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Posts Tagged ‘Klose’

Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 3 Alemanha

Uruguaios e alemães se enfrentaram no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Os comandados de Joachim Löw entraram em campo com Cacau no lugar de Klose, contundido. O goleiro Neuer também saiu do time, cedendo lugar ao experiente Butt (uma forma de homenagem ao atleta de 36 anos). No Uruguai, as novidades eram o retorno de Diego Lugano (recuperado de uma contusão no joelho) e Luis Suárez, que foi suspenso após a expulsão contra Gana.

Os dois times começaram a partida partindo para cima do adversário. E a Alemanha acertou a trave logo aos dez minutos, em cabeçada de Friedrich, após cobrança de escanteio. Os europeus trocavam mais passes e tinham maior controle do jogo. E este domínio resultou em gol, aos 18 minutos, quando Schweinsteiger chutou de fora da área e Muslera espalmou nos pés de Thomas Müller, que marcou seu quinto gol no Mundial.

O Uruguai acordou e resolveu atacar com mais perigo. Comandados pelo atacante Diego Forlán, os sul-americanos foram em busca do empate, enquanto a Alemanha se defendia com eficiência, até que um de seus principais jogadores na Copa, Schweinsteiger, errou uma jogada no meio e perdeu a bola para Suárez. Ele lançou Cavani pela esquerda, que entrou na área e empatou o jogo.

A empolgação tomou conta do time uruguaio, que manteve a pressão e foi em busca da virada. Suárez começou a aparecer mais no jogo, causando dor de cabeça à zaga alemã. Aos 41, em boa tabela com Forlán, ele entrou na área e bateu cruzado, mas a bola saiu. Os germânicos responderam em jogada do habilidoso meia Özil pela direita, mas Friedrich errou o chute.

No segundo tempo, o Uruguai virou o jogo logo aos seis minutos. Arévalo levou pela direita e cruzou para Forlán, que bateu de primeira, sem chances para Butt. Foi também o quinto gol dele na Copa, o que o deixa como um dos artilheiros até a final de amanhã. Mas a Alemanha não desistiu e empatou rapidamente, dando mostra de sua força. Após cruzamento de Boateng da direita, Muslera falhou e Jansen, de cabeça, deixou tudo igual de novo.

O gol parece ter tirado o ânimo do Uruguai. Os alemães, que não tinham nada a ver com isso, partiram para a virada. Cacau aos 26 e Schweinsteiger, aos 29, quase marcaram o terceiro. O time de Oscar Tabárez só concluiu uma vez, aos 33, em cobrança de falta de Maxi Pereira, que mandou por cima de Butt. Aos 37, em cobrança de escanteio de Özil, a bola bateu em Lugano e sobrou para Khedira empurrar para o gol de cabeça. O Uruguai ainda tentou na base da raça e ‘El Loco’ Abreu entrou para tentar a jogada aérea. Mas a grande chance de empatar só aconteceu aos 47 minutos. Forlán cobrou falta na entrada da área e a bola caprichosamente explodiu na trave.

Fim de jogo e o terceiro lugar merecido para a Alemanha, que mostrou que é possível apostar em jovens talentos em uma Copa do Mundo. O Uruguai também merece todos os elogios, por chegar a uma semifinal e ficar novamente entre os melhores do mundo, algo que não acontecia há 40 anos.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Argentina 0 X 4 Alemanha

O duelo de duas potências do futebol mundial válido pelas quartas de final da Copa do Mundo tinha tudo para ser o grande jogo da competição. De um lado, uma Argentina empolgada e parecendo viver uma lua de mel com seu treinador Diego Maradona. Do outro, uma Alemanha renovada com um futebol rápido e envolvente. Porém, o que se viu no gramado do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi uma avalanche alemã que atropelou os argentinos sem dó nem piedade e venceu facilmente por 4 a 0.

Antes mesmo do início da partida, Maradona deve ter se preocupado e rezado muito por seus defensores. Os resultados positivos contra seleções medianas até então, escondiam um problema crônico da atual Seleção Argentina: a defesa. O sistema defensivo formado por um goleiro fraco e zagueiros lentos, seria o prato cheio para a habilidade e velocidade dos jovens da Alemanha. E isso se comprovou logo aos dois minutos. Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda, a zaga argentina ficou só olhando e Thomas Müller, de cabeça, antecipou o goleiro Sergio Romero para abrir o marcador. O começo fulminante dos europeus assustou os sul-americanos.

