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Posts Tagged ‘Paul Le Guen’

Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

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Por: Erik Rodrigues*

Holanda 1 X 0 Japão

Os dois líderes do grupo E se enfrentaram na cidade de Durban com o objetivo de garantirem a classificação para a próxima fase. A Holanda ainda sem Robben, o principal destaque do time e o Japão com a mesma formação da partida vitoriosa contra Camarões na estreia.

Mas o que parecia uma partida fácil para os europeus acabou se tornando penoso. Com um ataque sem inspiração e com muitos toques de lado, a Holanda pouco ameaçava o gol de Kawashima. Sneijder, Van Persie e Kuyt não se entendiam e as jogadas não saiam. O Japão marcava bem no meio de campo e chegava rápido na frente, sempre com o perigoso Okubo.

Com isso, a Holanda abusava de duas armas: a bola na área e os chutes de longa distância, tentados na maioria das vezes por Sneijder. Mas a marcação dos asiáticos era implacável. Apesar de só terem 31% da posse de bola, os japoneses levavam mais perigo. Em uma boa oportunidade, Honda cabeceou perto do gol e quase fez.

Na segunda etapa, parece que as equipes lembraram que quem ganhasse a partida estaria garantido na próxima fase. A “Laranja Mecânica” voltou mais ligada e começou ameaçando com Van Persie. Os holandeses estavam melhores e pressionavam pelos lados com Kuyt e o atacante do Arsenal. O gol era questão de tempo.

Aos oito minutos, Kuyt cruzou da direita e o brasileiro naturalizado japonês, Marcos Túlio Tanaka, afastou. A bola sobrou no pé de Van Persie, que percebeu a aproximação de Sneijder e ajeitou para o camisa 10, que bateu forte no canto direito. O goleiro Kawashima caiu no canto certo, mas o efeito ‘Jabulani’ entrou em cena e a pelota fez uma curva. O arqueiro japonês ainda espalmou, mas não conseguiu impedir o gol.

Com 1 a 0 no placar, a Holanda parou e privilegiou a marcação ao adversário. O Japão partiu pra cima e deu trabalho para o goleiro Stekelenburg, em dois bons chutes de Okubo. Mas também foi só, pois o time asiático temia os contra-ataques holandeses. O atacante Elia e o meia Affelay entraram no time e deram mais movimentação na frente aos holandeses. Porém, não conseguiram converter em gols as boas oportunidades criadas.

Com o resultado, a Holanda garantiu uma das vagas do grupo E. Na próxima rodada, dia 24, os holandeses encaram Camarões na Cidade do Cabo, enquanto o Japão enfrenta a Dinamarca em Rustemburgo, na briga pela segunda vaga do grupo.

Austrália 1 X 1 Gana

Pelo grupo D do Mundial, Gana e Austrália se enfrentaram na cidade de Rustemburgo. O que tinha tudo para ser um jogo morno e sem atrativos, acabou se tornando uma partida bastante movimentada.

Precisando se recuperar da goleada sofrida na estreia, a Austrália iniciou a partida no ataque. As investidas de Kewell pela esquerda levavam perigo ao gol de Kingson. A pressão deu resultado aos 11 minutos, quando Bresciano bateu falta e o goleiro ganês soltou a bola nos pés de Holman, que empurrou para as redes. Aí, aconteceu o que tem sido rotina nesta Copa do Mundo. Após fazer o gol, os “Socceroos” se firmaram na defesa e esperavam as chances de contra-ataque.

O time de Gana passou a tocar a bola e começou a pressionar. De tanto insistir, aos 25 minutos, Ayew fez o que quis pela direita, aliando técnica e raça no mesmo lance. Após passar por dois adversários, ele cruzou rasteiro para o meio da área e Mensah bateu de primeira. Em cima da linha, Kewell afastou com o braço, o juiz marcou pênalti e expulsou o atacante. Asamoah Gyan, o melhor jogador do time, bateu no canto esquerdo e empatou o jogo.

Os africanos se empolgaram e partiram pra cima dos australianos que, com um homem a menos, ficaram perdidos. Gyan comandava o ataque ganês e por pouco seu time não conseguiu a virada antes do intervalo.

No segundo tempo, a Austrália surpreendeu e equilibrou a partida. Mesmo com mais posse de bola, Gana não criava boas chances de gol e os australianos chegavam com perigo. Em um destes lances, Chipperfield cabeceou na pequena área e mandou pra fora. A jogada despertou os “Black Stars”.

