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Posts Tagged ‘Velho Continente’

O novo treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes, foi apresentado oficialmente hoje no Rio de Janeiro e logo de cara já fez sua primeira convocação, visando o jogo contra os Estados Unidos, no próximo dia 10 de agosto, em Nova Jersey. Como era esperado, o técnico reciclou completamente a equipe, abriu espaços para os jovens e deixou de lado a maioria dos jogadores que disputaram a última Copa do Mundo.

Acatando ordens da CBF e, principalmente, do torcedor brasileiro que clamava por mudança, Mano Menezes fez o que dele se esperava. A média de idade da atual Seleção Brasileira é de 23,1 anos, bastante inferior a da equipe que disputou o último Mundial, que era de 29,3 anos. O MFC considerou a lista positiva (veja abaixo uma análise dos selecionados) e agora é a hora dos jovens mostrarem serviço com a camisa brasileira. Os únicos remanescentes do fracasso brasileiro na África do Sul são os também jovens Ramires, Thiago Silva, Daniel Alves e Robinho.

Para o gol, o treinador convocou Victor, do Grêmio, Jefferson, do Botafogo, e Renan, do Avaí. Três boas escolhas. O goleiro gremista vem se destacando há um bom tempo e deveria ter ido à Copa do Mundo. Mesmo aos 27 anos, essa é uma idade madura para um goleiro. Jefferson e Renan foram as surpresas. Através do goleiro, o Botafogo conseguiu colocar um jogador no selecionado brasileiro após 12 anos, já que os últimos que jogaram pela Seleção e atuavam com a camisa do alvinegro foram o atacante Bebeto e o zagueiro Gonçalves, em 1998. Renan, o mais jovem dos três, vem apresentando muita qualidade no Campeonato Brasileiro e, mesmo ainda tendo muito a aprender, já demonstra ser um goleiro seguro e com um bom futuro pela frente.

Nas laterais, os escolhidos foram Daniel Alves, do Barcelona, Rafael, do Manchester United, André Santos, do Fenerbahçe, e Marcelo, do Real Madrid. Na direita, boas escolhas. Maicon é sem dúvidas o melhor lateral-direito do mundo, mas é importante testar outras peças. Daniel Alves é titular do Barcelona, já demonstrou potencial e deve ser o titular no amistoso. Rafael, por sua vez, tem apenas 20 anos, saiu do Fluminense muito cedo e, aos poucos, vem ganhando confiança na Inglaterra.

Marcelo fez o mesmo caminho. Saiu das Laranjeiras, tem 22 anos, e é titular do Real Madrid. Além disso, poderia ter ido à Copa como titular, não fosse a teimosia de Dunga. O caso de André Santos é um pouco mais complicado. Antes homem de confiança de Dunga, o lateral se envolveu em um escândalo sexual na Turquia e perdeu seu espaço. Entretanto, Mano Menezes o conhece bem dos tempos de Corinthians e lhe deu uma nova chance.

No setor defensivo, os selecionados foram os zagueiros Henrique, do Racing Santander, Thiago Silva, do Milan, Réver, do Atlético-MG, e David Luís, do Benfica. Henrique foi muito bem pelo Coritiba, chegou ao Palmeiras e também fez bons jogos, até que foi vendido ao Barcelona, que o emprestou ao Racing Santander. Zagueiro clássico e seguro que pode ajudar o Brasil. Thiago Silva dispensa apresentações, esteve na Copa do Mundo como reserva, mas já é titular do Milan e parece ser nosso melhor defensor da lista.

O zagueiro Réver é uma incógnita. Após fazer boas temporadas pelo Grêmio, o jogador foi vendido ao Wolfsburg, da Alemanha, mas não disputou um jogo sequer com a camisa do clube alemão, até ser cedido ao Atlético-MG, clube pelo qual o defensor se apresentará esta semana. Mano confia nele e o conhece desde a época do Grêmio, mas existem outros atletas no mercado mais qualificados que ele.  Desconhecido da grande maioria dos brasileiros, o zagueiro David Luís também foi lembrado. Jovem jogador do Benfica, o atleta começou a carreira no Vitória, da Bahia, e também passou pelas divisões de base da Seleção Brasileira. Uma boa aposta.