Prensados no campo de defesa, os argentinos não conseguiam criar jogadas ofensivas e esbarravam na forte marcação da Alemanha. Acusando o golpe, a Argentina quase levou o segundo gol aos 23 minutos. Müller fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Klose, que finalizou para fora e desperdiçou grande oportunidade. Como não poderia deixar de ser, todas as tentativas dos argentinos passavam pelos pés de Messi, que recebia marcação de dois ou três adversários e, assim, não conseguia criar suas tradicionais jogadas.

Aos 33, num dos raros momentos interessantes, Higuaín recebeu a bola dentro da área, girou e bateu no canto, mas Neuer defendeu. No minuto seguinte, Messi cobrou falta e a bola bateu na barreira. No rebote, Heinze dominou e lançou para Tevez, que passou para Higuaín marcar o gol. Porém, o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, invalidou o tento acertadamente, já que Tevez e Higuaín estavam impedidos no lance.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alemã. Assim, restavam 45 minutos para a Argentina melhorar seu futebol e tentar a virada. Entretanto, os planos dos sul-americanos foram ruíndo pouco a pouco. Com a postura diferente, os argentinos tiveram ao menos cinco chances de empatar o jogo até os 20 minutos, mas a falta de pontaria não assustou o goleiro alemão. Se aproveitando dos erros do rival, a Alemanha tratou de resolver o jogo. E o segundo gol saiu com imensa facilidade. Aos 22, Müller conseguiu tocar a bola mesmo caído para Podolski, que avançou sem marcação, esperou Klose se posicionar e só rolou para o artilheiro fazer o segundo dos germânicos.

Percebendo a fragilidade do adversário, os alemães sentiram que poderiam fazer mais gols. E fizeram mesmo. Aos 28 minutos, Schweinsteiger fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou três argentinos e, na saída do goleiro, só rolou para Friedrich mandar para o fundo do gol. O placar apontava 3 a 0 e cabia mais. Atônita, a Argentina sentiu o baque e passou a assistir o show da equipe de Joachim Löw. Aos 35, Podolski quase marcou o seu, em chute forte de fora da área bem defendido por Romero.

Mas aos 43 minutos, os argentinos não conseguiram escapar do quarto gol alemão. Em rápido contra-ataque, Podolski avançou com a bola, passou para Özil cruzar e encontrar Klose sozinho na área. O jogador, com a calma peculiar de um matador, tocou de primeira e fez o quarto. O gol fechou o caixão argentino neste Mundial, colocou o alemão na vice-artilharia do torneio, com quatro gols e, de quebra, atingiu à marca de 14 tentos na história das Copas do Mundo, se igualou ao seu compatriota Gerd Müller e ficou a apenas um gol de Ronaldo, o maior artilheiro de todas as competições.

A contundente vitória alemã provou que a renovação feita por Joachim Löw, de fato, foi positiva. Depois de um início avassalador na estreia da Copa, a Alemanha teve sua qualidade colocada à prova após perder para a Sérvia. Mas, de lá para cá, o que se viu foram grandes atuações dos germânicos. Thomas Müller e Özil são as grandes revelações do torneio, enquanto Podolski e Schweinsteiger são os maestros do time, além do já conhecido faro de gol do artilheiro Miroslav Klose. Assim, a equipe europeia aparece como a grande favorita para levar a taça neste ano e conquistar seu tetracampeonato.

Aos argentinos, só restam as lágrimas. O semblante de Maradona ao término da partida evidenciava o estrago que os alemães fizeram. O ex-jogador confiava demais na conquista de uma Copa do Mundo como treinador. Apostava em sua principal estrela, Lionel Messi, que nada fez no Mundial. A Argentina segue em sua sina de não conseguir um bom resultado sequer há 20 anos, desde a Copa da Itália, em 1990, quando foram derrotados pelos mesmos adversários de hoje na decisão.

Paraguai 0 X 1 Espanha

O jogo decisivo entre paraguaios e espanhóis no Ellis Park, em Joanesburgo, tinha um roteiro anunciado antecipadamente. Se tudo corresse dentro dos conformes, a Espanha venceria facilmente o Paraguai, que teve seu méritos ao chegar até as quartas de final, mas que, ao mesmo tempo, atingiu esta fase como a pior equipe entre as finalistas. Como o futebol é um esporte totalmente imprevísivel, os europeus estiveram perto de perder a vaga na semifinais e, depois de uma reviravolta, conseguiram vencer com muito suor o adversário por 1 a 0 e obtiveram a classificação.

