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Posts Tagged ‘Zinedine Zidane’

Argentina 4 X 1 Coreia do Sul

A vitória sobre a Nigéria na primeira rodada da Copa do Mundo deixou os argentinos com ‘sabor de quero mais’. O resultado por um gol de diferença contra uma seleção amplamente inferior fez Diego Maradona e seus comandados acreditarem que podiam mais. E, de fato, eles podem muito mais. Isso ficou provado no jogo de hoje, quando não precisaram se esforçar muito para golear a Coreia do Sul por 4 a 1 e praticamente selar uma vaga nas oitavas de final.

A Argentina não pôde contar com o meia Juan Verón, que está lesionado e foi poupado pela comissão técnica. Dessa forma, a única diferença em relação à estreia foi a escalação de Maxi Rodriguez no meio campo. Os sul-coreanos, que vinham de boa vitória ante a Grécia, logo perceberam que não poderiam fazer frente aos sul-americanos e ainda fizeram questão de ajudá-los. Aos 16 minutos, Messi cobrou falta na área e a bola tocou caprichosamente na canela do atacante Chu-young, traindo o goleiro Sung-ryong e abrindo o placar para a ‘Albiceleste’.

As duas equipes tiveram chance de marcar após a abertura do placar. Maxi Rodriguez isolou a bola e desperdiçou sua oportunidade, aos 17. Na sequência do lance, quem perdeu foi a Coreia do Sul. Sung-yueng viu o goleiro Romero adiantado e fuzilou, mas a bola passou por cima da baliza. Dez minutos depois, Tevez cobrou falta com perigo também. Aos 32 minutos, Messi rolou para Maxi Rodriguez que cruzou para a área, a bola desviou no zagueiro Burdisso e sobrou livre para Higuaín fazer de cabeça o segundo, contando com ajuda do goleiro.

Seis minutos mais tarde, Higuaín fez ótima jogada pela direita, arrancou e chutou cruzado, o arqueiro sul-coreano espalmou a bola para o meio da área e, no rebote, Di Maria encheu o pé e viu Sung-ryong operar outro milagre, evitando o terceiro tento. Aos 43, outra chance perdida. Messi, o melhor jogador do mundo, fez uma jogada de cinema, passou por quatro adversários e deu um leve toque, mas a bola passou rente a trave. Ainda deu tempo de a Coreia descontar. O goleiro deu um chutão despretensioso para frente, a zaga argentina bateu cabeça e Demichelis entregou a bola de bandeja no pé de Lee Chung-yong, que avançou e tocou na saída do arqueiro da Argentina.

Mesmo sem apresentar um futebol perfeito, os argentinos foram muito melhores que os adversários. Se tivessem calibrado a pontaria, poderiam ter feito mais gols na primeira etapa. O segundo tempo começou quente e logo aos seis minutos, duas chances foram perdidas pela ‘Albiceleste’. Primeiro Higuain finalizou em cima do goleiro sul-coreano, que fez ótima defesa novamente. Alguns segundos depois, Tevez arriscou da entrada da área e viu Sung-ryong defender outra.

Não fosse o arqueiro da Coreia do Sul, a equipe de Maradona teria feito pelo menos uns cinco gols até os 30 minutos do segundo tempo. Mas quem tem Messi, tem tudo. O craque do Barcelona deu uma arrancada típica dele, chutou e o goleiro defendeu, no rebote o camisa 10 tentou de novo e a bola bateu na trave, sobrando livre para Higuaín marcar o terceiro tento argentino na partida. Quatro minutos depois, Messi aprontou outra das suas. Cercado por quatro adversários, o meia achou uma brecha e encontrou Sérgio Agüero livre na esquerda. O genro de Maradona tocou de primeira para o meio da área e Higuaín só teve o trabalho de testar a bola para o fundo do gol e dar números finais ao jogo.

