enfim, somente aos 37 minutos. Depois de boa triangulação no meio campo, Fábregas tocou para Xavi, que passou para Iniesta. O jogador do Barcelona avançou, driblou dois paraguaios e rolou para Pedro chutar a bola na trave. No rebote, David Villa bateu de primeira e, caprichosamente, a bola tocou nas duas traves antes de entrar. Foi o quinto tento anotado por Villa na Copa do Mundo em cinco partidas disputadas. Assim, o atacante espanhol é o artilheiro isolado do torneio.

Depois de sofrer o gol, o time sul-americano não teve forças para reagir e, dessa forma, se despediu da Copa do Mundo de forma honrosa. Além de ter chegado às quartas de final pela primeira vez na história, os paraguaios venderam caro a derrota para a favorita Espanha, que segue firme no Mundial em busca do inédito feito. Com a vitória, a ‘Fúria‘ quebrou uma marca que já durava 60 anos. A primeira e única vez que os espanhóis chegaram a uma semifinal de Copa do Mundo, aconteceu no longínquo ano de 1950, quando a competição foi disputada no Brasil.

Assim, o que tinha tudo para ser uma Copa América com grife, cada vez mais se transforma numa Eurocopa. O clássico europeu entre Alemanha e Espanha vale uma vaga na decisão do Mundial e acontecerá na próxima quarta-feira (7/7), no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30. Os alemães tentam chegar à oitava final de Copa do Mundo, enquanto os espanhóis buscam a primeira.

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QUARTAS DE FINAL

Jogo: Holanda X Brasil
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 11h
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth

Campanha da Holanda: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Campanha do Brasil: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 8 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Holanda: 1 vitória / Brasil: 2 vitórias)
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 2 / Empates: 4 / Brasil: 3)

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Jogo: Uruguai X Gana
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Uruguai: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 6 / Gols contra: 1)
Campanha de Gana: 4 jogos (Vitórias: 2 / Empates: 1 / Derrotas: 1 / Gols pró: 4 / Gols contra: 3)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: Nunca se enfrentaram

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Jogo: Argentina X Alemanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Campanha da Argentina: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 10 / Gols contra: 2)
Campanha da Alemanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 9 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 5 jogos (Argentina: 1 vitória / Empates: 1 / Alemanha: 3 vitórias)
Histórico do confronto: 18 jogos (Argentina: 8 / Empates: 5 / Alemanha: 5)

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Jogo: Paraguai X Espanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Paraguai: 4 jogos (Vitórias: 1 / Empates: 3 / Gols pró: 3 / Gols contra: 1)
Campanha da Espanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 5 / Gols contra: 2 )
Histórico em Copas do Mundo: 2 jogos (Espanha: 1 vitória / Empates: 1)
Histórico do confronto: 3 jogos (Espanha: 1 / Empates: 2)

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Conheça as estatísticas das oito seleções postulantes ao título do Mundial:

Melhor ataque: Argentina (10 gols)
Melhor defesa: Uruguai e Paraguai (1 gol sofrido)
Artilheiros: Higuaín (Argentina) e David Villa (Espanha) – 4 gols cada
Maior número de faltas cometidas: Paraguai – 72 (média: 18 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 74 (média: 18,5 por jogo)
Mais indisciplinada: Alemanha – 7 A e 1 V (média: 2 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 1 amarelo (média: 0,25 cartões por jogo)
Maior número de finalizações:
Argentina – 75 (média: 18,7 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Argentina – 36 (média: 9 por jogo)
Menor número de finalizações: Paraguai – 54 (média: 13,5 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Gana – 20 (média: 5 por jogo)
Maior número de desarmes: Uruguai – 58 (média: 14,5 por jogo)
Menor número de desarmes: Argentina – 18 (média: 4,5 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 2.265 (média: 566,2 por jogo)
Menor número de passes: Uruguai – 1.055 (média: 263,7 por jogo)
Maior distância percorrida: Gana – 445,84 (média: 111,4 km por jogo)
Menor distância percorrida: Argentina – 393,44 (média: 98,3 km por jogo)

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Paraguai 0 (5) X (3) 0 Japão

Antes mesmo de a bola rolar já era possível imaginar que este seria o confronto mais fraco das oitavas de final. E, de fato, foi isso que aconteceu. A partida disputada em Pretória apresentou um Japão completamente retrancado, contra um Paraguai mais qualificado, mas com pouca força ofensiva. Assim, o resultado final não poderia ser outro: 0 a 0. Com o empate no tempo normal, asiáticos e sul-americanos jogaram a prorrogação por 30 minutos e também não conseguiram abrir o placar. A decisão foi para os pênaltis e o Paraguai levou a melhor, venceu por 5 a 3 e carimbou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, algo inédito para o país.

O técnico Takeshi Okada até tinha bons talentos nas mãos, mas novamente preferiu armar o time com forte esquema defensivo, num medroso 4-5-1. Com o ferrolho oriental, Endo, Hasebe e Honda pouco puderam produzir. Com o meio de campo completamente povoado, a primeira chance real de gol aconteceu somente aos 19 minutos. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola dentro da área, com um belo giro se livrou dos marcadores e, de bico, chutou para o gol, mas o goleiro Kawashima defendeu e afastou o perigo.

A resposta japonesa veio dois minutos depois e, com certeza, foi a melhor chance do jogo. Honda começou a jogada pela direita, a bola bateu num jogador paraguaio e sobrou para Matsui que, de primeira, mandou um belo chute e a bola explodiu no travessão de Villar. Essa jogada resumiu todo o primeiro tempo do Japão, evidenciando a inoperância ofensiva e, no máximo, alguma qualidade na defesa.

