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Posts Tagged ‘Jansen’

Por: Erik Rodrigues*

Uruguai 2 X 3 Alemanha

Uruguaios e alemães se enfrentaram no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Os comandados de Joachim Löw entraram em campo com Cacau no lugar de Klose, contundido. O goleiro Neuer também saiu do time, cedendo lugar ao experiente Butt (uma forma de homenagem ao atleta de 36 anos). No Uruguai, as novidades eram o retorno de Diego Lugano (recuperado de uma contusão no joelho) e Luis Suárez, que foi suspenso após a expulsão contra Gana.

Os dois times começaram a partida partindo para cima do adversário. E a Alemanha acertou a trave logo aos dez minutos, em cabeçada de Friedrich, após cobrança de escanteio. Os europeus trocavam mais passes e tinham maior controle do jogo. E este domínio resultou em gol, aos 18 minutos, quando Schweinsteiger chutou de fora da área e Muslera espalmou nos pés de Thomas Müller, que marcou seu quinto gol no Mundial.

O Uruguai acordou e resolveu atacar com mais perigo. Comandados pelo atacante Diego Forlán, os sul-americanos foram em busca do empate, enquanto a Alemanha se defendia com eficiência, até que um de seus principais jogadores na Copa, Schweinsteiger, errou uma jogada no meio e perdeu a bola para Suárez. Ele lançou Cavani pela esquerda, que entrou na área e empatou o jogo.

A empolgação tomou conta do time uruguaio, que manteve a pressão e foi em busca da virada. Suárez começou a aparecer mais no jogo, causando dor de cabeça à zaga alemã. Aos 41, em boa tabela com Forlán, ele entrou na área e bateu cruzado, mas a bola saiu. Os germânicos responderam em jogada do habilidoso meia Özil pela direita, mas Friedrich errou o chute.

No segundo tempo, o Uruguai virou o jogo logo aos seis minutos. Arévalo levou pela direita e cruzou para Forlán, que bateu de primeira, sem chances para Butt. Foi também o quinto gol dele na Copa, o que o deixa como um dos artilheiros até a final de amanhã. Mas a Alemanha não desistiu e empatou rapidamente, dando mostra de sua força. Após cruzamento de Boateng da direita, Muslera falhou e Jansen, de cabeça, deixou tudo igual de novo.

O gol parece ter tirado o ânimo do Uruguai. Os alemães, que não tinham nada a ver com isso, partiram para a virada. Cacau aos 26 e Schweinsteiger, aos 29, quase marcaram o terceiro. O time de Oscar Tabárez só concluiu uma vez, aos 33, em cobrança de falta de Maxi Pereira, que mandou por cima de Butt. Aos 37, em cobrança de escanteio de Özil, a bola bateu em Lugano e sobrou para Khedira empurrar para o gol de cabeça. O Uruguai ainda tentou na base da raça e ‘El Loco’ Abreu entrou para tentar a jogada aérea. Mas a grande chance de empatar só aconteceu aos 47 minutos. Forlán cobrou falta na entrada da área e a bola caprichosamente explodiu na trave.

Fim de jogo e o terceiro lugar merecido para a Alemanha, que mostrou que é possível apostar em jovens talentos em uma Copa do Mundo. O Uruguai também merece todos os elogios, por chegar a uma semifinal e ficar novamente entre os melhores do mundo, algo que não acontecia há 40 anos.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Alemanha 0 X 1 Espanha

Enquanto a Holanda fez sua parte ontem ao vencer o Uruguai, hoje era a vez de alemães e espanhóis lutarem pela outra vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2010. Os germânicos apresentaram o melhor futebol do Mundial até aqui e, aos poucos, se credenciaram ao título. Do outro lado, a Espanha, que desembarcou na África do Sul como a principal favorita, não empolgou como o previsto, mas seu futebol de resultados o colocou na semifinal. O palco do duelo foi o belo estádio Moses Mabhida, em Durban, e o confronto europeu tinha tudo para ser um dos grandes jogos do torneio.

Devido a forte marcação das duas equipes, o jogo não foi o espetáculo esperado, mas a eficiência e o jogo coletivo prevaleceram em favor da ‘Fúria‘, que venceu por 1 a 0, eliminou a Alemanha e, pela primeira vez na história, chegou a uma final de Copa do Mundo.

