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Posts Tagged ‘Holanda’

Com o término da Copa do Mundo da África do Sul, a Fifa divulgou hoje, em seu site oficial, a seleção com os melhores jogadores do Mundial. O “Time dos Sonhos” foi escolhido através dos votos dos internautas na página da entidade na internet. Como era provável, a campeã Espanha colocou seis jogadores na lista final, o maior número entre todas as seleções, além do técnico Vicente del Bosque. Em contrapartida, o lateral-direito Maicon foi o único representante do Brasil na eleição.

O goleiro eleito foi o espanhol Iker Casillas, que obteve 41% dos votos. A curiosidade da lista ficou por conta do setor defensivo. Como no site da Fifa a distinção é feita por defensores e não por laterais ou zagueiros, três laterais-direitos foram escolhidos: o espanhol Sérgio Ramos (30,21%), o alemão Philipp Lahm (43,81%) e o brasileiro Maicon (31,45%). O único zagueiro de origem foi o espanhol Carles Puyol, escolhido por ser um dos jogadores de referência da ‘Fúria‘.

No meio de campo, o “Time dos Sonhos” conta com o holandês Wesley Sneijder (60,60%), o alemão Bastian Schweinsteiger (39,96%) e os espanhóis Xavi Hernández (36,96%) e Andrés Iniesta, eleito por ter feito o gol na decisão do Mundial contra a Holanda.

A dupla de ataque foi formada pelo uruguaio Diego Forlán (vencedor do prêmio ‘Bola de Ouro’ de melhor jogador da Copa do Mundo) e o espanhol David Villa (61,33%), atleta mais bem votado na eleição e, talvez, o mais decisivo da trajetória da Seleção Espanhola rumo ao título.

Abaixo, veja os resumos de cada jogador retirados do site oficial da Fifa:

Iker Casillas: O erro do goleiro na partida de estreia contra a Suíça — que acabou com a derrota da Espanha — deu mais argumentos aos seus críticos. Porém, seis atuações impecáveis na sequência mudaram por completo essa impressão inicial. Casillas defendeu um pênalti e fez mais duas grandes defesas na vitória das quartas de final sobre o Paraguai. O seu reflexo rápido também foi fundamental para que os espanhóis superassem a Holanda na final, garantindo o quarto triunfo consecutivo por 1 a 0. Por isso, ele levou a Luva de Ouro com 41% dos votos — 29 pontos a mais que o segundo colocado.

Philipp Lahm: O jogo impecável do lateral-direito e a sua influência como capitão substituto foram fundamentais para a inesperada campanha da Alemanha rumo ao terceiro lugar. O atleta de 26 anos pode até não intimidar os adversários com o seu 1,70m de altura, mas exibe grande habilidade para roubar a bola com categoria, sem precisar recorrer à força. Além disso, Lahm dá passes sempre com inteligência e, por tudo isso, recebeu 43,81% dos votos, tornando-o o único integrante do último Time dos Sonhos da Copa do Mundo da FIFA a ser reeleito neste ano.

Carles Puyol: O zagueiro de 32 anos talvez não estivesse na sua melhor fase durante a primeira etapa do Mundial, mas logo conseguiu recuperar a grande forma que exibiu nas campanhas vitoriosas do Barcelona e da Espanha nos últimos anos. Puyol marcou o gol da vitória na semifinal contra a Alemanha, superando a zaga e acertando uma cabeçada indefensável para o goleiro Manuel Neuer. Ao mesmo tempo, o seu incansável trabalho na defesa foi fundamental para que ninguém vazasse o gol espanhol em cinco dos sete jogos na campanha do título.

Maicon: Em dificuldades na sua estreia no Mundial, o Brasil precisava de algo especial para dobrar a Coreia do Norte. Foi exatamente o que o camisa dois da Seleção fez: marcou um gol com um chute de um ângulo impossível e ajudou os brasileiros a começarem a sua campanha com o pé direito. As rápidas subidas do lateral pela direita deram muita dor de cabeça aos adversários. Mas o bom trabalho de Maicon na marcação também lhe garantiu 31,45% dos votos.