A última boa oportunidade da fraca primeira etapa aconteceu aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio na esquerda, a bola ficou viva na grande área japonesa e, na frente do gol, o atacante Roque Santa Cruz conseguiu chutar para fora. O Paraguai só foi superior nos primeiros 45 minutos mais pela fraca atuação do adversário do que por sua postura em campo.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, dando a entender que os dois treinadores estavam gostando do que viam. Aos 13, Morel Rodriguez cruzou a bola da esquerda, Riveros subiu mais que a zaga e, de cabeça, obrigou o goleiro japonês a fazer boa intervenção. A resposta do Japão veio três minutos depois em jogada parecida. Endo cobrou escanteio e o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka cabeceou a bola e levou perigo à meta paraguaia. Daí para frente, Paraguai e Japão pouco produziram e pareciam esperar pela prorrogação.

Com o início do tempo extra, a equipe sul-americana melhorou um pouco e começou a ser mais ousada. Essa postura fez o jogo melhorar, já que os japoneses saíram um pouco de trás e o confronto ficou mais corrido. Aos seis, Morel Rodriguez ganhou a bola na esquerda, correu para o meio e tocou para Nelson Valdez que, desequilibrado, chutou em cima de Kawashima. Dois minutos depois, Honda bateu falta de longe, a bola cruzou por toda a área e obrigou o goleiro Villar a fazer boa defesa. Aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, Hasebe começou a jogada pela esquerda, Okazaki deu um belo passe entre as pernas do adversário e devolveu para Hasebe, que errou a conclusão e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, os paraguaios começaram a série e Edgar Barreto converteu a primeira. Endo bateu bem e empatou a disputa. Lucas Barrios cobrou no canto e fez 2 a 1. Hasebe cobrou com perfeição e igualou novamente. Riveros bateu no meio e deu a vantagem para o Paraguai. Na sequência, o zagueiro Komano chutou forte e a bola bateu na trave, para desespero dos japoneses. Nelson Valdez converteu sua cobrança e aumentou o placar para 4 a 2. Honda diminuiu e Cardozo fez o último, dando a vaga para os sul-americanos.

O jogo foi fraco tecnicamente, muito pela covardia das duas equipes, que não quiseram se expuser e congestionaram o meio de campo. Porém, o resultado foi histórico para o Paraguai, que jamais conseguiu passar das oitavas de final em Copas do Mundo. A vitória nos pênaltis colocou os paraguaios nas quartas de final pela primeira vez e causou furor no país. Até o presidente Fernando Lugo se pronunciou e, emocionado, enalteceu os jogadores: “Essa alegria foi sentida por todos os paraguaios, não só em Assunção, mas no campo e na cidade. Do futebol, aprendemos que no Paraguai, sim, se pode”, orgulhou-se.

Espanha 1 X 0 Portugal

O ‘clássico ibérico’ prometia muitas emoções e, obviamente, muita rivalidade em campo. Entretanto, o que se viu no gramado do estádio Green Point foi uma Espanha bem organizada contra uma Seleção Portuguesa apagada e altamente dependente de sua maior estrela, além de apresentar um setor ofensivo muito fraco. Assim, os espanhóis foram completamente superiores, criaram muitas chances e venceram os portugueses apenas por 1 a 0, resultado esse que carimbou a vaga da ‘Fúria‘ às quartas de final.

A primeira boa oportunidade aconteceu antes do primeiro minuto da partida. O atacante Fernando Torres recebeu a bola na esquerda, iludiu dois adversários e, da entrada da área, chutou forte para o gol. O goleiro Eduardo fez ótima defesa e evitou que o placar fosse aberto. Vale ressaltar que esse foi o único bom lance de Torres no Mundial. O jogador chegou à África do Sul com muitas expectativas em torno de seu futebol, mas até o momento, pouco fez. Aos três minutos, David Villa arriscou de longe e obrigou o goleiro português a fazer outra boa defesa.

Os gajos portugueses não conseguiam sair de trás e eram facilmente envolvidos pelos adversários. Aos seis, Villa avançou pela esquerda, driblou o marcador e chutou forte para outra defesa de Eduardo. O primeiro lance perigoso de Portugal aconteceu somente aos 19 minutos. O lateral esquerdo Fábio Coentrão tocou de letra para Hugo Almeida, que rolou para Tiago. O meia bateu forte e Casillas teve trabalho para conseguir defender o chute, tanto que precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 27, o apagado Cristiano Ronaldo cobrou falta com efeito e o goleiro espanhol precisou se esforçar para rebater a bola e tirar o perigo da área.

O primeiro tempo terminou e ficou nítida a superioridade da ‘Fúria‘. Os espanhóis pecaram no arremate final, mas criaram boas oportunidades e não deixaram os portugueses saírem de trás. As equipes voltaram para os segundo tempo sem alterações e a postura de ambas continuou a mesma. Os lusitanos quase abriram o placar aos seis minutos, em jogada de Hugo Almeida, a bola tocou na perna de Puyol e por pouco não entrou.

Aos 12 minutos, o treinador Vicente Del Bosque, enfim, percebeu a inoperância de Fernando Torres e colocou Fernando Llorente em seu lugar. Descansado, o atacante quase abriu o placar dois minutos depois que entrou. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou firme, mas em cima de Eduardo. Mais um minuto e outra chance desperdiçada. David Villa fez sua tradicional jogada, saiu da esquerda, driblou em diagonal para o meio e chutou forte, mas a bola saiu rente a trave.

