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Posts Tagged ‘Liverpool’

O novo treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes, foi apresentado oficialmente hoje no Rio de Janeiro e logo de cara já fez sua primeira convocação, visando o jogo contra os Estados Unidos, no próximo dia 10 de agosto, em Nova Jersey. Como era esperado, o técnico reciclou completamente a equipe, abriu espaços para os jovens e deixou de lado a maioria dos jogadores que disputaram a última Copa do Mundo.

Acatando ordens da CBF e, principalmente, do torcedor brasileiro que clamava por mudança, Mano Menezes fez o que dele se esperava. A média de idade da atual Seleção Brasileira é de 23,1 anos, bastante inferior a da equipe que disputou o último Mundial, que era de 29,3 anos. O MFC considerou a lista positiva (veja abaixo uma análise dos selecionados) e agora é a hora dos jovens mostrarem serviço com a camisa brasileira. Os únicos remanescentes do fracasso brasileiro na África do Sul são os também jovens Ramires, Thiago Silva, Daniel Alves e Robinho.

Para o gol, o treinador convocou Victor, do Grêmio, Jefferson, do Botafogo, e Renan, do Avaí. Três boas escolhas. O goleiro gremista vem se destacando há um bom tempo e deveria ter ido à Copa do Mundo. Mesmo aos 27 anos, essa é uma idade madura para um goleiro. Jefferson e Renan foram as surpresas. Através do goleiro, o Botafogo conseguiu colocar um jogador no selecionado brasileiro após 12 anos, já que os últimos que jogaram pela Seleção e atuavam com a camisa do alvinegro foram o atacante Bebeto e o zagueiro Gonçalves, em 1998. Renan, o mais jovem dos três, vem apresentando muita qualidade no Campeonato Brasileiro e, mesmo ainda tendo muito a aprender, já demonstra ser um goleiro seguro e com um bom futuro pela frente.

Nas laterais, os escolhidos foram Daniel Alves, do Barcelona, Rafael, do Manchester United, André Santos, do Fenerbahçe, e Marcelo, do Real Madrid. Na direita, boas escolhas. Maicon é sem dúvidas o melhor lateral-direito do mundo, mas é importante testar outras peças. Daniel Alves é titular do Barcelona, já demonstrou potencial e deve ser o titular no amistoso. Rafael, por sua vez, tem apenas 20 anos, saiu do Fluminense muito cedo e, aos poucos, vem ganhando confiança na Inglaterra.

Marcelo fez o mesmo caminho. Saiu das Laranjeiras, tem 22 anos, e é titular do Real Madrid. Além disso, poderia ter ido à Copa como titular, não fosse a teimosia de Dunga. O caso de André Santos é um pouco mais complicado. Antes homem de confiança de Dunga, o lateral se envolveu em um escândalo sexual na Turquia e perdeu seu espaço. Entretanto, Mano Menezes o conhece bem dos tempos de Corinthians e lhe deu uma nova chance.

No setor defensivo, os selecionados foram os zagueiros Henrique, do Racing Santander, Thiago Silva, do Milan, Réver, do Atlético-MG, e David Luís, do Benfica. Henrique foi muito bem pelo Coritiba, chegou ao Palmeiras e também fez bons jogos, até que foi vendido ao Barcelona, que o emprestou ao Racing Santander. Zagueiro clássico e seguro que pode ajudar o Brasil. Thiago Silva dispensa apresentações, esteve na Copa do Mundo como reserva, mas já é titular do Milan e parece ser nosso melhor defensor da lista.

O zagueiro Réver é uma incógnita. Após fazer boas temporadas pelo Grêmio, o jogador foi vendido ao Wolfsburg, da Alemanha, mas não disputou um jogo sequer com a camisa do clube alemão, até ser cedido ao Atlético-MG, clube pelo qual o defensor se apresentará esta semana. Mano confia nele e o conhece desde a época do Grêmio, mas existem outros atletas no mercado mais qualificados que ele.  Desconhecido da grande maioria dos brasileiros, o zagueiro David Luís também foi lembrado. Jovem jogador do Benfica, o atleta começou a carreira no Vitória, da Bahia, e também passou pelas divisões de base da Seleção Brasileira. Uma boa aposta.

No meio de campo, os nomes agradaram. O volante Lucas, do Liverpool, tem bom desempenho na Europa e também pela Seleção, já que participou dos Jogos Olímpicos, em 2008. Ramires continuou na equipe brasileira, já que foi um dos poucos que se destacou no Mundial e vem jogando bem pelo Benfica. Carlos Eduardo, do Hoffenheim, da Alemanha, também foi lembrado. O jogador atuou sob o comando de Mano Menezes no Grêmio e já fez três boas temporadas pelo clube alemão. Paulo Henrique Ganso, do Santos, dispensa comentários e, novamente, não fosse a teimosia do antigo treinador, era nome certo no time que foi à África do Sul. Sandro, do Internacional, e Hernanes, do São Paulo, já demonstram há um bom tempo serem jogadores maduros e que, ao que tudo indica, terão lugar cativo na Seleção Brasileira daqui pra frente.

Outro ‘desconhecido’ do povo brasileiro é o meia Ederson, do Lyon. O paulista começou sua carreira no Rio Grande do Sul, com passagens pelo RS Futebol, Internacional e Juventude, indo depois para o time francês. Titular absoluto e camisa 10 do Lyon, o jogador mereceu a chance muito pela boa campanha na Liga dos Campeões. Talvez o único nome pouco entendido foi o de Jucilei, do Corinthians. Mesmo sendo um bom jogador e versátil nos mais variados esquemas, o corintiano é reserva na equipe que Mano Menezes comandou até ontem, portanto, o mais sensato seria convocar o volante Elias, que se destaca há um bom tempo e que é o titular da posição no ex-clube do atual treinador do Brasil.