Sérgio Ramos: Defensor inflexível, mas também muito criativo no ataque, o número 15 da Espanha conseguiu segurar craques como Cristiano Ronaldo e Lukas Podolski e criou um importante corredor pela direita na saída de bola da seleção de Vicente del Bosque. Por isso, recebeu 30,21% dos votos dos usuários.

Wesley Sneijder: Os 60,60% dos votos e a segunda posição no quadro geral desta eleição são um indicativo do que o meia-atacante holandês apresentou na África do Sul. O jogador de 26 anos buscou a bola constantemente e, quando a recebia, tentava sempre abrir espaços. Além disso, foi o artilheiro da sua seleção com cinco gols, incluindo ambos da vitória por 2 a 1 sobre o Brasil nas quartas. O atleta da Inter de Milão também deu um passe excepcional para deixar Arjen Robben na cara do gol na decisão. O seu companheiro de seleção pode até ter perdido a chance, mas Sneijder não deixou passar a oportunidade de brilhar na Copa do Mundo da FIFA.

Bastian Schweinsteiger: O atleta de 25 anos alcançou a sua maturidade futebolística na África do Sul. Ele correu 79,8 km em campo — distância só superada pelo espanhol Xavi —, fez cortes decisivos e confirmou a sua grande qualidade no passe. Além disso, oferecia orientação e ânimo à equipe desde a sua posição no setor defensivo, fazendo as vezes de capitão informal do conjunto alemão. Teve atuações excelentes nas vitórias sobre a Austrália, a Inglaterra e a Argentina e, assim, ficou com 39,96% dos votos.

Andrés Iniesta: O homem certo aparece na hora certa. Quando a decisão da Copa do Mundo da FIFA chegava ao final da prorrogação sem que o placar tivesse sido aberto, o craque espanhol dominou a bola com perfeição dentro da área e tocou para o fundo da rede, na saída do goleiro holandês Maarten Stekelenburg. Iniesta também se sobressaiu no caminho da Espanha rumo à final, mostrando a sua grande habilidade e dando passes inteligentes.

Xavi: Cérebro da Espanha, ele correu mais e deu mais passes (alguns deles, extraordinários) que qualquer outro jogador na África do Sul. Por isso, a peça-chave da seleção espanhola recebeu 36,96% dos votos.

David Villa: O atacante do Barcelona esteve sob pressão durante todo o torneio, mas mesmo assim brilhou. Foi um dos artilheiros da competição, com cinco gols — entre eles os decisivos contra Portugal, nas oitavas, e Paraguai, nas quartas. O fato de ter conseguido a mais alta porcentagem de votos (61,33%) já diz tudo sobre a sua atuação na África do Sul.

Diego Forlán: Ficar entre os quatro melhores colocados era uma tarefa hercúlea para o Uruguai. Mas, aos 31 anos, Forlán assumiu esse necessário papel de herói da sua seleção. Marcou cinco gols e a sua dedicação ao grupo (de quem foi fonte constante de motivação) lhe valeu a Bola de Ouro e uma vaga garantida neste Time dos Sonhos.

Vicente del Bosque (técnico): Algumas das suas decisões foram questionadas. Mas todas acabaram sendo justificadas pela conquista do troféu mais cobiçado do futebol mundial.

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Holanda 0 X 1 Espanha

A grande decisão da Copa do Mundo de 2010 não poderia ser mais emocionante. Enquanto muitos favoritos caíram pouco a pouco, duas seleções taxadas como ‘amarelonas’ apresentaram bom futebol e chegaram à final do torneio. A Holanda, que havia vencido todos os seis jogos que disputou no Mundial, vinha de uma incrível marca de 25 jogos sem derrota. A Espanha, por sua vez, chegou à África do Sul como a principal favorita ao troféu, mas a derrota na estreia para a Suíça colocou o poderio da ‘Fúria‘ em dúvida e tudo levava a crer que, mais uma vez, os espanhóis ficariam pelo meio do caminho.