Depois de pressionar bastante, a Espanha conseguiu fazer o gol. Aos 17, Iniesta tocou para Xavi que, de calcanhar, deixou David Villa na cara do gol. O atacante do Barcelona chutou, Eduardo defendeu e no rebote o espanhol fez o gol, seu quarto tento no Mundial, algo que lhe colocou na artilharia ao lado de Higuaín, da Argentina e Vittek, da Eslováquia. A ‘Fúria‘ quase ampliou aos 24, em boa jogada de Sergio Ramos e outra maravilhosa defesa de Eduardo, que voltou a repetir a dose aos 31, em outra investida de Villa.

O jogo terminou e a vitória levou a Espanha para a próxima fase. Mesmo não apresentando um futebol convincente, os espanhóis demonstraram um jogo coletivo interessante, com jogadas por todos os lados do campo e mereceram o resultado, já que concluíram 18 vezes ao gol, contra apenas oito de Portugal. A Seleção Portuguesa decepcionou nesta Copa do Mundo. Os comandados de Carlos Queiroz só conseguiram fazer gols na Coreia do Norte, demonstrando o fraco poder ofensivo. Além disso, o time depende muito de Cristiano Ronaldo que, se bem marcado, não faz nada nas partidas.

Com os resultados de hoje, Espanha e Paraguai decidirão quem vai para as semifinais do Mundial no próximo sábado (dia 3/7), no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor deste duelo jogará contra Argentina ou Alemanha na próxima fase do torneio.

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Holanda 2 X 1 Eslováquia

O confronto entre as duas seleções europeias colocou frente a frente equipes com objetivos bem distintos. Os holandeses, mais uma vez, chegaram à Copa do Mundo como favoritos e com um time repleto de bons jogadores. Venceram os três primeiros duelos e alcançaram as oitavas de final de forma invicta, aumentando ainda mais a expectativa. A Eslováquia, por sua vez, não tinha grandes perspectivas no Mundial, mas caminhou quietinha e surgiu como uma zebra no grupo da Itália. Em um jogo com várias oportunidades para os dois lados, a Holanda foi melhor e venceu por 2 a 1, conquistando uma vaga nas quartas de final do torneio.

O esquema ofensivo adotado pelo técnico Bert Van Marwijk foi mantido, exceto por uma substituição e tanto. Depois de se contundir às vésperas do Mundial, fazer um tratamento ultra-intensivo e jogar poucos minutos na última partida contra Camarões, o meia Arjen Robben, enfim, jogou seu primeiro jogo (quase) completo. E como era de se esperar, o astro do Bayern de Munique não decepcionou e comandou a ‘Laranja Mecânica‘ no triunfo desta segunda-feira, em Durban.

A Eslováquia sabia que seu papel na competição já estava cumprido, mas tratou de buscar outro feito inédito para melhorar sua fama de azarão. Nos minutos iniciais da partida, os eslovacos trocavam bons passes e dominavam o meio de campo, enquanto a Holanda apenas estudava seu adversário. Porém, não demorou muito para que os holandeses tomassem as rédeas da situação. Aos dez, em rápido contra-ataque, Sneijder invadiu a área eslovaca e chutou fraco, para tranquila defesa de Mucha.

A superioridade foi traduzida em gol aos 17 minutos. Sneijder deu um bicão para frente, Robben correu atrás da bola, dominou e, com a defesa desguarnecida, fez a sua habitual jogada. Cortou para o meio, fintou dois zagueiros e, de esquerda, mandou no contrapé do goleiro, que não teve chances de evitar a abertura do placar.

Com a vantagem, a Holanda diminuiu o ritmo e foi beneficiada pela cautelosa postura da Eslováquia. Assim, as chances perigosas no primeiro tempo foram escassas e nada mudou. Na segunda etapa, os holandeses voltaram um pouco mais ligados e trataram de tentar resolver a parada. Aos cinco, Robben fez jogada idêntica a do primeiro gol, mas o chute cruzado foi perfeitamente defendido por Mucha. No minuto seguinte, o habilidoso meia invadiu a área pela esquerda e deu de bandeja para Van Persie, que chutou em cima do goleiro.

Com a pressão do adversário, a Eslováquia saiu de trás e fez a partida melhorar. Aos 21, Stoch fez boa jogada pela esquerda, se livrou da zaga e, na entrada da área, chutou por cima. Um minuto depois, outra oportunidade foi desperdiçada. Kucka deixou Vittek cara a cara com o goleiro Stekelenburg, que fez incrível defesa e evitou o empate. O castigo dos eslovacos veio aos 38 minutos. Em jogada rápida, Kuyt tirou a bola da mão do goleiro dentro da área, se posicionou e rolou para Sneijder aumentar o placar e praticamente garantir a classificação.

Nos minutos finais, ainda deu tempo de os holandeses abusarem e perderem algumas chances de ampliar. Já nos acréscimos, a Eslováquia conseguiu fazer seu gol de despedida do Mundial. Jakubko recebeu a bola dentro da área e, ao tentar driblar o goleiro holandês, foi derrubado. Com o pênalti assinalado, o atacante Vittek cobrou, fez seu quarto e último gol na Copa do Mundo, empatou na artilharia com Higuaín, da Argentina, e o juiz terminou a partida.

