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Posts Tagged ‘Socceroos’

Estados Unidos 1 X 0 Argélia

Os norte-americanos começaram a partida contra a Argélia na segunda posição do grupo C. Dependendo apenas de suas próprias forças para chegar às oitavas de final, nenhum jogador dos Estados Unidos imaginava o sofrimento e a dramaticidade que o confronto contra a inexperiente seleção africana teria. Depois de tanto tentar durante os 90 minutos, os ‘Yankees‘ conseguiram o gol da classificação na bacia das almas e venceram por 1 a 0, terminando na primeira posição da chave. Assim, os Estados Unidos chegam às oitavas de final pela terceira vez em Copas do Mundo, as outras aconteceram em 1994 e 2002.

Novamente a equipe do técnico Bob Bradley provou ter qualidades, assim como já havia demonstrado na Copa das Confederações, em 2009, e também nas outras partidas deste Mundial. Mas curiosamente, a primeira grande chance do jogo foi da equipe africana. Aos cinco minutos, Rafik Djebbour recebeu a bola na entrada da área e mandou uma bomba, que explodiu no travessão do goleiro Tim Howard. No minuto seguinte, os norte-americanos responderam com chute de Hercules Gomez, mas o goleiro M’Bolhi fez sua primeira boa defesa no jogo.

Melhor em campo, os Estados Unidos ficavam grande parte do tempo com a bola nos pés. Aos 19, aconteceu um lance polêmico. Num bate-rebate na entrada da área argelina, dois americanos foram derrubados, o árbitro aplicou a lei da vantagem e a bola sobrou para Gomez concluir e o goleiro defendeu. No rebote, a bola voltou para o pé do atacante e, com um chute torto, a pelota sobrou para Dempsey, que fez o gol. Porém, o juiz Frank De Bleeckere, da Bélgica, viu o assistente assinalar impedimento e invalidou o gol dos Estados Unidos. É óbvio que a decisão criou muita polêmica e reclamações.

Aos 34, Landon Donovan deu ótimo passe para Altidore, que invadiu a área e obrigou o goleiro a realizar outra defesa. No minuto seguinte, outro lance perigoso. O craque norte-americano tabelou com Bradley e tocou por cima na saída de M’Bolhi. A bola sobrou e Altidore e Donovan foram com tanta gana para o lance, que nenhum dos dois conseguiu concluir. Depois de ser pressionada por muito tempo, a Argélia saiu de trás e criou boas oportunidades nos minutos finais da primeira etapa, mas a falta de pontaria impediu que o gol saísse.

Na segunda etapa, a pressão dos Estados Unidos continuou. Aos 11, Altidore fez ótima jogada pela esquerda, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Dempsey, que invadiu a área e chutou forte. A bola bateu na trave e sobrou para ele, que errou a conclusão novamente. Com a falta de pontaria dos centroavantes, o treinador dos ‘Yankees‘ colocou o brasileiro naturalizado norte-americano, Benny Feilhaber. Logo que entrou, o jovem fez linda jogada pela direita, passou por três marcadores e só parou com outra defesa do goleiro argelino. Aos 23, outra incrível chance desperdiçada. Dempsey cruzou e Edson Buddle cabeceou forte, mas M’Bolhi operou outro milagre e segurou a bola. Dez minutos depois, Michael Bradley cobrou falta e o goleiro argelino defendeu de novo. O jogo chegou aos 45 minutos e os Estados Unidos estavam se despedindo da Copa do Mundo, assim com a Argélia.

Quando o árbitro mostrou quatro minutos de acréscimo, o desespero invadiu os norte-americanos, que ainda quase sofreram um gol de cabeça, mas o goleiro Tim Howard defendeu e, rapidamente, ligou o contra-ataque. Donovan correu com a bola nos pés e deu para Altidore na direita. O atacante avançou, chutou rasteiro e o goleiro espalmou. No rebote, o próprio Donovan bateu e marcou o gol da classificação, aos 46 minutos da etapa final.

O jogo foi emocionante, com a Seleção Norte-Americana altamente superior, mas que esbarrou inúmeras vezes no bom goleiro da Argélia. Enquanto a seleção africana está eliminada, os norte-americanos além de obterem a vaga na próxima fase, ainda conseguiram se classificar na primeira posição do grupo C, já que fizeram dois gols a mais que a Inglaterra.

