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Posts Tagged ‘Leonardo Moura’

A Copa Libertadores da América 2010 teve os capítulos finais das quartas-de-final na noite desta quinta-feira. O Internacional foi valente, perdeu por 2 a 1 para o Estudiantes, mas o gol anotado fora de casa deu a classificação para os gaúchos, que agora enfrentarão o São Paulo nas semifinais. Já o Flamengo fez o inverso. Ganhou o jogo contra a Universidad do Chile por 2 a 1, mas por ter perdido em casa no jogo de ida, está eliminado da competição.

O Internacional foi à Argentina com a vantagem de jogar pelo empate para se classificar. A vitória por 1 a 0 no Beira-Rio na semana passada deu tranquilidade aos jogadores e, principalmente, ao treinador Jorge Fossati.  Porém, disputar um jogo decisivo no país vizinho e ainda contra o atual campeão da Libertadores não é nada fácil. E realmente não foi.

O Colorado foi pressionado desde o começo do jogo e aos 12 minutos o meia Verón quase abriu o marcador. Com o estádio Centenário de Quilmes lotado, o Estudiantes conseguiu o que precisava em dois minutos. Verón, em mais um de seus preciosos passes, encontrou o atacante González livre e com categoria o jogador tocou por cima na saída de Abbondanzieri para abrir o placar. No lance seguinte foi a vez de Pérez acertar um belo chute e ampliar a contagem. O resultado de 2 a 0 dava a classificação para os argentinos e daí para frente o jogo ficou morno. O Inter criou algumas chances, mas não obteve êxito.

Na segunda etapa o Estudiantes continuou dominando o jogo, mas pouco a pouco a equipe brasileira tentava se organizar e partir para frente. A melhor chance foi criada somente aos 29 minutos, em cobrança de falta do meia Andrezinho e com boa interceptação do goleiro Orión. Os argentinos cadenciavam o ritmo, mas sempre que chegavam à área gaúcha levavam perigo. Preocupado com a falta de criatividade do time, Fossati sacou o argentino D’Alessandro e colocou Giuliano em campo. E a mudança surtiu efeito. Aos 43 minutos, quando a partida se encaminhava para o final e o Colorado seria eliminado, Andrezinho deu bom lançamento para Giuliano, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro. O gol calou a fanática torcida argentina e deu a classificação para o Internacional.

Aliás, a festança da torcida que já comemorava a classificação do Estudiantes acabou atrapalhando o próprio time. No lance do gol brasileiro, uma nuvem de fumaça pairava sobre a área do goleiro Orión e, aparentemente, atrapalhou a visão do arqueiro e contribuiu com o Internacional. Com a doida derrota, alguns jogadores do Estudiantes partiram para a briga no final da partida e a confusão foi generalizada. Uma pena que esse tipo de coisa ainda aconteça no futebol. Perder faz parte do jogo!

O Internacional fará a semifinal brasileira da Libertadores contra o São Paulo, reeditando o duelo da decisão da competição em 2006, quando o Colorado levou a melhor e foi campeão. O jogo de ida será no estádio Beira-Rio no dia 28 de julho, enquanto a volta será disputada no Morumbi, em 4 de agosto. Mais uma vez o futebol brasileiro está com uma vaga assegurada na decisão do torneio de clubes mais importante da América.

Mais tarde foi a vez do Flamengo entrar em campo em busca da vaga nas semifinais. Jogando no acanhado estádio Santa Laura, em Santiago, o Mengão precisava vencer por dois de diferença para avançar na competição. Com a postura diferente da partida de ida, Adriano, Vagner Love e companhia jogavam com vontade e lutavam muito. O Universidad do Chile era perigoso no ataque e assustou aos 36 minutos quando Montillo chutou na trave de Bruno.

O Flamengo não se intimidava com a pressão da torcida e corria muito para abrir o placar. Depois de muito tentar, conseguiu o que precisava. Num bate-rebate na entrada da área, Adriano recebeu a bola, dominou e de bicicleta encontrou Vagner Love, que de cabeça, mandou para a rede. O lindo gol saiu num momento crucial do jogo e restavam mais 45 minutos para ampliar o marcador.