A vitória mostrou uma equipe entrosada e que chegará longe no Mundial. E Maradona mais uma vez provou ter estrela: peitou a opinião de muitos e bancou a escalação de Higuaín como titular, ao invés do badalado Milito, que segue na reserva. E não deu outra. Higuaín marcou três gols no jogo, fez algo que nem o técnico conseguiu com a camisa argentina – fazer um hat-trick na mesma partida – e ainda se isolou na artilharia da Copa do Mundo.

Grécia 2 X 1 Nigéria

O duelo dos ‘desesperados’ do grupo B foi emocionante. A Nigéria mostrou força no início, viu um de seus jogadores ser expulso em um lance ridículo e, a partir daí, tudo foi por água abaixo. A Grécia, que jamais tinha vencido um jogo em Copas do Mundo e nem marcado um gol sequer, se aproveitou da superioridade numérica e, de virada, venceu o jogo por 2 a 1.

A Seleção Grega foi duramente criticada após a estreia, quando foi derrotada pela Coreia do Sul e apresentou um futebol fraco e nada empolgante. Pelo visto, as críticas deram força para os jogadores e hoje, se não fizeram uma partida primorosa, jogaram com raça e transformaram o dia 17 de junho em uma data histórica para o futebol do país.

Entretanto, quem abriu o placar foi a Nigéria. Aos 16 minutos, o volante Uche cobrou falta para o meio da área, todo mundo ficou olhando, inclusive o goleiro, e a bola entrou direto para o gol. Tudo corria bem para os africanos. O domínio da partida e as melhores chances eram criadas pelos comandados do sueco Lars Lagerback. Até que, aos 33 minutos, o meia Kaita conseguiu a proeza de ser expulso fora de campo. Era lateral para os gregos e o lateral esquerdo Torosidis se preparava para cobrar, quando o nigeriano o chutou. Como o juiz estava próximo do lance, não hesitou e expulsou o jogador da Nigéria. Uma tolice sem tamanho, que pode custar a eliminação dos africanos do Mundial.

Daí para frente, a Grécia pôs ordem na casa e mandou no jogo. Aos 43, Salpingidis recebeu passe açucarado de Katsouranis e, de fora da área, encheu o pé. A bola desviou em Haruna e matou o goleiro Enyeama. Com o jogo empatado, o segundo tempo tinha tudo para ter uma Nigéria totalmente fechada e uma Grécia pressionando em busca da vitória. E não deu outra.

Sendo pressionado, os nigerianos acharam uma brecha e por muito pouco não fizeram o segundo gol. O goleiro Enyeama repôs a bola para o ataque, Yakubu não conseguiu passar pelo goleiro e a bola sobrou para Obasi, que, sem goleiro, conseguiu errar. Depois disso, tome pressão da equipe europeia novamente. Assim como fizera contra a Argentina, Enyeama se destacava com defesas incríveis, principalmente, uma feita aos 23 minutos, numa cabeçada de Samaras. Mas a vida do goleiro é tão ingrata que, num instante, todo o cenário foi alterado. Três minutos mais tarde, Tziolis chutou forte, Enyeama bateu roupa e a bola sobrou no pé de Torosidis, que só teve o trabalho de empurrar para o gol e virar o jogo para a Grécia.

O jogo foi bem movimentado e os gregos mereceram a vitória. Já a Nigéria, que foi muito prejudicada por um ato impensado de seu atleta, fez o que pode e ainda tem chances de avançar de fase. A situação do grupo é a seguinte: a Argentina tem seis pontos, Coreia do Sul e Grécia somam três (os asiáticos levam vantagem por terem marcado um gol a mais) e a Nigéria aparece na lanterna, sem pontuação. A última e decisiva rodada do grupo B será disputada no dia 22 (terça-feira). A Nigéria pega a Coreia do Sul em Durban, às 15h30 e a Grécia encara a Argentina em Polokwane, no mesmo horário.