O primeiro tempo da partida foi amarrado demais. Os paraguaios apresentaram novamente seu conhecido ferrolho e impuseram muitas dificuldades aos espanhóis. Dessa forma, nenhuma chance real de gol foi criada e os goleiros foram meros espectadores do jogo. Parecia que toda a emoção estava reservada para a segunda etapa.

Aos 11 minutos, Edgar Barreto cobrou escanteio da esquerda e, enquanto a bola viajava pela área, o zagueiro Piqué agarrou Cardozo. O árbitro não hesitou ao marcar o pênalti e o próprio Cardozo bateu e viu Iker Casillas defender. O atacante desperdiçou uma chance e tanto de ver sua equipe continuar fazendo história nos gramados da África do Sul.

Após a defesa da penalidade, Casillas lançou a bola para o campo de ataque e, de forma incrível, David Villa avançou e foi derrubado por Alcaraz dentro da área. O árbitro guatemalteco Carlos Batres exagerou e marcou outro pênalti. Xabi Alonso cobrou e fez o gol, mas o juiz mandou voltar por ter visto uma invasão na área. Assim, o espanhol cobrou de novo e Justo Villar defendeu. Em um minuto, o jogo chato se transformou e ganhou emoção para todos os gostos. Com os erros de Cardozo e Xabi Alonso, o placar persistiu e quem se saiu bem foram os goleiros.

Com tantas emoções, o jogo melhorou consideravelmente. O Paraguai resolveu sair de trás e a partida ficou aberta. Com a habitual troca de passes, os espanhóis foram com tudo em busca do gol. Aos 17, depois de rápido contra-ataque, Iniesta chutou colocado e Villar fez boa defesa. O gol saiu, enfim, somente aos 37 minutos. Depois de boa triangulação no meio campo, Fábregas tocou para Xavi, que passou para Iniesta. O jogador do Barcelona avançou, driblou dois paraguaios e rolou para Pedro chutar a bola na trave. No rebote, David Villa bateu de primeira e, caprichosamente, a bola tocou nas duas traves antes de entrar. Foi o quinto tento anotado por Villa na Copa do Mundo em cinco partidas disputadas. Assim, o atacante espanhol é o artilheiro isolado do torneio.

Depois de sofrer o gol, o time sul-americano não teve forças para reagir e, dessa forma, se despediu da Copa do Mundo de forma honrosa. Além de ter chegado às quartas de final pela primeira vez na história, os paraguaios venderam caro a derrota para a favorita Espanha, que segue firme no Mundial em busca do inédito feito. Com a vitória, a ‘Fúria‘ quebrou uma marca que já durava 60 anos. A primeira e única vez que os espanhóis chegaram a uma semifinal de Copa do Mundo, aconteceu no longínquo ano de 1950, quando a competição foi disputada no Brasil.

Assim, o que tinha tudo para ser uma Copa América com grife, cada vez mais se transforma numa Eurocopa. O clássico europeu entre Alemanha e Espanha vale uma vaga na decisão do Mundial e acontecerá na próxima quarta-feira (7/7), no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30. Os alemães tentam chegar à oitava final de Copa do Mundo, enquanto os espanhóis buscam a primeira.

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Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha e Inglaterra se enfrentaram na cidade de Bloemfontein, no primeiro duelo de grandes da Copa do Mundo, valendo uma vaga para as quartas de final. O time do técnico Joachim Löw classificou-se em primeiro no grupo D. Já os comandados de Fabio Capello ficaram em segundo no grupo C, atrás dos Estados Unidos.

O jogo começou cadenciado, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. O meio campo alemão trocava passes rápidos entre Schweinsteiger, Özil e Müller. Os ingleses se movimentavam bastante com Lampard, Gerrard e Rooney, que voltava para buscar o jogo. Mas nenhum dos times tinha ainda levado perigo ao gol adversário.