No intervalo outro fato lamentável. Torcedores chilenos atiraram todo tipo de objeto no gramado e, pasmem, uma bola de golfe atingiu o zagueiro Ronaldo Angelim e outra por muito pouco não machucou Vagner Love. A Libertadores é um torneio conhecido pela pressão da torcida e pela catimba, mas fatos como esses são inadmissíveis. Por esse motivo, o Flamengo não foi para o vestiário e passou o intervalo no gramado.

A segunda etapa era tudo ou nada para os cariocas. O Flamengo se portava bem dentro de campo, mas pecava no último passe. O time melhorou muito com a entrada de Petkovic, que não pode ser reserva da equipe de maneira nenhuma. Entretanto, quando parecia que o Mengão conseguiria ampliar o placar, veio o duro golpe. Montillo recebeu a bola na intermediária, caminhou livremente em direção ao gol sem marcação e, vendo o goleiro Bruno adiantado, deu um lindo toque por cima encobrindo o arqueiro para empatar o jogo. O gol chileno obrigava os brasileiros a marcarem mais dois. Missão difícil faltando pouco mais de 15 minutos para o término.

Mas, aos 32 minutos, Adriano deu esperanças aos rubro-negros novamente. Em outro bate-rebate, Leonardo Moura tocou de calcanhar para o Imperador marcar o segundo. Precisando de mais um gol, o Flamengo foi todo a frente, mas o nervosismo impossibilitou que o tento saísse. O jogo terminou e os jogadores da Universidad do Chile comemoram muito a classificação para as semifinais, quando enfrentarão o Chivas Guadalajara, do México. O primeiro jogo é na casa dos mexicanos no dia 28 de julho e a volta será em Santiago em 4 de agosto.

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Cuca

Cuca deve estar completamente arrependido de ter aceitado o convite da diretoria do Flamengo para treinar a equipe. É a sua segunda passagem pelo rubro-negro carioca. Na primeira vez, em 2005, não teve sucesso. Como agora continua não tendo o sucesso imaginado. Não por falta de capacidade ou por não ser um bom treinador. Cuca tenta de todas as formas contornar as coisas, mas seu fim está próximo.

Paranaense de Curitiba, Cuca apareceu no cenário dos treinadores com um belo trabalho no Goiás, no Campeonato Brasileiro de 2003. Isso rendeu um convite do São Paulo, onde mesmo não ganhando títulos, o treinador fez um bom trabalho e montou a equipe que mais tarde venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes, em 2005. Depois passou por Flamengo, Grêmio, Coritiba e São Caetano. Em todas as ocasiões não obteve êxito. Então, começou sua trajetória de amor e ódio no Botafogo. Foram dois vice-campeonatos consecutivos do Campeonato Carioca para o rival Flamengo e uma eliminação trágica da Copa Sul-Americana contra o River Plate. Cuca saiu de cabeça erguida e afirmou que deixava uma parte de sua história no clube de General Severiano. Passou por Fluminense e Santos e também não deu certo. Voltou para o Flamengo no começo desse ano com um projeto audacioso. A primeira etapa foi concluída com sucesso, quando venceu o Campeonato Carioca. A segunda esbarrou no Internacional, quando foi eliminado da Copa do Brasil. E a conquista do Campeonato Brasileiro – o clube não é campeão desde 1992 – seria a terceira e principal meta do treinador frente ao elenco rubro-negro.

Não está nada perdido, afinal estamos no começo da competição. Mas pelo visto, Cuca perdeu, de fato, o comando da equipe, principalmente após a chegada de Adriano. O Flamengo é um dos maiores e mais tradicionais clubes do futebol brasileiro e isso é fato. Mas a maneira como seus dirigentes comandam o clube é desastrosa. Podem colocar qualquer técnico para dirigir a equipe, mas quem sempre manda e desmanda é a diretoria. Treinador não tem autonomia e nem voz na Gávea. Isso acontece há tempos, não é novidade. Isso também acontece com Cuca e ao que parece de uma forma até mais evidente, já que o treinador tem fama de ‘bonzinho’ e de sempre dar ouvidos para todos os lados, sejam os dirigentes ou os jogadores. Mas Adriano parece ter deixado Cuca com a cabeça quente. O Imperador continua o mesmo. Falta nos treinamentos, está fora de forma e nada faz para mudar esse panorama. Está em casa, do jeito que sempre sonhou. Sem responsabilidades e sendo o foco de tudo. Ainda assim, é titular da equipe por ordens da diretoria que visa lucro em cima de lucro com sua imagem e, por isso, passam a mão em sua cabeça em todas as ocasiões e deixam o treinador em uma enorme enrascada.

