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Posts Tagged ‘Nelspruit’

Portugal 7 X 0 Coreia do Norte

A Seleção Portuguesa fez o que se esperava do Brasil na estreia do Mundial. Enfrentou a equipe mais fraca do torneio, não titubeou e, mesmo encontrando dificuldades no início da partida, ganhou por 7 a 0 dos asiáticos. O grande destaque da partida foi o técnico Carlos Queiroz, que não gostou do empate sem gols contra os marfinenses no primeiro jogo e alterou quatro jogadores para o duelo desta segunda-feira. As substituições surtiram efeito, tanto que Tiago, Simão Sabrosa e Hugo Almeida, que ficaram no banco de reservas na estreia, marcaram quatro gols e contribuíram muito para a maior goleada desta Copa do Mundo.

A primeira chance real do jogo foi de Portugal. Aos seis minutos, Pedro Mendes subiu mais que a zaga norte-coreana e, de cabeça, mandou a bola na trave. Era apenas o prenúncio do que viria pela frente. Porém, aos 17 minutos a Coreia do Norte respondeu em boa jogada de Hong Yong-Jo, que obrigou o goleiro Eduardo a fazer boa defesa. Diferentemente do que fez contra o Brasil, os norte-coreanos eram mais ariscos. Perderam o medo de ficar somente na defesa e chegaram mais vezes ao ataque, mas isso deixava o setor defensivo bastante desguarnecido.

Debaixo de muita chuva, os portugueses começaram a trabalhar mais a bola e o resultado foi instantâneo. Aos 28 minutos, Tiago deu passe precioso para Raúl Meirelles, que, emendou de primeira na saída do goleiro, e abriu o placar. Os gajos ainda tiveram outras chances, mas o placar ficou assim mesmo na primeira etapa.

No segundo tempo o show começou. Aos sete, Raúl Meirelles rolou para Simão, que chutou no meio das pernas do goleiro e fez o segundo. Dois minutos depois, Fábio Coentrão avançou e cruzou na cabeça de Hugo Almeida. Outro cinco minutos mais tarde e saiu o quarto gol. Cristiano Ronaldo fez boa jogada e deixou Tiago livre para marcar, de primeira. A Coreia do Norte estava entregue e mais gols ainda sairiam. Aos 35, o luso-brasileiro Liedson, que havia acabado de entrar, viu o zagueiro falhar e a bola sobrar livre em sua frente. O ex-corintiano encheu o pé e aumentou a goleada.

Aos 41, enfim, Cristiano Ronaldo conseguiu fazer o seu gol. Depois de ter tentado inúmeras vezes no jogo arriscando muitos chutes para o gol, o astro do Real Madrid contou com a sorte. Liedson ganhou da zaga e a bola sobrou para Cristiano Ronaldo, que tentou driblar o goleiro, ficou procurando a bola e, sem querer, ajeitou-a com a nuca e chutou para marcar o sexto. Ainda deu tempo de Fábio Coentrão dar mais uma assistência e Tiago marcar o seu segundo gol, o sétimo e último dos portugueses.

Com a vitória, a Seleção Portuguesa chegou aos quatro pontos e à vice-liderança do grupo G, atrás do Brasil, que tem seis. O próximo duelo será entre as duas equipes e a primeira colocação da chave estará em jogo. A partida acontecerá na sexta-feira (25/06), às 11h, em Durban. A seleção da Costa do Marfim, que ainda tem remotas chances de chegar as oitavas de final (precisa torcer pelo Brasil e ainda fazer muitos gols em seu jogo), encara a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia e horário.

Chile 1 X 0 Suíça

A vitória chilena não foi fácil. Mesmo com um homem a mais durante grande parte do jogo (Behrami foi expulso aos 30 minutos do primeiro tempo, depois de acertar o rosto de Vidal duas vezes), o Chile esbarrou na (quase) instransponível zaga suíça, que não sofria um gol há 559 minutos em Copas do Mundo, algo que, inclusive, fez o time europeu bater o recorde de tempo sem ser vazado em mundiais, antes pertencente a Itália, com 550 minutos de invencibilidade.

O jogo começou muito truncado e o árbitro Khalil Al Ghamdi, da Arábia Saudita, mostrou logo de cara toda a sua inexperiência. Desde o primeiro minuto, o juiz desandou a distribuir cartões amarelos. Os sul-americanos jogavam no ataque, enquanto os europeus apenas se defendiam. O jogo era chato pelo número excessivo de faltas cometidas pelas equipes. Assim, a etapa inicial foi violenta e com poucos lances de perigo.

Os últimos 45 minutos seriam decisivos para o Chile, que não conseguia fazer valer a superioridade numérica. Os comandados de Marcelo ‘El Loco’ Bielsa vieram determinados a conseguir ao menos um gol para não depender de resultado positivo contra a Espanha, na última rodada. Depois de tanto tentar, aos 29 minutos, Valdivia, que entrou no segundo tempo, encontrou Paredes no meio da defesa – em posição de impedimento -, o meia avançou, driblou o goleiro Benaglio, perdeu o ângulo para chutar e, então, cruzou e achou Mark Gonzalez livre para marcar de cabeça.

A partida não foi das melhores, tanto que o árbitro aplicou nove cartões amarelos (seis para o Chile e o restante para a Suíça) e um vermelho, anotou inúmeras faltas (19 cometidas pelos chilenos e 26 pelos suíços), além dos excessivos erros de passes (133 pela seleção sul-americana e 131 pelos europeus). A vitória deixou o Chile com seis pontos no grupo H, assumindo a liderança isolada. A Suíça, por sua vez, estacionou nos três pontos, mas ainda tem chances de chegar as oitavas de final.

Espanha 2 X 0 Honduras

Depois da decepção da estreia, a Espanha tinha obrigação de vencer o jogo contra Honduras para não se complicar no Mundial. Com uma disparidade técnica amplamente superior, os espanhóis tomaram conta do jogo, golearam nas estatísticas e venceram, só, por 2 a 0. Enquanto a ‘Fúria’ tem grandes chances de passar à próxima fase, só um milagre livrará os hondurenhos da eliminação na primeira fase.

Dominando o meio de campo, não demorou muito para a Espanha levar perigo. Aos sete minutos, David Villa viu o goleiro Valladares adiantado e tentou encobri-lo, mas a bola bateu na trave. O atacante espanhol não desistiu e, dez minutos depois, abriu o placar da partida. Villa recebeu a bola na esquerda, driblou dois marcadores, entrou na área e fintou outro zagueiro, antes de concluir com perfeição e a bola entrar no ângulo. Um golaço!

