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Posts Tagged ‘Polícia Militar’

Que o clima no Palmeiras não é dos melhores, todos sabem. Porém, no início deste mês, o mandatário palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo, foi surpreendido e se assustou com quatro cartas que chegaram em seu gabinete. Os envelopes continham ameaças de morte e balas de revólver, assinados em nome da Torcida Independente, principal torcida organizada do São Paulo.

O fato causou estranheza na cúpula alviverde e, prontamente, o presidente procurou a Polícia Militar, que está cuidando do caso e tentando descobrir quais foram os autores dessas ameaças. O próprio presidente ressaltou que não acredita que tenha partido de uma torcida de um clube rival, mas sim da oposição do próprio Palmeiras.

Isso é um absurdo sem tamanho. Onde vamos parar? Independente de quem tenha feito essas ameaças imbecis, a investigação da PM tem obrigação de descobrir e prender os autores desse insano ato. É óbvio que o futebol palmeirense não está bem, mas nada justifica isso. É caso de polícia e, infelizmente, mais uma vez os noticiários policiais ganham destaque com assuntos relacionados ao esporte. Se isso for, de fato, obra de gente de dentro do Palmeiras, a situação é pior ainda. Aguardemos as investigações e as devidas providências.

O Palestra Itália está pegando fogo e algo precisa ser feito o mais rápido possível. Time, comissão técnica, diretoria e até oposição precisam mudar de atitude. Pra ontem, de preferência.

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“No circo do futebol, o torcedor é o palhaço”.

Li essa frase em algum protesto e ela ilustra bem o tema discutido hoje. Há vários dias uma intensa briga vem acontecendo a respeito da mudança dos horários das partidas de futebol em São Paulo. Tudo começou com uma ferrenha campanha veiculada pela tradicional rádio Jovem Pan. A emissora paulistana se colocou no lugar dos torcedores e peitou duas poderosas: a TV Globo e a Federação Paulista de Futebol.

Como todos sabem a TV Globo monopolizou o futebol brasileiro. E por pagar caro pelo direito de transmissão dos torneios nacionais e internacionais, a emissora manda e desmanda. Seja nos locais e datas dos jogos, ou principalmente nos horários. Tudo para não interferir em sua grade de programação.

Através das acusações da rádio Jovem Pan, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe que as partidas de futebol disputadas na capital, em estádios com capacidade superior a 15 mil torcedores, terminem após às 23h15. Com isso, para que a lei que já foi aprovada em definitivo entre em vigor, será necessário que o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) sancione ou vete esta lei. Porém, a TV Globo em parceria com a FPF entraram em ação para que o prefeito não assine a norma, pois seria totalmente prejudicial para seus interesses. A discussão se acirra dia após dia e o decreto não deve entrar em vigor.

As explicações da TV Globo dão conta de que os jogos de futebol iniciados entre 21h45 e 22h tem média de público superior aos outros horários. Em contra partida, a rádio Jovem Pan diz que a média de pouco mais de sete mil torcedores enfatizada pelo canal televisivo, é muito pouco se levarmos em conta o número de habitantes da capital e de todo o Estado de São Paulo. De fato, é uma briga sem fim. A Globo tem seus inúmeros anunciantes, suas novelas, telejornais e até o esdrúxulo reality show. Só depois de tudo isso é que o futebol entra em cena. Fora isso, além de mudar o horário de dois jogos por semana (um na quarta-feira e outro no domingo), também muda todo o resto da tabela para encaixar as partidas em seus canais pagos, o SporTV e o PFC.

Para que serve o Estatuto do Torcedor? Ninguém o respeita. Clubes, emissoras de televisão e rádio e até mesmo a própria federação não se preocupam com seu principal consumidor: o torcedor. Para se ter uma ideia, alguns dias atrás li um post muito interessante no blog do jornalista Marcelo Di Lallo (http://espnbrasil.terra.com.br/marcelodilallo). Lá ele relata que apenas nesta edição do Campeonato Paulista, a tabela foi mudada incríveis 99 vezes (esse número já subiu para 112 alterações), sempre a pedidos da Federação, dos clubes, da Polícia Militar e da TV Globo. Para ler esse absurdo basta clicar neste link: http://www.futebolpaulista.com.br/competicao.php?page=8&ano=2010.

A Jovem Pan está fazendo seu papel e representando o torcedor. Por esse motivo, não se pode ver com maus olhos, afinal, os jogos começando em horários absurdos só beneficiam a Globo e prejudicam a grande maioria dos apaixonados pelo futebol. Não existe transporte público eficiente em São Paulo para os torcedores irem embora, a grande parte dessas pessoas trabalha cedo no dia seguinte, entre outros aspectos. Por esse motivo, cada vez mais os torcedores comuns vão se afastando dos estádios, fator que prejudica o espetáculo e, principalmente, os clubes.