Eslovênia 0 X 1 Inglaterra

Os ingleses desembarcam na África do Sul prometendo boa campanha e sendo apontada como uma das favoritas ao título. Entretanto, com o fraco futebol apresentado nas duas rodadas iniciais, o que era confiança virou pessimismo e a classificação às oitavas de final ficou ameaçada. Para evitar o vexame, o ‘English Team‘ precisava vencer a Eslovênia, até então líder do grupo C. Com um desempenho um pouco superior, a Inglaterra venceu por 1 a 0 e terminou na segunda colocação da chave, carimbando o passaporte para a próxima fase.

O vencedor técnico Fabio Capello resolveu remodelar a escalação de sua equipe para não correr riscos. Tirou o zagueiro Carragher e deu a titularidade para Upson. Fez o mesmo com Milner no lugar de Lennon e com Defoe na vaga de Heskey. Porém, manteve Joe Cole, bom meia do Chelsea, no banco de reservas. De qualquer forma, o treinador fez seu time melhorar, já que desde o início do jogo os ingleses mandavam no meio campo e não davam espaços para os eslovenos. O chamado ‘dedo do técnico’ fez efeito aos 22 minutos, quando Milner avançou pela direita e cruzou a bola para a área. O atacante Jermain Defoe antecipou a zaga e mandou a bola para o fundo do gol, abrindo o placar.

Aos 29, quase a Inglaterra ampliou. Defoe chutou forte e goleiro Handanovic fez boa defesa. A bola sobrou no pé de Rooney, que entre três marcadores, achou o meia Gerrard, que bateu de primeira e obrigou o arqueiro a intervir novamente. Com a mudança de postura tática, os ingleses jogaram bem no primeiro tempo, com Rooney mais solto, trocando bons passes com Defoe e Gerrard.

O primeiro lance de perigo na segunda etapa veio aos 11 minutos, numa forte cabeçada de John Terry e ótima defesa de Handanovic. No minuto seguinte, Rooney recebeu a bola e, sozinho, na frente do goleiro, chutou-a na trave. Se o futebol apresentado pelo ‘English Team‘ não foi primoroso, também não deixou dúvidas quanto à superioridade ante a Eslovênia, que pouco fez durante a partida e não criou nenhuma chance real de gol.

Com o apito final do árbitro, os ingleses comemoraram a vaga nas oitavas de final e, até aquele momento, com o jogo entre Estados Unidos e Argélia empatado, os eslovenos estavam se classificando e ficaram dentro de campo esperando o jogo terminar. Com o gol norte-americano no último minuto, a Eslovênia foi eliminada da Copa do Mundo e alguns jogadores até choraram no gramado.

Austrália 2 X 1 Sérvia

O duelo decisivo entre a equipe da Oceania e os sérvios valia uma das vagas nas oitavas de final. Com o grupo D totalmente embolado, para a Sérvia bastava vencer, enquanto a Austrália precisava golear para avançar. Num jogo bom e bastante movimentado, os ‘Socceroos‘ venceram a Sérvia ‘apenas’ por 2 a 1 e as duas equipes morreram abraçadas, sendo eliminadas da Copa do Mundo.

A primeira chance do jogo saiu em uma jogada da Sérvia pela direita. Krasic avançou, entrou na área e chutou para boa defesa de Schwarzer. Aos 11, o mesmo Krasic desperdiçou outra chance. Em rápido contra-ataque, o jogador driblou o goleiro e incrivelmente chutou para fora. Mas aos 22 o que a Sérvia fez foi abusivo no quesito de perder gols. Em bola cruzada na área, Ivanovic recebeu e, sozinho, chutou forte, cara a cara com o goleiro da Austrália, que fez uma linda defesa e impediu o gol. Essas foram as principais oportunidades da primeira etapa, onde a Sérvia jogou bem e pecou demais nas finalizações. Os australianos fizeram uma apresentação tímida e se salvaram através das boas interceptações de Schwarzer.

Provando estar melhor em campo, a Sérvia voltou da mesma forma no segundo tempo, perdendo gols. Aos sete, Zigic fez linda jogada, dominou a bola na cabeça, se livrou do adversário e mandou a bola por cima da baliza. Como quem não faz toma, a Austrália começou a melhorar e levar mais perigo. Aos 13, Bresciano cobrou falta de muito longe e obrigou o goleiro Stojkovic a fazer boa defesa. Porém, aos 23 o goleiro sérvio não conseguiu evitar o pior. Wilkshire cruzou da direita e Tim Cahill, de cabeça, mandou a bola no canto, abrindo o placar. Quatro minutos depois, os ‘Socceroos‘ ampliaram. Brett Holman pegou a bola no meio, avançou um pouco e, de longe, chutou para marcar o segundo. Com o resultado, a Austrália precisava de mais dois gols para obter uma classificação heróica.

