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Posts Tagged ‘UEFA Champions League’

Por: Erik Rodrigues*

Eslováquia 0 X 2 Paraguai

Eslováquia e Paraguai se enfrentaram pela segunda rodada do grupo F em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, no estádio Free State, em Bloemfontein. Os paraguaios vinham de um bom empate na estreia contra a Itália. Os eslovacos também empataram na primeira rodada, com a Nova Zelândia. A novidade no time sul-americano era a escalação de mais um atacante, Roque Santa Cruz.

E a mudança surtiu efeito logo de cara, pois o time do técnico Gerardo Martino começou o primeiro tempo no ataque. Roque Santa Cruz arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e o goleiro Mucha teve de se esforçar para fazer a defesa.

E este seria o panorama da primeira etapa, com domínio total dos paraguaios. A Eslováquia não arriscava e formava um paredão para evitar o gol do adversário. O Paraguai partia para cima com Riveros, Lucas Barrios e Nelson Valdez, mas a bola não entrava.

Até que aos 28 minutos, o zagueiro Skrtel falhou e a bola ficou com Barrios, que passou para Vera bater de primeira e abrir o placar. O gol fez justiça ao time que procurou mais o ataque. Mas os eslovacos acordaram e ao menos demonstravam mais vontade, mesmo errando muitos passes. Tanto que aos 37 minutos, a equipe da Europa conseguiu dar uma cabeçada ao gol, com Salata.

No segundo tempo, o Paraguai se acomodou com a vantagem e ficou esperando as chances de contra-ataque aparecerem. E não havia com o que se preocupar, pois a Eslováquia tinha como principal adversária sua própria dificuldade técnica. Mesmo em ritmo mais lento, os paraguaios chegavam com mais perigo e estavam próximos do segundo gol.

E ele veio aos 41, após confusão na área entre Da Silva e Cardozo. A bola sobrou para Riveros que, da entrada da área, chutou forte no canto direito, sem chances para o goleiro Mucha. Com o resultado, o Paraguai chegou a quatro pontos e só precisa de um empate contra a Nova Zelândia, no dia 24, em Polokwane, para ficar em primeiro no grupo. Já a Eslováquia precisa vencer a atual campeã do mundo, Itália, também na quinta-feira, em Joanesburgo.

Itália 1 X 1 Nova Zelândia

Também pelo grupo F, Itália e Nova Zelândia jogaram pela segunda rodada, em Nelspruit. Os italianos queriam se recuperar do empate na estreia contra o Paraguai. Já os neozelandeses vinham empolgados com o empate na partida inicial contra a Eslováquia, conquistado de forma emocionante no final do jogo.

A partida começou truncada, com o time da Nova Zelândia marcando forte e diminuindo os espaços. E no segundo ataque dos “All Whites”, a surpresa: após cobrança de falta no lado esquerdo, Reid desviou, Cannavaro ajeitou sem querer e Smeltz, impedido, abriu o placar.

O gol deixou os italianos atônitos, tanto no campo quanto nas arquibancadas. Daí em diante, o jogo foi ataque contra defesa. Porém, com um time sem inspiração e talentos individuais, a Itália insistia em uma única jogada, a bola aérea para seus atacantes.

Aos 16 minutos, a “Azzurra” teve boa chance com Chiellini, mas o zagueiro não soube aproveitar. Na base da pressão, Zambrotta e Montolivo arriscaram de fora da área, mas sem sucesso. Com quase todo o time na defesa, a Nova Zelândia chamava os italianos para seu campo e as chances de gol aumentavam.

Tanto que aos 28 minutos, Criscito cruzou para a área e o volante Smith puxou De Rossi pela camisa. Um lance polêmico, mas o árbitro marcou pênalti, convertido por Iaquinta. Com o empate, a Itália buscou a virada, sempre com bolas aéreas ou chutes de longe. Porém, o máximo que conseguiu foi consagrar o goleiro Paston.

Na segunda etapa, o técnico Marcello Lippi trocou o discreto Gilardino por Di Natale. E logo no início ele bateu de primeira, exigindo boa defesa de Paston. Camoranesi, que também entrou no time, ajudava no toque de bola do meio campo, mas sem muita objetividade.

O drama italiano continuou o mesmo. Os europeus pressionavam com bolas erguidas na área e chutes de longe, mas sem sucesso. A ameaça de um novo empate fazia com que os jogadores tentassem resolver as jogadas sozinhos. Mas a baixa qualidade técnica da equipe ficava evidente a cada minuto passado.

Em raro momento de ousadia, a Nova Zelândia foi ao ataque pela esquerda. O meio campo Wood driblou Cannavaro com facilidade e bateu cruzado, assustando o goleiro Marchetti e os torcedores italianos. Mas o empate persistiu até o final.