Enquanto a Seleção Espanhola já entrara para a história por ter chegado pela primeira vez numa final de Copa do Mundo, os holandeses, que disputavam sua terceira (foram derrotados por Alemanha e Argentina, em 1974 e 1978, respectivamente), queriam, enfim, conquistar o tão almejado título. O duelo europeu, disputado no estádio Soccer City, em Joanesburgo, foi bastante truncado, em certas vezes até violento, e, pelo amplo domínio em grande parte do jogo, os espanhóis conseguiram de forma sofrida vencer por 1 a 0 e entraram de uma vez por todas no seleto grupo de seleções campeões mundiais.

A Espanha já era favorita muito antes da Copa do Mundo começar. Depois de conquistar o título da Eurocopa de 2008 com uma equipe recheada de bons talentos, a ‘Fúria’ se credenciou como forte candidata ao troféu e nem o fracasso na Copa das Confederações em 2009 foi capaz de abalar o otimismo dos comandados do técnico Vicente Del Bosque. O MFC, inclusive, um ano atrás, já alertava sobre a força dos espanhóis. Com o título de “A furiosa seleção espanhola”, o post classificava a Espanha como a melhor seleção do mundo e enfatizava que, se o grupo fosse mantido, as chances de  conquistarem o inédito título eram muito grandes (leia o antigo post clicando aqui).

Sem desfalques, os treinadores Vicente Del Bosque e Bert Van Marwijk puderam mandar a campo seus principais atletas. Desde o começo da partida, ficou evidente que a Holanda mudou sua postura em relação as últimas apresentações. Enquanto a Espanha fazia seu jogo tradicional, trocando muitos passes para tentar furar o bloqueio holandês, a ‘Laranja Mecânica‘ ficava completamente retrancada e perdia sua qualidade no meio campo.

Logo aos quatro minutos, por muito pouco a Espanha não abriu o placar, em cabeçada certeira de Sergio Ramos e uma defesa espetacular de Stekelenburg. Aos dez, Sergio Ramos fez boa jogada pela direita, pedalou, invadiu a área e bateu cruzado, mas Heitinga tirou para escanteio. No minuto seguinte, David Villa pegou de primeira, de dentro da área, e mandou a bola na rede pelo lado de fora, assustando o goleiro holandês. Daí para frente, o que se viu foi um jogo completamente faltoso, com muitos lances ríspidos que deram trabalho para o árbitro inglês Howard Webb. A Seleção Holandesa era a mais desleal. Van Bommel, Robben e, principalmente, De Jong, fizeram faltas feias e foram punidos pelo juiz.

Aos 34 minutos, um lance curioso quase deu a vantagem para a Holanda. Num ato de fair play, Heitinga deu um chutão para frente para devolver a posse de bola para a Espanha, mas a bola fez uma curva incrível e por muito pouco não enganou o goleiro Iker Casillas, que precisou mandá-la para escanteio e, aí sim, Van Persie devolveu de forma correta para os espanhóis.

Dois minutos depois, a Seleção Holandesa desperdiçou uma grande chance de abrir o marcador. Robben cobrou escanteio rasteiro, Van Bommel bateu cruzado da entrada da área e, Mathijsen, sozinho, furou e não conseguiu concluir ao gol. A equipe holandesa teve sua principal chance na primeira etapa aos 45 minutos. Robben fez sua tradicional jogada, avançou pela direita, cortou para o meio e bateu firme de esquerda, mas Casillas caiu bem e fez boa defesa.