Enquanto Villa fazia seu papel, seu companheiro de ataque, Fernando Torres, ia perdendo gol atrás de gol. Em certos momentos, os erros cara a cara com o goleiro pareciam até eram motivados por desdém dos espanhóis para com os hondurenhos. O atacante do Liverpool teve pelo menos cinco chances claras de gol e, de todas as formas, de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo, de dentro da pequena área e da marca do pênalti, ele conseguiu errar todos.

Se Torres falhava na hora H, Villa fazia o contrário. Aos cinco minutos da segunda etapa, o recém-contratado atacante do Barcelona, recebeu bom passe de Jesús Navas e, de fora da área, mandou uma bomba, que ainda desviou no zagueiro antes de entrar para o gol. Mas até Villa, que já tinha feito dois gols na partida, teve seu momento de Torres. Jesús Navas sofreu pênalti e Villa teve a chance de fazer seu hat-trick e se igualar com o argentino Higuaín na artilharia da Copa do Mundo, mas o espanhol desperdiçou a cobrança, chutando para fora.

Depois disso, a Espanha continuou perdendo inúmeros gols e perdeu a chance de aumentar seu saldo de gols, visando não correr riscos na última rodada. Para se ter uma ideia da superioridade da equipe de Vicente Del Bosque, os números retratam: a ‘Fúria’ deu 26 dribles contra 13 de Honduras; 12 escanteios contra três; 22 finalizações ante apenas nove; e 57% de posse de bola a favor dos espanhóis. Uma verdadeira goleada nos números, não nos gols anotados.

Com o resultado, a Espanha somou seus primeiro três pontos no Mundial e atingiu a segunda colocação no grupo H, atrás do Chile, que tem seis e na frente da Suíça, que soma os mesmo três pontos que os espanhóis, mas perde no saldo de gols. Honduras ainda não pontuou. No próximo dia 25 (sexta-feira), acontecem os dois últimos confrontos da chave: Chile X Espanha, em Pretória e Suíça X Honduras, em Bloemfontein, ambos às 15h30.

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Por: Erik Rodrigues*

Eslováquia 0 X 2 Paraguai

Eslováquia e Paraguai se enfrentaram pela segunda rodada do grupo F em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, no estádio Free State, em Bloemfontein. Os paraguaios vinham de um bom empate na estreia contra a Itália. Os eslovacos também empataram na primeira rodada, com a Nova Zelândia. A novidade no time sul-americano era a escalação de mais um atacante, Roque Santa Cruz.

E a mudança surtiu efeito logo de cara, pois o time do técnico Gerardo Martino começou o primeiro tempo no ataque. Roque Santa Cruz arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e o goleiro Mucha teve de se esforçar para fazer a defesa.

E este seria o panorama da primeira etapa, com domínio total dos paraguaios. A Eslováquia não arriscava e formava um paredão para evitar o gol do adversário. O Paraguai partia para cima com Riveros, Lucas Barrios e Nelson Valdez, mas a bola não entrava.

Até que aos 28 minutos, o zagueiro Skrtel falhou e a bola ficou com Barrios, que passou para Vera bater de primeira e abrir o placar. O gol fez justiça ao time que procurou mais o ataque. Mas os eslovacos acordaram e ao menos demonstravam mais vontade, mesmo errando muitos passes. Tanto que aos 37 minutos, a equipe da Europa conseguiu dar uma cabeçada ao gol, com Salata.

No segundo tempo, o Paraguai se acomodou com a vantagem e ficou esperando as chances de contra-ataque aparecerem. E não havia com o que se preocupar, pois a Eslováquia tinha como principal adversária sua própria dificuldade técnica. Mesmo em ritmo mais lento, os paraguaios chegavam com mais perigo e estavam próximos do segundo gol.

E ele veio aos 41, após confusão na área entre Da Silva e Cardozo. A bola sobrou para Riveros que, da entrada da área, chutou forte no canto direito, sem chances para o goleiro Mucha. Com o resultado, o Paraguai chegou a quatro pontos e só precisa de um empate contra a Nova Zelândia, no dia 24, em Polokwane, para ficar em primeiro no grupo. Já a Eslováquia precisa vencer a atual campeã do mundo, Itália, também na quinta-feira, em Joanesburgo.

Itália 1 X 1 Nova Zelândia

Também pelo grupo F, Itália e Nova Zelândia jogaram pela segunda rodada, em Nelspruit. Os italianos queriam se recuperar do empate na estreia contra o Paraguai. Já os neozelandeses vinham empolgados com o empate na partida inicial contra a Eslováquia, conquistado de forma emocionante no final do jogo.

A partida começou truncada, com o time da Nova Zelândia marcando forte e diminuindo os espaços. E no segundo ataque dos “All Whites”, a surpresa: após cobrança de falta no lado esquerdo, Reid desviou, Cannavaro ajeitou sem querer e Smeltz, impedido, abriu o placar.

O gol deixou os italianos atônitos, tanto no campo quanto nas arquibancadas. Daí em diante, o jogo foi ataque contra defesa. Porém, com um time sem inspiração e talentos individuais, a Itália insistia em uma única jogada, a bola aérea para seus atacantes.

Aos 16 minutos, a “Azzurra” teve boa chance com Chiellini, mas o zagueiro não soube aproveitar. Na base da pressão, Zambrotta e Montolivo arriscaram de fora da área, mas sem sucesso. Com quase todo o time na defesa, a Nova Zelândia chamava os italianos para seu campo e as chances de gol aumentavam.

Tanto que aos 28 minutos, Criscito cruzou para a área e o volante Smith puxou De Rossi pela camisa. Um lance polêmico, mas o árbitro marcou pênalti, convertido por Iaquinta. Com o empate, a Itália buscou a virada, sempre com bolas aéreas ou chutes de longe. Porém, o máximo que conseguiu foi consagrar o goleiro Paston.

Na segunda etapa, o técnico Marcello Lippi trocou o discreto Gilardino por Di Natale. E logo no início ele bateu de primeira, exigindo boa defesa de Paston. Camoranesi, que também entrou no time, ajudava no toque de bola do meio campo, mas sem muita objetividade.

O drama italiano continuou o mesmo. Os europeus pressionavam com bolas erguidas na área e chutes de longe, mas sem sucesso. A ameaça de um novo empate fazia com que os jogadores tentassem resolver as jogadas sozinhos. Mas a baixa qualidade técnica da equipe ficava evidente a cada minuto passado.

Em raro momento de ousadia, a Nova Zelândia foi ao ataque pela esquerda. O meio campo Wood driblou Cannavaro com facilidade e bateu cruzado, assustando o goleiro Marchetti e os torcedores italianos. Mas o empate persistiu até o final.

