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Posts Tagged ‘Morumbi’

Quando a fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2010 terminou, muitos apontaram que o São Paulo teria o confronto mais fácil de todos os oito jogos do mata-mata. E os que pensaram dessa forma tinham razão. Afinal, o Universitário, do Peru, não fez nada de exuberante na competição. Nos seis jogos disputados no grupo 4, os peruanos somaram dez pontos, com duas vitórias e quatro empates. Mas quem assistiu ao menos um desses jogos, sabia perfeitamente que o Universitário é um time fraco.

Era o cenário ideal para o time paulista engrenar na Libertadores e até na temporada, já que o desempenho mostrado nos primeiros quatro meses de 2010 esteve muito aquém do esperado. Entretanto, o São Paulo começou a se complicar na partida de ida, quando empatou por 0 a 0 e teve diversas chances para vencer e sair classificado do Peru. De qualquer forma, a partida de volta poderia ser a hora da redenção, o momento certo para crescer num torneio como esse.

Pois bem. O Tricolor enfrentou o Universitário na noite desta terça-feira no Morumbi, com 44 mil torcedores, e o futebol apático continuou o mesmo. Ricardo Gomes surpreendeu e sacou Washington para colocar Fernandinho no ataque, apostando na velocidade e nos dribles do atacante.  Nada mudou. O São Paulo precisava do gol para se classificar, mas totalmente desorganizado dentro de campo, as jogadas de ataque em nada resultavam. Aliás, resultavam apenas na ira da torcida presente e dos outros tantos milhões que assistiam pela televisão.

A primeira chance real de gol saiu apenas aos 18 minutos do primeiro tempo, quando Hernanes cobrou escanteio e Rodrigo Souto, de cabeça, mandou a bola no travessão. A torcida impacientava-se pouco a pouco e parecia prever o sufoco que viria adiante. A falta de variação de jogadas levava o time brasileiro a fazer sempre a mesma coisa. Hernanes, no meio-campo, passava a bola para a direita, recebia de volta, passava para a esquerda, recebia de volta e nada. Esse time do São Paulo parece que não treina junto, não se conhece. Em campo não é demonstrada nenhuma jogada ensaiada, variações de esquemas táticos no andamento da partida e toques precisos. A bola parecia queimar no pé dos jogadores. Marlos, Fernandinho e Dagoberto tentavam resolver tudo sozinhos e nada conseguiam. Cicinho esteve perdido em campo, errando todos os passes, cruzamentos e desarmes, além de ser presa fácil para os atacantes adversários.

O jogo foi ficando perigoso e, mais uma vez, o Universitário dava mostras de ser um time realmente fraco. Defendia-se constantemente e raramente se aventura num contragolpe. Era um jogo de ataque contra defesa. A defesa se mostrava bem postada, nada mais que isso, enquanto ao ataque faltava criatividade, inspiração e até um pouco de garra.

No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou Washington no lugar de Jorge Wagner, mudando o esquema para o 4-3-3. Um pouco melhor, aos sete minutos o Tricolor perdeu um gol feito através de Marlos que, na pequena área, conseguiu a proeza de desperdiçar a chance mais clara do jogo. A pressão se intensificou ainda mais, mas sem êxito algum.

O jogo se arrastou assim até o seu final. Um São Paulo burocrático e muito mal em campo, contra um Universitário pouco qualificado, mas aguerrido e cumpridor de seus objetivos, já que veio ao Morumbi para empatar e levar a decisão para os pênaltis. E, por incrível que pareça, eles conseguiram a façanha.

Nas penalidades, Rogério Ceni foi o herói. Começou assustando a perder o primeiro pênalti, mas prontamente se recuperou, defendeu duas cobranças e ainda viu outra ir para fora, enquanto Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto converteram os pênaltis que levaram o São Paulo às quartas-de-final da Copa Libertadores.

Os mais otimistas dirão que a equipe ainda vai crescer e que, mesmo sem um futebol convincente, o Tricolor está entre os oito melhores da América. Porém, a realidade é outra. Se o São Paulo avançou de fase, muito disso deve-se ao desempenho do adversário, que nada produziu e jogou na retranca nas duas partidas.

