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Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha e Inglaterra se enfrentaram na cidade de Bloemfontein, no primeiro duelo de grandes da Copa do Mundo, valendo uma vaga para as quartas de final. O time do técnico Joachim Löw classificou-se em primeiro no grupo D. Já os comandados de Fabio Capello ficaram em segundo no grupo C, atrás dos Estados Unidos.

O jogo começou cadenciado, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. O meio campo alemão trocava passes rápidos entre Schweinsteiger, Özil e Müller. Os ingleses se movimentavam bastante com Lampard, Gerrard e Rooney, que voltava para buscar o jogo. Mas nenhum dos times tinha ainda levado perigo ao gol adversário.

A situação mudou aos 20 minutos, quando o goleiro Neuer deu um chutão pra frente. A bola passou por todo o time inglês e chegou até Klose, que protegeu bem e se esticou todo para mandar, com a ponta do pé direito, para o fundo do gol de James. O gol deu confiança aos alemães, que partiram para o ataque. O segundo tento foi questão de tempo. Em uma ótima troca de passes pelo meio, Müller passou para Klose e avançou. O atacante devolveu perfeitamente e Müller cruzou para Podolski na esquerda. Ele ajeitou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro James. A impressão era que a Alemanha iria atropelar os ingleses.

No entanto, os súditos da rainha enfim reagiram. Lampard e Gerrard começaram a participar mais da partida e criavam mais opções de ataque. E aos 37, em cobrança de falta de Gerrard, o goleiro Neuer saiu mal e o zagueiro Upson tocou de cabeça para o gol vazio.

O gol fez bem aos ingleses, que passaram a pressionar. Gerrard avançava pela esquerda e Lampard trocava passes com Johnson pela direita. A Alemanha recuou e esperava o intervalo. Aí veio o lance mais emblemático do Mundial até aqui. Defoe dividiu uma bola na entrada da área e ela sobrou para Lampard que, com categoria, bateu por cima de Neuer e encobriu o goleiro. A bola acertou o travessão e caiu dentro do gol, para sair em seguida. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda e o assistente Mauricio Espinosa não marcaram.

Este lance merece destaque devido ao que aconteceu 44 anos atrás, na final da Copa de 1966 entre os dois países. A partida estava empatada em 2×2 quando, na prorrogação, o inglês Hurst bateu pro gol, a bola tocou no travessão e depois em cima da linha. Mas naquela ocasião, a arbitragem deu o gol para os ingleses.

No segundo tempo, a Inglaterra partiu para o ataque. E a Alemanha apostou no contra-ataque, uma de suas principais armas neste Mundial. Logo aos seis minutos, Lampard acertou o travessão, em cobrança de falta. Os ingleses vinham com tudo e o gol parecia questão de tempo.

Mas o futebol tem seus caprichos e eles apareceram mais uma vez. Após cobrança de falta de Lampard parar na barreira, Müller lançou para Podolski e seguiu para o ataque. Podolski avançou pela esquerda e devolveu para Müller, que bateu forte para ampliar o placar. Apesar disso, os ingleses continuaram em busca do segundo gol. Mas outro contra-ataque alemão, aos 25, cravou de vez a faca no coração do ‘English Team’. Klose, ajudando a defesa, recuperou a bola e fez ótimo lançamento para Özil, que ganhou de Johnson na corrida e rolou para o meio. Müller, sempre ele, apareceu livre e definiu a vaga para a Alemanha.

Aí sim a Inglaterra sentiu o golpe. Os jogadores esperavam apenas o fim da partida, pois não havia mais o que fazer. Fim de jogo e classificação alemã garantida para a próxima fase. O time de Joachim Löw fez uma partida sensacional e passou por um rival difícil.

Já a Inglaterra decepcionou. Seus principais jogadores (Lampard, Gerrard e Rooney) não corresponderam à expectativa em torno de seu futebol. A Alemanha avança com um futebol bonito e eficiente e se credencia como um dos favoritos ao título. O gol inglês não marcado favoreceu os alemães, pois o empate naquele momento deixaria o jogo totalmente aberto. Mas a qualidade técnica superior da Alemanha ficou evidente e não pode ser ignorada, pois o melhor time venceu.

Argentina 3 X 1 México

Argentina e México se enfrentaram no estádio Soccer City, para definir quem encararia a Alemanha. Os argentinos venceram o grupo B com facilidade. Já os mexicanos conquistaram a vaga com o segundo lugar no grupo A.