A situação mudou aos 20 minutos, quando o goleiro Neuer deu um chutão pra frente. A bola passou por todo o time inglês e chegou até Klose, que protegeu bem e se esticou todo para mandar, com a ponta do pé direito, para o fundo do gol de James. O gol deu confiança aos alemães, que partiram para o ataque. O segundo tento foi questão de tempo. Em uma ótima troca de passes pelo meio, Müller passou para Klose e avançou. O atacante devolveu perfeitamente e Müller cruzou para Podolski na esquerda. Ele ajeitou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro James. A impressão era que a Alemanha iria atropelar os ingleses.

No entanto, os súditos da rainha enfim reagiram. Lampard e Gerrard começaram a participar mais da partida e criavam mais opções de ataque. E aos 37, em cobrança de falta de Gerrard, o goleiro Neuer saiu mal e o zagueiro Upson tocou de cabeça para o gol vazio.

O gol fez bem aos ingleses, que passaram a pressionar. Gerrard avançava pela esquerda e Lampard trocava passes com Johnson pela direita. A Alemanha recuou e esperava o intervalo. Aí veio o lance mais emblemático do Mundial até aqui. Defoe dividiu uma bola na entrada da área e ela sobrou para Lampard que, com categoria, bateu por cima de Neuer e encobriu o goleiro. A bola acertou o travessão e caiu dentro do gol, para sair em seguida. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda e o assistente Mauricio Espinosa não marcaram.

Este lance merece destaque devido ao que aconteceu 44 anos atrás, na final da Copa de 1966 entre os dois países. A partida estava empatada em 2×2 quando, na prorrogação, o inglês Hurst bateu pro gol, a bola tocou no travessão e depois em cima da linha. Mas naquela ocasião, a arbitragem deu o gol para os ingleses.

No segundo tempo, a Inglaterra partiu para o ataque. E a Alemanha apostou no contra-ataque, uma de suas principais armas neste Mundial. Logo aos seis minutos, Lampard acertou o travessão, em cobrança de falta. Os ingleses vinham com tudo e o gol parecia questão de tempo.

Mas o futebol tem seus caprichos e eles apareceram mais uma vez. Após cobrança de falta de Lampard parar na barreira, Müller lançou para Podolski e seguiu para o ataque. Podolski avançou pela esquerda e devolveu para Müller, que bateu forte para ampliar o placar. Apesar disso, os ingleses continuaram em busca do segundo gol. Mas outro contra-ataque alemão, aos 25, cravou de vez a faca no coração do ‘English Team’. Klose, ajudando a defesa, recuperou a bola e fez ótimo lançamento para Özil, que ganhou de Johnson na corrida e rolou para o meio. Müller, sempre ele, apareceu livre e definiu a vaga para a Alemanha.

Aí sim a Inglaterra sentiu o golpe. Os jogadores esperavam apenas o fim da partida, pois não havia mais o que fazer. Fim de jogo e classificação alemã garantida para a próxima fase. O time de Joachim Löw fez uma partida sensacional e passou por um rival difícil.

Já a Inglaterra decepcionou. Seus principais jogadores (Lampard, Gerrard e Rooney) não corresponderam à expectativa em torno de seu futebol. A Alemanha avança com um futebol bonito e eficiente e se credencia como um dos favoritos ao título. O gol inglês não marcado favoreceu os alemães, pois o empate naquele momento deixaria o jogo totalmente aberto. Mas a qualidade técnica superior da Alemanha ficou evidente e não pode ser ignorada, pois o melhor time venceu.

Argentina 3 X 1 México

Argentina e México se enfrentaram no estádio Soccer City, para definir quem encararia a Alemanha. Os argentinos venceram o grupo B com facilidade. Já os mexicanos conquistaram a vaga com o segundo lugar no grupo A.

A partida começou melhor para o time do técnico Javier Aguirre, que apostava na velocidade de Giovanni dos Santos, Bautista e Hernandez. Aos sete minutos, Salcido soltou uma bomba de longe, mas acertou a trave. Na sequência, Guardado fez boa jogada e chutou com efeito, mas a bola caprichosamente raspou a trave e foi pra fora.

As investidas mexicanas despertaram o craque argentino Lionel Messi, que apostava em sua velocidade para tentar o gol. Ele tentou encobrir o goleiro Pérez, sem sucesso. O México tinha o controle da partida e conseguia impedir os avanços de Messi e Tevez. Mas aí o apito amigo apareceu para alegrar os argentinos.