No meio de campo, os nomes agradaram. O volante Lucas, do Liverpool, tem bom desempenho na Europa e também pela Seleção, já que participou dos Jogos Olímpicos, em 2008. Ramires continuou na equipe brasileira, já que foi um dos poucos que se destacou no Mundial e vem jogando bem pelo Benfica. Carlos Eduardo, do Hoffenheim, da Alemanha, também foi lembrado. O jogador atuou sob o comando de Mano Menezes no Grêmio e já fez três boas temporadas pelo clube alemão. Paulo Henrique Ganso, do Santos, dispensa comentários e, novamente, não fosse a teimosia do antigo treinador, era nome certo no time que foi à África do Sul. Sandro, do Internacional, e Hernanes, do São Paulo, já demonstram há um bom tempo serem jogadores maduros e que, ao que tudo indica, terão lugar cativo na Seleção Brasileira daqui pra frente.

Outro ‘desconhecido’ do povo brasileiro é o meia Ederson, do Lyon. O paulista começou sua carreira no Rio Grande do Sul, com passagens pelo RS Futebol, Internacional e Juventude, indo depois para o time francês. Titular absoluto e camisa 10 do Lyon, o jogador mereceu a chance muito pela boa campanha na Liga dos Campeões. Talvez o único nome pouco entendido foi o de Jucilei, do Corinthians. Mesmo sendo um bom jogador e versátil nos mais variados esquemas, o corintiano é reserva na equipe que Mano Menezes comandou até ontem, portanto, o mais sensato seria convocar o volante Elias, que se destaca há um bom tempo e que é o titular da posição no ex-clube do atual treinador do Brasil.

No ataque, ótimas apostas. O trio do Santos (Neymar, André e Robinho) fez um primeiro semestre incrível e virou manchete em todo o mundo. Robinho, mesmo jovem, já é bastante experiente. Já se demonstrou mais maduro durante a Copa do Mundo e, daqui para frente, será um dos líderes desta equipe. Neymar é outro que dispensa comentários e também deveria ter ido ao Mundial. André, companheiro dos dois no alvinegro praiano, pode ser considerado uma surpresa, mas o seu faro de gol e oportunismo já fez com que o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, apostasse em seu talento e levasse mais uma joia do futebol brasileiro para o Velho Continente.

Aos 20 anos, Alexandre Pato, do Milan, é outro que despontou muito cedo no futebol, foi vendido ao Milan e atualmente é titular do time italiano. O mais velho dos atacantes é Diego Tardelli, do Atlético-MG, que há muitas temporadas demonstra ser um artilheiro nato e que chegou a ficar na lista de espera de Dunga para a Copa do Mundo.

Num modo geral, a convocação de Mano Menezes foi satisfatória. Dos 24 jogadores convocados, apenas cinco têm idade superior a 25 anos, o que é algo importante. Além disso, outros sete atletas possuem idade olímpica, outro adendo importante, já que daqui a dois anos acontecerá as Olimpíadas de Londres. O trabalho será árduo, mas com tantos talentos, basta Mano Menezes ser sensato, chamar quem realmente merece ir e que não convoque este ou aquele por afinidade ou lealdade, como vimos recentemente.

E você torcedor, o que achou da lista? Quem você colocaria? Quem tiraria? A convocação foi justa? Opine!

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A Copa do Mundo vai afunilando e agora só restam oito equipes em busca da taça mais almejada do Planeta. Mesmo sem muita emoção, o Mundial vai apresentando alguns destaques pouco a pouco. Enquanto grandes seleções como França, Inglaterra e Itália decepcionaram e ficaram pelo meio do caminho, outras europeias seguem firmes como Espanha, Alemanha e Holanda.

Porém, o grande destaque positivo até aqui são as equipes sul-americanas. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai não brilharam ainda, mas também não fizeram feio. Os quatro representantes da América do Sul representam 50% das finalistas do torneio e ainda entraram para a história como a única vez que os sul-americanos terão mais times que os europeus nesta fase de mata-mata.

Isso é notório, já que argentinos e brasileiros, em maior escala e paraguaios e uruguaios, em menor, exportam inúmeros talentos para o futebol europeu todos os anos. E essa prática vem sendo negativa para as grandes potências do mundo. Enquanto sul-americanos fazem bonito lá fora, poucos talentos nascem e enfraquecem gradativamente as equipes do Velho Continente.