A partida começou melhor para o time do técnico Javier Aguirre, que apostava na velocidade de Giovanni dos Santos, Bautista e Hernandez. Aos sete minutos, Salcido soltou uma bomba de longe, mas acertou a trave. Na sequência, Guardado fez boa jogada e chutou com efeito, mas a bola caprichosamente raspou a trave e foi pra fora.

As investidas mexicanas despertaram o craque argentino Lionel Messi, que apostava em sua velocidade para tentar o gol. Ele tentou encobrir o goleiro Pérez, sem sucesso. O México tinha o controle da partida e conseguia impedir os avanços de Messi e Tevez. Mas aí o apito amigo apareceu para alegrar os argentinos.

Messi lançou Tevez, que dividiu com o goleiro Pérez, e bola foi afastada. No rebote, o jogador do Barcelona bateu por cima e Tevez, impedido, tocou de cabeça e abriu o placar. O telão do estádio mostrou o lance e deixou clara a posição irregular do ex-corintiano. Os mexicanos partiram pra cima do árbitro, mas ele validou o gol.

E o domingo era mesmo dia de presente para a Argentina. Desta vez foi o zagueiro Osório que errou na entrada da área. A bola sobrou limpa para Higuaín driblar Pérez e marcar o segundo. O atacante é agora o artilheiro isolado da Copa do Mundo, com quatro gols.

A vantagem deu tranquilidade aos comandados de Maradona e deixou os mexicanos abatidos. A Argentina percebeu que poderia definir o confronto ainda no primeiro tempo e atacou ainda mais. Di Maria, aos 36, bateu cruzado e Pérez fez ótima defesa. Aos 40, Higuaín subiu livre e por pouco não marcou o terceiro.

Na volta do intervalo, Javier Aguirre tirou Bautista e colocou o atacante Pablo Barrera, na tentativa de diminuir o prejuízo. Mas a tática foi por água a baixo logo aos sete minutos, quando Tevez tentou o passe e Maza dividiu com ele. O argentino ficou com a sobra e soltou uma pancada da entrada da área. Golaço para definir a classificação da ‘Albiceleste’.

Com a vaga praticamente garantida, o México tentou ao menos fazer o gol de honra. Aos 24, Barrera chutou, mas Heinze tirou em cima da linha. Logo em seguida, o bom Hernandez recebeu na entrada da área, fez o giro e saiu na cara de Romero. O mexicano encheu o pé e diminuiu o placar.

Apesar do gol sofrido, a Argentina não se abalou. Messi, em partida apenas regular, tentava marcar o seu. E no final do jogo quase conseguiu. Ele recebeu pela direita e fez sua jogada mais típica: driblou em diagonal para a entrada da área e chutou forte, mas Pérez salvou.

Vitória boa do time de Maradona, que mostra deficiências na defesa, mas tem um ótimo ataque. Messi, Tevez e Higuaín podem dar ainda muito trabalho neste Mundial. Resta saber se a defesa argentina vai conseguir parar Klose, Podolski, Özil e Müller.

O México de despede com uma boa participação, como sempre, e mantém a média de chegar ao menos nas oitavas de final, algo que faz continuamente desde 1994. Assim como em 2006, Argentina e Alemanha jogam nas quartas de final da Copa do Mundo. Este grande duelo será no próximo sábado (3/7), na Cidade do Cabo, às 11h. Imperdível!

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A Copa Libertadores da América 2010 teve os capítulos finais das quartas-de-final na noite desta quinta-feira. O Internacional foi valente, perdeu por 2 a 1 para o Estudiantes, mas o gol anotado fora de casa deu a classificação para os gaúchos, que agora enfrentarão o São Paulo nas semifinais. Já o Flamengo fez o inverso. Ganhou o jogo contra a Universidad do Chile por 2 a 1, mas por ter perdido em casa no jogo de ida, está eliminado da competição.

O Internacional foi à Argentina com a vantagem de jogar pelo empate para se classificar. A vitória por 1 a 0 no Beira-Rio na semana passada deu tranquilidade aos jogadores e, principalmente, ao treinador Jorge Fossati.  Porém, disputar um jogo decisivo no país vizinho e ainda contra o atual campeão da Libertadores não é nada fácil. E realmente não foi.

O Colorado foi pressionado desde o começo do jogo e aos 12 minutos o meia Verón quase abriu o marcador. Com o estádio Centenário de Quilmes lotado, o Estudiantes conseguiu o que precisava em dois minutos. Verón, em mais um de seus preciosos passes, encontrou o atacante González livre e com categoria o jogador tocou por cima na saída de Abbondanzieri para abrir o placar. No lance seguinte foi a vez de Pérez acertar um belo chute e ampliar a contagem. O resultado de 2 a 0 dava a classificação para os argentinos e daí para frente o jogo ficou morno. O Inter criou algumas chances, mas não obteve êxito.