Sem alterações, as equipes voltaram para o segundo tempo mais dispostas. Aos dois, Xavi cobrou escanteio, Puyol desviou de cabeça e Capdevila, de forma incrível, furou dentro da pequena área. Com a Holanda se preocupando menos em bater e mais em jogar futebol, o talento começou a aparecer. Aos 16 minutos, Sneijder dominou a bola antes da linha do meio de campo, viu Robben correr e, numa bela enfiada, tocou a bola entre quatro jogadores espanhóis. O craque do Bayern de Munique avançou sozinho, demorou muito para concluir e chutou em cima de Casillas, que com o pé fez uma defesa espetacular e evitou o gol holandês.

Percebendo a falta de ofensividade, Vicente Del Bosque tirou o inoperante Pedro Rodríguez e colocou Jesús Navas em seu lugar. Logo em seu primeiro lance, aos 23, o atacante do Sevilla avançou pela direita e chutou cruzado para o meio da área. O artilheiro David Villa apareceu sozinho atrás da zaga adversária e, de dentro da pequena área, chutou, mas Heitinga conseguiu intervir deitado no gramado e mandou a bola para escanteio.

A Espanha melhorou na partida novamente e pressionou a Holanda. Aos 31, Xavi cobrou escanteio, Sergio Ramos subiu sozinho e mandou de cabeça por cima da meta. Os holandeses pareciam querer apenas se defender e apostar nos contra-golpes. Aos 37, Robben perdeu outra incrível chance. Numa rápida jogada, Van Persie deu um despretensioso toque de cabeça para o ataque, o meia holandês correu muito, tomou a frente de Puyol e, na cara de Casillas, viu o goleiro operar outro milagre e sair para pegar a bola nos seus pés.

Com a igualdade no placar, a decisão do título foi para a prorrogação. Devido a intensidade do jogo, as duas equipes pareciam muito cansadas e o mais óbvio é que o campeão saísse apenas na disputa por pênaltis. Mas a Espanha continuou procurando mais o jogo e usou suas últimas forças para buscar o gol. Aos cinco, Iniesta deu um passe açucarado para Fàbregas, que havia entrado no lugar do volante Xabi Alonso. O jovem jogador do Arsenal chutou fraco e Stekelenburg defendeu com os pés. Aos dez, Jesús Navas avançou pela direita e chutou forte, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo da prorrogação teve o mesmo cenário. A ‘Fúria‘ dominava o jogo e tentava de todas as formas abrir o marcador, enquanto os holandeses ficavam retrancados e, cansados, não conseguiam mais emplacar os contra-ataques. De tanto insistir, a Espanha foi premiada a cinco minutos do fim. Fernando Torres, que substituiu David Villa, começou a jogada pela esquerda. Lançou a bola para a área, mas o zagueiro tirou. No rebote, Fàbregas dominou e, de forma magistral, encontrou Iniesta, que não titubeou e mandou uma bomba para fazer o gol da vitória, o gol do inédito título, o gol mais importante da história do futebol espanhol.

Restando poucos minutos para o final, a Holanda não tinha mais forças para reagir. As câmeras de televisão flagravam o desespero de Robben e Sneijder, que entregaram os pontos e já se lamentavam ainda enquanto a bola rolava. Do outro lado, Casillas chorava e parecia ainda não entender o tamanho da façanha que ele e seus companheiros acabavam de fazer.

O jogo terminou e os jogadores da Espanha comemoraram muito. Entre choro de alegria e êxtase, a maioria dos 84.490 torcedores presentes no estádio aplaudiram de pé a conquista espanhola. O título foi totalmente merecido, já que a Seleção Espanhola está apresentando o melhor futebol do mundo há pelo menos dois anos. A geração de Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué, Joan Capdevila, Xabi Alonso, Sergio Busquets, Andrés Iniesta, Xavi Hernández, David Villa, Pedro Rodríguez, Raul Albiol, Carlos Marchena, Fernando Torres, Cesc Fàbregas, Victor Valdes, Juan Mata, Alvaro Arbeloa, Fernando Llorente, Javier Martinez, David Silva, Jesús Navas e Pepe Reina está eternizada no mundo do futebol e, principalmente, na história do país. Depois de tantos fracassos, esses jogadores conseguiram levantar o troféu mais cobiçado do planeta bola.

