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Posts Tagged ‘Nelson Valdez’

Paraguai 0 (5) X (3) 0 Japão

Antes mesmo de a bola rolar já era possível imaginar que este seria o confronto mais fraco das oitavas de final. E, de fato, foi isso que aconteceu. A partida disputada em Pretória apresentou um Japão completamente retrancado, contra um Paraguai mais qualificado, mas com pouca força ofensiva. Assim, o resultado final não poderia ser outro: 0 a 0. Com o empate no tempo normal, asiáticos e sul-americanos jogaram a prorrogação por 30 minutos e também não conseguiram abrir o placar. A decisão foi para os pênaltis e o Paraguai levou a melhor, venceu por 5 a 3 e carimbou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, algo inédito para o país.

O técnico Takeshi Okada até tinha bons talentos nas mãos, mas novamente preferiu armar o time com forte esquema defensivo, num medroso 4-5-1. Com o ferrolho oriental, Endo, Hasebe e Honda pouco puderam produzir. Com o meio de campo completamente povoado, a primeira chance real de gol aconteceu somente aos 19 minutos. O argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios recebeu a bola dentro da área, com um belo giro se livrou dos marcadores e, de bico, chutou para o gol, mas o goleiro Kawashima defendeu e afastou o perigo.

A resposta japonesa veio dois minutos depois e, com certeza, foi a melhor chance do jogo. Honda começou a jogada pela direita, a bola bateu num jogador paraguaio e sobrou para Matsui que, de primeira, mandou um belo chute e a bola explodiu no travessão de Villar. Essa jogada resumiu todo o primeiro tempo do Japão, evidenciando a inoperância ofensiva e, no máximo, alguma qualidade na defesa.

A última boa oportunidade da fraca primeira etapa aconteceu aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio na esquerda, a bola ficou viva na grande área japonesa e, na frente do gol, o atacante Roque Santa Cruz conseguiu chutar para fora. O Paraguai só foi superior nos primeiros 45 minutos mais pela fraca atuação do adversário do que por sua postura em campo.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, dando a entender que os dois treinadores estavam gostando do que viam. Aos 13, Morel Rodriguez cruzou a bola da esquerda, Riveros subiu mais que a zaga e, de cabeça, obrigou o goleiro japonês a fazer boa intervenção. A resposta do Japão veio três minutos depois em jogada parecida. Endo cobrou escanteio e o nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka cabeceou a bola e levou perigo à meta paraguaia. Daí para frente, Paraguai e Japão pouco produziram e pareciam esperar pela prorrogação.

Com o início do tempo extra, a equipe sul-americana melhorou um pouco e começou a ser mais ousada. Essa postura fez o jogo melhorar, já que os japoneses saíram um pouco de trás e o confronto ficou mais corrido. Aos seis, Morel Rodriguez ganhou a bola na esquerda, correu para o meio e tocou para Nelson Valdez que, desequilibrado, chutou em cima de Kawashima. Dois minutos depois, Honda bateu falta de longe, a bola cruzou por toda a área e obrigou o goleiro Villar a fazer boa defesa. Aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, Hasebe começou a jogada pela esquerda, Okazaki deu um belo passe entre as pernas do adversário e devolveu para Hasebe, que errou a conclusão e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, os paraguaios começaram a série e Edgar Barreto converteu a primeira. Endo bateu bem e empatou a disputa. Lucas Barrios cobrou no canto e fez 2 a 1. Hasebe cobrou com perfeição e igualou novamente. Riveros bateu no meio e deu a vantagem para o Paraguai. Na sequência, o zagueiro Komano chutou forte e a bola bateu na trave, para desespero dos japoneses. Nelson Valdez converteu sua cobrança e aumentou o placar para 4 a 2. Honda diminuiu e Cardozo fez o último, dando a vaga para os sul-americanos.

O jogo foi fraco tecnicamente, muito pela covardia das duas equipes, que não quiseram se expuser e congestionaram o meio de campo. Porém, o resultado foi histórico para o Paraguai, que jamais conseguiu passar das oitavas de final em Copas do Mundo. A vitória nos pênaltis colocou os paraguaios nas quartas de final pela primeira vez e causou furor no país. Até o presidente Fernando Lugo se pronunciou e, emocionado, enalteceu os jogadores: “Essa alegria foi sentida por todos os paraguaios, não só em Assunção, mas no campo e na cidade. Do futebol, aprendemos que no Paraguai, sim, se pode”, orgulhou-se.