França 0 X 2 México

O jogo disputado em Polokwane foi importante para evidenciar muitas coisas. A fácil vitória do México por 2 a 0 contra a França, mostrou que os mexicanos têm uma equipe bastante qualificada e que, mesmo ainda jovem, podem ter um futuro promissor, além de provar mais uma vez que a Seleção Francesa não é nada sem Zinedine Zidane.

A primeira etapa do confronto foi fraca tecnicamente e ninguém se destacou. Giovanni dos Santos era o melhor mexicano em campo, mas seus companheiros pareciam não entender suas jogadas, da mesma forma que ocorreu no jogo contra a África do Sul, na semana passada. A equipe do excêntrico técnico Raymond Domenech estava completamente perdida em campo. O treinador deixou Gourcuff e Henry (de novo) no banco de reservas e manteve jogadores inoperantes como Anelka e Govou entre os titulares.

Se o primeiro tempo não foi bom, a segunda etapa foi totalmente diferente. O técnico Javier Aguirre, sabendo que precisava da vitória para continuar sonhando, tirou o volante Efraín Juárez e colocou o atacante Javier Hernández. Não demorou muito para a substituição dar resultado. Veloz e habilidoso, Hernández recebeu a bola em posição duvidosa, driblou o goleiro Lloris e mandou para o fundo do gol, enlouquecendo a grande torcida mexicana no estádio Peter Mokaba. O gol fez justiça a quem queria jogo. Os franceses, dispersos e desunidos, pareciam não ver a hora de o jogo acabar.

Aos 33 minutos, o México deu o golpe de misericórdia. Pablo Barrera, que havia entrado há pouco no lugar do machucado Carlos Vela, avançou pela direita, fez grande jogada e foi derrubado por Abidal dentro da área. O juiz marcou pênalti e, na cobrança, o veterano atacante Blanco fez o segundo gol, fechando o caixão dos ‘Bleus’.

A vitória dos mexicanos foi justa e o técnico Javier Aguirre teve grande parcela nisto, já que foi audaz e fez o time jogar para frente em busca dos gols. Méritos para ele, já que agora o México chegou aos quatro pontos no grupo A, empatou com o Uruguai (só perde para os uruguaios no saldo) e tem tudo para conquistar uma vaga nas oitavas de final. Mexicanos e uruguaios farão o confronto latino na última rodada da chave e, se não quiserem correr riscos, têm tudo para fazer o chamado ‘jogo de compadres’, já que o empate classifica os dois. O jogo será disputado no dia 22 (terça-feira), em Rustemburgo, às 11h. No mesmo dia e no mesmo horário, França e África do Sul jogam suas últimas fichas em duelo que será jogado em Bloemfontein.

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Por: Erik Rodrigues*

Argélia 0 X 1 Eslovênia

Mais um jogo truncado e fraco tecnicamente nesta primeira fase. Assim foi Eslovênia x Argélia, que se enfrentaram no estádio Peter Mokoba, em Polokwane. O fato curioso foi a presença do craque Zinedine Zidane nas tribunas de honra. O ex-jogador francês é descendente de argelinos e foi apoiar o time, mas não levou muita sorte.

No primeiro tempo, a partida ficou basicamente centralizada no meio de campo. Prova disso é que cada time tinha apenas um atleta no ataque. A Argélia pressionou por meio da bola parada em duas oportunidades, mas sem levar muito perigo. Já a Eslovênia deu trabalho ao goleiro Chaouchi apenas aos 42 minutos. O sono era grande…

No segundo tempo, a partida continuou devagar. Confesso que cheguei a cochilar por uns dez minutos, mas tenho certeza que nada de importante aconteceu neste período. O jogo permaneceu o mesmo do primeiro tempo, lento e truncado pelo meio. Sem talentos individuais, ninguém tentava um lance mais ousado. Até que o atacante argelino Ghezzal, que tinha entrado no intervalo, foi expulso por ter colocado o braço na bola (ele já tinha levado o cartão amarelo ao dar um carrinho, no início da segunda etapa).