Não bastasse isso, alguns jogadores demonstram claramente o desinteresse e a falta de vontade de jogar no Flamengo. Juan pensa que manda e faz as coisas como quer. Bruno bate de frente com todos e depois pede desculpas para acalmar os ânimos. Leonardo Moura caiu muito de rendimento e acha que joga mais do que realmente demonstra em campo. Josiel não sabe se sairá no meio do ano e está com a cabeça longe. Ibson quer ficar, mas ainda não está definida sua permanência. Realmente problemas não faltam para o Flamengo e, principalmente, para  o Cuca. E para piorar, a equipe levou nove gols em dois jogos na competição e parece ir ladeira abaixo.

Como mudar esse panorama? Acho que o maior prejudicado em toda essa confusão é o Cuca. Ninguém o respeita, ninguém faz o que ele pede, ninguém está nem aí para o que ele pensa. Está perdendo seu precioso tempo em meio a essa bagunça chamada Flamengo. Está com os dias contados, mas fosse eu o Cuca, colocaria minha CUCA para pensar e sairia o mais rápido possível do clube. Ele não merece e aparentemente também não aguenta mais ser tão cobrado e não poder desenvolver seu trabalho do jeito que planejou.

E você torcedor, o que pensa? Cuca deveria sair do Flamengo? Ele é culpado pela má fase da equipe e dos problemas no grupo? Opine!

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Clube de Regatas do Flamengo: Campeão Carioca 2009

O torcedor rubro-negro é acostumado a decisões e títulos. É ainda mais acostumado aos títulos estaduais. Hoje, pela 31ª vez na história, o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca e agora, é o maior campeão do Rio de Janeiro, superando o Fluminense, que tem 30 conquistas.

Assim como nos dois últimos anos, o Flamengo encontrou o rival Botafogo na decisão do estadual. E assim como em 2007 e 2008, o time da Gávea levou a melhor e se tornou tricampeão carioca. Com o Maracanã lotado (84.027 torcedores), os rubro-negros saíram na frente do Glorioso. Kléberson fez dois gols, um aos 19 e outro aos 38 minutos do primeiro tempo.

Parecia que o Botafogo estava entregue. Mas o lateral esquerdo Juan tocou a mão na bola dentro da área e o árbitro Péricles Cortez marcou o pênalti. O ‘pantera’ Victor Simões, revelado na Gávea, cobrou bem o pênalti, mas o goleiro Bruno fez grande defesa, enlouquecendo a maioria dos torcedores no Maracanã. Seria o fim da decisão e a confirmação do título rubro-negro? Não, ainda não.

O Botafogo ressurgiu das cinzas e em dois minutos mudou a partida. O zagueiro Juninho cobrou falta aos 16 minutos da etapa complementar e diminuiu o marcador. Na sequência, o botafoguense Túlio Souza empatou o jogo. Parecia que os ‘deuses do futebol’ não deixariam o Botafogo ser vice pela terceira vez seguida e passariam esse desprazer ao técnico Cuca, agora no Flamengo, mas vice com o Glorioso nos últimos dois estaduais.

Como a primeira partida terminou empatada por 2X2, o resultado de hoje levou a decisão à disputa de pênaltis. O clima de agonia tomou conta das duas torcidas. Os flamenguistas imaginavam como seria perder a chance de pela quinta vez na história conquistar o tricampeonato carioca com um jogo praticamente ganho. Os botafoguenses, ainda extasiados pela rápida recuperação, não queriam nem pensar em serem derrotados nos pênaltis de novo, assim como em 2007. Mas foi isso que aconteceu.

Como em 2007, o goleiro Bruno foi decisivo, defendeu as cobranças de Juninho e Leandro Guerreiro e garantiu o título para o Flamengo. A disputa terminou 4X2. Kléberson, Juan, Airton e Leonardo Moura fizeram para o time da Gávea. Léo Silva e Gabriel descontaram para a equipe de General Severiano.

O Flamengo manteve sua hegemonia no cenário estadual e com o título de hoje, confirmou a sexta conquista na década (00, 01, 04, 07, 08 e 09). Parabéns ao Mengão e à maior torcida do Brasil, que está festejando muito a conquista por todo o país.

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