Espanha 1 X 0 Portugal

O ‘clássico ibérico’ prometia muitas emoções e, obviamente, muita rivalidade em campo. Entretanto, o que se viu no gramado do estádio Green Point foi uma Espanha bem organizada contra uma Seleção Portuguesa apagada e altamente dependente de sua maior estrela, além de apresentar um setor ofensivo muito fraco. Assim, os espanhóis foram completamente superiores, criaram muitas chances e venceram os portugueses apenas por 1 a 0, resultado esse que carimbou a vaga da ‘Fúria‘ às quartas de final.

A primeira boa oportunidade aconteceu antes do primeiro minuto da partida. O atacante Fernando Torres recebeu a bola na esquerda, iludiu dois adversários e, da entrada da área, chutou forte para o gol. O goleiro Eduardo fez ótima defesa e evitou que o placar fosse aberto. Vale ressaltar que esse foi o único bom lance de Torres no Mundial. O jogador chegou à África do Sul com muitas expectativas em torno de seu futebol, mas até o momento, pouco fez. Aos três minutos, David Villa arriscou de longe e obrigou o goleiro português a fazer outra boa defesa.

Os gajos portugueses não conseguiam sair de trás e eram facilmente envolvidos pelos adversários. Aos seis, Villa avançou pela esquerda, driblou o marcador e chutou forte para outra defesa de Eduardo. O primeiro lance perigoso de Portugal aconteceu somente aos 19 minutos. O lateral esquerdo Fábio Coentrão tocou de letra para Hugo Almeida, que rolou para Tiago. O meia bateu forte e Casillas teve trabalho para conseguir defender o chute, tanto que precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 27, o apagado Cristiano Ronaldo cobrou falta com efeito e o goleiro espanhol precisou se esforçar para rebater a bola e tirar o perigo da área.

O primeiro tempo terminou e ficou nítida a superioridade da ‘Fúria‘. Os espanhóis pecaram no arremate final, mas criaram boas oportunidades e não deixaram os portugueses saírem de trás. As equipes voltaram para os segundo tempo sem alterações e a postura de ambas continuou a mesma. Os lusitanos quase abriram o placar aos seis minutos, em jogada de Hugo Almeida, a bola tocou na perna de Puyol e por pouco não entrou.

Aos 12 minutos, o treinador Vicente Del Bosque, enfim, percebeu a inoperância de Fernando Torres e colocou Fernando Llorente em seu lugar. Descansado, o atacante quase abriu o placar dois minutos depois que entrou. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou firme, mas em cima de Eduardo. Mais um minuto e outra chance desperdiçada. David Villa fez sua tradicional jogada, saiu da esquerda, driblou em diagonal para o meio e chutou forte, mas a bola saiu rente a trave.

Depois de pressionar bastante, a Espanha conseguiu fazer o gol. Aos 17, Iniesta tocou para Xavi que, de calcanhar, deixou David Villa na cara do gol. O atacante do Barcelona chutou, Eduardo defendeu e no rebote o espanhol fez o gol, seu quarto tento no Mundial, algo que lhe colocou na artilharia ao lado de Higuaín, da Argentina e Vittek, da Eslováquia. A ‘Fúria‘ quase ampliou aos 24, em boa jogada de Sergio Ramos e outra maravilhosa defesa de Eduardo, que voltou a repetir a dose aos 31, em outra investida de Villa.

O jogo terminou e a vitória levou a Espanha para a próxima fase. Mesmo não apresentando um futebol convincente, os espanhóis demonstraram um jogo coletivo interessante, com jogadas por todos os lados do campo e mereceram o resultado, já que concluíram 18 vezes ao gol, contra apenas oito de Portugal. A Seleção Portuguesa decepcionou nesta Copa do Mundo. Os comandados de Carlos Queiroz só conseguiram fazer gols na Coreia do Norte, demonstrando o fraco poder ofensivo. Além disso, o time depende muito de Cristiano Ronaldo que, se bem marcado, não faz nada nas partidas.

Com os resultados de hoje, Espanha e Paraguai decidirão quem vai para as semifinais do Mundial no próximo sábado (dia 3/7), no estádio Soccer City, em Joanesburgo. O vencedor deste duelo jogará contra Argentina ou Alemanha na próxima fase do torneio.