A Eslovênia se animou e partiu pra cima. Após pressão, o capitão Koren chutou de fora da área, sem muita força. Aí o bravo goleiro argelino Chaouchi tentou encaixar, mas a bola passou ao lado de seu corpo e foi para o fundo do gol. Não fosse esta falha, teríamos mais um 0x0 na Copa.

Surpreendentemente, a Eslovênia lidera o grupo C, já que Inglaterra e Estados Unidos empataram ontem. Na próxima rodada, dia 18, os eslovenos encaram os norte-americanos em Joanesburgo. E a Argélia joga contra a Inglaterra na Cidade do Cabo.

Gana 1 X 0 Sérvia

Finalmente um jogo mais animado neste domingo. Gana e Sérvia se enfrentaram no estádio Loftus Versfeld, em Pretória, para um público de 38.833 pagantes, a maioria deles torcedores da equipe africana. Ambos os times sabiam da importância da vitória, uma vez que estão no grupo da Alemanha e precisam somar o máximo de pontos possíveis até o confronto com os tricampeões mundiais.

No primeiro tempo, a Sérvia já ameaçava. Aos 12 segundos, Pantelic viu o goleiro Kingson adiantado e arriscou de longe, mas a bola foi pra fora. Gana respondeu em seguida, em chute de Annan, que foi pela linha de fundo. Após as investidas iniciais, a seleção africana dominou o meio campo e trocava bons passes, chegando mais perto do gol adversário. Asamoah levantou a bola na área e Mensah mandou para fora. Em outra jogada aérea, Gyan quase abriu o placar.

Percebendo que estava correndo sério risco, a Sérvia reagiu. O time europeu foi ao ataque e conseguiu três conclusões perigosas, mostrando que também poderia marcar. Stankovic, principal jogador sérvio, estava apagado e só arriscou um chute aos 38 minutos.

Na segunda etapa, Gana manteve as bolas levantadas na área. Ayew (filho do maior ídolo de Gana, Abedi Pelé) tinha mais liberdade e chegava com perigo. Parecia que o gol era questão de tempo, mas os erros de finalização se repetiam e deixavam a torcida apreensiva. O time da Sérvia se defendia, com destaque para o zagueiro Vidic, do Manchester United, que estava bem no jogo. Até que, aos 29 minutos, o zagueiro Lukovic recebeu o segundo cartão amarelo e foi justamente expulso pelo árbitro argentino Hector Baldassi. Com este cenário, o técnico Radomir Antic tirou o meia Jovanovic para colocar o defensor Subotic e recompor a defesa.

Mesmo com um a menos, a Sérvia criou boas oportunidades. Em uma delas, Krasic recebeu na área e bateu forte, obrigando o goleiro Kingson a se esforçar para evitar o gol. Ivanovic, lateral direito que joga no Chelsea, avançou pela direita e quase marcou. Como quem não faz toma, aos 37 minutos, após cruzamento na área, o sérvio Kuzmanovic tocou a bola com a mão e o juiz marcou pênalti. Gyan bateu firme e fez o gol da vitória.

O gol abateu o time da Sérvia que, com um a menos, não reagiu. A torcida de Gana comemorou muito a primeira vitória de uma equipe africana na primeira Copa do Mundo realizada no continente. Para comemorar o feito, os jogadores deram uma volta no gramado com a bandeira do país. Uma cena muito legal que mostra toda a empolgação dos africanos com o Mundial.

Alemanha 4 X 0 Austrália

A Alemanha estreou na Copa 2010 mostrando porque deve ser respeitada. Mesmo tendo perdido cinco jogadores no período de preparação, o time do técnico Joachim Löw teve e melhor estreia entre os favoritos ao título. No início da partida, a Austrália até teve uma boa chance, após cobrança de escanteio. Porém, aos oito minutos, Müller foi à linha de fundo e cruzou para trás. Podolski bateu de primeira e abriu o placar para os germânicos.