No ataque, ótimas apostas. O trio do Santos (Neymar, André e Robinho) fez um primeiro semestre incrível e virou manchete em todo o mundo. Robinho, mesmo jovem, já é bastante experiente. Já se demonstrou mais maduro durante a Copa do Mundo e, daqui para frente, será um dos líderes desta equipe. Neymar é outro que dispensa comentários e também deveria ter ido ao Mundial. André, companheiro dos dois no alvinegro praiano, pode ser considerado uma surpresa, mas o seu faro de gol e oportunismo já fez com que o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, apostasse em seu talento e levasse mais uma joia do futebol brasileiro para o Velho Continente.

Aos 20 anos, Alexandre Pato, do Milan, é outro que despontou muito cedo no futebol, foi vendido ao Milan e atualmente é titular do time italiano. O mais velho dos atacantes é Diego Tardelli, do Atlético-MG, que há muitas temporadas demonstra ser um artilheiro nato e que chegou a ficar na lista de espera de Dunga para a Copa do Mundo.

Num modo geral, a convocação de Mano Menezes foi satisfatória. Dos 24 jogadores convocados, apenas cinco têm idade superior a 25 anos, o que é algo importante. Além disso, outros sete atletas possuem idade olímpica, outro adendo importante, já que daqui a dois anos acontecerá as Olimpíadas de Londres. O trabalho será árduo, mas com tantos talentos, basta Mano Menezes ser sensato, chamar quem realmente merece ir e que não convoque este ou aquele por afinidade ou lealdade, como vimos recentemente.

E você torcedor, o que achou da lista? Quem você colocaria? Quem tiraria? A convocação foi justa? Opine!

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Alemanha 0 X 1 Espanha

Enquanto a Holanda fez sua parte ontem ao vencer o Uruguai, hoje era a vez de alemães e espanhóis lutarem pela outra vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2010. Os germânicos apresentaram o melhor futebol do Mundial até aqui e, aos poucos, se credenciaram ao título. Do outro lado, a Espanha, que desembarcou na África do Sul como a principal favorita, não empolgou como o previsto, mas seu futebol de resultados o colocou na semifinal. O palco do duelo foi o belo estádio Moses Mabhida, em Durban, e o confronto europeu tinha tudo para ser um dos grandes jogos do torneio.

Devido a forte marcação das duas equipes, o jogo não foi o espetáculo esperado, mas a eficiência e o jogo coletivo prevaleceram em favor da ‘Fúria‘, que venceu por 1 a 0, eliminou a Alemanha e, pela primeira vez na história, chegou a uma final de Copa do Mundo.

Antes de a bola rolar vieram as primeiras surpresas. O técnico alemão Joachim Löw foi obrigado a mudar a sua equipe, já que Thomas Müller, a grande sensação do torneio, estava suspenso. Em seu lugar, Löw colocou o também jovem Trochowski. Vicente Del Bosque, por sua vez, não tinha jogadores suspensos, mas resolveu tirar o atacante Fernando Torres do time titular e deu uma vaga para a revelação do Barcelona, Pedro Rodríguez.

Quando o jogo começou, outras surpresas continuaram aparecendo. A Alemanha, que até aqui ainda não havia sido atacada por seus adversários, viu logo de cara a Espanha vir com tudo para cima. Os espanhóis diminuíram os espaços e, marcando forte, anularam a principal arma dos germânicos: os contra-ataques. Com a habitual troca de passes, a ‘Fúria‘ teve sua primeira chance aos seis minutos. Pedro lançou entre os zagueiros alemães e encontrou David Villa sozinho na área. O artilheiro da Copa se esticou todo, mas o goleiro Neuer saiu bem do gol e evitou que o placar fosse aberto.

A cada minuto que se passava ficava nítido que Vicente Del Bosque dava um ‘nó tático’ na Alemanha. Sua formação e seu esquema foram preponderantes no jogo. Busquets e Xabi Alonso não davam espaços para os criativos Özil e Podolski, enquanto Xavi não desgrudava de Schweinsteiger e ainda conseguia criar lances perigosos. Aos 14 aconteceu a melhor chance do primeiro tempo. Xavi cruzou a bola da direita e Puyol cabeceou com muito perigo, mas a bola passou por cima da meta alemã.

A primeira parte do duelo terminou com a vantagem espanhola, que se apresentou melhor e pareceu se dar bem jogando na condição de coadjuvante. Por a Alemanha ser tricampeã mundial, uma das seleções mais respeitadas e que vinha de bons jogos no torneio, toda a responsabilidade era dos germânicos. Sem a pressão, a Espanha melhorou ainda mais o seu futebol na segunda etapa.

Pedro começou o segundo tempo infernizando o lado esquerdo da defesa adversária. Rápido e habilidoso, o espanhol deu muito trabalho para Boateng, tanto que Joachim Löw percebeu a tempo e sacou o jogador e colocou Jansen em seu lugar. A Espanha retornou do intervalo disposta a conseguir seu resultado histórico e aos poucos foi preparando o terreno. Aos 13, depois de ótima troca de passes, Xavi chutou e Neuer defendeu. No rebote, Xabi Alonso tocou de calcanhar para Iniesta, que avançou e, sem ângulo, chutou cruzado para o meio da área, mas David Villa não alcançou.

Nos minutos seguintes, a Espanha continuou insistindo, mas Xabi Alonso e David Villa desperdiçaram suas oportunidades. Foi então que, aos 23 minutos, a ‘Fúria‘ foi premiada pelo melhor futebol e abriu o placar. Xavi cobrou escanteio da esquerda, o zagueiro Puyol subiu e, com muita força, testou a bola para o fundo do gol, sem chances de defesa para o goleiro alemão.