Messi lançou Tevez, que dividiu com o goleiro Pérez, e bola foi afastada. No rebote, o jogador do Barcelona bateu por cima e Tevez, impedido, tocou de cabeça e abriu o placar. O telão do estádio mostrou o lance e deixou clara a posição irregular do ex-corintiano. Os mexicanos partiram pra cima do árbitro, mas ele validou o gol.

E o domingo era mesmo dia de presente para a Argentina. Desta vez foi o zagueiro Osório que errou na entrada da área. A bola sobrou limpa para Higuaín driblar Pérez e marcar o segundo. O atacante é agora o artilheiro isolado da Copa do Mundo, com quatro gols.

A vantagem deu tranquilidade aos comandados de Maradona e deixou os mexicanos abatidos. A Argentina percebeu que poderia definir o confronto ainda no primeiro tempo e atacou ainda mais. Di Maria, aos 36, bateu cruzado e Pérez fez ótima defesa. Aos 40, Higuaín subiu livre e por pouco não marcou o terceiro.

Na volta do intervalo, Javier Aguirre tirou Bautista e colocou o atacante Pablo Barrera, na tentativa de diminuir o prejuízo. Mas a tática foi por água a baixo logo aos sete minutos, quando Tevez tentou o passe e Maza dividiu com ele. O argentino ficou com a sobra e soltou uma pancada da entrada da área. Golaço para definir a classificação da ‘Albiceleste’.

Com a vaga praticamente garantida, o México tentou ao menos fazer o gol de honra. Aos 24, Barrera chutou, mas Heinze tirou em cima da linha. Logo em seguida, o bom Hernandez recebeu na entrada da área, fez o giro e saiu na cara de Romero. O mexicano encheu o pé e diminuiu o placar.

Apesar do gol sofrido, a Argentina não se abalou. Messi, em partida apenas regular, tentava marcar o seu. E no final do jogo quase conseguiu. Ele recebeu pela direita e fez sua jogada mais típica: driblou em diagonal para a entrada da área e chutou forte, mas Pérez salvou.

Vitória boa do time de Maradona, que mostra deficiências na defesa, mas tem um ótimo ataque. Messi, Tevez e Higuaín podem dar ainda muito trabalho neste Mundial. Resta saber se a defesa argentina vai conseguir parar Klose, Podolski, Özil e Müller.

O México de despede com uma boa participação, como sempre, e mantém a média de chegar ao menos nas oitavas de final, algo que faz continuamente desde 1994. Assim como em 2006, Argentina e Alemanha jogam nas quartas de final da Copa do Mundo. Este grande duelo será no próximo sábado (3/7), na Cidade do Cabo, às 11h. Imperdível!

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Com a primeira fase da Copa do Mundo concluída, restaram apenas 16 seleções em busca do título mais cobiçado do futebol mundial. Dessa forma, saiba quanto as federações pagarão de premiação para seus atletas em caso de conquista. Antes de qualquer coisa, é fácil afirmar que os atletas que se sagrarem campeões deste Mundial, voltarão para casa com o bolso cheio de dinheiro, cheio mesmo.

Por incrível que pareça, uma equipe coadjuvante já é campeã no quesito premiação. Os Estados Unidos, donos da maior economia mundial, disponibilizarão um prêmio de € 730 mil (R$1,6 milhão) para cada jogador em caso de título na África do Sul. Os norte-americanos já disputaram oito mundiais na história e, curiosamente, a melhor colocação foi obtida em 1930, ano de estreia do torneio, quando alcançaram o terceiro lugar. Mesmo não sendo cotada como uma das favoritas ao título, o time comandando pelo técnico Bob Bradley recebeu um generoso incentivo.   
 
A segunda colocada no ranking das premiações é a seleção que chegou mais confiante à África: a Espanha. Dos considerados ‘grandes do futebol mundial’, os espanhóis são os únicos que jamais conquistaram a Copa do Mundo. Depois de fracassar nas 12 oportunidades que teve, a ‘Fúria‘ confia muito em quebrar a escrita e se tornar campeã mundial neste ano. Caso isso aconteça, cada atleta receberá a quantia de  € 600 mil (R$1,3 milhão), oferecida pela entidade que rege o futebol no país. A Argentina, por sua vez, confia tanto na atual equipe comandada por Lionel Messi que, se conquistarem o tricampeonato em solo sul-africano, os companheiros do melhor jogador do mundo receberão € 520 mil (R$1,1 milhão) cada, valores esses que colocam os argentinos no terceiro lugar das premiações.
 