O resultado deixa o time de Marcello Lippi em situação complicada, com apenas dois pontos em dois jogos. Na próxima rodada, a Itália joga sua sobrevivência no Mundial contra a Eslováquia, dia 24, em Joanesburgo, e precisa da vitória. A Nova Zelândia, também com dois pontos, encara o líder Paraguai no mesmo dia, em Polokwane.

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil e Costa do Marfim entraram em campo pela segunda rodada do grupo G. Os brasileiros venceram a Coreia do Norte na estreia e queriam o triunfo para garantir uma vaga. Já os marfinenses buscavam os primeiros três pontos no torneio. A seleção “Canarinho” escalou os mesmos jogadores da última partida. No time do técnico Sven-Göran Eriksson, a novidade era o atacante Didier Drogba, que começou como titular.

Logo no início, Kaká  mostrou que estava a fim de jogo e tabelou com Robinho. A bola ficou com o jogador do Santos que, mesmo com Kaká e Luis Fabiano bem posicionados, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Barry. No entanto, a Costa do Marfim dominou os 15 minutos seguintes, não dando espaço para o time brasileiro elaborar as jogadas ofensivas.

O domínio dos “Elefantes” não resultava em conclusões a gol. O jogo ficou devagar, com a equipe de Dunga se defendendo e tentando o contra-ataque. Mas os erros de passe de seus meio-campistas não permitiam que as jogadas evoluíssem.

Aí, entrou em cena o talento e a movimentação de Kaká, que tantos esperavam. Em jogada pelo meio, ele tocou para Luis Fabiano, que devolveu de calcanhar e avançou. O meia do Real Madrid segurou um pouco e, no momento certo, lançou o centroavante brasileiro. Mesmo sem muito ângulo, o “Fabuloso” encheu o pé e abriu o placar.

O gol não melhorou o desempenho do Brasil, que continuou errando passes na intermediária. A Costa do Marfim, de forma contida, partiu para o ataque. Mas aí, o setor mais sólido do time brasileiro apareceu. Lúcio, Juan e Maicon evitaram que os adversários conseguissem uma conclusão mais perigosa ao gol de Júlio César. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segundo etapa, nada de alterações. O time africano apertou a marcação e, mais uma vez, o Brasil não conseguia sair jogando. Até que Luis Fabiano, em dia inspirado, fez uma jogada bem ao seu estilo. Em uma mistura de trombada e habilidade, o atacante encarou a defesa marfinense e, usando os braços, saiu na cara do gol e bateu de pé esquerdo no canto de Barry.

O tento parece ter dado tranquilidade ao time de Dunga, que começou a encontrar espaços para trocar passes. A Costa do Marfim acusou o golpe e continuou sem ameaçar a meta brasileira. E, aos 17 minutos, esta superioridade se converteu no terceiro gol. Kaká, que voltou com mais disposição e atacando pelo lado esquerdo (como em seus bons tempos de Milan), levou a bola até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Elano se antecipou à marcação e tocou para o fundo do gol.

Aos 33 minutos, a Costa do Marfim diminuiu com seu principal jogador, Drogba. O badalado atacante foi, mais uma vez, anulado por Lúcio, assim como o zagueiro brasileiro tinha feito pelas oitavas de final da UEFA Champions League deste ano. Mas encontrou um buraco na defesa brasileira e deixou seu gol.

Os marfinenses então passaram a apelar para a agressão. Sem espaço para avançar com perigo, distribuíram pancadas em Kaká, Luis Fabiano, Michel Bastos e Elano (que sentiu uma dividida e fui substituído por Daniel Alves). Aqui vale o registro para a omissão do árbitro francês Stephane Lannoy. O juiz literalmente deixou “o pau quebrar” em campo. Yaya Touré e Keita batiam em quem aparecesse pela frente

O nervosismo tomou conta dos brasileiros, que passaram a revidar. Para se ter uma ideia da raiva brasileira, Kaká levou dois amarelos e foi expulso. Com isso, o meia está fora do próximo jogo. Depois da confusão, o Brasil tocou a bola e esperou o final da partida.

Com seis pontos em dois jogos, o Brasil está classificado para a próxima fase da Copa do Mundo e aguarda apenas para saber se ficará em primeiro ou segundo lugar. No próximo dia 25, em Durban, o time brasileiro joga contra Portugal. A Costa do Marfim enfrenta a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Por: Erik Rodrigues*

Holanda 1 X 0 Japão

Os dois líderes do grupo E se enfrentaram na cidade de Durban com o objetivo de garantirem a classificação para a próxima fase. A Holanda ainda sem Robben, o principal destaque do time e o Japão com a mesma formação da partida vitoriosa contra Camarões na estreia.

Mas o que parecia uma partida fácil para os europeus acabou se tornando penoso. Com um ataque sem inspiração e com muitos toques de lado, a Holanda pouco ameaçava o gol de Kawashima. Sneijder, Van Persie e Kuyt não se entendiam e as jogadas não saiam. O Japão marcava bem no meio de campo e chegava rápido na frente, sempre com o perigoso Okubo.

Com isso, a Holanda abusava de duas armas: a bola na área e os chutes de longa distância, tentados na maioria das vezes por Sneijder. Mas a marcação dos asiáticos era implacável. Apesar de só terem 31% da posse de bola, os japoneses levavam mais perigo. Em uma boa oportunidade, Honda cabeceou perto do gol e quase fez.

Na segunda etapa, parece que as equipes lembraram que quem ganhasse a partida estaria garantido na próxima fase. A “Laranja Mecânica” voltou mais ligada e começou ameaçando com Van Persie. Os holandeses estavam melhores e pressionavam pelos lados com Kuyt e o atacante do Arsenal. O gol era questão de tempo.

Aos oito minutos, Kuyt cruzou da direita e o brasileiro naturalizado japonês, Marcos Túlio Tanaka, afastou. A bola sobrou no pé de Van Persie, que percebeu a aproximação de Sneijder e ajeitou para o camisa 10, que bateu forte no canto direito. O goleiro Kawashima caiu no canto certo, mas o efeito ‘Jabulani’ entrou em cena e a pelota fez uma curva. O arqueiro japonês ainda espalmou, mas não conseguiu impedir o gol.

Com 1 a 0 no placar, a Holanda parou e privilegiou a marcação ao adversário. O Japão partiu pra cima e deu trabalho para o goleiro Stekelenburg, em dois bons chutes de Okubo. Mas também foi só, pois o time asiático temia os contra-ataques holandeses. O atacante Elia e o meia Affelay entraram no time e deram mais movimentação na frente aos holandeses. Porém, não conseguiram converter em gols as boas oportunidades criadas.

Com o resultado, a Holanda garantiu uma das vagas do grupo E. Na próxima rodada, dia 24, os holandeses encaram Camarões na Cidade do Cabo, enquanto o Japão enfrenta a Dinamarca em Rustemburgo, na briga pela segunda vaga do grupo.