Depois de sofrer o gol, a Alemanha saiu de trás e buscou desesperadamente o empate, mas, além de não conseguir, ainda deixou espaços para o contra-ataque espanhol. Em um lance, já no final da partida, Pedro avançou, viu seu companheiro Fernando Torres (que havia entrado no lugar de David Villa) correr sozinho ao seu lado, tentou o drible e perdeu a bola, enlouquecendo o atacante do Liverpool. A chance perdida não fez falta a ‘Fúria‘, que continuou com a mesma postura, não cedeu a pressão do adversário e, de forma honrosa, chegou pela primeira vez na história em uma decisão de Mundial.

O grande duelo decisivo da Copa do Mundo de 2010 acontecerá no próximo domingo (dia 11/07), às 15h30, no estádio Soccer City, em Joanesburgo. Holanda e Espanha jogarão para colocarem o nome de seus países na história do futebol mundial, já que ambos jamais venceram a competição. Independente de quem saía da África do Sul com o título, holandeses e espanhóis fizeram por merecer suas vagas na final, se não encantaram com um futebol brilhante, foram eficientes ao extremo, deixaram rivais para trás e agora estão a 90 minutos da glória.

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Portugal 7 X 0 Coreia do Norte

A Seleção Portuguesa fez o que se esperava do Brasil na estreia do Mundial. Enfrentou a equipe mais fraca do torneio, não titubeou e, mesmo encontrando dificuldades no início da partida, ganhou por 7 a 0 dos asiáticos. O grande destaque da partida foi o técnico Carlos Queiroz, que não gostou do empate sem gols contra os marfinenses no primeiro jogo e alterou quatro jogadores para o duelo desta segunda-feira. As substituições surtiram efeito, tanto que Tiago, Simão Sabrosa e Hugo Almeida, que ficaram no banco de reservas na estreia, marcaram quatro gols e contribuíram muito para a maior goleada desta Copa do Mundo.

A primeira chance real do jogo foi de Portugal. Aos seis minutos, Pedro Mendes subiu mais que a zaga norte-coreana e, de cabeça, mandou a bola na trave. Era apenas o prenúncio do que viria pela frente. Porém, aos 17 minutos a Coreia do Norte respondeu em boa jogada de Hong Yong-Jo, que obrigou o goleiro Eduardo a fazer boa defesa. Diferentemente do que fez contra o Brasil, os norte-coreanos eram mais ariscos. Perderam o medo de ficar somente na defesa e chegaram mais vezes ao ataque, mas isso deixava o setor defensivo bastante desguarnecido.

Debaixo de muita chuva, os portugueses começaram a trabalhar mais a bola e o resultado foi instantâneo. Aos 28 minutos, Tiago deu passe precioso para Raúl Meirelles, que, emendou de primeira na saída do goleiro, e abriu o placar. Os gajos ainda tiveram outras chances, mas o placar ficou assim mesmo na primeira etapa.

No segundo tempo o show começou. Aos sete, Raúl Meirelles rolou para Simão, que chutou no meio das pernas do goleiro e fez o segundo. Dois minutos depois, Fábio Coentrão avançou e cruzou na cabeça de Hugo Almeida. Outro cinco minutos mais tarde e saiu o quarto gol. Cristiano Ronaldo fez boa jogada e deixou Tiago livre para marcar, de primeira. A Coreia do Norte estava entregue e mais gols ainda sairiam. Aos 35, o luso-brasileiro Liedson, que havia acabado de entrar, viu o zagueiro falhar e a bola sobrar livre em sua frente. O ex-corintiano encheu o pé e aumentou a goleada.

Aos 41, enfim, Cristiano Ronaldo conseguiu fazer o seu gol. Depois de ter tentado inúmeras vezes no jogo arriscando muitos chutes para o gol, o astro do Real Madrid contou com a sorte. Liedson ganhou da zaga e a bola sobrou para Cristiano Ronaldo, que tentou driblar o goleiro, ficou procurando a bola e, sem querer, ajeitou-a com a nuca e chutou para marcar o sexto. Ainda deu tempo de Fábio Coentrão dar mais uma assistência e Tiago marcar o seu segundo gol, o sétimo e último dos portugueses.

Com a vitória, a Seleção Portuguesa chegou aos quatro pontos e à vice-liderança do grupo G, atrás do Brasil, que tem seis. O próximo duelo será entre as duas equipes e a primeira colocação da chave estará em jogo. A partida acontecerá na sexta-feira (25/06), às 11h, em Durban. A seleção da Costa do Marfim, que ainda tem remotas chances de chegar as oitavas de final (precisa torcer pelo Brasil e ainda fazer muitos gols em seu jogo), encara a Coreia do Norte, em Nelspruit, no mesmo dia e horário.

Chile 1 X 0 Suíça

A vitória chilena não foi fácil. Mesmo com um homem a mais durante grande parte do jogo (Behrami foi expulso aos 30 minutos do primeiro tempo, depois de acertar o rosto de Vidal duas vezes), o Chile esbarrou na (quase) instransponível zaga suíça, que não sofria um gol há 559 minutos em Copas do Mundo, algo que, inclusive, fez o time europeu bater o recorde de tempo sem ser vazado em mundiais, antes pertencente a Itália, com 550 minutos de invencibilidade.