A ‘Laranja Mecânica‘ não apresentou um futebol glamoroso, mas continua bastante eficiente. Em alguns momentos das partidas, fica claro que a Holanda só joga para o gasto e, quando se esforça um pouquinho, consegue os gols de suas vitórias. Hoje não foi diferente. O sonho de conquistar uma Copa do Mundo pela primeira vez segue firme para os holandeses.

Brasil 3 X 0 Chile

A disputa sul-americana em solo sul-africano tinha um favorito. O pentacampeão Brasil repetiu o duelo das oitavas de final em 1998, quando venceu por 4 a 1, e enfrentou novamente a Seleção Chilena. Como vem fazendo neste Mundial, a Seleção Brasileira não apresentou um futebol empolgante, mas com a eficiência já conhecida não teve trabalho algum para vencer por 3 a 0, eliminar um antigo freguês e ainda obter uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os comandados do técnico Marcelo ‘El Loco‘ Bielsa vieram do grupo H, onde obtiveram duas vitórias e só perderam para a favorita Espanha. O bom rendimento na primeira fase mereceu elogios da imprensa pela objetividade do time, com um ataque veloz e abusado. Assim, o treinador resolveu manter o esquema tático com três atacantes, dois meias e um volante, além de quatro defensores e o erro fatal foi esse. Com a escalação ofensiva, o Chile tentou jogar de igual para igual com o Brasil, conhecido por sua força defensiva e, principalmente, pela sua mortalidade nos contra-ataques. Não deu outra!

O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Gilberto Silva recebeu a bola e, de fora da área, arriscou um chute forte, que obrigou o goleiro Claudio Bravo a fazer boa defesa. Aliás, o volante fez outra boa partida. Mesmo discreto em campo, Gilberto vem provando que as críticas que recebeu antes do Mundial foram injustas. Lutador, o jogador do Panathinaikos dá o primeiro combate nos avanços dos adversários e facilita as coisas para Juan e Lúcio.

Aos 14, Ramires, que fez seu primeiro jogo como titular no torneio, chutou de longe e o goleiro chileno precisou se esticar todo para segurar a bola. A movimentação dos brasileiros anulava a equipe do Chile e, assim, o primeiro gol foi marcado. Depois de pressionar e conquistar seis escanteios em pouco tempo, numa cobrança de córner, Maicon levantou a bola na área e o zagueiro Juan, de cabeça, abriu o placar, aos 34. O gol era o que o Brasil precisava. Com a vantagem no placar, a equipe de Dunga melhorou a qualidade dos passes e os jogadores pareciam mais tranquilos.

Três minutos após abrir o placar, a Seleção Brasileira fez sua típica jogada. Em rápido contra-ataque, Robinho avançou pela esquerda do campo, tocou para Kaká que, de primeira, enfiou para Luís Fabiano. O atacante recebeu, driblou o goleiro chileno e marcou o segundo tento brasileiro, o terceiro dele na Copa do Mundo. Os dois gols na primeira etapa praticamente garantiram a vitória do Brasil e a única preocupação para a segunda etapa era se cuidar para não levar cartões amarelos bobos, principalmente Juan, Ramires e Luís Fabiano, algo que, se acontecesse, tirá-los-ia do próximo jogo.

Com a eminente eliminação, ‘El Loco‘ Bielsa fez duas alterações no início da segunda etapa para tentar reverter o quadro. Rodrigo Tello saiu para a entrada de Pablo Contreras, enquanto o inoperante Mark Gonzalez deu lugar para Valdivia. Assim, o Chile até tentou pressionar o Brasil, mas o zagueiro Lúcio, em outra jornada inspirada, venceu todos os duelos e não deixou Júlio César se preocupar.

Sem mudanças, a Seleção Brasileira voltou disposta a ampliar o marcador e conseguiu. Ramires, que jogou na vaga de Felipe Mello, fez a equipe melhorar bastante no meio campo. Sua rapidez, aliada com a habilidade e os bons desarmes, fez até mesmo Kaká evoluir. Assim, em uma de suas arrancadas, aos 14 minutos, o ex-cruzeirense correu do meio de campo até a entrada da área e, entre três marcadores, rolou a bola para Robinho marcar o terceiro e sepultar as esperanças chilenas.

Aos 28, Robinho quase ampliou em rápido avanço pela direita e chute cruzado levemente desviado por Claudio Bravo. Com o resultado e a classificação, o Brasil tratou de cadenciar o ritmo a fim de se poupar para o próximo duelo. Ainda deu tempo de Ramires, numa besteira, cometer uma falta desnecessária no campo de ataque e tomar cartão amarelo, algo que lhe tirou das quartas de final.

O Brasil fez um bom jogo, longe de todo o seu potencial ainda, é verdade, mas pouco a pouco a equipe avança sem muito esforço. Hoje, a zaga novamente mereceu destaque. Juan e Lúcio transmitem muita tranquilidade para os companheiros e irritam os adversários por serem superiores na grande maioria dos lances. A qualidade da dupla é tamanha que, em quatro jogos disputados até aqui, os dois cometeram apenas quatro faltas, ou seja, uma média de uma por partida (Juan fez uma e Lúcio três), um número muito relevante para zagueiros.

Outro acerto na partida foi feito por Dunga. O treinador brasileiro não pôde contar com Felipe Mello e Elano, ambos por contusão, e assim, escalou Ramires e Daniel Alves. Com os dois em campo, o time ficou mais leve, melhorou a qualidade dos passes e também aumentou a velocidade. O jogador do Barcelona, por exemplo, foi o atleta em campo que mais deu passes na partida: 41, errando apenas quatro deles.