O mais justo seria criar um horário tradicional para o futebol. Jogos no meio de semana devem começar 20h30, no máximo 21h. E aos finais de semana, terem início entre 16h e 17h. Seriam horários ideais e beneficiariam a todos. Agora está nas mãos do prefeito. A briga entre Jovem Pan X TV Globo e FPF vai longe. Enquanto isso, vamos acompanhar a rodada de hoje nos estaduais pelo Brasil, com jogos começando às 16h, 17h, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h50. Que bagunça, meu Deus!

Mas e você torcedor, o que pensa sobre esse assunto? Você gosta de ir aos jogos do seu clube às 21h50? Ou preferiria e até iria com mais frequência se as partidas começassem mais cedo? Opine!

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Ônibus queimado no Pacaembu na última quarta-feira

O noticiário esportivo ganhou mais uma vez as páginas policias. O esporte mais praticado do mundo continua sendo uma ‘desculpa’ para violência, vandalismo, guerras entre torcidas e pseudo-torcedores que pouco ligam para o futebol, mas tentam pouco a pouco estragar e entristecer a grande paixão dos brasileiros.

Qual o motivo para tudo isso? Imbecilidade humana, pessoas que nada têm a perder na vida, que saem de suas casas com o intuito de instalar o pânico pela cidade. Saem armados até os dentes, com facas, madeiras, barras de ferro, pedras, armas e tudo que normalmente encontraríamos em cenários de guerra. Afinal, vivemos em meio a uma guerra urbana, que, assim como todas as guerras, não têm motivos plausíveis para acontecer.

Após o jogo entre Corinthians e Vasco pelas semifinais da Copa do Brasil, mais uma vez o que era para ser uma festa, se tornou tragédia. Corintianos e vascaínos se digladiaram antes mesmo do jogo começar na Marginal Tietê e continuaram com a guerra urbana após o apito final. O problema foi o resultado do jogo ou quem se classificou? Claro que não. O problema é social e há pelo menos 15 anos se tornou comum nas grandes capitais brasileiras, mas especificamente em São Paulo. Todo jogo é a mesma história. Não precisa ser clássico ou final de campeonato. Dessa vez a guerra urbana contou com aproximadamente 120 furiosos ‘machões’ que, em meio ao trânsito caótico da capital, arrumaram um espaço e instalaram o horror na vida das pessoas de bem. O saldo disso foi mais um ‘torcedor’ covardemente espancado até a morte, 27 presos e um ônibus queimado.

Aos que vivem mais distantes do mundo do futebol, isso é um problema que poderia ser facilmente resolvido pela Polícia Militar e pelo Ministério Público. Mas não é tão fácil como parece. A PM e o MP já tentaram todas as táticas possíveis para evitar esses confrontos. Nenhuma delas surtiu efeito. Quando estipularam que torcidas organizadas não poderiam entrar no estádio com faixas, baterias, bandeirões e roupas alusivas as facções, nada mudou. Já fecharam sedes das torcidas, prenderam dirigentes, diminuíram carga de ingressos dos visitantes e, do mesmo modo, nada mudou. O que mais precisa ser feito? Sinceramente, não sei. Mas imagino que mesmo se resolverem cancelar os campeonatos e serem radicais ao ponto de acabarem com o futebol, as brigas continuariam a acontecer, pois o motivo não é o futebol. O futebol é a desculpa.

Essa luta da justiça contra a impunidade ganhará mais um capítulo nos próximos dias. O jornalista esportivo Cosme Rímoli entrevistou em seu blog o promotor público Paulo Castilho (leia a entrevista). Ele afirmou com todas as palavras que essa violência entre ‘torcidas organizadas’ vai acabar por bem ou por mal. A nova aposta é que apenas a torcida do time mandante acompanhe os jogos no estádio. Não haverá cota para visitantes de nenhuma espécie. Esse será o meio para acabar com essa barbárie que vivenciamos no futebol? Acho pouco provável. Nada mudará, pois os pseudo-torcedores marcam encontros pela Internet e se encontram em qualquer lugar para se digladiar. Isso não é culpa dessa ou daquela torcida. Em todas as torcidas acontecem isso. Assim como em todos os setores da sociedade, nas torcidas organizadas existem gentes do bem e que realmente gostam do futebol. Mas, infelizmente, existem tantos outros que ‘lutam’ por seus times, sem conhecer a história do clube e pouco sabendo sobre futebol. Triste, muito triste vivermos dessa forma.

Qual é a sua opinião? A sugestão de torcida única nos estádios resolverá essa guerra urbana? Pense, reflita e opine!

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