Quase cinco décadas depois de conquistar o primeiro e único Mundial, a Inglaterra figura na quarta posição do ranking. Forte economicamente, os ingleses prometeram € 450 mil (R$998 mil) para Terry, Lampard, Rooney e companhia levarem a taça de volta para a terra da rainha. O quinto colocado é o Brasil, maior vencedor de Copas do Mundo com cinco conquistas. Buscando o hexacampeonato, a CBF ofereceu € 448 mil (R$993 mil) para cada atleta do grupo, comprovando que dinheiro não é problema na entidade que comanda o futebol brasileiro. Com dez patrocinadores fixos, estima-se que a organização arrecade atualmente R$220 milhões por ano.
 
Na lista dos mais endinherados do futebol, ainda aparece outra seleção europeia postulante ao título: Alemanha. A sexta posição do ranking de premiações não significa que, caso seja tetracampeã do mundo, os atletas alemães não serão bem pagos. A entidade do país ofereceu € 250 mil (R$553 mil) para Lahm, Schweinsteiger, Podolski, Klose e todos os outros companheiros para buscar a taça na África do Sul.

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Por: Erik Rodrigues*

Argélia 0 X 1 Eslovênia

Mais um jogo truncado e fraco tecnicamente nesta primeira fase. Assim foi Eslovênia x Argélia, que se enfrentaram no estádio Peter Mokoba, em Polokwane. O fato curioso foi a presença do craque Zinedine Zidane nas tribunas de honra. O ex-jogador francês é descendente de argelinos e foi apoiar o time, mas não levou muita sorte.

No primeiro tempo, a partida ficou basicamente centralizada no meio de campo. Prova disso é que cada time tinha apenas um atleta no ataque. A Argélia pressionou por meio da bola parada em duas oportunidades, mas sem levar muito perigo. Já a Eslovênia deu trabalho ao goleiro Chaouchi apenas aos 42 minutos. O sono era grande…

No segundo tempo, a partida continuou devagar. Confesso que cheguei a cochilar por uns dez minutos, mas tenho certeza que nada de importante aconteceu neste período. O jogo permaneceu o mesmo do primeiro tempo, lento e truncado pelo meio. Sem talentos individuais, ninguém tentava um lance mais ousado. Até que o atacante argelino Ghezzal, que tinha entrado no intervalo, foi expulso por ter colocado o braço na bola (ele já tinha levado o cartão amarelo ao dar um carrinho, no início da segunda etapa).

A Eslovênia se animou e partiu pra cima. Após pressão, o capitão Koren chutou de fora da área, sem muita força. Aí o bravo goleiro argelino Chaouchi tentou encaixar, mas a bola passou ao lado de seu corpo e foi para o fundo do gol. Não fosse esta falha, teríamos mais um 0x0 na Copa.

Surpreendentemente, a Eslovênia lidera o grupo C, já que Inglaterra e Estados Unidos empataram ontem. Na próxima rodada, dia 18, os eslovenos encaram os norte-americanos em Joanesburgo. E a Argélia joga contra a Inglaterra na Cidade do Cabo.

Gana 1 X 0 Sérvia

Finalmente um jogo mais animado neste domingo. Gana e Sérvia se enfrentaram no estádio Loftus Versfeld, em Pretória, para um público de 38.833 pagantes, a maioria deles torcedores da equipe africana. Ambos os times sabiam da importância da vitória, uma vez que estão no grupo da Alemanha e precisam somar o máximo de pontos possíveis até o confronto com os tricampeões mundiais.

No primeiro tempo, a Sérvia já ameaçava. Aos 12 segundos, Pantelic viu o goleiro Kingson adiantado e arriscou de longe, mas a bola foi pra fora. Gana respondeu em seguida, em chute de Annan, que foi pela linha de fundo. Após as investidas iniciais, a seleção africana dominou o meio campo e trocava bons passes, chegando mais perto do gol adversário. Asamoah levantou a bola na área e Mensah mandou para fora. Em outra jogada aérea, Gyan quase abriu o placar.

Percebendo que estava correndo sério risco, a Sérvia reagiu. O time europeu foi ao ataque e conseguiu três conclusões perigosas, mostrando que também poderia marcar. Stankovic, principal jogador sérvio, estava apagado e só arriscou um chute aos 38 minutos.