Entretanto, a equipe da Oceania perdeu poder ofensivo após abrir dois gols de diferença e a Sérvia cresceu no jogo. Aos 38, Tosic chutou de fora da área, o goleiro Schwarzer falhou e soltou a bola no pé de Pantelic, que só teve o trabalho de empurrar para a rede. Aos 41, o atacante australiano Josh Kennedy ainda jogou fora a chance de ampliar, errando a finalização na frente do goleiro adversário. A Sérvia cresceu no jogo e, se conseguisse o empate, obteria uma vaga às oitavas de final. Pressionou, tentou, avançou, mas na única chance real que teve para empatar, Pantelic isolou a bola na cara do goleiro e as chances acabaram.

Gana 0 X 1 Alemanha

Os alemães tiveram um começo arrasador no Mundial. Golearam a Austrália por 4 a 0 e terminaram a primeira rodada como grande sensação entre as favoritas ao título. Porém, dias depois a Seleção Alemã foi surpreendida e perdeu por 1 a 0 para a Sérvia, algo que já colocou a qualidade do elenco em dúvida. Para a última rodada do grupo D, os bávaros precisavam ao menos empatar com Gana para se classificar. Com ataques rápidos e insinuantes, a Alemanha venceu por 1 a 0, terminou na primeira posição e segue firme em busca do tetracampeonato. Os africanos, mesmo com a derrota, também avançaram e irão representar o continente na próxima etapa da Copa do Mundo, assim como já acontecera em 2006.

O primeiro gol da partida por pouco não saiu aos oito minutos. Lucas Podolski avançou pela esquerda e chutou cruzado para o meio da área. A bola desviou no zagueiro de Gana e tocou na trave antes de sair. A equipe africana não estava totalmente defensiva, como é costumeiro quando seleções menores enfrentam os gigantes do futebol. Os ‘Black Stars‘ não tiveram receio e também atacavam os alemães.

O jogo era lá e cá, tanto que a Alemanha perdeu uma chance incrível, aos 24. O jovem Ozil recebeu ótimo lançamento de Cacau, avançou e, de cara com o goleiro Kingson, conseguiu chutar em cima dele. O troco de Gana veio no minuto seguinte. Ayew cobrou escanteio na medida e o atacante Gyan desviou de cabeça, mas Lahm salvou a bola em cima da linha. A última oportunidade alemã na primeira etapa aconteceu aos 40 minutos. Schweinsteiger cobrou falta de longe, os vários jogadores que estavam dentro da área atrapalharam o goleiro ganense, que espalmou a bola nos pés de Ozil. O alemão chutou, mas a bola saiu por cima da meta.

No começo do segundo tempo, os africanos quase abriram o placar com Asamoah, que chutou em cima de do goleiro Neuer. Assim, o castigo veio aos 14. Müller fez boa jogada pela direita e tocou para Ozil, que ajeitou e, de esquerda, mandou um foguete para o gol. O goleiro Kingson nada pôde fazer e a Alemanha ficou em vantagem no placar. Assim, os bávaros ditaram o ritmo da partida e trocaram passes para o tempo passar. Gana ainda teve chance de empatar, mas a pontaria de seus jogadores continuou péssima e o gol não saiu.

O resultado foi benéfico para as duas equipes. A Alemanha terminou na liderança do grupo D com seis pontos (duas vitórias e uma derrota) e foi seguida por Gana, que obteve quatro pontos (uma vitória, um empate e uma derrota). Assim, os alemães vão fazer um clássico logo nas oitavas de final. A equipe do técnico Joachim Löw medirá forças com a Inglaterra, no próximo domingo (dia 27), em Bloemfontein, às 11h. Enquanto isso, os africanos enfrentarão os Estados Unidos, um dia antes, em Rustemburgo, às 15h30.

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Por: Erik Rodrigues*

Holanda 1 X 0 Japão

Os dois líderes do grupo E se enfrentaram na cidade de Durban com o objetivo de garantirem a classificação para a próxima fase. A Holanda ainda sem Robben, o principal destaque do time e o Japão com a mesma formação da partida vitoriosa contra Camarões na estreia.