O jogo começou muito truncado e o árbitro Khalil Al Ghamdi, da Arábia Saudita, mostrou logo de cara toda a sua inexperiência. Desde o primeiro minuto, o juiz desandou a distribuir cartões amarelos. Os sul-americanos jogavam no ataque, enquanto os europeus apenas se defendiam. O jogo era chato pelo número excessivo de faltas cometidas pelas equipes. Assim, a etapa inicial foi violenta e com poucos lances de perigo.

Os últimos 45 minutos seriam decisivos para o Chile, que não conseguia fazer valer a superioridade numérica. Os comandados de Marcelo ‘El Loco’ Bielsa vieram determinados a conseguir ao menos um gol para não depender de resultado positivo contra a Espanha, na última rodada. Depois de tanto tentar, aos 29 minutos, Valdivia, que entrou no segundo tempo, encontrou Paredes no meio da defesa – em posição de impedimento -, o meia avançou, driblou o goleiro Benaglio, perdeu o ângulo para chutar e, então, cruzou e achou Mark Gonzalez livre para marcar de cabeça.

A partida não foi das melhores, tanto que o árbitro aplicou nove cartões amarelos (seis para o Chile e o restante para a Suíça) e um vermelho, anotou inúmeras faltas (19 cometidas pelos chilenos e 26 pelos suíços), além dos excessivos erros de passes (133 pela seleção sul-americana e 131 pelos europeus). A vitória deixou o Chile com seis pontos no grupo H, assumindo a liderança isolada. A Suíça, por sua vez, estacionou nos três pontos, mas ainda tem chances de chegar as oitavas de final.

Espanha 2 X 0 Honduras

Depois da decepção da estreia, a Espanha tinha obrigação de vencer o jogo contra Honduras para não se complicar no Mundial. Com uma disparidade técnica amplamente superior, os espanhóis tomaram conta do jogo, golearam nas estatísticas e venceram, só, por 2 a 0. Enquanto a ‘Fúria’ tem grandes chances de passar à próxima fase, só um milagre livrará os hondurenhos da eliminação na primeira fase.

Dominando o meio de campo, não demorou muito para a Espanha levar perigo. Aos sete minutos, David Villa viu o goleiro Valladares adiantado e tentou encobri-lo, mas a bola bateu na trave. O atacante espanhol não desistiu e, dez minutos depois, abriu o placar da partida. Villa recebeu a bola na esquerda, driblou dois marcadores, entrou na área e fintou outro zagueiro, antes de concluir com perfeição e a bola entrar no ângulo. Um golaço!

Enquanto Villa fazia seu papel, seu companheiro de ataque, Fernando Torres, ia perdendo gol atrás de gol. Em certos momentos, os erros cara a cara com o goleiro pareciam até eram motivados por desdém dos espanhóis para com os hondurenhos. O atacante do Liverpool teve pelo menos cinco chances claras de gol e, de todas as formas, de cabeça, de pé direito, de pé esquerdo, de dentro da pequena área e da marca do pênalti, ele conseguiu errar todos.

Se Torres falhava na hora H, Villa fazia o contrário. Aos cinco minutos da segunda etapa, o recém-contratado atacante do Barcelona, recebeu bom passe de Jesús Navas e, de fora da área, mandou uma bomba, que ainda desviou no zagueiro antes de entrar para o gol. Mas até Villa, que já tinha feito dois gols na partida, teve seu momento de Torres. Jesús Navas sofreu pênalti e Villa teve a chance de fazer seu hat-trick e se igualar com o argentino Higuaín na artilharia da Copa do Mundo, mas o espanhol desperdiçou a cobrança, chutando para fora.

Depois disso, a Espanha continuou perdendo inúmeros gols e perdeu a chance de aumentar seu saldo de gols, visando não correr riscos na última rodada. Para se ter uma ideia da superioridade da equipe de Vicente Del Bosque, os números retratam: a ‘Fúria’ deu 26 dribles contra 13 de Honduras; 12 escanteios contra três; 22 finalizações ante apenas nove; e 57% de posse de bola a favor dos espanhóis. Uma verdadeira goleada nos números, não nos gols anotados.

Com o resultado, a Espanha somou seus primeiro três pontos no Mundial e atingiu a segunda colocação no grupo H, atrás do Chile, que tem seis e na frente da Suíça, que soma os mesmo três pontos que os espanhóis, mas perde no saldo de gols. Honduras ainda não pontuou. No próximo dia 25 (sexta-feira), acontecem os dois últimos confrontos da chave: Chile X Espanha, em Pretória e Suíça X Honduras, em Bloemfontein, ambos às 15h30.

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Honduras 0 X 1 Chile

O confronto latino-americano da Copa do Mundo foi bastante movimentado. O Chile venceu Honduras por 1 a 0 e ainda teve muitas chances de fazer mais gols, mostrando um futebol convincente e que fez história. A equipe dirigida por Marcelo ‘El Loco’ Bielsa quebrou um jejum que já durava 48 anos. A última vitória chilena em um Mundial aconteceu no longínquo ano de 1962, quando o país sediou o torneio e venceu a extinta Iugoslávia por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.

A Seleção Chilena mostrou potencial desde o começo do jogo, com bastante ousadia e rapidez de seus jogadores. O domínio dos sul-americanos era total, mas o erro crucial era o último passe. Mesmo sem levar perigo eminente ao goleiro Noel Valladares, o trio ofensivo do Chile (Valdivia, Beausejour e Alexis Sánchez) trocava bons passes pelos dois lados do campo e demonstravam bastante desenvoltura. Essa foi a tônica dos primeiros 30 minutos. O Chile atacava e os hondurenhos se defendiam. Até que, aos 34 minutos, os chilenos foram premiados pela insistência. Isla recebeu a bola na direita e cruzou rasteiro para Beausejour desviar para o gol e abrir o placar. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa continuaram dominando a partida, mas não conseguiram aumentar o resultado. A Seleção Hondurenha só levou perigo no último minuto do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Nuñez chutou no meio do gol e obrigou o goleiro Claudio Bravo a mandar a bola para escanteio.