O resultado deixa o time de Marcello Lippi em situação complicada, com apenas dois pontos em dois jogos. Na próxima rodada, a Itália joga sua sobrevivência no Mundial contra a Eslováquia, dia 24, em Joanesburgo, e precisa da vitória. A Nova Zelândia, também com dois pontos, encara o líder Paraguai no mesmo dia, em Polokwane.

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil e Costa do Marfim entraram em campo pela segunda rodada do grupo G. Os brasileiros venceram a Coreia do Norte na estreia e queriam o triunfo para garantir uma vaga. Já os marfinenses buscavam os primeiros três pontos no torneio. A seleção “Canarinho” escalou os mesmos jogadores da última partida. No time do técnico Sven-Göran Eriksson, a novidade era o atacante Didier Drogba, que começou como titular.

Logo no início, Kaká  mostrou que estava a fim de jogo e tabelou com Robinho. A bola ficou com o jogador do Santos que, mesmo com Kaká e Luis Fabiano bem posicionados, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Barry. No entanto, a Costa do Marfim dominou os 15 minutos seguintes, não dando espaço para o time brasileiro elaborar as jogadas ofensivas.

O domínio dos “Elefantes” não resultava em conclusões a gol. O jogo ficou devagar, com a equipe de Dunga se defendendo e tentando o contra-ataque. Mas os erros de passe de seus meio-campistas não permitiam que as jogadas evoluíssem.

Aí, entrou em cena o talento e a movimentação de Kaká, que tantos esperavam. Em jogada pelo meio, ele tocou para Luis Fabiano, que devolveu de calcanhar e avançou. O meia do Real Madrid segurou um pouco e, no momento certo, lançou o centroavante brasileiro. Mesmo sem muito ângulo, o “Fabuloso” encheu o pé e abriu o placar.

O gol não melhorou o desempenho do Brasil, que continuou errando passes na intermediária. A Costa do Marfim, de forma contida, partiu para o ataque. Mas aí, o setor mais sólido do time brasileiro apareceu. Lúcio, Juan e Maicon evitaram que os adversários conseguissem uma conclusão mais perigosa ao gol de Júlio César. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segundo etapa, nada de alterações. O time africano apertou a marcação e, mais uma vez, o Brasil não conseguia sair jogando. Até que Luis Fabiano, em dia inspirado, fez uma jogada bem ao seu estilo. Em uma mistura de trombada e habilidade, o atacante encarou a defesa marfinense e, usando os braços, saiu na cara do gol e bateu de pé esquerdo no canto de Barry.

O tento parece ter dado tranquilidade ao time de Dunga, que começou a encontrar espaços para trocar passes. A Costa do Marfim acusou o golpe e continuou sem ameaçar a meta brasileira. E, aos 17 minutos, esta superioridade se converteu no terceiro gol. Kaká, que voltou com mais disposição e atacando pelo lado esquerdo (como em seus bons tempos de Milan), levou a bola até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Elano se antecipou à marcação e tocou para o fundo do gol.

Aos 33 minutos, a Costa do Marfim diminuiu com seu principal jogador, Drogba. O badalado atacante foi, mais uma vez, anulado por Lúcio, assim como o zagueiro brasileiro tinha feito pelas oitavas de final da UEFA Champions League deste ano. Mas encontrou um buraco na defesa brasileira e deixou seu gol.

Os marfinenses então passaram a apelar para a agressão. Sem espaço para avançar com perigo, distribuíram pancadas em Kaká, Luis Fabiano, Michel Bastos e Elano (que sentiu uma dividida e fui substituído por Daniel Alves). Aqui vale o registro para a omissão do árbitro francês Stephane Lannoy. O juiz literalmente deixou “o pau quebrar” em campo. Yaya Touré e Keita batiam em quem aparecesse pela frente

O nervosismo tomou conta dos brasileiros, que passaram a revidar. Para se ter uma ideia da raiva brasileira, Kaká levou dois amarelos e foi expulso. Com isso, o meia está fora do próximo jogo. Depois da confusão, o Brasil tocou a bola e esperou o final da partida.

Com seis pontos em dois jogos, o Brasil está classificado para a próxima fase da Copa do Mundo e aguarda apenas para saber se ficará em primeiro ou segundo lugar. No próximo dia 25, em Durban, o time brasileiro joga contra Portugal. A Costa do Marfim enfrenta a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

A grande Final da UEFA Champions League aconteceu no dia 22 de maio. Mais uma vez, foi uma festa belíssima e uma lição de marketing para os organizadores do futebol nacional e latino-americano.