Austrália 1 X 1 Gana

Pelo grupo D do Mundial, Gana e Austrália se enfrentaram na cidade de Rustemburgo. O que tinha tudo para ser um jogo morno e sem atrativos, acabou se tornando uma partida bastante movimentada.

Precisando se recuperar da goleada sofrida na estreia, a Austrália iniciou a partida no ataque. As investidas de Kewell pela esquerda levavam perigo ao gol de Kingson. A pressão deu resultado aos 11 minutos, quando Bresciano bateu falta e o goleiro ganês soltou a bola nos pés de Holman, que empurrou para as redes. Aí, aconteceu o que tem sido rotina nesta Copa do Mundo. Após fazer o gol, os “Socceroos” se firmaram na defesa e esperavam as chances de contra-ataque.

O time de Gana passou a tocar a bola e começou a pressionar. De tanto insistir, aos 25 minutos, Ayew fez o que quis pela direita, aliando técnica e raça no mesmo lance. Após passar por dois adversários, ele cruzou rasteiro para o meio da área e Mensah bateu de primeira. Em cima da linha, Kewell afastou com o braço, o juiz marcou pênalti e expulsou o atacante. Asamoah Gyan, o melhor jogador do time, bateu no canto esquerdo e empatou o jogo.

Os africanos se empolgaram e partiram pra cima dos australianos que, com um homem a menos, ficaram perdidos. Gyan comandava o ataque ganês e por pouco seu time não conseguiu a virada antes do intervalo.

No segundo tempo, a Austrália surpreendeu e equilibrou a partida. Mesmo com mais posse de bola, Gana não criava boas chances de gol e os australianos chegavam com perigo. Em um destes lances, Chipperfield cabeceou na pequena área e mandou pra fora. A jogada despertou os “Black Stars”.

Gyan, sempre ele, conduzia o time ao ataque, com velocidade e ousadia. Mas se ele tocasse mais a bola, talvez a equipe fosse mais beneficiada. Boateng também atacava e aos 25 minutos, os dois tabelaram bonito, mas Gyan chutou pra fora.

A Austrália resolveu então arriscar, e colocou em campo o atacante Kennedy no lugar de Holman. A alteração funcionou e aos 27 minutos, Wilkshire recebeu de frente para o goleiro, mas chutou por cima. A bola ainda sobrou para Kennedy, que bateu fraco e Kingson defendeu.

Nos últimos 15 minutos, os dois times diminuíram o ritmo, apesar de os australianos insistirem na base do desespero, mesmo que sem perigo. Com o resultado, Gana ficou em primeiro no grupo D com quatro pontos. Alemanha e Sérvia têm três, enquanto a Austrália tem um. Na próxima rodada, dia 23, Gana enfrenta a Alemanha no Soccer City, em Joanesburgo, e joga por um empate para seguir no Mundial. Os australianos encaram a Sérvia no mesmo dia, em Nelspruit.

Camarões 1 X 2 Dinamarca

Precisando da vitória para seguir no Mundial, Camarões e Dinamarca entraram em campo pela segunda rodada do grupo E. O time africano sofreu alterações a pedido de seus jogadores, que “conversaram” com o técnico francês Paul Le Guen. Os dinamarqueses também tinham novidade, com a volta do capitão Tomasson, recuperado de lesão.

A partida começou boa, com os camaroneses atacando com sua principal estrela, Samuel Eto’o. O jogador da Inter de Milão arriscou de fora da área, mas a bola foi por cima. Os europeus não deixaram por menos e responderam com Rommedahl. Até que Christian Poulsen saiu jogando errado e entregou a bola de graça para Webo. Ele levou pela esquerda e passou para Eto’o que, livre na área, abriu o placar para os “Leões Indomáveis”.

Com o gol, Camarões cresceu no jogo e permaneceu no ataque por mais dez minutos. Teve boas chances e trocou passes rápidos entre Webo, Eto’o e Emana. Mas o segundo gol não saiu e a Dinamarca voltou para o jogo.

Aos 16 minutos, Gronkjaer arriscou de fora da área, mas Nkoulou tirou de cabeça uma bola que certamente empataria a partida. Insistindo em jogadas rápidas, a Dinamarca alcançou a igualdade aos 33 minutos. O bom Rommedahl recebeu pela direita e cruzou rasteiro para Bendtner marcar.

O empate incendiou os minutos finais do primeiro tempo. Os dois times tiveram a chance de fazer o segundo gol, que não saiu por detalhe. O dinamarquês  Tomasson teve boa oportunidade, mas Nkoulou salvou mais uma vez. No contra-ataque, Eto’o bateu de esquerda e acertou a trave.

O segundo tempo começou mais lento, com as equipes trocando passes na intermediária. Aos 12 minutos, Camarões arriscou e Webo tabelou com Eto’o, mas mandou longe. Na sequência, veio o castigo. Novamente Rommedahl, o melhor jogador da Dinamarca, avançou pelo lado esquerdo da defesa adversaria, driblou Makoun e bateu de esquerda, virando o jogo. A “Dinamáquina” ainda teve a chance de marcar o terceiro, mas o capitão Tomasson perdeu ótima chance.

A derrota eliminaria os africanos, então os camaroneses foram com tudo para o ataque. As entradas de Idrissou e Aboubakar melhoraram o time, que jogava bolas para a área dinamarquesa. Aquela dramaticidade típica de Copa do Mundo entrou em campo. Emana e Eto’o tentaram de fora da área, pelos lados, pelo alto, mas não conseguiram o gol que manteria o time no Mundial. A defesa da Dinamarca trabalhou bem, com destaque para o bom zagueiro Daniel Agger.

Com a vitória, a Dinamarca segue na briga por uma vaga na próxima fase e enfrenta o Japão, em Rustemburgo, no dia 24, na disputa direta pela classificação. Já Camarões está eliminado da Copa do Mundo e só cumpre tabela com a Holanda, na Cidade do Cabo, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Alemanha 0 X 1 Sérvia

De todas as seleções cotadas ao título do Mundial da África do Sul, a Alemanha foi a que melhor se saiu na primeira rodada do torneio. Os alemães jogaram bem contra a Austrália e golearam por 4 a 0, causando boa impressão. Entretanto, poucos dias depois, o cenário mudou completamente. O jogo de hoje contra a Sérvia foi totalmente negativo para os bávaros. Tiveram um jogador expulso, perderam um pênalti e também o jogo, por 1 a 0, complicando a situação na Copa do Mundo.