Faltam empenho e qualidade tática para esse time. Falta comando e também dedicação por parte dos jogadores. O próximo adversário será conhecido amanhã no confronto entre Nacional-URU e Cruzeiro. Possivelmente os mineiros conquistaram a vaga e o confronto decisivo nas quartas-de-final será o mesmo do ano passado. Sem perspectivas de melhora, o enredo final pode ser o mesmo. Quiçá até pior do que em 2009. Com esse amontoado de jogadores sem padrão em campo, o reflexo pode ser a eliminação do torneio. Há algo muito errado neste São Paulo, mas se nem Ricardo Gomes sabe explicar, quem diremos nós…

CHIVAS PERDE, MAS SE CLASSIFICA
Outro time que conquistou vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores nesta terça-feira foi o Chivas Guadalajara. Depois de vencer por 3 a 0 o Vélez Sarsfield na partida de ida, os mexicanos foram até a Argentina e perderam por 2 a 0 para os rivais. Com o resultado, o Chivas aguarda a definição dos próximos jogos para saber quem será o adversário, que sairá do confronto entre Libertad e Once Caldas.

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A super quarta-feira no mundo do futebol não foi das melhores. De qualquer forma, confira abaixo uma pequena opinião sobre as principais partidas de ontem:

BARCELONA X INTERNAZIONALE (Champions League)
A vantagem obtida no primeiro confronto pela equipe italiana realmente foi importante no duelo. Na partida disputada ontem no Camp Nou, em Barcelona, o que se viu foi um jogo de ataque contra defesa. Uma defesa sólida comandada pelo gigante Lúcio e um ataque sem muitas alternativas liderado pelo argentino Messi. O jogo não foi tudo o que se esperava. A Inter, com razão, entrou em campo apenas para se defender, não se preocupou em tentar um contra-ataque uma mísera vez. Se tivesse tentado, com certeza teria vencido o jogo, pois até o goleiro Victor Valdés tentava atacar, jogando grande parte da partida no meio de campo. Um ataque teria sido fatal. O Barcelona tentou de todas as formas fazer os gols e, quando conseguiu, já era tarde. O gol de Pique, em impedimento, não foi o suficiente e a Inter mesmo jogando com um a menos em grande parte do jogo (Thiago Motta foi expulso), foi mais eficiente e mereceu a vaga. Agora disputará a final da Champions League contra o Bayern de Munique, no dia 22 de maio, no estádio Santiago Bernabéu, na Espanha.

UNIVERSITÁRIO X SÃO PAULO (Copa Libertadores)
O São Paulo encarou, possivelmente, o pior time dos 16 que estão nas oitavas-de-final da Libertadores de 2010. Nem a pressão da torcida que lotou o estádio Monumental de Lima, no Peru, ajudou os anfitriões. Era um jogo para o São Paulo obter uma boa vantagem para a partida de volta e conseguir melhorar seu futebol. Mas novamente o que se viu foi um time mal em campo, sem jogadas definidas e errando demais.  O resultado de 0 a 0 não foi ruim, mas graças a insistência do treinador Ricardo Gomes em escalar o volante Richarlyson na lateral esquerda, sendo que no elenco há três laterais de origem: Júnior César, Carleto e Diogo, o São Paulo quase se complicou e perdeu o jogo depois de Richarlyson ser expulso corretamente por ter dado um carrinho violento no adversário. Além disso o jogador se descontrolou e precisou ser contido pelos companheiros. Uma cena bizarra. O bom para o torcedor são paulino é que no jogo de volta, na próxima terça-feira, no Morumbi, Richarlyson estará suspenso e não poderá jogar. Um reforço para o time, é óbvio. O São Paulo deve passar com certa tranquilidade pelo Universitário e avançar às quartas-de-final, mas com o time não demonstrando melhoras, será difícil chegar longe nesta Libertadores.

FLAMENGO X CORINTHIANS (Copa Libertadores)
O jogo tinha todos os ingredientes para ser um dos melhores do primeiro semestre. Porém, a chuva torrencial que caiu no Rio de Janeiro, afetou o gramado do Maracanã e dificultou as coisas para os dois times. O primeiro tempo foi horroroso, a bola não rolava e nada de bom era feito. Na segunda etapa, São Pedro deu uma trégua e o gramado teve suas condições um pouco melhores. O Corinthians não se apresentou bem, novamente. A semana de treinamento de Ronaldo parece não ter surtido efeito algum, mesmo com um leve emagrecimento, o fenômeno está muito longe do ideal. Mesmo assim, o Corinthians perdeu algumas chances preciosas de abrir o placar e foi beneficiado quando o jogador Michael, do Flamengo, foi expulso de maneira correta. Eram 11 contra 10. Era a chance do Timão conseguir um bom resultado. Entretanto, quem se deu bem com a expulsão parece ter sido o Flamengo, que melhorou em campo e conseguiu marcar o gol, em pênalti sofrido por Juan e convertido por Adriano. A vantagem de 1 a 0 foi mínima, mas o importante foi o Mengão não ter tomado gols dentro de casa. Na partida da semana que vem, no Pacaembu, o Corinthians precisará vencer por dois gols de diferença para garantir a vaga nas quartas-de-final. É possível, mas o grupo de Mano Menezes precisa melhorar.