Ao contrario dos outros times, a Alemanha não se acomodou. Percebendo a fragilidade do adversário, os tricampeões mundiais continuaram atacando. Com o habilidoso Ozil pelo meio e o capitão Lahm pela direita, o segundo gol era questão de tempo. E ele veio aos 26 minutos, após cruzamento de Lahm, Klose completou de cabeça para a rede, marcando seu 11º gol em mundiais.

O meio campo alemão tomava conta do jogo e os australianos não reagiam. As boas trocas de passes entre Schweinsteiger, Ozil e Müller envolviam a defesa adversária. E 2 x 0 no primeiro tempo acabou sendo pouco.

Na segunda etapa, a Austrália melhorou a marcação e conseguiu conter o ânimo alemão. Mas aos 11 minutos, o principal jogador do time, Tim Cahill, deu um carrinho por trás em Schweinsteiger e foi expulso. O que já era difícil ficou praticamente impossível. Com um homem a mais, a Alemanha voltou a dominar e marcou o terceiro gol com Müller, após ótima troca de passes.

Com a partida ganha, o técnico Joachim Löw trocou alguns jogadores. E o brasileiro Cacau entrou no lugar de Klose, para marcar em seguida após bom passe de Ozil. Com o resultado, a Alemanha assumiu a liderança do grupo D pelo saldo de gols. Porém, o mais importante foi o futebol exibido no jogo de estreia. Ao contrario dos outros favoritos como Inglaterra e Argentina, os alemães mostraram que têm um bom conjunto e podem sim brigar pelo tetracampeonato.

Aqui vale uma informação interessante: durante a transmissão da partida pelo canal SporTV, o comentarista Maurício Noriega noticiou que, em conversa com jornalistas alemães, a maioria deles disseram que o elenco gostou do corte do meio campo Michael Ballack. Segundo a imprensa alemã, ele tinha problemas com o elenco e sua saída foi benéfica para o time, que se fechou para provar que pode fazer uma boa campanha na África do Sul.

Na próxima sexta-feira, a Alemanha enfrenta a Sérvia em Porto Elizabeth, enquanto a Austrália encara Gana em Rustemburgo, no sábado.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

A grande Final da UEFA Champions League aconteceu no dia 22 de maio. Mais uma vez, foi uma festa belíssima e uma lição de marketing para os organizadores do futebol nacional e latino-americano.

Pra começar, durante a semana, mini-eventos com ex-jogadores aconteceram em Madri. Em um deles, simplesmente Zinedine Zidane esteve presente, ministrando aulas para crianças. Uma coisa simples que já atrai a atenção da mídia e do público para o local do jogo.

No dia da partida, o Santiago Bernabéu estava lotado, com 75.000 pessoas.  Uma cerimônia de abertura, com música típica e dançarinas espanholas, embelezou ainda mais o gramado. Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de produtos destinados à final, como cachecóis e camisas com a data da partida.

O que pretendo mostrar aqui é como o marketing esportivo pode ir além do patrocínio nas camisas dos times. Quando uma entidade pensa no benefício do evento e dos clubes, pode transformar um jogo importante em um evento altamente diferenciado.

A grande virada na UEFA Champions League aconteceu em 1992, quando o formato da competição mudou e a final passou a ser em jogo único. Com isso, cada ano uma cidade diferente sedia a partida, criando enorme expectativa nos clubes participantes. O famoso hino da Champions também surgiu neste ano e se tornou um símbolo do mais importante campeonato de clubes do mundo. Quem não se arrepia ao ouvir aquela ópera antes do jogo, hein?