Gyan, sempre ele, conduzia o time ao ataque, com velocidade e ousadia. Mas se ele tocasse mais a bola, talvez a equipe fosse mais beneficiada. Boateng também atacava e aos 25 minutos, os dois tabelaram bonito, mas Gyan chutou pra fora.

A Austrália resolveu então arriscar, e colocou em campo o atacante Kennedy no lugar de Holman. A alteração funcionou e aos 27 minutos, Wilkshire recebeu de frente para o goleiro, mas chutou por cima. A bola ainda sobrou para Kennedy, que bateu fraco e Kingson defendeu.

Nos últimos 15 minutos, os dois times diminuíram o ritmo, apesar de os australianos insistirem na base do desespero, mesmo que sem perigo. Com o resultado, Gana ficou em primeiro no grupo D com quatro pontos. Alemanha e Sérvia têm três, enquanto a Austrália tem um. Na próxima rodada, dia 23, Gana enfrenta a Alemanha no Soccer City, em Joanesburgo, e joga por um empate para seguir no Mundial. Os australianos encaram a Sérvia no mesmo dia, em Nelspruit.

Camarões 1 X 2 Dinamarca

Precisando da vitória para seguir no Mundial, Camarões e Dinamarca entraram em campo pela segunda rodada do grupo E. O time africano sofreu alterações a pedido de seus jogadores, que “conversaram” com o técnico francês Paul Le Guen. Os dinamarqueses também tinham novidade, com a volta do capitão Tomasson, recuperado de lesão.

A partida começou boa, com os camaroneses atacando com sua principal estrela, Samuel Eto’o. O jogador da Inter de Milão arriscou de fora da área, mas a bola foi por cima. Os europeus não deixaram por menos e responderam com Rommedahl. Até que Christian Poulsen saiu jogando errado e entregou a bola de graça para Webo. Ele levou pela esquerda e passou para Eto’o que, livre na área, abriu o placar para os “Leões Indomáveis”.

Com o gol, Camarões cresceu no jogo e permaneceu no ataque por mais dez minutos. Teve boas chances e trocou passes rápidos entre Webo, Eto’o e Emana. Mas o segundo gol não saiu e a Dinamarca voltou para o jogo.

Aos 16 minutos, Gronkjaer arriscou de fora da área, mas Nkoulou tirou de cabeça uma bola que certamente empataria a partida. Insistindo em jogadas rápidas, a Dinamarca alcançou a igualdade aos 33 minutos. O bom Rommedahl recebeu pela direita e cruzou rasteiro para Bendtner marcar.

O empate incendiou os minutos finais do primeiro tempo. Os dois times tiveram a chance de fazer o segundo gol, que não saiu por detalhe. O dinamarquês  Tomasson teve boa oportunidade, mas Nkoulou salvou mais uma vez. No contra-ataque, Eto’o bateu de esquerda e acertou a trave.

O segundo tempo começou mais lento, com as equipes trocando passes na intermediária. Aos 12 minutos, Camarões arriscou e Webo tabelou com Eto’o, mas mandou longe. Na sequência, veio o castigo. Novamente Rommedahl, o melhor jogador da Dinamarca, avançou pelo lado esquerdo da defesa adversaria, driblou Makoun e bateu de esquerda, virando o jogo. A “Dinamáquina” ainda teve a chance de marcar o terceiro, mas o capitão Tomasson perdeu ótima chance.

A derrota eliminaria os africanos, então os camaroneses foram com tudo para o ataque. As entradas de Idrissou e Aboubakar melhoraram o time, que jogava bolas para a área dinamarquesa. Aquela dramaticidade típica de Copa do Mundo entrou em campo. Emana e Eto’o tentaram de fora da área, pelos lados, pelo alto, mas não conseguiram o gol que manteria o time no Mundial. A defesa da Dinamarca trabalhou bem, com destaque para o bom zagueiro Daniel Agger.

Com a vitória, a Dinamarca segue na briga por uma vaga na próxima fase e enfrenta o Japão, em Rustemburgo, no dia 24, na disputa direta pela classificação. Já Camarões está eliminado da Copa do Mundo e só cumpre tabela com a Holanda, na Cidade do Cabo, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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PAÍS: Holanda
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Koninklijke Nederlandse Voetbal Bond
ANO DE FUNDAÇÃO: 1900
APELIDO: Laranja Mecânica
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
8 (1934, 1938, 1974, 1978, 1990, 1994, 1998 e 2006)
RESULTADOS: A Holanda chegou próximo do título em duas oportunidades (1974 e 1978), mas perdeu a final para alemães e argentinos, respectivamente. Em 1998 chegou às semifinais e em 1994 atingiu às quartas-de-final, perdendo nas duas vezes  para o Brasil.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os holandeses fizeram uma campanha irrepreensível no grupo 9 das eliminatórias europeias. Com 100% de aproveitamento, conquistaram facilmente a vaga no mundial de 2010.
DESTAQUE DO TIME: Arjen Robben (meia do Bayern de Munique, da Alemanha)
TREINADOR ATUAL: Bert Van Marwijk (Holanda)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