BANFIELD X INTERNACIONAL (Copa Libertadores)
Jogando em um estádio acanhado, o Internacional se complicou na Libertadores ao perder por 3 a 1 para o Banfield, atual campeão argentino. Na partida de volta, no Beira-Rio, quinta-feira que vem, o time brasileiro terá que vencer por dois gols de diferença. Mesmo mal organizado taticamente pelo treinador Jorge Fossati, o Inter merecia sorte maior, ao menos no quesito arbitragem. O árbitro do jogo deixou de marcar um pênalti para os gaúchos, validou um gol irregular para o Banfield e ainda expulsou o lateral esquerdo Kléber injustamente. O Colorado deve conseguir o resultado em casa, mas não será nada fácil.

ATLÉTICO-MG X SANTOS (Copa do Brasil)
O duelo dos ‘Meninos da Vila’ contra o técnico Vanderlei Luxemburgo era muito esperado. Quem se sairia melhor? O técnico ou os garotos? Na partida de ida, disputada ontem no Mineirão, o Galo levou a melhor e venceu por 3 a 2, com três gols do atacante Diego Tardelli. Robinho e Edu Dracena descontaram para o Peixe. Mesmo com a vitória, o resultado não foi maravilhoso para o Atlético-MG, principalmente por ter tomado dois gols em casa. Na Vila Belmiro, na semana que vem, uma vitória simples por 1 a 0 coloca o time do Dorival Júnior na semifinal da Copa do Brasil. É bem provável que o Santos siga adiante na competição.

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Santos e Santo André foram os principais destaques da primeira fase do Campeonato Paulista de 2010. Com isso, se credenciaram como favoritos ao título deste ano. O Santos disputou a semifinal contra o rival São Paulo, enquanto a equipe do ABC encarou o Grêmio Prudente. Na partida de ida das semifinais, ambos confirmaram o favoritismo e, fora de casa, venceram os adversários. Para as partidas de volta, o Peixe e o Ramalhão poderiam até perder por um gol de diferença que ainda assim avançariam à decisão. O Santos fez o que virou rotina na temporada, ganhou por 3 a 0 do São Paulo em jogo disputado na Vila Belmiro e chegou à final com sobras. Por outro lado, o Santo André perdeu em casa para o surpreendente Grêmio Prudente, por 2 a 1, mas usou o regulamento para garantir a vaga.

Muito se falou na semana sobre a vitória santista no último domingo, no Morumbi, quando poderia ter goleado o rival, tomou grande sufoco no segundo tempo e conseguiu a vitória apenas no último minuto. O Peixe percebeu que não poderia falhar novamente contra o experiente elenco são paulino. Já o São Paulo constatou a qualidade dos ‘Meninos da Vila’ e se apoiou na segunda etapa do último confronto para acreditar na vitória por dois gols de diferença que lhe valeria a vaga na decisão.

O técnico Ricardo Gomes apostava em um ataque veloz para conquistar o objetivo. Assim, sacou Washington e colocou Fernandinho no time titular neste domingo. Na vaga de Marlos, que fora expulso no primeiro confronto, o treinador acreditou na força de Cléber Santana. Outras novidades em relação ao outro jogo foram vistas nas laterais. Jean perdeu seu lugar para Cicinho, enquanto Júnior César deu a vaga para Richarlyson. É óbvio que a derrota de hoje foi totalmente por méritos do Santos, mas seria mais aceitável a escalação de Carleto no lado esquerdo do campo, já que além de Richarlyson não ser lateral de origem, o jogador esteve machucado por um mês e retornou apenas hoje. Ricardo errou na escolha, mas isso não influenciou no resultado.