Diferente de tudo que havia acontecido na Copa do Mundo até aqui, o jogo era bom e com jogadas interessantes. O Chile queria mais e quase ampliou aos 16 minutos, quando Alexis Sánchez recebeu bom passe de Valdivia, avançou sozinho e chutou para fora, perdendo uma boa chance. Três minutos mais tarde outra investida perigosa. Em bola alçada na área, o defensor Vidal escorou de cabeça para o meio e Ponce, sozinho, cabeceou obrigado o arqueiro Valladares a fazer uma grande defesa.

O jogo terminou 1 a 0, mas o amplo domínio do Chile só não rendeu mais gols por dois motivos: a falta de pontaria dos chilenos e a ótima atuação do goleiro Valladares, de Honduras. A superioridade técnica de ‘La Roja’ foi explicada nos números do jogo: 56% de posse de bola e 20 finalizações ao gol. O time da América Central não deve passar da primeira fase, enquanto a equipe de ‘El Loco’ Bielsa tem grandes possibilidades de fazer uma boa campanha no Mundial.

Espanha 0 X 1 Suíça

Estava tudo pronto para o show da Espanha no Mundial. Título da Eurocopa em 2008 e campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias, com dez vitórias em dez jogos disputados. Tudo credenciava a ‘Fúria’ como grande candidata ao título em 2010. Depois de inúmeros fracassos na história das Copas do Mundo, especialistas alertavam que a hora da Espanha era essa. Mas no continente africano, zebras são animas comuns e que estão por todos os lados. E a tal da zebra veio pintada de vermelho e branco, nas cores da Suíça, que montou um ferrolho, conseguiu conter o ímpeto da equipe de Vicente Del Bosque e ainda conseguiu marcar o gol que deu a vitória e recolocou todo o fantasma dos vexames em cima dos espanhóis.

Estranhamente, o treinador espanhol decidiu poupar duas de suas estrelas da companhia: Fernando Torres e Césc Fabregas. Ambos começaram a partida no banco de reservas e fizeram a equipe europeia perder muito na qualidade ofensiva. Mesmo assim, o domínio do jogo foi todo da Espanha. A primeira chance real aconteceu aos 23 minutos, quando Iniesta tocou a bola para Piqué, que cortou o zagueiro e chutou em cima do goleiro suíço. A Suíça, por sua vez, deu seu primeiro chute ao gol somente aos 25 minutos, mas não levou perigo ao goleiro Iker Casillas. A ‘Fúria’ parecia querer jogar bonito, caprichar muitos nos lances, algo que tornava as jogadas pouco objetivas. Aos 43, outra chance foi desperdiçada. Iniesta, que fez uma boa partida, tocou na esquerda para David Villa, que limpou o zagueiro e tocou por cobertura, mas a bola nem chegou a sair pela linha de fundo.

Sem conseguir o gol, os jogadores espanhóis pareciam nervosos. Tentavam, tentavam e quando não esbarravam nos próprios erros, eram parados pela alta zaga da Suíça, que inclusive, foi eliminada do Mundial em 2006 sem tomar um gol sequer e, como passou ilesa no jogo de hoje, já está a mais de sete horas e meia sem ser vazada em jogos de Copa do Mundo.

Jogando com todo mundo atrás, a Suíça conseguiu a proeza e abriu o placar aos seis minutos. Num rápido contra-ataque, Derdyiok dividiu a bola com o goleiro Casillas e a bola sobrou para Gelson Fernandes fazer o gol. Um duro golpe nos comandados de Vicente Del Bosque, que a partir daí, intensificaram a pressão.

David Villa arriscou aos 12 e aos 15 e errou nas duas oportunidades. O próprio atacante fez outra jogada aos 17 e tocou de lado, Iniesta bateu de primeira sem levar perigo. Com a Suíça toda retrancada, o treinador espanhol resolveu colocar Fernando ‘El Niño’ Torres em campo. No primeiro lance do atacante do Liverpool, ele recebeu a bola na entrada da área, girou e chutou para fora. Aos 24, Torres levou perigo novamente, mas o goleiro Benaglio mandou a bola para escanteio. Na cobrança, Xavi tocou rasteira e Xabi Alonso mandou um foguete que explodiu na trave, criando a melhor chance da Espanha no jogo.  Ficou nítida a melhora da equipe com a entrada de Fernando Torres. Com ele em campo, as chances aumentaram nos minutos seguintes. Aos 26, Jesús Navas fez boa jogada pela direita, driblou o zagueiro e chutou para o gol, obrigando Benaglio a fazer outra defesa.

O jogo era disputado somente no campo de defesa dos suíços e a Espanha apertava. Na única vez que a Suíça saiu de trás, levou perigo outra vez. Aos 29, Derdyiok puxou o contra-ataque, driblou dois marcadores e chutou na trave. Com tanta pressão ofensiva, os espanhóis se descuidavam na zaga. Mas nem a ampla posse de bola da Espanha (63%) e as 24 conclusões a gol (a Suíça teve apenas oito), fizeram valer o favoritismo da ‘Fúria’. A Suíça se preocupou apenas em defender – e bem, diga-se de passagem – e nas únicas vezes que foi a frente acabou com o jogo.

Com isso, chilenos e suíços lideram o grupo H com três pontos cada. Espanha e Honduras estão na lanterna sem nenhum ponto. Os líderes se enfrentam no próximo dia 21/06 (segunda-feira), em Porto Elizabeth, às 11h. No mesmo dia, espanhóis e hondurenhos buscarão os primeiros pontos no Mundial, em jogo disputado em Joanesburgo, às 15h30.