Méritos também para o técnico Vicente Del Bosque, que soube mexer bem na equipe quando foi preciso, teve coragem de sacar o badalado atacante Fernando Torres e dar lugar para o jovem Pedro Rodríguez. Além de ter montado um esquema de jogo eficiente, com muita força no meio de campo e solidez na zaga. Em sete jogos, a ‘Fúria‘ obteve seis vitórias e apenas uma derrota. Fez poucos gols (oito), mas sai do Mundial com a marca de melhor defesa de todos os campeões, sofrendo apenas dois gols, igualando o recorde de França, em 1998 e Itália, em 2006.

Parabéns, Espanha!

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Se Holanda e Espanha estão na final da Copa do Mundo, as duas seleções europeias devem muito desse feito, especialmente, a dois jogadores: Wesley Sneijder e David Villa.

Os dois são os principais destaques de suas equipes até aqui. Enquanto o meia holandês da Internazionale de Milão fez gols em todos os jogos de mata-mata (um contra a Eslováquia, dois contra o Brasil e um contra o Uruguai), o atacante espanhol do Barcelona fez simplesmente cinco dos sete gols que a ‘Fúria‘ fez na campanha deste Mundial.

É óbvio que em 90 minutos, outros jogadores podem ser decisivos, mas as grandes esperanças de Holanda e Espanha para a grande decisão do próximo domingo são os dois craques. Quem se dará melhor e ficará com o título?

WESLEY SNEIJDER (HOLANDA)

Data de nascimento: 9 de junho de 1984
Local de nascimento: Utrecht, Holanda
Altura: 1,70 m
Número da camisa: 10
Posição: Meio-campista
Clube atual: Internazionale de Milão (Itália)
Jogos pela seleção holandesa: 67
Gols pela seleção holandesa: 19
Primeira partida internacional: Holanda X Portugal (30/04/2003)
Partidas em Copas do Mundo: 10 (2006 e 2010)

DAVID VILLA (ESPANHA)

Data de nascimento: 3 de dezembro de 1981
Local de nascimento: Langreo, Espanha
Altura: 1,75 m
Número da camisa: 7
Posição: Atacante
Clube atual: Barcelona (Espanha)
Jogos pela seleção espanhola: 64
Gols pela seleção espanhola: 43
Primeira partida internacional: Espanha X San Marino (09/02/2005)
Partidas em Copas do Mundo: 10 (2006 e 2010)

COMPARATIVO DOS CRAQUES NA COPA DO MUNDO

SNEIJDER X VILLA
6 (jogos) 6
532 (minutos jogados) 529
5 (gols feitos) 5
22 (finalizações) 26
10 (chutes ao gol) 16
13 (faltas cometidas) 2
10 (faltas sofridas) 13
1 (cartões amarelos) 0
230 (passes completos) 148
24 (lançamentos) 19
13 (escanteios cobrados) 0
4 (cruzamentos completos) 4
1 (assistências) 1
2 (impedimentos) 2

Fonte: dados FIFA

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FINAL

Jogo: Holanda X Espanha
Data: 11/07/2010 (domingo)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha da Holanda: 6 jogos (Vitórias: 6 / Gols pró: 12 / Gols contra: 5)
Campanha da Espanha: 6 jogos (Vitórias: 5 / Derrotas: 1 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 4 / Empates: 1 / Espanha: 4)

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Conheça as estatísticas das seleções finalistas do Mundial:

Melhor ataque: Holanda (12 gols)
Melhor defesa: Espanha (2 gols sofridos)
Artilheiro: Wesley Sneijder/Holanda e David Villa/Espanha (5 gols cada)
Maior número de faltas cometidas: Holanda – 98 (média: 16,3 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 106 (média: 17,6 por jogo)
Mais indisciplinada: Holanda – 15 amarelos (média: 2,5 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 3 amarelos (média: 0,5 cartões por jogo)
Maior número de finalizações: Espanha – 103 (média: 17,2 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Holanda – 41 (média: 6,8 por jogo)
Menor número de finalizações: Holanda – 80 (média: 13,3 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Espanha – 40 (média: 6,6 por jogo)
Maior número de desarmes: Holanda – 53 (média: 8,8 por jogo)
Menor número de desarmes: Espanha – 38 (média: 6,3 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 3.387 (média: 564,5 por jogo)
Menor número de passes: Holanda – 2.434 (média: 405,6 por jogo)
Maior distância percorrida: Espanha – 631,03 (média: 105,2 km por jogo)
Menor distância percorrida: Holanda – 617,62 (média: 102,9 km por jogo)

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Alemanha 0 X 1 Espanha

Enquanto a Holanda fez sua parte ontem ao vencer o Uruguai, hoje era a vez de alemães e espanhóis lutarem pela outra vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2010. Os germânicos apresentaram o melhor futebol do Mundial até aqui e, aos poucos, se credenciaram ao título. Do outro lado, a Espanha, que desembarcou na África do Sul como a principal favorita, não empolgou como o previsto, mas seu futebol de resultados o colocou na semifinal. O palco do duelo foi o belo estádio Moses Mabhida, em Durban, e o confronto europeu tinha tudo para ser um dos grandes jogos do torneio.

Devido a forte marcação das duas equipes, o jogo não foi o espetáculo esperado, mas a eficiência e o jogo coletivo prevaleceram em favor da ‘Fúria‘, que venceu por 1 a 0, eliminou a Alemanha e, pela primeira vez na história, chegou a uma final de Copa do Mundo.

Antes de a bola rolar vieram as primeiras surpresas. O técnico alemão Joachim Löw foi obrigado a mudar a sua equipe, já que Thomas Müller, a grande sensação do torneio, estava suspenso. Em seu lugar, Löw colocou o também jovem Trochowski. Vicente Del Bosque, por sua vez, não tinha jogadores suspensos, mas resolveu tirar o atacante Fernando Torres do time titular e deu uma vaga para a revelação do Barcelona, Pedro Rodríguez.

Quando o jogo começou, outras surpresas continuaram aparecendo. A Alemanha, que até aqui ainda não havia sido atacada por seus adversários, viu logo de cara a Espanha vir com tudo para cima. Os espanhóis diminuíram os espaços e, marcando forte, anularam a principal arma dos germânicos: os contra-ataques. Com a habitual troca de passes, a ‘Fúria‘ teve sua primeira chance aos seis minutos. Pedro lançou entre os zagueiros alemães e encontrou David Villa sozinho na área. O artilheiro da Copa se esticou todo, mas o goleiro Neuer saiu bem do gol e evitou que o placar fosse aberto.

A cada minuto que se passava ficava nítido que Vicente Del Bosque dava um ‘nó tático’ na Alemanha. Sua formação e seu esquema foram preponderantes no jogo. Busquets e Xabi Alonso não davam espaços para os criativos Özil e Podolski, enquanto Xavi não desgrudava de Schweinsteiger e ainda conseguia criar lances perigosos. Aos 14 aconteceu a melhor chance do primeiro tempo. Xavi cruzou a bola da direita e Puyol cabeceou com muito perigo, mas a bola passou por cima da meta alemã.

A primeira parte do duelo terminou com a vantagem espanhola, que se apresentou melhor e pareceu se dar bem jogando na condição de coadjuvante. Por a Alemanha ser tricampeã mundial, uma das seleções mais respeitadas e que vinha de bons jogos no torneio, toda a responsabilidade era dos germânicos. Sem a pressão, a Espanha melhorou ainda mais o seu futebol na segunda etapa.