Mas o que parecia uma partida fácil para os europeus acabou se tornando penoso. Com um ataque sem inspiração e com muitos toques de lado, a Holanda pouco ameaçava o gol de Kawashima. Sneijder, Van Persie e Kuyt não se entendiam e as jogadas não saiam. O Japão marcava bem no meio de campo e chegava rápido na frente, sempre com o perigoso Okubo.

Com isso, a Holanda abusava de duas armas: a bola na área e os chutes de longa distância, tentados na maioria das vezes por Sneijder. Mas a marcação dos asiáticos era implacável. Apesar de só terem 31% da posse de bola, os japoneses levavam mais perigo. Em uma boa oportunidade, Honda cabeceou perto do gol e quase fez.

Na segunda etapa, parece que as equipes lembraram que quem ganhasse a partida estaria garantido na próxima fase. A “Laranja Mecânica” voltou mais ligada e começou ameaçando com Van Persie. Os holandeses estavam melhores e pressionavam pelos lados com Kuyt e o atacante do Arsenal. O gol era questão de tempo.

Aos oito minutos, Kuyt cruzou da direita e o brasileiro naturalizado japonês, Marcos Túlio Tanaka, afastou. A bola sobrou no pé de Van Persie, que percebeu a aproximação de Sneijder e ajeitou para o camisa 10, que bateu forte no canto direito. O goleiro Kawashima caiu no canto certo, mas o efeito ‘Jabulani’ entrou em cena e a pelota fez uma curva. O arqueiro japonês ainda espalmou, mas não conseguiu impedir o gol.

Com 1 a 0 no placar, a Holanda parou e privilegiou a marcação ao adversário. O Japão partiu pra cima e deu trabalho para o goleiro Stekelenburg, em dois bons chutes de Okubo. Mas também foi só, pois o time asiático temia os contra-ataques holandeses. O atacante Elia e o meia Affelay entraram no time e deram mais movimentação na frente aos holandeses. Porém, não conseguiram converter em gols as boas oportunidades criadas.

Com o resultado, a Holanda garantiu uma das vagas do grupo E. Na próxima rodada, dia 24, os holandeses encaram Camarões na Cidade do Cabo, enquanto o Japão enfrenta a Dinamarca em Rustemburgo, na briga pela segunda vaga do grupo.

Austrália 1 X 1 Gana

Pelo grupo D do Mundial, Gana e Austrália se enfrentaram na cidade de Rustemburgo. O que tinha tudo para ser um jogo morno e sem atrativos, acabou se tornando uma partida bastante movimentada.

Precisando se recuperar da goleada sofrida na estreia, a Austrália iniciou a partida no ataque. As investidas de Kewell pela esquerda levavam perigo ao gol de Kingson. A pressão deu resultado aos 11 minutos, quando Bresciano bateu falta e o goleiro ganês soltou a bola nos pés de Holman, que empurrou para as redes. Aí, aconteceu o que tem sido rotina nesta Copa do Mundo. Após fazer o gol, os “Socceroos” se firmaram na defesa e esperavam as chances de contra-ataque.

O time de Gana passou a tocar a bola e começou a pressionar. De tanto insistir, aos 25 minutos, Ayew fez o que quis pela direita, aliando técnica e raça no mesmo lance. Após passar por dois adversários, ele cruzou rasteiro para o meio da área e Mensah bateu de primeira. Em cima da linha, Kewell afastou com o braço, o juiz marcou pênalti e expulsou o atacante. Asamoah Gyan, o melhor jogador do time, bateu no canto esquerdo e empatou o jogo.

Os africanos se empolgaram e partiram pra cima dos australianos que, com um homem a menos, ficaram perdidos. Gyan comandava o ataque ganês e por pouco seu time não conseguiu a virada antes do intervalo.

No segundo tempo, a Austrália surpreendeu e equilibrou a partida. Mesmo com mais posse de bola, Gana não criava boas chances de gol e os australianos chegavam com perigo. Em um destes lances, Chipperfield cabeceou na pequena área e mandou pra fora. A jogada despertou os “Black Stars”.

Gyan, sempre ele, conduzia o time ao ataque, com velocidade e ousadia. Mas se ele tocasse mais a bola, talvez a equipe fosse mais beneficiada. Boateng também atacava e aos 25 minutos, os dois tabelaram bonito, mas Gyan chutou pra fora.