África do Sul 0 X 3 Uruguai

No futebol, muito se diz que a camisa de determinado clube ou seleção pesa. E isso pode ser enquadrado ao Uruguai. A camisa celeste parece pesar uma tonelada e, mesmo adormecida por tanto tempo, provou hoje que tradição é algo que deve ser relevado no esporte. Mesmo enfrentando os empolgados donos da casa e as milhares de vuvuzelas, o Uruguai se impôs, mudou sua formação tática e com um bom futebol, venceu os Bafana Bafana por 3 a 0. As barulhentas cornetas silenciaram-se, assim como acontecera em 1950, quando os uruguaios calaram mais de 200 mil torcedores no Maracanã, episódio conhecido como ‘Maracanazzo’. Parece que eles são especialistas em jogar água no chope do anfitrião, e devem ser mesmo, afinal, hoje causaram o ‘Vuvuzelazzo’.

No primeiro jogo do Uruguai, o MFC alertou que um talento como Diego Forlán não poderia jogar sozinho no ataque, tentando decidir tudo sozinho. O técnico Oscár Tabarez parece ter lido o blog e, para a partida de hoje, mudou radicalmente a estratégia de jogo. Colocou Forlán mais recuado, como um falso terceiro homem de ataque e, lá na frente, escalou a dupla Luís Suarez e Edison Cavani. O Uruguai venceu o jogo pela escalação. Um time com bons talentos não pode jogar tão recuado e defensivo. A mudança surtiu efeito logo nos primeiros minutos do confronto.

Aos 24 minutos, Forlán recebeu a bola no meio, girou e, de longe, chutou forte. A bola desviou no capitão Mokoena e enganou o goleiro Khune, que nada pode fazer a não ser olhar o primeiro gol uruguaio. As chances perigosas eram todas criadas pela ‘Celeste’. O time sul-africano parecia nervoso e tentava usar a velocidade para conseguir o empate, mas a bem postada zaga do Uruguai impedia todas as vezes.

O meio de campo era amplamente dominado pelos uruguaios. Forlán e seus companheiros trocavam passes e chegavam facilmente à área adversária. E dessa forma o primeiro tempo terminou. A equipe de Carlos Alberto Parreira precisava melhorar muito para a segunda etapa.

O segundo tempo começou da mesma forma e ficou assim até aos 34 minutos, quando Forlán enfiou a bola para Luís Suarez – em posição duvidosa – que, tentou driblar o goleiro e foi derrubado. O juiz marcou o pênalti e expulsou Khune, gerando aflição no estádio. Forlán bateu e converteu a penalidade, ampliando a vantagem e se isolando na artilharia do Mundial, com dois gols. Nos minutos finais, ainda deu tempo do atacante dar mais um precioso passe para Suarez, que cruzou para o meio da área e deixou Álvaro Pereira livre para marcar o terceiro tento.

O Uruguai fez uma bela apresentação. Sem sustos, dominou todo o jogo e ganhou de forma incontestável. A vitória deixou a ‘Celeste’ em boa situação no grupo A com quatro pontos, precisando apenas empatar o último confronto para obter uma vaga nas oitavas de final. A África do Sul, por sua vez, está com a vida bem complicada na chave. Com apenas um ponto em dois jogos, os Bafana Bafana torcerão para que o confronto entre França e México termine empatado amanhã, pois assim as chances de avançar não serão tão remotas. As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira (22/06). O Uruguai encara o México em Rustemburgo, às 11h, enquanto a África do Sul pega a França em Bloemfontein, no mesmo horário.

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PAÍS: Espanha
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Real Federación Española de Fútbol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1909
APELIDO: La Furia
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
12 (1934, 1950, 1962, 1966, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: A melhor colocação dos espanhóis num mundial aconteceu em 1950, quando conquistaram o quarto lugar. Ainda chegaram nas quartas-de-final em quatro oportunidades (1934, 1986, 1994 e 2002).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A Seleção Espanhola garantiu a vaga na África do Sul com uma campanha tranquila e de forma invicta.
DESTAQUE DO TIME: Fernando Torres (atacante do Liverpool, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Vicente del Bosque (Espanha)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A ‘Fúria’ nunca chegou a uma Copa do Mundo tão favorita como desembarca na África do Sul neste ano. A ótima campanha nas eliminatórias europeias e, principalmente, o título Eurocopa de 2008, credenciam a equipe a sonhar com voos maiores. A Espanha coleciona inúmeros fracassos em mundiais e agora é a chance de calar os críticos. Iker Casillas é um dos melhores goleiros do mundo; o meio de campo é habilidoso e marcador com Xavi Hernández , Andrés Iniesta e Cesc Fàbregas; além do eficiente ataque formado por Fernando Torres e David Villa. No grupo H, os espanhóis terão vida fácil. O que resta saber é se farão jus a fama de uma das principais seleções deste mundial.

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PAÍS: Suíça
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Schweizerischer Fussballverband
ANO DE FUNDAÇÃO: 1895
APELIDO: Nati
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 8 (1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1994 e 2006)
RESULTADOS: Os suíços não tem tradição em Copas do Mundo. Os resultados mais expressivos aconteceram em 1934, 1938 e 1954, quando chegaram às quartas-de-final.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Mesmo terminando na primeira colocação do grupo 2 das eliminatórias europeias, a Seleção Suíça não fez boa campanha e por pouco não perdeu a vaga no mundial.
DESTAQUE DO TIME: Alexander Frei (atacante do Basel, da Suíça)
TREINADOR ATUAL: Ottmar Hitzfeld
(Alemanha)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A falta de tradição pode ser um fator decisivo num mundial. Os suíços têm um time razoável e experiente, com uma defesa compacta e um ataque bom, formado por Alexander Frei e Blaise N’Kufo. Com a perigosa e favorita Espanha no grupo, a Suíça terá que lutar muito contra o Chile para avançar às oitavas-de-final.