A Holanda é um caso a parte na história das Copas do Mundo. Já encantou o mundo com equipes fantásticas, verdadeiros carrosséis holandeses, mas jamais conquistou um título mundial. Para 2010, como já é tradição, os holandeses chegam ao mundial com uma forte seleção, principalmente do meio para frente. Jogadores talentosos como Mark Van Bommel, Rafael Van der Vart, Robin Van Persie, Wesley Sneijder e Arjen Robben são as grandes esperanças. Com esta equipe, o objetivo é entrar de vez na história e conquistar o troféu. A Holanda tem grandes chances de terminar o grupo E na primeira posição e crescer aos poucos. Tem time para chegar, pelo menos, até as semifinais.

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PAÍS: Dinamarca
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Dansk Boldspil- Union
ANO DE FUNDAÇÃO: 1889
APELIDO: Danish Dinamite
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 3 (1986, 1998 e 2002)
RESULTADOS: Nas três edições que participou, a Dinamarca sempre avançou da primeira fase. Em 1986 e 2002 foi derrotada logo nas oitavas-de-final. A melhor campanha aconteceu em 1998, na França, quando atingiu às quartas-de-final.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os dinamarqueses fizeram boa campanha no grupo 1 das eliminatórias europeias e se classificaram tranquilamente para a Copa do Mundo.
DESTAQUE DO TIME: Jon Dahl Tomasson (atacante do Feyenoord, da Holanda)
TREINADOR ATUAL: Morten Olsen (Dinamarca)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

A Dinamarca não tem um time espetacular, mas através da regularidade e do entrosamento, tem grandes chances de chegar às oitavas-de-final. O duelo possivelmente será contra Camarões. E para seguir adiante no mundial, os dinamarqueses apostam as fichas no experiente atacante Tomasson e no jovem Nicklas Bendtner, do Arsenal. O objetivo é melhorar o rendimento de outros mundiais, mas o mais provável é que consiga ao menos se classificar na segunda posição do grupo E.

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PAÍS: Japão
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Japan Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1921
APELIDO: Daihyo
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 3 (1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: O máximo que conseguiu foi avançar às oitavas-de-final em 2002, quando jogou em casa e perdeu para a Turquia.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os japoneses não encontraram dificuldades nas eliminatórias asiáticas e obtiveram tranquilamente a vaga no mundial.
DESTAQUE DO TIME: Shunsuke Nakamura (meia do Espanyol, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Takeshi Okada (Japão)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

O Japão jogará a quarta Copa consecutiva e, nesses 12 anos, a mentalidade dos jogadores orientais melhorou consideravelmente. Mesmo assim, os Samurais Azuis não têm uma equipe consistente e a falta de um jogador decisivo é um dos pontos negativos. Por outro lado, a disciplina e o bom preparo físico podem ajudar o Japão a lutar para passar da primeira fase. O grupo é difícil e a missão será complicada.

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PAÍS: Camarões
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Camerounaise de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1959
APELIDO: Leões Indomáveis
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 5 (1982, 1990, 1994, 1998 e 2002)
RESULTADOS: Os camaroneses encantaram o mundo em 1990 e chegaram às quartas-de-final do mundial, sendo eliminados pela Inglaterra somente na prorrogação. Nas outras participações não passou da primeira fase.

COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Depois de muitas dificuldades, Camarões conseguiu a vaga na Copa do Mundo apenas no último jogo das eliminatórias africanas,  vencendo o Marrocos no jogo decisivo.
DESTAQUE DO TIME: Samuel Eto’o (atacante da Internazionale, da Itália)
TREINADOR ATUAL: Paul Le Guen (França)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

A Seleção Camaronesa já viveu momentos mais brilhantes, mas atualmente tem um time forte e que pode surpreender na África do Sul. Mesmo com problemas defensivos, do meio para frente o grupo é qualificado e com jogadores experientes que podem levar os Leões Indomáveis para as oitavas-de-final. O time depende muito de Samuel Eto’o, grande ídolo camaronês e que busca desempenhar papel importante no mundial para escrever de vez seu nome no futebol africano. O grande rival no grupo E é a Dinamarca. Tem grandes chances de passar de fase.

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