A Seleção Brasileira ainda precisa melhorar, é óbvio. Mas diferente do que havia feito até aqui, hoje o time engrenou, não tomou sustos e foi totalmente eficiente. Com a classificação garantida, o próximo adversário é outro velho conhecido: a Holanda. Essa será a quarta vez que brasileiros e holandeses se enfrentam em Copas do Mundo. A primeira vez aconteceu em 1974, no Mundial da Alemanha, e o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para o fantástico ‘Carrossel Holandês‘, comandando pelo genial Johan Cruyff.

Vinte anos depois, os sul-americanos deram o troco e derrotaram a Holanda por 3 a 2, nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O último confronto valeu uma vaga na decisão da Copa da França, em 1998, e foi vencido pelo Brasil, nos pênaltis, com show do goleiro Taffarel. O duelo decisivo deste ano acontecerá na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, às 11h.

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Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha e Inglaterra se enfrentaram na cidade de Bloemfontein, no primeiro duelo de grandes da Copa do Mundo, valendo uma vaga para as quartas de final. O time do técnico Joachim Löw classificou-se em primeiro no grupo D. Já os comandados de Fabio Capello ficaram em segundo no grupo C, atrás dos Estados Unidos.

O jogo começou cadenciado, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. O meio campo alemão trocava passes rápidos entre Schweinsteiger, Özil e Müller. Os ingleses se movimentavam bastante com Lampard, Gerrard e Rooney, que voltava para buscar o jogo. Mas nenhum dos times tinha ainda levado perigo ao gol adversário.

A situação mudou aos 20 minutos, quando o goleiro Neuer deu um chutão pra frente. A bola passou por todo o time inglês e chegou até Klose, que protegeu bem e se esticou todo para mandar, com a ponta do pé direito, para o fundo do gol de James. O gol deu confiança aos alemães, que partiram para o ataque. O segundo tento foi questão de tempo. Em uma ótima troca de passes pelo meio, Müller passou para Klose e avançou. O atacante devolveu perfeitamente e Müller cruzou para Podolski na esquerda. Ele ajeitou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro James. A impressão era que a Alemanha iria atropelar os ingleses.

No entanto, os súditos da rainha enfim reagiram. Lampard e Gerrard começaram a participar mais da partida e criavam mais opções de ataque. E aos 37, em cobrança de falta de Gerrard, o goleiro Neuer saiu mal e o zagueiro Upson tocou de cabeça para o gol vazio.

O gol fez bem aos ingleses, que passaram a pressionar. Gerrard avançava pela esquerda e Lampard trocava passes com Johnson pela direita. A Alemanha recuou e esperava o intervalo. Aí veio o lance mais emblemático do Mundial até aqui. Defoe dividiu uma bola na entrada da área e ela sobrou para Lampard que, com categoria, bateu por cima de Neuer e encobriu o goleiro. A bola acertou o travessão e caiu dentro do gol, para sair em seguida. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda e o assistente Mauricio Espinosa não marcaram.

Este lance merece destaque devido ao que aconteceu 44 anos atrás, na final da Copa de 1966 entre os dois países. A partida estava empatada em 2×2 quando, na prorrogação, o inglês Hurst bateu pro gol, a bola tocou no travessão e depois em cima da linha. Mas naquela ocasião, a arbitragem deu o gol para os ingleses.

No segundo tempo, a Inglaterra partiu para o ataque. E a Alemanha apostou no contra-ataque, uma de suas principais armas neste Mundial. Logo aos seis minutos, Lampard acertou o travessão, em cobrança de falta. Os ingleses vinham com tudo e o gol parecia questão de tempo.

Mas o futebol tem seus caprichos e eles apareceram mais uma vez. Após cobrança de falta de Lampard parar na barreira, Müller lançou para Podolski e seguiu para o ataque. Podolski avançou pela esquerda e devolveu para Müller, que bateu forte para ampliar o placar. Apesar disso, os ingleses continuaram em busca do segundo gol. Mas outro contra-ataque alemão, aos 25, cravou de vez a faca no coração do ‘English Team’. Klose, ajudando a defesa, recuperou a bola e fez ótimo lançamento para Özil, que ganhou de Johnson na corrida e rolou para o meio. Müller, sempre ele, apareceu livre e definiu a vaga para a Alemanha.

Aí sim a Inglaterra sentiu o golpe. Os jogadores esperavam apenas o fim da partida, pois não havia mais o que fazer. Fim de jogo e classificação alemã garantida para a próxima fase. O time de Joachim Löw fez uma partida sensacional e passou por um rival difícil.

Já a Inglaterra decepcionou. Seus principais jogadores (Lampard, Gerrard e Rooney) não corresponderam à expectativa em torno de seu futebol. A Alemanha avança com um futebol bonito e eficiente e se credencia como um dos favoritos ao título. O gol inglês não marcado favoreceu os alemães, pois o empate naquele momento deixaria o jogo totalmente aberto. Mas a qualidade técnica superior da Alemanha ficou evidente e não pode ser ignorada, pois o melhor time venceu.

Argentina 3 X 1 México

Argentina e México se enfrentaram no estádio Soccer City, para definir quem encararia a Alemanha. Os argentinos venceram o grupo B com facilidade. Já os mexicanos conquistaram a vaga com o segundo lugar no grupo A.