Com uma equipe superior, ao menos no papel, a Alemanha começou em cima dos sérvios e, logo aos seis minutos da primeira etapa, levou perigo. O lateral e capitão Lahm avançou pela direita, cruzou para a área, a zaga adversária tirou e, no rebote, Podolski pegou de primeira, assustando o goleiro Stojkovic. Depois disso, o que se viu foi um jogo truncado onde a bola pouco saia do meio campo. Aos 32 minutos, a Sérvia teve sua primeira chance, em falta cobrada por Kolarov, que passou perto da trave.

Aos 37 minutos ocorreu um lance crucial da partida. O atacante Miroslav Klose, que já havia tomado um cartão amarelo aos 12 minutos, fez falta por trás em Stankovic e o árbitro espanhol Alberto Undiano expulsou o alemão. Com um a menos, os comandados do técnico Joachim Löw sentiram o golpe e no minuto seguinte as coisas pioraram. Krasic foi à linha de fundo na direita e cruzou. Zigic ajeitou para Jovanovic, que, sozinho, fez o gol da Sérvia. Em desvantagem no placar, a Alemanha foi para cima e quase empatou nos acréscimos, quando Ozil levantou a bola na área, o goleiro sérvio rebateu para o meio da área e Khedira, sozinho, chutou a bola na trave, desperdiçando boa chance.

No início do segundo tempo, os alemães continuaram insistindo. Aos oito, Schweinsteiger bateu forte e Stojkovic defendeu. Três minutos depois foi a vez de Podolski perder outra chance, cara a cara com o goleiro. O próprio meia alemão desperdiçou outra oportunidade dois minutos mais tarde, chutando a bola na rede pelo lado de fora. Mas Podolski ainda faria coisa pior no lance seguinte. Em bola alçada na área, o zagueiro sérvio Nemanja Vidic colocou a mão na bola e o juiz marcou o pênalti. O camisa 10 da Alemanha bateu de perna esquerda e Stojkovic defendeu a primeira penalidade deste Mundial, para desespero dos alemães.

Com os bávaros desestabilizados, a Sérvia tratou de partir para cima em busca do segundo gol, que quase saiu aos 21 minutos, quando Krasic fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Jovanovic, que chutou forte e a bola explodiu na trave. Sete minutos depois, Krasic cruzou e Zigic, de cabeça, mandou na trave novamente.

O jogo terminou e o que estava bem para a Alemanha, virou motivo de preocupação. Além de perder o jogo e seu principal atacante para a próxima partida, os alemães ainda viram a Sérvia jogar melhor e só não perderam de mais graças a falta de pontaria dos adversários.

A situação do grupo D é a seguinte: Alemanha, Sérvia e Gana somam três pontos, com vantagem para os africanos, que têm um jogo a menos, já que só enfrentarão a Austrália amanhã. Os australianos ainda não fizeram pontos na Copa do Mundo. Na última rodada, dia 23 (quarta-feira), a Alemanha enfrenta Gana, em Joanesburgo, e Sérvia e Gana duelam em Nelspruit, ambos às 15h30.

Eslovênia 2 X 2 Estados Unidos

O primeiro grande erro de arbitragem da Copa do Mundo aconteceu nesta sexta-feira. A seleção lesada foi a dos Estados Unidos, que empatou por 2 a 2 com a Eslovênia, mas teve um gol mal anulado no final da partida. O jogo entre norte-americanos e eslovenos pode ser analisado em duas partes: o primeiro tempo foi todo da equipe europeia, enquanto os ‘Yankees’ dominaram os últimos 45 minutos.

Os torcedores presentes no estádio Ellis Park puderam ver um belo gol, aos 13 minutos, quando o meia Birsa chutou de longe com efeito e acertou o canto do goleiro Tim Howard, abrindo o placar para a Eslovênia. Com bastante movimentação das duas equipes, o jogo era bom e emocionante. Os norte-americanos, que empataram na rodada inicial com a Inglaterra, precisavam do resultado, mas pareciam dispersos para alcançar o objetivo. Aproveitando-se disso, a Eslovênia fez mais um. A zaga dos Estados Unidos tentou fazer a famosa linha de impedimento, equivocou-se e deixou Ljubijankic livre para marcar o segundo, na saída do goleiro.

A primeira etapa terminou e no intervalo o técnico Bob Bradley deve ter dado aquele sermão tradicional em seus jogadores, afinal, logo aos três minutos do segundo tempo, o astro do futebol norte-americano, Landon Donovan, aproveitou um erro de saída de bola dos eslovenos, avançou pela direita e, de dentro da área, fuzilou o goleiro Handanovic, que nada pôde fazer. Os Estados Unidos se empolgaram com o gol e partiram para cima.

Com grande parte do estádio incentivando, aos 35 minutos veio o empate. O atacante Altidore ajeitou a bola para o meio da área e Bradley, filho do treinador Bob Bradley, tocou de primeira para igualar o placar. A reação dos norte-americanos já era boa, mas eles queriam mais. E conseguiram. Aos 39, Donovan cobrou falta na área e Maurice Edu, que havia entrado no segundo tempo, pegou de primeira e marcou um bonito gol. O árbitro Koman Coulibaly, de Mali, anulou a jogada erroneamente, prejudicando os Estados Unidos.

Mesmo com a infelicidade do trio de arbitragem, os norte-americanos saíram felizes pelo resultado, afinal, conseguiram empatar um jogo que parecia perdido. Para a Eslovênia, a partida teve sabor de derrota. Com o resultado, os ‘Yankees’ chegaram aos dois pontos, enquanto os eslovenos continuam na liderança do grupo C, agora com quatro pontos.

Inglaterra 0 X 0 Argélia

Ingleses e argelinos creditaram o insucesso da primeira rodada a seus goleiros: Green, da Inglaterra e Chaouchi, da Argélia, já que ambos falharam feio e tomaram ‘frangos’, prejudicando suas equipes. Desta forma, nenhum dos dois foi escalado para o segundo jogo, provavelmente por ‘deficiência técnica’, como costumam dizer os treinadores. Mas o que se viu hoje no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi algo pior que isso. Em um jogo sonolento e chato, Inglaterra e Argélia empataram por 0 a 0 e se complicaram no grupo.

O que se viu em campo foi uma Inglaterra completamente desorganizada, com ótimos jogadores como Gerrard e Rooney apagados e a tradicional zaga inglesa dando sopa para o azar em diversos lances. Da Argélia, que pouco se espera, nada de novo. Mesmo com uma considerável melhora em relação a derrota para a Eslovênia, os argelinos não têm uma equipe forte, tanto que não levaram perigo aos ingleses. A decepção mesmo ficou por conta do ‘English Team’, apontado por muitos como franco favorito ao título e que, até agora, nada de relevante apresentou. Nem mesmo o bom técnico italiano Fábio Capello conseguiu alterar a estrutura de jogo da Inglaterra e isso pode custar caro na próxima rodada.