Na segunda etapa o Estudiantes continuou dominando o jogo, mas pouco a pouco a equipe brasileira tentava se organizar e partir para frente. A melhor chance foi criada somente aos 29 minutos, em cobrança de falta do meia Andrezinho e com boa interceptação do goleiro Orión. Os argentinos cadenciavam o ritmo, mas sempre que chegavam à área gaúcha levavam perigo. Preocupado com a falta de criatividade do time, Fossati sacou o argentino D’Alessandro e colocou Giuliano em campo. E a mudança surtiu efeito. Aos 43 minutos, quando a partida se encaminhava para o final e o Colorado seria eliminado, Andrezinho deu bom lançamento para Giuliano, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro. O gol calou a fanática torcida argentina e deu a classificação para o Internacional.

Aliás, a festança da torcida que já comemorava a classificação do Estudiantes acabou atrapalhando o próprio time. No lance do gol brasileiro, uma nuvem de fumaça pairava sobre a área do goleiro Orión e, aparentemente, atrapalhou a visão do arqueiro e contribuiu com o Internacional. Com a doida derrota, alguns jogadores do Estudiantes partiram para a briga no final da partida e a confusão foi generalizada. Uma pena que esse tipo de coisa ainda aconteça no futebol. Perder faz parte do jogo!

O Internacional fará a semifinal brasileira da Libertadores contra o São Paulo, reeditando o duelo da decisão da competição em 2006, quando o Colorado levou a melhor e foi campeão. O jogo de ida será no estádio Beira-Rio no dia 28 de julho, enquanto a volta será disputada no Morumbi, em 4 de agosto. Mais uma vez o futebol brasileiro está com uma vaga assegurada na decisão do torneio de clubes mais importante da América.

Mais tarde foi a vez do Flamengo entrar em campo em busca da vaga nas semifinais. Jogando no acanhado estádio Santa Laura, em Santiago, o Mengão precisava vencer por dois de diferença para avançar na competição. Com a postura diferente da partida de ida, Adriano, Vagner Love e companhia jogavam com vontade e lutavam muito. O Universidad do Chile era perigoso no ataque e assustou aos 36 minutos quando Montillo chutou na trave de Bruno.

O Flamengo não se intimidava com a pressão da torcida e corria muito para abrir o placar. Depois de muito tentar, conseguiu o que precisava. Num bate-rebate na entrada da área, Adriano recebeu a bola, dominou e de bicicleta encontrou Vagner Love, que de cabeça, mandou para a rede. O lindo gol saiu num momento crucial do jogo e restavam mais 45 minutos para ampliar o marcador.

No intervalo outro fato lamentável. Torcedores chilenos atiraram todo tipo de objeto no gramado e, pasmem, uma bola de golfe atingiu o zagueiro Ronaldo Angelim e outra por muito pouco não machucou Vagner Love. A Libertadores é um torneio conhecido pela pressão da torcida e pela catimba, mas fatos como esses são inadmissíveis. Por esse motivo, o Flamengo não foi para o vestiário e passou o intervalo no gramado.

A segunda etapa era tudo ou nada para os cariocas. O Flamengo se portava bem dentro de campo, mas pecava no último passe. O time melhorou muito com a entrada de Petkovic, que não pode ser reserva da equipe de maneira nenhuma. Entretanto, quando parecia que o Mengão conseguiria ampliar o placar, veio o duro golpe. Montillo recebeu a bola na intermediária, caminhou livremente em direção ao gol sem marcação e, vendo o goleiro Bruno adiantado, deu um lindo toque por cima encobrindo o arqueiro para empatar o jogo. O gol chileno obrigava os brasileiros a marcarem mais dois. Missão difícil faltando pouco mais de 15 minutos para o término.

Mas, aos 32 minutos, Adriano deu esperanças aos rubro-negros novamente. Em outro bate-rebate, Leonardo Moura tocou de calcanhar para o Imperador marcar o segundo. Precisando de mais um gol, o Flamengo foi todo a frente, mas o nervosismo impossibilitou que o tento saísse. O jogo terminou e os jogadores da Universidad do Chile comemoram muito a classificação para as semifinais, quando enfrentarão o Chivas Guadalajara, do México. O primeiro jogo é na casa dos mexicanos no dia 28 de julho e a volta será em Santiago em 4 de agosto.

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