A partida começou melhor para o time do técnico Javier Aguirre, que apostava na velocidade de Giovanni dos Santos, Bautista e Hernandez. Aos sete minutos, Salcido soltou uma bomba de longe, mas acertou a trave. Na sequência, Guardado fez boa jogada e chutou com efeito, mas a bola caprichosamente raspou a trave e foi pra fora.

As investidas mexicanas despertaram o craque argentino Lionel Messi, que apostava em sua velocidade para tentar o gol. Ele tentou encobrir o goleiro Pérez, sem sucesso. O México tinha o controle da partida e conseguia impedir os avanços de Messi e Tevez. Mas aí o apito amigo apareceu para alegrar os argentinos.

Messi lançou Tevez, que dividiu com o goleiro Pérez, e bola foi afastada. No rebote, o jogador do Barcelona bateu por cima e Tevez, impedido, tocou de cabeça e abriu o placar. O telão do estádio mostrou o lance e deixou clara a posição irregular do ex-corintiano. Os mexicanos partiram pra cima do árbitro, mas ele validou o gol.

E o domingo era mesmo dia de presente para a Argentina. Desta vez foi o zagueiro Osório que errou na entrada da área. A bola sobrou limpa para Higuaín driblar Pérez e marcar o segundo. O atacante é agora o artilheiro isolado da Copa do Mundo, com quatro gols.

A vantagem deu tranquilidade aos comandados de Maradona e deixou os mexicanos abatidos. A Argentina percebeu que poderia definir o confronto ainda no primeiro tempo e atacou ainda mais. Di Maria, aos 36, bateu cruzado e Pérez fez ótima defesa. Aos 40, Higuaín subiu livre e por pouco não marcou o terceiro.

Na volta do intervalo, Javier Aguirre tirou Bautista e colocou o atacante Pablo Barrera, na tentativa de diminuir o prejuízo. Mas a tática foi por água a baixo logo aos sete minutos, quando Tevez tentou o passe e Maza dividiu com ele. O argentino ficou com a sobra e soltou uma pancada da entrada da área. Golaço para definir a classificação da ‘Albiceleste’.

Com a vaga praticamente garantida, o México tentou ao menos fazer o gol de honra. Aos 24, Barrera chutou, mas Heinze tirou em cima da linha. Logo em seguida, o bom Hernandez recebeu na entrada da área, fez o giro e saiu na cara de Romero. O mexicano encheu o pé e diminuiu o placar.

Apesar do gol sofrido, a Argentina não se abalou. Messi, em partida apenas regular, tentava marcar o seu. E no final do jogo quase conseguiu. Ele recebeu pela direita e fez sua jogada mais típica: driblou em diagonal para a entrada da área e chutou forte, mas Pérez salvou.

Vitória boa do time de Maradona, que mostra deficiências na defesa, mas tem um ótimo ataque. Messi, Tevez e Higuaín podem dar ainda muito trabalho neste Mundial. Resta saber se a defesa argentina vai conseguir parar Klose, Podolski, Özil e Müller.

O México de despede com uma boa participação, como sempre, e mantém a média de chegar ao menos nas oitavas de final, algo que faz continuamente desde 1994. Assim como em 2006, Argentina e Alemanha jogam nas quartas de final da Copa do Mundo. Este grande duelo será no próximo sábado (3/7), na Cidade do Cabo, às 11h. Imperdível!

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Jogos disputados: 48
Gols marcados: 101
Média de gols: 2,10 por jogo
Maior goleada: Portugal 7 X 0 Coreia do Norte
Melhores ataques: Portugal e Argentina (7 gols anotados)
Melhores defesas: Uruguai e Portugal (não sofreram nenhum gol)
Artilheiros: Higuaín (Argentina), Villa (Espanha) e Vittek (Eslováquia) (3 gols)
Equipe mais disciplinada: Espanha (não levou nenhum cartão)
Equipe mais indisciplinada: Chile (10 amarelos e 1 vermelho)
Equipes com 100% de aproveitamento: Argentina e Holanda (3 vitórias)
Equipes invictas: Uruguai (2Vitórias/1Empate), Argentina (3V), Estados Unidos (1V/2E), Inglaterra (1V/2E), Holanda (3V), Paraguai (1V/2E), Brasil (2V/1E) e Portugal (1V/2E).

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Paraguai 0 X 0 Nova Zelândia

Os paraguaios precisavam apenas empatar a partida para obter uma das vagas nas oitavas de final. Sendo assim, não fizeram muito esforço e, num jogo fraco tecnicamente, jogaram para o gasto e empataram com a Nova Zelândia em 0 a 0. O time sul-americano entrou em campo com alguns desfalques. O técnico Gerardo Martino não pôde escalar o zagueiro Alcaraz e o meia Jonathan Santana, ambos contundidos, além de poupar o atacante Lucas Barrios, que só entrou na segunda etapa.

Os neozelandeses, que ainda tinham esperanças de avançar no Mundial, começaram um pouco melhor e criaram as primeiras chances. Aos quatro minutos, o atacante Smeltz fez boa jogada individual e chutou com perigo, mas a bola passou por cima da trave. Oito minutos mais tarde, Lochhead teve boa chance de lançar para Fallon, mas colocou muita força no passe e a bola ficou com o goleiro Justo Villar. A primeira boa chance paraguaia veio aos 18. Depois de um bate-rebate na entrada da área, a bola sobrou para o lateral Cañiza, que chutou completamente sem direção. Porém, dez minutos depois, o próprio Cañiza fez boa tabela pela direita e arriscou de longe novamente, dessa vez a bola passou rente ao travessão da Nova Zelândia.