Mesmo com a crise que afeta muitos países da América do Sul, esse cenário é inédito numa Copa do Mundo e prova mais uma vez o valor do futebol sul-americano. Se tudo continuar correndo bem, na melhor das hipóteses, podemos ver quatro times do nosso continente nas semifinais da competição, transformando o rico Mundial em uma Copa América com grife. Argentina e Brasil enfrentam Alemanha e Holanda, respectivamente. Os dois gigantes do futebol devem ter muitas dificuldades, mas é bem provável que avancem.

O Uruguai, um gigante adormecido que acordou depois de mais de 40 anos, parece forte e lutará num duelo equilibrado contra Gana, a sensação africana. Já o Paraguai, que fez história ao chegar pela primeira vez nas quartas de final na história, terá mais trabalho para chegar à próxima fase. Jogará contra a antes favorita Espanha e terá que suar muito para triunfar novamente e entrar de vez para a história das Copas do Mundo.

Independente do que aconteça daqui para frente, o futebol sul-americano já merece um capítulo inteiro na história dos mundiais. Se as seleções não jogam um futebol primoroso, vêm demonstrando a tradicional garra, fibra e habilidade da América do Sul. A história está nas mãos de argentinos, brasileiros, paraguaios e uruguaios.

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Denílson

Denílson foi revelado pelo São Paulo e estreou na equipe profissional com apenas 17 anos, em 1994. Era a grande aposta da diretoria são paulina graças a sua habilidade e total facilidade com a bola nos pés. Após ter sido campeão da Copa Conmebol, em sua primeira temporada na equipe de cima, dirigentes brasileiros e principalmente europeus conheceram Denílson e seus fantásticos dribles. Foi convocado para a Seleção Brasileira ainda novo e atuar em um clube do Velho Continente se tornava obsessão para o atleta e principalmente para o São Paulo, que já vislumbrava os milhões de dólares que receberia na venda de seu maior pupilo da década.

E isso realmente aconteceu. Em 1998, Denílson foi vendido ao Real Betis, da Espanha, por US$ 32 milhões, na época, a maior e mais lucrativa venda de um jogador de futebol brasileiro em todos os tempos. As duas partes saíram completamente satisfeitas. O menino pobre nascido em Diadema se encaminhava para virar uma lenda no futebol, conheceria a Europa e nadaria em rios de dinheiro. O São Paulo, que não andava bem na parte financeira, se orgulhava por ter apresentado Denílson para o futebol e ainda conseguiria saldar dívidas e até reformar o Estádio do Morumbi. História perfeita para as duas partes, certo? Não. Os anos se passaram e provaram o contrário.

Nas cinco temporadas que atuou no Tricolor, Denílson viveu o melhor momento de sua carreira. Depois de sua venda para o Betis as coisas mudaram e foram, pouco a pouco, acontecendo de uma maneira impensada por todos no meio do futebol. O jogador saiu da Espanha, foi para o Flamengo e não deu certo numa equipe cheia de estrelas. Voltou para o Betis e a partir daí, começou a rodar o mundo e ver sua carreira indo por água abaixo. Passou pelo francês Bordeaux, pelo saudita Al Nassr, pelo americano Dallas e dez anos após ter saído do Brasil, no ano passado, Denílson retornou e jogou com a camisa do Palmeiras. Também não rendeu o esperado e logo saiu. Foi para o Itumbiara e o final foi o mesmo.

Hoje, Denílson foi apresentado como novo reforço do Xi Mang Hai Phong, do Vietnã. Você acredita? É difícil de pensar que um jogador que, ainda garoto, encantava com suas jogadas de classe, tenha ganhado muito dinheiro – talvez essa seja a opinião de muitas pessoas para crer que a carreira de Denílson foi um sucesso – e hoje, aos 31 anos, ainda novo para o futebol, o meia-atacante praticamente encerra sua carreira de uma forma melancólica em um time completamente inexpressivo do desconhecido futebol vietnamita.

Qual a explicação para um final ‘trágico’ como esse? Denílson teve tudo e todos ao seu lado durante os quase 15 anos no futebol, mas com a fama criada de baladeiro e mulherengo, perdeu a confiança e possivelmente a carreira, por não tratar o futebol como profissão e sim como diversão. Afinal, alguém se lembra que ele já foi campeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo de 2002?

E você torcedor, o que pensa sobre a carreira de Denílson? Quais os motivos para inúmeros retrocessos? Opine!

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