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PAÍS: Honduras
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federación Nacional Autónoma de Fútbol de Honduras
ANO DE FUNDAÇÃO: 1851
APELIDO: La Bicolor
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (1982)
RESULTADOS: Na única Copa que participou, os hondurenhos não conseguiram passar da primeira fase, mas conquistaram um épico empate contra a Espanha.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A classificação de Honduras para a Copa do Mundo só veio no último minuto, literalmente. Depois de oscilar bastante nas eliminatórias da CONCACAF, os hondurenhos precisavam vencer o jogo decisivo contra El Salvador e torcer para que os Estados Unidos não perdessem da Costa Rica. Honduras venceu seu duelo e, no último minuto do outro jogo, os norte-americanos marcaram o gol de empate que deu a classificação para os hondurenhos.
DESTAQUE DO TIME: David Suazo (atacante do Genoa, da Itália)
TREINADOR ATUAL: Reinaldo Rueda (Colômbia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Seleção Hondurenha tem uma meta na África do Sul: vencer seu primeiro jogo em uma Copa do Mundo. Isso é provável que aconteça, mas a classificação para as oitavas-de-final seria uma grande zebra. Honduras tem uma equipe pouco experiente e com jogadores medianos. Os destaques são Julio de León, Amado Guevara, Wilson Palacios e David Suazo, todos atletas que atuam do meio para frente. A passagem de Honduras por solo sul-africano deve ser breve.

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PAÍS: Chile
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federación de Fútbol de Chile
ANO DE FUNDAÇÃO: 1895
APELIDO: La Roja
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 7 (1930, 1950, 1962, 1966, 1974, 1982 e 1998)
RESULTADOS: A Seleção Chilena só conseguiu um resultado satisfatório quando foi sede do mundial, em 1962, conquistando o terceiro lugar. Em 1998 avançou para as oitavas-de-final, mas foi eliminada depois de ser goleada pelo Brasil.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A campanha nas eliminatórias sul-americanas foi a melhor que o Chile já conseguiu em toda a história. Terminou na segunda colocação, apenas um ponto atrás do Brasil, se classificou com uma rodada de antecedência e teve o ataque mais positivo da competição, com 32 gols marcados.
DESTAQUE DO TIME: Humberto Suazo (atacante do Real Zaragoza, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Marcelo ‘El Loco’ Bielsa (Argentina)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Depois de decepções em 2002 e 2006, quando não conseguiu se classificar para o mundial, o Chile chega empolgado para a Copa do Mundo de 2010. A campanha realizada nas eliminatórias somada a qualidade de alguns jogadores como Alexis Sanchez, Matías Fernandéz, Jorge Valdivia e Humberto Suazo e, principalmente, o bom treinador Marcelo Bielsa, dão esperanças para os chilenos. A equipe não tem uma zaga confiável, mas do meio para frente os jogadores são experientes e podem decidir. O grande adversário no grupo é a Suíça. Tem grandes chances de chegar às oitavas-de-final.

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Florentino Pérez retornou a presidência do Real Madrid em meados de 2009. E o retorno veio cercado de ambição, muita ambição. Ambição de reeditar um time galático, com grandes astros do futebol para ganhar tudo que disputar e, principalmente, não ficar para trás do maior rival, o Barcelona.

Para conseguir os títulos, o presidente merengue não mediu esforços e abriu os cofres. Foram várias contratações, mas em apenas quatro delas (Kaká, Cristiano Ronaldo, Xabi Alonso e Karim Benzema), foram gastos incríveis €228 milhões (aproximadamente R$550 milhões). Um investimento nunca antes visto na história por um time de futebol. Nem para os padrões europeus. Essa foi a aposta de Florentino Pérez, montando um time imbatível, mas somente no papel.

No Campeonato Espanhol 2009/2010, o Real Madrid aparece na liderança com 25 rodadas disputadas. Em segundo está o Barcelona, atual campeão, com o mesmo número de pontos (62), ficando atrás somente por ter uma vitória a menos. Na Liga dos Campeões, o time merengue entrou como forte favorito e chegou às oitavas-de-final. O adversário foi o Lyon, da França, com um elenco infinitamente inferior tática, técnica e financeiramente. No jogo de ida, os franceses ganharam por 1 a 0 em casa e ficaram com a vantagem para o confronto de volta na Espanha. Mas ninguém acreditava que o Real Madrid não conseguiria a classificação em pleno Santiago Bernabéu. E, de fato, não conseguiu.

Saiu na frente com um gol de Cristiano Ronaldo no primeiro tempo e tomou o empate com um gol do bósnio Pjanic no final da partida. O resultado levou o Lyon para as quartas-de-final da Liga dos Campeões e tirou as chances de título do Real Madrid pela sexta vez seguida nessa fase da competição. Nos anos anteriores, o time madridista já havia sido eliminado pela Juventus (04/05), Arsenal (05/06), Bayern Munique (06/07), Roma (07/08), Liverpool (08/09) e agora para o Lyon. O maior vencedor da Liga dos Campeões, com nove títulos, está eliminado novamente.