Pelo lado santista, Dorival Júnior preferiu reforçar o meio campo e sacou o atacante André da equipe titular. Desse modo, Wesley saiu da lateral direita para compor o meio e Pará jogou na posição. Boa visão do treinador do Peixe, afinal, a vantagem era favorável para mudanças desse tipo.

O jogo foi bastante movimentado. O São Paulo tinha um ataque veloz, mas a bola pouco chegou aos jogadores de frente. Hernanes esteve mais tímido que no último jogo, os laterais pouco apoiaram e assim, as chances na primeira etapa foram escassas. Fernandinho tentou resolver sozinho, mas a marcação santista esteve implacável. Dagoberto nada fez. Enquanto isso, o Santos respeitou o rival mais do que na primeira partida, mas mesmo assim, quando tinha a posse de bola, criava jogadas boas e até poderia ter aberto o placar não fosse alguns erros de Robinho.

O segundo tempo era tudo ou nada para o São Paulo. Por esse motivo, Ricardo Gomes tirou Cléber Santana e colocou o artilheiro Washington em campo, mudando o esquema para três atacantes. Washington bem que tentou, mas na única boa investida, o goleiro Felipe fez grande defesa. O Santos começou a se soltar no jogo e sentiu que poderia vencer novamente. O primeiro gol nasceu com jogada do meia Marquinhos, que recebeu a bola nas costas de Richarlyson e cruzou para a área. O atacante Neymar, com o braço, mandou para as redes e abriu o placar. Gol irregular santista e contestação por parte dos são paulinos.

O Santos dominava o jogo e estava com a classificação praticamente definida. Mas os ‘Meninos da Vila’ queriam mais e partiram para cima. Aos 37 minutos, Robinho lançou para Neymar, o zagueiro Miranda acompanhou o atacante e claramente não encostou no adversário, que se jogou dentro da área e o árbitro José Henrique de Carvalho anotou a penalidade. Neymar, com paradinha, fez o seu segundo gol no jogo e o 12º no Campeonato Paulista. O jogo estava decidido, jogadores e torcedores já comemoravam o resultado quando Mádson saiu do banco de reservas, fez ótima jogada pelo lado esquerdo, cruzou para a área e Paulo Henrique Ganso fez o terceiro, aos 40 minutos.

Na somatória das duas partidas, o Santos fez 6 a 2 no São Paulo e conquistou a vaga na decisão do estadual sem contestações. Mesmo com dois erros da arbitragem, o Peixe sobrou em campo, como vem sobrando em todo o campeonato e mereceu a classificação. O Tricolor esteve nervoso em campo, tanto que tomou oito cartões amarelos, mas em nenhum momento perdeu a cabeça com as travessuras dos jovens. Saiu como um bom perdedor.

O Santos terá mais dois jogos para encantar e confirmar uma conquista que já vem se desenhando há algum tempo. A nova geração santista é muito qualificada e já entrou para a história. Além disso, o Santos segue a passos largos como favorito na Copa do Brasil também. O São Paulo, por sua vez, focará completamente a Copa Libertadores e já na próxima quarta-feira terá um difícil jogo contra o Once Caldas para garantir vaga nas oitavas de final do torneio.

SANTO ANDRÉ É O ADVERSÁRIO NA FINAL
O Santo André será o adversário santista na decisão do Campeonato Paulista. Após ter vencido o primeiro confronto contra o Grêmio Prudente por 2 a 1, na semana passada, o Ramalhão perdeu hoje para o rival pelo mesmo placar, mas como tinha vantagem pela melhor campanha na primeira fase, confirmou o favoritismo e obteve vaga na final. As partidas decisivas acontecerão nos próximos dois domingos (25/04 e 02/05), possivelmente no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O time do ABC disputará pela primeira vez uma decisão estadual.

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A Copa Libertadores da América de 2010 vai chegando ao final da primeira fase. Com os jogos desta noite, todos os 32 times já jogaram cinco partidas. Faltando apenas uma rodada em cada grupo, a situação de cada equipe vai ficando mais clara e os confrontos das oitavas de final já podem ser imaginados.

Os cinco clubes brasileiros ainda estão vivos na competição. O Corinthians venceu mais um jogo, dessa vez contra o Racing, no Uruguai, chegou aos 13 pontos no grupo 1 e terá o fraco Independiente de Medellín como último adversário na semana que vem, no Pacaembu. Já classificado e como possivelmente vencerá o confronto, o Timão chegará aos 16 pontos e terá a melhor classificação da primeira fase, tendo a vantagem de decidir todos os confrontos do mata-mata em casa.