Pra começar, durante a semana, mini-eventos com ex-jogadores aconteceram em Madri. Em um deles, simplesmente Zinedine Zidane esteve presente, ministrando aulas para crianças. Uma coisa simples que já atrai a atenção da mídia e do público para o local do jogo.

No dia da partida, o Santiago Bernabéu estava lotado, com 75.000 pessoas.  Uma cerimônia de abertura, com música típica e dançarinas espanholas, embelezou ainda mais o gramado. Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de produtos destinados à final, como cachecóis e camisas com a data da partida.

O que pretendo mostrar aqui é como o marketing esportivo pode ir além do patrocínio nas camisas dos times. Quando uma entidade pensa no benefício do evento e dos clubes, pode transformar um jogo importante em um evento altamente diferenciado.

A grande virada na UEFA Champions League aconteceu em 1992, quando o formato da competição mudou e a final passou a ser em jogo único. Com isso, cada ano uma cidade diferente sedia a partida, criando enorme expectativa nos clubes participantes. O famoso hino da Champions também surgiu neste ano e se tornou um símbolo do mais importante campeonato de clubes do mundo. Quem não se arrepia ao ouvir aquela ópera antes do jogo, hein?

É claro que este formato de final única não funcionaria na América Latina, até porque as torcidas não têm condições de se locomover do Brasil até o Equador, por exemplo. No entanto, ficam as lições de como é possível aproveitar um momento especial de um campeonato para torná-lo inesquecível para torcedores e amantes do futebol. E ainda lucrar um bom dinheiro com isso. Nesse caso, o jogo de futebol é apenas mais um atrativo.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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O Bayern de Munique venceu a primeira partida da semifinal da UEFA Champions League contra o Lyon por 1 a 0, na semana passada. A vantagem era mínima e mesmo jogando pelo empate, o time alemão mandou no jogo e venceu por 3 a 0, com três gols do croata Ivica Olic.

Jogando no estádio Gerland, em Lyon, os comandados de Louis Van Gaal foram melhores em campo desde o começo, tanto que o Bayern perdeu um gol feito nos primeiros minutos, mas mesmo assim não desistiu de atacar. Mesmo sem Ribéry, expulso no último jogo, o seu substituto Hamit Altintop fez um grande jogo e levou muito perigo pelo lado esquerdo do campo. Robben, destaque da equipe nas últimas fases da competição, pouco produziu durante o jogo, já que a marcação do time francês foi implacável em cima dele.

Enquanto os zagueiros do Lyon se preocupavam com Robben, Olic fez a festa. Aos 26 minutos do primeiro tempo, o croata recebeu ótimo passe dentro da área, girou e marcou o primeiro. Alguns minutos depois o Lyon teve uma das únicas chances no jogo, mas o brasileiro Michel Bastos perdeu gol incrível.

Na segunda etapa, Olic continuou fazendo a diferença. O croata sofreu uma falta do zagueiro Cris, lance que ocasionou a expulsão do brasileiro, deixando o caminho ainda mais livre para a vitória alemã. Aos 22 minutos, o atacante recebeu precioso passe na esquerda, invadiu a área e anotou o segundo do Bayern. Onze minutos depois, Olic fechou o placar marcando um gol de cabeça, o terceiro da equipe bávara no jogo, o terceiro de Olic na partida. Com os três gols anotados hoje, Olic chegou à vice-liderança na artilharia da Champions League, com sete gols no certame, um a menos que o argentino Messi, do Barcelona.

Depois de nove anos, o Bayern de Munique volta a decidir a decisão do principal torneio de clubes do mundo. Tetracampeão europeu, os alemães conquistaram o título na última vez que disputaram a final, na temporada 2000/2001, quando venceram o Valência nos pênaltis. Amanhã os alemães conhecerão o adversário da decisão, que sairá do jogo entre Barcelona e Internazionale.

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Desde o começo da UEFA Champions League 2008/2009, o Manchester United era apontado como o grande favorito para conquistar o bi-campeonato.

 

Pouco a pouco, os Diabos Vermelhos vão confirmando as opiniões dos especialistas e agora a equipe de Sir Alex Ferguson está a um empate de chegar pela quarta vez na história a uma final da competição de clubes mais importante do Mundo.

 

Jogando em Old Trafford, o Manchester venceu o rival Arsenal por 1X0, com gol do lateral direito O’Shea, aos 17 minutos do primeiro tempo. Na próxima terça-feira, as duas equipes disputarão a partida de volta no Emirates Stadium, em Londres. Os Diabos Vermelhos jogarão pelo empate para garantir uma das vagas na grande decisão no estádio Olímpico de Roma, em 27 de maio.

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