E a crise galática está instaurada. O técnico Manuel Pellegrini já foi eleito um dos culpados pela derrota e os torcedores querem a sua demissão. Kaká vem sendo duramente criticado pelos torcedores e pela mídia espanhola, que o acusam de não chamar a responsabilidade nos jogos e não ter feito jus ao alto investimento do clube. O presidente Florentino Pérez terá muito trabalho pela frente para contornar essa situação e também para arcar com os milionários salários dos jogadores.

Os galáticos do Real Madrid ainda não saíram do papel. Em campo não se vê nada de mais, nenhum show e muito menos vitórias. É óbvio que o time merengue está forte na briga pelo título espanhol nessa temporada, mas a competição europeia, que era o maior objetivo, já foi para o espaço.

O jornal espanhol ‘El País’ publicou na edição de hoje uma frase que resume bem o que está ocorrendo com o clube mais rico do mundo: “O futebol não tem preço. Os títulos não se compram, são conquistados”.

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– Com a venda do volante Ramires para o Benfica, de Portugal, a diretoria do Cruzeiro agiu rápido e contratou o também volante Fabinho, que estava no Corinthians, mas que tinha seus direitos federativos ligados ao Toulouse, da França. O jogador foi apresentado nesta terça-feira na Toca da Raposa II e em sua entrevista coletiva, fez questão de deixar bem claro que não é substituo de Ramires, mas sim um atleta experiente que se junta ao grupo.

– Como o MFC havia informado ontem, o lateral direito Fabinho Capixaba está bem próximo de deixar o Palmeiras, mas ainda não foi dessa vez. O Santos tentou contratar o jogador hoje e a diretoria alviverde pediu R$400 mil pelo empréstimo do atleta. Por achar caro demais, o negócio não foi fechado, já que a diretoria santista se propôs a pagar apenas a metade desse valor.

– A Portuguesa contratou a revelação do Campeonato Paulista da Série A2. O atacante Fabrício se destacou na vitoriosa campanha do Monte Azul e foi muito importante no acesso da equipe, anotando 15 gols na competição. Aos 22 anos, Fabrício chega para suprir a carência de jogadores ofensivos, já que Edno e Christian estão lesionados.

– O selecionável volante Felipe Mello, da Fiorentina, está perto de acertar sua transferência para a Inter de Milão. O próprio jogador confirmou a possível transação e a imprensa italiana noticiou que a Inter ofereceu € 18 milhões e mais o zagueiro Burdisso em troca do brasileiro. O único empecilho é que Felipe ainda tem mais quatro anos de contrato com a Fiorentina.

– Duas notícias agitaram o futebol mexicano nesta terça-feira. A primeira foi  a confirmação da Conmebol de que a edição de 2010 da Taça Libertadores da América terá cinco times do país. As três vagas oficiais e mais o Chivas Guadalajara e o San Luís, que entrarão já na fase de oitavas-de-final, em recompensa a eliminação das equipes nesta Libertadores, devido à gripe suína. Dessa forma, Conmebol e Federação Mexicana de Futebol fizeram as pazes. A outra novidade também foi divulgada pela Conmebol, que confirmou o México como principal candidato para receber a Copa América de 2015.

– Antônio Carlos Zago, ex-jogador de futebol e diretor do Corinthians, foi apresentado nesta terça-feira como novo técnico do São Caetano para o restante da temporada. Em sua primeira oportunidade no comando de uma equipe, Antônio Carlos disse que se espelhará em Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo e Fábio Capello para ter sucesso na nova função.

– O Vitória, vice-líder do Campeonato Brasileiro, perdeu um de seus principais atletas para os próximos jogos. O atacante Neto Baiano foi denunciado pelo STJD nos artigos 251 (reclamar, por gestos ou palavras, contra as decisões da arbitragem ou desrespeitar o árbitro e seus auxiliares) e 253 (praticar agressão física contra o árbitro ou seus auxiliares, ou contra qualquer outro participante do evento desportivo). O atleta, que deu uma cusparada em Ramon, do Vasco, foi punido em oito jogos e desfalcará o time baiano até o final de julho.

– Com o clima triste e de luto, após a queda do avião da Air France no oceano Atlântico, a Seleção Francesa jogou um amistoso hoje contra a Nigéria, em Saint Etienne, na França, e perdeu por 1X0. Os visitantes africanos fizeram o gol aos 32 minutos do primeiro tempo com Joseph Akpala.

– O Corinthians continua atrás de um volante para se precaver com as possíveis saídas de Cristian e Elias no meio do ano. O nome da vez no Parque São Jorge é o de Tinga, jogador do Borussia Dortmund, da Alemanha. Agindo nos bastidores, a diretoria corintiana não confirma a negociação, mas o site alemão “Revier Sport” confirmou o interesse do Timão pelo atleta.

– O atacante Kléber vem se destacando com a camisa do Cruzeiro. Em 21 partidas, o jogador já marcou 19 gols e sua vontade dentro de campo tem chamado atenção de clubes europeus. A bola da vez é o Liverpool, que teria oferecido € 7 milhões para contar com o jogador já no meio do ano. Porém, a diretoria cruzeirense parece nem pensar na hipótese de negociá-lo por menos de € 15 milhões e se mostra irredutível. Muita coisa deve rolar nos próximos dias, mas o fato consumado é que Kléber está voltando a ter mercado na Europa.

– A notícia bombástica do dia é a confirmação da transferência de Kaká para o Real Madrid. O jogador que estava no Milan desde 2003 e conquistou diversos títulos pelo clube italiano, foi negociado com o time merengue por exorbitantes € 65 milhões (cerca de R$188 milhões). Com a negociação confirmada, Kaká, que está concentrado com a Seleção Brasileira para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, deverá render R$7 milhões aos cofres do São Paulo, que, como clube formador, tem direito a 4% na negociação do atleta.

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