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Por: Erik Rodrigues*

Eslováquia 0 X 2 Paraguai

Eslováquia e Paraguai se enfrentaram pela segunda rodada do grupo F em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, no estádio Free State, em Bloemfontein. Os paraguaios vinham de um bom empate na estreia contra a Itália. Os eslovacos também empataram na primeira rodada, com a Nova Zelândia. A novidade no time sul-americano era a escalação de mais um atacante, Roque Santa Cruz.

E a mudança surtiu efeito logo de cara, pois o time do técnico Gerardo Martino começou o primeiro tempo no ataque. Roque Santa Cruz arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e o goleiro Mucha teve de se esforçar para fazer a defesa.

E este seria o panorama da primeira etapa, com domínio total dos paraguaios. A Eslováquia não arriscava e formava um paredão para evitar o gol do adversário. O Paraguai partia para cima com Riveros, Lucas Barrios e Nelson Valdez, mas a bola não entrava.

Até que aos 28 minutos, o zagueiro Skrtel falhou e a bola ficou com Barrios, que passou para Vera bater de primeira e abrir o placar. O gol fez justiça ao time que procurou mais o ataque. Mas os eslovacos acordaram e ao menos demonstravam mais vontade, mesmo errando muitos passes. Tanto que aos 37 minutos, a equipe da Europa conseguiu dar uma cabeçada ao gol, com Salata.

No segundo tempo, o Paraguai se acomodou com a vantagem e ficou esperando as chances de contra-ataque aparecerem. E não havia com o que se preocupar, pois a Eslováquia tinha como principal adversária sua própria dificuldade técnica. Mesmo em ritmo mais lento, os paraguaios chegavam com mais perigo e estavam próximos do segundo gol.

E ele veio aos 41, após confusão na área entre Da Silva e Cardozo. A bola sobrou para Riveros que, da entrada da área, chutou forte no canto direito, sem chances para o goleiro Mucha. Com o resultado, o Paraguai chegou a quatro pontos e só precisa de um empate contra a Nova Zelândia, no dia 24, em Polokwane, para ficar em primeiro no grupo. Já a Eslováquia precisa vencer a atual campeã do mundo, Itália, também na quinta-feira, em Joanesburgo.

Itália 1 X 1 Nova Zelândia

Também pelo grupo F, Itália e Nova Zelândia jogaram pela segunda rodada, em Nelspruit. Os italianos queriam se recuperar do empate na estreia contra o Paraguai. Já os neozelandeses vinham empolgados com o empate na partida inicial contra a Eslováquia, conquistado de forma emocionante no final do jogo.

A partida começou truncada, com o time da Nova Zelândia marcando forte e diminuindo os espaços. E no segundo ataque dos “All Whites”, a surpresa: após cobrança de falta no lado esquerdo, Reid desviou, Cannavaro ajeitou sem querer e Smeltz, impedido, abriu o placar.

O gol deixou os italianos atônitos, tanto no campo quanto nas arquibancadas. Daí em diante, o jogo foi ataque contra defesa. Porém, com um time sem inspiração e talentos individuais, a Itália insistia em uma única jogada, a bola aérea para seus atacantes.

Aos 16 minutos, a “Azzurra” teve boa chance com Chiellini, mas o zagueiro não soube aproveitar. Na base da pressão, Zambrotta e Montolivo arriscaram de fora da área, mas sem sucesso. Com quase todo o time na defesa, a Nova Zelândia chamava os italianos para seu campo e as chances de gol aumentavam.

Tanto que aos 28 minutos, Criscito cruzou para a área e o volante Smith puxou De Rossi pela camisa. Um lance polêmico, mas o árbitro marcou pênalti, convertido por Iaquinta. Com o empate, a Itália buscou a virada, sempre com bolas aéreas ou chutes de longe. Porém, o máximo que conseguiu foi consagrar o goleiro Paston.

Na segunda etapa, o técnico Marcello Lippi trocou o discreto Gilardino por Di Natale. E logo no início ele bateu de primeira, exigindo boa defesa de Paston. Camoranesi, que também entrou no time, ajudava no toque de bola do meio campo, mas sem muita objetividade.

O drama italiano continuou o mesmo. Os europeus pressionavam com bolas erguidas na área e chutes de longe, mas sem sucesso. A ameaça de um novo empate fazia com que os jogadores tentassem resolver as jogadas sozinhos. Mas a baixa qualidade técnica da equipe ficava evidente a cada minuto passado.

Em raro momento de ousadia, a Nova Zelândia foi ao ataque pela esquerda. O meio campo Wood driblou Cannavaro com facilidade e bateu cruzado, assustando o goleiro Marchetti e os torcedores italianos. Mas o empate persistiu até o final.