Pedro começou o segundo tempo infernizando o lado esquerdo da defesa adversária. Rápido e habilidoso, o espanhol deu muito trabalho para Boateng, tanto que Joachim Löw percebeu a tempo e sacou o jogador e colocou Jansen em seu lugar. A Espanha retornou do intervalo disposta a conseguir seu resultado histórico e aos poucos foi preparando o terreno. Aos 13, depois de ótima troca de passes, Xavi chutou e Neuer defendeu. No rebote, Xabi Alonso tocou de calcanhar para Iniesta, que avançou e, sem ângulo, chutou cruzado para o meio da área, mas David Villa não alcançou.

Nos minutos seguintes, a Espanha continuou insistindo, mas Xabi Alonso e David Villa desperdiçaram suas oportunidades. Foi então que, aos 23 minutos, a ‘Fúria‘ foi premiada pelo melhor futebol e abriu o placar. Xavi cobrou escanteio da esquerda, o zagueiro Puyol subiu e, com muita força, testou a bola para o fundo do gol, sem chances de defesa para o goleiro alemão.

Depois de sofrer o gol, a Alemanha saiu de trás e buscou desesperadamente o empate, mas, além de não conseguir, ainda deixou espaços para o contra-ataque espanhol. Em um lance, já no final da partida, Pedro avançou, viu seu companheiro Fernando Torres (que havia entrado no lugar de David Villa) correr sozinho ao seu lado, tentou o drible e perdeu a bola, enlouquecendo o atacante do Liverpool. A chance perdida não fez falta a ‘Fúria‘, que continuou com a mesma postura, não cedeu a pressão do adversário e, de forma honrosa, chegou pela primeira vez na história em uma decisão de Mundial.

O grande duelo decisivo da Copa do Mundo de 2010 acontecerá no próximo domingo (dia 11/07), às 15h30, no estádio Soccer City, em Joanesburgo. Holanda e Espanha jogarão para colocarem o nome de seus países na história do futebol mundial, já que ambos jamais venceram a competição. Independente de quem saía da África do Sul com o título, holandeses e espanhóis fizeram por merecer suas vagas na final, se não encantaram com um futebol brilhante, foram eficientes ao extremo, deixaram rivais para trás e agora estão a 90 minutos da glória.

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Uruguai 2 X 3 Holanda

A primeira semifinal da Copa do Mundo colocou frente a frente o bicampeão Uruguai contra a Holanda, a única seleção que chegou à esta fase com 100% de aproveitamento. Já apontados como favoritos para o confronto, os holandeses ainda se beneficiaram com os inúmeros desfalques uruguaios (Lugano e Fucile machucados, além de Luis Suárez suspenso) que forçou o técnico Oscar Tabárez até a mudar o esquema tático, e, depois de encontrarem muitas dificuldades, resolveram o jogo só no segundo tempo e venceram por 3 a 2. Este resultado recoloca a Holanda numa decisão de Copa do Mundo pela terceira vez na história.

A ‘Celeste‘ jogou quatro dos seus cinco jogos no Mundial no esquema 4-3-3, com Forlán mais recuado e Suárez e Cavani avançados. Como Suárez não pôde ser escalado hoje, o treinador uruguaio precisou mudar seu esquema de jogo para o 4-4-2, deixando Forlán no ataque, algo que diminuiu consideravelmente o desempenho do principal jogador do time. Assim sendo, a Holanda tratou de impor seu favoritismo e começou pressionando os sul-americanos. O lateral esquerdo Martín Cáceres, que substituia Fucile, parecia perdido em campo e nos cinco minutos iniciais errou todas os passes que tentou.