A Austrália resolveu então arriscar, e colocou em campo o atacante Kennedy no lugar de Holman. A alteração funcionou e aos 27 minutos, Wilkshire recebeu de frente para o goleiro, mas chutou por cima. A bola ainda sobrou para Kennedy, que bateu fraco e Kingson defendeu.

Nos últimos 15 minutos, os dois times diminuíram o ritmo, apesar de os australianos insistirem na base do desespero, mesmo que sem perigo. Com o resultado, Gana ficou em primeiro no grupo D com quatro pontos. Alemanha e Sérvia têm três, enquanto a Austrália tem um. Na próxima rodada, dia 23, Gana enfrenta a Alemanha no Soccer City, em Joanesburgo, e joga por um empate para seguir no Mundial. Os australianos encaram a Sérvia no mesmo dia, em Nelspruit.

Camarões 1 X 2 Dinamarca

Precisando da vitória para seguir no Mundial, Camarões e Dinamarca entraram em campo pela segunda rodada do grupo E. O time africano sofreu alterações a pedido de seus jogadores, que “conversaram” com o técnico francês Paul Le Guen. Os dinamarqueses também tinham novidade, com a volta do capitão Tomasson, recuperado de lesão.

A partida começou boa, com os camaroneses atacando com sua principal estrela, Samuel Eto’o. O jogador da Inter de Milão arriscou de fora da área, mas a bola foi por cima. Os europeus não deixaram por menos e responderam com Rommedahl. Até que Christian Poulsen saiu jogando errado e entregou a bola de graça para Webo. Ele levou pela esquerda e passou para Eto’o que, livre na área, abriu o placar para os “Leões Indomáveis”.

Com o gol, Camarões cresceu no jogo e permaneceu no ataque por mais dez minutos. Teve boas chances e trocou passes rápidos entre Webo, Eto’o e Emana. Mas o segundo gol não saiu e a Dinamarca voltou para o jogo.

Aos 16 minutos, Gronkjaer arriscou de fora da área, mas Nkoulou tirou de cabeça uma bola que certamente empataria a partida. Insistindo em jogadas rápidas, a Dinamarca alcançou a igualdade aos 33 minutos. O bom Rommedahl recebeu pela direita e cruzou rasteiro para Bendtner marcar.

O empate incendiou os minutos finais do primeiro tempo. Os dois times tiveram a chance de fazer o segundo gol, que não saiu por detalhe. O dinamarquês  Tomasson teve boa oportunidade, mas Nkoulou salvou mais uma vez. No contra-ataque, Eto’o bateu de esquerda e acertou a trave.

O segundo tempo começou mais lento, com as equipes trocando passes na intermediária. Aos 12 minutos, Camarões arriscou e Webo tabelou com Eto’o, mas mandou longe. Na sequência, veio o castigo. Novamente Rommedahl, o melhor jogador da Dinamarca, avançou pelo lado esquerdo da defesa adversaria, driblou Makoun e bateu de esquerda, virando o jogo. A “Dinamáquina” ainda teve a chance de marcar o terceiro, mas o capitão Tomasson perdeu ótima chance.

A derrota eliminaria os africanos, então os camaroneses foram com tudo para o ataque. As entradas de Idrissou e Aboubakar melhoraram o time, que jogava bolas para a área dinamarquesa. Aquela dramaticidade típica de Copa do Mundo entrou em campo. Emana e Eto’o tentaram de fora da área, pelos lados, pelo alto, mas não conseguiram o gol que manteria o time no Mundial. A defesa da Dinamarca trabalhou bem, com destaque para o bom zagueiro Daniel Agger.