O resultado deixa o time de Marcello Lippi em situação complicada, com apenas dois pontos em dois jogos. Na próxima rodada, a Itália joga sua sobrevivência no Mundial contra a Eslováquia, dia 24, em Joanesburgo, e precisa da vitória. A Nova Zelândia, também com dois pontos, encara o líder Paraguai no mesmo dia, em Polokwane.

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil e Costa do Marfim entraram em campo pela segunda rodada do grupo G. Os brasileiros venceram a Coreia do Norte na estreia e queriam o triunfo para garantir uma vaga. Já os marfinenses buscavam os primeiros três pontos no torneio. A seleção “Canarinho” escalou os mesmos jogadores da última partida. No time do técnico Sven-Göran Eriksson, a novidade era o atacante Didier Drogba, que começou como titular.

Logo no início, Kaká  mostrou que estava a fim de jogo e tabelou com Robinho. A bola ficou com o jogador do Santos que, mesmo com Kaká e Luis Fabiano bem posicionados, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Barry. No entanto, a Costa do Marfim dominou os 15 minutos seguintes, não dando espaço para o time brasileiro elaborar as jogadas ofensivas.

O domínio dos “Elefantes” não resultava em conclusões a gol. O jogo ficou devagar, com a equipe de Dunga se defendendo e tentando o contra-ataque. Mas os erros de passe de seus meio-campistas não permitiam que as jogadas evoluíssem.

Aí, entrou em cena o talento e a movimentação de Kaká, que tantos esperavam. Em jogada pelo meio, ele tocou para Luis Fabiano, que devolveu de calcanhar e avançou. O meia do Real Madrid segurou um pouco e, no momento certo, lançou o centroavante brasileiro. Mesmo sem muito ângulo, o “Fabuloso” encheu o pé e abriu o placar.

O gol não melhorou o desempenho do Brasil, que continuou errando passes na intermediária. A Costa do Marfim, de forma contida, partiu para o ataque. Mas aí, o setor mais sólido do time brasileiro apareceu. Lúcio, Juan e Maicon evitaram que os adversários conseguissem uma conclusão mais perigosa ao gol de Júlio César. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segundo etapa, nada de alterações. O time africano apertou a marcação e, mais uma vez, o Brasil não conseguia sair jogando. Até que Luis Fabiano, em dia inspirado, fez uma jogada bem ao seu estilo. Em uma mistura de trombada e habilidade, o atacante encarou a defesa marfinense e, usando os braços, saiu na cara do gol e bateu de pé esquerdo no canto de Barry.

O tento parece ter dado tranquilidade ao time de Dunga, que começou a encontrar espaços para trocar passes. A Costa do Marfim acusou o golpe e continuou sem ameaçar a meta brasileira. E, aos 17 minutos, esta superioridade se converteu no terceiro gol. Kaká, que voltou com mais disposição e atacando pelo lado esquerdo (como em seus bons tempos de Milan), levou a bola até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Elano se antecipou à marcação e tocou para o fundo do gol.

Aos 33 minutos, a Costa do Marfim diminuiu com seu principal jogador, Drogba. O badalado atacante foi, mais uma vez, anulado por Lúcio, assim como o zagueiro brasileiro tinha feito pelas oitavas de final da UEFA Champions League deste ano. Mas encontrou um buraco na defesa brasileira e deixou seu gol.

Os marfinenses então passaram a apelar para a agressão. Sem espaço para avançar com perigo, distribuíram pancadas em Kaká, Luis Fabiano, Michel Bastos e Elano (que sentiu uma dividida e fui substituído por Daniel Alves). Aqui vale o registro para a omissão do árbitro francês Stephane Lannoy. O juiz literalmente deixou “o pau quebrar” em campo. Yaya Touré e Keita batiam em quem aparecesse pela frente

O nervosismo tomou conta dos brasileiros, que passaram a revidar. Para se ter uma ideia da raiva brasileira, Kaká levou dois amarelos e foi expulso. Com isso, o meia está fora do próximo jogo. Depois da confusão, o Brasil tocou a bola e esperou o final da partida.

Com seis pontos em dois jogos, o Brasil está classificado para a próxima fase da Copa do Mundo e aguarda apenas para saber se ficará em primeiro ou segundo lugar. No próximo dia 25, em Durban, o time brasileiro joga contra Portugal. A Costa do Marfim enfrenta a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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