Cruzeiro e São Paulo fizeram campanha idêntica até o momento. Nos cinco jogos disputados, ambos venceram três, empataram uma e perderam outra. O primeiro quesito de desempate é o saldo de gols e até nisso os dois se equivalem: seis gols de saldo para cada equipe. Mineiros e paulistas estão muito próximo de obterem vagas na próxima fase. O Cruzeiro jogará fora de casa, nesta quinta-feira, contra o Colo-Colo, no Chile. Para avançar, um empate basta. Se perder, dependerá de outros resultados.

A situação do São Paulo é bem parecida. O que joga a favor do Tricolor é que a decisão contra o Once Caldas, na semana que vem, será em casa, no Morumbi. Se vencer, terminará como primeiro colocado e com uma boa colocação geral. Se empatar também se classifica. E em caso de derrota, terá que torcer por outros resultados para jogar as oitavas de final.

Outro brasileiro na competição é o Internacional, que hoje empatou com o Emelec, no Equador. O Colorado tem nove pontos e está na segunda colocação do grupo 5, atrás do Deportivo Quito, adversário direto dos gaúchos na próxima semana, no Beira-Rio. Ao Internacional, só a vitória interessa. Empate e derrota podem eliminar a equipe, já que o terceiro colocado do grupo é o Cerro, do Uruguai, com sete pontos. Os uruguaios jogarão em casa contra o último colocado Emelec. Se o Inter não conseguir o resultado e o Cerro vencer, o time gaúcho pode ser eliminado.

A pior situação de um brasileiro na Libertadores é a do Flamengo. Fora de casa, o rubro negro perdeu hoje para o Universidad Católica e estacionou nos sete pontos, deixando os chilenos encostarem com seis. O líder do grupo é outro chileno, a Universidad do Chile, com 11 pontos. A próxima partida do Flamengo será no Maracanã contra o já eliminado Caracas, na semana que vem. É vencer ou vencer para não depender do que acontecerá no clássico chileno. E mesmo vencendo, a equipe carioca não conseguirá alcançar a liderança do grupo, se classificará como um dos melhores segundos colocados. O Mengão não pode nem pensar em empatar e muito menos em perder. Além disso, um saldo de gols alto contra o Caracas pode ser importante.

Já foi muito divulgado, mas não custa lembrar que excepcionalmente nesta edição do torneio sul-americano, apenas os seis melhores segundos colocados avançam às oitavas de final. Isso porque duas equipes mexicanas (Chivas Guadalajara e San Luís), que se classificaram para o mata-mata na edição passada, não puderam disputar os jogos pelo surto de gripe suína que abalou o México. O Chivas entrará nas oitavas como 13º colocado, ou seja, como quinto melhor segundo colocado. O San Luís, por sua vez, será o 14º colocado, o sexto melhor segundo.

Tudo pode acontecer, mas os brasileiros seguem firme rumo ao ponto mais alto da América do Sul. Inclusive, a probabilidade de acontecer um confronto ‘caseiro’ já nas oitavas de final é grande. Essa situação vem acontecendo algumas vezes nos últimos anos. Em 2009, Palmeiras e Sport se enfrentaram. Em 2007 foi a vez de o confronto ser entre Grêmio e São Paulo. Palmeiras e São Paulo também se enfrentaram nessa fase da Libertadores em 2006 e 2005.

Se a Copa Libertadores terminasse hoje, os confrontos das oitavas seriam os seguintes:

Corinthians (1º) X (16º) Banfield/ARG
Alianza Lima/PER (2º) X (15º) Internacional
Universidad do Chile/CHI (3º) X (14º) San Luís/MEX
Once Caldas/COL (4º) X (13º) Chivas Guadalajara/MEX
Cruzeiro (5º) X (12º) Universitário/PER
Deportivo Quito/EQU (6º) X (11º) Vélez Sarsfield/ARG
Libertad/PAR (7º) X (10º) Estudiantes/ARG
Nacional/URU (8º) X (9º) São Paulo

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A semifinal do Campeonato Paulista de 2010 entre São Paulo e Santos prometia ser eletrizante. E foi até mais do que se imaginava. Em um jogo muito disputado na tarde deste domingo no estádio do Morumbi, o Peixe conseguiu a vitória por 3 a 2 e ampliou a vantagem que já tinha, agora poderá perder por até um gol de diferença que mesmo assim chegará à final da competição estadual.