Com a vitória, a Dinamarca segue na briga por uma vaga na próxima fase e enfrenta o Japão, em Rustemburgo, no dia 24, na disputa direta pela classificação. Já Camarões está eliminado da Copa do Mundo e só cumpre tabela com a Holanda, na Cidade do Cabo, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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PAÍS: Alemanha
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Deutscher Fussball-Bund
ANO DE FUNDAÇÃO: 1900
APELIDO: Die Nationalelf
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
16 (1934, 1938, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Os alemães são tricampeões mundiais (1954, 1974 e 1990). Além disso, ficaram com o vice-campeonato em outras quatro oportunidades (1966, 1982, 1986 e 2002).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A vaga no mundial de 2010 foi facilmente conquistada, já que a Alemanha liderou de ponta a ponta o grupo 4 das eliminatórias europeias.
DESTAQUE DO TIME: Michael Ballack (meia do Chelsea, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Joachim Löw (Alemanha)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Uma seleção que disputou sete finais de Copa do Mundo jamais deve ser preterida. A Alemanha não tem atualmente a mesma força de outros tempos,  mas através de alguns jogadores acima da média se torna obviamente forte candidata no mundial. Regido pelo experiente Ballack e sustentado pela categoria de Lucas Podolski, Bastian Schweinsteinger, Philipp Lahm e, principalmente, do artilheiro Miroslav Klose, a equipe europeia deve passar facilmente na primeira colocação de seu grupo e assim seguir adiante em busca do quarto título em Copas do Mundo.

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PAÍS: Sérvia
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fudbalski Savez Srbije
ANO DE FUNDAÇÃO: 2006
APELIDO: Beli Orlovi
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 10 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1974, 1982 e 1990 como Iugoslávia. 1998 e 2006 como Sérvia e Montenegro)
RESULTADOS: A Sérvia disputará sua primeira Copa do Mundo como uma nação independente. Mas o histórico herdado da Iugoslávia é considerável, já que em 1930 e 1962 os iugoslavos chegaram às semifinais, além de terem disputado as quartas-de-final em três oportunidades (1954, 1958 e 1990).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A classificação para o mundial da África do Sul foi tranquila e, mesmo num grupo difícil, formado por França, Áustria e Romênia, os sérvios garantiram a vaga.
DESTAQUE DO TIME: Nemanja Vidic (zagueiro do Manchester United, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Radomir Antic (Sérvia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Sérvia tem um bom time e terá como principal concorrente na primeira fase a Seleção Ganesa. A expectativa para fazer um bom papel na África do Sul é grande, afinal, será a primeira vez que os sérvios jogaram um mundial como país independente. E a esperança vem de trás. Com uma zaga boa e um meio-de-campo comandado pelo experiente Dejan Stankovic, os sérvios têm tudo para avançar às oitavas-de-final e até aspirar algo a mais.

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PAÍS: Austrália
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Football Federation Australia Ltd
ANO DE FUNDAÇÃO: 1961
APELIDO: Socceroos
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 2 (1974 e 2006)
RESULTADOS: No primeiro mundial disputado a Austrália nada fez e terminou a competição sem fazer nenhum gol. Já em 2006, os australianos melhoraram o desempenho e conseguiram se classificar na segunda posição, atrás do Brasil. Porém, nas oitavas-de-final a equipe foi eliminada pela Itália.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Mesmo estando geograficamente na Oceania, os australianos disputam as eliminatórias da Ásia. E não fizeram feio no continente vizinho, já que foram uma das primeiras seleções a garantir vaga no mundial de 2010.
DESTAQUE DO TIME: Tim Cahill (meia do Everton, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Pim Verbeek (Holanda)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– O futebol australiano ainda está em desenvolvimento e a falta de um grande craque é o principal ponto fraco da equipe. Mesmo forte fisicamente, a Seleção Australiana caiu num grupo difícil com três seleções melhores que ela, ao menos no papel. Além do meia Tim Cahill, os outros destaques que tentarão uma façanha na África do Sul são Harry Kewell, Lucas Neil e o goleiro Mark Schwarzer. Tem tudo para ser coadjuvante no mundial.

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PAÍS: Gana
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Ghana Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1957
APELIDO: The Black Stars
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (2006)
RESULTADOS:
Gana é uma das grandes forças do continente africano e na única vez que disputou a Copa do Mundo atingiu as oitavas-de-final, sendo eliminada pelo Brasil.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Demonstrando sua força, os ganeses foram a primeira seleção africana a garantir vaga no mundial.
DESTAQUE DO TIME: Michael Essien (volante do Chelsea, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Milovan Rajevac (Sérvia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Seleção Ganesa tem talvez o melhor conjunto de todas as equipes africanas deste mundial. O grande fator positivo é o meio campo, formado por jogadores experientes e acostumados a decisões como Michael Essien, Sulley Muntari e Stephen Appiah. A zaga não é das melhores e o ataque deixa a desejar, mas com a força física e a ordem tática dos volantes e meias, Gana pode surpreender os adversários e lutar pela segunda posição do grupo. O objetivo é melhorar o rendimento da Copa passada.

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