A primeira etapa foi sonolenta e tudo levava a crer que até o último minuto de jogo a situação seria a mesma. Aos 16, o Paraguai criou o lance mais perigoso da partida. Em um cruzamento da direita o meia Riveros cabeceou e obrigou o goleiro Paston a fazer grande defesa. No rebote, Roque Santa Cruz e Cáceres bateram cabeça e desperdiçaram a chance. Aos 30, Benitez fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e bateu para o gol. O goleiro neozelandês fez boa defesa e confirmou o 0 a 0 no placar.

Diferentemente do que fizera nas duas primeiras rodadas, o Paraguai não demonstrou um bom futebol, mas mesmo assim conseguiu a classificação em primeiro do grupo F. A Nova Zelândia até que surpreendeu no Mundial, já que voltará para casa sem ter perdido um jogo sequer (empatou três vezes) na sua segunda participação em uma Copa do Mundo.

Eslováquia 3 X 2 Itália

Atual campeã mundial, a Itália deve ter comemorado quando os grupos da Copa do Mundo foram sorteados, já que nenhuma outra grande seleção atravessaria seu caminho, ao menos na primeira fase. Entretanto, depois de dois empates contra Paraguai e Nova Zelândia, apresentando um futebol péssimo e sem criatividade, os italianos foram tragicamente eliminados do Mundial ao perderem para a inexpressiva Eslováquia por 3 a 2. Os eslovacos comemoraram e vão para as oitavas de final.

A Eslováquia começou a partida atrás, mas com a ineficiência dos italianos, a equipe do técnico Vladimir Weiss foi à frente e passou a dominar o jogo. Totalmente desligados, os jogadores da ‘Azzurra‘ contribuíram muito para o primeiro gol da partida. Aos 24 minutos, De Rossi saiu jogando errado, os eslovacos roubaram a bola e ela sobrou para Vittek, que avançou e chutou para inaugurar o placar. Dez minutos depois a Eslováquia por pouco não ampliou. Strba bateu forte de longe e obrigou o goleiro Marchetti a fazer boa defesa. Para se ter uma ideia da apatia da equipe italiana, o principal lance de perigo criado nos 45 minutos iniciais foi feito pelo adversário. Aos 39, o zagueiro Skrtel foi tentar cortar um cruzamento na área e por pouco não marcou um gol contra. Depois disso, ainda deu tempo de Kucka bater de primeira sem deixar a bola cair no chão e quase marcar o segundo.

Com o desespero estampado no rosto, o técnico Marcello Lippi promoveu três substituições logo no início da segunda etapa, visando melhorar a equipe. Maggio entrou no lugar de Criscito, Gattuso saiu para a entrada de Quagliarella e Pirlo estreou no Mundial na vaga de Montolivo. De fato, a ‘Azzurra‘ melhorou um pouco e partiu para cima. Mas o ataque formado por Pepe, Di Natale e Iaquinta realmente é muito fraco. Di Natale, por exemplo, conseguiu a proeza de perder um gol cara a cara com o goleiro, aos nove. Sete minutos depois, ele mesmo chutou de fora da área e o goleiro Mucha defendeu sem perigo.

Aos 21 minutos, aconteceu um lance polêmico na partida. Pepe cruzou da direita, Quagliarella pegou de primeira e o zagueiro Skrtel tirou a bola em cima da linha. Os italianos reclamaram muito, mas no replay é possível perceber que realmente a bola não entrou. A Eslováquia que nada tinha a ver com isso, foi para o ataque de novo e ampliou a contagem. Aos 27, Hamsik bateu escanteio e a zaga italiana tirou. A bola voltou para Hamsik, que cruzou rasteiro e, dentro da pequena área, Vittek antecipou Chiellini e fez seu segundo gol no jogo, seu terceiro na Copa. O eslovaco agora divide a liderança da artilharia com Higuaín, da Argentina.

Os jogadores italianos ficaram atônitos vendo os eslovacos comemorarem. Pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Faltando apenas 15 minutos para o final da partida, a Itália precisava fazer dois gols e não levar mais nenhum para obter a vaga nas oitavas de final, algo que, se acontecesse, seria completamente desmerecido. Mas o que parecia pouco provável aconteceu. Quagliarella, o jogador italiano mais lúcido em campo, fez ótima jogada pela direita, Iaquinta tocou de letra e, na hora de dividir com o goleiro, a bola sobrou para Di Natale que sem goleiro só teve o trabalho de empurrar para a rede. O gol deu confiança novamente e a Itália continuou insistindo. Aos 39, veio o empate, mas o árbitro assinalou erroneamente que Quagliarella estava impedido e não validou o gol, para desespero dos italianos.

As esperanças da Itália acabaram em mais um erro crasso de sua defesa. Aos 43 minutos, a Eslováquia tinha um lateral a seu favor pela direita do campo. Stoch cobrou e os quatro italianos que marcavam Kopunek deixaram o eslovaco escapar, invadir a área e tocar por cima na saída de Marchetti, anotando o terceiro gol da Eslováquia e dando o golpe de misericórdia na ‘Azzurra‘. Ainda deu tempo de Quagliarella, aos 46 minutos, marcar um golaço de fora da área, diminuindo o placar, mas não a tristeza italiana.

