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Posts Tagged ‘Ricki Herbert’

Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

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PAÍS: Itália
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federazione Italiana Giuoco Calcio
ANO DE FUNDAÇÃO: 1898
APELIDO: Azzurri
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
16 (1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: A Seleção Italiana é a segunda maior vencedora da história das Copas do Mundo com quatro títulos mundiais (1934, 1938, 1982 e 2006). Além disso, os italianos foram vice-campeões em 1970 e 1994, nas duas vezes perdendo a decisão para o Brasil. Também chegaram às semifinais em 1978 e 1990.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Líder do grupo 8 das eliminatórias europeias, a Itália conquistou a vaga no mundial com tranquilidade.
DESTAQUE DO TIME: Gianluigi Buffon (goleiro da Juventus, da Itália)
TREINADOR ATUAL: Marcello Lippi (Itália)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Como desprezar uma seleção tetracampeã mundial? É impossível. A Itália é a atual campeã da Copa do Mundo e irá à África do Sul para defender seu título e tentar igualar o número de conquistas do Brasil, maior campeão do torneio. Os italianos contam com um time experiente e com jogadores decisivos. Começando pelo goleiro Buffon, um dos grandes destaques do último mundial e um líder nato dentro do grupo. O defensor Fabio Cannavaro, mesmo aos 36 anos, faz da zaga italiana um dos pontos fortes da equipe. O meio-campo talvez seja o porto seguro da Itália com jogadores habilidosos e eficientes como Gennaro Gattuso, Andrea Pirlo e Danielle de Rossi. Mesmo sem contar com um grande jogador no ataque, os italianos devem se classificar com tranquilidade no grupo F e nos mata-matas sempre aparecem como favoritos.

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PAÍS: Eslováquia
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Slovenský Futbalový Zväz
ANO DE FUNDAÇÃO: 1938
APELIDO: Narodny Tim
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 0
RESULTADOS: Nunca participou de uma Copa do Mundo.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os eslovacos conseguiram a vaga na Copa do Mundo ao lideraram o difícil grupo 3 das eliminatórias europeias. O passaporte foi carimbado na partida decisiva contra a Polônia, quando venceram por 1 a 0 e conquistaram o direito de debutar em um mundial.
DESTAQUE DO TIME: Marek Hamsik (meia do Napoli, da Itália)
TREINADOR ATUAL: Vladimír Weiss (Tchecoslováquia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Conseguir se classificar para a Copa do Mundo de 2010 já foi uma vitória para os eslovacos. O elenco é jovem e inexperiente e esse fator pode pesar numa competição tão disputada. O grupo também não é favorável, já que conta com a experiente Itália e o raçudo Paraguai. A Seleção Eslovaca tem tudo para ser coadjuvante no grupo F.

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PAÍS: Nova Zelândia
NOME DA CONFEDERAÇÃO: New Zealand Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1891
APELIDO: All Whites
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (1982)
RESULTADOS: No único mundial que disputou, os neozelandeses não passaram da primeira fase, já que perderam os três jogos e sofreram 12 gols.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Como esperado, a Nova Zelândia liderou tranquilamente as eliminatórias da Oceania e, por isso, se qualificaram para disputar a repescagem contra o Bahrein, quinto colocado nas eliminatórias asiáticas. No jogo decisivo, os neozelandeses venceram por 1 a 0 e carimbaram o passaporte para a África do Sul.
DESTAQUE DO TIME: Ryan Nielsen (zagueiro do Blackburn, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Ricki Herbert (Nova Zelândia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Sem tradição no futebol, a vida da Nova Zelândia na Copa do Mundo não será fácil. Com jogadores altos, a grande esperança no mundial são as jogadas aéreas com os atacantes Chris Wood e Rory Fallon. O zagueiro Ryan Nielsen é o grande astro do futebol neozelandês e sua experiência no futebol europeu pode ajudar o grupo a não se tornar um saco de pancadas no grupo F.

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PAÍS: Paraguai
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Asociación Paraguaya de Fútbol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1906
APELIDO: La Albirroja
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 7 (1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: O Paraguai jamais conseguiu realizar uma campanha convincente em um mundial de futebol. O mais longe que chegou foi nas oitavas-de-final em três oportunidades (1986, 1998 e 2002).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os paraguaios chegaram a liderar as eliminatórias sul-americanas por um bom período, mas no final perderam o fôlego e terminaram na 3ª posição, atrás do Brasil e Chile.
DESTAQUE DO TIME: Roque Santa Cruz (atacante do Manchester City, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Gerardo Martino (Argentina)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Seleção Paraguaia entra na Copa do Mundo como segunda força do grupo F. Mesmo não tendo obtido resultado satisfatórios em outros mundiais, os paraguaios sempre formaram equipes fortes e com muita garra. O atual elenco tem como ponto positivo a força defensiva. Os destaques da equipe são os goleiros Justo Villar e Aldo Bobadilla; os defensores Morel Rodríguez, Julio César Cáceres e Aureliano Torres; além dos meio-campistas Edgar Barreto, Jonathan Santana, Enrique Vera e Eduardo Ledesma. O ataque também é qualificado com Roque Santa Cruz, Nelson Haedo, Lucas Barrios e Óscar Cardozo. O que joga contra os paraguaios na África do Sul é o lado psicológico do grupo, já que não poderão contar com o atacante Salvador Cabañas, que ainda se recupera do triste incidente quando foi baleado na Cidade do México. Se superarem esse baque, podem sonhar com as quartas-de-final.

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