A Inglaterra somou seu segundo ponto, enquanto a Argélia conquistou o primeiro. Muito pouco, se levarmos em conta que duas partidas já foram disputadas e a Copa do Mundo é um torneio de tiro curto, onde não se pode recuperar o tempo perdido mais pra frente. O grupo C está todo embolado e todas as equipes ainda têm chances de avançar às oitavas de final. Na próxima quarta-feira (23/06), a líder Eslovênia encara a Inglaterra em Porto Elizabeth, precisando de apenas um ponto para obter a classificação. No mesmo dia, Estados Unidos e Argélia se enfrentam em Pretória. Os dois jogos estão marcados para às 11h.

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Nova Zelândia 1 X 1 Eslováquia

Mais um jogo fraco no Mundial da África do Sul. Neozelandeses e eslovacos já foram para a Copa do Mundo como meros coadjuvantes e, pelo que foi visto hoje, não se esforçarão em nada para tentar mudar este panorama. A Nova Zelândia, que joga o torneio pela segunda vez na história (a outra aconteceu em 1982), jogou água no chope dos eslovacos no final da partida e pela baixa qualidade técnica de ambos, o empate por 1 a 1 ficou de bom tamanho.

O jogo foi tão sonolento que o primeiro lance de perigo aconteceu somente aos 27 minutos. Os eslovacos Weiss e Sestak tabelaram na entrada da área, mas a conclusão do atacante Sestak saiu pela linha de fundo. Cinco minutos mais tarde foi a vez do goleiro da Nova Zelândia, Mark Paston, fazer uma presepada com a bola nos pés e entregar de bandeja para o adversário, que também se enrolou com a pelota e desperdiçou outra chance. A Eslováquia ao menos tentava abrir o placar e criou outra chance aos 35 com o meia Leo Bertos em avançada pela direita. A Nova Zelândia só assustou aos 37 minutos, quando o atacante Smeltz tabelou com Killen e, de dentro da área, bateu de primeira rente a trave.

A segunda etapa começou um pouco mais movimentada, já que logo aos 4 minutos, depois de boa jogada pela direita, Sestak cruzou e o atacante Vittek mandou de cabeça para o fundo do gol, abrindo o placar para a Eslováquia. Os eslovacos perderam a chance de ampliar o marcador aos 23, quando desceram num rápido contra-ataque e o atacante Vittek ficou cara a cara com o goleiro, mas foi interceptado. A Nova Zelândia, por sua vez, só levava perigo nas bolas aéreas, fazendo valer a média de altura de 1,86 de seus jogadores. Aos 42 minutos, Smeltz subiu mais que a zaga adversária e cabeceou para fora, numa boa chance. Cinco minutos mais tarde, já nos acréscimos do jogo, veio o castigo para a Eslováquia. Smeltz cruzou a bola para a área e o zagueiro Reid marcou o gol de empate, dando números finais à partida.

O empate entre Nova Zelândia e Eslováquia embolou ainda mais o grupo F da Copa do Mundo. As duas equipes se juntaram a Itália e Paraguai e agora os quatro times somam um ponto. A segunda rodada do grupo acontece no próximo domingo (20/06), quando os eslovacos enfrentam o Paraguai em Bloemfontein, às 8h30 (horário de Brasília) e Itália e Nova Zelândia jogam em Nelspruit, às 11h.

Costa do Marfim 0 X 0 Portugal

O jogo mais esperado desta terça-feira também não foi dos melhores. Entretanto, pela qualidade dos jogadores, era óbvio que marfinenses e portugueses não fariam um jogo ruim como Nova Zelândia e Eslováquia fizeram. O duelo entre as estrelas Cristiano Ronaldo e Didier Drogba não aconteceu, ao menos na primeira etapa, já que o marfinense foi poupado por ainda não estar 100% fisicamente. A Seleção Portuguesa não conseguiu se sobressair através da genialidade de Cristiano Ronaldo e foi freada pela força física e a disciplina tática imposta pela equipe de Sven-Göran Eriksson, treinador da Costa do Marfim. O empate por 0 a 0 foi justo pelo o que as equipes fizeram no gramado do estádio Nelson Mandela Bay.

Logo no começo da partida, Cristiano Ronaldo levantou os torcedores. O português recebeu uma bola no meio, deu um drible curto no adversário e, de direita, mandou uma bomba que explodiu na trave do goleiro Barry. O cartão de visitas do astro poderia ter assustado a Costa do Marfim, mas o que se viu depois disso foi o contrário. Tiené, Touré, Eboué e Demel não deram espaços para Cristiano Ronaldo. Marcaram em cima e levaram a melhor na maioria dos lances. Aos 13 minutos, os marfinenses levaram perigo pela primeira vez, numa falta cobrada pelo zagueiro Tiené. Tiote também deu um chute perigoso na meta defendida pelo goleiro Eduardo e esses foram os principais lances da primeira etapa.

O segundo tempo foi mais corrido e as duas equipes resolveram se arriscar mais. Gervinho, que teve boa atuação, chegou à linha de fundo pela esquerda do campo e quase abriu o placar no primeiro minuto. Portugal respondeu onze minutos mais tarde, em cabeçada de Liedson e boa defesa de Barry. O estádio entrou em êxtase aos 19 minutos, quando Drogba saiu do banco de reservas e entrou no lugar de Kalou. O atacante do Chelsea é muito mais que apenas um ídolo dos marfinenses. Drogba é visto como o principal jogador de todo o continente africano na atualidade e, por esse motivo, foi festejado como uma grande estrela costuma ser. Pouco participativo em campo, o atacante da Costa do Marfim viu a seleção lusitana perder outra chance de abrir o placar aos 34 minutos, em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, que passou por cima do gol. Mas Drogba também teve sua chance, aos 45 minutos, quando recebeu passe dentro da área e, desequilibrado, chutou para fora na saída do goleiro.

O jogo acabou 0 a 0 e o principal destaque efetivamente foi o sistema tático da Costa do Marfim. Sven-Goran Eriksson assumiu a equipe recentemente e soube usar muito bem a qualidade do time africano. As linhas de defesa e do meio anularam Cristiano Ronaldo, Liedson, Deco e toda a companhia dirigida pelo técnico Carlos Queiroz. As duas seleções demonstraram força, mas precisam melhorar bastante para aspirar uma boa colocação no final do torneio.