É claro que este formato de final única não funcionaria na América Latina, até porque as torcidas não têm condições de se locomover do Brasil até o Equador, por exemplo. No entanto, ficam as lições de como é possível aproveitar um momento especial de um campeonato para torná-lo inesquecível para torcedores e amantes do futebol. E ainda lucrar um bom dinheiro com isso. Nesse caso, o jogo de futebol é apenas mais um atrativo.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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PAÍS: África do Sul
NOME DA CONFEDERAÇÃO: South African Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
APELIDO: Bafana Bafana
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
2 (1998 e 2002)
RESULTADOS: Nos dois mundiais disputados, os sul-africanos foram eliminados na fase grupos.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Por ser o país-sede, a África do Sul se classificou automaticamente, sem disputar as eliminatórias africanas.
DESTAQUE DO TIME: Steven Pienaar (meio-campo do Everton, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Mesmo com toda a empolgação da torcida, a África do Sul caiu em uma chave difícil. Somando isso com a inexperiência da equipe, as chances de avançar às oitavas-de-final são mínimas.

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PAÍS: França
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Française de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1919
APELIDO: Les Bleus
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 12 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Campeã em 1998, vice-campeã em 2006, quarta colocada em 1982 e terceira colocada em 1986.
COMO SE CLASSIFICOU PARA  2010: Só conseguiu a vaga na repescagem da Europa, após vencer a Irlanda.
DESTAQUE DO TIME: Franck Ribéry (meio-campo do Bayern de Munique, da Alemanha)
TREINADOR ATUAL: Raymond Domenech (França)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Com um elenco altamente qualificado, a França ainda vive uma sindrome da dependência de seu maior jogador na história, Zinedine Zidane. Após a aposentadoria do craque, a equipe ainda não conseguiu  encontrar um jogador que comande o time dentro de campo e que faça a diferença. Pode ser uma boa chance de Franck Ribéry mostrar seu valor. As chances de chegar às semifinais são grandes.

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PAÍS: México
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federación Mexicana de Fútbol Asociación
ANO DE FUNDAÇÃO: 1927
APELIDO: El Tricolor
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 13 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Atingiu a sua melhor posição em duas oportunidades (1970 e 1986), quando jogando em casa, chegou às quartas-de-finais. Em outras quatro oportunidades (1994, 1998, 2002 e 2006) avançou até às oitavas-de-final.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Não fez boa campanha nas eliminatórias da CONCACAF, mas conseguiu a classificação pois teve saldo de gols maior que a Jamaica.
DESTAQUE DO TIME: Cuauhtémoc Blanco (atacante do Veracruz, do México)
TREINADOR ATUAL: Javier Aguirre (México)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Depois de quatro Copas consecutivas, a Seleção Mexicana passou por uma reformulação e alguns jovens talentos surgiram, como por exemplo o meia Giovanni dos Santos, que atualmente defende o Galatasaray, da Turquia. Com a base formada por jovens e complementada pela experiência dos veteranos Rafael Márquez e Blanco, o México brigará com o Uruguai por uma vaga no Grupo A. Se avançar, pode até aspirar uma vaga nas quartas-de-final.

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PAÍS: Uruguai
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Asociación Uruguaya de Fútbol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1923
APELIDO: La Celeste Olímpica
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 10 (1930, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1986, 1990 e 2002)
RESULTADOS: Bicampeã mundial (1930 e 1950), a Seleção Uruguaia conquistou o quarto lugar em duas oportunidades (1954 e 1970), chegou às quartas-de-final em 1966 e duas vezes às oitavas (1986 e 1990).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Só conquistou a vaga no mundial na repescagem, quando venceu o confronto com a Costa Rica.
DESTAQUE DO TIME: Diego Forlán (atacante do Atlético de Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Oscar Tabárez (Uruguai)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Celeste não consegue emplacar uma campanha razoável desde a Copa de 90. De lá para cá muita coisa mudou e hoje o elenco está mais qualificado, mas nada que possa fazer frente para grandes potências do futebol. O capitão e zagueiro Diego Lugano é um dos pilares da equipe, além de demonstrar a famosa raça uruguaia, algo que pode servir como diferencial no mundial. Tem chances de se classificar no Grupo A (lutará com o México) e dependendo do adversário das oitavas-de-final (caso chegue lá), pode até sonhar com as quartas-de-final.

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