Em dois tempos distintos, o Santos não apresentou o futebol convincente das últimas rodadas, tomou um grande sufoco, mas no final conquistou o objetivo e deixou o São Paulo em condição muito difícil no Paulistão.

O São Paulo começou melhor o jogo, marcando em cima e não deixando espaços para os ágeis santistas. Mas, aos poucos, o Santos melhorou dentro de campo e tomou conta da partida. Tanto que, aos 26 minutos, em investida pela esquerda, Neymar passou a bola para Léo que chutou cruzado para o meio da área. A bola caprichosamente bateu no lateral Júnior César e traiu Rogério Ceni. 1 a 0 para o Peixe. O gol mexeu com o jogo. O alvinegro cresceu ainda mais enquanto o São Paulo sentiu o baque e se recuou, chamando o adversário para cima. Porém, as coisas pioraram para o Tricolor quando o meia Marlos, aos 32, foi expulso de campo após já ter tomado cartão amarelo erroneamente minutos antes. O primeiro amarelo deveria ser aplicado no lance da expulsão. Atordoado, não demorou muito para o São Paulo sofrer o segundo gol. Novamente pela esquerda, novamente através de Neymar, que deu um lindo passe de três dedos para o atacante André ampliar a vantagem e marcar seu 12º no Paulistão.

Não havia cenário pior para a equipe de Ricardo Gomes. Jogando em casa e precisando do resultado, tomou dois gols ainda no primeiro tempo e ficou com um jogador a menos. Todos, até mesmo os são paulinos, esperavam pelo pior: ver mais uma goleada santista que resultaria na eliminação do São Paulo.

Na volta do intervalo, Ricardo Gomes fez uma alteração ousada, tirou Washington e colocou Cicinho em campo para atuar como meia e dar mais velocidade ao time. E a alteração surtiu efeito. O São Paulo voltou elétrico e com muita vontade. Logo aos oito minutos, Hernanes fez bela jogada individual e chutou forte no canto do goleiro Felipe, diminuindo o placar e colocando o Tricolor de volta na partida. O gol nos minutos iniciais deu confiança para a equipe. O São Paulo passou a mandar no jogo enquanto o Santos apenas assistia. Hernanes, Dagoberto, Jorge Wagner e Cicinho comandavam o time. E foi através de mais uma jogada rápida que o Tricolor chegou ao empate. Cicinho ergueu a bola na área e encontrou Dagoberto livre para mandar a bola de cabeça para a rede. Era a resposta do São Paulo de que nada estava decidido. O empate assustou os garotos santistas. Com dez em campo o Tricolor era melhor do que quando teve 11 jogadores no primeiro tempo. Os pouco mais de 35 mil torcedores que foram ao Morumbi viam um grande jogo.

Depois de conseguir algo que parecia improvável, o São Paulo continuou partindo para cima e sentiu que poderia virar o jogo. E não virou por pouco, muito pouco. Hernanes, o melhor são paulino no jogo, cobrou falta e obrigou o goleiro Felipe a fazer uma maravilhosa defesa. Percebendo que as coisas poderiam piorar, Dorival Júnior resolveu mexer. Mádson entrou no lugar de Neymar e Zé Eduardo na vaga de Marquinhos. O objetivo do treinador era voltar a ter posse de bola no meio campo e amenizar as investidas são paulinas. Assim como Ricardo Gomes havia mexido no jogo com a substituição no intervalo, as substituições santistas também foram acertadas. O Santos equilibrou novamente o jogo e, aos 38, quase marcou o terceiro com Zé Eduardo. O jogo continuou quente e tudo levava a crer que o empate seria o resultado mais justo pelos dois tempos distintos, um de cada equipe. Até que, aos 45 minutos, Miranda fez falta desnecessária na beirada da área. Mádson cruzou, Rogério Ceni falhou e o zagueiro Durval, de cabeça, fez o terceiro gol para o Santos. Gol esse que deu a vitória ao alvinegro e mais do que isso, ampliou a vantagem já existente. No próximo domingo, na Vila Belmiro, os ‘Meninos da Vila’ podem perder por até um gol de diferença que, ainda assim, chegarão à decisão. O São Paulo não poderá contar com Marlos e terá que partir para cima buscando os dois gols de diferença, algo que pode ser muito perigoso contra um time rápido e de bom toque de bola como o Santos.