A primeira grande oportunidade da partida aconteceu aos três minutos. Sneijder cruzou a bola na área e o goleiro Muslera saiu errado do gol. No rebote, Kuyt pegou de primeira e chutou por cima da trave. Era o prenúncio da superioridade técnica que os holandeses teriam nos minutos seguintes da partida. Com o Uruguai recuado, a Holanda percebeu o bom momento e abriu o placar aos 17 minutos, em chute de muito longe do capitão Van Bronckhorst que entrou no ângulo de Muslera.

Com a vantagem, os comandados do técnico Bert Van Marwijk diminuiram o ritmo e deixaram espaços. Mesmo com mais liberdade, a falta de qualidade técnica da ‘Celeste’ impedia que o empate saísse. Porém, a Seleção Uruguaia vem recebendo muitos elogios neste Mundial por dois motivos: sua tradicional garra e Diego Forlán, o único jogador com poder de decidir uma partida. E não deu outra. Aos 40 minutos, Forlán — sempre ele — arriscou um chute de fora da área e fez um golaço, empatando o jogo.

O gol era tudo que os uruguaios precisavam. No retorno do intervalo, a equipe de Oscar Tabárez voltou mais confiante e passou a dominar a partida. Esse domínio durou até o vigésimo minuto da segunda etapa e, na única chance real de gol, aos cinco, a Holanda errou a saída de bola, Cavani dividiu com o goleiro Stekelenburg e na sobra Van Bronckhorst tirou a bola para salvar os europeus. O domínio não foi bem aproveitado pela ‘Celeste‘, que não conseguiu desempatar o jogo e aos poucos foi perdendo terreno. Aos 24, Sneijder arriscou um chute rasteiro, a bola passou por dois zagueiros uruguaios, traiu Muslera e morreu no fundo da rede, desempatando o jogo para a ‘Laranja Mecânica‘.

Três minutos depois veio o golpe de misericórdia. Kuyt cruzou da esquerda e Robben fez o terceiro de cabeça. O gol abateu demais o Uruguai. Mas a cultura do povo ‘charruá’ tem como tradição a raça, a determinação e a questão de jamais deixar de lutar. Dessa forma, a ‘Celeste‘ continuou lutando — mesmo que quase sem forças — e não desistiu. Foi para o tudo ou nada e conseguiu diminuir o placar aos 46 minutos, com gol de Maxi Pereira, de fora da área. O gol pôs fogo no jogo novamente. O árbitro uzbeque, Ravshan Irmatov, que havia dado apenas três minutos de acréscimos, deixou o jogo correr até os 50, para o desespero da Holanda. Em três minutos, o Uruguai jogou inúmeras bolas para a área em busca do empate, que não veio, mas ao menos a vontade da equipe deve ser exaltada.

Os uruguaios se classificaram para a Copa do Mundo na bacia das almas. Depois de terminar em quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas, o Uruguai precisou disputar a repescagem contra a Costa Rica e a vaga só foi definida nos minutos finais do confronto. É óbvio que ninguém esperava uma campanha tão boa como essa, talvez nem mesmo os jogadores. Com qualidade técnica inferior a do adversário, a ‘Celeste‘ não deixou de lutar e vendeu caro a derrota para a forte Holanda. Mesmo não disputando a decisão da Copa do Mundo, os uruguaios merecem todos os elogios.

A Holanda, por sua vez, vem fazendo seu papel de forma pragmática, é bem verdade, mas não é justo desconfiar da qualidade de um time que não perde há 25 jogos, que até aqui venceu os seis jogos que disputou no Mundial e que tem dois jogadores com a qualidade de Sneijder e Robben. Depois de 32 anos, a ‘Laranja Mecânica‘, sem o mesmo brilho de outrora, está na decisão da Copa do Mundo pela terceira vez em sua história. Independente do título, os craques do passado que chegaram tão perto das conquistas em 1974 e 1978 devem estar orgulhosos com a nova geração. A Holanda conhecerá seu adversário na decisão amanhã, no confronto entre Alemanha e Espanha.

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Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

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