Esta foi a pior participação da Itália em Copas do Mundo, além de ser a primeira vez que os italianos se despedem do torneio sem vencer ao menos uma partida. A Eslováquia, que disputa seu primeiro Mundial como país independente, fez valer a boa escola da antiga Tchecoslováquia no futebol e, com uma equipe compacta, forte fisicamente e com bons finalizadores na frente, obteve a classificação para a fase seguinte, na segunda posição do grupo F.

Camarões 1 X 2 Holanda

Essa era a única partida do dia que pouco valia na Copa do Mundo. Os camaroneses decepcionaram no torneio e chegaram à última rodada já eliminados. Os holandeses fizeram ao contrário. Mesmo com um futebol pragmático e sem muita desenvoltura, não tiveram sustos e venceram seus dois primeiros jogos, garantindo a classificação antecipada. Por esses motivos,  o duelo entre africanos e europeus se tornou um amistoso de luxo, que foi vencido pela ‘Laranja Mecânica‘ por 2 a 1, algo que lhe rendeu a primeira posição no grupo E.

Sem muito ânimo das duas partes, a primeira chance de gol aconteceu só aos 19 minutos. O capitão Van Bronckhorst deu belo lançamento para Van Persie, que dominou no peito com classe e chutou para o gol, obrigando o goleiro Souleymanou a fazer boa defesa. Aos 30, Makoun subiu mais alto que a defesa holandesa e cabeceou para fora, desperdiçando boa chance. No minuto seguinte, Sneijder fez boa jogada pela esquerda do campo, inverteu a bola para a direita encontrando Boulahrouz, que tocou para o Kuyt. O atacante girou dentro da área e bateu cruzado, levando muito perigo. Porém, os holandeses não desperdiçaram a outra oportunidade que tiveram. Van Persie tabelou com Van der Vaart, viu Kuyt fazer o corta-luz e, de dentro da área, fuzilou o goleiro camaronês, que nada pôde fazer para evitar o gol.

A segunda etapa começou morna também. O primeiro lance interessante aconteceu somente aos 18 minutos. Geremi cobrou falta e Van der Vaart colocou a mão na bola dentro da área. Com o pênalti assinalado, Samuel Eto’o cobrou no canto direito e, por pouco o goleiro Stekelenburg não defendeu. Com o empate, os camaroneses se animaram em conquistar ao menos uma vitória no Mundial da África do Sul e foram para cima. Mas a falta de qualidade impediu os africanos.

Aos 28 minutos, o técnico Bert van Marwijk colocou Robben no lugar de Van der Vaart. Foi a primeira vez que o meia do Bayern de Munique entrou em campo nesta Copa do Mundo. Dez minutos depois, com a qualidade de sempre, Robben fez boa jogada e chutou na trave. No rebote, Huntelaar só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede e marcar o gol da vitória.

Os holandeses chegaram a marca de 22 duas partidas de invencibilidade, além de avançarem para as oitavas de final com 100% de aproveitamento na primeira fase. Assim, a Holanda enfrentará a Eslováquia na próxima fase, em duelo que será disputado em Durban, na próxima segunda-feira (dia 28), às 11h.

Dinamarca 1 X 3 Japão

O futebol japonês realmente evoluiu muito nos últimos anos. Depois de chegar desacreditado e como zebra à África do Sul, os asiáticos venceram Camarões no primeiro jogo, tropeçaram contra a Holanda na segunda rodada e hoje venceram de forma incontestável a boa Seleção Dinamarquesa por 3 a 1. Assim conseguiram chegar às oitavas de final pela segunda vez em sua curta história de Copas do Mundo.

No início da partida, ficou claro que a Dinamarca buscava o resultado, partindo para cima em busca do gol. Aos 14 minutos, Tomasson invadiu a área sozinho e chutou, mas a bola saiu rente a trave. Com tranquilidade, os japoneses pouco a pouco começaram a mandar no jogo e na primeira chance que tiveram, fizeram o gol.     Aos 17, Honda bateu falta de longe com muito efeito e abriu a contagem para o Japão.

Dando uma aula tática nos dinamarqueses, a zaga japonesa esbanjava qualidade e não deixava espaços para o adversário. Enquanto isso, os jogadores da frente faziam sua parte. O segundo gol saiu aos 30 minutos, novamente em cobrança de falta, dessa vez convertida por Endo. Um bonito gol dos asiáticos.

O resultado surpreendente abalou a Dinamarca. Os europeus sentiram o golpe e tiveram ainda mais dificuldades para se recuperarem. Assim terminou a primeira etapa e o Japão já saiu praticamente classificado.

Com o início do segundo tempo, a postura da equipe comandada por Takeshi Okada foi a mesma: solidez na defesa e rapidez no ataque. E assim o jogo prosseguiu por um bom tempo até que os dinamarqueses deram o último suspiro e diminuíram o placar, em cobrança de pênalti convertida apenas no rebote por Tomasson. O gol não abalou os asiáticos, que continuaram mandando no jogo e ainda ampliaram o resultado. Aos 43, Honda fez ótima jogada e depois de se desvencilhar dos zagueiros adversários, apenas rolou a bola para Okazaki, que só teve o trabalho de empurrá-la para o fundo do gol e selar a classificação nipônica às oitavas de final.

A ‘Dinamáquina’ de outros tempos parece ter quebrado, pois os europeus foram facilmente dominados pelo adversário e não viram a cor da bola neste confronto. O Japão foi melhor, venceu com justiça e agora fará o confronto contra o Paraguai, na próxima terça-feira (dia 29), em Pretória, às 11h.

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