Brasil 2 X 1 Coreia do Norte

A tão esperada estreia brasileira no Mundial aconteceu hoje e, nenhum espetáculo foi visto, mas novamente o estilo Dunga foi apresentado, o chamado futebol de resultado. Todos esperavam ver uma seleção fraca, tanto que a Coreia do Norte é a pior colocada no ranking da FIFA entre os 32 países que disputam o Mundial. Mas os norte-coreanos provaram que não serão o saco de pancadas da Copa do Mundo. Fizeram o Brasil suar – e muito – para conseguir a vitória por 2 a 1, resultado esse que deu a liderança do grupo G para a Seleção Brasileira.

Os jogadores brasileiros estavam visivelmente nervosos no início do duelo, algo absolutamente normal para uma estreia de Copa do Mundo. Porém, o Brasil respeitou muito a esforçada seleção norte-coreana, tanto que o primeiro chute a gol só saiu aos 12 minutos, em uma conclusão fraca de Elano. Sete minutos depois, Luís Fabiano roubou a bola no meio de campo, avançou e deu na medida para Robinho, que iludiu o marcador e chutou para o gol, também sem perigo. A Seleção Brasileira ainda estava em marcha lenta, pouco inspirada e barrando sempre na retranca do adversário.

O primeiro tempo acabou e os jogadores decepcionaram a torcida brasileira, que esperava um show da seleção com muitos gols. Os norte-coreanos fizeram muito mais do que deles se esperava. Conseguiram conter o ímpeto da equipe mais vencedora do futebol mundial e ainda se arriscaram no ataque, mesmo que sem perigo.

Robinho foi o melhor do Brasil no primeiro tempo. Se não foi um primor, ao menos buscou o jogo e deixou seus companheiros em boas condições. Na segunda etapa, a mesma situação aconteceu e já que ninguém resolvia, o craque do Santos tentou resolver sozinho, aos sete minutos, mas o chute foi sem direção e passou longe da meta do goleiro asiático. Dois minutos depois, enfim, o Brasil abriu o placar. O volante-brucutu Felipe Mello fez uma boa inversão da esquerda para a direita e encontrou Elano, que dominou, esperou Maicon passar e lançou para o lateral, que entrou na área em velocidade e mandou uma bomba para o gol, enganando o goleiro Ri Myong-Guk, que se preparava para intervir um possível cruzamento e viu a bola entrar entre seu corpo e a trave.

Com a vantagem no placar, a Seleção Brasileira se empolgou e foi em busca de mais gols. Michel Bastos chutou forte aos 15 minutos e quase ampliou. Três minutos depois, Robinho lançou a bola, Luís Fabiano matou no peito, fintou o zagueiro e mandou de pé esquerdo para fora. Provando querer jogo, Robinho recebeu a bola no meio de campo, partiu para cima e deu um precioso passe entre os adversários, encontrando seu ex-companheiro de Santos, Elano, livre para marcar o segundo gol brasileiro, aos 26 minutos.

O segundo tento amenizou o ímpeto brasileiro e a Coreia do Norte foi para o tudo ou nada. Somente aos 37 minutos o goleiro Júlio César pegou na bola, num cruzamento erguido na área e defendido sem problemas pelo arqueiro brasileiro. Com o resultado praticamente garantido, Dunga colocou Nilmar, Daniel Alves e Ramires no jogo. E aos 39, Nilmar quase marcou o seu, em conclusão fraca para o gol. Mas o que menos se esperava aconteceu aos 43 minutos, quando a defesa do Brasil ficou apenas olhando o norte-coreano Ji Yun-Nam entrar na área e fuzilar para fazer o gol dos asiáticos.

O jogo terminou 2 a 1, o Brasil não passou sufoco em nenhum momento, mas ficou devendo muito futebol. Kaká, a principal esperança brasileira no Mundial, não foi bem e visivelmente ainda está aquém de sua melhor condição física. Não sei se haverá tempo para o meia se recuperar e isso é preocupante para as pretensões brasileiras no torneio. Mesmo jogando de forma pragmática, a Seleção Brasileira foi amplamente superior, tanto que teve 63% de posse de bola e finalizou dez vezes contra apenas três do adversário. Dunga precisa melhorar muito essa equipe, já que os dois próximos jogos serão contra equipes mais qualificadas que a Coreia do Norte.

Com os resultados desta terça-feira, o grupo G tem o Brasil na liderança com três pontos, Portugal e Costa do Marfim empatados com um ponto e os norte-coreanos figuram na lanterna. A Seleção Brasileira disputa a segunda partida no próximo domingo (20/06) contra a Costa do Marfim em Joanesburgo, às 15h30. No dia seguinte, a Coreia do Norte encara Portugal na Cidade do Cabo, às 8h30.

Reveja os melhores momentos e os gols da partida:

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Holanda 2 X 0 Dinamarca

O primeiro jogo desta segunda-feira não foi tão bom quanto se imaginava. A Holanda, que mais uma vez chega a uma Copa do Mundo como favorita, não jogou com força máxima, já que sua principal estrela, o meia Arjen Robben, continua se tratando de uma lesão. Os dinamarqueses, por sua vez, forjaram a contusão do atacante Bendtner e anunciaram a semana inteira que o jogador do Arsenal não teria condições de jogo. Quando as equipes entraram em campo, lá estava ele, titularíssimo. Mas nem isso conseguiu ajudar a Dinamarca, que não apresentou muitas qualidades e perdeu para uma Holanda pouco inspirada por 2 a 0.

A partida foi morna na primeira etapa. Os volantes dinamarqueses paravam o jogo a todo instante com faltas, deixando o confronto truncado e desinteressante. Os holandeses pareciam jogar em marcha lenta, sem o ânimo apresentado no último amistoso de preparação para a Copa do Mundo, quando a equipe do técnico Bert van Marwijk atropelou a Hungria com uma goleada por 6 a 1. Sneijder tentava decidir sozinho e em alguns lances, ao invés de levantar a bola na área, preferia chutar direto para a meta, isolando todas as cobranças. A Dinamarca teve apenas um lance perigoso, num cruzamento de Rommendahl, que Bendtner cabeceou para fora.

A segunda etapa começou quente. No primeiro minuto, Van Persie cruzou, a zaga dinamarquesa se atrapalhou toda e os desvios de Simon Poulsen e do zagueiro Agger deram o primeiro gol para a ‘Laranja’. O jogo continuou devagar após o tento. A Holanda parecia estar satisfeita com a vitória magra e a Dinamarca demonstrava fraqueza para buscar o empate. Mesmo assim, os holandeses levavam mais perigo, tanto que aos 40 minutos, Sneijder lançou para Elia (que entrou bem no jogo) e o jovem talento holandês tocou na saída do goleiro. A bola tocou na trave e o atacante Kuyt pegou o rebote para fazer o segundo.