Na segunda etapa, Gana manteve as bolas levantadas na área. Ayew (filho do maior ídolo de Gana, Abedi Pelé) tinha mais liberdade e chegava com perigo. Parecia que o gol era questão de tempo, mas os erros de finalização se repetiam e deixavam a torcida apreensiva. O time da Sérvia se defendia, com destaque para o zagueiro Vidic, do Manchester United, que estava bem no jogo. Até que, aos 29 minutos, o zagueiro Lukovic recebeu o segundo cartão amarelo e foi justamente expulso pelo árbitro argentino Hector Baldassi. Com este cenário, o técnico Radomir Antic tirou o meia Jovanovic para colocar o defensor Subotic e recompor a defesa.

Mesmo com um a menos, a Sérvia criou boas oportunidades. Em uma delas, Krasic recebeu na área e bateu forte, obrigando o goleiro Kingson a se esforçar para evitar o gol. Ivanovic, lateral direito que joga no Chelsea, avançou pela direita e quase marcou. Como quem não faz toma, aos 37 minutos, após cruzamento na área, o sérvio Kuzmanovic tocou a bola com a mão e o juiz marcou pênalti. Gyan bateu firme e fez o gol da vitória.

O gol abateu o time da Sérvia que, com um a menos, não reagiu. A torcida de Gana comemorou muito a primeira vitória de uma equipe africana na primeira Copa do Mundo realizada no continente. Para comemorar o feito, os jogadores deram uma volta no gramado com a bandeira do país. Uma cena muito legal que mostra toda a empolgação dos africanos com o Mundial.

Alemanha 4 X 0 Austrália

A Alemanha estreou na Copa 2010 mostrando porque deve ser respeitada. Mesmo tendo perdido cinco jogadores no período de preparação, o time do técnico Joachim Löw teve e melhor estreia entre os favoritos ao título. No início da partida, a Austrália até teve uma boa chance, após cobrança de escanteio. Porém, aos oito minutos, Müller foi à linha de fundo e cruzou para trás. Podolski bateu de primeira e abriu o placar para os germânicos.

Ao contrario dos outros times, a Alemanha não se acomodou. Percebendo a fragilidade do adversário, os tricampeões mundiais continuaram atacando. Com o habilidoso Ozil pelo meio e o capitão Lahm pela direita, o segundo gol era questão de tempo. E ele veio aos 26 minutos, após cruzamento de Lahm, Klose completou de cabeça para a rede, marcando seu 11º gol em mundiais.

O meio campo alemão tomava conta do jogo e os australianos não reagiam. As boas trocas de passes entre Schweinsteiger, Ozil e Müller envolviam a defesa adversária. E 2 x 0 no primeiro tempo acabou sendo pouco.

Na segunda etapa, a Austrália melhorou a marcação e conseguiu conter o ânimo alemão. Mas aos 11 minutos, o principal jogador do time, Tim Cahill, deu um carrinho por trás em Schweinsteiger e foi expulso. O que já era difícil ficou praticamente impossível. Com um homem a mais, a Alemanha voltou a dominar e marcou o terceiro gol com Müller, após ótima troca de passes.

Com a partida ganha, o técnico Joachim Löw trocou alguns jogadores. E o brasileiro Cacau entrou no lugar de Klose, para marcar em seguida após bom passe de Ozil. Com o resultado, a Alemanha assumiu a liderança do grupo D pelo saldo de gols. Porém, o mais importante foi o futebol exibido no jogo de estreia. Ao contrario dos outros favoritos como Inglaterra e Argentina, os alemães mostraram que têm um bom conjunto e podem sim brigar pelo tetracampeonato.

Aqui vale uma informação interessante: durante a transmissão da partida pelo canal SporTV, o comentarista Maurício Noriega noticiou que, em conversa com jornalistas alemães, a maioria deles disseram que o elenco gostou do corte do meio campo Michael Ballack. Segundo a imprensa alemã, ele tinha problemas com o elenco e sua saída foi benéfica para o time, que se fechou para provar que pode fazer uma boa campanha na África do Sul.

Na próxima sexta-feira, a Alemanha enfrenta a Sérvia em Porto Elizabeth, enquanto a Austrália encara Gana em Rustemburgo, no sábado.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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