Tudo leva a crer que a equipe de melhor campanha no campeonato chegue à final. O Peixe está com um pé e meio na decisão do título estadual. Ao Tricolor, resta entrar no jogo mais ligado para não precisar correr atrás do resultado como fez hoje. Ricardo Gomes já avisou que irá ao litoral com força máxima e que ainda acredita na classificação. Se mantiver a pegada mostrada na segunda etapa, as chances crescerão um pouco. Além da classificação, o São Paulo jogará a próxima partida para tentar vencer seu primeiro clássico no ano. Até aqui foram cinco derrotas em cinco jogos. Para resumir, o Santos tem 80% de chances de continuar no torneio, contra 20% do time do Morumbi. Com o que foi apresentado na primeira partida, o segundo jogo é garantia de mais um grande clássico.

NA OUTRA SEMIFINAL…

O Santo André também conseguiu ampliar a vantagem obtida após bela campanha na primeira fase e, fora de casa, venceu o Grêmio Prudente por 2 a 1. Pela equipe do ABC marcaram Branquinho e Rodriguinho, agora vice-artilheiro do Paulistão com 14 gols, enquanto que Diego anotou o gol do Prudente. Assim como o Santos, o Ramalhão jogará a segunda partida em casa e pode perder até por um gol de diferença para chegar à decisão. Ótimo cenário para a organizada equipe dirigida por Sérgio Soares.

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O clássico ‘Majestoso’ entre Corinthians e São Paulo era muito importante para as aspirações das equipes no campeonato estadual. Ambos vinham de derrota no meio da semana e só a vitória interessava para os alvinegros, enquanto os são paulinos precisavam vencer para praticamente garantir uma vaga entre os semifinalistas. Em um jogo eletrizante, marcado por erros dos goleiros, o Corinthians venceu por 4 a 3 com um gol nos acréscimos e continua com chances no Paulistão.

O jogo começou com o São Paulo bem postado e chegando ao ataque, mas em poucos minutos os donos da casa colocaram as coisas no lugar e passaram a dominar a partida. Esse domínio foi traduzido em gol, aliás, em gols. A primeira grande chance do Corinthians aconteceu aos 15 minutos. Em um lance incrível, Paulo André cabeceou na trave, no rebote Dentinho mandou no outro poste e na terceira tentativa Rogério Ceni fez grande defesa, salvando o Tricolor. Porém, três minutos depois, o Corinthians abriu o placar, após boa jogada de Danilo, passe de Ronaldo e conclusão de Elias. O jogo ficou quente e não demorou para o alvinegro ampliar a contagem. Miranda não conseguiu interceptar a bola dentro da área e o ex-são paulino Danilo, de direita, mandou uma bomba para marcar o segundo. Um minuto depois o clima esquentou. Washington e Dentinho dividiram a bola, o corintiano agrediu, tomou um empurrão do são paulino e agrediu novamente. O árbitro expulsou os dois e colocou panos quentes na situação.

O jogo parecia perdido para o São Paulo, quando Dagoberto fez boa jogada pela esquerda e rolou para trás, encontrando Jean livre para diminuir o placar. Um gol que renovou as esperanças do time do Morumbi. Na volta do intervalo, Ricardo Gomes tirou o apagado Léo Lima e colocou o atacante Fernandinho. Mas, aos sete minutos, o Corinthians ampliou novamente. Roberto Carlos cobrou falta de longe e Rogério Ceni aceitou. O Timão melhorou na partida de novo e poderia ter feito o quarto e até o quinto gol. Porém, o São Paulo que parecia morto, reviveu e buscou o empate. Primeiro, Hernanes cobrou falta, o goleiro Rafael bateu roupa e Rodrigo Souto aproveitou para marcar o segundo gol. Um pouco depois, Cicinho ergueu a bola na área e, em nova falha do arqueiro corintiano, o volante são paulino aproveitou de novo, marcou seu segundo gol e o terceiro do São Paulo. Com 3 a 3 no placar, Ricardo Gomes sentiu que poderia vencer o clássico e colocou Marlos em campo no lugar de Dagoberto. Mano Menezes, por sua vez, colocou Iarley para tentar a vitória. E o treinador corintiano foi mais feliz. Nos acréscimos, Iarley chutou forte para o meio da área e o zagueiro Alex Silva marcou contra.