Antes de a bola rolar vieram as primeiras surpresas. O técnico alemão Joachim Löw foi obrigado a mudar a sua equipe, já que Thomas Müller, a grande sensação do torneio, estava suspenso. Em seu lugar, Löw colocou o também jovem Trochowski. Vicente Del Bosque, por sua vez, não tinha jogadores suspensos, mas resolveu tirar o atacante Fernando Torres do time titular e deu uma vaga para a revelação do Barcelona, Pedro Rodríguez.

Quando o jogo começou, outras surpresas continuaram aparecendo. A Alemanha, que até aqui ainda não havia sido atacada por seus adversários, viu logo de cara a Espanha vir com tudo para cima. Os espanhóis diminuíram os espaços e, marcando forte, anularam a principal arma dos germânicos: os contra-ataques. Com a habitual troca de passes, a ‘Fúria‘ teve sua primeira chance aos seis minutos. Pedro lançou entre os zagueiros alemães e encontrou David Villa sozinho na área. O artilheiro da Copa se esticou todo, mas o goleiro Neuer saiu bem do gol e evitou que o placar fosse aberto.

A cada minuto que se passava ficava nítido que Vicente Del Bosque dava um ‘nó tático’ na Alemanha. Sua formação e seu esquema foram preponderantes no jogo. Busquets e Xabi Alonso não davam espaços para os criativos Özil e Podolski, enquanto Xavi não desgrudava de Schweinsteiger e ainda conseguia criar lances perigosos. Aos 14 aconteceu a melhor chance do primeiro tempo. Xavi cruzou a bola da direita e Puyol cabeceou com muito perigo, mas a bola passou por cima da meta alemã.

A primeira parte do duelo terminou com a vantagem espanhola, que se apresentou melhor e pareceu se dar bem jogando na condição de coadjuvante. Por a Alemanha ser tricampeã mundial, uma das seleções mais respeitadas e que vinha de bons jogos no torneio, toda a responsabilidade era dos germânicos. Sem a pressão, a Espanha melhorou ainda mais o seu futebol na segunda etapa.

Pedro começou o segundo tempo infernizando o lado esquerdo da defesa adversária. Rápido e habilidoso, o espanhol deu muito trabalho para Boateng, tanto que Joachim Löw percebeu a tempo e sacou o jogador e colocou Jansen em seu lugar. A Espanha retornou do intervalo disposta a conseguir seu resultado histórico e aos poucos foi preparando o terreno. Aos 13, depois de ótima troca de passes, Xavi chutou e Neuer defendeu. No rebote, Xabi Alonso tocou de calcanhar para Iniesta, que avançou e, sem ângulo, chutou cruzado para o meio da área, mas David Villa não alcançou.

Nos minutos seguintes, a Espanha continuou insistindo, mas Xabi Alonso e David Villa desperdiçaram suas oportunidades. Foi então que, aos 23 minutos, a ‘Fúria‘ foi premiada pelo melhor futebol e abriu o placar. Xavi cobrou escanteio da esquerda, o zagueiro Puyol subiu e, com muita força, testou a bola para o fundo do gol, sem chances de defesa para o goleiro alemão.

Depois de sofrer o gol, a Alemanha saiu de trás e buscou desesperadamente o empate, mas, além de não conseguir, ainda deixou espaços para o contra-ataque espanhol. Em um lance, já no final da partida, Pedro avançou, viu seu companheiro Fernando Torres (que havia entrado no lugar de David Villa) correr sozinho ao seu lado, tentou o drible e perdeu a bola, enlouquecendo o atacante do Liverpool. A chance perdida não fez falta a ‘Fúria‘, que continuou com a mesma postura, não cedeu a pressão do adversário e, de forma honrosa, chegou pela primeira vez na história em uma decisão de Mundial.

O grande duelo decisivo da Copa do Mundo de 2010 acontecerá no próximo domingo (dia 11/07), às 15h30, no estádio Soccer City, em Joanesburgo. Holanda e Espanha jogarão para colocarem o nome de seus países na história do futebol mundial, já que ambos jamais venceram a competição. Independente de quem saía da África do Sul com o título, holandeses e espanhóis fizeram por merecer suas vagas na final, se não encantaram com um futebol brilhante, foram eficientes ao extremo, deixaram rivais para trás e agora estão a 90 minutos da glória.

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