A vitória por dois gols de diferença foi um bom resultado para um início de Copa do Mundo, mas a Holanda ficou devendo futebol. A Dinamarca pode até se classificar para as oitavas de final, mas se isso acontecer, será mais pela fraqueza dos adversários do que por méritos próprios. Tem tudo para ser coadjuvante no Mundial.

Japão 1 X 0 Camarões

Mais um jogo tecnicamente fraco neste Mundial. Japoneses e camaroneses se preocuparam mais em se defender e se esqueceram de atacar. Com número bem menor de passes errados, o Japão conseguiu a vitória por 1 a 0 e aumentou as esperanças de chegar à próxima fase.

Um dado pode traduzir melhor o que foi esta partida. Até aqui, foi o jogo mais faltoso da Copa do Mundo, com 49 intervenções. A bola rolava um pouco e alguém sofria falta. Rolava mais um pouco e outro jogador era parado com uma infração. A Seleção Camaronesa demonstrou desentendimento e falta de aplicação tática dentro de campo. Os passes errados, a falta de jogadas ensaiadas e a lentidão prejudicaram os africanos. Os asiáticos foram pragmáticos e não tomaram muitos sustos na defesa. O nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka fez uma boa partida e parou o ataque camaronês em 16 oportunidades.

Já que faltava qualidade, o gol só sairia em algum erro individual e isso aconteceu aos 39 minutos da primeira etapa. Matsui cruzou a bola na área, a zaga africana falhou feio e Honda recebeu sozinho, dominou e chutou na saída do goleiro. Um balde de água fria nas pretensões de Camarões, que sonhavam em melhorar a campanha obtida na Copa do Mundo de 1986, quando surpreenderam o mundo e chegaram às quartas de final do torneio.

A segunda etapa teve poucas mudanças. Samuel Eto’o, a maior esperança de Camarões, enfim, conseguiu fazer sua primeira jogada aos 4 minutos, quando driblou três defensores japoneses pela direita e rolou a bola para Moting, que chutou rente ao travessão. Foi a chance mais aguda da equipe e também o único momento brilhante de Eto’o no jogo. Outro lance perigoso aconteceu no final, quando M’bia arriscou de longe e a bola explodiu na trave do goleiro Kawashima.

A próxima rodada do grupo E acontece no sábado (19/06). A líder Holanda enfrenta o empolgado Japão em Durban, enquanto Dinamarca e Camarões se enfrentam em Pretória. Quem perder deste confronto já estará eliminado do Mundial.

Itália 1 X 1 Paraguai

O confronto entre as duas forças do grupo F foi bastante movimentado como era de se esperar. Os atuais campeões mundiais perderam qualidade de 2006 para cá, com jogadores envelhecidos e um ataque ineficaz. Para as pretensões italianas, o empate por 1 a 1 com o Paraguai não foi o ideal, mas os sul-americanos ficaram satisfeitos com o resultado.

A Itália dominou a partida, pressionou o Paraguai e criou inúmeras chances de gol. Mas os paraguaios não foram presa fácil. Souberam se defender bem, com a garra típica do futebol sul-americano e ainda conseguiram surpreender na única chance real que tiveram. Aos 38 minutos, Torres jogou a bola na área e o zagueiro Alcaraz fez o gol de cabeça, nas costas de Fábio Cannavaro. Os paraguaios comemoram muito, afinal, o atual elenco é apontado pela imprensa do país como a melhor seleção da história guarani.

Azzurra voltou do intervalo com a obrigação de ser mais contundente no ataque e buscar o empate. O objetivo europeu por pouco não foi por água abaixo, quando logo no início da segunda etapa o meia Cáceres chutou de primeira e a bola passou perto do ângulo, se perdendo pela linha de fundo. Depois disso, só deu Itália. A pressão surtiu efeito aos 17 minutos, quando Pepe cobrou escanteio e De Rossi, livre, só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede. O empate animou os italianos e fez com que os paraguaios recuassem ainda mais. As tentativas foram frustradas e o empate foi justo. A Itália teve mais posse de bola e dominou grande parte do jogo, mas o Paraguai conseguiu se defender bem, mostrando mais uma vez que a zaga é um setor  tradicionalmente forte da seleção.

Domingo (20/06) as equipes retornam ao campo para disputarem a segunda rodada do grupo. O Paraguai encara a Eslováquia em Bloemfontein, às 8h30 e os italianos enfrentarão a Nova Zelândia em Nelspruit, às 11h.

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A África do Sul investiu mais de R$10 bilhões em infra-estrutura para sediar a Copa do Mundo de 2010. É óbvio que grande parte deste investimento foi na construção e reforma dos estádios. Os jogos serão disputados em nove sedes (dez estádios abrigarão o evento, já que Joanesburgo terá dois campos), sendo que cinco foram construídos para a Copa e outros cinco foram reformulados para receber o mundial. Abaixo, veja um gráfico das cidades-sede e também as informações e fotos dos dez palcos da competição.


MAPA DAS CIDADES-SEDE

SOCCER CITY – JOANESBURGO
Ano de construção:
1987
Capacidade: 94.700
Jogos: O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase, uma partida das oitavas, uma das quartas e a decisão do mundial.


ELLIS PARK – JOANESBURGO
Ano de construção: 1928
Capacidade: 62.000
Jogos: O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase, uma partida das oitavas e outra das quartas.


GREEN POINT – CIDADE DO CABO
Ano de construção: 2009
Capacidade: 70.000
Jogos:
O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase, uma partida das oitavas, uma das quartas e outra da semifinal.


FREE STATE – BLOEMFONTEIN
Ano de construção: 1952
Capacidade: 48.000
Jogos:
O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase e uma partida das oitavas-de-final.


PETER MOKABA – POLOKWANE
Ano de construção: 2010
Capacidade: 46.000
Jogos:
O estádio abrigará quatro jogos da primeira fase.


LOFTUS VERSFELD – PRETÓRIA
Ano de construção: 1906
Capacidade: 50.000
Jogos:
O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase e um das oitavas-de-final.


MOSES MABHIDA – DURBAN
Ano de construção: 2009
Capacidade: 70.000
Jogos:
O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase, um das oitavas e outro da semifinal.


MBOMBELA – NELSPRUIT
Ano de construção: 2010
Capacidade: 46.000
Jogos:
O estádio abrigará quatro jogos da primeira fase.


NELSON MANELA BAY – PORT ELIZABETH
Ano de construção: 2009
Capacidade: 48.000
Jogos:
O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase, um das oitavas, outro das quartas, além da disputa pelo terceiro lugar.


ROYAL BAFOKENG – RUSTEMBURGO
Ano de construção: 1999
Capacidade: 42.000
Jogos:
O estádio abrigará cinco jogos da primeira fase e um das oitavas-de-final.

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