O Corinthians mereceu a vitória por 4 a 3, pois foi superior em grande parte do jogo e teve mais raça para decidir. Porém, mesmo com um jogo aberto e bem disputado, as duas equipes ainda não mostraram tudo que se espera delas na temporada. Pelo lado corintiano, Danilo e Roberto Carlos fizeram ótima partida. Elias também jogou bem e, estranhamente, foi substituído no segundo tempo. O treinador errou ao tirá-lo de campo (depois que ele saiu o São Paulo marcou os dois gols que empataram o jogo), já que como de costume, Elias marcava com eficiência e se apresentava muito bem ao ataque. De qualquer forma, Mano Menezes contou com a sorte de ter lançado Iarley nos minutos finais e o atacante decidiu o jogo para os alvinegros.

Pelo lado do São Paulo, Ricardo Gomes parece não ter o controle do grupo. Um elenco qualificado que, em três meses, ainda não fez nenhuma grande partida, não tem sequência e joga um futebol burocrático. Muitos dizem que o atual time são paulino tem a cara do treinador, sem raça, sem vibração. E, de fato, isso está acontecendo mesmo. O São Paulo não vibra durante as partidas, parece estar sempre satisfeito, independente se esteja ganhando ou perdendo. Isso pode prejudicar ainda mais a equipe. Outro fator é a questão do Cicinho. Desde a época de Muricy Ramalho o elenco tricolor carece de um lateral direito de ofício. Por esse motivo, Muricy e Ricardo Gomes sempre improvisaram outros jogadores na posição. A diretoria do São Paulo lutou muito e conseguiu repatriar o Cicinho. Porém, após alguns jogos sem brilho, o lateral foi para a reserva e Jean voltou a ser improvisado. Ora, Cicinho só terá ritmo de jogo disputando as partidas. No banco isso não acontecerá. E perder um jogador no meio de campo como o Jean para colocá-lo numa função que não é a dele, é muito prejudicial para o São Paulo.

Com o resultado, o São Paulo caiu para a quarta colocação e o Corinthians está na cola, em quinto, com um ponto a menos que o rival. Faltando duas rodadas para o final da primeira fase, ambos ainda tem chances reais de avançar às semifinais do Campeonato Paulista.

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Tudo na vida dele tem proporções maiores. Esse é Ronaldo, fenômeno do Corinthians. Até mesmo o jejum -pasmem -, de apenas cinco jogos sem marcar gols, se transforma em uma coisa de outro mundo. Quantos e quantos atacantes ficam muito mais tempo sem balançar as redes? Vários. Mas com ele a cobrança é diferente, afinal, ele já foi o fenômeno do futebol mundial e continua sendo um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Mas agora tudo isso não será noticiado mais. Depois de 49 dias sem gol, o artilheiro deixou sua marca ontem no estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai. O gol deu a vitória para o Corinthians contra o Cerro Porteño. Com o resultado positivo, a equipe brasileira se mantém na liderança do grupo 1, agora com 7 pontos. A vantagem em relação ao segundo colocado é de 4 pontos, mas pode diminuir, já que Independiente de Medellín e Racing se enfrentam hoje na Colômbia.

De qualquer forma, mesmo batendo um adversário muito fraco, vencer fora de casa na Copa Libertadores é sempre importante. A equipe de Mano Menezes pode terminar a primeira fase com uma ótima pontuação, já que ainda jogará dois jogos em casa e visitará apenas o Racing, no Uruguai. Praticamente classificado para as oitavas-de-final, resta ao Corinthians melhorar seu rendimento e se preparar para o mata-mata.

Enquanto isso, o Flamengo enfrentou o Universidad do Chile, em Santiago, perdeu o jogo por 2 a 1 e também a liderança do grupo 8 para os chilenos. Nem o retorno de Adriano fez a equipe conseguir um resultado melhor. Bruno falhou nos dois gols, principalmente no segundo, mas também fez pelo menos três ótimas defesas na segunda etapa, evitando uma goleada. Mesmo com a derrota, o Flamengo tem ótimas chances de avançar na competição. E da mesma forma que o Corinthians, o rubro-negro tem mais duas partidas no Maracanã para confirmar a vaga.

Outras duas equipes brasileiras estarão em campo na noite de hoje pela Libertadores. O Internacional joga contra o Cerro, no Uruguai, às 19h30 e mais tarde é a vez do São Paulo enfrentar o Nacional-PAR, no estádio do Morumbi, às 21h30.

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